domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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Em dez meses, custeio do crédito rural chega a R$ 298,6 bilhões



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou nesta sexta-feira (9) que o montante do desembolso do crédito rural do Plano Safra 2024/25, considerando todos os produtores rurais, chegou a R$ 298,6 bilhões no período de julho/2024 a abril/2025.

Os valores apresentados são provisórios e foram extraídos no dia 7 deste mês, do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB). Os valores definitivos só são divulgados após 35 dias do encerramento do mês considerado na avaliação.

Pronamp

Para os beneficiários do Pronamp foram custeados R$ 246,2 bilhões, sendo divididos em R$ 142,7 bilhões para custeio, R$ 52,2 bilhões para investimento, R$ 35,5 bilhões para a comercialização e R$ 15,9 bilhões para financiamentos em industrialização de produtos agropecuários.

O Mapa salienta que o montante de recursos corresponde a cerca de 80% do que foi concedido no mesmo período da safra 2023/2024, perfazendo 61,5% dos R$ 400,6 bilhões programados para serem contratados em todas as finalidades de financiamento.

“Os financiamentos baseados em fontes controladas, aquelas que possuem taxas de juros diferenciadas e mais reduzidas em relação às praticadas pelo mercado, correspondem a 51% de todo o crédito concedido, com destaque para a Poupança Rural Equalizada e para os Recursos Livres Equalizados, com incremento de 20% e 171%, respectivamente, em relação à safra passada, e valores concedidos de R$ 21,8 bilhões e de R$ 31,6 bilhões”, diz o comunicado do Ministério.

Taxas de juros livres

Os financiamentos baseados em fontes de recursos com taxas de juros livres tiveram resultados expressivos. A Poupança Rural Livre obteve um aumento de 124% em relação à safra passada, com R$ 26 bilhões contratados e liberados.

Os programas de investimento agropecuário ainda possuem recursos a serem concedidos: o Prodecoop apresenta o maior, com 61% de saldo, enquanto o Pronamp, com 14% de saldo, tem a menor disponibilidade remanescente.

O Mapa acredita que todo o recurso disponibilizado para o investimento seja aplicado até o final de junho, quando começará o novo ano agrícola.



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AgroNewsPolítica & Agro

Diga sim para a melhor safra da sua vida com a Conceito Sementes


A safra começa com uma decisão. E hoje, produtores goianos têm um novo ponto de partida: a Conceito Sementes, agora com multiplicação própria de sementes e atendimento com portfólio de cultivares de alto rendimento. 

Mais do que sementes, o produtor encontra o compromisso com a sua melhor safra. A nova fase da Conceito Sementes representa uma virada estratégica. Com produção própria e comercialização direta, a marca fortalece sua atuação de produtor para produtor, com um atendimento mais próximo e uma entrega mais eficiente.

Esse avanço foi possível graças à parceria com a Brasmax, empresa líder em genética de soja no Brasil, que escolheu a Conceito Sementes como multiplicadora licenciada de cinco cultivares de alto desempenho: Raptor I2X; Tormenta CE; Tanque I2X; Supera I2X e Mítica CE.

Essas cultivares foram selecionadas para atender com excelência as condições do Cerrado, unindo produtividade, estabilidade e adaptação às demandas dos produtores da região.

Além da genética de ponta, a Conceito Sementes também oferece:

– Tratamento de Sementes Industrial (TSI) com certificação Seedcare da Syngenta, oferecendo cobertura uniforme, proteção contra pragas e doenças e melhor desempenho no campo — com a possibilidade de utilizar o Blindado, o Tratamento de Sementes Profissional da Conceito Agrícola, que potencializa os resultados com tecnologia, precisão e segurança desde o plantio.

– Armazenamento climatizado, assegurando vigor e sanidade da semente até o momento do plantio.

– Logística customizada, pensada para entregar a semente na janela ideal.

– Acompanhamento técnico especializado, do planejamento à colheita.

Esse novo momento é mais do que uma mudança operacional, é um reflexo da visão de futuro da Conceito Sementes, que entende que o produtor precisa de parceiros que acompanhem as transformações do agro e ofereçam soluções na mesma velocidade que os desafios aparecem.

Ao assumir o protagonismo na produção e na distribuição de sementes, a empresa amplia sua capacidade de personalização, fazendo com que cada cliente receba a solução mais adequada ao seu perfil produtivo e às exigências do seu negócio. É o conceito de atendimento de produtor para produtor, agora com estrutura própria, portfólio robusto e autonomia comercial.

Conceito Sementes. Mais próxima. Mais preparada. Mais parceira do agro que constrói o Brasil. Porque cada detalhe conta quando o objetivo é produtividade, e nosso compromisso é com a sua melhor safra.





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Importações de soja brasileira pela China crescem em abril



A China aumentou em 10,2% as compras de soja do Brasil no mês de abril, em comparação com o mesmo período de 2024. O volume chegou a 10,8 milhões de toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, compilados pela Datagro Consultoria.

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Esse crescimento ocorre em um momento de intensificação das tensões comerciais entre China e Estados Unidos, o que tem levado o país asiático a diversificar suas fontes de fornecimento. Além disso, o aumento está ligado à sazonalidade da produção agrícola brasileira, já que o primeiro semestre é marcado pela colheita da soja, favorecendo a logística e o escoamento para o mercado internacional.

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2025, as importações chinesas da oleaginosa brasileira totalizaram 27,7 milhões de toneladas, alta de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Apenas em março, a alta foi de 20%, com 11,1 milhões de toneladas embarcadas.

Segundo análise da consultoria, a tendência é de que o ritmo de compras se mantenha firme em maio. A consultoria destaca que o momento atual favorece as exportações do Brasil, tanto pela vantagem logística quanto pelo cenário de instabilidade nas relações comerciais entre os maiores players do mercado mundial de grãos.



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As mulheres como verdadeiras cultivadoras das sementes e da vida



Na história da humanidade, foram as mulheres que deram início à agricultura, domesticando animais e observando os ciclos da natureza com a mesma paciência de quem aguarda nove meses para gerar uma criança no ventre. As mulheres são as verdadeiras mães da Terra. Há 10 mil anos, no período Neolítico, enquanto os homens saíam em busca da caça, as mulheres tornaram-se as verdadeiras cultivadoras de sementes e da vida, ajudando a alimentar civilizações inteiras.

“Da inteligência das mulheres, descobriu-se que algumas sementes nasciam e outras serviam para comer. Daí surgiu a agricultura, as colheitas, a fartura”, conta a agricultora Selene Hammer Tesch. Ela é embaixadora da campanha #MulheresRurais, Mulheres com Direitos, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU). As mulheres são, portanto, descendentes diretas das primeiras agricultoras do mundo, cultivadoras das sementes e da vida.

No Brasil, esse papel se reafirma desde a chegada dos primeiros imigrantes, quando as mães guerreiras da roça cuidavam da lavoura e da família, mesmo em condições adversas. A partir da década de 1970, muitas dessas mulheres migraram com suas famílias para o Cerrado, desbravando terras e recomeçando a vida com força, coragem e fé. Essas mulheres do campo ajudaram a transformar o improvável em realidade — e seguem fazendo história.

Algumas herdaram fazendas e as transformaram em grandes empresas do agronegócio, tornando-se líderes e empreendedoras em um dos setores mais estratégicos do país. Outras seguem firmes nos minifúndios familiares, onde acumulam múltiplas funções: gestoras, agricultoras, educadoras e cuidadoras.

A mulher está no campo e em casa, na luta diária por um futuro melhor. Com os olhos voltados para o céu e para a terra, para os filhos e para a lavoura, cria intimidade com a tecnologia sem perder a intuição — esse aparato tecnológico ancestral que faz parte da sua essência mais pura. Ser mulher é estar naturalmente conectada com a terra e a produção. É o cruzamento perfeito entre força e sensibilidade. A resiliência para esperar a vida e as safras é um gene presente, que traz relevância e pluralidade. Antes anônimas, agora são reconhecidas. Sempre foram essenciais.

Neste Dia das Mães, o campo brasileiro presta homenagem às mulheres rurais que sustentam, silenciosamente, a agricultura e a família. São mães agricultoras, esposas, filhas e avós que, ao longo da história, têm sido a espinha dorsal da produção de alimentos no país. Heroínas anônimas que não surgiram agora. Sempre estiveram lá.

O Brasil precisa olhar para o campo com mais respeito, mais investimento e políticas públicas que fortaleçam o protagonismo feminino rural. Porque, sem elas, não teríamos passado. Muito menos futuro. Afinal, é do assoalho pélvico da mulher que nascem todas as gerações do mundo. Como sempre diz o professor José Luiz Tejon: “Metade do planeta é mulher. E a outra metade são os filhos da primeira”.

Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Trecho da RSC-287 volta a ser interditado



Nível do Arroio Barriga volta a subir e bloqueia rodovia RSC-287




Foto: Foto: Reprodução / Batalhão Rodoviário Estadual

O tráfego está totalmente interrompido no km 167 da RSC-287, entre os municípios de Paraíso do Sul e Novo Cabrais, devido à elevação do nível do Arroio Barriga. A água invadiu o desvio provisório construído após a queda da ponte no ano passado, impossibilitando a passagem de veículos. Segundo a Rota de Santa Maria, responsável pela administração da rodovia, o bloqueio será mantido até que o volume de água recue.

O desvio, construído em uma cota inferior ao traçado original da pista, ficou submerso com a nova cheia do arroio, repetindo o cenário de transtornos enfrentado durante as enchentes de 2023. A Brigada Militar, por meio do Batalhão Rodoviário, recomenda que os motoristas utilizem a BR-290 como rota alternativa. Para veículos mais leves, também é possível utilizar a BR-158, mas a passagem pela ponte do Fandango está restrita a caminhões com um eixo e peso máximo de 18 toneladas, conforme autorização do DNIT.

A situação se agrava com o alerta da Defesa Civil estadual, que classifica como muito alto o risco de novos alagamentos na região central, bem como nas Missões, Oeste e nos Vales. Em Paraíso do Sul, a prefeitura confirmou ainda o comprometimento de outras estruturas viárias: as cabeceiras das pontes da Linha Néri e da Linha Campestre cederam, e diversos acessos estão intransitáveis, incluindo Tabuão, Contenda, Linha Sinimbu, Linha Patrícia, Linha Paraguaçú e Picada Knirsch.





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Com ajuda do milho, portos batem recorde de 113 milhões de toneladas movimentadas



Os portos brasileiros movimentaram 113,7 milhões de toneladas de cargas em março de 2025, um crescimento de 5,49% em comparação a março do ano passado. Este é o melhor resultado da série histórica do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). As mercadorias com maior crescimento foram o milho, com 400 mil toneladas no mês, um aumento de 132,9% em relação a março de 2024, e combustíveis, óleos e produtos minerais, com 300 mil toneladas, equivalente a alta de 79,98%.

A navegação por longo curso respondeu por 80,8 milhões de toneladas movimentadas no período, o que corresponde a um crescimento de 7,85% em relação ao resultado obtido há um ano. A navegação interior movimentou 8,4 milhões de toneladas, com alta de 9,92%.

A movimentação de carga geral aumentou 8,67%, com 5,6 milhões de toneladas. Os granéis sólidos tiveram alta de 7,25%, foram 67,8 milhões de toneladas transportadas no terceiro mês do ano. Os granéis líquidos tiveram evolução de 3,22%, foram 27,5 milhões de toneladas.

A movimentação de contêiner foi de 12,6 milhões de toneladas, com crescimento de 0,16%, sendo 8,6 milhões movimentadas em longo curso e 3,9 milhões por cabotagem.

Portos Públicos

Os portos públicos movimentaram 40,1 milhões de toneladas de cargas em março deste ano, 1,96% a mais em comparação com o mesmo mês de 2024. Entre os 20 portos públicos que mais movimentam no país, o Porto de Santana (BA) teve o com maior crescimento percentual, com aumento de 47,33% e movimentação de 400 mil toneladas.

Terminais privados

Nos terminais autorizados houve um crescimento de 7,52% na movimentação em relação a março do ano passado. O setor movimentou 73,5 milhões de toneladas de cargas.

Entre os 20 TUPs que mais movimentaram em março, o com o maior crescimento de movimentação, comparado ao mesmo mês do ano passado, é o Terminal Marítimo Ponta Ubu (ES) com uma alta de 44,90%. O terminal movimentou 1,2 milhão de toneladas de cargas.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o resultado é fruto dos investimentos em modernização da infraestrutura promovidos pelo governo. “São investimentos na ordem de bilhões de reais para fortalecer o setor portuário, com foco principalmente em ações de longo prazo, que tornam nossos portos competitivos e dinamizam a economia brasileira. Estamos ampliando a capacidade logística dos nossos terminais por meio da maior carteira de investimento da história do setor, que vai garantir crescimento a médio e longo prazo”.



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Batata, café e tomate pressionam a inflação em abril



A inflação oficial fechou abril com alta de 0,43%, pressionada principalmente pelos preços dos alimentos e de produtos farmacêuticos. O resultado mostra desaceleração pelo segundo mês seguido, após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ter marcado 1,31% em fevereiro e 0,56% em março.

O índice é o maior para um mês de abril desde 2023 (0,61%). Em abril de 2024, a variação havia sido de 0,38%.

No período de 12 meses, o IPCA soma 5,53%, o maior desde fevereiro de 2023 (5,6%) e acima da meta do governo. Em março, esse acumulado era de 5,48%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%.

Desde o início de 2025, a meta é considerada descumprida se ficar seis meses seguidos fora do intervalo de tolerância. Todos os resultados desde janeiro figuraram acima do teto.

Alimentos e remédios puxam a inflação

Dos nove grupos de preços pesquisados pelo IBGE, oito apresentaram inflação positiva, com os maiores pesos exercidos por alimentos e saúde. Juntos, esses dois grupos responderam por 0,34 ponto percentual (p.p.) do IPCA.

  • Alimentação e bebidas: 0,82% (0,18 p.p.)
  • Habitação: 0,14% (0,02 p.p.)
  • Artigos de residência: 0,53% (0,02 p.p.)
  • Vestuário: 1,02% (0,05 p.p.)
  • Transportes: -0,38% (-0,08 p.p.)
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,18% (0,16 p.p.)
  • Despesas pessoais: 0,54% (0,05 p.p.)
  • Educação: 0,05% (0 p.p.)
  • Comunicação: 0,69% (0,03 p.p.)

Maior impacto

Apesar de representar o maior impacto de alta na inflação de abril, o grupo alimentos e bebidas mostra desaceleração ante março, quando foi de 1,17%.

Os alimentos integram o grupo de maior peso no IPCA, por isso, mesmo desacelerando, exercem impacto importante na média de preços da cesta de consumo dos brasileiros. Os produtos que mais puxaram para cima o preço da comida foram:

  • batata-inglesa (18,29%)
  • tomate (14,32%)
  • café moído (4,48%)

Café sobe 80,2%

Em 12 meses, o café apresenta alta de 80,2%, configurando-se a maior variação acumulada desde o início do Plano Real em julho de 1994.

Por outro lado, o arroz, que caiu 4,19%, foi o item alimentício que mais colaborou para segurar os preços. O ovo, que vinha sendo um dos vilões (alta de 16,74% em doze meses), recuou 1,29% em abril.

De acordo com o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, a inflação dos alimentos é muito influenciada por questões climáticas. “Muitos deles tiveram questão de clima, ou chove muito ou não chove”, afirma. “Os efeitos da natureza não têm como controlar”, observou.

Fernando destaca que o índice de difusão – indicador que mostra a proporção de subitens que tiveram aumento de preço no mês – passou de 55% para 70% dos 168 produtos alimentícios pesquisados.

Em todo o IPCA, o índice de difusão ficou em 67% dos 377 subitens apurados – o maior desde dezembro de 2024 (69%).

No grupo saúde e cuidados pessoais, o resultado foi influenciado por produtos farmacêuticos, que subiram 2,32%, por conta do reajuste de medicamentos de até 5,09% autorizado pelo governo a partir de 31 de março.

Alívio nos transportes

O grupo de transportes foi o único a ter queda nos preços (-0,38%), resultado influenciado pela redução dos preços das passagens aéreas (-14,15%), o que exerceu o principal impacto negativo no IPCA de abril, com peso de -0,09 p.p.

Os combustíveis também ajudaram, recuando 0,45%. Todos tiveram variação negativa:

  • gasolina (subitem que mais pesa no IPCA): -0,35%

Fernando Gonçalves destaca que “houve redução no preço do óleo diesel nas refinarias a partir de 1º de abril e, no caso do etanol, houve avanço na safra”.

Foco do BC

Ao separar a inflação entre itens de serviços e controlados, o IBGE aponta que o agregado de serviço desacelerou de 0,62% em março para 0,20% em abril. Já os preços monitorados, ou seja, controlados pelo governo, aceleraram de 0,18% para 0,35%.

O comportamento da inflação de serviços é um dos fatores avaliados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) para decidir o nível da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,75% ao mês. A definição da Selic é uma das formas de buscar o controle da inflação. Quanto maiores os juros, menos favorável ao consumo fica a economia, tendendo a segurar os preços.

“No agregado de serviços, a desaceleração é explicada pela queda das passagens aéreas. E nos monitorados, a explicação para a aceleração vem do aumento dos produtos farmacêuticos”, explica Gonçalves.

A energia elétrica residencial apresentou queda de 0,08%, devido à redução de tributos (PIS/Cofins) em algumas áreas.

INPC

O IBGE divulgou também que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,48% em abril.

A diferença entre os dois índices é que o INPC apura a inflação para as famílias com renda de até cinco salários mínimos. Já o IPCA, para lares com renda de até 40 salários mínimos. Atualmente, o mínimo é de R$ 1.518.

O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam 25% do índice, mais que no IPCA (21,86%), pois as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. Na ótica inversa, o preço de passagem de avião pesa menos no INPC do que no IPCA.

O INPC influencia diretamente a vida de muitos brasileiros, pois o acumulado móvel de 12 meses costuma ser utilizado para cálculo do reajuste de salários de diversas categorias ao longo do ano.



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Preços do frango apresentam alta no início de maio



No começo deste mês de maio os preços do frango abatido apresentaram alta de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Segundo o instituto, este aumento está relacionado com o aumento do poder de compra dos trabalhadores devido ao pagamento dos salários.

Da mesma forma, outro fator que também tem impulsionado o mercado do frango brasileiro é a proximidade do Dia das Mães, data que geralmente estimula as vendas do setor, de acordo com o Cepea.

Observando o cenário externo, os embarques nacionais da proteína se mantiveram estáveis entre os meses de março e abril. Ainda assim, a receita obtida pelos exportadores foi recorde para o período. Analisando a série histórica da Secex, iniciada em 1997.

Os pesquisadores indicam, ainda, que esse valor recorde para as exportações está atrelado ao aumento do dólar frente ao real. Mencionam também a alta no preço médio dos produtos exportados.

Exportação de ovos

Analisando o mercado de ovos, o Cepea aponta que os embarques tanto de produtos in natura quanto de processados cresceram no mês de abril. O aumento, que já é registrado pelo segundo mês consecutivo, foi impulsionado pela demanda dos Estados Unidos.

O país seguiu sendo o maior importador da proteína, responsável por receber 65% de todo o volume escoado dos ovos nacionais. Os Estados Unidos importaram 2,86 mil toneladas de ovos em abril, representando uma alta de 45% frente ao mês de março.

De acordo com dados da Secex, o Brasil exportou 4,34 mil toneladas de ovos in natura e processados em abril. Esse valor representa um aumento de 15% com relação ao mês de março. A comparação com as exportações no mês de abril do ano passado apresenta um valor mais expressivo sendo um aumento de 271%.



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Mercado de citros apresenta queda brusca nesta semana



Fortemente afetado pela oferta de frutas precoces, o mercado de citros registra queda nos preços do mercado de mesa. Isso é o que mostram os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

O levantamento aponta que, de segunda a quinta-feira desta semana, a média de negociação foi de R$ 85,35 por caixa de 40,8 kg. Assim, a queda registrada foi de 9,03% na comparação com igual período da semana anterior.

O Fundecitrus divulga hoje a estimativa para a safra 2025/26 que se inicia. A projeção é muito aguardada pelo setor frente ao cenário de incerteza quanto ao preço a ser fixado pela indústria. Os valores pagos ao produtor no ciclo 2024/25 foram recordes como aponta o Cepea.

Ainda de acordo com o instituto, a previsão geral do setor é que esta safra de citros seja maior do que a temporada que está se encerrando. Isso levando em consideração o clima desfavorável que afetou a última safra, com temperaturas elevadas e tempo seco, aponta o instituto.

Além disso, em outubro, as chuvas retornaram com maior intensidade e as temperaturas se firmaram dentro do padrão. Dessa forma, o cenário é favorável a uma maior produtividade para a safra 2025/2026.



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Andrea Illy discute parcerias para café regenerativo no Brasil


O presidente da empresa italiana Illy Caffè, Andrea Illy, esteve em Brasília, onde discutiu futuras parcerias e a possibilidade de aquisição da produção cafeeira brasileira com base na agricultura regenerativa.

Participaram do encontro o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Pedro Neto, o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, e representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Um dos principais temas abordados foi a ampliação da irrigação nas áreas de produção de café, vista como ferramenta estratégica para o aumento da produtividade. Também se destacou o interesse em possíveis parcerias voltadas à pesquisa com uso de inteligência artificial e, sobretudo, no Programa Café Produtor de Água, que despertou grande interesse por parte de Andrea Illy.

Cafeicultor Andrea Illy durante encontro realizado em Brasília
Cafeicultor Andrea Illy durante encontro realizado em Brasília Foto: divulgação / CNC

Foi discutida ainda a viabilidade de cooperação internacional para projetos voltados à melhoria da resiliência climática da cafeicultura, com foco em práticas sustentáveis e uso eficiente da irrigação. O objetivo é posicionar o Brasil como líder mundial no setor.

O secretário Pedro Neto ressaltou que, no Brasil, o avanço das pesquisas, o monitoramento climático e a aplicação de práticas inovadoras vêm elevando significativamente a qualidade do café nacional.

Na ocasião, ele sugeriu a união de esforços para a apresentação, durante a COP 30 — na Agrozone, espaço dedicado à agropecuária brasileira — de estudos sobre as vantagens ambientais e socioeconômicas da produção cafeeira regenerativa.

Andrea Illy destacou o compromisso histórico da empresa com a inovação e a sustentabilidade, manifestando interesse na aquisição de cafés brasileiros produzidos por meio da agricultura regenerativa, que resultam em grãos de alta qualidade e menor impacto ambiental.

O presidente do CNC, Silas Brasileiro, relembrou a parceria histórica entre a cafeicultura brasileira e Ernesto Illy: “o pai de Andrea Illy foi um verdadeiro desbravador, extremamente visionário, que posicionou o Brasil como um dos maiores parceiros comerciais da marca. Isso fortaleceu nossa produção com foco na qualidade. Hoje, tratamos de temas muito relevantes com Andrea, que abraçou o legado do pai e está ampliando a atuação da Illy. Foi uma grande honra recebê-los em Brasília”, afirmou.



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