sexta-feira, maio 15, 2026

Autor: Redação

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Você viu? Produtores mortos tiveram nomes usados em fraude em programa social de leite



A distribuição de leite a pessoas carentes foi alvo de uma organização criminosa em Pernambuco. Após três anos de investigações, a Polícia Federal indiciou 40 suspeitos, entre empresários e servidores públicos. Essa foi uma das reportagens mais lidas do Canal Rural na última semana. Confira a história na íntegra:

De acordo com as investigações, obtidas pelo Jornal do Commércio, a quadrilha criou uma empresa de fachada para firmar contratos fraudulentos e desviar quantias milionárias do programa social Leite de Todos, custeado pelos governos federal e estadual.

O inquérito, conduzido pela Delegacia de Combate à Corrupção e Crimes Financeiros, foi concluído, mostrando que o grupo investigado apresentou recibos de ao menos 33 produtores rurais já mortos para receber dinheiro repassado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco.

O programa Leite de Todos foi criado em dezembro do ano 2000 para aquisição de alimentos de produtores rurais de pequeno porte para serem distribuídos a beneficiários em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Leite sofria adulteração

A investigação também revelou que o esquema da organização criminosa envolvia a adulteração do leite, inserindo na bebida soro de leite e citrato/dióxido de titânio, substâncias que ajudam a diminuir custos, mas podem colcoar em risco a saúde de quem consumia o produto.

A investigação aponta que somente no ano de 2020, o prejuízo foi de, aproximadamente, R$ 8,5 milhões. De acordo com as investigações da Polícia Federal, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco firmou contratos com a Cooperativa dos Pecuaristas e Agricultores de Itaíba (Coopeagri) entre 2014 e 2020, repassando mais de R$ 73 milhões à empresa. Já entre 2021 e 2022, mais de R$ 22 milhões foram pagos.

De acordo com os autos do inquérito, a fiscalização do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), a Coopeagri “não passa de uma placa na fachada de uma loja de miudezas pertencente à filha do presidente da entidade” e que quase a totalidade dos valores recebidos eram repassados ao laticínio Natural da Vaca Alimentos LTDA, em Gravatá, no Agreste do estado, responsável pela execução do serviço contratado.

Produtores rurais falecidos

Para obter êxito na empreitada, a Polícia Federal acusa o grupo de fraudar documentos de produtores rurais como forma de comprovar a obrigatória aquisição do leite in natura por parte deles para que valores em dinheiro fossem repassados pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário.

“Não surpreendentemente, fraudaram o processo de despesa apresentando recibos de produtores de leite falecidos à época do suposto fornecimento”, descreveu a PF. Dos 33 mortos identificados pela instituição, ao menos sete tiveram os nomes usados em recibos desde a contratação inicial, em 2014.

Segundo o Jornal do Comércio, que obteve o inquérito na íntegra, o produtor Francisco Alves de Lira, por exemplo, faleceu em 7 de setembro de 2011. Na prestação de contas da Coopeagri consta um recibo de 1,5 mil litros de leite com data de outubro de 2014.

Já José Ailton da Silva, que morreu em 2 de março de 2011, também teve o nome usado indevidamente. Ele consta como fornecedor de 5,4 mil litros de leite em outubro de 2014.

Durante a investigação, a PF também verificou que empresas investigadas tinham contrato com a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco, na gestão anterior, para fornecimento de leite.

Empresários envolvidos

A investigação concluiu que a organização criminosa era composta de pessoas com funções distintas, como líderes, gerentes, auxiliares, responsáveis pela produção, testas de ferro, falsificadores, laranjas e servidores públicos.

No inquérito, entre os indiciados estão os empresários Paolo Avallone, dono da Natural da Vaca Alimentos LTDA, e Francisco Garcia Filho, com vínculo com a Planus Administração e Participações, apontados como os líderes do esquema, e Severino Pereira da Silva, presidente da Coopeagri.

Além disso, ex-funcionários da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário, a exemplo de gerentes jurídicos e de licitações e uma coordenadora de articulação, estão entre os indiciados.

Segundo o Jornal do Comércio, o inquérito revelou que membros do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) teriam participado da emissão de documentações fraudulentas para garantir o repasse de dinheiro.

A Polícia Federal indicia os investigados aos crimes de desvio de verba pública, estelionato, corrupção, obstrução à justiça, falsidade ideológica, crimes contra a saúde pública e lavagem de dinheiro.

Ao longo da investigação, ao menos duas operações foram deflagradas, com cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em novembro de 2022 e junho de 2023. Na última, a Justiça determinou o encerramento de todos os contratos das empresas investigadas com o governo estadual.



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Veja os principais produtos afetados pelas tarifas de Trump em cada país



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou cartas a 24 países e à União Europeia (UE) ameaçando impor tarifas mais altas caso não fechem acordos comerciais até 1º de agosto.

As taxas variam em relação às anunciadas em abril, quando Trump apresentou um plano de tarifas “recíprocas”. Desde então, a maioria dos países já enfrenta tarifa mínima de 10% sobre importações, além de outras medidas setoriais. Veja a situação atual de cada país:

Brasil

Para o Brasil, a tarifa anunciada foi de 50%, o que afetaria as importações dos EUA de petróleo, produtos de ferro, café e suco de fruta. O Brasil não foi ameaçado com a taxa “recíproca” elevada em abril – mas, como outros países, enfrentou a tarifa base de 10% nos últimos três meses.

Em resposta, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que poderia acionar a lei de reciprocidade econômica do país – que permite suspender acordos comerciais. Ele também ressaltou que os EUA tiveram superávit comercial de mais de US$ 410 bilhões com o Brasil nos últimos 15 anos.

Myanmar

Para o país asiático, Trump anunciou a tarifa de 40%, redução de 44% ante o anunciado em abril. As principais exportações de Myanmar para os EUA incluem roupas, artigos de couro e frutos do mar. O Major-General Zaw Min Tun, porta-voz do governo militar, disse que buscará negociações.

Laos

A imposição de uma tarifa de 40% sobre Laos, abaixo dos 48% de abril, deve afetar as exportações de sapatos, móveis de madeira, componentes eletrônicos e fibra óptica.

Camboja

As principais exportações do Camboja para os EUA incluem produtos têxteis, roupas, calçados e bicicletas. Nesta semana, Trump disse que a tarifa sobre importações do país seria de 36%.

O principal negociador do Camboja, Sun Chanthol, disse que o país conseguiu reduzir a tarifa de 49% para 36% e está pronto para uma nova rodada de negociações.

Ele pediu aos investidores, especialmente donos de fábricas, e aos quase 1 milhão de trabalhadores do setor têxtil que não entrem em pânico com a tarifa anunciada na segunda-feira.

Tailândia

Trump reiterou a tarifa anunciada em abril para a Tailândia, de 36%. A medida afetaria a importação dos EUA de peças de computador, produtos de borracha e pedras preciosas. O vice-primeiro-ministro, Pichai Chunhavajira afirmou que o país continuará pressionando por negociações tarifárias com os EUA.

No domingo, a Tailândia submeteu uma nova proposta que inclui abrir seu mercado para mais produtos agrícolas e industriais norte-americanos, além de aumentar a importação de energia e aeronaves.

Bangladesh

A tarifa para Bangladesh a partir de agosto deve ser de 35%, segundo Trump, abaixo dos 37% de abril. Produtos de vestuário devem ser os mais atingidos.

Em resposta, o conselheiro Salehuddin Ahmed disse que Bangladesh espera negociar um resultado melhor. Há preocupações de que tarifas adicionais tornem as exportações de roupas do país menos competitivas em relação a países como Vietnã e Índia.

Canadá

Para os canadenses, a tarifa anunciada foi de 35%, aumento ante os 25% impostos anteriormente para bens que não cumprem o acordo comercial norte-americano envolvendo EUA, Canadá e México.

A tarifa deve afetar produtos como petróleo e derivados, carros e caminhões. O primeiro-ministro Mark Carney publicou no X que o governo continuará trabalhando para um acordo comercial até o prazo de 1º de agosto.

Sérvia

Trump anunciou tarifa de 35% para a Sérvia, abaixo dos 37% de abril. O país exporta aos EUA principalmente software e serviços de TI e pneus.

Indonésia

A tarifa para a Indonésia foi mantida no mesmo patamar de abril, em 32%. O país exporta aos EUA produtos como óleo de palma, manteiga de cacau e semicondutores.

Argélia

A tarifa de 30% anunciada para a Argélia deve afetar as importações americanas de petróleo, cimento e produtos de ferro.

Bósnia e Herzegovina

O país terá tarifa de 30%, valor abaixo dos 35% anteriormente anunciados. As exportações incluem armas e munições.

União Europeia

A tarifa subirá para 30%, acima dos 20% anunciados em abril, mas abaixo dos 50% que Trump chegou a ameaçar. As exportações mais afetadas incluem medicamentos, automóveis, aeronaves, produtos químicos, instrumentos médicos e bebidas alcoólicas.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que as tarifas prejudicam cadeias essenciais e que a UE está disposta a negociar, mas também pronta para aplicar contramedidas, se necessário.

Iraque

Para o Iraque, a tarifa será de 30%, menor que os 39% de abril. As exportações principais são petróleo e produtos derivados. A Comissão Europeia se manifestou criticando o impacto das tarifas nas cadeias de suprimento, afetando empresas e consumidores dos dois lados do Atlântico.

Líbia

A Líbia terá tarifa de 30%, ligeiramente abaixo dos 31% anunciados em abril. Os principais produtos exportados para os EUA são derivados de petróleo.

México

Para o país vizinho, a tarifa subirá para 30%, após ter sido fixada em 25% no início do ano para bens que não se enquadram no acordo de livre comércio da América do Norte. Os produtos mais exportados para os EUA são veículos, peças automotivas, petróleo, caminhões, computadores e produtos agrícolas.

África do Sul

A tarifa será de 30%, valor mantido desde abril. As principais exportações incluem platina, diamantes, veículos e autopeças.

A presidência sul-africana afirmou que as tarifas distorcem a realidade do comércio bilateral e que continuará empenhada em um relacionamento comercial mais equilibrado com os EUA. Uma proposta de estrutura comercial foi enviada em 20 de maio.

Sri Lanka

A tarifa será de 30%, abaixo dos 44% anunciados em abril. As exportações principais incluem vestuário e produtos de borracha.

Brunei

A tarifa subirá para 25%, um ponto porcentual acima da taxa anunciada anteriormente. Os principais produtos exportados são combustíveis minerais e equipamentos de maquinário.

Moldávia

A tarifa será de 25% para a Moldávia, abaixo dos 31% anunciados em abril. O país exporta para os EUA suco de frutas, vinhos, roupas e produtos plásticos.

Japão

O país terá tarifa de 25%, uma leve alta em relação aos 24% de abril. As exportações incluem automóveis, peças automotivas e eletrônicos. O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, classificou a medida como “extremamente lamentável”, mas reiterou o compromisso com as negociações.

Casaquistão

A tarifa será de 25%, abaixo dos 27% iniciais. As exportações incluem petróleo, urânio, ferroligas e prata.

Malásia

A tarifa será para 25%, ante os 24% de abril. Os principais produtos exportados para os EUA são eletrônicos e equipamentos elétricos. O governo malaio informou que buscará negociações com os EUA e agendou reunião ministerial para quarta-feira.

Coreia do Sul

A tarifa permanece em 25%. Entre os principais produtos exportados estão veículos, máquinas e eletrônicos. O Ministério do Comércio afirmou que o país acelerará negociações para alcançar um acordo antes que a tarifa entre em vigor.

Tunísia

A tarifa será de 25%, abaixo dos 28% anteriormente anunciados. A Tunísia exporta gorduras animais e vegetais, roupas, frutas e nozes para os EUA.

Filipinas

A tarifa será de 20% a partir de 1º de agosto, uma leve alta frente aos 17% anteriores. As principais exportações filipinas incluem eletrônicos, maquinário, roupas e ouro.



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Geada queimou o milho? Saiba como transformá-lo em silagem de qualidade


As geadas que atingiram diferentes regiões do Brasil nos últimos dias prejudicaram muitas lavouras de milho safrinha. Para os pecuaristas, o cenário é preocupante — mas nem tudo está perdido. Quer transformar um problema em solução e garantir o cocho do seu rebanho? Assista ao vídeo abaixo e veja as orientações!

Mesmo com a lavoura danificada, é possível transformar o milho queimado em silagem de qualidade, garantindo alimentação para o rebanho e evitando desperdícios.

No programa Giro do Boi, o zootecnista Edson Poppi, especialista em silagem há mais de 40 anos, explicou como aproveitar o milho atingido pelo frio extremo.

Ele destacou que, com planejamento e técnicas adequadas, a silagem pode manter o valor nutricional necessário para atravessar o período seco.

Silagem de milho geado: o que avaliar no campo

Compactação de silagem de milho. Foto: ReproduçãoCompactação de silagem de milho. Foto: Reprodução
Compactação de silagem de milho. Foto: Reprodução

O primeiro passo é identificar em qual estágio de desenvolvimento a planta foi afetada pela geada. Esse detalhe é essencial para definir o momento certo da ensilagem.

  • Milho muito novo (estágio de boneca): se o milho ainda estiver em fase inicial, com espigas pequenas, o ideal é aguardar entre 8 a 10 dias e monitorar a matéria seca da planta. A silagem só deve ser feita quando esse índice atingir cerca de 25%, ponto que garante boa fermentação.
  • Milho mais maduro (ponto de pamonha em diante): nesse caso, a ensilagem pode ser realizada imediatamente após a geada, desde que o manejo de corte, picagem e armazenamento seja adequado.

Segundo Poppi, o tamanho da partícula também influencia na qualidade final. Em lavouras com alta umidade, o ideal é picar o material em partículas de 2 cm ou mais, o que facilita a compactação e o processo fermentativo no silo.

Inoculante: o segredo para a silagem não perder qualidade

Lavoura de milho. Foto: CanvaLavoura de milho. Foto: Canva
Lavoura de milho. Foto: Canva

Outro ponto essencial é o uso de inoculantes bacterianos, especialmente em situações de estresse da planta, como após geadas. Edson Poppi foi enfático: “O inoculante não é opcional, é obrigatório”.

Esses aditivos contêm bactérias benéficas que promovem a fermentação eficiente, reduzem o pH do material rapidamente e impedem a proliferação de fungos e leveduras. Isso resulta em uma silagem mais estável e com maior valor nutricional.

Ou seja, ao usar o inoculante corretamente, mesmo o milho comprometido pelo frio pode resultar em um alimento de alta qualidade para o rebanho, garantindo bom desempenho animal.

Vantagens de ensilar milho geado

Transformar milho queimado pela geada em silagem é uma decisão estratégica, que proporciona:

  • Redução de perdas na lavoura
  • Aproveitamento de matéria-prima já disponível
  • Segurança alimentar para o rebanho na seca
  • Menor custo em comparação à compra de volumosos prontos
  • Estabilidade no planejamento nutricional da fazenda

Além disso, essa prática demonstra resiliência e inteligência de manejo, características cada vez mais valorizadas na pecuária moderna.

Não jogue milho fora: transforme desafio em oportunidade

Mesmo diante das perdas provocadas pela geada, a lavoura pode continuar rendendo bons frutos, desde que o produtor atue com informação, técnica e agilidade.

A experiência de especialistas como Edson Poppi reforça que a silagem é mais do que uma alternativa emergencial: é uma ferramenta de gestão eficiente para enfrentar períodos adversos com menos impacto na produção e no bolso.

Com atenção ao estágio da planta, uso correto de inoculantes e manejo adequado, o milho queimado pela geada pode virar silagem de excelência, assegurando produtividade e rentabilidade mesmo em tempos difíceis.



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Curso gratuito ensina a controlar fluxo de caixa e organizar finanças


Empreendedores e produtores rurais de Roraima (RR) que desejam melhorar a gestão financeira de seus negócios já podem acessar gratuitamente o curso online “Como controlar o fluxo de caixa”.

Com duração de duas horas e formato autoinstrucional, a capacitação está disponível para início imediato, sem necessidade de inscrição prévia em turmas.

Voltado a pequenos negócios, incluindo produtores rurais, o conteúdo ensina como monitorar com clareza as entradas e saídas de dinheiro da empresa, utilizando planilhas e ferramentas acessíveis. 

Ao final, o participante terá todas as respostas sobre o quanto de dinheiro circula na empresa, para onde ele vai e quais são os gastos e receitas mais relevantes para o negócio.

Com isso, o objetivo é ajudar o empreendedor a tomar decisões mais estratégicas e garantir a saúde financeira do negócio.

Adlany Oliveira, analista técnica do Sebrae/RR, enfatiza a relevância do fluxo de caixa para a tomada de decisões.

“No curso, você vai aprender a importância e o passo a passo para realizar o fluxo de caixa, com dicas e ferramentas disponibilizadas, inclusive planilhas no próprio portal do Sebrae.”

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp
Uma mulher sorrindo. Ela usa um casaco verde e uma blusa branca. Além de estar com os seus óculos e o crachá da empresa Sebrae. Ao fundo, há uma bancada com cadernos e papéis
Adlany Oliveira, analista técnica do Sebrae/RR. Foto: Divulgação | ASN RR

O curso apresenta orientações simples e diretas, com exemplos de uso prático e acesso a planilhas para quem ainda não utiliza sistemas automatizados. Também mostra como gerar relatórios eficientes, úteis em situações como pedidos de crédito junto a instituições financeiras.

“Você só conhece o verdadeiro potencial da sua empresa se dominar a parte financeira. O fluxo de caixa é crucial para saber o que entrou, o que saiu e qual é seu faturamento em diferentes períodos”, explica a analista técnica do Sebrae/RR.

Além disso, a capacitação é indicada para qualquer empreendedor que deseje melhorar sua organização financeira, buscar crescimento sustentável e tomar decisões mais seguras com base em dados reais.

Para acessar o curso, ‘Como controlar o fluxo de caixa’ basta clicar aqui.

No entanto, há outros cursos gratuitos e online disponíveis no site do Sebrae/RR como:

  • Tendências: o futuro do seu negócio;
  • A gestão da propriedade rural por um novo ponto de vista;
  • Associativismo e cooperativismo: a união faz a força;
  • Formalização da propriedade rural: por onde começar?

Porteira Aberta Empreender

Quer ficar por dentro de cursos e histórias inspiradoras do campo? Então acesse o site, tire dúvidas pelo WhatsApp e acompanhe o programa Porteira Aberta Empreender, todas as quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural.

Arte com os horários do programa Porteira Aberta Empreender
Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. Foto: Arte Divulgação | Canal Rural



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AgroNewsPolítica & Agro

Setores do Paraná temem prejuízo com tarifa dos EUA


A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) emitiu nota técnica nesta semana manifestando preocupação com a tarifa de 50% que será aplicada pelos Estados Unidos a todos os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto de 2025. A entidade afirma que a medida representa “um cenário de profunda preocupação para a economia do Paraná”.

De acordo com a FAEP, os Estados Unidos consolidaram-se como o segundo principal parceiro comercial do estado, com exportações que somaram US$ 1,587 bilhão em 2024. “Essa medida unilateral ameaça uma relação comercial historicamente importante para o Estado, principalmente no que se refere ao setor do agronegócio”, destacou a entidade.

Entre os setores mais expostos ao impacto da tarifa estão produtos florestais, café, couros, pescados e alimentos processados. A FAEP aponta que o aumento no custo de exportação pode inviabilizar economicamente a operação de muitos desses segmentos. “A análise técnica indica a inviabilidade comercial para muitos desses produtos, o que pode levar a aumento nos custos de produção, desemprego e queda nos preços internos”, afirma o documento.

No primeiro bimestre de 2025, os Estados Unidos figuraram como o terceiro maior destino das exportações paranaenses, com US$ 214,05 milhões. Apenas em janeiro, as vendas ao país somaram US$ 94,37 milhões. Para a FAEP, essa regularidade confirma que os EUA não são apenas um mercado eventual, mas um elemento estrutural na pauta exportadora do Paraná.

A nota também chama atenção para os efeitos diretos sobre produtos com margens de lucro reduzidas, como o setor de couros, que já enfrentou queda de receita em 2024. “A elevação dos custos de exportação em 50% significa que os produtos paranaenses se tornariam mais caros para os importadores americanos, resultando em uma perda direta de mercado, e não apenas em uma contração temporária”, ressalta a entidade.

Diante do cenário, a FAEP defende uma atuação diplomática coordenada para tentar reverter ou mitigar os efeitos da medida. “Reiteramos o compromisso com um sistema de comércio multilateral justo, não discriminatório, aberto, equitativo e transparente”, conclui o posicionamento.





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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de trigo no Brasil deve ser a menor desde 2020



Mercado interno poderá continuar dependente do trigo importado




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Mesmo com estabilidade nas cotações, o mercado nacional de trigo está em alerta. A CEEMA estima que o Brasil deverá colher apenas 6,9 milhões de toneladas em 2025, uma queda de 10,5% em relação às previsões anteriores. Caso se confirme, será a menor safra desde 2020, quando o país produziu 6,2 milhões de toneladas.

A redução se deve à menor área semeada e aos impactos das geadas, especialmente no Paraná. O estado já concluiu a semeadura, enquanto o Rio Grande do Sul tem entre 70% e 80% da área plantada. Os preços, por sua vez, seguem firmes: R$ 70,00/saca no RS e R$ 78,00/saca no PR, com demanda sustentada por um volume crescente de importações.

Somente em junho, o Brasil importou 487.040 toneladas de trigo, sendo 94,1% da Argentina e 5,9% do Paraguai. No acumulado do semestre, foram 3,58 milhões de toneladas, um crescimento de 6,3% sobre 2024.

A CEEMA alerta que o mercado interno poderá continuar dependente do trigo importado, diante da quebra na produção nacional e da manutenção dos preços internacionais relativamente competitivos.





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Trump e clima pressionam o milho em Chicago



Cotações do milho recuam em Chicago diante de incertezas comerciais




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A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) informou, em análise referente ao período de 4 a 10 de julho, publicada nesta quinta-feira (12), que as cotações do milho recuaram de forma significativa na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento mais próximo fechou o dia 10 cotado a US$ 4,07 por bushel, contra US$ 4,31 na semana anterior.

Segundo o Ceema, o movimento de queda foi influenciado pela retomada das ameaças tarifárias do ex-presidente Donald Trump, com o fim da trégua de 90 dias se aproximando. A expectativa em torno do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para o dia 11, e as condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da safra norte-americana também contribuíram para o viés de baixa no mercado.

No campo, as lavouras de milho nos Estados Unidos apresentavam, em 6 de julho, 74% de área em condições consideradas boas a excelentes, ante 68% no mesmo período do ano passado. Outras 21% estavam em situação regular e apenas 5% entre ruins e muito ruins, conforme dados oficiais.

Quanto às exportações, os embarques de milho norte-americano totalizaram 1,5 milhão de toneladas na semana encerrada em 3 de julho. O volume ficou dentro das expectativas do mercado. Com esse resultado, os Estados Unidos alcançaram 56,4 milhões de toneladas exportadas no atual ano comercial, um aumento de 30% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.





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AgroNewsPolítica & Agro

Associação afirma que tarifa de 50% compromete competitividade do arroz beneficiado e pede ação diplomática imediata do governo brasileiro



Atualmente os EUA absorvem 19% do valor exportado de arroz branco do Brasil




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A Associação Brasileira da Indústria do arroz (Abiarroz) emitiu nota oficial manifestando “profunda preocupação” com a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras, incluindo o arroz beneficiado. A entidade alerta que a medida compromete diretamente a sustentabilidade da cadeia orizícola nacional, responsável por milhares de empregos e por parte importante da geração de renda no país.

Segundo a Abiarroz, os Estados Unidos atualmente absorvem 13% do valor exportado de arroz branco do Brasil — um produto de maior qualidade e alto valor agregado. “Essa decisão elimina, na prática, a competitividade do nosso arroz no mercado americano”, destaca o comunicado. A entidade estima que as perdas para a indústria arrozeira brasileira podem chegar a US$ 25 milhões por ano, caso a tarifa seja mantida.

A associação também chama a atenção para a desigualdade histórica na relação comercial entre os dois países. Enquanto os Estados Unidos possuem facilidade para substituir o arroz importado, o Brasil depende desse mercado para escoar volumes significativos de sua produção beneficiada, que é resultado de décadas de investimento e promoção internacional.

Diante do cenário, a Abiarroz defende uma postura imediata de diplomacia e negociação por parte do governo brasileiro. A entidade pede que o Itamaraty adote medidas “diligentes e altivas, mas também cautelosas”, visando preservar o acesso do arroz brasileiro a mercados estratégicos.

A nota ressalta que a Abiarroz continuará atuando para defender os princípios do livre comércio, da competitividade e da sustentabilidade do setor orizícola nacional, reforçando a necessidade de reação coordenada diante da ameaça imposta pela nova taxação norte-americana.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Dólar sobe na contramão do exterior com decisão do governo de defender alta…


Logotipo Reuters

Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) -O dólar à vista subia ante o real nesta terça-feira, na contramão do exterior e um dia depois de fechar o semestre no menor valor do ano, conforme os investidores avaliavam o embate político e jurídico do governo com o Congresso em torno da cobrança do IOF, com as negociações comerciais dos Estados Unidos também em foco.

Às 11h15, o dólar à vista subia 0,36%, a R$5,4545 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,23%, a R$5,486 na venda.

Na segunda-feira, o dólar à vista fechou em baixa de 0,88%, a R$5,4350, no menor valor de fechamento desde 19 de setembro do ano passado.

Os movimentos do real nesta sessão tinham como pano de fundo o anúncio da Advocacia-Geral da União (AGU) de que irá ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para defender o decreto do governo que elevou alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e foi derrubado pelo Congresso na semana passada.

“A avaliação técnica dos nossos advogados, e que foi submetida ao senhor presidente da República, foi que a medida adotada pelo Congresso Nacional acabou por violar o princípio da separação de Poderes”, disse o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Segundo analistas, a reação negativa do mercado nacional se dá tanto pelo conteúdo do decreto do IOF, que já vinha gerando insatisfação entre os investidores, quanto pela perspectiva de embate institucional entre Executivo e Legislativo, o que gera incerteza para o cenário político do país.

“O que atrapalha o desempenho do real é o próprio Brasil. O contexto político e fiscal de Brasília continua trazendo dor de cabeça”, disse Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

“Isso traz volatilidade para os ativos brasileiros, traz volatilidade para o câmbio”, completou.

No exterior, o cenário era de fraqueza para o dólar, conforme os mercados navegam pelas incertezas geradas com a aproximação do prazo de 9 de julho para que parceiros dos EUA fechem acordos a fim de evitar tarifas mais altas.

Os receios quanto às disputas comerciais têm provocado nos últimos meses um movimento de fuga dos ativos dos EUA, incluindo o dólar, levando a divisa a recuar tanto frente a pares fortes, como o euro e o iene, e emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano.

A percepção de analistas é de que, apesar das ameaças tarifárias partirem do presidente dos EUA, Donald Trump, a maior economia do mundo é que será mais prejudicada pelas altas taxas de importação sobre produtos de diversos países.

Em outro fator de pressão para o dólar, os investidores também têm fomentado suas apostas em cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve neste ano, na esteira de dados de inflação moderados e números fracos para a atividade econômica, como a contração de 0,5% no PIB dos EUA para o primeiro trimestre.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,14%, a 96,626.

Ao longo da semana, o foco dos mercados estará em torno de dados econômicos, com destaque para o relatório de emprego de junho dos EUA na quinta-feira, que pode fornecer novos sinais sobre a trajetória da taxa de juros do Fed.

(Edição de Isabel Versiani e Camila Moreira)





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AgroNewsPolítica & Agro

Oferta limitada e sazonalidade afetam preços das frutas no Paraná


Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (10) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a oferta de frutas oriundas de pomares nativos no Paraná permanece restrita. A situação decorre da dependência do estado em relação ao fornecimento de outras regiões do país, o que torna os preços vulneráveis a variações sazonais, condições climáticas, ocorrência de pragas e doenças, além dos custos de transporte.

De acordo com o Deral, a análise considerou os preços nominais das 12 frutas mais comercializadas na unidade de Curitiba da Ceasa/PR, comparando os dados das últimas 52 semanas com o mesmo período do ano anterior. O levantamento apontou que os preços de quatro frutas apresentaram alta, sete registraram queda e uma manteve estabilidade.

“Observamos elevação nos preços do limão tahiti, mamão formosa, morango e abacate. Por outro lado, melão, manga Tommy Atkins, banana caturra, melancia, maçã gala, abacaxi e uva Niágara apresentaram retração. A laranja pera manteve preços estáveis”, informou a análise.

O limão tahiti, por exemplo, teve aumento de 40%, oscilando entre R$ 50 e R$ 70 por caixa de 23 kg, chegando a R$ 150,00 entre setembro e outubro de 2024. O mamão formosa passou de R$ 60 para R$ 70 na caixa de 15 kg, com pico de R$ 100 em março deste ano. Já o morango, comercializado em bandeja com quatro cumbucas, passou de R$ 30 para R$ 35, embora tenha registrado valor de R$ 45 no meio de junho.

Entre os produtos com retração de preços, o melão tipo 6/8 caiu de R$ 85 para R$ 50, uma redução de 41,2%. A manga Tommy recuou de R$ 160 para R$ 120 por caixa de 20 kg, e a banana caturra desvalorizou-se de R$ 45 para R$ 35 por caixa de 20 kg. A melancia também apresentou queda de 42,9%, passando de R$ 2,20 para R$ 1,80 o quilo.

A participação do Paraná no fornecimento das frutas na Ceasa de Curitiba varia conforme o produto. O estado tem presença majoritária no fornecimento de morango (71%) e abacate (60%), mas representa apenas 0,3% no caso do mamão. Essa diferença regional contribui para a oscilação dos preços e reforça a dependência da produção interestadual.





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