quinta-feira, maio 14, 2026

Autor: Redação

News

Empresários esperam acordo antes de possível retaliação aos EUA



As principais lideranças da indústria brasileira participaram na manhã desta terça-feira (15) de reunião com representantes do governo federal.

O encontro, liderado pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin, tratou da decisão dos Estados Unidos de taxar em 50% os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

Em coletiva de imprensa após a reunião, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, disse que o governo e o setor empresarial estão “uníssonos e convergentes” em busca de uma solução, de preferência antes da data prevista para a taxação.

“Não podermos ficar na imprevisibilidade. Temos produtos perecíveis envolvidos nessa questão”, ressaltou Alban, que defende a via da negociação com os norte-americanos. “O que entendemos é que o Brasil não se precipitará em medidas de retaliação.”

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes, afirmou que o setor tem “confiança absoluta” na capacidade de negociação do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do MDIC.

“Vamos dar todo suporte e apoio para que o Brasil chegue a um entendimento em benefício das empresas brasileiras e norte-americanas”, disse Gomes.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, também participou da coletiva. Ele agradeceu a contribuição dos empresários e destacou que a intenção do governo é resolver o problema, em diálogo com o setor privado.

Alckmin não descartou a possibilidade de buscar o adiamento da taxação caso até o dia 1º de agosto Brasil e Estados Unidos não cheguem a um acordo.

A lei de reciprocidade econômica, aprovada pelo Congresso neste ano, deve ser usada para balizar a atuação do governo brasileiro. A regulamentação da lei foi publicada nesta terça-feira.



Source link

News

Após tarifaço, frigoríficos decidem suspender produção de carne para os EUA



Frigoríficos de Mato Grosso do Sul suspenderam a produção de carne destinada aos Estados Unidos após Trump anunciar tarifa extra de 50% sobre produtos brasileiros, segundo informações do G1.

De acordo com o Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul (Sincadems), a paralisação apenas para o mercado norte-americano é uma medida logística para evitar o acúmulo de estoques de carne que não seriam vendidos.

A carne bovina desossado e congelada corresponde a 45,2% de tudo que Mato Grosso do Sul exportou em 2025, até o momento, segundo a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems). Os EUA são o principal destino do produto, que movimentou US$ 142 milhões.

Em 2024, esse tipo de carne ficou em segundo lugar nas exportações do estado para os EUA, com 27,8% e cerca de US$ 78 milhões.

Os EUA são o segundo maior comprador da carne bovina nacional, depois da China: eles importam 12% de todo o volume que o Brasil vende para o exterior, enquanto os chineses levam praticamente metade (48%), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária.



Source link

News

Contrárias ao tarifaço, entidades empresariais dos EUA pedem que Trump negocie com o Brasil



A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) e a U.S. Chamber of Commerce divulgaram nesta terça-feira (15) uma nota defendendo que os governos dos EUA e Brasil negociem para evitar a implementação da tarifa de 50% a partir de 1º de agosto. O comunicado diz que taxação prejudicaria as relações econômicas entre os dois países.

“A imposição dessa medida como resposta a questões políticas mais amplas tem o potencial de causar danos graves a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos, além de estabelecer um precedente preocupante”, diz trecho da nota.

Em outro trecho, as entidades destacam que o tarifaço de Trump impactaria no custo de vida da população dos EUA

“A tarifa proposta de 50% afetaria produtos essenciais às cadeias produtivas e aos consumidores norte-americanos, elevando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de setores produtivos estratégicos dos Estados Unidos”.

O comunicado também fala da importância da importação de produtos brasileiros para os EUA.

“Mais de 6.500 pequenas empresas nos Estados Unidos dependem de produtos importados do Brasil, enquanto 3.900 empresas norte-americanas têm investimentos naquele país. O Brasil está entre os dez principais mercados para exportações dos Estados Unidos e é destino, a cada ano, de cerca de US$ 60 bilhões em bens e serviços norte-americanos”.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Por fim, a nota das entidades empresarias dos EUA, pede para que os países encontrem uma solução negociada para o impasse comercial.

“A U.S. Chamber e a Amcham Brasil seguem à disposição para apoiar iniciativas que favoreçam uma solução negociada, pragmática e construtiva — que evite a escalada da atual situação e garanta a continuidade de um comércio bilateral mutuamente vantajoso.”



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi gordo inicia semana em baixa


A cotação do boi gordo em São Paulo apresentou queda nesta segunda-feira (14), refletindo a retração das indústrias frigoríficas, que se mantiveram em sua maioria fora das compras. A informação consta na análise “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria.

Segundo o relatório, a decisão de reduzir ou suspender as negociações no início da semana está relacionada à cautela diante das incertezas geradas pelo anúncio de tarifas comerciais por parte dos Estados Unidos. “Os frigoríficos ativos reduziram os valores de oferta, enquanto os que estavam fora do mercado especularam preços inferiores aos praticados na semana anterior”, informou a consultoria.

Como consequência, a arroba do boi gordo caiu R$ 3,00, enquanto a do “boi China” teve retração de R$ 4,00. As cotações da vaca e da novilha permaneceram estáveis. As escalas de abate, por sua vez, estão em média programadas para 10 dias.

No Oeste do Maranhão, o mercado iniciou a semana em estabilidade, após três dias consecutivos de queda na semana anterior. As cotações de todas as categorias permaneceram inalteradas.

No mercado atacadista com osso, apesar do aumento nas vendas impulsionado pelo pagamento dos salários, os estoques ainda elevados limitaram a reação dos preços. A carcaça casada do boi capão recuou 1,9% (R$ 0,40/kg), e a do boi inteiro caiu 1,0% (R$ 0,20/kg). As carcaças da vaca e da novilha também tiveram queda, de 1,3% (R$ 0,25/kg) e 1,0% (R$ 0,20/kg), respectivamente.

Entre as carnes alternativas, o frango médio teve leve recuo de 0,1% (R$ 0,01/kg), enquanto a carcaça de suíno especial apresentou queda mais acentuada, de 3,9% (R$ 0,50/kg).





Source link

News

Consumo global de carne deve aumentar 47,9 milhões de toneladas no próximos 10 anos



O consumo mundial de carnes deverá aumentar em 47,9 milhões de toneladas nos próximos dez anos, segundo projeções da publicação “Perspectivas Agrícolas da OCDE-FAO 2025-2034”. Em média, o consumo per capita anual deve crescer 0,9 kg por pessoa por ano, considerando peso de varejo comestível. No entanto, em países de alta renda, o consumo tende a estagnar, refletindo preocupações crescentes com bem-estar animal, meio ambiente e
saúde.

Apesar disso, melhorias na eficiência genética e nos rendimentos de abate devem compensar
parte do impacto ambiental da produção. O aumento do peso dos animais no momento do abate responderá por 8% do crescimento da produção de carne bovina, 27% na suína e 19% na de frango.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Com esses ganhos de produtividade e a participação crescente da carne de frango na produção total, as emissões de gases de efeito estufa devem subir 6%, bem abaixo dos 13% de aumento previsto na produção de carne até 2034.
Outro fator relevante apontado pela OCDE é a redução do protagonismo da China no mercado global. A participação chinesa nas importações mundiais de carne deve cair de 20% para 16% até

Com menor dependência de carne suína importada, houve uma retração na produção nos
principais países exportadores. A mesma tendência de queda se observa nas compras chinesas de carne de frango. No total, as importações globais de carne crescerão apenas 10% na próxima década, frente aos 37% observados na década anterior. Um ritmo mais lento, com risco de retração caso haja medidas protecionistas por parte dos países.

No que diz respeito aos preços, os valores reais da carne devem retornar à sua tendência
histórica de longo prazo. No curto prazo, os preços nominais da carne de ruminantes, especialmente bovina, devem subir, em função da recomposição de estoques e da limitação de oferta.

Já os preços das carnes de não ruminantes (como suína e de frango) tendem a recuar, com expansão moderada da produção e menor demanda da China. A OCDE explica que, embora os custos reais da alimentação animal devam cair, os demais custos operacionais continuarão elevados, o que limita o crescimento da oferta. A médio prazo, espera-se queda nos preços reais da carne, impulsionada por menor demanda, redução no custo de insumos e ganhos contínuos de produtividade.

Por fim, a publicação ressalta que a ameaça constante de doenças animais segue como um dos maiores desafios para o setor. Casos recentes de enfermidades como a influenza aviária de alta patogenicidade, peste suína africana, febre aftosa e mosca-da-bicheira reforçam a importância de uma colaboração internacional em biossegurança para garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Setor do algodão cresce e ajuda a equilibrar oferta


A cadeia do algodão registra avanços relevantes para a temporada 2025/26. A produção global foi revisada para cima, alcançando 25,8 milhões de toneladas. O estoque final também subiu, de 16,7 para 16,8 milhões de toneladas, o que garante maior estabilidade ao setor.

Segundo informações da consultoria Itaú BBA, o Brasil tem protagonismo nesse avanço, com produção estimada em 4 milhões de toneladas, um crescimento de 7,4% em relação ao ciclo anterior. O aumento é reflexo da expansão da área plantada, que chegou a 2,1 milhões de hectares.

O consumo doméstico brasileiro deve atingir 800 mil toneladas, enquanto as exportações devem alcançar 3,1 milhões de toneladas, reforçando a posição do país como segundo maior exportador mundial. Esse desempenho é favorecido pela qualidade da fibra brasileira e pela valorização no mercado internacional.

Nos Estados Unidos, principal concorrente do Brasil, a produção também foi revisada para cima, de 3 para 3,2 milhões de toneladas. Já na China, principal destino da fibra, as importações foram reduzidas de 1,4 para 1,3 milhão de toneladas, sinalizando ajuste na demanda.

A relação entre estoque e consumo global segue estável, em torno de 65%, o que indica equilíbrio entre oferta e demanda no curto prazo. Esse fator deve evitar grandes oscilações de preço, apesar da volatilidade sazonal do mercado.

Com cenário de alta produtividade e forte presença no mercado externo, o Brasil consolida seu papel estratégico na oferta mundial de algodão. O desempenho da próxima safra será decisivo para manter o ritmo positivo e atender à demanda crescente por fibras naturais.





Source link

News

incêndio em silo acende alerta sobre segurança



Um incêndio de grande proporção atingiu, na última sexta-feira (11), um dos silos de armazenamento de soja de uma empresa localizada às margens da BR-116, a cerca de cinco quilômetros do centro de Arroio Grande, no sul do Rio Grande do Sul. No sábado (12), o fogo ainda consumia a estrutura, que ameaçava desabar a qualquer momento. Apesar da gravidade, não houve registro de feridos. A área foi isolada por segurança e considerada de alto risco pelas equipes do Corpo de Bombeiros.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

O combate às chamas só teve avanços após os bombeiros conseguirem redirecionar as mangueiras para um segundo silo da empresa, o que possibilitou o acesso direto ao foco do incêndio. Ainda assim, a operação completa exigiu a retirada de toda a soja armazenada, o que tornou o trabalho mais lento e delicado, podendo levar dias.

Riscos em silos de soja e armazéns

O caso acende um alerta importante sobre os riscos silenciosos que envolvem estruturas de armazenamento de grãos, como silos e armazéns. Segundo Raphael Diniz, coordenador global de produtos para atmosferas explosivas na Schmersal Brasil, o maior perigo está no acúmulo de poeira, um componente altamente inflamável e muitas vezes ignorado. Ele explica que uma explosão de poeira ocorre quando cinco elementos estão presentes: combustível (no caso, a poeira), oxigênio, fonte de ignição, poeira em suspensão (em forma de nuvem) e ambiente confinado.

Se essa poeira estiver apenas depositada em camadas, o resultado tende a ser um princípio de incêndio. Mas, quando está suspensa no ar em espaços fechados, o risco é de explosão. E não para por aí. A primeira explosão provoca um deslocamento de ar que levanta mais poeira, gerando explosões secundárias. Assim, um foco pequeno pode se transformar numa tragédia capaz de destruir toda uma estrutura industrial.

De acordo com Diniz, os sinais de risco geralmente passam despercebidos: acúmulo visível de poeira, dificuldade de enxergar dentro do silo e ausência de ventilação adequada. Instalações elétricas e mecânicas também precisam de atenção, já que muitas explosões têm origem em centelhas geradas por falhas nesses sistemas.

Ele também ressalta que silos, por definição, são espaços confinados e, por isso, já oferecem alto risco. A eles se somam fatores como soterramento por grãos, trabalho em altura e as já citadas poeiras combustíveis. É um cenário ideal para diversos tipos de acidente, desde incêndios até explosões múltiplas.

Fatores como ventilação, controle de temperatura e limpeza fazem toda a diferença na prevenção. A ventilação evita o acúmulo de poeiras, a limpeza impede que elas fiquem depositadas em camadas e o controle de temperatura reduz as chances de ignição por superaquecimento de rolamentos ou outros componentes. A instalação elétrica precisa ser específica para áreas classificadas, obedecendo normas de segurança mais rígidas, com sistemas de aterramento eficazes.

Senar na linha de frente da proteção

Mas e a prevenção? Para Alex Sandro da Silva, supervisor de Segurança do Trabalho do Senar/MT, é aí que entra o papel fundamental da capacitação. O Senar, referência em formação para o campo, atua diretamente na orientação de produtores e trabalhadores sobre a correta utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a importância da segurança operacional.

”Os EPIs variam de acordo com o nível de risco. Para atividades gerais em silos, são indicados capacete com jugular, óculos de proteção, protetores auriculares, luvas, botas com solado antiderrapante e respiradores PFF2 ou PFF3”, comenta o especialista. Em ambientes de maior risco, como entradas em espaços confinados, é obrigatório o uso de cintos tipo paraquedista com talabarte, dispositivos de ancoragem, detectores de gases e até respiradores autônomos.

Mesmo com todos os equipamentos disponíveis, o desafio maior continua sendo a resistência dos próprios trabalhadores. Muitos alegam desconforto térmico, acreditam que “nada vai acontecer” ou dizem que o EPI atrapalha o serviço. Para enfrentar esse comportamento, o Senar aposta em treinamentos práticos e contextualizados. Mostra vídeos reais de acidentes, promove simulações, apresenta relatos de trabalhadores vítimas de negligência e até envolve as famílias, criando uma rede de apoio para reforçar o comportamento seguro.

Além dos EPIs, há uma série de medidas estruturais que devem ser adotadas. Entre elas, o Sistema de Permissão de Entrada (PT), que formaliza o trabalho em espaço confinado, desde a análise de gases até o plano de resgate. Equipamentos de resgate como tripés com guincho, iluminação anti-explosão, sistemas de ancoragem e linhas de vida, bem como sinalizações obrigatórias, também são fundamentais para garantir a segurança.

”A escolha correta dos EPIs deve levar em consideração a FISPQ (Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico), que orienta sobre o risco do produto armazenado e o tipo de proteção adequada. Todos os equipamentos devem ser certificados pelo Inmetro e utilizados conforme exigido pelas normas NR-31.13 (espaço confinado) e NR-20 (inflamáveis e combustíveis)”, diz Alexandre. Além disso, a capacitação dos trabalhadores precisa ser contínua, indo além do treinamento inicial ou admissional.

Entre os riscos mais comuns enfrentados por trabalhadores em silos, destacam-se o engolfamento (ou soterramento por grãos), atmosferas tóxicas ou com falta de oxigênio, explosões de poeira e quedas de grandes alturas. Cada um deles exige EPIs específicos e, principalmente, uma cultura organizacional que priorize a vida e a prevenção.

Os EPIs salvam, mas sozinhos não bastam. É preciso investir também em infraestrutura segura, processos bem definidos, fiscalização rigorosa e, acima de tudo, em educação continuada. O incêndio em Arroio Grande poderia ter terminado de forma trágica e não terminou desta vez. Mas serve como alerta de que, no agronegócio, a segurança não pode ser ignorada.



Source link

News

corte no orçamento ameaça segurança alimentar


Enquanto todos discutem o Plano Safra 2025/26, uma questão crucial passou batida para quem vive na cidade: os cortes no orçamento do seguro rural. À primeira vista, pode soar como mais uma burocracia governamental, mas na verdade representa uma ameaça real à comida que chega à nossa mesa.

Vamos ser diretos: o seguro rural não é um mimo para fazendeiros.

É uma necessidade básica num país como o nosso – tropical, imenso e cada vez mais sujeito a mudanças climáticas extremas. Quando o produtor não tem essa proteção, ele simplesmente para de apostar. O resultado? Menos plantio, menos investimento em tecnologia, menos comida sendo produzida.

E isso não fica só no campo. Chega direto no nosso bolso e no nosso prato. Produção menor significa preços mais altos no supermercado e menos variedade de alimentos frescos nas prateleiras.

Pense no feijão, o fiel companheiro fiel do arroz brasileiro. É uma cultura extremamente sensível ao tempo: uma chuva no momento errado ou uma estiagem prolongada pode acabar com a safra inteira. Sem um seguro que dê tranquilidade, muitos produtores – principalmente os pequenos e médios – simplesmente desistem de plantar ou reduzem drasticamente a área cultivada.

Aqui mora uma incoerência gritante: cobramos que o agronegócio seja cada vez mais sustentável e eficiente, mas ao mesmo tempo tiramos dele as ferramentas básicas para lidar com os riscos climáticos. É como pedir para alguém dirigir com segurança, mas tirar o cinto de segurança do carro.

Os cortes orçamentários fazem com que o programa de seguro rural fique mais restrito, mais caro e, para muitos, simplesmente inacessível. Em vez de incentivar práticas modernas de gestão de risco, estamos fazendo o contrário.

É importante deixar claro: o seguro rural não é um presente para grandes fazendeiros. É uma política pública fundamental para garantir que tenhamos comida na mesa todos os dias.
Quando protegemos quem produz, estamos protegendo quem consome – ou seja, todos nós.
Se realmente queremos garantir comida de qualidade e preços justos para as famílias brasileiras, precisamos dar segurança para quem produz essa comida.

O seguro rural deveria ser tratado como prioridade nacional, não como uma despesa a ser cortada quando o governo precisa apertar o cinto.

No final das contas, estamos falando do básico: garantir que o Brasil continue alimentando seus cidadãos com dignidade e segurança.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



Source link

News

oferta maior reforça queda nas cotações



Os preços da batata tipo ágata especial estão em queda nos mercados atacadistas desde meados de junho, conforme aponta levantamento da Equipe de Hortifrúti do Cepea

Na semana passada (de 7 a 11 de julho), o movimento de baixa foi acentuado. Segundo pesquisadores do instituto isso acontece porque a região de Vargem Grande do Sul (SP) começou a ofertar o tubérculo, o que acabou intensificando a disponibilidade no mercado doméstico. 

Além de Vargem Grande do Sul, o Sudoeste Paulista segue em ritmo forte de colheita. Atacadistas declaram também que há bastante batata entrando do Sul e Cerrado Mineiro, além de Cristalina (GO). 

Assim, na semana passada , dados do Cepea mostram que as cotações da batata tipo ágata especial tiveram médias de R$ 42/saco de 25 kg no atacado de São Paulo. O valor representa forte baixa de 20,4% frente à do período anterior. 

No atacado de Belo Horizonte (MG), a média de negociação foi de R$ 39/sc, recuo de 23%, e no do Rio de Janeiro, de R$ 41/sc, baixa de 20,4%. Para as próximas semanas, a tendência é de que a oferta siga avançando, já que o pico da safra de inverno ocorrerá somente entre agosto e setembro.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

News

produção é baixa no Brasil, mas cotações seguem em queda



A safra mundial de trigo segue em bom ritmo, e a expectativa é de que a produção atinja novo recorde na temporada 2025/26. É isso que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Já no Brasil, a produção do cereal deve diminuir. Em relatório divulgado neste mês, a Conab aponta a produção nacional em 7,81 milhões de toneladas. O valor é 4,6% menor que a estimativa de junho, passando a representar uma queda de 0,9% em relação à safra passada (7,89 milhões de toneladas). 

Isso é o resultado da expressiva diminuição de 16,5% na área destinada à cultura, que passou para 2,55 milhões de hectares. Segundo pesquisadores do Cepea, esse contexto exigirá crescimento nas importações entre agosto de 2025 e julho de 2026. 

Mesmo neste ambiente o levantamento do Cepea mostra que os preços domésticos do trigo em grão seguem em queda. A pressão vem das desvalorizações externas e do dólar.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link