sábado, maio 23, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Fatores que elevam natimortalidade em leitões


Suinocultores devem redobrar a atenção aos fatores de risco não infecciosos que influenciam diretamente a taxa de natimortalidade em leitões, alerta a médica-veterinária Laura dos Santos, da Auster Nutrição Animal. Segundo o Relatório Agriness 2024, a média brasileira de leitões desmamados por fêmea ao ano subiu para 29,99, um avanço de 1,08 em relação a 2020. No entanto, o percentual de natimortos e mortos ao nascer ainda varia entre 5,19% e 8,40% nas granjas.

“Nesse sentido, é necessário ter cautela no momento da indução ao parto, sendo imprescindível conhecer a média de duração da gestação das fêmeas do sistema, e dessa forma estabelecer um protocolo de indução ao parto seguro e eficaz”, assinala a especialista.

Fatores como duração inadequada da gestação, parto prolongado, jejum pré-parto longo e idade avançada das matrizes estão entre os principais vilões. Estudos mostram que fêmeas com gestação de 113 dias ou menos têm 2% mais natimortos, devido à imaturidade dos leitões. Além disso, partos iniciados mais de seis horas após a última refeição tendem a ser mais demorados, aumentando em até 1,76 vezes a taxa de natimortos.

Laura destaca que a supervisão ativa do parto e a capacitação da equipe são essenciais. O acompanhamento adequado permite intervenções pontuais, como aplicação de ocitocina ou palpação vaginal em casos de parto distócico, podendo reduzir em até 5% o número de leitegadas com natimortos.

“Estudos enfatizam que aumentar a supervisão do parto pode reduzir em até 5% o número de leitegadas com natimortos. Capacitar a equipe de parto é essencial para garantir intervenções rápidas diante intervalos anormais entre o nascimento dos leitões”.

A especialista reforça que, além das causas não infecciosas, também é necessário manter atualizado o calendário vacinal para doenças como parvovirose, leptospirose e erisipela. Identificar os riscos de cada plantel e adotar medidas preventivas são passos decisivos para melhorar a produtividade e o bem-estar animal.

 





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nova tecnologia mede segurança sanitária nas granjas



Um novo software desenvolvido pela Embrapa Suínos e Aves (SC) avalia e fortalece a biosseguridade, conjunto de práticas que protegem os rebanhos contra doenças. Chamado de BiosSui, os testes em campo do sistema ocorreram no Paraná, um dos principais polos suinícolas do país. 

A ferramenta gera indicadores de adequação e organiza recomendações para melhoria no sistema de produção. Além disso, também pode apoiar a tomada de decisão de produtores, gestores e técnicos de agroindústrias e órgãos de defesa sanitária.

Assim, o software permite a coleta de dados em formulário web e disponibiliza dashboards, mapas, relatórios de desempenho e recomendações de melhorias. A avaliação das granjas ocorre segundo 23 critérios, incluindo requisitos de biosseguridade externa e interna. Os critérios contemplam características de infraestrutura e procedimentos que são os principais pilares para proteger as granjas da entrada de patógenos.

Brasil está entre os maiores produtores de suínos

O Brasil se destaca no mercado global de carne suína, como o quarto maior produtor e terceiro maior exportador. Dessa forma, um dos pilares desse protagonismo é o status sanitário do país, considerado livre de importantes doenças que ameaçam a produção. Essa posição se deve aos esforços de coordenação da cadeia produtiva e dos órgãos oficiais em assegurar o cumprimento de rígidos protocolos e normas de biosseguridade.

“As medidas de biosseguridade são fundamentais para a proteção dos rebanhos, redução de perdas, melhorias de produtividade e crescimento sustentável da cadeia produtiva. Assim, a disponibilidade de uma ferramenta que permita uma avaliação rápida e padronizada das condições das granjas orientando as tomadas de decisão é de suma importância para a suinocultura brasileira”, afirma o pesquisador Franco Muller Martins, líder do projeto que desenvolveu o BiosSui.

Necessidade de um padrão a ser adotado em escala

A da ferramenta partiu da necessidade de protocolos para avaliar boas práticas de produção em projetos de pesquisa da Embrapa Suínos e Aves. “No que se refere à biosseguridade, as pesquisas indicavam que não havia uma ferramenta de avaliação, para uso padronizado em larga escala, adaptada ao sistema de produção da suinocultura brasileira”, afirma Martins.

Assim, com o uso de uma metodologia multicritério de apoio à decisão, foi desenvolvida uma ferramenta que permite mensurar a biosseguridade, por meio de critérios organizados em níveis de impacto. 

Dessa forma, o software permite posicionar as granjas segundo o grau de adequação aos critérios, priorizando ações de melhoria demonstrando o impacto das mesmas no indicador.

A ferramenta permite gestão individualizada ou orientada a grupos de granjas, a exemplo de cooperativas, unidades de agroindústrias entre outros. Dessa forma fica facilitada a análise de conformidade, o ranqueamento de granjas e a formulação de programas de melhoria.

No início de 2024, o estado do paraná recebeu reuniões técnicas e workshops, com o apoio do Sistema Ocepar. Nessas reuniões foram discutidas prioridades de pesquisa com a cadeia produtiva e entidades, a Embrapa Suínos e Aves identificou a oportunidade de validar a ferramenta. 

Assim, ficaram estabelecidos acordos de cooperação com a Frimesa e com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) juntamente com a Associação Paranaense de Suinocultores (APS).

Localizada no oeste do Paraná, a Frimesa é uma cooperativa central, uma das principais indústrias de carne suína do País. Os suínos abatidos são produzidos pelas cooperativas filiadas – Lar, Copacol, Copagril, C.Vale e Primato e produtores associados. 

A Adapar é a entidade responsável defesa sanitária vegetal e animal no Paraná. Na suinocultura, a entidade fiscaliza as granjas visando garantir a execução dos programas sanitários nacionais e estaduais, bem como o cumprimento de normas de biosseguridade. Martins ressalta que as parcerias constituíram uma ampla base produtiva para validação de campo do BiosSui.

Graças aos acordos, a Embrapa testou a ferramenta, ajustando e passando orientações a gestores e técnicos de campo vinculados à cooperativa e à Adapar. “Na etapa de validação, a interação com os parceiros foi fundamental ajustar critérios à realidade das granjas gerando mais confiabilidade para a ferramenta” explica o analista da Embrapa Marcos Morés, especialista em patologia suína, integrante da equipe do projeto.

O software BiosSui

A composição do software se dá por três módulos principais: Avaliação, Simulação de Melhorias e Dashboards. No primeiro módulo, a avaliação, se aplica um questionário para analisar a situação da granja, possibilitando que se calculem os índices de biosseguridade.

O segundo módulo é responsável pela geração de recomendações técnicas para adequação das granjas. Essa funcionalidade permite ao usuário simular o impacto que melhorias na infraestrutura e no manejo da granja podem exercer no índice de biosseguridade.

O terceiro, possibilita acompanhar os índices por meio de dashboards e mapas interativos, facilitando a análise tanto em nível de propriedade quanto do grupo ao qual ela pertence. De acordo com o analista Geordano Dalmédico, que atuou no desenvolvimento do BiosSui, “os dashboards possibilitam aos gestores terem acesso ao panorama geral e detalhar informações por meio da interação com os próprios gráficos e mapas”.

A ferramenta também disponibiliza relatórios e possibilita a exportação de dados, para a análise de resultados, com aplicação de filtros e classificação dos resultados, a fim de obter insights sobre a situação das granjas. Também permite a exportação dos dados para análises específicas em softwares estatísticos, por exemplo.



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touro recordista mundial da raça nelore alcança valorização de R$ 4,8 mi


Um dos momentos mais marcantes da pecuária brasileira deste ano aconteceu nesta sexta-feira (13), durante o Leilão Elite JMP, realizado em Campo Grande (MS). O destaque absoluto da noite foi o Fenômeno FIV JMP, atual reprodutor recordista mundial da raça nelore, que teve 50% de sua propriedade negociada por R$ 2,404 milhões — valor correspondente a 40 parcelas de R$ 60.100, o que faz sua valorização total atingir R$ 4,808 milhões

O comprador da cota foi o criatório Nelore São Pedro e Alan Zas, reconhecido por investimentos estratégicos em genética de ponta. Com a aquisição, Nelore São Pedro e Alan Zas se tornam parceiro do Nelore JMP, consolidando uma aliança que promete impulsionar ainda mais a qualidade genética da raça no Brasil e no mundo.

O touro Fenômeno FIV JMP encontra-se atualmente na central ABC Brasil, referência nacional em coleta e difusão de sêmen. O animal vem se destacando não apenas pelos números impressionantes em produtividade e desempenho genético, mas também por sua consistência racial, carcaça e fertilidade, características que o colocaram no topo dos rankings nacionais e o tornaram objeto de desejo dos maiores criatórios do país.

A venda histórica reafirma o momento de valorização da genética de excelência na pecuária nacional e destaca a força da raça nelore no cenário internacional. Fenômeno FIV JMP representa não só um avanço zootécnico, mas também um marco comercial que eleva os padrões do mercado de elite.

O Leilão Elite JMP foi transmitido ao vivo para todo o país e reuniu criadores, investidores e apaixonados pela seleção nelore, reforçando o protagonismo de Mato Grosso do Sul como polo da pecuária brasileira. O Canal Rural e o Lance Rural assinam a transmissão e cobertura oficial dos três dias de evento.

  • Canal Rural TV (parabólica digital, TV Conectada e operadoras)
  • Redes sociais do Lance Rural (@lancerural)
  • Aplicativo Lance Rural e site oficial



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Aumento de 6°C nos termômetros até 2100 pode eliminar colmeias e alimentos, mostra Embrapa


Ondas de calor, secas e inundações, reflexos das mudanças climáticas, impactam colmeias de abelhas no Brasil e no mundo. Com isso, não apenas a produção de mel, mas a segurança alimentar global como um todo enfrenta riscos, mostra estudo da Embrapa.

O ponto central da crise é a dependência da polinização para a produção de alimentos. A pesquisadora Fabia Pereira, da Embrapa Meio-Norte, ressalta que apicultores de diversas partes do mundo já percebem os efeitos da mudança climática em suas atividades.

“A frequência e a intensidade de eventos climáticos extremos representam desafios significativos para a sobrevivência das colmeias e a produtividade da cadeia apícola”.

Para ela, é fundamental desenvolver e implementar medidas de mitigação e adaptação para garantir a resiliência desses sistemas produtivos diante dos eventos climáticos extremos.

Enchentes e incêndios ameaçam colmeias

Segundo a Federação Apícola e de Meliponicultura do Rio Grande do Sul (Fargs), durante as enchentes em 2024 no estado, entre 35 mil e 60 mil colmeias foram destruídas, causando impacto direto na apicultura, meliponicultura e produção de alimentos que dependem da polinização.

Anteriormente, em 2016, também houve registros de perdas de insumos e equipamentos de produtores na Argentina e em outros estados do Brasil.

Incêndios também têm prejudicado colmeias de vários países além do Brasil, como Portugal, Espanha, Austrália e Canadá. O fogo consome as colmeias e o pasto apícola, que é o conjunto de plantas que fornecem os recursos necessários para alimentação de abelhas e para a produção de mel, pólen, própolis e cera.

Municípios de São Paulo, do Pantanal Matogrossense e até da região amazônica têm sentido os efeitos dos incêndios. “As colmeias que não são afetadas pelo fogo sofrem com os efeitos da fumaça. Estudos demonstram que a qualidade do ar foi afetada a distâncias que variavam de 120 km a 300 km de distância. As queimadas que atingiram o Pantanal em 2020 afetaram dez estados brasileiros, chegando à região Sul do país”, afirma Fábia.

O futuro incerto até 2100

Cientistas projetam um cenário preocupante para o clima brasileiro até o ano de 2100, alertando para um aumento de até 6°C na temperatura caso as emissões de gases poluentes se mantenham elevadas.

As previsões indicam que todos os biomas do país serão afetados, com destaque para a Amazônia, que pode registrar um aumento de temperatura entre 1°C e 6°C, acompanhado por uma redução nas chuvas que varia de 10% a 45%.

No Pantanal, a temperatura deve subir de 1°C a 4,5°C, enquanto a diminuição das chuvas pode atingir entre 5% e 45%. Já no Pampa, a elevação da temperatura esperada é de 1°C a 3°C, com uma redução de 5% a 40% no volume de precipitações.

A Caatinga, por sua vez, pode sofrer um aumento térmico de 0,5°C a 4,5°C, e uma queda nas chuvas que varia de 10% a 50%. Para a porção nordeste da Mata Atlântica, a previsão é de um incremento na temperatura entre 0,5°C e 4°C, e uma redução de 10% a 35% nas chuvas.

No Cerrado, as temperaturas podem se elevar de 1°C a 5,5°C, com uma diminuição de 10% a 45% nas chuvas. Finalmente, a porção Sul/Sudeste da Mata Atlântica deve registrar um aumento de temperatura de 0,5°C a 3°C, e uma redução de 5% a 30% nas chuvas.

A pesquisadora da Embrapa reforça que essas projeções demonstram a urgência de ações para mitigar os impactos das mudanças climáticas no Brasil.

Adaptação e resiliência

Besouro das colmeias; abelhasBesouro das colmeias; abelhas
Foto: Jessica Louque, Smithers Viscient, Bugwood.org

Para Fábia é importante encarar a mudança climática não apenas como um problema ambiental, mas como uma ameaça direta à produção de alimentos e à subsistência de comunidades rurais.

A vulnerabilidade do setor apícola, evidenciada pelos impactos que tem sofrido, exige uma ação colaborativa entre cientistas, governos, associações de produtores e a sociedade em geral para garantir a proteção das abelhas e, consequentemente, a sustentabilidade da vida no planeta.

A promoção de tecnologias e práticas adaptativas é um caminho apontado para mitigar os impactos e assegurar o futuro da apicultura e meliponicultura.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Plantio de trigo avança, mas chuvas travam RS


A produção de trigo no Sul do Brasil deverá enfrentar ajustes importantes, segundo levantamento da TF Agroeconômica. No Rio Grande do Sul, o plantio segue em ritmo acelerado, devendo alcançar pelo menos 25% da área até amanhã, mas o retorno das chuvas no sábado (14/06) deve interromper os trabalhos. Apesar do esforço, cooperativas, cerealistas e sementeiros apontam que a área cultivada no estado não deve ultrapassar 1 milhão de hectares, sendo a menor desde 2020. No mercado disponível, as negociações seguem restritas, com valores variando de R\$ 1.300,00 a R\$ 1.400,00 a tonelada, dependendo da qualidade e da localização, enquanto os moinhos locais já têm praticamente todo julho coberto.

Em Santa Catarina, o cenário também é de retração. A Conab projeta uma queda de 6,3% na produção, mesmo com um leve aumento de 2% na área plantada, reflexo de uma redução de 8,1% na produtividade média. A venda de sementes caiu cerca de 20% em relação ao ano anterior, reforçando o indicativo de menor produção futura. No mercado, os preços pagos aos triticultores seguem estáveis: R\$ 78,00/saca em Canoinhas, R\$ 75,00 em Chapecó, R\$ 74,00 em Joaçaba, R\$ 78,00 em Rio do Sul, R\$ 78,25 em São Miguel do Oeste e R\$ 80,00 em Xanxerê.

No Paraná, ao contrário do esperado, a Conab surpreendeu ao projetar um aumento de 10,7% na produção de trigo, mesmo com redução de 20,5% na área plantada, acreditando em um expressivo ganho de 39,2% na produtividade — estimativa considerada otimista pelo mercado. A comercialização no estado segue travada: produtores querem no mínimo R\$ 1.550/t FOB, enquanto compradores oferecem até R\$ 1.500,00/t posto moinho. Para a safra nova, há intenção de compra a R\$ 1.400,00/t em outubro e R\$ 1.350,00/t em novembro, mas sem vendedores interessados.

Os preços médios na pedra do Paraná recuaram 0,21% na semana, fechando em R\$ 79,25/saca, enquanto o custo de produção, estimado pelo Deral em R\$ 73,53/saca, ainda garante lucro médio de 7,78% ao produtor, ligeiramente menor que os 8% anteriores. 

 





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entrada da safrinha pressiona preços e reduz ritmo de comercialização



Excesso de oferta e os problemas logísticos estão obrigando produtores a vender




Foto: Nadia Borges

A colheita da segunda safra de milho (safrinha) no Brasil começou e já pressiona os preços no mercado interno. Segundo o CEEMA, os valores médios no país variaram entre R$ 50,00 e R$ 63,00 por saca, enquanto no Rio Grande do Sul, que não cultiva a safrinha, a média subiu para R$ 64,44.

Apesar de certa estabilidade nas cotações, o excesso de oferta e os problemas logísticos estão obrigando muitos produtores a vender rapidamente, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. A falta de armazenagem adequada contribui para a tendência de baixa. Na Bolsa B3, os contratos futuros também refletem pressão: o vencimento para setembro/25 foi cotado a R$ 64,64.

A estimativa da Conab para a segunda safra foi revisada para cima, alcançando 101 milhões de toneladas. A produção total de milho na temporada 2024/25 deverá atingir 128,3 milhões de toneladas. No Mato Grosso, a colheita da safrinha começou com apenas 2,7% da área colhida, bem abaixo da média de 7,9% para esta época. A comercialização da safra no estado já atinge 51%, abaixo da média de 60,8%.

No cenário externo, os embarques dos EUA seguem firmes, com 1,66 milhão de toneladas exportadas na semana encerrada em 05/06. Já o Brasil enfrenta retração: apenas 39.920 toneladas de milho foram exportadas em maio, ante 413 mil no mesmo mês de 2024. A média diária exportada em junho caiu 99,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com os compradores retraídos e exportações fracas, a tendência é de maior pressão sobre os preços nos próximos meses. Produtores devem se preparar para um cenário mais desafiador, sobretudo se a demanda externa não reagir no segundo semestre.





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confira a previsão de hoje



O sábado inicia com clima intenso no Sul e Centro-Oeste do Brasil. Áreas de instabilidade vindas do Paraguai devem trazer tempestades e muita ventania aos estados das duas regiões. Destaque também para chuva forte no Norte e Nordeste. Confira a previsão completa:

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Sul

Áreas de instabilidades vindas do Paraguai provocam mudança no tempo no Sul do Brasil e, além da presença das baixas temperaturas, a chuva volta a ser destaque, com risco de temporal entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e cidades do Paraná. Tempestades são esperadas para Florianópolis e Curitiba; Porto Alegre volta a ficar em alerta. Além das precipitações, o risco de ventania aumenta, com rajadas que podem se aproximar dos 100 km/h.

Sudeste

Tempo mais aberto, apesar das temperaturas ainda baixas pela manhã entre São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, mas com a máxima subindo um pouco mais à tarde. Na capital paulista, a temperatura já volta a se aproximar dos 22°C e não chove. O tempo segue firme e seco no interior mineiro. Destaque para os termômetros subindo mais na cidade carioca, sem previsão de chuva. Tempo firme em Vitória.

Centro-Oeste

Risco de chuva aumenta em cidades do centro-sul de Mato Grosso do Sul pelas instabilidades do Paraguai. Sábado de sol entre nuvens e pancadas que podem ocorrer com força em municípios como Naviraí e Ponta Porã. Campo Grande pode receber chuva no final do dia e o tempo já fica um pouco mais instável pelas instabilidades que descem um pouco mais do extremo noroeste de Mato Grosso. Já Cuiabá, Goiânia e Brasília vão continuar com o início de fim de semana de tempo aberto, firme e até mais seco.

Nordeste

Chuva mais concentrada entre o litoral de Alagoas e do Sergipe, com alerta até mesmo para alguns temporais. A costa leste da Bahia segue mais instável. O dia será mais abafado, com predomínio de muitas nuvens e condição de pancadas moderadas. Já no interior do Nordeste, tempo firme e muito seco, com calorão entre a Bahia, o Piauí e Maranhão. Destaque para a umidade abaixo dos 30% e pouca chuva entre São Luís, Fortaleza e Natal.

Norte

Norte do Brasil com alerta entre Amazonas, Roraima e Amapá: pancadas de chuva podem vir com força, trazendo risco de tempestades em Macapá, Manaus, Boa Vista e Belém. A chance é de pouca chuva entre o Acre e Rondônia e o tempo segue firme, muito seco, com destaque para o calorão em todo o estado do Tocantins.



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Trigo: safra menor pressiona estoques



Dependência de importações no Brasil é ampliada




Foto: Divulgação

A produção brasileira de trigo deve cair de forma significativa em 2025. Segundo dados do CEEMA com base em estimativas da Conab, o país deve colher cerca de 8 milhões de toneladas, enquanto analistas privados apontam para apenas 7,69 milhões. Com isso, os estoques finais da safra 2025/26 devem despencar para 255 mil toneladas, queda de 44,3% frente à expectativa anterior.

O recuo na produção se deve principalmente à redução na área plantada, influenciada por fatores climáticos e baixa rentabilidade observada nas últimas safras. Mesmo com preços relativamente atrativos — R$ 70,00/saca no Rio Grande do Sul e R$ 80,00 no Paraná — os produtores se mantêm cautelosos.

A menor oferta interna reforça a dependência das importações. Nos primeiros cinco meses de 2025, o Brasil importou 3,09 milhões de toneladas de trigo, maior volume para o período desde 2001. No acumulado de 12 meses até maio, o total chega a quase 7 milhões de toneladas, o maior desde 2019.

Enquanto isso, no mercado internacional, a cotação em Chicago recuou para US$ 5,26/bushel. O relatório do USDA revelou estoques finais mundiais menores, projetados em 262,8 milhões de toneladas. A produção dos EUA foi estimada em 52,3 milhões de toneladas, e a da Argentina em 20 milhões.

Apesar da redução dos estoques globais, os moinhos brasileiros não demonstram urgência nas compras, já que ainda operam com estoques confortáveis, impulsionados pelas importações da Argentina. A expectativa é de que, no curto prazo, os preços se mantenham firmes, mas com risco de alta em caso de novos problemas climáticos na América do Sul.





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Tensões elevam trigo e soja nos mercados globais


Segundo a TF Agroeconômica (Abertura dos Mercados – 13/06/25), o trigo abriu o dia em alta na CBOT, com o contrato julho/25 cotado a US$ 531,25 (+4,75) e o dezembro/25 a US$ 567,75 (+4,25). No mercado interno, o CEPEA aponta queda: Paraná a R$ 1.503,06 (-0,86% no dia, -1,90% no mês) e Rio Grande do Sul a R$ 1.341,43 (-0,34% no dia, -1,61% no mês). O avanço reflete a reação do mercado à guerra no Oriente Médio, região altamente dependente de importações do cereal. 

Para a soja, os contratos em Chicago também registraram recuperação: julho/25 a US$ 531,25 (+4,75) e maio/26 a US$ 597,75 (+3,75). No Brasil, o CEPEA marcou leve retração, cotando a soja a R$ 134,26 (-0,09% no dia, -0,22% no mês). No Paraguai, o preço recuou 8,08%, fechando a US$ 350,98 em Assunção. O mercado reagiu ao ataque de Israel ao Irã, que elevou o petróleo e sustentou a alta do óleo bruto de soja, essencial para o biodiesel. Além disso, a EPA deve anunciar hoje cortes nos preços dos biocombustíveis nos EUA, enquanto na Argentina a colheita recorde limita ganhos: a Bolsa de Cereais de Buenos Aires revisou a produção para 50,30 milhões de toneladas, acima dos 49 milhões do USDA.

Já o milho opera em leve baixa em Chicago, cotado a US$ 435,50 (-3,0), enquanto na B3 o julho/25 fechou em R$ 63,10 (-0,63%) e o janeiro/26 em R$ 71,60 (-0,23%). O CEPEA aponta queda diária de 0,49%, para R$ 67,64. No Paraguai, os preços seguem estáveis entre US$ 165 (San Pedro) e US$ 195 (NE RS). A pressão negativa vem da expectativa de uma safra recorde nos EUA e da necessidade de clareza sobre tarifas comerciais. 

 





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estratégias integradas são chave para controle eficaz da planta daninha


A presença do caruru (Amaranthus spp.) nas lavouras de soja brasileiras tem se consolidado como um dos maiores desafios fitossanitários enfrentados pelos produtores. Com alto potencial competitivo, rápida capacidade de disseminação e resistência crescente a diversos mecanismos de ação de herbicidas, a planta daninha pode causar perdas superiores a 50% na produtividade se não for controlada de forma adequada.

O controle efetivo do caruru exige a adoção de um manejo integrado, que envolva práticas preventivas, culturais, mecânicas e químicas. Essa abordagem é fundamental para reduzir a pressão de seleção por resistência e manter a sustentabilidade da produção agrícola.

Rotação de culturas e plantas de cobertura no combate ao caruru

A rotação de culturas é uma das estratégias mais eficazes no controle do caruru. A alternância da soja com culturas como milho, trigo ou pastagens interrompe o ciclo de vida da planta daninha, reduzindo sua presença no solo. Além disso, o uso de plantas de cobertura, como o azevém durante o inverno, promove o sombreamento do solo e inibe a emergência de novas plantas.

O plantio consorciado, como milho com braquiária, e a antecipação da semeadura para períodos com menor emergência do caruru também são práticas que complementam o controle cultural da espécie.

Herbicidas: uso criterioso e atenção à resistência

O controle químico ainda é uma das principais ferramentas no manejo do caruru, sendo recomendado o uso combinado de herbicidas pré-emergentes e pós-emergentes. O sucesso da aplicação depende do estádio de desenvolvimento da planta daninha — com maior eficácia em aplicações realizadas entre 2 e 4 folhas.

Entretanto, o uso contínuo de ingredientes ativos com o mesmo mecanismo de ação tem levado ao surgimento de populações resistentes. No Brasil, já há registro de resistência ao glifosato, inibidores da ALS, Protox e Fotossistema II em diferentes espécies de caruru. Por isso, a rotação e associação de mecanismos de ação são práticas indispensáveis para prolongar a vida útil dos herbicidas disponíveis no mercado.

Boas práticas agrícolas complementam o controle

Além do manejo químico e cultural, práticas como a limpeza de máquinas e implementos agrícolas são essenciais para evitar a introdução e disseminação de sementes de caruru entre talhões e propriedades. A utilização de sementes certificadas, a eliminação de plantas sobreviventes e o cuidado com a entrada de animais em áreas produtivas também integram o conjunto de medidas preventivas.

Manejo antecipado é fundamental para conter o avanço

A estratégia mais eficaz contra o caruru começa antes mesmo do plantio. A adoção de herbicidas residuais, associada a boas práticas agrícolas e culturais, oferece um controle mais duradouro e reduz a emergência de novas plantas durante o ciclo da cultura.

 





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