quinta-feira, abril 23, 2026

Autor: Redação

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Brasil vira fornecedor de países que exportam carne bovina aos Estados Unidos



O Brasil ganhou protagonismo em uma nova dinâmica do comércio internacional de carnes. Países vizinhos, como o Paraguai, têm utilizado o produto brasileiro para abastecer seus mercados internos. Com isso, as exportações de carne bovina local para os Estados Unidos são ampliadas. A prática é conhecida como arbitragem ou “triangulação”.

Segundo Lygia Pimentel, diretora da Agrifatto, essa movimentação não fere acordos comerciais, mas ajuda a manter o fluxo global de exportações. “Na prática, o Paraguai pode comprar carne brasileira para consumo doméstico e exportar a sua própria carne para os Estados Unidos, aproveitando os bons preços do Brasil para não reduzir o estoque interno”, explica.

De acordo com dados da Agrifatto, os embarques de carne bovina do Brasil para o mercado paraguaio aumentaram 55% no acumulado de 2025 frente ao mesmo período de 2024. Porém, entre julho e agosto, o volume exportado saltou para 178%.

Competitividade sustenta exportações brasileiras

O movimento de arbitragem ocorre em um momento em que o Brasil deve atingir o maior volume mensal de exportações de carne bovina em setembro. Até a quarta semana do mês passado, foram embarcadas 294,7 mil toneladas da proteína, um recorde da série histórica. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) confirmam que o país ampliou as vendas mesmo fora do mercado norte-americano e enfrentando o tarifaço.

Para Pimentel, o resultado também consolida o país como o fornecedor de carne bovina mais competitivo do mundo. Segundo ela, os preços são 24% mais baixos que a média global. “O país está exportando muito porque possui a carne mais barata do mundo. Essa competitividade tem sustentado as vendas apesar das barreiras comerciais”, afirma.

Além disso, a analista destaca que o desempenho reflete a capacidade de o país diversificar mercados e se manter relevante no comércio internacional, mesmo sem acesso direto aos Estados Unidos.

Oportunidade para o mercado brasileiro

Diante disso, a diretora da Agrifatto afirma que essa “é uma enorme oportunidade” para os pecuaristas brasileiros e o mercado nacional como um todo. Para Pimentel, o bom momento das exportações chega em meio a uma oferta recorde de animais para abate, resultado da fase de liquidação de fêmeas do ciclo pecuário.

Se por um lado esse aumento da disponibilidade de carne poderia pressionar os preços pagos ao produtor, por outro, a demanda global tem funcionado como válvula de escape. “Não fosse a demanda externa aquecida e os baixos preços brasileiros, seria mais difícil escoar esse excedente. A arbitragem tem sido uma oportunidade importante para equilibrar o mercado durante esse período de oferta abundante”, afirma.



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Brasil vira fornecedor de países que exportam carne bovina aos Estados Unidos



O Brasil ganhou protagonismo em uma nova dinâmica do comércio internacional de carnes. Países vizinhos, como o Paraguai, têm utilizado o produto brasileiro para abastecer seus mercados internos. Com isso, as exportações de carne bovina local para os Estados Unidos são ampliadas. A prática é conhecida como arbitragem ou “triangulação”.

Segundo Lygia Pimentel, diretora da Agrifatto, essa movimentação não fere acordos comerciais, mas ajuda a manter o fluxo global de exportações. “Na prática, o Paraguai pode comprar carne brasileira para consumo doméstico e exportar a sua própria carne para os Estados Unidos, aproveitando os bons preços do Brasil para não reduzir o estoque interno”, explica.

De acordo com dados da Agrifatto, os embarques de carne bovina do Brasil para o mercado paraguaio aumentaram 55% no acumulado de 2025 frente ao mesmo período de 2024. Porém, entre julho e agosto, o volume exportado saltou para 178%.

Competitividade sustenta exportações brasileiras

O movimento de arbitragem ocorre em um momento em que o Brasil deve atingir o maior volume mensal de exportações de carne bovina em setembro. Até a quarta semana do mês passado, foram embarcadas 294,7 mil toneladas da proteína, um recorde da série histórica. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) confirmam que o país ampliou as vendas mesmo fora do mercado norte-americano e enfrentando o tarifaço.

Para Pimentel, o resultado também consolida o país como o fornecedor de carne bovina mais competitivo do mundo. Segundo ela, os preços são 24% mais baixos que a média global. “O país está exportando muito porque possui a carne mais barata do mundo. Essa competitividade tem sustentado as vendas apesar das barreiras comerciais”, afirma.

Além disso, a analista destaca que o desempenho reflete a capacidade de o país diversificar mercados e se manter relevante no comércio internacional, mesmo sem acesso direto aos Estados Unidos.

Oportunidade para o mercado brasileiro

Diante disso, a diretora da Agrifatto afirma que essa “é uma enorme oportunidade” para os pecuaristas brasileiros e o mercado nacional como um todo. Para Pimentel, o bom momento das exportações chega em meio a uma oferta recorde de animais para abate, resultado da fase de liquidação de fêmeas do ciclo pecuário.

Se por um lado esse aumento da disponibilidade de carne poderia pressionar os preços pagos ao produtor, por outro, a demanda global tem funcionado como válvula de escape. “Não fosse a demanda externa aquecida e os baixos preços brasileiros, seria mais difícil escoar esse excedente. A arbitragem tem sido uma oportunidade importante para equilibrar o mercado durante esse período de oferta abundante”, afirma.



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Lula conversa com Trump sobre tarifaço por videoconferência



De acordo com informações do G1 e do UOL, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por videoconferência, na manhã desta segunda-feira (6), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A reunião começou por volta das 10h30 e durou cerca de meia hora.

Lula participou da videoconferência do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação).

Na avaliação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a conversa foi positiva. O principal assunto tratado no encontro foi o tarifaço imposto pela administração Trump ao Brasil desde agosto.

Encontro na ONU

A conversa entre os dois chefes de Estado ocorre após um breve encontro durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada no mês passado, em Nova York. Na ocasião, Trump afirmou em discurso que havia combinado com Lula de conversar posteriormente e elogiou o presidente brasileiro.

“Eu estava entrando no plenário da ONU, e o líder do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu, e nos abraçamos. Na verdade, concordamos que nos encontraríamos na semana que vem. Não tivemos muito tempo para conversar, tipo uns 20 segundos. Mas ele pareceu um cara muito legal. Ele gostou de mim, e eu gostei dele”, disse Trump.



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Baixa oferta mantém cotação da mandioca em alta



A baixa umidade dos solos na maior parte das regiões segue dificultando a colheita da mandioca e, consequentemente, a oferta da raiz. Foi isso o que acompanharam os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Além disso, muitos produtores estão afastados das vendas, devido à menor rentabilidade. Nesse cenário, fecularias e farinheiras registraram, ao longo da semana passada, moagem aquém do esperado, e os preços da raiz continuaram em alta. 

No mercado de fécula, houve maior movimentação em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Compradores estiveram mais ativos na recomposição e manutenção de estoques, aumentando o interesse por lotes maiores do derivado.

Para a farinha, a procura pelo produto também aumentou na semana passada, mas a baixa produção e os estoques curtos limitaram os volumes efetivamente negociados.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Sidrolândia abre a safra de soja 25/26 com presença de 1,2 mil pessoas



Na última sexta-feira (3), a cidade de Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul, foi anfitriã da Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26, em um evento que reuniu cerca de 1.200 pessoas na Fazenda Recanto, do Grupo Trevo. O encontro marcou o início oficial da nova safra e destacou tanto os desafios quanto as oportunidades do setor. Caso você não tenha conseguido comparecer ou não deu tempo de acompanhar o encontro, acesse o link.

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Para Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil e parceiro do projeto Soja Brasil, a parceria com o Canal Rural é fundamental para levar informação de qualidade ao produtor. Ele reforçou que esta safra será marcada por obstáculos, também relacionados ao acesso ao crédito, mas ressaltou a capacidade de resiliência do agricultor brasileiro.

”O produtor rural é desafiador e criativo. Ele vai encontrar saídas, aproveitar os melhores momentos e alcançar bons resultados em suas propriedades”, afirmou o presidente.

O presidente do Sindicato Rural de Sidrolândia, Paulo Stefanello, comemorou a realização do evento no município e ressaltou a contribuição da chuva para o início da safra. Segundo ele, a precipitação recente trouxe ânimo e confiança aos produtores. ”Esperamos uma boa produção, preços melhores e, consequentemente, maior rentabilidade. Que Deus nos ajude a ter uma ótima safra de soja 2025/26”, afirmou.

O anfitrião do evento, Lúcio Basso, proprietário da Fazenda Recanto, também destacou a importância da chuva após quase 90 dias de estiagem. “Foi muito bem-vinda. Agora sim vamos iniciar o plantio com umidade no solo e segurança. Só temos a agradecer ao Canal Rural, à Aprosoja Brasil e MS, e a todos que participaram da organização”, ressaltou.

Além de painéis e discursos, o evento contou com programação cultural, incluindo almoço e show, celebrando o início de mais uma temporada do grão mais importante do agronegócio brasileiro.



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Preços dos feijões voltam a cair em algumas praças



Após apresentar avanços mais expressivos na segunda quinzena de setembro, os preços dos feijões carioca e preto recuaram em algumas regiões. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

No geral, a liquidez está mais limitada neste começo de outubro. Segundo pesquisadores do instituto, a pressão sobre os valores vem da posição mais retraída dos compradores, que se mostram abastecidos para o curto prazo. Estes, agora, estão à espera de um melhor ritmo das vendas para retomar as aquisições da matéria-prima.

No campo, a Conab apontou que, até 27 de setembro, o plantio da primeira safra 2025/26 brasileira de feijão somava 12,8% da área prevista. 

O Rio Grande do Sul liderava as atividades, com 29% da área semeada, seguido por Paraná (28%), Santa Catarina (25,9%) e Minas Gerais (1,5%, em regiões sem vazio sanitário).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Estimativas para inflação e dólar recuam mais uma vez



As expectativas do mercado financeiro para 2025 mostram leve melhora nas projeções de inflação e câmbio, enquanto o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permanece estável. Os dados constam no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central, com base nas estimativas de mais de uma centena de instituições financeiras.

Inflação em leve queda

A mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano passou de 4,81% para 4,80%, registrando a segunda queda consecutiva. Para 2026, a projeção foi mantida em 4,28%.

A taxa básica de juros, a Selic, continua estimada em 15% ao ano, sem alterações nas últimas quatro semanas.

Câmbio recua e PIB mantém ritmo

A projeção para o dólar no fim de 2025 caiu de R$ 5,48 para R$ 5,45, também a segunda redução consecutiva. Para 2026, a expectativa passou de R$ 5,58 para R$ 5,53.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), as expectativas seguiram estáveis. O mercado projeta alta de 2,16% em 2025 e 1,80% em 2026.

Expectativas fiscais e externas

A projeção para o resultado primário do setor público melhorou levemente, passando de déficit de 0,51% para 0,50% do PIB. A dívida líquida foi ajustada de 65,80% para 65,76% do PIB.

No setor externo, o saldo da balança comercial foi reduzido de US$ 64,60 bilhões para US$ 64,40 bilhões, enquanto o déficit em conta corrente aumentou de US$ 68,32 bilhões para US$ 68,16 bilhões.



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Embarques do milho avançam em setembro



As exportações brasileiras de milho se intensificaram em setembro, com o volume escoado na parcial do mês já superando em 3% o total do mesmo período de 2024. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do instituto, a melhora no ritmo de embarque se deve a negócios feitos antecipadamente, tendo em vista que a liquidez nos portos está mais lenta. 

Por sua vez, a lentidão nos portos se deve ao fato de os preços em Paranaguá (PR) e em Santos (SP) estarem operando bem próximos aos praticados no mercado nacional, reduzindo. Dessa forma, o interesse de vendedores em novas efetivações para exportação. 

De acordo com dados da Secex, as exportações em setembro somaram 6,6 milhões de toneladas, acima do volume registrado no mesmo mês do ano passado. Na safra 2024/25, os embarques totalizam 18,8 milhões de toneladas, 4% abaixo do volume escoado no mesmo período de 2024. 

Para as próximas semanas, pesquisadores do Cepea indicam que o ritmo de embarques pode voltar a diminuir. Isso porque o cereal brasileiro deve enfrentar uma forte competição com a entrada da safra recorde do Estados Unidos.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Feijão-de-vagem mantém alta produtividade



Feijão-de-vagem tem preço entre R$ 8 e R$ 10 no RS



Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar, o cultivo de feijão-de-vagem na região administrativa de Lajeado, no município de Feliz, está próximo do encerramento da produção. O preço do quilo da hortaliça tem variado entre R$ 8,00 e R$ 10,00.

Segundo o Censo Olerícola de 2025, a cultura ocupa 60,95 hectares distribuídos em 146 unidades produtivas, com produtividade de 13.294 quilos por hectare. Entre os principais municípios produtores estão Bom Princípio, Vale Real, São Sebastião do Caí, Feliz e Linha Nova.





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Soja bate recorde de volume exportado no mês de setembro



As exportações brasileiras de soja atingiram em setembro volume recorde para o mês, sendo impulsionadas pela firme demanda externa. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Em setembro/25, o país embarcou 6,5 milhões de toneladas do grão, recorde histórico para o mês e 6,6% acima do escoado em setembro/24, segundo dados parciais da Secex. Frente a agosto, no entanto, houve retração de 30,3%, movimento típico do segundo semestre, quando os estoques nacionais são menores. 

Além disso, segundo pesquisadores do Cepea, a maior disponibilidade de soja na Argentina limitou parte dos embarques brasileiros em setembro. Ainda assim, de janeiro a setembro, o Brasil exportou 93 milhões de toneladas, recorde para o período.

Mesmo com a firme demanda pelo grão brasileiro, o clima segue no radar dos produtores. O avanço da semeadura da safra 2025/26 no Paraná vem contrastando com o ritmo ainda lento das atividades no Centro-Oeste e Sudeste, devido à falta de chuvas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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