sexta-feira, maio 22, 2026

Autor: Redação

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Lula defende aumento do IOF como forma de financiar gastos públicos



O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu, nesta quinta-feira (19), a proposta do governo federal de promover mudanças nas regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), incluindo o aumento das alíquotas cobradas atualmente.

“O IOF do Haddad [ministro da Fazenda], não tem nada de mais”, disse Lula ao participar do podcast Mano a Mano, apresentado pelo músico e compositor Mano Brown e pela jornalista Semayat Oliveira.

“O Haddad quer que as bets paguem [mais] imposto de renda; que as fintechs paguem; que os bancos paguem. Só um pouquinho, para a gente poder fazer a compensação, porque toda vez que a gente vai ultrapassar o arcabouço fiscal, temos que cortar no Orçamento”, acrescentou o presidente, admitindo que o aumento do IOF “é um pouco para fazer esta compensação” e evitar cortes orçamentários.

Resistência do Congresso ao IOF

As declarações do presidente ocorrem em meio à forte resistência do Congresso Nacional a alterações no IOF.

Na última segunda-feira (16), a Câmara dos Deputados aprovou, por 346 votos a 97, a urgência para a tramitação do projeto legislativo (PDL 314/25) que trata da possível suspensão dos efeitos do recente decreto do governo federal sobre mudanças nas regras do IOF.

A aprovação da urgência permite que o Plenário da Câmara dos Deputados vote o decreto do governo sem que este seja discutido nas comissões parlamentares. O decreto do governo foi apresentado no último dia 11, junto com uma Medida Provisória também relacionada ao IOF.

Com uma proposta de corte de gastos, as duas recentes medidas foram anunciadas como uma forma do governo recalibrar proposta anterior, de 22 de maio – quando a equipe econômica anunciou o contingenciamento de R$ 31,3 bilhões do Orçamento Geral da União a fim de assegurar o cumprimento da meta fiscal estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Na ocasião, o governo propôs elevar a alíquota de várias operações financeiras, incluindo o IOF, mas recuou no mesmo dia, diante das críticas de empresários e parlamentares, incluindo alguns da própria base governista.



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86 municípios afetados; novas cheias em Porto Alegre não são descartadas



Cidades do Rio Grande do Sul, como a região de Rio Pardo, receberam mais de 250 mm de chuva em apenas 48 horas. Por enquanto, o saldo da tragédia é de quase três mil pessoas desalojadas, duas mortes e danos em 86 municípios, conforme balanço divulgado pela Defesa Civil do estado.

Até o momento, uma pessoa segue desaparecida. Em seis municípios gaúchos (Santa Maria, Encruzilhada do Sul, Cachoeira do Sul, Arvorezinha, Jaguari e Santa Cruz do Sul) as pessoas foram obrigadas a abandonar suas residências.

Chuvas causaram enchentes, deslizamentos, bloqueios de rodovias e evacuações emergenciais. A Defesa Civil avalia possibilidade de decretação de situação de emergência e estado de calamidade pública em alguns municípios gaúchos.

Na cidade de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre, devastada com as enchentes de 2024, os moradores voltam a conviver com o temor das cheias. Por lá, mais de 100 mil moradores estão sendo afetados por alagamentos, bloqueios no transporte público e vias intransitáveis. Mais de 400 pessoas precisaram deixar as suas casas.

A prefeitura do município decretou situação de emergência na noite desta quarta-feira (18).

Porto Alegre embaixo d’água?

As autoridades não descataram uma nova cheia em Porto Alegre, a exemplo da tragédia do ano passado. A expectativa é que o nível do Rio Guaíba subirá rapidamente até o fim de semana.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho de perigo de fortes chuvas em áreas de todo o estado.

Previsão nos próximos dias

De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o estado ainda deve conviver com volumes de chuva superiores a 100 mm nos próximos dias.

Associado a isso, na próxima segunda e terça-feira (23 e 24), a temperatura despenca na Região Sul. Em áreas de baixada, os termômetros podem zerar, ou seja, há expectativa de geada no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.

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Confira como está a situação do milho


O estado do Rio Grande do Sul tem o mercado de milho travado e com preços estáveis, de acordo com a TF Agroeconômica. “O mercado de milho no Rio Grande do Sul continua sem reação, com negociações pontuais e cotações praticamente congeladas nas principais regiões produtoras. A referência segue estável em R$ 66,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque, R$ 68,00 em Marau e Gaurama, R$ 69,00 em Seberi e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro, refletindo a ausência de gatilhos para movimentar o mercado”, comenta.

Safra promissora é afetada pela estiagem em Santa Catarina. “No Planalto Norte, os produtores mantêm pedidas firmes em R$ 82,00 por saca, enquanto as ofertas não ultrapassam R$ 79,00. Em Campos Novos, a diferença é ainda maior, com pedidos entre R$ 83,00 e R$ 85,00 e ofertas CIF limitadas a R$ 80,00, mantendo o mercado desalinhado e sem fluidez. A comercialização segue emperrada apesar do desempenho positivo das lavouras”, completa.

A colheita de milho avança lentamente no Paraná, impedida pelo excesso de chuva. “Nos Campos Gerais, o milho disponível é ofertado a R$ 76,00 por saca FOB, com registros pontuais de pedidos a R$ 80,00, mas as ofertas CIF para junho seguem em R$ 73,00, voltadas especialmente à indústria de rações”, indica.

O Mato Grosso do Sul segue na colheita do milho, mas o clima e custos ainda preocupam. “As cotações mais recentes confirmam esse cenário: R$ 50,60 em Dourados, R$ 53,00 em Campo Grande, R$ 54,00 em Sidrolândia, R$ 53,00 em Maracaju e R$ 46,59 em Chapadão do Sul, que se recupera após sofrer forte queda na semana anterior. A colheita da segunda safra já foi iniciada no estado, mas segue em ritmo lento”, conclui.

 





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Produção de trigo cai e importação deve crescer


Segundo informações da TF Agroeconômica, o mercado de trigo segue enfrentando desafios importantes no Sul do Brasil. No Rio Grande do Sul, o CEO da Serra Morena declarou, em entrevista a uma rádio uruguaia, que o plantio de trigo para a próxima temporada pode não ultrapassar 900 mil hectares. Enquanto isso, o mercado disponível permanece travado: os moinhos consideram o preço futuro de R\$ 1.330,00 no porto de Rio Grande elevado e a farinha não reage, mantendo compradores cautelosos.

Ainda no RS, a disponibilidade de trigo está praticamente fechada para julho, restando entre 320 e 370 mil toneladas para negociação, segundo a TF Agroeconômica. O preço para exportação em dezembro caiu para R\$ 1.280,00 e os moinhos seguem afastados. No interior, a cotação da pedra em Panambi manteve-se em R\$ 70,00 a saca para o produtor, refletindo um mercado com pouca movimentação e pressionado pelo grande volume de sementes descartadas para moagem.

Em Santa Catarina, o ritmo de negócios também é lento. As indicações dos moinhos giram entre R\$ 1.420 e R\$ 1.430 CIF, enquanto o descarte de sementes sobra a R\$ 1.500 FOB. O trigo gaúcho chega ao estado entre R\$ 1.480 e R\$ 1.500 CIF, e o melhorador do RS foi negociado a R\$ 1.460 mais ICMS. Segundo relatos de sementeiros, houve uma queda de cerca de 20% nas vendas de sementes em comparação ao ano anterior. A Conab estimou redução de 6,3% na produção catarinense, mesmo com um leve aumento de área plantada, devido à menor produtividade. Os preços da pedra se mantiveram estáveis, variando entre R\$ 75,00 e R\$ 80,00 a saca, dependendo da região.

No Paraná, o mercado continua travado, com médias do CEPEA em queda. Produtores pedem no mínimo R\$ 1.550/t FOB, enquanto compradores oferecem R\$ 1.500 CIF, com pagamento em agosto. O trigo importado, principalmente argentino, amplia a oferta com preços em torno de US\$ 275-278 em Paranaguá e US\$ 285 para o paraguaio no norte do estado. A cotação da pedra recuou 0,70% na semana, ficando em R\$ 78,70, ainda acima do custo médio de produção de R\$ 73,53, garantindo lucro médio de 7,03% para o triticultor paranaense.

 





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Thunder e Pacers se enfrentam com o olho na taça… e o pé no campo



As finais da NBA 2025 chegam ao seu ápice: após a vitória do Oklahoma City Thunder por 120‑109 no Game 5, o placar aponta 3‑2 e a equipe de Oklahoma está a uma partida do título. O embate decisivo será nesta quinta-feira (19), no Gainbridge Fieldhouse, em Indianapolis.


🏀 Okc x Indiana: quem são os finalistas

Thunder: defesa implacável e jovens talentos

O Thunder, time desse que vos escreve domina a série graças a uma defesa rigorosa — transformando erros da Pacers em 32 pontos após turnovers (erros de ataque) O armador Jalen Williams brilhou com 40 pontos no Game 5, acompanhado de Shai Gilgeous‑Alexander (31 pts, 10 ast) em mais uma noite de MVP. A dobradinha já soma 291 pontos nas finais, entre as maiores de duplas desde 1977.

Formado por jovens promissores como Chet Holmgren, Isaiah Hartenstein e mais experientes como Dort e Caruso, o Thunder terminou a temporada regular com 68–14, melhor campanha da liga.

Pacers: resiliência e energia do Interior

Os Indiana Pacers construíram sua trajetória nas finais da NBA com viradas impressionantes: foram cinco vitórias após estar em desvantagem de dois dígitos ao longo dos playoffs . Liderados por Pascal Siakam e Tyrese Haliburton, os Pacers ganharam reputação de “organized chaos” ofensivo. Porém, Haliburton voltou mancando e limitado a apenas 4 pontos em Game 5, sorte para OKC, azar para os Pacers.

Com campanha 50‑32 na temporada regular, os Pacers voltam a disputar as finais 25 anos depois (2000).


Oklahoma: soja, algodão e receita no campo

O Estado de Oklahoma destaca-se na produção agrícola dos EUA. Em 2023, foram mais de 3 milhões de toneladas de soja e 900 mil toneladas de algodão, gerando estimados US$ 8 bilhões em valor de produção.

A agricultura responde por cerca de 20% da economia estadual, empregando milhares e contribuindo para a segurança alimentar nacional.

Indiana: celeiro de milho e criação forte

Já Indiana figura entre os maiores produtores de milho e soja: cerca de 12 milhões de toneladas de milho e 4 milhões de soja em 2023, com receita superior a US$ 10 bilhões. A pecuária bovina e de frango também é robusta, com 6 milhões de cabeças de gado.


Cultura e economia: quando NBA encontra campo

A força do Thunder em Oklahoma reflete a disciplina do campo: uma boa defesa, plantio organizado, manejo criterioso — como um agricultor que monitora cada linha de plantio. Já os Pacers, vindos de Indiana, são mais adaptáveis, prontos para reagir a condições adversas — como um produtor que enfrenta estiagens ou pragas, ajustando estratégias no meio da safra.

Com Game 6 na casa dos Pacers, o clima será de pressão. Um cenário parecido com colheita em campo: ou o produtor protege o que cultivou até agora, ou corre o risco de perder tudo no último momento.


⏳ Que jogo nos espera nesta quinta?

  • Thunder: fortíssimos em casa (35‑6). No campo do adversário, podem se proteger com a defesa e controlar a posse de bola.
  • Pacers: jogam bem em solo caseiro (29‑11 nos playoffs); a equipe busca o empate para forçar o decisivo Game 7.
  • Agricultura em jogo: técnicas de manejo (defesa), conhecimento do ambiente (home advantage), resiliência e capacidade de reação — o que veremos em quadra ecoa no campo.

🔚 Final em aberto: o futuro começa na quinta

O que as estatísticas mostram: equipes que vencem Game 5 com placar empatado 2‑2 ganham o título 74% das vezes; com 3‑2, essa chance sobe para 82%. Portanto, o Thunder é favorito, como se um time de meio da tabela para baixo do Brasileirão fosse campeão.

Onde assistir

A final da NBA acontece nesta quinta, às 21h30, e terá transmissão na ESPN2 e Disney+.



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Ureia em alta exige planejamento de compra



“Profecias são impossíveis de serem feitas”



"Profecias são impossíveis de serem feitas"
“Profecias são impossíveis de serem feitas” – Foto: Canva

O mercado de fertilizantes nitrogenados, especialmente a ureia, tem enfrentado grande volatilidade nos preços globais, o que impacta diretamente o planejamento e os custos dos produtores rurais brasileiros. Em um cenário de oscilações expressivas, entender o momento certo para a compra dos insumos se torna fundamental para garantir a rentabilidade nas lavouras.

Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o mercado global de ureia ainda busca uma direção clara. Recentemente, algumas companhias retomaram a precificação do nitrogenado no mercado doméstico brasileiro, mas a variação de preços continua bastante grande, dificultando a definição de um patamar médio estável. De acordo com Souza, a ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada com facilidade, chegando a aumentos de até US$ 80 por tonelada em algumas ofertas observadas em relação à semana anterior.

Diante dessa volatilidade, o analista destaca a importância do planejamento na hora da compra. Ele relata uma análise recente feita comparando o momento da compra de insumos entre dois produtores: um que fez a aquisição do cloreto em novembro de 2024 e do MAP (fosfato monoamônico) em fevereiro deste ano, e outro que está comprando agora para a safra de soja 2025/26. A diferença de custo chegou a 1,3 saca por hectare, um valor que pode parecer pequeno, mas que, multiplicado por grandes áreas, representa um impacto significativo na rentabilidade.

“O número parece pequeno, mas quando colocamos isso em cifras e multiplicamos por áreas de grandes proporções, vemos o quanto isso faz a diferença no principal, que é a rentabilidade. Profecias são impossíveis de serem feitas, entretanto, o que podemos fazer é sempre manter a razão na hora de tomar a decisão”, concluiu.

 





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Indústria de etanol de milho deve registrar margem de até 34,7% em 25/26, diz consultoria


A disparada do preço do milho no início de 2025, em meio a dúvidas sobre as condições climáticas e maior demanda no mercado interno, chegou a “apertar os cintos” das usinas de etanol até abril.

Contudo, este cenário deverá ser diferente e mais promissor ao longo da safra 25/26, estima a consultoria Datagro.

De acordo com balanço da empresa, por conta da perspectiva de uma maior safra de milho inverno, e às vésperas do início das operações de colheita, o preço do cereal na região de Sorriso, em Mato Grosso, já caiu 37% em um mês para R$ 41 a saca.

A expectativa da consultoria é de que a produção total de milho cresça de 122,05 milhões de toneladas em 2023/24 para 132,68 milhões de toneladas em 2024/25.

“Com a equalização das condições de oferta e demanda no balanço doméstico, ainda que acompanhada pela expectativa de aperto nos estoques finais, o mercado de milho deverá apresentar uma acomodação dos preços nos próximos meses, dando fôlego à operação das usinas de etanol de milho”, diz a Datagro, em nota.

Margens positivas do etanol após baixas

margem média de produção de etanol de milhomargem média de produção de etanol de milho
Foto: Divulgação

Em razão do contexto de firmeza dos preços do etanol e do DDGS, conforme estimativa da Datagro, hoje a indústria de etanol de milho voltou a operar com margens positivas, em torno de 19%, após três meses consecutivos de sangrias na geração de caixa do setor. “E o horizonte para a indústria ainda deverá ser positivo até o final da safra 25/26”, projeta.

De acordo com a consultoria, a probabilidade de aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, de 27% para 30%, e as vendas mais resilientes de etanol hidratado nos postos de combustíveis têm dado maior sustentação aos preços do etanol.

“A projeção da Datagro é de que o preço médio do etanol hidratado em Paulínia, São Paulo, em 2025/26 deverá ficar em torno de 5% maior do que a média de 2024/25.”

Preços do DDGS

Conforme a análise, em paralelo a isso, os preços do DDGS já mostraram maior firmeza nos últimos dias em função da forte demanda interna e do aquecimento das exportações – após cair para R$ 1.150 a tonelada no início do ano, o preço médio do DDGS em Mato Grosso subiu para R$ 1.300 a tonelada nesta semana, em direção oposta ao comportamento dos preços do milho.

“Como resultado, a margem média da indústria de etanol de milho no Brasil poderá variar de 19% a 34,7% ao longo da safra 2025/26, contra uma média de 9,8% em 2024/25. Caso este cenário se materialize, o setor deverá manter o apetite pela construção de novas plantas nos próximos anos.

Conforme recente mapeamento realizado pela Datagro, a produção de etanol de milho no Brasil poderá saltar de 8,20 bilhões de litros em 2024/25 para 18,4 bilhões de litros em 2033/34.



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‘Cogumelos da Gi’ aposta na agroindústria e mira exportação


Em São Lourenço da Serra, uma cidade charmosa, a 58 km de São Paulo, com pouco menos de 16 mil habitantes, existe uma história bem bacana de uma produtora rural que rompe barreiras e começa a ganhar espaço no empreendedorismo. 

Gisele de Camargo, produtora, sócia-proprietária da empresa ‘Cogumelos da Gi’, trilha um caminho de resiliência, transformação e inovação dentro do agronegócio. 

Tudo começou de forma simples: Gisele e o marido cultivavam cogumelos shimeji na cidade, atendendo principalmente o mercado local.

“A gente produzia umas 5 toneladas por mês. Além de vender direto, a gente também fornecia para pequenos produtores que complementavam suas entregas com os nossos cogumelos”, lembra ela.

portfólio diversificado à base de cogumelos
Portfólio diversificado à base de cogumelos. Foto: Arquivo Pessoal

Virada de chave na pandemia

Mas aí veio a pandemia e, como para muita gente, os desafios bateram forte. Com dificuldade para escoar os cogumelos frescos, era preciso se reinventar — e rápido. 

Foi assim, que surgiu a ideia de transformar os cogumelos: “começamos a desenvolver produtos à base de cogumelos. Hoje temos um portfólio diversificado com antepastos, hambúrguer, churrasco, almôndega e outros itens”, explica Gisele. 

Nesse processo, ela e o marido tiveram o apoio do Sebrae. “O Sebrae foi fundamental. Ajudou muito na estruturação do negócio e na melhoria dos produtos.”

Com o tempo, eles perceberam que vender cogumelos frescos não era mais tão viável financeiramente. Foi então que veio uma nova decisão: encerrar a produção própria e começar a comprar de pequenos produtores da região.

“Assim como já me ajudaram lá atrás, agora eu faço questão de ajudar também. A gente fortalece a rede, mantém a produção viva no Vale do Ribeira e todo mundo cresce junto”, diz Gisele, cheia de orgulho dessa nova fase, empreendedora.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

A convite do Sebrae, Gisele já levou seus produtos para feiras e eventos de grande porte. Além disso, as conversas para exportação estão a todo vapor.

“Estamos conversando com o Sebrae e outras instituições para estruturar direitinho essa parte de exportação. Já temos conversas avançadas, inclusive com gente dos Estados Unidos”, revela.

Dessa forma, a meta está bem definida: colocar os produtos da empresa ‘Cogumelos da Gi’ nas prateleiras do mercado nacional e também mundo afora.

“A ideia que nasceu em São Lourenço da Serra, hoje quer conquistar o Brasil e o mundo. Abrir porteiras, com certeza”, finaliza a produtora com sorriso no rosto e cheia de esperança. 

Quer conhecer mais sobre essa história inspiradora? Acesse aqui e confira os detalhes dessa jornada cheia de sabor, coragem e muito empreendedorismo.



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Soja em alta na Bolsa de Chicago: Entenda


Segundo informações da TF Agroeconômica, a soja fechou em alta na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira (17), impulsionada pelo leve atraso no plantio e pela piora nas condições das lavouras nos Estados Unidos. O contrato de julho, referência para a safra brasileira, subiu 0,40% ou 4,25 cents/bushel, encerrando a sessão a US\$ 1.074,00. 

Já o contrato de agosto teve valorização de 0,42% ou 4,50 cents/bushel, cotado a US\$ 1.076,25. No mercado de derivados, o farelo de soja para julho avançou 0,49% ou US\$ 1,4 por tonelada curta, fechando em US\$ 285,1, enquanto o óleo de soja recuou 0,58% ou US\$ 0,32/libra-peso, terminando a US\$ 54,79.

A alta registrada foi sustentada pela redução, por parte do USDA, de 68% para 66% na avaliação das lavouras em boas ou excelentes condições, resultado abaixo dos 70% observados em 2024 no mesmo período e da média de 68% projetada pelo mercado. O relatório semanal também apontou um ritmo de plantio ligeiramente abaixo do esperado, com 93% da área semeada, frente a uma expectativa de 95% pelos traders, 92% no ano passado e 94% na média dos últimos cinco anos.

Além dos fatores climáticos, uma venda adicional de 120 mil toneladas de farelo de soja ajudou a neutralizar parte da realização de lucros observada no óleo de soja, que acumulava alta de 11,91% desde o início do conflito entre Israel e Irã e com o apoio do aumento do uso de biodiesel nos EUA.

O mercado segue atento à evolução climática e ao impacto das chuvas nas regiões produtoras americanas, fatores determinantes para o desempenho dos contratos nas próximas sessões. A expectativa é de que novas atualizações do USDA e mudanças no cenário geopolítico continuem a trazer volatilidade para os preços da oleaginosa e seus derivados.

 





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feriado será de tempo instável em quase todo o país



As instabilidades que provocam o caos no Rio Grande do Sul tendem a continuar nesta quinta-feira (19) e devem se estender para Santa Catarina também. Confira a previsão deste feriado de Corpus Christi para todo o Brasil:

Sul

As instabilidades associadas à frente fria avançam sobre o estado de Santa Catarina ainda na madrugada, causando temporais – sobretudo no oeste catarinense. A chuva chega em Florianópolis entre o fim da tarde e o período da noite. O Rio Grande do Sul segue ainda com tempo bastante instável e as pancadas vêm a qualquer hora. No Paraná, as instabilidades devem permanecer restritas às áreas da metade sul e leste.

Sudeste

Calor volta a ser destaque em boa parte de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais – ainda com dia marcado pela presença do sol e sem chuva. No Espírito Santo, as pancadas de chuva ainda caem ao longo do dia na faixa litorânea. A umidade relativa do ar (URA) segue baixa em áreas interioranas.

Centro-Oeste

Instabilidades voltam a avançar sobre o extremo sul de Mato Grosso do Sul, com condições para pancadas de chuva com fraca a moderada intensidade no período da tarde. Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal seguem com tempo firme e predomínio de ar seco. Cuiabá deve contar com máximas na ordem de 35°C.

Nordeste

Tempo segue instável entre o leste e litoral da Bahia e o litoral do Rio Grande do Norte, mas a chuva começa a perder expressão – variando entre fraca a moderada intensidade. O interior da região segue seco e quente. As instabilidades voltam a se espalhar mais sobre a costa norte, entre o litoral do Maranhão e do Ceará.

Norte

Tempo segue bastante instável, mas a chuva perde expressão no Amazonas e no norte do Pará. Amapá e Roraima ainda seguem com expectativa de pancadas mais fortes. Tocantins, Acre e Rondônia têm predomínio de tempo firme e dia marcado pelo aumento das temperaturas.

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