domingo, abril 12, 2026

Autor: Redação

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Portaria do Mapa define limites de micotoxinas em alimentos para cães e gatos



Os limites máximos de micotoxinas em alimentos destinados a cães e gatos foram estabelecidos pela Portaria SDA/Mapa nº 1.412/2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A norma entra em vigor em 1º de julho de 2026.

De acordo com o novo regramento, o limite máximo permitido é de 10 microgramas por quilograma (µg/kg) para aflatoxina B1 e 20 µg/kg para aflatoxinas totais.

Acima desses valores, os alimentos serão considerados impróprios para uso ou consumo animal. Até então, não havia parâmetros específicos para esse tipo de produto.

“Com a regulamentação, o Mapa reforça as ações voltadas à verificação do cumprimento dos programas de autocontrole das empresas, responsáveis por monitorar seus processos produtivos e assegurar que os alimentos para cães e gatos atendam aos limites estabelecidos”, disse o Ministério, em nota.

Conforme a Portaria, as análises laboratoriais de micotoxinas deverão ser feitas por métodos validados e reconhecidos nacional ou internacionalmente, garantindo a confiabilidade dos resultados e a conformidade dos produtos com a norma.

O que são micotoxinas

Micotoxinas são substâncias tóxicas produzidas por fungos filamentosos que podem se desenvolver em grãos, rações e outros alimentos quando há umidade e temperatura favoráveis.

Entre elas, as aflatoxinas são as mais conhecidas e perigosas, podendo causar efeitos adversos à saúde animal e, em casos de contaminação cruzada, também à saúde humana.



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Produção de cacau cai 16% no terceiro trimestre e setor segue pressionado



A moagem de cacau no Brasil recuou 16,6% no terceiro trimestre de 2025, totalizando 46,1 mil toneladas, segundo dados do SindiDados – Campos Consultores, divulgados pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC). No acumulado do ano, foram 144 mil toneladas, uma queda de 15,1% em relação a 2024.

De acordo com a presidente-executiva da AIPC, Anna Paula Losi, o setor ainda enfrenta um cenário de altos custos de matéria-prima, demanda enfraquecida e margens comprimidas, o que limita a retomada da produção.

“O recebimento mostrou algum alívio pontual, mas a moagem ainda não acompanhou esse movimento”, afirma.

O recebimento de amêndoas somou 68,2 mil toneladas no trimestre, alta de 2,4% frente ao mesmo período do ano passado. No acumulado de janeiro a setembro, o volume foi de 126,4 mil toneladas, praticamente estável. Mesmo assim, há déficit de cerca de 18 mil toneladas entre o recebido e o processado.

O trimestre marcou o fim do ano-safra 2024/25, com 180,8 mil toneladas, abaixo da safra anterior e distante do pico de 2022/23 (215 mil toneladas). Para Losi, a recuperação ainda depende de melhores condições climáticas e continuidade dos investimentos no campo.

As exportações de derivados de cacau (manteiga, pó e líquor) somaram US$ 135,9 milhões, queda de 1,4% em valor e de 19,7% em volume. As vendas para os Estados Unidos cresceram 26% em valor, mas caíram 11% em volume, refletindo os efeitos das tarifas adicionais de 50% impostas pelos EUA.

“Os primeiros efeitos das tarifas já são evidentes. Há cancelamentos e renegociações de contratos”, alerta Losi.

No cenário internacional, o mercado segue volátil, com preços elevados e redução da demanda global diante do custo alto da matéria-prima e margens estreitas das indústrias processadoras.



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AgroNewsPolítica & Agro

Vendas de hidratado quase dobram na semana



Valores ofertados por usinas para novos lotes atraíram distribuidoras


Foto: Divulgação

Dados coletados pelo Cepea mostram que o volume de etanol hidratado vendido pelas usinas paulistas na última semana quase dobrou frente ao do período anterior, refletindo o aquecimento da demanda pelo biocombustível. Além disso, segundo o Centro de Pesquisas, os valores ofertados por usinas para novos lotes atraíram distribuidoras. Ressalta-se que, nos últimos três anos, a quantidade comercializada de hidratado cresceu de setembro para outubro.

Neste ano, especificamente, compradores também estão atentos aos menores estoques nas usinas frente aos de 2024, contexto que pode estar estimulando os negócios neste mês. Apesar do cenário de maior liquidez, levantamentos do Cepea mostram que as cotações seguiram estáveis no spot paulista.  

Entre 6 e 10 de outubro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,7156/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), pequeno recuo de 0,4% sobre o período anterior. Para o anidro, a variação foi negativa em ligeiro 0,36%, com o Indicador CEPEA/ESALQ a R$ 3,1126/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins). 





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Embrapa oferece curso gratuito sobre inoculação e coinoculação na soja



A Embrapa Soja lançou um novo curso online e gratuito denominado Inoculação e Coinoculação em Soja, voltado para profissionais das ciências agrárias, produtores e estudantes. O conteúdo reúne informações atualizadas sobre o tema e é ministrado pela pesquisadora Mariangela Hungria; vencedora do Prêmio Nobel de Agricultura, e pelos pesquisadores Marco Antonio Nogueira e André Prando, todos da empresa.

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As inscrições podem ser realizadas na plataforma E-Campo da Embrapa. O curso tem carga horária de seis horas e está dividido em sete módulos:

  • Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN)
  • FBN durante o desenvolvimento da soja
  • Benefícios econômicos e ambientais da FBN
  • Fertilizante nitrogenado e inoculação anual
  • Boas práticas de inoculação
  • Coinoculação
  • Como garantir o sucesso da FBN na cultura da soja

Tecnologias e impactos

A inoculação anual da soja com bactérias fixadoras de nitrogênio (Bradyrhizobium) já é adotada em 85% da área cultivada com soja no Brasil, proporcionando em média um ganho de 8% na produção de grãos, sem a necessidade de aplicação de fertilizantes nitrogenados.

O curso também aborda a coinoculação, tecnologia que combina as bactérias Bradyrhizobium e Azospirillum brasilense. Lançada em 2014, a prática já está presente em cerca de 35% da área cultivada de soja no país.

Dados da Embrapa

De acordo com levantamento da Embrapa, somente em 2024, a adoção da inoculação e da coinoculação gerou uma economia estimada de US$ 25 bilhões pela dispensa do uso de fertilizantes nitrogenados.

Além disso, o uso dessas bactérias evitou a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de CO₂ equivalentes na atmosfera.



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Às vésperas da COP30, acordo no Pará é exemplo de conformidade ambiental



O Protocolo Verde dos Grãos do Pará ultrapassou 100 signatários e hoje abrange cerca de 3,2 milhões de toneladas de soja, o equivalente a 96% da produção estadual, conforme a mais recente auditoria da iniciativa.

Na avaliação da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o avanço amplia a previsibilidade e segurança jurídica para a cadeia de grãos às vésperas da COP30 em Belém, reforçando o Pará como vitrine de conformidade socioambiental.

“Ultrapassar a marca dos 100 signatários mostra a força da iniciativa para garantir mercado e dar segurança jurídica à cadeia produtiva”, disse em nota Bernardo Pires, diretor de Sustentabilidade da Abiove.

Acordo de grãos: o que é?

Criado em 2014 pelo Ministério Público Federal no Pará, o acordo define critérios para compra e financiamento de grãos no estado, como ausência de desmatamento ilegal, Cadastro Ambiental Rural (CAR) regular, inexistência de embargos e respeito a terras indígenas e unidades de conservação. Prevê ainda combate ao trabalho infantil e escravo e exigências de saúde e segurança no campo.

A governança reúne setor público e privado, incluindo Abiove, Procuradoria-Geral da República, governo do Pará, Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec), Unigrãos, cooperativas, cerealistas e entidades de produtores.



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Arroz cai para a menor média em 14 anos



A média do Indicador do arroz em casca Cepea/Irga-RS (58% de grãos inteiros; pagamento à vista) está no menor patamar real desde setembro/11, ou seja em 14 anos. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, além da dificuldade de acesso ao crédito rural entre os produtores, os valores de compra não têm coberto os custos, o que desanima orizicultores e reforça a tendência de redução da área cultivada. 

Entre os compradores, as pressões nos valores do arroz beneficiado no atacado e varejo têm limitado elevações da matéria-prima. 

Desde 6 de outubro, com o início da fiscalização da tabela de fretes da ANTT, houve aumento nos custos logísticos, em razão das exigências de seguros e da observância aos valores mínimos de frete, elevando o custo final do produto.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Congresso vota na quinta-feira veto parcial à lei de licenciamento ambiental



O Congresso Nacional vota na quinta-feira (16) o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do próximo ano. A sessão conjunta, marcada para as 10h, também analisa o veto parcial do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, à Lei Geral do Licenciamento Ambiental, sancionada em agosto.

Antes de ir ao plenário do Congresso, o projeto da LDO precisa passar pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). O relatório do deputado Gervásio Maia (PSB-PB) prevê superávit de R$ 34,3 bilhões em 2026, o equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

A LDO orienta a elaboração do projeto de lei orçamentária anual. De acordo com a Constituição, o PLN 2/2025 deveria ter sido votado pelo Congresso Nacional em julho, antes do envio da proposta orçamentária pelo Poder Executivo, o que ocorreu em agosto.

Licenciamento ambiental

Senadores e deputados também podem analisar o veto parcial de Lula à Lei 15.190, de 2025, que estabeleceu novas regras para o licenciamento ambiental. O presidente barrou 63 dos 400 dispositivos do projeto de lei (PL), aprovado pelo legislativo.

Entre outros pontos, Lula vetou possibilidade de o Licenciamento Ambiental Especial (LAE) ser realizado com fase única. A modalidade de licenciamento só pode ser acionada para projetos prioritários, com equipes focadas em dar celeridade aos licenciamentos.



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Indicador do algodão opera abaixo da paridade de exportação



O Indicador do algodão em pluma Cepea/Esalq voltou a operar abaixo da paridade de exportação, o que não ocorria desde dezembro de 2024. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De modo geral, conforme o instituto, tanto o Indicador como a paridade de exportação acumulam desvalorização no ano. A baixa na paridade foi influenciada pelas quedas do dólar frente ao Real, do Índice Cotlook A e do primeiro contrato negociado na Bolsa de Nova York (ICE Futures). 

No Brasil, a pressão sobre as cotações veio justamente desse contexto internacional, da instabilidade geopolítica e da maior oferta do algodão em pluma. 

Nos últimos dias, contudo, a moeda norte-americana tem se fortalecido frente ao Real, resultando em pequena recuperação da paridade de exportação, explicam pesquisadores do Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Volume de café exportado cai, mas receita aumenta



O volume de café exportado pelo Brasil caiu em setembro, refletindo a menor disponibilidade do grão no País. Isso é o que apontam os dados analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Essa menor disponibilidade se deu frente à colheita de uma safra reduzida e a problemas no beneficiamento, os estoques domésticos ajustados e também as tarifas impostas pelo governo norte-americano às importações do café brasileiro. 

Ao todo, o escoamento atingiu 3,75 milhões de sacas de 60 kg em setembro, representando uma redução de 18,4% frente ao mesmo mês de 2024. Apesar disso, o maior preço pago pelo produto brasileiro garantiu aumento na receita, de 11,1%, para US$ 1,369 bilhão.

Em relação ao desenvolvimento da safra brasileiras, levantamento do Cepea mostra que fim de semana trouxe a retomada das chuvas nas regiões produtoras. O aumento na pluviosidade era bastante esperado, já que, no fim de setembro, uma boa florada havia sido registrada em muitas áreas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Corrente de comércio brasileira chega a US$ 20,6 bilhões


Na segunda semana de outubro de 2025, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão, com corrente de comércio de US$ 12,3 bilhões. O resultado foi formado por exportações no valor de US$ 6,9 bilhões e indiretamente de US$ 5,4 bilhões. No acumulado do mês, as exportações somam US$ 11,6 bilhões e as importações US$ 9,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,5 bilhões e corrente de negociações de US$ 20,6 bilhões.

No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 269,3 bilhões e as importações US$ 221,4 bilhões, com saldo positivo de US$ 48 bilhões e corrente de negociações de US$ 490,8 bilhões. Esses resultados foram divulgados nesta segunda-feira (13) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

As exportações apresentaram crescimento de 8,6% ao se comparar a média diária até a segunda semana de outubro de 2025, de US$ 1,4 bilhão, com a de outubro de 2024, de US$ 1,3 bilhão. Enquanto isso, tivemos queda de 1,0% no mesmo período, passando de US$ 1.145 bilhões para US$ 1.134 bilhões.

Até a segunda semana de outubro de 2025, o diário médio da corrente de comércio foi de US$ 2,581 bilhões, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 312,35 milhões. Na comparação com outubro de 2024, houve alta de 4,2% na corrente de comércio.

 

No desempenho setorial das exportações, a indústria agropecuária teve aumento de US$ 38,4 milhões, equivalente a 15,0%, a indústria extrativa cresceu US$ 50,07 milhões, ou 17,4%, e a indústria de transformação avançou US$ 29,1 milhões, com variação de 3,7%.

Entre os setores importadores, houve crescimento de US$ 10,38 milhões, ou 1,0%, nos produtos da indústria de transformação. A agropecuária teve queda de US$ 1,02 milhão, correspondente a 4,8%, e a indústria extrativa recuperou US$ 21,35 milhões, representando retração de 30,5% em relação ao mesmo período de 2024.





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