quinta-feira, maio 14, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi gordo inicia semana em baixa


A cotação do boi gordo em São Paulo apresentou queda nesta segunda-feira (14), refletindo a retração das indústrias frigoríficas, que se mantiveram em sua maioria fora das compras. A informação consta na análise “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria.

Segundo o relatório, a decisão de reduzir ou suspender as negociações no início da semana está relacionada à cautela diante das incertezas geradas pelo anúncio de tarifas comerciais por parte dos Estados Unidos. “Os frigoríficos ativos reduziram os valores de oferta, enquanto os que estavam fora do mercado especularam preços inferiores aos praticados na semana anterior”, informou a consultoria.

Como consequência, a arroba do boi gordo caiu R$ 3,00, enquanto a do “boi China” teve retração de R$ 4,00. As cotações da vaca e da novilha permaneceram estáveis. As escalas de abate, por sua vez, estão em média programadas para 10 dias.

No Oeste do Maranhão, o mercado iniciou a semana em estabilidade, após três dias consecutivos de queda na semana anterior. As cotações de todas as categorias permaneceram inalteradas.

No mercado atacadista com osso, apesar do aumento nas vendas impulsionado pelo pagamento dos salários, os estoques ainda elevados limitaram a reação dos preços. A carcaça casada do boi capão recuou 1,9% (R$ 0,40/kg), e a do boi inteiro caiu 1,0% (R$ 0,20/kg). As carcaças da vaca e da novilha também tiveram queda, de 1,3% (R$ 0,25/kg) e 1,0% (R$ 0,20/kg), respectivamente.

Entre as carnes alternativas, o frango médio teve leve recuo de 0,1% (R$ 0,01/kg), enquanto a carcaça de suíno especial apresentou queda mais acentuada, de 3,9% (R$ 0,50/kg).





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Consumo global de carne deve aumentar 47,9 milhões de toneladas no próximos 10 anos



O consumo mundial de carnes deverá aumentar em 47,9 milhões de toneladas nos próximos dez anos, segundo projeções da publicação “Perspectivas Agrícolas da OCDE-FAO 2025-2034”. Em média, o consumo per capita anual deve crescer 0,9 kg por pessoa por ano, considerando peso de varejo comestível. No entanto, em países de alta renda, o consumo tende a estagnar, refletindo preocupações crescentes com bem-estar animal, meio ambiente e
saúde.

Apesar disso, melhorias na eficiência genética e nos rendimentos de abate devem compensar
parte do impacto ambiental da produção. O aumento do peso dos animais no momento do abate responderá por 8% do crescimento da produção de carne bovina, 27% na suína e 19% na de frango.

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Com esses ganhos de produtividade e a participação crescente da carne de frango na produção total, as emissões de gases de efeito estufa devem subir 6%, bem abaixo dos 13% de aumento previsto na produção de carne até 2034.
Outro fator relevante apontado pela OCDE é a redução do protagonismo da China no mercado global. A participação chinesa nas importações mundiais de carne deve cair de 20% para 16% até

Com menor dependência de carne suína importada, houve uma retração na produção nos
principais países exportadores. A mesma tendência de queda se observa nas compras chinesas de carne de frango. No total, as importações globais de carne crescerão apenas 10% na próxima década, frente aos 37% observados na década anterior. Um ritmo mais lento, com risco de retração caso haja medidas protecionistas por parte dos países.

No que diz respeito aos preços, os valores reais da carne devem retornar à sua tendência
histórica de longo prazo. No curto prazo, os preços nominais da carne de ruminantes, especialmente bovina, devem subir, em função da recomposição de estoques e da limitação de oferta.

Já os preços das carnes de não ruminantes (como suína e de frango) tendem a recuar, com expansão moderada da produção e menor demanda da China. A OCDE explica que, embora os custos reais da alimentação animal devam cair, os demais custos operacionais continuarão elevados, o que limita o crescimento da oferta. A médio prazo, espera-se queda nos preços reais da carne, impulsionada por menor demanda, redução no custo de insumos e ganhos contínuos de produtividade.

Por fim, a publicação ressalta que a ameaça constante de doenças animais segue como um dos maiores desafios para o setor. Casos recentes de enfermidades como a influenza aviária de alta patogenicidade, peste suína africana, febre aftosa e mosca-da-bicheira reforçam a importância de uma colaboração internacional em biossegurança para garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva.



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Setor do algodão cresce e ajuda a equilibrar oferta


A cadeia do algodão registra avanços relevantes para a temporada 2025/26. A produção global foi revisada para cima, alcançando 25,8 milhões de toneladas. O estoque final também subiu, de 16,7 para 16,8 milhões de toneladas, o que garante maior estabilidade ao setor.

Segundo informações da consultoria Itaú BBA, o Brasil tem protagonismo nesse avanço, com produção estimada em 4 milhões de toneladas, um crescimento de 7,4% em relação ao ciclo anterior. O aumento é reflexo da expansão da área plantada, que chegou a 2,1 milhões de hectares.

O consumo doméstico brasileiro deve atingir 800 mil toneladas, enquanto as exportações devem alcançar 3,1 milhões de toneladas, reforçando a posição do país como segundo maior exportador mundial. Esse desempenho é favorecido pela qualidade da fibra brasileira e pela valorização no mercado internacional.

Nos Estados Unidos, principal concorrente do Brasil, a produção também foi revisada para cima, de 3 para 3,2 milhões de toneladas. Já na China, principal destino da fibra, as importações foram reduzidas de 1,4 para 1,3 milhão de toneladas, sinalizando ajuste na demanda.

A relação entre estoque e consumo global segue estável, em torno de 65%, o que indica equilíbrio entre oferta e demanda no curto prazo. Esse fator deve evitar grandes oscilações de preço, apesar da volatilidade sazonal do mercado.

Com cenário de alta produtividade e forte presença no mercado externo, o Brasil consolida seu papel estratégico na oferta mundial de algodão. O desempenho da próxima safra será decisivo para manter o ritmo positivo e atender à demanda crescente por fibras naturais.





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incêndio em silo acende alerta sobre segurança



Um incêndio de grande proporção atingiu, na última sexta-feira (11), um dos silos de armazenamento de soja de uma empresa localizada às margens da BR-116, a cerca de cinco quilômetros do centro de Arroio Grande, no sul do Rio Grande do Sul. No sábado (12), o fogo ainda consumia a estrutura, que ameaçava desabar a qualquer momento. Apesar da gravidade, não houve registro de feridos. A área foi isolada por segurança e considerada de alto risco pelas equipes do Corpo de Bombeiros.

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O combate às chamas só teve avanços após os bombeiros conseguirem redirecionar as mangueiras para um segundo silo da empresa, o que possibilitou o acesso direto ao foco do incêndio. Ainda assim, a operação completa exigiu a retirada de toda a soja armazenada, o que tornou o trabalho mais lento e delicado, podendo levar dias.

Riscos em silos de soja e armazéns

O caso acende um alerta importante sobre os riscos silenciosos que envolvem estruturas de armazenamento de grãos, como silos e armazéns. Segundo Raphael Diniz, coordenador global de produtos para atmosferas explosivas na Schmersal Brasil, o maior perigo está no acúmulo de poeira, um componente altamente inflamável e muitas vezes ignorado. Ele explica que uma explosão de poeira ocorre quando cinco elementos estão presentes: combustível (no caso, a poeira), oxigênio, fonte de ignição, poeira em suspensão (em forma de nuvem) e ambiente confinado.

Se essa poeira estiver apenas depositada em camadas, o resultado tende a ser um princípio de incêndio. Mas, quando está suspensa no ar em espaços fechados, o risco é de explosão. E não para por aí. A primeira explosão provoca um deslocamento de ar que levanta mais poeira, gerando explosões secundárias. Assim, um foco pequeno pode se transformar numa tragédia capaz de destruir toda uma estrutura industrial.

De acordo com Diniz, os sinais de risco geralmente passam despercebidos: acúmulo visível de poeira, dificuldade de enxergar dentro do silo e ausência de ventilação adequada. Instalações elétricas e mecânicas também precisam de atenção, já que muitas explosões têm origem em centelhas geradas por falhas nesses sistemas.

Ele também ressalta que silos, por definição, são espaços confinados e, por isso, já oferecem alto risco. A eles se somam fatores como soterramento por grãos, trabalho em altura e as já citadas poeiras combustíveis. É um cenário ideal para diversos tipos de acidente, desde incêndios até explosões múltiplas.

Fatores como ventilação, controle de temperatura e limpeza fazem toda a diferença na prevenção. A ventilação evita o acúmulo de poeiras, a limpeza impede que elas fiquem depositadas em camadas e o controle de temperatura reduz as chances de ignição por superaquecimento de rolamentos ou outros componentes. A instalação elétrica precisa ser específica para áreas classificadas, obedecendo normas de segurança mais rígidas, com sistemas de aterramento eficazes.

Senar na linha de frente da proteção

Mas e a prevenção? Para Alex Sandro da Silva, supervisor de Segurança do Trabalho do Senar/MT, é aí que entra o papel fundamental da capacitação. O Senar, referência em formação para o campo, atua diretamente na orientação de produtores e trabalhadores sobre a correta utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a importância da segurança operacional.

”Os EPIs variam de acordo com o nível de risco. Para atividades gerais em silos, são indicados capacete com jugular, óculos de proteção, protetores auriculares, luvas, botas com solado antiderrapante e respiradores PFF2 ou PFF3”, comenta o especialista. Em ambientes de maior risco, como entradas em espaços confinados, é obrigatório o uso de cintos tipo paraquedista com talabarte, dispositivos de ancoragem, detectores de gases e até respiradores autônomos.

Mesmo com todos os equipamentos disponíveis, o desafio maior continua sendo a resistência dos próprios trabalhadores. Muitos alegam desconforto térmico, acreditam que “nada vai acontecer” ou dizem que o EPI atrapalha o serviço. Para enfrentar esse comportamento, o Senar aposta em treinamentos práticos e contextualizados. Mostra vídeos reais de acidentes, promove simulações, apresenta relatos de trabalhadores vítimas de negligência e até envolve as famílias, criando uma rede de apoio para reforçar o comportamento seguro.

Além dos EPIs, há uma série de medidas estruturais que devem ser adotadas. Entre elas, o Sistema de Permissão de Entrada (PT), que formaliza o trabalho em espaço confinado, desde a análise de gases até o plano de resgate. Equipamentos de resgate como tripés com guincho, iluminação anti-explosão, sistemas de ancoragem e linhas de vida, bem como sinalizações obrigatórias, também são fundamentais para garantir a segurança.

”A escolha correta dos EPIs deve levar em consideração a FISPQ (Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico), que orienta sobre o risco do produto armazenado e o tipo de proteção adequada. Todos os equipamentos devem ser certificados pelo Inmetro e utilizados conforme exigido pelas normas NR-31.13 (espaço confinado) e NR-20 (inflamáveis e combustíveis)”, diz Alexandre. Além disso, a capacitação dos trabalhadores precisa ser contínua, indo além do treinamento inicial ou admissional.

Entre os riscos mais comuns enfrentados por trabalhadores em silos, destacam-se o engolfamento (ou soterramento por grãos), atmosferas tóxicas ou com falta de oxigênio, explosões de poeira e quedas de grandes alturas. Cada um deles exige EPIs específicos e, principalmente, uma cultura organizacional que priorize a vida e a prevenção.

Os EPIs salvam, mas sozinhos não bastam. É preciso investir também em infraestrutura segura, processos bem definidos, fiscalização rigorosa e, acima de tudo, em educação continuada. O incêndio em Arroio Grande poderia ter terminado de forma trágica e não terminou desta vez. Mas serve como alerta de que, no agronegócio, a segurança não pode ser ignorada.



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corte no orçamento ameaça segurança alimentar


Enquanto todos discutem o Plano Safra 2025/26, uma questão crucial passou batida para quem vive na cidade: os cortes no orçamento do seguro rural. À primeira vista, pode soar como mais uma burocracia governamental, mas na verdade representa uma ameaça real à comida que chega à nossa mesa.

Vamos ser diretos: o seguro rural não é um mimo para fazendeiros.

É uma necessidade básica num país como o nosso – tropical, imenso e cada vez mais sujeito a mudanças climáticas extremas. Quando o produtor não tem essa proteção, ele simplesmente para de apostar. O resultado? Menos plantio, menos investimento em tecnologia, menos comida sendo produzida.

E isso não fica só no campo. Chega direto no nosso bolso e no nosso prato. Produção menor significa preços mais altos no supermercado e menos variedade de alimentos frescos nas prateleiras.

Pense no feijão, o fiel companheiro fiel do arroz brasileiro. É uma cultura extremamente sensível ao tempo: uma chuva no momento errado ou uma estiagem prolongada pode acabar com a safra inteira. Sem um seguro que dê tranquilidade, muitos produtores – principalmente os pequenos e médios – simplesmente desistem de plantar ou reduzem drasticamente a área cultivada.

Aqui mora uma incoerência gritante: cobramos que o agronegócio seja cada vez mais sustentável e eficiente, mas ao mesmo tempo tiramos dele as ferramentas básicas para lidar com os riscos climáticos. É como pedir para alguém dirigir com segurança, mas tirar o cinto de segurança do carro.

Os cortes orçamentários fazem com que o programa de seguro rural fique mais restrito, mais caro e, para muitos, simplesmente inacessível. Em vez de incentivar práticas modernas de gestão de risco, estamos fazendo o contrário.

É importante deixar claro: o seguro rural não é um presente para grandes fazendeiros. É uma política pública fundamental para garantir que tenhamos comida na mesa todos os dias.
Quando protegemos quem produz, estamos protegendo quem consome – ou seja, todos nós.
Se realmente queremos garantir comida de qualidade e preços justos para as famílias brasileiras, precisamos dar segurança para quem produz essa comida.

O seguro rural deveria ser tratado como prioridade nacional, não como uma despesa a ser cortada quando o governo precisa apertar o cinto.

No final das contas, estamos falando do básico: garantir que o Brasil continue alimentando seus cidadãos com dignidade e segurança.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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oferta maior reforça queda nas cotações



Os preços da batata tipo ágata especial estão em queda nos mercados atacadistas desde meados de junho, conforme aponta levantamento da Equipe de Hortifrúti do Cepea

Na semana passada (de 7 a 11 de julho), o movimento de baixa foi acentuado. Segundo pesquisadores do instituto isso acontece porque a região de Vargem Grande do Sul (SP) começou a ofertar o tubérculo, o que acabou intensificando a disponibilidade no mercado doméstico. 

Além de Vargem Grande do Sul, o Sudoeste Paulista segue em ritmo forte de colheita. Atacadistas declaram também que há bastante batata entrando do Sul e Cerrado Mineiro, além de Cristalina (GO). 

Assim, na semana passada , dados do Cepea mostram que as cotações da batata tipo ágata especial tiveram médias de R$ 42/saco de 25 kg no atacado de São Paulo. O valor representa forte baixa de 20,4% frente à do período anterior. 

No atacado de Belo Horizonte (MG), a média de negociação foi de R$ 39/sc, recuo de 23%, e no do Rio de Janeiro, de R$ 41/sc, baixa de 20,4%. Para as próximas semanas, a tendência é de que a oferta siga avançando, já que o pico da safra de inverno ocorrerá somente entre agosto e setembro.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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produção é baixa no Brasil, mas cotações seguem em queda



A safra mundial de trigo segue em bom ritmo, e a expectativa é de que a produção atinja novo recorde na temporada 2025/26. É isso que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Já no Brasil, a produção do cereal deve diminuir. Em relatório divulgado neste mês, a Conab aponta a produção nacional em 7,81 milhões de toneladas. O valor é 4,6% menor que a estimativa de junho, passando a representar uma queda de 0,9% em relação à safra passada (7,89 milhões de toneladas). 

Isso é o resultado da expressiva diminuição de 16,5% na área destinada à cultura, que passou para 2,55 milhões de hectares. Segundo pesquisadores do Cepea, esse contexto exigirá crescimento nas importações entre agosto de 2025 e julho de 2026. 

Mesmo neste ambiente o levantamento do Cepea mostra que os preços domésticos do trigo em grão seguem em queda. A pressão vem das desvalorizações externas e do dólar.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Governo federal publica decreto regulamentando Lei de Reciprocidade Comercial


O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, regulamentando a Lei de Reciprocidade Comercial, foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (15). A norma autoriza o governo brasileiro a suspender concessões comerciais, de investimentos e de obrigações a países que imponham barreiras unilaterais aos produtos do Brasil no mercado global.

O decreto cria o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais. Esse comitê será o responsável por decidir sobre a aplicação das providências comerciais em resposta às medidas unilaterais de outros países.

A edição do decreto ocorre dias após o governo dos Estados Unidos anunciar a imposição de tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras para aquele país. Segundo o presidente norte-americano Donald Trump, a nova tarifa passará a valer a partir de 1º de agosto.

O Comitê Interministerial será composto pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que o presidirá, da Casa Civil da Presidência, da Fazenda e das Relações Exteriores. A Secretaria-Executiva do Comitê será exercida pela Secretaria-Executiva do MDIC. Outros ministros podem participar das reuniões de acordo com os temas tratados.

As contramedidas a serem decididas pelo comitê terão caráter de excepcionalidade e rito mais célere e podem ser aplicadas a países ou blocos de países que:

  • Interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil, procurando impedir ou obter a cessação, a modificação ou a adoção de ato específico ou de práticas no Brasil, por meio da aplicação ou da ameaça de aplicação unilateral de medidas comerciais, financeiras ou de investimentos.
  • Violem ou sejam inconsistentes com as disposições de acordos comerciais ou, de outra forma, neguem, anulem ou prejudiquem benefícios ao Brasil sob qualquer acordo comercial
  • Configurem medidas unilaterais com base em requisitos ambientais que sejam mais onerosos do que os parâmetros, as normas e os padrões de proteção ambiental adotados pelo Brasil.

Lei de Reciprocidade

Aprovada em março pelo Congresso Nacional e sancionada em abril, a nova lei justamente uma resposta à escalada da guerra comercial desencadeada por Donald Trump contra dezenas de países.

No caso do Brasil, a tarifa inicialmente imposta pelos EUA foi de 10% sobre todos os produtos exportados para o mercado norte-americano. A exceção nessa margem de tarifas são o aço e o alumínio, cuja sobretaxa imposta pelos norte-americanos está em 25%, afetando de forma significativa empresas brasileiras, que constituem os terceiros maiores exportadores desses metais para os norte-americanos.

A Lei da Reciprocidade Comercial estabelece critérios para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais de país ou bloco econômico que “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”.

A norma valerá para países ou blocos que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”.

No Artigo 3º do texto, por exemplo, fica autorizado o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligado ao Executivo, a “adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços”, prevendo ainda medidas de negociação entre as partes antes de qualquer decisão.



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Prévia do PIB do BC cai 0,74% em maio na comparação com abril



O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB, caiu 0,74% em maio, na comparação com abril e na série com ajuste sazonal, informou a autarquia na segunda (14). O resultado ficou abaixo do piso da pesquisa Projeções Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), de queda de 0,50%. A mediana indicava baixa de 0,02%, e o teto, alta de 0,54%.

O BC revisou os resultados do índice em abril (0,16% para 0,05%) e março (0,71% para 0,61%), e manteve a taxa de fevereiro em 0,60%. Mudanças na série com ajuste sazonal são comuns, normalmente refletindo a adição de um novo mês ao conjunto dos dados, mas a autarquia também revisou os números sem ajuste.

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O IBC-Br ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor sobre a atividade, caiu 0,31% em maio, após alta de 0,07% em abril (dado revisado). O indicador da agropecuária caiu 4,25%, após uma baixa de 0,93% no mês anterior (revisado), informou o BC.

O índice de serviços aumentou 0,01%, depois de ter crescido 0,39% no mês anterior (revisado); o da indústria recuou 0,52%, após baixa de 1,24% em abril (revisado); e o de impostos – equivalente, em linhas gerais, à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do Produto Interno Bruto (PIB) – cedeu 1,02%, após uma alta de 0,20% (revisado).

Interanual

Na comparação com maio de 2024, o IBC-Br total cresceu 3,16% na série sem ajuste sazonal – abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 4,10%. As estimativas do mercado iam de 2,10% a 5,20%. O BC revisou o resultado de abril, de alta de 2,46% para crescimento de 2,37%.

O índice ex-agropecuária subiu 2,86% na comparação interanual, após alta de 0,86% no mês anterior (revisado de 0,97%). O da agropecuária avançou 8,43%, depois de ter crescido 18,15% em abril (revisado de 17,99%). O indicador de serviços cresceu 2,86%, após alta de 1,12% (revisado de 1,21%), e o da indústria avançou 3,25%, depois de ter subido 0,57% (revisado de 0,76%). O índice de impostos aumentou 2,30%, após alta de 0,20% (revisado de 0,29%).

Avanço em 12 meses

O IBC-Br acumula alta de 4,04% nos 12 meses encerrados em maio, na série sem ajuste sazonal. É uma aceleração frente ao mesmo período até abril, quando a alta era de 3,94% (revisado, de 4,0%).

O índice ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor, cresce 3,46% – também acelerando frente ao mesmo intervalo de tempo até abril, quando avançava 3,38% (revisado de 3,44%). O indicador da agropecuária acumula alta de 12,68% nos 12 meses até maio, ante 12,13% no mesmo período até o mês anterior (revisado de 12,09%).

Também no acumulado de 12 meses, o IBC-Br da indústria acelerou de 2,74% (revisado de 2,77%) para 3,03%. O índice de serviços passou de 3,36% (revisado de 3,44%) para 3,39%. De janeiro a maio de 2025, o IBC-Br total cresce 3,36% na comparação com o mesmo período de 2024.



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mesmo com mercado em lentidão, cotações estabilizam



Apesar de a demanda por açúcar cristal branco se manter desaquecida no mercado spot do estado de São Paulo, os valores do adoçante se estabilizaram nos últimos dias. É isso que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

O Indicador Cepea/Esalq do cristal branco vem operando em torno de R$ 116/saca de 50 kg. Segundo pesquisadores do Cepea, esse comportamento se deve à postura mais firme dos agentes das usinas em relação aos preços pedidos e também à reação nos valores externos do açúcar. 

No mercado internacional, pesquisadores do Cepea destacam que as cotações do açúcar demerara subiram na semana passada, impulsionadas pela valorização do petróleo. 

Além disso, dados indicando queda na produção na região Centro-Sul do Brasil, um dos principais polos canavieiros do mundo, também reforçaram o movimento de valorização externa.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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