segunda-feira, março 30, 2026

Autor: Redação

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Bairro vira polo de agricultura urbana na maior metrópole da América Latina


Entre avenidas movimentadas e bairros cheios de vida, há um lado pouco conhecido da capital paulista: o campo que resiste e prospera dentro da cidade. Pequenos e médios produtores mantêm uma agricultura ativa, sustentável e próxima do consumidor, mostrando que o agro também faz parte da vida urbana.

Localizado no extremo sul da capital paulista, o bairro de Parelheiros é um exemplo de produção rural. A região possui aproximadamente 400 produtores, com destaque para culturas de frutas e hortaliças, segundo a Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo. Além disso, o local possui cerca de 20 quilômetros de estradas rurais.

Nascida e criada no bairro, Yumi Murakami é produtora de frutas e dá continuidade ao legado da família, seguindo os passos do pai na agricultura. “A produção familiar dentro da cidade de São Paulo é uma vitória. Nós temos o privilégio de estarmos em plena capital, a apenas 32 km do centro, plantando em nossa terra, temos nossa água limpa, mantendo a mata ao redor intacta”, destaca Yumi. O cultivo, que começou com o plantio de bananas, evoluiu ao longo dos anos e hoje conta com mais de 15 certificações orgânicas, resultado do trabalho sustentável e da dedicação da família à agricultura familiar.

Atuante nas feiras livres orgânicas da capital paulista, Yumi percebe o aumento constante na procura por produtos orgânicos. Segundo ela, os consumidores buscam cada vez mais alimentos voltados à saúde e reconhecem a diferença no sabor e na qualidade das frutas cultivadas de forma natural. Dessa forma, a produtora mantém o compromisso de oferecer alimentos saudáveis, cultivados com respeito ao meio ambiente e à tradição da agricultura familiar.

Produtores agrícolas de Parelheiros
Foto: Divulgação/Governo de SP

A produtora Roseilda Lima Duarte, do Sítio Bebedouro Agricultura Orgânica, cultiva hortaliças e frutas e mantém uma atuação que vai além da comercialização. Ela abastece restaurantes, consumidores locais e ainda destina parte de sua produção a projetos sociais e iniciativas de educação ambiental.

Com o apoio da Cooperativa Agroecológica dos Produtores Rurais e de Água Limpa da Região Sul de São Paulo (Cooperapas), ela consegue escoar os alimentos para restaurantes e institutos voltados à produção orgânica, como o Baru, Feira Livre e Chão. Roseilda também abre as portas do sítio para o turismo pedagógico, recebendo escolas e visitantes interessados em conhecer o cultivo orgânico. Ao final de cada visita, todos levam para casa uma sacola com produtos frescos.

Hortaliças e frutas orgânicas. Parelheiros
Divulgação/Governo de SP

Dessa forma, além de ser uma área rural dentro da zona urbana, a produção em Parelheiros também se destaca pela forma como os produtos chegam ao consumidor. Diferente do caminho que os produtos do interior percorrem, a localização facilita a chegada ao consumidor final, que muitas vezes mora no próprio bairro.

Engenheiro agrônomo e produtor, Luciano Santos realiza o cultivo de plantas ornamentais e cita justamente a diferença do perfil do consumidor da produção urbana. “Nossos principais compradores são varejistas, paisagistas e viveiros da região. Por estarmos na cidade, um dos nossos diferenciais é essa proximidade com o cliente final”, destacou o produtor.

Campo e cidade: mesmo atendimento rural e fiscalização

Assim como na zona rural, a Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) também está presente na extensão rural ao agricultor da área urbana. Segundo Lucas Volpato, especialista agropecuário da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) em São Paulo, o perfil do produtor nas áreas urbanas se assemelha muito ao produtor rural. Apesar disso, ele aponta a vocação para a questão agroecológica, afirmando que os agricultores na cidade possuem uma ação maior neste assunto.

“O produtor urbano tem essa questão mais já enraizada. Não é algo que precisamos explicar para ele. É algo que ele já produz dessa maneira, que ele já pensa assim. É um agricultor já mais focado em mudanças climáticas e questões mais agroecológicas”, explicou.

A fiscalização e os aspectos legais das produções em áreas urbanas são iguais às do campo. O ponto crucial a ser observado é se o plantio está em conformidade com as regulamentações municipais da cidade. “Não há restrições para o plantio em zonas urbanas, exceto para culturas mais restritivas, como a laranja. Em geral, a produção deve apenas respeitar a legislação vigente na cidade de São Paulo”, explica Lucas.

A Defesa Agropecuária também atua na capital e realiza a fiscalização das áreas cultivadas com os mesmos critérios aplicados às regiões rurais. Assim, quando se trata de culturas com legislação específica, como banana ou citros, são aplicados os protocolos correspondentes. Durante as vistorias, são verificadas a presença e o uso correto de agrotóxicos, as condições de armazenamento, o uso de equipamentos de proteção individual, as receitas agronômicas e os comprovantes de devolução das embalagens vazias. Também é avaliado o estado de conservação do solo, conforme procedimentos técnicos definidos para cada situação.

Com o apoio técnico e a presença constante da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a produção agrícola da capital mostra que o agro também é parte essencial da cidade de São Paulo

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.



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Paraná envia insumos hospitalares para reforçar atendimento em áreas atingidas por tornado



O Governo do Estado do Paraná enviou, no sábado (8), um lote de insumos hospitalares para reforçar o atendimento às vítimas do tornado que atingiu a região central, com maior impacto em Rio Bonito do Iguaçu.

A ação foi coordenada pela Casa Militar, com apoio de seis aeronaves do Governo. O transporte incluiu frascos de soro e cerca de 14 mil itens de 17 tipos, entre eles ataduras, seringas, compressas e agulhas. O material foi preparado pelo Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) e pelo Centro de Operações de Medicamentos e Produtos (Comp), em Curitiba.

Logística envolveu aeronaves e apoio local

Duas aeronaves transportaram os insumos até o aeroporto de Guarapuava. De lá, quatro helicópteros levaram o material até Laranjeiras do Sul, município que concentra a maior parte dos atendimentos às vítimas.

A operação foi organizada de forma emergencial para garantir a reposição imediata dos insumos nas unidades de Pronto Atendimento e hospitais da região.

Em Laranjeiras do Sul, o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, acompanhou a chegada dos materiais. “O Paraná se mobilizou rapidamente para garantir que nenhuma unidade ficasse sem condições de atender. É um esforço conjunto que envolve logística, solidariedade e o compromisso de toda a rede de saúde com as famílias atingidas”, afirmou.

Atendimento às vítimas e estrutura hospitalar

Os materiais estão sendo distribuídos para unidades que seguem atendendo vítimas em Rio Bonito do Iguaçu e municípios vizinhos. Além da ação da Sesa, prefeituras da região estão enviando doações de medicamentos e insumos para reforçar a estrutura hospitalar.

Até a manhã de domingo (9), 32 pessoas permaneciam internadas, sendo quatro em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Nenhum caso grave foi registrado. Desde sexta-feira (7), foram realizados 835 atendimentos.

O Corpo de Bombeiros informou que não há mais desaparecidos e que as buscas na área urbana foram encerradas. As equipes concentram agora os esforços na reorganização dos serviços essenciais, como o restabelecimento da água e da energia elétrica, além da distribuição de alimentos e água potável.



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima afeta parte das lavouras de aveia-branca


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (6) aponta que a colheita da aveia-branca avançou nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, com produtividade dentro do esperado. Segundo o documento, a cultura está “em plena colheita”, embora com variações decorrentes de condições edafoclimáticas e de manejo. Nas últimas semanas registraram períodos alternados de umidade e estiagem localizada, o que influenciou especialmente as atividades implantadas mais tarde, que sofreram “algum nível de estresse hídrico na fase de enchimento de grãos”.

A qualidade dos grãos permanece adequada, com “bom PH e uniformidade”, favorecendo a destinação industrial. A Emater/RS-Ascar estima 393.252 hectares cultivados no Estado, com produtividade média de 2.445 kg/ha.

Na região administrativa de Bagé, o ritmo de colheita varia entre os municípios. Em São Gabriel, o trabalho foi finalizado com rendimento médio de 1.200 kg/ha. Em Maçambará, 40% dos 5.500 hectares foram colhidos, com produtividades entre 1.200 e 1.800 kg/ha. Nos municípios da Campanha, como Hulha Negra e Candiota, as atividades implantadas posteriormente enfrentaram déficit hídrico durante o abastecimento de grãos, o que afetou os resultados. Em Caçapava do Sul e Lavras do Sul, a colheita alcança cerca de 40% das áreas, com produtividades dentro da média regional.

Na região de Frederico Westphalen, a colheita está praticamente concluída, restando 5% das atividades em maturação. O rendimento médio projetado é de 2.370 kg/ha, com desempenho considerado estável entre os municípios. Em Ijuí, a colheita chega a 55%, com rendimento médio de 2.850 kg/ha em áreas já colhidas. Em Ibirubá, houve incremento ao longo do avanço da colheita. Em Santo Augusto, a produtividade ficou abaixo do previsto, com 2.400 kg/ha. Os títulos apresentam PH superior a 50 pontos, favorecendo a comercialização industrial.

Na região de Santa Maria, a colheita chega a 70%, enquanto 30% das lavouras se encontram em maturação fisiológica. Em Tupanciretã, os trabalhos foram concluídos, com produtividades próximas de 2.200 kg/ha e padrão considerado adequado. Em Soledade, a colheita avança em 35%, com 58% das áreas em maturação e 7% em enchimento de grãos. Em Tio Hugo, 90% da área está colhida, com rendimentos entre 1.500 e 3.000 kg/ha. A média regional deve se aproximar de 3.000 kg/ha, impulsionada por manejo mais tecnificado e cultivares de maior rendimento.





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Melhor trator de 2026 é eleito na Alemanha; conheça o modelo



O auditório estava cheio de alemães, mas pareciam brasileiros comemorando gol do time do coração a cada anúncio dos vencedores das seis categorias do prêmio Tractor of the Year 2026 (Trator do Ano), realizado neste domingo (9) na maior feira de máquinas agrícolas do mundo, a Agritechnica, em Hannover.

Além de reconhecer os melhores modelos, a cerimônia de abertura serviu como uma homenagem ao veículo mais versátil do campo. “Excelência é um caminho, não apenas o destino. Tratores representam este ideal”, disse o diretor administrativo da BK Tires, Rajiv Poddar.

Já o diretor administrativo da DLG Markets, Tobias Eichberg, relembrou, bem humorado, um episódio da infância: a primeira vez em que pilotou um trator na vida. Percorreu 50 metros e acidentalmente passou por cima de parte da lavoura de batata da família. “Viraram purê”, disse, aos risos.

Melhor do ano

O trator campeão desta edição representou um significativo salto tecnológico em relação à versão anterior, criticada por conta da falta de conforto na cabine. O Claas Axion 9.450 Terra Trac, à venda por 614 mil euros (R$ 3.789 milhões), ainda sem previsão de chegar ao Brasil, trocou cerca de 60% das peças do seu antecessor, o Axion 900.

A transmissão por engrenagens cônicas, a relação de transmissão e o sistema de lubrificação automática são as novidades no eixo dianteiro. O veículo, top de linha da Class, tem potência máxima de 448 cavalos, torque de até 1.850 Nm e capacidade de tanque de combustível de 860 litros. O intervalo de manutenção passou para 750 horas, significativamente mais longo do que a antiga versão, de 600 horas.

Para este veículo também foi desenvolvido um novo sistema adaptativo de gestão da transmissão que otimiza a rotação do motor com base em algoritmos de autoaprendizagem e mapas de eficiência. A distância entre eixos do Class Axion 9.450 Terra Trac é de 2,95 m e o peso em vazio varia entre 17 e 18 toneladas.

Além disso, o trem de rolamento Terra-Trac conta com roletes com mola para prolongar a vida útil das rodas e esteiras. De acordo com a Class, os roletes centrais passam a ter flanges, permitindo uma remoção mais rápida. O que não mudou é a velocidade máxima do veículo: permanece em 40 km/h.

Apesar de todas as novidades, o produtor rural alemão se mantém pragmático, à imagem do brasileiro. “Se o trator é bom hoje, também será daqui três, cinco anos. Não tenho pressa de comprar nada”, disse o agricultor Andrea Lange, que cultiva trigo e milho em Frankfurt.

Outras categorias

O Tractor of the Year 2026 também elegeu os melhores tratores em cinco outras diferentes categorias. Veja os vencedores:

  • Trator autônomo: JCB Fartrac 6300
  • Trator especializado: New Holland T4.120 F Auto Command
  • Trator utilitário: Valtra G125 CVT Active
  • Trator médio: Fendt 516 Vario

*O jornalista viajou à Alemanha a convite da organização da Agritechnica 2025



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Semana terá tempo firme no Sul e chuva no Norte e Centro-Oeste



A semana começa com tempo firme no Sul e parte do Sudeste, mas as instabilidades ganham força no Norte e em áreas do Centro-Oeste, segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Apesar da chegada de uma nova frente fria, as chuvas no Sul devem ser passageiras e pouco volumosas, enquanto em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Acre há risco de temporais.

Confira a previsão completa por região:

Região Sul

O tempo segue estável, com predomínio de sol e variação de nuvens. As temperaturas ficam mais amenas no litoral e leste, e mais elevadas no oeste, especialmente no norte e noroeste do Paraná.

Uma frente fria deve provocar chuvas rápidas e pouco volumosas entre terça (11) e quinta-feira (13). A semana será marcada pela amplitude térmica — mínimas abaixo de 10°C e máximas próximas dos 28°C.

Os volumes de chuva devem se concentrar em Santa Catarina e no Paraná, com acumulados de 20 a 30 milímetros, sem prejuízos ao trabalho no campo. No Rio Grande do Sul, as precipitações ficam restritas ao norte e sudeste, com cerca de 20 milímetros, predominando o tempo seco nas demais áreas.

Região Sudeste

O tempo firme predomina em São Paulo, favorecendo o avanço dos trabalhos em campo.
No Triângulo Mineiro, Zona da Mata, leste de Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo, há chance de chuvas fracas e localizadas. Já nas áreas do norte, oeste e noroeste, a previsão é de chuvas moderadas a fortes, com risco de temporais.

As temperaturas voltam a subir e ultrapassam os 30°C nas áreas produtoras. Entre quarta (12) e quinta-feira, o oeste paulista e o Triângulo Mineiro podem registrar 30 a 40 milímetros de chuva, o que ajuda a manter a umidade do solo. Produtores devem ficar atentos à possibilidade de rajadas de vento e granizo.

Região Centro-Oeste

As instabilidades se mantêm em boa parte de Goiás e Mato Grosso, com pancadas de chuva de intensidade variada. O oeste de Mato Grosso deve concentrar as chuvas mais fortes, com risco de temporais, enquanto Mato Grosso do Sul e o sudoeste mato-grossense terão tempo mais firme.

Os acumulados da semana chegam a 100 milímetros no centro-oeste dos dois estados. No centro-leste, os volumes variam de 20 a 30 milímetros, enquanto o sudeste de Goiás deve enfrentar tempo quente e seco, exigindo cautela dos produtores durante as atividades a campo.

Região Nordeste

O oeste e o sul da Bahia voltam a registrar chuvas moderadas a fortes, com risco de temporais.

No sul do Maranhão e Piauí, as pancadas serão mais fracas e isoladas. No restante da região, o tempo firme e a baixa umidade predominam, especialmente no Ceará, leste do Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e norte da Bahia.

As chuvas de 20 a 30 milímetros no centro-sul da Bahia e do Maranhão ajudam a recompor a umidade do solo sem atrapalhar os trabalhos no campo. Já nas demais áreas, as temperaturas chegam aos 40°C, elevando o risco de incêndios.

Região Norte

As instabilidades avançam sobre Acre, Amazonas, Rondônia e sudeste do Pará. No oeste do Pará e em Rondônia, há risco de temporais.

Em Roraima, a chuva será isolada; no Amapá, o tempo deve seguir quente e seco.
A semana será mais chuvosa em quase toda a região, com acumulados de até 100 milímetros no Acre, Rondônia, sul de Roraima e sudoeste do Pará. Nas demais áreas, os volumes variam entre 20 e 30 milímetros, apenas elevando a umidade do ar.



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Nova tecnologia automatiza classificação de grãos agrícolas



O Sistema Faep, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), está realizando testes de campo para avaliar o desempenho de uma tecnologia capaz de classificar grãos automaticamente.

A ideia é reduzir o caráter subjetivo das avaliações realizadas por classificadores profissionais, deixando o processo com mais precisão. A solução tecnológica visa resolver uma antiga demanda dos produtores de grãos de praticamente todo Brasil.

“Na entrega da soja no cerealista ou na cooperativa, pode haver diferentes interpretações quanto à qualidade do produto. Com essa nova tecnologia, a ideia é eliminar boa parte dessa divergência, pois utiliza critérios técnicos e precisos de avaliação”, observa o presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

De acordo com o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, a avaliação é feita de maneira visual, ou seja, está atribuída ao erro humano. Porém, com o novo recurso será possível eliminar a falha.

Primeiros testes e relatos

Sendo assim, com a proposta de validar o desempenho do classificador automático de grãos em um ambiente real, ao longo do mês de outubro, o equipamento passou por testes de campo no Paraná.

A escolha pelo estado envolve à relevância na produção de grãos e a existência de cooperativas integradas com a classe produtora.

Conforme coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP, Ana Paula Kowalski, a entidade vem atuando no apoio e orientação aos produtores rurais que enfrentam divergências nos procedimentos de classificação adotados nas unidades de recebimento no Paraná, especialmente de grãos.

“Esses relatos municiam também a atuação da Comissão Nacional de Cereais da CNA, onde nasceu esse projeto de apoiar o desenvolvimento de classificadores automatizados de defeitos em grãos de soja”, destaca Ana Paula.

Em 2024, durante uma reunião que juntou a Comissão Nacional da CNA e a Comissão Estadual de Cereais do Sistema FAEP apresentaram as novas tecnologias em Maringá.

A Cooperativa Cooperante, em Campo do Tenente, realizou a primeira experiência, avaliando cargas de soja para Paranaguá. Na sequência, os testes ocorreram nas cooperativas Frísia, em Ponta Grossa, e Agrária, em Guarapuava.

“Nessas ocasiões simulamos um fluxo de cargas e procedimentos analíticos reais. No dia dos testes, os classificadores das unidades de expedição analisaram as mesmas amostras do nosso equipamento”, descreve Tiago Pereira. O próximo passo será comparar os resultados.

Expectativas e futuro da tecnologia

A expectativa é de que o equipamento proporcione mais celeridade e confiança ao processo de classificação, além de eliminar boa parte das divergências.

O classificador automático de grãos utiliza tecnologia de infravermelho (NIR) e Inteligência Artificial (IA) para realizar as avaliações.

“Mesmo dois classificadores profissionais podem discordar, visto que a avaliação pode ser subjetiva. Além disso, o processo automatizado de avaliação de defeitos permite conexão direta com os sistemas de análise, eliminando riscos ao transcrever informações”, observa Ana Paula, do Sistema Faep.

Ela também esclarece que a tecnologia surge como aliada e não eliminará o profissional de classificação, visto que ainda será necessário um operador para coletar, padronizar e conduzir o fluxo de amostras dentro do laboratório.



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equipes intensificam atendimento em Rio Bonito do Iguaçu



O Governo do Paraná mantém as equipes de emergência mobilizadas neste domingo (9) em Rio Bonito do Iguaçu, município mais atingido pelo tornado que devastou parte da região centro-sul do Estado.

O secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, o coordenador da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig, e o subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto, permanecem na cidade para coordenar as ações de resposta e apoio à população.

De acordo com a Agência de Notícias do Paraná (AEN), mais de 50 bombeiros e 23 viaturas seguem atuando em sobrevoos e atendimentos diretos, auxiliando moradores e levantando as principais necessidades após o desastre. Segundo a Defesa Civil, mais de mil pessoas estão desalojadas ou desabrigadas, mas os números ainda estão sendo atualizados pelas equipes estaduais e municipais.

Até o fim do sábado (8), 784 atendimentos médicos foram realizados em toda a rede hospitalar da região.

A Copel informou que 49% da rede elétrica de distribuição de energia em Rio Bonito do Iguaçu já foi restabelecida até a manhã deste domingo. Estruturas essenciais como o Centro de Comando da Defesa Civil, o posto de saúde e o Centro do Idoso tiveram o fornecimento de energia retomado ainda na tarde de sábado.

Mais de 200 eletricistas, técnicos e projetistas estão mobilizados na reconstrução da infraestrutura elétrica do município.

Ainda, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) informou que o sistema de Rio Bonito do Iguaçu está abastecido. A companhia ainda mantém gerador em uma das captações e caminhões-pipa como apoio na recuperação. Equipes seguem trabalhando em consertos pontuais de vazamentos nas redes de distribuição de água da cidade.



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Pecuária se posiciona como parte da solução climática e alimentar na COP30



A Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável (MBPS) divulgou seu posicionamento oficial para a COP30, que será realizada em Belém. O documento reúne evidências, propostas e recomendações que mostram como o setor já contribui de forma concreta para os desafios relacionados à crise climática e à segurança alimentar.

Segundo a gerente-executiva da entidade, Michelle Borges, o posicionamento foi elaborado ao longo de vários meses com a participação dos sete elos que compõem a mesa — produtor rural, instituições financeiras, prestadores de serviços, fornecedores de insumos, terceiro setor, varejo e restaurantes.

“O objetivo foi identificar as temáticas prioritárias e levar à COP uma visão unificada da pecuária brasileira, mostrando o setor como aliado do clima e da segurança alimentar”, explica.

Participação na COP30

A MBPS estará presente em diversos painéis durante a conferência, nas áreas Green Zone, Blue Zone e Agrizone, além de eventos paralelos com representantes do governo, da iniciativa privada e do terceiro setor.

Além disso, a entidade pretende reforçar, nesses espaços, a importância de ações conjuntas e soluções multissetoriais para avançar na transição para uma pecuária mais justa e sustentável.

Base para políticas públicas

O documento também pode servir de referência para políticas públicas voltadas à sustentabilidade no campo. Segundo a dirigente, a mesa já vem colaborando com propostas, como a de rastreabilidade individual e outras medidas de inclusão produtiva e finanças verdes.

“Queremos criar condições reais para ampliar o acesso a assistência técnica, financiamento e recuperação de pastagens. A COP30 é uma oportunidade para escalar essas soluções”, destaca.

A Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável divulgará sua agenda oficial de painéis e atividades no site da entidade durante as duas semanas de realização da conferência.



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AgroNewsPolítica & Agro

Plantio lento e dólar fraco mantêm preços da soja estáveis no Brasil


Mesmo com cotações internacionais em alta, os preços da soja no Brasil seguem estáveis, pressionados pelo dólar em baixa e exportação menos competitiva. Segundo análise divulgada pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, condições climáticas adversas também retardam o plantio nacional.

O preço do bushel da soja chegou a US$ 11,19 na Bolsa de Chicago, sendo a mais alta cotação desde julho, mas encerrou a semana em queda, aos US$ 10,91. A oscilação reflete a instabilidade no mercado internacional e a exclusão da soja da lista de produtos norte-americanos beneficiados pela China na suspensão de tarifas. Essa exclusão manteve a tarifa de 13% sobre a soja dos EUA, favorecendo a competitividade da soja brasileira.

No entanto, esse fator não foi suficiente para impulsionar os preços internos, diante da desvalorização cambial e dos prêmios de exportação negativos, que retornaram a patamares não vistos desde julho. Segundo a CEEMA, as cotações no mercado físico permaneceram estáveis. A média gaúcha alcançou R$ 126,03 por saca de 60 kg, com as principais praças brasileiras variando entre R$ 118,50 e R$ 125,00. O Rio Grande do Sul e o Centro-Oeste concentram as regiões com maiores flutuações. O atraso no plantio é outro fator de preocupação.

A soja foi semeada em apenas 47% da área prevista até o momento, contra 54% no mesmo período do ano anterior. O estado de Goiás apresenta o ritmo mais lento desde a safra 2017/18, de acordo com a CEEMA. No Mato Grosso, maior produtor nacional, o plantio atingiu 76,1% da área esperada, abaixo da média histórica de 76,7%. As chuvas irregulares nas principais regiões produtoras têm dificultado o andamento da safra, elevando a incerteza quanto à produtividade final. A especulação nos mercados futuros pode aumentar se as previsões de clima adverso se confirmarem.

Nesse cenário, a soja brasileira pode manter sua competitividade, mas com impactos diretos nos custos de produção e na oferta interna. A estabilidade nos preços reflete um equilíbrio frágil entre demanda, câmbio e clima. A evolução das chuvas e o comportamento do mercado internacional serão decisivos nas próximas semanas.





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AgroNewsPolítica & Agro

Substâncias húmicas viram protagonistas em fertilizante


A transformação de um resíduo da agroindústria vitivinícola em fertilizante líquido de alta eficiência ilustra a convergência entre biotecnologia, sustentabilidade e agricultura regenerativa. Desenvolvido a partir do percolado de cascas e bagaço de uva, o produto apresenta ação direta sobre a microbiota do solo, promovendo nutrição vegetal e equilíbrio radicular.

“Esse líquido tem um cheiro muito forte, fétido, e é um vetor de contaminação, pois polui o lençol freático. Esse foi o nosso problema inicial”, explica Rodrigo Leygue, diretor da Nubitech. Foi durante tentativas de tratamento biotecnológico desse resíduo que a equipe observou transformações significativas: o material passou a apresentar odor adocicado, pH básico e presença marcante de substâncias húmicas vegetais.

“O resultado foi um líquido com odor normal, adocicado, mais próximo do café ou do chocolate do que do cheiro original, que era insuportável. E com um pH — isso é importante — básico, ou seja, não ácido”, detalha Leygue. A mudança nas propriedades do líquido foi o ponto de partida para os primeiros testes agronômicos.

Atualmente, o fertilizante é comercializado sob o nome Potosí e reúne substâncias húmicas vegetais com macronutrientes. “Os macronutrientes que ele contém, NPK, estão ligados com a matéria orgânica da substância húmica. Isso faz com que sua eficiência nutricional seja altamente positiva”, explica.

Um dos principais diferenciais é a atuação na rizosfera, estimulando micro-organismos que favorecem o desenvolvimento radicular. “O diferencial primordial: os fertilizantes químicos não interagem com a microbiota. Não criam condições de equilíbrio entre os micro-organismos, de maneira a que a planta se sinta bem nutrida com moléculas específicas”, afirma Leygue. Ele destaca ainda a abordagem sistêmica do produto. “Não é um elemento químico que vai entrar na nutrição, é um equilíbrio microbiano que vai condicionar a nutrição perfeita para a planta”, complementa.

Versátil, o fertilizante pode ser aplicado em hortas, gramados, canteiros e sistemas agrícolas diversos. “Pode ser utilizado em canteiros, vasos, gramados, pastos, em termos gerais. Isso está ligado à própria condição como os vegetais surgiram no planeta: todos eles precisaram de micro-organismos na sua raiz”, observa.





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