sábado, maio 23, 2026

Autor: Redação

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Fim dos boletos? Bancos passam a oferecer Pix automático; saiba mais


Com a promessa de substituir o débito automático e os boletos, o Pix automático entra em vigor nesta segunda-feira (16). Extensão do Pix, a ferramenta permite ao usuário autorizar pagamentos periódicos a empresas e prestadores de serviços, como microempreendedores individuais (MEI). O cliente autoriza uma única vez, com os débitos ocorrendo automaticamente na conta do pagador.

Desde o fim de maio, o Pix automático está disponível para todos os clientes do Banco do Brasil. A maior parte das instituições financeiras, no entanto, só começa a oferecer o serviço nesta segunda.

A ferramenta pretende beneficiar tanto empresas quanto consumidores. De acordo com o Banco Central (BC), o débito automático beneficiará até 60 milhões de brasileiros sem cartão de crédito.

Para as empresas, a nova tecnologia facilitará a cobrança ao simplificar a adesão à cobrança automática. Isso porque, o débito automático exige convênios com cada um dos bancos, o que na prática só era possível a grandes companhias. Com o Pix automático, bastará a empresa ou o MEI pedir a adesão ao banco onde tem conta.

Como funciona

  • Empresa envia pedido de autorização de Pix automático a cliente
  • No aplicativo do banco ou instituição financeira, o cliente acessa a opção “Pix automático”
  • Lê e aceita os termos da operação
  • Define a periodicidade da cobrança, o valor (fixo ou variável) e o limite máximo por transação
  • A partir da data acordada, o sistema faz os débitos automaticamente
  • Cobrança pode ser feita 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive em feriados
  • Usuário pode cancelar autorização e ajustar valores e periodicidade a qualquer momento

Tipos de contas

O Pix automático só é válido para pessoas físicas como pagadoras e empresas ou prestadores de serviços como cobradores. O pagamento periódico entre pessoas físicas, como mesadas ou salários de trabalhadores domésticos, é feito por outra modalidade, o Pix agendado recorrente, obrigatório desde outubro de 2024.

  • Contas de consumo (luz, água, telefone)
  • Mensalidades escolares e de academias
  • Assinaturas digitais (streaming, música, jornais)
  • Clubes de assinatura e serviços recorrentes
  • Outros serviços com cobrança periódica

Algumas empresas, principalmente micro e pequenas, usavam o Pix agendado recorrente para cobranças periódicas. O Pix automático promete simplificar as operações de cobrança.

No Pix agendado recorrente, o pagador tinha de digitar a chave com a conta da empresa, o valor e a periodicidade da cobrança, o que poderia levar a erros e divergências. No Pix automático, o usuário receberá uma proposta de adesão, bastando confirmar a cobrança, podendo ajustar valores e a frequência dos pagamentos.

Segurança

O Pix automático traz alguns riscos de segurança. O principal são falsas empresas que enviam propostas de cobrança que irão para contas de terceiros. Para minimizar o risco de golpes, o BC editou uma série de normas para as empresas que aderirem ao Pix automático. 

Bancos e instituições de pagamentos deverão checar uma série de informações das empresas, divididas em três eixos: dados cadastrais, compatibilidade entre a atividade econômica e o serviço ofertado no Pix automático e histórico de relacionamento com o participante. Para impedir fraudes por empresas recém-criadas, somente empresas em atividade há mais de seis meses poderão oferecer a nova modalidade do Pix.

As regras de segurança que os bancos deverão checar são as seguintes:

  • Data de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ); situação cadastral dos sócios e administradores no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), e outras informações da empresa;
  • Compatibilidade entre a atividade econômica e o serviço oferecido para o Pix automático;
  • Quantidade de funcionários, valor do capital social e faturamento;
  • Tempo de abertura da conta e uso de outros meios de cobrança;
  • Frequência das transações com o participante.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cinco passos para tratar a semente de algodão



Tudo começa com a semente de algodão não beneficiada, que é a base de todo o trabalho



Tudo começa com a semente de algodão não beneficiada, que é a base de todo o trabalho
Tudo começa com a semente de algodão não beneficiada, que é a base de todo o trabalho – Foto: Canva

Da semente crua ao produto final pronto para o campo, cada etapa do tratamento da semente de algodão faz diferença direta na produtividade e qualidade da lavoura. Thierre Siman Pinto, engenheiro agrônomo e Trainee na Amaggi, destaca cinco passos essenciais nesse processo, que garante proteção, eficiência e um plantio mais seguro para o produtor.

Tudo começa com a semente de algodão não beneficiada, que é a base de todo o trabalho: sem qualquer tipo de tratamento, representa o ponto inicial de preparação para receber proteção química. Em seguida, aplica-se inseticida e fungicida, etapa que protege a semente contra pragas e doenças ainda na fase inicial, fortalecendo a germinação e o desenvolvimento saudável da planta.

O terceiro passo é a chamada semente permitida, que consiste na proteção da semente para viabilizar a utilização de herbicidas à base de Clomazone, como Gamit ou Reator, oferecendo maior segurança no manejo de plantas daninhas. Na quarta etapa, entra o uso de polímero, que melhora a aderência dos produtos aplicados, evitando a perda de tratamento durante o transporte ou plantio.

Por fim, a semente grafitada é preparada para reduzir o atrito, facilitando o escoamento e garantindo fluidez na semeadura. Essa etapa contribui para um plantio mais uniforme e preciso, fator que impacta diretamente no rendimento da lavoura. Juntas, essas cinco etapas formam um processo essencial para o sucesso do cultivo de algodão, refletindo o cuidado técnico e o investimento em produtividade desde o primeiro passo. “Da semente crua ao produto protegido e pronto para o campo — cada etapa faz a diferença na produtividade e qualidade da lavoura”, conclui.

 





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Grupo de quilombolas transforma fibra da banana em arte e garante renda extra


No Vale do Ribeira, interior de São Paulo, grupo de quilombolas encontrara na fibra da banana uma nova fonte de renda. 

Batizado de Mucafre, em homenagem à ancestralidade do grupo, eles decidiram buscar apoio do Sebrae/SP para viabilizar um curso especializado na produção de fibras e confecção de peças artesanais.

“A gente queria gerar uma segunda fonte de renda para as mulheres, sem deixar de valorizar nossa cultura”, conta Natália Cabral Januário, produtora rural e artesã.

E não é que deu certo?

O grupo Mucafre ganhou um curso!

“O Sebrae-SP, por meio da parceria com o Senar, atendeu a comunidade com o curso de cinco dias e 40 horas de duração. Além de preparar a fibra da bananeira, os alunos aprenderam a confeccionar jogos americanos, suportes para pratos, caixas e outros objetos de decoração”, explica Carlos Alberto Pereira Junior, analista de negócios do Sebrae/SP, reforçando a importância da sustentabilidade no trabalho artesanal. 

“O uso de fibras naturais envolve práticas que respeitam o meio ambiente e também contribui para valorizar os saberes tradicionais, fortalecendo a identidade cultural das comunidades”, afirmou o analista de negócios do Sebrae/SP.

O  que antes era descartado agora virou matéria-prima para confeccionar objetos decorativos, por meio de técnica de reaproveitamento do tronco da bananeira.

“Aprendemos todo o processo, desde descascar o tronco, fazer a secagem, até o tratamento químico que prepara a fibra para virar artesanato”, explica a artesã.

Atualmente, o grupo Mucafre aceita encomendas de cestos e tapeçarias. Os preços variam de R$30 a R$70, dependendo da peça.

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Grupo Mucafre aceita encomendas de cestos e tapeçarias. Foto: Arquivo Pessoal

“Por enquanto, vendemos mais nas feiras e por encomenda. Mas já estamos planejando criar uma loja virtual e começar a vender pelas redes sociais”, afirma Natália. 

A iniciativa alia geração de renda, preservação ambiental e valorização da cultura quilombola. A expectativa é que o projeto inspire outras comunidades da região.

 “A gente quer mostrar que é possível empreender, gerar renda e, ao mesmo tempo, preservar nossa cultura e o meio ambiente”, finaliza Natália Cabral Januário, produtora rural e agora, artesã.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fertilização correta eleva renda no trigo



Para o manejo do nitrogênio, a recomendação é fracionar a dose



Para o manejo do nitrogênio, a recomendação é fracionar a dose
Para o manejo do nitrogênio, a recomendação é fracionar a dose – Foto: Seane Lennon

Segundo informações da Fertilizar Asociación Civil, da Argentina, o trigo é uma cultura altamente exigente em nutrientes, especialmente durante o ciclo invernal, quando ocorre uma menor mineralização natural do solo, tornando o uso de fertilizantes essencial para garantir altos rendimentos e qualidade dos grãos. Uma estratégia bem planejada de adubação é, portanto, fundamental para potencializar o crescimento, a sanidade e a produtividade das lavouras.

Para o manejo do nitrogênio, a recomendação é fracionar a dose, aplicando parte no momento da semeadura e o restante na fase de macollamento, o que favorece o desenvolvimento vigoroso das plantas. Já o fósforo deve ser aplicado preferencialmente no plantio ou até mesmo de forma antecipada, dependendo da logística disponível, garantindo que o nutriente esteja acessível desde os primeiros estádios de crescimento.

O enxofre, por sua vez, exerce papel crucial na produtividade e na qualidade proteica do trigo, sendo indispensável monitorar sua presença em solos arenosos ou pobres em matéria orgânica, que costumam apresentar maiores carências. Além disso, a aplicação de micronutrientes via foliar é uma prática que pode trazer benefícios adicionais, atuando como complemento para suprir deficiências pontuais.

Assim, adotar uma nutrição equilibrada e ajustada às características do solo e das condições climáticas não é apenas uma prática agronômica recomendada, mas um investimento direto na sanidade da cultura, na qualidade do produto final e na rentabilidade do produtor. As informações foram divulgadas na rede social LinkedIn.

 





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expectativa sobre juros no Brasil e EUA são destaques na semana


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, analisa a tensão dos mercados diante da Super Quarta, com decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil.

A inflação norte-americana mais fraca aumentou as apostas de corte pelo Fed. Por aqui, IPCA em desaceleração e dados fracos de comércio e serviços reforçam o tom cauteloso do Copom.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Recordes nos embarques de carne e nos abates de fêmeas ditarão os preços do boi gordo


O mercado físico do boi gordo apresentou cotações de estáveis a mais altas no Brasil durante a semana.

O analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias ressaltou que a boa demanda voltada à exportação e a oferta limitada de animais jovens, especialmente para atender ao mercado chinês, contribuíram para sustentar as cotações.

Segundo ele, as escalas de abate seguem posicionadas entre cinco e sete dias úteis na média nacional e, em algumas praças, a arroba foi negociada acima da referência média.

O analista comenta que as exportações de carne bovina seguem como a grande variável, com o país caminhando a passos largos para atingir volumes recordes neste ano.

Recorde de participação de fêmeas

O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, ressalta que a pesquisa do IBGE que divulgou os dados consolidados de abate de bovinos no primeiro trimestre do ano deve ser o destaque do mercado nos próximos meses.

“Esse levantamento mostrou a maior participação de fêmeas da história da pecuária brasileira em um trimestre, com 49% de fêmeas indo para gancho, com um volume de novilhas também em maior nível, ou seja, há muita oferta de fêmeas e isso deve influenciar o mercado quando esse número começar a ‘enxugar’”, conta.

Segundo ele, isso já começou a acontecer em maio, com uma participação menor de fêmeas, considerando os abates Sif, tendência que continua em junho. “Em nossa concepção, o excedente de fêmeas já foi liquidado no mercado para os próximos meses, então a expectativa é para um mercado mais acomodado, o que sustenta as cotações do boi gordo.”

Para Fabbri, pensando no escoamento de carne na segunda quinzena de junho, o cenário ainda é favorável, observando que no mercado acadista de carne com osso e sem osso os patamares continuam firmes, com ajustes pontuais ao longo da cadeia, mas sem derretimento, o que mostra que o consumo doméstico tem conseguido absorver a oferta.

“Nas próximas semanas, o cenário para as cotações é de muito mais estabilidade, com poucos ajustes pontuais, talvez para baixo por conta do impacto maior de oferta de boiadas pela frente fria e mais gado confinado chegando junto às unidades frigoríficas somado a um arrefecimento de demanda interna.”

Variação de preços da arroba do boi

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 12 de junho:
  • São Paulo (Capital): R$ 320, estável frente à semana passada
  • Goiás (Goiânia): R$ 305 a arroba, avanço de 3,39% perante os R$ 295 registrados na semana passada
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 300, aumento de 1,69% frente aos R$ 295 praticados no fechamento da semana anterior
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315, inalterado frente à última semana
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 315, alta de 1,61% frente aos R$ 310 da semana passada
  • Rondônia (Vilhena): R$ 275, aumento de 1,85% frente aos R$ 270 praticados na semana anterior

Mercado atacadista

O mercado atacadista registrou preços em alta durante a semana, levando em conta a entrada dos salários na economia como motivador da reposição entre atacado e varejo.

Segundo Iglesias, ainda há uma certa preocupação com a queda de preços verificada para a carne de frango no atacado e que ainda pode respingar no varejo, limitando a demanda por carne bovina.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 24,50 o quilo, alta de 6,52% frente aos R$ 23,00 da semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 19,50 o quilo, aumento de 5,41% frente aos R$ 18,50 registrados na semana anterior.

Exportações de carne bovina

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Foto: Ministério da Agricultura

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 344,709 milhões em junho (5 dias úteis), com média diária de US$ 68,942 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 64,225 mil toneladas, com média diária de 12,845 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.367,20.

Em relação a junho de 2024, houve alta de 60,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 33,5% na quantidade média diária exportada e avanço de 20,2% no preço médio.

*Com informações da Safras News



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Mulher morre em queda de balão em área rural de São Paulo



Um balão carregando 35 pessoas caiu em uma área rural de Capela do Alto, município paulista a 112 km da capital, na manhã deste domingo (15). O acidente teve uma vítima fatal: uma que foi socorrida em estado grave, mas não resistiu.

Informações prévias diziam que se tratava de uma gestante de oito meses, mas a família não confirmou a gravidez. A queda ocorreu próxima à estrada municipal Vereador Geraldo Portela e o caso está sendo investigado como homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.

A Secretaria de Segurança de São Paulo informou que “durante o voo, o piloto realizou tentativas malsucedidas de pouso em áreas inadequadas, o que resultou na queda dos ocupantes.”

De acordo com a Polícia Militar, 11 pessoas com ferimentos leves foram socorridas no local, dentre elas seis com escoriações que foram levadas ao hospital municipal da cidade.

Os outros ocupantes não foram encontrados e deixaram o local antes da chegada das autoridades. O balão levantou voo em Boituva, em São Paulo, cidade vizinha onde ocorre o 38º Campeonato Brasileiro de Balonismo, organizado pela Confederação Brasileira de Balonismo (CBB).

A confederação informou que o balão não fazia parte do campeonato e era de uso turístico e não esportivo. Além disso, afirmou que o equipamento não tinha autorização para voar e o balonista estava com o Certificado de Aeronavegabilidade vencido. O piloto foi preso em flagrante e levado à delegacia do município de Tatuí.

Ainda conforme a confederação, por motivos de segurança, os voos de balão no local foram proibidos neste domingo (15) devido às condições climáticas. O motivo da queda ainda não foi esclarecido e são investigados pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) e pela Polícia Civil.



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veja como as mudanças climáticas afetarão a economia



Diante da proximidade da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá em novembro no Brasil, vale lembrar o quanto eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes afetam fauna e flora, além de todos os segmentos da economia. Veja alguns exemplos:

Setor Impactos diretos e Indiretos
Agricultura e pecuária
Redução de produtividade por secas, enchentes e pragas; insegurança alimentar
Energia
Queda na geração hidrelétrica; aumento de custos com termelétricas e racionamento
Infraestrutura e construção
Danos causados por chuvas extremas e deslizamentos; aumento nos custos de obras e manutenção
Transporte e logística
Estradas e portos danificados; atrasos e aumento de custos logísticos
Turismo
Desvalorização de destinos turísticos afetados; queda de visitantes e receita
Saúde Aumento de doenças respiratórias, infecciosas e ligadas ao calor; sobrecarga do sistema de saúde
Finanças e seguros Riscos climáticos elevam prêmios de seguro; maior cautela em financiamentos e investimentos
Comércio exterior Mudanças em acordos comerciais; barreiras ambientais e exigências sustentáveis
Varejo Alterações nos padrões de consumo; perdas com estoques fora de época e interrupção de suprimentos
Farmácias e indústria farmacêutica Maior demanda por certos medicamentos e produtos; riscos de desabastecimento e logística especial

De acordo com o CEO da Ideia Sustentável, Ricardo Voltolini, cabe ao Brasil, como anfitrião, apresentar ações que possam reverter a urgência climática que ameaça todo o globo e a sobrevivência da humanidade.

“É preciso falar sobre financiamento climático, mudar o sistema de regulação e a temperatura do planeta, entre outras medidas. E mais: pensar em metas ousadas e como será o nosso posicionamento diante do mundo com soluções viáveis, tangíveis e que precisam de apoio para saírem do papel.”

Pensando em todos esses desafios, a Ideia Sustentável desenvolveu o Top Trends COP 30, estudo que analisa as 22 tendências que serão debatidas durante o evento global, como:

  • Redução das emissões de GEE;
  • Adaptação às mudanças climáticas;
  • Financiamento climático;
  • Tecnologias de energia renovável e soluções de baixo carbono;
  • Preservação de florestas e biodiversidade;
  • Justiça climática.

Para ter acesso ao estudo completo, acesse abaixo:



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Preço do clorantraniliprole sobe 30%



A curva de preços reflete bem o abalo na oferta



A curva de preços reflete bem o abalo na oferta
A curva de preços reflete bem o abalo na oferta – Foto: Pixabay

Com base nas informações de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado da Agrinvest Commodities, a recente disparada nos preços do clorantraniliprole tem origem em um incidente de grandes proporções ocorrido no final de maio na fábrica da Youdao Chemical, na China. O episódio, que ocorreu há menos de 20 dias, gerou incertezas no mercado de defensivos, elevando os preços da substância em quase 30% nas últimas duas semanas. Embora inicialmente tenha havido especulação de impacto na produção de clorpirifós, isso não se confirmou, já que o foco real está no clorantraniliprole.

A curva de preços reflete bem o abalo na oferta: as cotações na China saltaram de cerca de US\$ 30/kg para US\$ 39,70/kg, segundo dados da Agrinvest. Paralelamente, o glifosato também apresentou leve valorização no mercado chinês, mostrando que o setor de defensivos agrícolas está atento a possíveis desdobramentos de oferta e demanda.

No Brasil, o cenário exige cautela. Até o dia 15 de maio, aproximadamente 38% das compras de defensivos para a safra 2025/26 já estavam concluídas, mas ainda restam entre 55% e 60% das aquisições de produtos para a soja em aberto. Essa lacuna, somada ao recente aumento de preços, torna o momento estratégico para o planejamento e negociação por parte dos produtores.

Segundo Jeferson Souza, que segue em rota pelo Mato Grosso para acompanhar o mercado de perto, é essencial que agricultores e parceiros revisem seus cronogramas de compra. A volatilidade atual é um alerta de que fatores inesperados podem influenciar significativamente os custos de produção nas próximas safras.

“No mercado brasileiro, ainda temos por volta de 55-60% das aquisições de defensivos para a soja 2025/26 em aberto. Sem dúvida, é um momento crucial para os planejamentos da próxima safra.  Estou a caminho do Mato Grosso para mais uma rodada pelo gigante do agro brasileiro”, comenta.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Chuva atrasa colheita da super safrinha



“Resultado: a colheita demora mais para ganhar tração”



“Resultado: a colheita demora mais para ganhar tração"
“Resultado: a colheita demora mais para ganhar tração” – Foto: USDA

Segundo Marcos Rubin, CEO e Fundador da Veeries, os mapas climáticos mais recentes indicam boas perspectivas para o milho safrinha, especialmente em regiões como Paraná e Mato Grosso do Sul. As chuvas de junho têm sido benéficas para o enchimento de grãos nas lavouras mais tardias, fortalecendo ainda mais o potencial produtivo de uma safra que já vinha sendo projetada como robusta desde abril.

No entanto, Rubin destaca que o mesmo clima favorável à produtividade traz um desafio: o atraso na colheita. As chuvas continuam em algumas áreas e a previsão de uma frente fria atípica, prevista para esta semana em partes do Mato Grosso e Goiás, deve desacelerar a perda de umidade dos grãos que estão prontos ou quase prontos para a colheita.

Esse cenário faz com que a colheita demore mais para ganhar ritmo, postergando a chegada do milho ao mercado. O atraso na oferta pode gerar impacto na logística, nos preços e no planejamento das próximas etapas de comercialização, principalmente para os produtores que dependem de espaço e estrutura para escoar o produto.

Marcos Rubin ressalta que, em safras expressivas como a atual, o timing da oferta pode ser tão determinante quanto o volume colhido, reforçando a importância de monitorar as condições climáticas e ajustar estratégias de colheita e venda para minimizar riscos e aproveitar oportunidades de mercado.

“Resultado: a colheita demora mais para ganhar tração – e o milho, para chegar ao mercado. Um lembrete importante de que, em safras grandes como esta, o timing da oferta pode ser tão relevante quanto o volume”, conclui ele.

 





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