O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negócios realizados acima da referência média durante esta segunda-feira (6).
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos, principalmente os de menor porte, começam a se deparar com escalas de abate mais curtas, justificando a realização de negócios em patamares mais altos.
“Os frigoríficos de maior porte ainda sinalizam para boa incidência de animais de parceria, com escalas de abate mais confortáveis. Mato Grosso é exceção ao movimento de retomada, com preços ainda em queda”, conta.
Iglesias reforça que as exportações seguem em alto nível no decorrer do ano, com o país caminhando para um novo recorde de embarques.
Preços médios do boi gordo
São Paulo: R$ 309,75 — na sexta: R$ 307,92
Goiás: R$ 293,75 — R$ 292,32
Minas Gerais: R$ 292,06 — R$ 290,29
Mato Grosso do Sul: R$ 320,23 — R$ 319,55
Mato Grosso: R$ 292,69 — R$ 293,19
Mercado atacadista
O mercado atacadista inicia a semana apresentando preços firmes, ainda em perspectiva de alta no curto prazo. Conforme o analista, isso acontece por conta da entrada dos salários na economia, o que motiva a reposição entre atacado e varejo.
O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,00 por quilo e o quarto dianteiro segue no patamar de R$ 17,50, por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,49%, sendo negociado a R$ 5,3100 para venda e a R$ 5,3080 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3080 e a máxima de R$ 5,3488.
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) prendeu, na última quinta-feira (2), em Vila Velha, um homem de 48 anos suspeito de furtar cerca de 700 cabeças de gado de duas fazendas localizadas em Itabuna, no sul da Bahia.
A operação foi conduzida pela Superintendência de Polícia Especializada (SPE), com apoio das delegacias de Repressão aos Crimes Rurais (DERCR) e Antissequestro (DAS), além da Polícia Militar do Espírito Santo e da Polícia Civil da Bahia.
De acordo com a 6ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), o homem atuava como gerente das fazendas, e teria se aproveitado da confiança dos proprietários para realizar os furtos de forma sistemática entre os anos de 2023 e 2024. O suspeito é acusado por causar um prejuízo estimado em mais de R$ 2 milhões.
Segundo a Coopin, após a descoberta das irregularidades praticadas, o suspeito teria fugido para o Espírito Santo, onde manteve uma rotina de trabalho normal.
A Polícia Civil da Bahia solicitou apoio à PCES para cumprir o mandado de prisão contra o suspeito, que, segundo as investigações, estaria escondido no município de Vila Velha.
Furto qualificado e associação criminosa
Após os levantamentos da delegacia, os investigadores identificaram que suspeito estaria circulando em um veículo na Rodovia do Sol por volta das 6h da manhã. Às 4h30 às equipes da DAS, DERCR e da Delegacia Especializada de Crimes Contra o Transporte de Cargas (DCCTC), com apoio da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), efetuaram a abordagem do veículo, identificaram o condutor e deram voz de prisão.
O suspeito foi encaminhado ao plantão da Polícia Civil e vai responder por furto qualificado e associação criminosa, conforme o Código Penal.
Após um período de forte retração em 2024, a exportação de amendoim brasileiro voltou a crescer em 2025. Foram embarcados mais de 180 mil toneladas entre janeiro e agosto, aumento de 26% ante o mesmo período do ano passado.
O faturamento das comercializações internacionais alcançou US$ 222 milhões (R$ 1,179 bilhão) e foi 100% composta de grãos paulistas, conforme os dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), órgão responsável pelo levantamento.
Como principais destinos ao amendoim brasileiro, destacam-se Rússia (22%); China (21%); Argélia (11%); e Países Baixos (7%), que servem como a principal porta de entrada para o bloco europeu.
Para as associações que representam o setor, chama a atenção, também, o aumento considerável de envio do grão para o mercado chinês, com 35 mil toneladas no total, em um intervalo curto de tempo.
Segundo a pesquisadora do IEA Renata Martins Sampaio, a necessidade de abastecimento do mercado interno da China foi fundamental para o aumento das exportações brasileiras.
“Ela [a China] é a principal produtora mundial de amendoim, responde por pouco mais de 35% do total produzido. Da mesma forma, também é o maior consumidor mundial. Sendo assim, a produção chinesa não foi o suficiente para suprir o seu consumo interno”, destacou.
Óleo de amendoim
Atualmente, a produção nacional de amendoim é de aproximadamente 1 milhão de toneladas para o mercado de confeitaria e de óleo, colocando o Brasil como o sexto maior exportador de grãos de alta qualidade.
De acordo com Renata, outro destaque da safra 2024/2025 foi o avanço expressivo das exportações de óleo de amendoim, que cresceram mais de 170%, somando 98 mil toneladas destinadas principalmente à China (87%) e à Itália (13%). O produto, considerado uma iguaria pela pureza e qualidades nutricionais, ganhou ainda mais espaço no mercado internacional.
Segundo a nutricionista Sizele Rodrigues, da diretoria de Segurança Alimentar (Cosali), ligada à SAA, o óleo de amendoim é naturalmente rico em gorduras poli-insaturadas, especialmente o Ômega 6, que contribui para o fortalecimento do sistema imunológico e para a saúde cardiovascular.
“Também oferece vitamina E, essencial para a proteção celular, além de antioxidantes como o resveratrol, substância associada à prevenção de doenças como o Alzheimer”, detalha.
Produção paulista
Foto: Divulgação
O estado de São Paulo é o maior produtor nacional de amendoim, responsável por cerca de 86% da colheita do país e o principal exportador da leguminosa.
De acordo com o IEA, o estado produz, em média, mais de 700 mil toneladas por ano, sendo que as principais regiões produtoras são, respectivamente, os municípios de Tupã (13,6%), Marília (12,7%) e Jaboticabal (12,2%).
“O setor do amendoim é motivo de orgulho para o agro paulista, não apenas pelos números históricos de produção e exportação, mas pela sólida base científica construída pelo Instituto Agronômico (IAC-Apta), responsável por variedades que transformaram a competitividade da cultura”, diz o secretário executivo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Alberto Amorim.
O IAC é uma referência em pesquisas com amendoim no Brasil. “O programa de melhoramento genético de amendoim do IAC , de Campinas, é de renome internacional e é o responsável por 80% das variedades cultivadas de amendoim no Brasil”, afirma o pesquisador do Instituto, Ignácio José de Godoy.
Ele salienta que essas variedades foram criadas para beneficiar os produtores, com alta produtividade e resistência a doenças e pragas, bem como para melhorar a qualidade do produto, tornando-o mais competitivo principalmente no mercado externo.
A busca pela alta rentabilidade na pecuária exige a adoção de um manejo que solucione o principal desafio da produção a pasto: a falta de forragem durante a seca.
Um exemplo de sucesso no Acre, na Fazenda Copacabana, demonstra como a estação de monta invertida pode revolucionar os resultados, garantindo o estratégico “bezerro do cedo” e a parição no período seco, o que culmina em um gado jovem, pesado e de ciclo curto.
A fazenda inverteu seu ciclo reprodutivo ao investir na disponibilidade de bons pastos durante a estação seca. Essa estratégia permitiu que a inseminação artificial das novilhas fosse realizada entre julho e outubro, um período fora do ciclo tradicional (novembro/dezembro).
Com essa inversão, os bezerros nascem entre março e julho, e a desmama ocorre exatamente no auge do período chuvoso. O resultado é um salto de eficiência: o gado está sendo abatido com menos de dois anos de idade e peso superior a 20 arrobas.
Gestão de dados e precisão reprodutiva impulsionam a margem líquida
O sucesso da estação de monta invertida na Fazenda Copacabana é fundamentado em um manejo de alta precisão e gestão estratégica de dados, com o apoio do programa Fazenda Nota 10.
Em entrevista ao programa Giro do Boi, o zootecnista Rodrigo Gennari, líder de projetos da Fazenda Nota 10, destaca que a fazenda alcançou um aumento notável: 726% na margem líquida e 75% na produção de arrobas por hectare/ano em apenas duas safras. Confira o vídeo.
A pecuária profissional exige que os dados sejam transformados em ações lucrativas. O manejo reprodutivo apurado foca no “arroz com feijão bem feito”, com técnicas como:
Pré-indução nas novilhas;
Ultrassonografia de ressincronização;
Inseminação no tempo e horário exatos.
Essa precisão elevou a fertilidade para 90% e reduziu a mortalidade de bezerros em mais de 71%, provando que o foco em protocolos rigorosos gera resultados exponenciais.
Produção na Fazenda Copacabana, no Acre. Foto: Divulgação.
Manejo de pasto e nutrição encurtam o ciclo de produção
O grande diferencial, segundo o zootecnista Lucas Carrijo, responsável pela nutrição, é a sinergia entre genética, nutrição e, principalmente, o manejo de pastagem. Ele alerta que não é recomendável se aventurar na estação de monta invertida sem um investimento prévio em pastos de qualidade.
A lógica é simples: ao nascer na seca e ser desmamado no período das águas, o bezerro tem uma oferta de forragem excelente no momento crucial do seu desenvolvimento. Isso encurta seu ciclo dentro da fazenda.
A nutrição, com protocolos específicos e suplementação por categoria, garante que:
As fêmeas precoces emprenhem aos 13 ou 14 meses de idade.
Os machos sejam abatidos aos 24 meses, com 20 a 21 arrobas.
O impacto financeiro desse manejo inteligente é indiscutível: o custo da arroba produzida na Copacabana diminuiu 54%. O caso de sucesso prova que o manejo estratégico e a gestão de dados são a chave para a rentabilidade na pecuária brasileira.
A contaminação por mercúrio no rio Madeira voltou ao centro das atenções em 2025. Pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) realizam expedições para investigar os efeitos da mineração ilegal de ouro na bacia. O estudo busca entender os impactos ambientais e de saúde pública associados ao uso do metal, que é utilizado no processo de extração do ouro.
Durante 12 dias, a equipe de pesquisa percorreu cerca de 1.780 km pela calha do rio. Foram coletadas amostras em 54 pontos, passando por cidades como Humaitá, Novo Aripuanã, Manicoré, Borba, Nova Olinda do Norte e até a vila de Urucurituba, quase na foz do rio Madeira. O objetivo foi monitorar a água, os sedimentos e os peixes, ampliando a compreensão da contaminação.
Segundo os pesquisadores, esse tipo de monitoramento é contínuo e busca comparar períodos de seca e de cheia, avaliando como as condições climáticas e hidrológicas influenciam a concentração de mercúrio no rio.
Mineração ilegal e pontos críticos de contaminação
A atividade garimpeira, considerada a principal responsável pela contaminação, utiliza mercúrio para separar o ouro de outros materiais. Nos locais com maior presença de garimpos ilegais, os pesquisadores já identificam tendência de concentração mais elevada do metal.
O problema se agrava porque, uma vez no ambiente, o mercúrio sofre transformações químicas e se converte em metilmercúrio, uma substância altamente tóxica que se acumula ao longo da cadeia alimentar. Essa característica amplia os riscos para a fauna aquática e, principalmente, para as populações humanas que dependem do pescado como fonte de alimento.
Saúde pública em risco
O processo de biomagnificação faz com que os peixes menores contaminados transmitam o mercúrio para espécies maiores, até chegar ao consumo humano. Esse acúmulo pode provocar sérios problemas de saúde a curto, médio e longo prazo, variando desde distúrbios neurológicos até comprometimento do desenvolvimento infantil.
Por isso, os cientistas reforçam que o estudo não se limita a questões ambientais, mas também envolve saúde pública. A população ribeirinha, diretamente dependente do peixe como base alimentar, é a mais vulnerável.
Cooperação internacional amplia alcance da pesquisa
As análises laboratoriais das amostras de mercúrio e metilmercúrio serão realizadas em parceria com a Harvard John Paulson School of Engineering and Applied Sciences, em Boston, Estados Unidos. Essa colaboração internacional fortalece a precisão dos resultados e deve trazer evidências mais robustas sobre o impacto da mineração ilegal no rio Madeira.
Com o monitoramento contínuo, a expectativa é que os próximos anos tragam dados consistentes para orientar políticas públicas de fiscalização e mitigação dos riscos, protegendo tanto o meio ambiente quanto a saúde das comunidades locais.
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Foto: Pixabay
De acordo com análise divulgada nesta segunda-feira (6) pela Grão Direto, o plantio do milho no Brasil já ultrapassa um quarto da área prevista, apresentando ritmos distintos conforme as condições climáticas regionais. No Rio Grande do Sul, as chuvas recentes favoreceram a germinação e a emergência das lavouras, que já atingem 74% da área total. No Paraná, a semeadura segue acelerada e alcança 64%, embora produtores do norte do estado enfrentem irregularidades nas precipitações. Em Santa Catarina, a umidade do solo é considerada adequada para o desenvolvimento inicial da cultura. Já em Minas Gerais e São Paulo, o cenário é mais preocupante, pois a falta de regularidade das chuvas mantém o risco de déficit hídrico.
O especialista ouvido pela Grão Direto destacou que “o avanço regionalizado do plantio reflete o impacto direto das condições de clima sobre o ritmo da semeadura, exigindo atenção redobrada nas áreas ainda secas”.
O cenário das exportações também vem ganhando impulso. O Brasil já embarcou cerca de 22 milhões de toneladas de milho neste ano e, com os 4,7 milhões programados, o total deve atingir 26,8 milhões de toneladas. O volume é inferior ao registrado no mesmo período de 2023, quando as exportações somaram 33,8 milhões de toneladas.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), apenas em setembro foram exportadas 6,63 milhões de toneladas, superando em 3,27% o total embarcado no mesmo mês do ano anterior. A análise ressaltou que “esse avanço, ainda que tardio, tende a sustentar as cotações ao longo dos próximos meses”. De acordo com a Grão Direto, assim como ocorre com a soja, “as cotações em Chicago devem permanecer estáveis diante da ausência de novos relatórios, enquanto o ritmo das exportações deve seguir positivo e apoiar os preços no Brasil”.
No dia 24 de outubro, a Embrapa Suínos e Aves, em Concórdia (SC), realiza o seminário “Aproveitamento sustentável dos dejetos suínos: aspectos técnicos e legais”. O objetivo é debater soluções, desafios e orientações sobre o uso adequado dos dejetos da suinocultura e seu potencial na geração de biogás e energia como práticas sustentáveis.
A programação contará com palestras de representantes do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), da empresa Ekodata Tecnologia e Saneamento Ambiental, além de pesquisadores e analistas da Embrapa. O evento também incluirá uma visita técnica à Estação de Tratamento de Dejetos de Suínos (ETDS) e ao Sistema de Compostagem e Desidratação de Animais Mortos (TEC-DAM), instalados na Unidade.
Inscrições e público-alvo
O seminário é voltado a profissionais do setor agropecuário e ambiental, técnicos do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (CREA-SC), entidades parceiras e produtores rurais. O evento será presencial e as vagas são limitadas. As inscrições estão abertas até 20 de outubro, pelo link forms.gle/uLd76iLXVd8Cg3oPA.
Valdir Ávila, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, afirmou que o evento é uma oportunidade de integrar diferentes agentes do setor em torno de soluções sustentáveis e aplicáveis: “O aproveitamento adequado dos dejetos suínos é um desafio técnico e ambiental que exige conhecimento e cooperação. Nosso objetivo é promover o diálogo entre pesquisa, órgãos reguladores, empresas e produtores para que as tecnologias sejam aplicadas de forma eficiente, garantindo ganhos ambientais e econômicos para toda a cadeia produtiva”.
Realização e contatos
O seminário é uma realização da Embrapa Suínos e Aves e da Agrocon, com apoio de instituições parceiras.
Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelos canais da Embrapa Suínos e Aves:
Mais informações sobre o tema estão disponíveis no Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) da Embrapa: www.embrapa.br/fale-conosco/sac/.
A semana começou sem muitas novidades para o mercado brasileiro de soja. De acordo com o analista Rafael Silveira, consultor da Safras & Mercado, os preços apareceram mistos, com algumas ofertas em determinadas regiões, mas sem grandes reportes de negócios.
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Segundo ele, o produtor segue focado no plantio e mantém pedidas mais altas, sem disposição para ceder sem preços melhores. Do outro lado, compradores também não têm mostrado agressividade nas aquisições.
“Foi um dia em que os prêmios mudaram pouco, a Bolsa operou calma e, com a questão do shutdown nos EUA, não temos dados concretos de exportação, o que aumenta a cautela do mercado”, acrescentou Rafael Silveira.
Além disso, o dólar recuou no dia, e a comercialização antecipada seguiu lenta, sem grandes movimentos.
Soja no Brasil
Passo Fundo (RS): caiu de 130,00 para 129,00
Santa Rosa (RS): caiu de 131,00 para 130,00
Cascavel (PR): subiu de 131,50 para 132,00
Rondonópolis (MT): caiu de 123,00 para 121,00
Dourados (MS): manteve em 124,50
Rio Verde (GO): caiu de 121,50 para 121,00
Paranaguá (PR): manteve em 136,00
Rio Grande (RS): caiu de 136,00 para 135,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam mistos nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O cenário fundamental manteve pressão sobre os contratos, limitando uma recuperação técnica. A colheita avança bem nos Estados Unidos e o clima está favorecendo o plantio no Brasil.
Também, o mercado monitora as negociações comerciais entre americanos e chineses. Os investidores esperam por atualizações sobre um possível pacote de ajuda financeira aos produtores para compensar as perdas em decorrência das tarifas comerciais. As medidas devem ser anunciadas amanhã.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 768.117 toneladas na semana encerrada em 2 de outubro, contra 610.633 toneladas na semana anterior.
Contratos futuros
Nos contratos futuros, a soja em grão com entrega em novembro fechou com baixa de 0,25 centavos de dólar, a US$ 10,17 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,35 3/4 por bushel, com baixa de 1,25 centavo.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,50, a US$ 277,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,38 centavos de dólar, com ganho de 0,33 centavo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,49%, negociado a R$ 5,3100 para venda e R$ 5,3080 para compra. Durante o dia, oscilou entre R$ 5,3080 e R$ 5,3488.
Os volumes de soja e de milho inspecionados para exportação em portos dos Estados Unidos aumentaram na semana encerrada em 2 de outubro. Já os de trigo diminuíram. Os dados foram publicados nesta segunda-feira (6) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em seu relatório semanal de inspeção dos embarques de grãos do país.
O volume de soja inspecionado para exportação em portos norte-americanos subiu 25,8%, para 768.117 toneladas. Já o volume de milho foi de 1,6 milhão de toneladas, aumento de 3,94% ante a semana anterior. O volume inspecionado de trigo, por sua vez, caiu 42,18%, para 505.096 toneladas.
O relatório mostra os volumes de grãos inspecionados para exportação no acumulado do ano-safra iniciado no dia 1º de junho de 2025 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para o milho e a soja.
Veja abaixo os volumes que foram inspecionados nos portos do país no período:
——————————————————————- EXPORTAÇÃO DE GRÃOS NA SEMANA ENCERRADA EM 2 DE OUTUBRO DE 2025 (em toneladas) —————————————————————— Grão 02/10/2025 25/09/2025 03/10/2024 ====== =========== ============ ============ Trigo 505.096 873.578 364.783 Milho 1.599.941 1.539.257 948.187 Soja 768.117 610.633 1.625.647 —————————————————————— EXPORTAÇÕES DE GRÃOS DOS EUA ACUMULADAS NO ANO —————————————————————— Grão Atual ano-safra Ano-safra anterior ===== ================ ==================== Trigo 10.177.281 8.649.281 Milho 6.708.744 4.298.920 Soja 3.030.898 3.555.417 ——————————————————————
Uma operação para combater um esquema de tráfico internacional de maconha líquida concentrada, importada dos Estados Unidos, dentro de garrafas com rótulos de uísque e maple syrup — xarope canadense comumente utilizado como cobertura de panquecas e waffles — foi deflagrada nesta segunda-feira (6) pela Polícia Federal e pela Receita Federal.
Na ação, policiais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão na zonal sul do Rio de Janeiro, nos bairros de Botafogo e Copacabana. Foram apreendidos celulares, pendrives e diversos documentos como possíveis provas contra o esquema investigado.
“A investigação foi iniciada a partir da apreensão de uma remessa postal, oriunda dos Estados Unidos via Correios, durante fiscalização de rotina da Receita Federal no Aeroporto do Galeão [no Rio de Janeiro]. As apurações da PF contaram com a cooperação da Receita Federal na identificação de remessas internacionais suspeitas”, diz a instituição, em nota.
A chamada maconha líquida pode ser apresentada em forma de óleos, extratos ou líquidos vaporizáveis derivados da Cannabis. A PF não informou o tipo de conteúdo encontrado dentro das garrafas.
De acordo com a institução, os investigados poderão responder pelo crime de tráfico internacional de drogas, cuja pena prevista é de até 15 anos de reclusão.