segunda-feira, março 30, 2026

Autor: Redação

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Feijão: exportações batem recorde histórico



O Brasil vive um momento histórico


O Brasil vive um momento histórico
O Brasil vive um momento histórico – Foto: Canva

Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), São Paulo retomou a colheita de feijões, ainda com alta umidade nos grãos. Mesmo assim, os melhores lotes chegaram a R$ 255 por saca quando a umidade ficou abaixo de 18%, e a cerca de R$ 240 por saca nos lotes mais úmidos. Com o avanço da colheita previsto para hoje, antes do retorno das chuvas no sábado, o volume disponível tende a aumentar nos próximos dias.

Historicamente, as primeiras cargas costumam ser vendidas ao preço vigente, mas o Ibrafe avalia que, até o fim do mês, a pressão de oferta deve diminuir e abrir espaço para uma retomada de alta. Em dezembro, o volume de negócios tende a cair, e muitos produtores já indicam que devem segurar o produto para vender apenas no próximo ano, apostando em melhores margens.

No cenário externo, o Brasil vive um momento histórico: nunca exportou tanto Feijão quanto em 2025. Foram 450 mil toneladas, somando US$ 380 milhões, sem comprometer o abastecimento interno. Desse total, 235 mil toneladas foram de Feijão Mungo Verde e Feijão-preto, que ganharam espaço nos últimos anos graças à pesquisa e à assistência técnica.

Contudo, o Ibrafe alerta que o principal gargalo hoje vem do governo. Apesar dos esforços do MAPA e da APEX, políticas agrícolas enfraquecidas, crédito escasso e insegurança cambial prejudicam o avanço. Segundo o instituto, restaurar o seguro rural, reativar instrumentos de renda e investir em armazenagem e logística são medidas urgentes. O Brasil já provou que sabe produzir e vender Feijão ao mundo — falta o governo decidir se quer ser gargalo ou alavanca.

 





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Sugadores desafiam produtores e ameaçam produtividade



Período de outubro e novembro é crítico


Período de outubro e novembro é crítico
Período de outubro e novembro é crítico – Foto: Nadia Borges

As pragas sugadoras seguem como uma das maiores ameaças à agricultura brasileira, capazes de causar perdas de até 30% na produtividade da soja, segundo a Embrapa. Esses insetos, conhecidos como “vampiros do campo”, se alimentam da seiva das plantas, provocando enfraquecimento, transmissão de viroses e queda de rendimento nas lavouras. Entre os principais vilões estão o percevejo-marrom, a mosca-branca, o percevejo barriga-verde, os pulgões e os trips, todos de alta capacidade reprodutiva e difícil controle químico.

De acordo com Bruno Temporim, gerente de Produtos e Portfólio do Grupo Conceito, as condições climáticas entre outubro e dezembro, marcadas por calor intenso e chuvas irregulares em regiões como Goiás, Centro-Oeste e Sudeste, favorecem a multiplicação dessas pragas. O percevejo-marrom, em especial, tem se destacado pela resistência e impacto nas lavouras de grãos.

“O período de outubro a dezembro, justamente quando o país vive o clima de Halloween, coincide com as condições ambientais perfeitas para o crescimento populacional dos sugadores devido às temperaturas elevadas e ao aumento da umidade em muitas regiões produtoras”, comenta.

Para conter o avanço, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) é a principal estratégia. Ele envolve monitoramento constante, uso de controles biológicos e químicos, eliminação de plantas tigueras e restos culturais, além da utilização de sementes tratadas. A Conceito Agrícola reforça que, mais do que combater os “vampiros do campo”, o objetivo é proteger o potencial produtivo das lavouras com soluções integradas e suporte técnico especializado. “Estamos lado a lado com o produtor para possibilitar que nenhum vampiro ultrapasse os limites da lavoura. Com as ferramentas certas, o terror se transforma em produtividade”, conclui Temporim.





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Praga afeta produção de sementes do algodão



O besouro adulto perfura os botões florais para se alimentar


O besouro adulto perfura os botões florais para se alimentar
O besouro adulto perfura os botões florais para se alimentar – Foto: Canva

O Bicudo-do-Algodoeiro (Anthonomus grandis) segue como o maior vilão da cotonicultura brasileira, alerta Kayren Mota, profissional de Marketing e Comunicação no Agronegócio. Segundo a especialista, a praga é capaz de comprometer até 100% da produtividade se não houver controle eficiente, afetando diretamente a formação de fibras e sementes, base da produção de algodão.

O besouro adulto perfura os botões florais para se alimentar e permitir que a fêmea deposite seus ovos. As larvas, protegidas dentro dos botões e maçãs, destroem as fibras e sementes, resultando em queda prematura de flores e capulhos com aspecto de “balão”. Além disso, a disseminação é acelerada, pois os adultos sobrevivem à entressafra em refúgios de vegetação e atacam as bordaduras das novas lavouras, espalhando rapidamente a infestação.

De acordo com Kayren Mota, o manejo eficaz exige um conjunto de medidas integradas. O Monitoramento Constante, com inspeção visual e armadilhas, é essencial para detectar precocemente a presença do inseto. Já o Vazio Sanitário, com 60 a 90 dias sem plantas de algodão no campo, aliado à destruição imediata dos restos culturais, é considerado o método mais eficiente para quebrar o ciclo do bicudo.

O controle químico, por sua vez, deve ser usado de forma estratégica e responsável, priorizando as bordaduras e rotacionando produtos para evitar resistência. A especialista reforça que o sucesso no combate ao bicudo depende da disciplina coletiva dos produtores e da aplicação rigorosa das práticas de Manejo Integrado de Pragas (MIP), garantindo a sustentabilidade e a rentabilidade da cotonicultura.

 





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Rumores de retração nas compras da China marcam o fim da semana do boi gordo



O mercado do boi gordo registrou uma semana um pouco mais conturbada em termos de negócios. O cenário foi influenciado por especulações de que estão ocorrendo reuniões na China com representantes da agroindústria brasileira devido à presença de Fluazuron acima do permitido em lotes enviados pelo país.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias, há a possibilidade de retração das compras chinesas no curtíssimo prazo, o que levou o mercado futuro do boi a precificar movimentos de queda nos preços no dia 6 de novembro.

O mercado também acompanha o resultado de uma investigação conduzida pela China sobre salvaguardas, iniciada em dezembro de 2024, para avaliar se as compras junto ao Brasil prejudicam a indústria local. Iglesias alerta que esse processo poderia ter efeito negativo sobre as exportações brasileiras de carne bovina. Diante deste cenário, muitos frigoríficos reduziram ou suspenderam a compra de gado no dia 6.

Ainda assim, o balanço semanal aponta para preços mais altos do boi gordo. Na modalidade a prazo, os preços do boi gordo nas principais praças brasileiras em 6 de novembro estavam assim:

  • São Paulo (Capital): R$ 330,00 a arroba (+1,24% frente aos R$ 325,00 da semana anterior)
  • Goiás (Goiânia): R$ 315,00 a arroba (estável)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 310,00 a arroba
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 330,00 a arroba
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 310,00 a arroba (+1,64%)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 295,00 a arroba (+1,72%)

Mercado atacadista

O mercado atacadista acompanhou a tendência de alta, refletindo a firmeza nos preços. A perspectiva de continuidade do movimento leva em consideração o ápice do consumo doméstico, impulsionado pela entrada do décimo terceiro salário, confraternizações de final de ano e a criação de postos temporários de emprego.

O quarto traseiro do boi foi cotado a R$ 25,00 o quilo, sem mudanças, enquanto o quarto dianteiro registrou R$ 18,75 o quilo, avanço de 3,02% em relação ao mês anterior (R$ 18,20).

Exportações

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada renderam US$ 1,775 bilhão em outubro (22 dias úteis), com média diária de US$ 80,706 milhões. O volume total exportado foi de 320,558 mil toneladas, média diária de 14,570 mil toneladas, e o preço médio da tonelada ficou em US$ 5.538,90.

Na comparação com outubro de 2024, houve alta de 40,9% no valor médio diário, ganho de 18,6% na quantidade média diária e avanço de 18,8% no preço médio, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.



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Suíça anuncia doação de R$ 33 milhões para Fundo Amazônia



O Brasil receberá 5 milhões de francos suíços, aproximadamente R$ 33 milhões, da Suíça para o Fundo Amazônia. O anúncio foi feito neste domingo (9) pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, durante o evento “Presença Suíça na COP30”, em Belém.

Criado em 2008, o Fundo Amazônia é uma iniciativa que apoia projetos e ações contra o desmatamento, em defesa do desenvolvimento sustentável e da melhoria das condições de vida da população na Amazônia Legal brasileira. Gerido pelo BNDES, o fundo conta com aportes de doações não reembolsáveis de governos estrangeiros e empresas nacionais.

A iniciativa, retomada em 2023, após ter ficado paralisada durante o governo de Jair Bolsonaro, também apoia o desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do desmatamento no restante do Brasil e em outros países tropicais. Os recursos do fundo já apoiaram 144 projetos, beneficiando mais de 600 organizações comunitárias e cerca de 260 mil pessoas.

As ações buscam ainda fortalecer o manejo florestal, a bioeconomia, a inclusão produtiva, a valorização dos saberes tradicionais e o fortalecimento de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas.

O anúncio ocorre na véspera da abertura da COP30, em Belém, com a presença de 194 países, além da União Europeia. Nesta segunda-feira (10), têm início as negociações da conferência, que girarão em torno das definições das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, na sigla em inglês). As NDCs são metas de mitigação, ou seja, compromissos adotados pelos países para redução de emissões de gases de efeito estufa.

O Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% suas emissões até 2035, abrangendo todos os gases de efeito estufa e todos os setores da economia. Até o momento 79 países já divulgaram suas NDCs. Eles são responsáveis por 64% das emissões. Os 118 restantes são responsáveis por 36%. A expectativa é que a agenda de mitigação da crise climática avance com ações mais concretas de financiamento dos países em desenvolvimento.



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Novo biscoito é feito com farinha da casca de cafés finos


A Universidade de Brasília (UnB) fez um pedido de patente para uma receita de biscoito elaborada com farinha de cafés Robustas Amazônicos (Coffea canephora). O produto substitui cerca de 30% da farinha tradicional e se torna uma opção mais saudável e viável para consumidores adeptos de dietas equilibradas por conter mais fibras, antioxidantes e cafeína.

A inovação também inaugura um novo e promissor mercado para a casca do café, até então utilizada principalmente como adubo no Brasil. O estudo, desenvolvido ao longo de dois anos, é resultado de uma parceria da instituição de ensino com a Embrapa Rondônia (RO).

Segundo o pesquisador da Embrapa, Enrique Alves, as cascas de cafés denominados finos, com mais de 80 pontos na avaliação da Specialty Coffee Association (SCA), são insumos nobres, com diversidade sensorial e nutricional muito rica, às vezes até superior à dos grãos. “Entretanto, no Brasil são usados principalmente como adubo”, explica.

Potencial de alto valor agregado

Além de se enquadrarem na pontuação estipulada pela SCA como produtos finos, as variedades de cafés Robustas Amazônicos, selecionadas pela Embrapa em conjunto com os cafeicultores nas Matas de Rondônia, resultaram na primeira Indicação Geográfica (IG) de Coffea canephora do mundo, a “IG Matas de Rondônia”, concedida pelo INPI em 2021.

O projeto envolve o desenvolvimento de cultivares adaptadas à região e à Floresta Amazônica, plantadas, em sua maioria, por agricultores familiares, indígenas e comunidades tradicionais. “Hoje em todo o estado de Rondônia, mais de 17 mil famílias cultivam essas variedades”, complementa o pesquisador.

Portanto, agregar valor a esse subproduto era uma prioridade para a Embrapa, como explica Alves. “Além da qualidade, as cascas dos cafés Robustas Amazônicos ainda carregam características diferenciadas de sustentabilidade, por serem cultivadas na Amazônia por povos indígenas e comunidades tradicionais”, destaca.

União entre Embrapa e UnB

Diante disso, a Embrapa Rondônia e a UnB se uniram para desenvolver pesquisas voltadas à valorização das cascas de cafés Robustas Amazônicos sob diferentes óticas de processamentos pós-colheita.

A linha de pesquisa, coordenada pela engenheira de alimentos e professora da UnB, Lívia de Oliveira, tem como focos a caracterização química, funcional e sensorial dessas cascas e a sua aplicação em alimentos, bebidas e cosméticos, contribuindo para uma cafeicultura sustentável e integrada à economia circular.

O estudo teve início em 2023, com a avaliação do potencial químico e sensorial das cascas de Robustas Amazônicos da cultivar Apoatã, produzidas pela Embrapa Rondônia, sob três processamentos distintos: natural (secagem do fruto inteiro em terreiro suspenso por cerca de 20 dias), lavado (despolpamento mecânico e secagem da fração pergaminho) e fermentação anaeróbica autoinduzida (espontânea em ambiente anaeróbio, conduzida de dois a 20 dias, seguida de secagem e descascamento).

Essas amostras foram analisadas quanto à composição proximal, de compostos bioativos, açúcares, ácidos orgânicos e voláteis, além de terem sido submetidas à avaliação sensorial por meio de infusões e produtos derivados.

Biscoito feito a partir da farinha da casca do café
Foto: UnB

De acordo com Lívia, os resultados demonstraram que:

  • As cascas naturais apresentaram maior teor de compostos fenólicos, flavonoides, antocianinas e fibras, além de perfil aromático doce e caramelado.
  • As cascas lavadas (originadas do processamento de via úmida) exibiram baixa complexidade química e volátil, com predominância de compostos estruturais e menor teor de açúcares.
  • As cascas de fermentação anaeróbica autoinduzida mostraram grande variabilidade conforme o tempo de fermentação. As amostras de 4 a 20 dias apresentaram aromas frutados e florais e bom equilíbrio sensorial, enquanto as de tempos intermediários (10 a 16 dias) geraram notas mais secas e amargas.

Essas diferenças foram atribuídas à atuação microbiana no metabolismo de açúcares e fenólicos, que modulou a formação de ácidos orgânicos, ésteres e furanonas (compostos formados durante o processamento de alimentos, que desempenham um papel crucial no seu sabor e aroma), resultando em perfis sensoriais distintos e potenciais de aplicação diferenciados para cada tipo de casca.

Novo biscoito: mais fibras e menos açúcares

A professora explica que, com base nesses resultados, foi desenvolvido um segundo eixo de pesquisa voltado à aplicação alimentar das cascas, por meio da elaboração de um biscoito com 30% de farinha de casca de Robusta Amazônico. Trata-se de um resultado inédito, uma vez que, segundo a literatura científica, o máximo de substituição de farinha obtido até o momento era de 15%.

As formulações reformuladas com lecitina e polidextrose apresentaram um aumento de até 15 gramas de fibras por 100 g de produto. Além disso, reduziram em até 45% as gorduras saturadas e em 25% os açúcares adicionados, mantendo conformidade com a RDC nº 429/2020 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A melhor aceitação sensorial foi obtida com as amostras produzidas a partir de cascas naturais e fermentadas por quatro ou 20 dias, associadas a notas doces, frutadas e amanteigadas. “Esses resultados evidenciam que o tipo de processamento da casca é determinante para as notas sensoriais do produto final. Mesmo assim, todos os cookies elaborados apresentaram aceitação sensorial satisfatória, confirmando que as cascas de qualquer um dos processos podem ser usadas como ingrediente nesse tipo de produto”, enfatiza Lívia.

A receita final, submetida ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em 4 de setembro, é resultado de um processo de fermentação de oito dias. De acordo com a professora, com esse período o produto mantém o açúcar da polpa, evita o excesso de fermentação e possui notas frutadas, que conferem um sabor especial ao biscoito.

A seleção do produto final contou com a avaliação sensorial de mais de 250 consumidores convidados pela UnB para degustar os biscoitos oriundos das diferentes etapas da pesquisa.

*Sob supervisão de Beatriz Gunther



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startup desenvolve tecnologia sustentável para controle de parasitas



Os ectoparasitas estão entre os principais desafios econômicos e sanitários da pecuária brasileira, afetando tanto os rebanhos de corte quanto os de leite.

Estimativas da Embrapa indicam que infestações por carrapatos podem reduzir o ganho de peso diário do gado em até 25%, enquanto ataques de moscas-dos-chifres podem resultar em perda de até 40 quilos por animal durante o ciclo produtivo.

Esses prejuízos têm motivado o desenvolvimento de soluções mais eficientes e sustentáveis para o controle dos parasitas. Uma dessas iniciativas é conduzida pela LumenEra, startup de base científica vinculada ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro).

Nanotecnologia aplicada ao manejo sanitário

A empresa está desenvolvendo uma formulação baseada em nanotecnologia para o controle de ectoparasitas bovinos. Segundo a pesquisadora Estefânia Campos, uma das responsáveis pelo projeto, o objetivo é aumentar a eficácia e a durabilidade do produto.

“Estamos desenvolvendo uma solução inovadora para o controle de ectoparasitas que representa uma alternativa promissora às formulações comerciais atualmente disponíveis. A proposta combina dois ingredientes ativos com mecanismos de ação complementares, potencializados pelo uso de nanotecnologia”, explicou Estefânia.

“Por meio do encapsulamento em nanopartículas biopoliméricas, buscamos otimizar a estabilidade e a liberação controlada dos compostos, aumentando sua eficácia e durabilidade no animal”, acrescentou.

A pesquisadora destacou que o diálogo com veterinários especializados permitiu ajustes técnicos para adequar o produto às condições reais de campo, garantindo eficiência e viabilidade operacional em diferentes sistemas de produção.

A LumenEra participa atualmente da Fase 2 do programa Catalisa ICT, que incentiva a transformação de pesquisas acadêmicas em negócios tecnológicos. A iniciativa tem o objetivo de consolidar o desenvolvimento da solução e validar os protótipos em ambiente real.

“O Catalisa ICT representa uma oportunidade importante para evoluirmos da fase experimental para uma aplicação prática e escalável. Nosso objetivo é oferecer ao mercado pecuário uma solução sustentável e de alto desempenho no combate aos ectoparasitas”, afirmou a pesquisadora.

Com o avanço do projeto, a expectativa é ampliar as ferramentas de manejo no controle de parasitas e reduzir o impacto das infestações na produtividade da pecuária nacional.



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AgriZone abre as portas para o público nesta segunda-feira (10)



A AgriZone, projeto do governo brasileiro liderado pela Embrapa e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), abre suas portas para o público nesta segunda-feira (10), em Belém, a 1,8 quilômetro das áreas oficiais da COP30. A expectativa é que cerca de 2 mil pessoas circulem pelo espaço diariamente.

O espaço, também conhecido como a Casa da Agricultura Sustentável, contará com 378 eventos técnicos, exposições imersivas, painéis interativos e diversas atividades voltadas para a promoção da agricultura sustentável. A cerimônia oficial de abertura está marcada para o dia 11, às 16h, na Arena Agritalks, com a presença de autoridades e especialistas.

Programação diversificada

A programação da AgriZone, que ficará aberta de 10h às 18h, inclui a apresentação do livro “Ciência para o Clima – soluções para a agricultura brasileira”, elaborado com a participação de mais de 40 especialistas. Entre os temas abordados estão agricultura de baixo carbono, bioeconomia e agricultura familiar.

As atividades foram organizadas a partir de uma chamada pública da Embrapa, que recebeu 450 propostas de eventos relacionados à agricultura e segurança alimentar. A diversidade da programação inclui eventos de organizações não governamentais, instituições financeiras e entidades do agronegócio.

Eventos técnicos e parcerias

Do total de sessões, 27% são organizadas por representações do governo federal, destacando a participação de ministros e especialistas. Exemplos incluem o evento “Compras Públicas na Sociobieconomia” no dia 11, coordenado por ministérios, e a sessão sobre bioeconomia no dia 14.

Além disso, a Embrapa e a Nestlé anunciarão a ampliação de parceria, visando reduzir emissões de gases na produção de leite e cacau. O estande do IICA também será palco da assinatura de uma carta de intenções para a instalação de um escritório da Embrapa na Costa Rica.

Com informações de: embrapa.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Bairro vira polo de agricultura urbana na maior metrópole da América Latina


Entre avenidas movimentadas e bairros cheios de vida, há um lado pouco conhecido da capital paulista: o campo que resiste e prospera dentro da cidade. Pequenos e médios produtores mantêm uma agricultura ativa, sustentável e próxima do consumidor, mostrando que o agro também faz parte da vida urbana.

Localizado no extremo sul da capital paulista, o bairro de Parelheiros é um exemplo de produção rural. A região possui aproximadamente 400 produtores, com destaque para culturas de frutas e hortaliças, segundo a Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo. Além disso, o local possui cerca de 20 quilômetros de estradas rurais.

Nascida e criada no bairro, Yumi Murakami é produtora de frutas e dá continuidade ao legado da família, seguindo os passos do pai na agricultura. “A produção familiar dentro da cidade de São Paulo é uma vitória. Nós temos o privilégio de estarmos em plena capital, a apenas 32 km do centro, plantando em nossa terra, temos nossa água limpa, mantendo a mata ao redor intacta”, destaca Yumi. O cultivo, que começou com o plantio de bananas, evoluiu ao longo dos anos e hoje conta com mais de 15 certificações orgânicas, resultado do trabalho sustentável e da dedicação da família à agricultura familiar.

Atuante nas feiras livres orgânicas da capital paulista, Yumi percebe o aumento constante na procura por produtos orgânicos. Segundo ela, os consumidores buscam cada vez mais alimentos voltados à saúde e reconhecem a diferença no sabor e na qualidade das frutas cultivadas de forma natural. Dessa forma, a produtora mantém o compromisso de oferecer alimentos saudáveis, cultivados com respeito ao meio ambiente e à tradição da agricultura familiar.

Produtores agrícolas de Parelheiros
Foto: Divulgação/Governo de SP

A produtora Roseilda Lima Duarte, do Sítio Bebedouro Agricultura Orgânica, cultiva hortaliças e frutas e mantém uma atuação que vai além da comercialização. Ela abastece restaurantes, consumidores locais e ainda destina parte de sua produção a projetos sociais e iniciativas de educação ambiental.

Com o apoio da Cooperativa Agroecológica dos Produtores Rurais e de Água Limpa da Região Sul de São Paulo (Cooperapas), ela consegue escoar os alimentos para restaurantes e institutos voltados à produção orgânica, como o Baru, Feira Livre e Chão. Roseilda também abre as portas do sítio para o turismo pedagógico, recebendo escolas e visitantes interessados em conhecer o cultivo orgânico. Ao final de cada visita, todos levam para casa uma sacola com produtos frescos.

Hortaliças e frutas orgânicas. Parelheiros
Divulgação/Governo de SP

Dessa forma, além de ser uma área rural dentro da zona urbana, a produção em Parelheiros também se destaca pela forma como os produtos chegam ao consumidor. Diferente do caminho que os produtos do interior percorrem, a localização facilita a chegada ao consumidor final, que muitas vezes mora no próprio bairro.

Engenheiro agrônomo e produtor, Luciano Santos realiza o cultivo de plantas ornamentais e cita justamente a diferença do perfil do consumidor da produção urbana. “Nossos principais compradores são varejistas, paisagistas e viveiros da região. Por estarmos na cidade, um dos nossos diferenciais é essa proximidade com o cliente final”, destacou o produtor.

Campo e cidade: mesmo atendimento rural e fiscalização

Assim como na zona rural, a Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) também está presente na extensão rural ao agricultor da área urbana. Segundo Lucas Volpato, especialista agropecuário da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) em São Paulo, o perfil do produtor nas áreas urbanas se assemelha muito ao produtor rural. Apesar disso, ele aponta a vocação para a questão agroecológica, afirmando que os agricultores na cidade possuem uma ação maior neste assunto.

“O produtor urbano tem essa questão mais já enraizada. Não é algo que precisamos explicar para ele. É algo que ele já produz dessa maneira, que ele já pensa assim. É um agricultor já mais focado em mudanças climáticas e questões mais agroecológicas”, explicou.

A fiscalização e os aspectos legais das produções em áreas urbanas são iguais às do campo. O ponto crucial a ser observado é se o plantio está em conformidade com as regulamentações municipais da cidade. “Não há restrições para o plantio em zonas urbanas, exceto para culturas mais restritivas, como a laranja. Em geral, a produção deve apenas respeitar a legislação vigente na cidade de São Paulo”, explica Lucas.

A Defesa Agropecuária também atua na capital e realiza a fiscalização das áreas cultivadas com os mesmos critérios aplicados às regiões rurais. Assim, quando se trata de culturas com legislação específica, como banana ou citros, são aplicados os protocolos correspondentes. Durante as vistorias, são verificadas a presença e o uso correto de agrotóxicos, as condições de armazenamento, o uso de equipamentos de proteção individual, as receitas agronômicas e os comprovantes de devolução das embalagens vazias. Também é avaliado o estado de conservação do solo, conforme procedimentos técnicos definidos para cada situação.

Com o apoio técnico e a presença constante da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a produção agrícola da capital mostra que o agro também é parte essencial da cidade de São Paulo

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.



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Paraná envia insumos hospitalares para reforçar atendimento em áreas atingidas por tornado



O Governo do Estado do Paraná enviou, no sábado (8), um lote de insumos hospitalares para reforçar o atendimento às vítimas do tornado que atingiu a região central, com maior impacto em Rio Bonito do Iguaçu.

A ação foi coordenada pela Casa Militar, com apoio de seis aeronaves do Governo. O transporte incluiu frascos de soro e cerca de 14 mil itens de 17 tipos, entre eles ataduras, seringas, compressas e agulhas. O material foi preparado pelo Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) e pelo Centro de Operações de Medicamentos e Produtos (Comp), em Curitiba.

Logística envolveu aeronaves e apoio local

Duas aeronaves transportaram os insumos até o aeroporto de Guarapuava. De lá, quatro helicópteros levaram o material até Laranjeiras do Sul, município que concentra a maior parte dos atendimentos às vítimas.

A operação foi organizada de forma emergencial para garantir a reposição imediata dos insumos nas unidades de Pronto Atendimento e hospitais da região.

Em Laranjeiras do Sul, o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, acompanhou a chegada dos materiais. “O Paraná se mobilizou rapidamente para garantir que nenhuma unidade ficasse sem condições de atender. É um esforço conjunto que envolve logística, solidariedade e o compromisso de toda a rede de saúde com as famílias atingidas”, afirmou.

Atendimento às vítimas e estrutura hospitalar

Os materiais estão sendo distribuídos para unidades que seguem atendendo vítimas em Rio Bonito do Iguaçu e municípios vizinhos. Além da ação da Sesa, prefeituras da região estão enviando doações de medicamentos e insumos para reforçar a estrutura hospitalar.

Até a manhã de domingo (9), 32 pessoas permaneciam internadas, sendo quatro em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Nenhum caso grave foi registrado. Desde sexta-feira (7), foram realizados 835 atendimentos.

O Corpo de Bombeiros informou que não há mais desaparecidos e que as buscas na área urbana foram encerradas. As equipes concentram agora os esforços na reorganização dos serviços essenciais, como o restabelecimento da água e da energia elétrica, além da distribuição de alimentos e água potável.



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