quinta-feira, maio 14, 2026

Autor: Redação

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Fertilidade de cavalos: ciência, manejo e genética a favor do agro



A importância da fertilidade equina no campo

A fertilidade de cavalos é um fator estratégico para a sustentabilidade e produtividade no campo. Embora muitas vezes ofuscada por critérios estéticos ou de desempenho, a capacidade reprodutiva dos equinos tem impacto direto na qualidade dos animais utilizados no manejo, nas competições e até mesmo na geração de renda para criadores e produtores.

Seleção genética e desafios da reprodução equina

Diferente da bovinocultura, onde a reprodução ocorre em larga escala e com foco no rebanho, a equinocultura exige um olhar individualizado. Raças como Hanoverianos ou Brasileiros de Hipismo, com origem europeia, já possuem critérios de seleção voltados à fertilidade. Porém, em raças de marcha e trabalho, essa característica ainda é pouco valorizada.

Segundo a especialista Cássia Orlandi, muitos garanhões são escolhidos por beleza ou performance, mesmo apresentando sêmen de qualidade duvidosa. Felizmente, avanços tecnológicos têm permitido o uso de técnicas como:

  • Refrigeração e congelamento de sêmen
  • Processos de melhoramento seminal após a coleta
  • Estudos científicos para otimização da fertilização in vitro

Essas práticas, embora tragam bons resultados reprodutivos, levantam o debate sobre a propagação de genética com baixa fertilidade, o que exige atenção e responsabilidade dos profissionais da área.

O papel do médico-veterinário e da ciência no manejo reprodutivo

O médico-veterinário especializado em reprodução animal tem papel decisivo na condução dos protocolos de inseminação e cuidados com o garanhão e a égua. É ele quem avalia o comportamento do animal, sua resposta ao cio e as condições ideais para a coleta de sêmen.

Termos técnicos importantes:

  • Flehmen: reflexo olfativo observado no garanhão ao detectar o odor de uma égua no cio
  • Estro: fase do ciclo reprodutivo em que a fêmea aceita o macho
  • Manejo sanitário: práticas de prevenção e controle de doenças e parasitas

Orlandi destaca que o momento da coleta de sêmen exige respeito ao comportamento natural do animal. Pressionar ou acelerar o processo pode comprometer o desempenho e o bem-estar do cavalo.

Bem-estar animal e produtividade: uma relação direta

O desempenho reprodutivo e funcional dos cavalos está diretamente ligado ao bem-estar animal. Estudos conduzidos no mestrado profissional da Universidade Brasil avaliam parâmetros como:

  • Temperatura corporal e retal
  • Frequência cardíaca e respiratória
  • Comportamento pré e pós exercício

Esses dados são fundamentais para ajustar treinamentos e identificar situações de estresse, que podem comprometer tanto o rendimento em provas quanto a eficiência reprodutiva.

Boas práticas para o pequeno e médio produtor

Mesmo com recursos mais limitados, pequenos e médios produtores podem investir na melhoria da fertilidade de seus cavalos com medidas básicas, como:

1. Nutrição de qualidade

Uma alimentação balanceada impacta diretamente na saúde reprodutiva.

2. Controle sanitário rigoroso

Vacinação, vermifugação e combate a ectoparasitas como carrapatos são fundamentais.

3. Bem-estar e manejo respeitoso

Observar o comportamento do animal e garantir ambiente adequado faz toda a diferença.

4. Investimento em genética

Se tiver um garanhão promissor, aposte em manejo responsável e orientação profissional para projetá-lo no mercado.

Cavalos: protagonistas do campo

Muito além da função estética ou esportiva, os cavalos são peças-chave no manejo pecuário. Em grandes propriedades, eles auxiliam no nascimento e nos cuidados com bezerros recém-nascidos, além de garantirem agilidade e eficiência nas rotinas rurais.

Ao valorizar a fertilidade e o bem-estar desses animais, o produtor investe em produtividade, saúde animal e sustentabilidade.



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Tarifaço de Trump atingiu o complexo soja?


As exportações brasileiras de soja em grão ficaram praticamente estáveis no primeiro semestre de 2025, de acordo com levantamento apresentado nesta terça-feira (15) no quadro Agroexport, do programa Mercado & Cia.

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O destaque do período foi o óleo de soja, que registrou uma forte retomada nos embarques. Já o farelo também apresentou crescimento, mas pode ser afetado pela nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Confira os números:

O complexo soja, que inclui grão, farelo e óleo, tem peso estratégico para a balança comercial do agro. No ano passado, o conjunto respondeu por cerca de um terço de toda a receita cambial do agronegócio brasileiro. Das exportações totais, que somaram pouco mais de 160 bilhões de dólares, aproximadamente 155 bilhões vieram desse complexo.

Soja em grão

Foto: Agroexport

Apesar da leve alta no total do complexo, o desempenho da soja em grão se manteve praticamente estável, com 64,9 milhões de toneladas exportadas no semestre. A estagnação, no entanto, não se deve à falta de produto: o Brasil colheu uma safra robusta, estimada em 155 milhões de toneladas.

Foto: Agroexport

No caso do farelo, os embarques somaram 11,5 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2025, levemente acima das 11,4 milhões do ano anterior. Apesar do avanço modesto, o setor mantém tendência de alta. A nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, no entanto, pode frear esse crescimento. As exportações para o país saltaram de 100 para mil toneladas em um ano.

Óleo de soja

Foto: Agroexport

O óleo de soja foi o destaque do semestre, com alta de quase 30% nas exportações, que passaram de 640 mil para 810 mil toneladas. O desempenho marca uma recuperação após o recuo de 2024, embora ainda abaixo do pico de 1,46 milhão de toneladas em 2023. A retomada indica um reaquecimento do mercado, em linha com a estratégia de agregar valor à pauta exportadora.

Complexo soja

No total do complexo soja, o Brasil exportou 77,26 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2025, avanço de 1,5% em relação às 76,17 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado. O óleo puxou esse crescimento, com alta próxima de 30%, enquanto grão e farelo subiram cerca de 1%. Apesar do bom desempenho do óleo, o volume ainda é pequeno dentro do total, e por isso o impacto no agregado é limitado.

Os Estados Unidos, segundo maior produtor mundial de soja, importam farelo brasileiro principalmente quando a indústria local de esmagamento tem margem negativa. Nesses casos, exportam o grão e importam farelo para atender o mercado interno ou contratos com Europa e Ásia.



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Conab tenta conter crise com contratos de opção; setor cobra soluções duradouras



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou nesta terça-feira (16) a compra emergencial de 110 mil toneladas de arroz por meio de contratos de opção de venda (COVs) ainda nesta safra.

A medida tem como objetivo conter a queda nos preços pagos ao produtor, que hoje giram abaixo de R$ 65 a saca de 50 quilos no Rio Grande do Sul. O valor estipulado pela Conab parte de R$ 73 em agosto e pode chegar a R$ 78 em outubro.

O anúncio foi feito na sede da estatal, em Porto Alegre, pelo presidente da Conab, Edegar Pretto.

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Nunes, destacou que, embora a medida seja positiva no curto prazo, ela revela a fragilidade do setor frente às oscilações do mercado.

“Nos sentimos desconfortáveis ao depender de mecanismos públicos para escoar nossa produção. Precisamos de ações estruturais para competir de forma justa no Mercosul”, afirmou Nunes.

Entre os entraves apontados pela Federarroz estão fraudes na tipificação do arroz importado e a elevada carga tributária. A entidade recomendou, inclusive, a redução da área plantada como forma de ajustar a oferta diante da queda no consumo e dos estoques elevados.

A diretora-executiva da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), Andressa Silva, disse que a volatilidade dos preços compromete a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva. “Quando o arroz está caro, o consumidor migra para outros produtos. Quando está barato, perde valor de mercado. Isso impacta indústria, produtor e segurança alimentar”.



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Empresa americana anuncia aquisição de planta industrial no Oeste da Bahia



A Cargill informou aquisição de uma planta industrial de esmagamento, refinaria e envase de óleo em Barreiras, no Oeste da Bahia. De acordo com a empresa americana, a unidade no município emprega atualmente 250 pessoas.

A indústria produz farelo de soja (granel e ensacado), casca de soja peletizada, óleo degomado e óleo refinado (granel e envasado, sob a marca Liza).

A companhia já operava no local desde 1998 por meio de um contrato de arrendamento e, agora, assume o controle total do ativo.

Paulo Sousa, presidente da Cargill no Brasil e do Negócio Agrícola na América Latina celebrou a compra e disse que o movimento reforça o compromisso com o estado e com o desenvolvimento econômico e social.

“A iniciativa está alinhada à nossa estratégia de crescimento e fortalece nossa operação na região, permitindo que possamos seguir investindo para atender tanto aos nossos clientes no mercado doméstico, como aqueles do mercado global de farelo de soja”, completa o executivo.

O governo baiano foi informado por meio de um comunicado enviado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), sobre a formalização do negócio.

“Receber essa notícia, no momento em que o presidente americano resolve aumentar sua taxação sobre produtos brasileiros, é muito importante para a economia baiana. A ampliação dos investimentos dessa gigante são fruto do trabalho sério e comprometido do time do governador Jerônimo Rodrigues.

Investimentos

Nos últimos cinco anos, a empresa americana alcançou a marca de R$ 8,1 bilhões em recursos financeiros investidos em sua operação no Brasil.

Como resultado, são 29 fábricas, 75 armazéns, e sete terminais portuários. Além disso, dois centros de inovação, um centro de serviços compartilhados, cinco centros de distribuição, 14 escritórios comerciais e quatro escritórios corporativos fazem parte da estrutura da empresa no país. 


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Exportação de carne angus brasileira cresce 98,6% no primeiro semestre de 2025



O Brasil exportou 2.648 toneladas de carne angus no primeiro semestre de 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Angus e Ultrablack. Esse número representa um crescimento de 98,6% com relação ao mesmo período no ano anterior. Israel foi o principal destino das exportações, com 35% da comercialização, China ocupa a segunda colocação, com 31%.

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“Os números do primeiro semestre mostram que 2025 será, de fato, um ano histórico. A demanda por qualidade só cresce, e o aumento da exportação comprova que estamos alinhados com o que o mercado exige”, diz José Paulo Cairoli, presidente da Associação Brasileira de Angus e Ultrablack .

No balanço do primeiro semestre de 2025, destaca-se também o aumento do volume de abates. Foram 255.600 animais abatidos no primeiro semestre deste ano, 13,1% a mais do que nos primeiros seis meses de 2024.
 

Principal importador
 

Ainda de acordo a associação, Israel tornou-se o maior importador de carnes angus brasileira nesse semestre. Tradicionalmente, o país importa o produto dos EUA, mas acabou optando pelo Brasil devido a diminuições no rebanho norte-americano.

“Países que exigem qualidade de carne, como Israel, estão encontrando no programa essa qualidade para importar do Brasil”, explica o gerente do Programa Carne Angus Certificada, Maychel Borges.

Além de Israel e da China, os principais compradores do programa foram Chile, Arábia Saudita, México, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Líbano, Kuwait e Malásia. Ao todo, 24 países importaram o produto.



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Pedidos de recuperação judicial no agro sobem 21,5% no 1º trimestre



Os pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro totalizaram 389 solicitações no primeiro trimestre de 2025, alta de 21,5% sobre o último trimestre de 2024 e de 22,6% ante o mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira (15) pela Serasa Experian.

O avanço ocorre no mesmo período em que a inadimplência entre produtores rurais pessoa física atingiu 7,9%, conforme levantamento da mesma empresa divulgado no início do mês. O número de RJs inclui produtores rurais pessoa física (195), pessoa jurídica (113) e empresas relacionadas ao setor (81).

Os produtores pessoa física representaram a maior parcela das solicitações, com crescimento de 39,2% na comparação trimestral e de 83,9% sobre o primeiro trimestre de 2024. O perfil também espelha o comportamento da inadimplência no setor, onde grandes proprietários registram os maiores índices tanto de atraso em pagamentos quanto de pedidos de recuperação judicial.

“A alta nos pedidos de recuperação judicial reflete um momento financeiro mais desafiador influenciado por oscilações nos preços das commodities e por uma oferta de crédito mais criteriosa”, afirmou em nota o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta.

Ele destaca que muitos produtores enfrentam custos altos, prazos longos para receber, maior exigência de garantias e dificuldades na rolagem de dívidas, fatores que pressionam o caixa e reduzem as margens para manobras.

Recuperação judicial

A recuperação judicial é um mecanismo que permite a uma empresa negociar suas dívidas com os credores para evitar a falência. Durante o processo, a empresa fica protegida por 180 dias contra execuções judiciais, período conhecido como “stay period”.

Pimenta relativizou os números absolutos das RJs. “No entanto, é fundamental considerar que o número absoluto de solicitações segue sutil frente ao universo de cerca de 1,4 milhão de produtores que tomaram crédito rural no país nos últimos dois anos”, disse.

“Os dados que analisamos auxiliam o mercado a compreender melhor os riscos para garantir decisões mais seguras.”



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Drones ‘conquistam’ as lavouras e transformam a pulverização no campo



Atualmente, o uso de drones nas lavouras brasileiras de soja avança rapidamente, com destaque para a pulverização agrícola. Os equipamentos também são aplicados no monitoramento fitossanitário, inspeção de rebanhos, adubação e semeadura. Para orientar agricultores e prestadores de serviço, a Embrapa lançou a publicação ‘Uso de drones agrícolas no Brasil: da pesquisa à prática’, com informações técnicas e práticas sobre a tecnologia.

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O documento será lançado durante o Congresso Brasileiro de Soja e o Mercosoja 2025, entre os dias 21 e 24 de julho, em Campinas (SP). Segundo o pesquisador Rafael Soares, autor do material junto ao empresário Eugênio Schröder, os drones agrícolas representam uma alternativa intermediária entre os pulverizadores terrestres e os aviões. Alguns modelos conseguem cobrir mais de 100 hectares por dia, graças a tanques maiores e ao uso de bicos rotativos que melhoram a uniformidade das gotas e reduzem perdas por deriva.

Qual o objetivo?

O avanço da tecnologia vem acompanhado da necessidade de seguir normas específicas. Para operar drones na pulverização de insumos agrícolas, é preciso respeitar regulamentações da Anatel, Anac, Decea e do Ministério da Agricultura. A homologação do equipamento, o registro de voo e a autorização para aplicação são exigências importantes. Fontes como o portal do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) reúnem as principais regras e ajudam produtores e empresas a se manterem em conformidade.

Com o lançamento de modelos mais robustos, o uso dos drones também se fortaleceu como um negócio. De acordo com os especialistas, o custo para prestar serviços com drones inclui não apenas a compra do equipamento, mas também veículos, acessórios, mão de obra qualificada, estrutura administrativa e capital de giro. O investimento total pode chegar a três vezes o valor do drone. Já o custo por hectare aplicado varia entre 100 e 400 reais, dependendo da cultura, do relevo e da complexidade da operação.

Vantagens do uso de drones

Entre os principais benefícios do uso de drones na agricultura estão a redução dos riscos à saúde do operador, o baixo consumo de água, a eliminação da compactação do solo e a precisão no registro de cada aplicação. Para quem pretende investir na tecnologia, é fundamental conhecer a legislação vigente, buscar capacitação técnica e fazer um planejamento financeiro cuidadoso para garantir eficiência e retorno.



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Chile abre mercado para carnes do Paraná após reconhecimento sanitário



O Chile reconheceu oficialmente o estado do Paraná como livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica, medida que viabiliza a exportação de carne bovina e suína paranaense ao mercado chileno. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) do Brasil, a decisão foi publicada no Diário Oficial do Chile e representa um avanço estratégico para a agropecuária brasileira.

Com esse reconhecimento, o Paraná passa a integrar o sistema de pre-listing chileno para a exportação de proteína animal, o que elimina etapas burocráticas e abre novas oportunidades de negócios. O estado concentra cerca de 20% da produção brasileira de carne suína, o que torna o Chile um mercado promissor para os produtores locais.

A decisão é fruto do fortalecimento das relações diplomáticas entre os dois países e da eficiência do sistema de defesa agropecuária brasileiro. A visita do presidente chileno Gabriel Boric ao Brasil, em abril, marcou a assinatura de uma declaração conjunta que antecipava essa abertura comercial. Além do Paraná, o Chile também avalia o reconhecimento dos estados do Acre e Rondônia, que já passaram por auditoria e aguardam parecer técnico.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, celebrou a conquista: “É uma oportunidade real de geração de empregos e renda, que valoriza o trabalho técnico e produtivo do Brasil e reforça nossa credibilidade sanitária”, afirmou.

Já o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, destacou que o reconhecimento pelo Serviço Agrícola e Pecuário do Chile (SAG) confirma a robustez do sistema sanitário brasileiro. O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, classificou o feito como “histórico” para o Paraná, reforçando que o Chile é um dos principais destinos para a carne suína brasileira.

Durante a missão diplomática, também foi assinado um acordo de cooperação para o uso da Certificação Eletrônica (e-Cert Veterinário), que visa modernizar e agilizar o comércio bilateral de produtos de origem animal.



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AgroNewsPolítica & Agro

clima favorece semeadura e tratos culturais



Plantio do trigo alcança 82% da área estimada no RS




Foto: Canva

O plantio da safra de trigo 2024 no Rio Grande do Sul alcançou 82% da área prevista, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar. Segundo o órgão, o avanço foi possível devido à melhora nas condições do solo e ao predomínio do tempo seco, o que permitiu recuperar parte do atraso causado pelas chuvas intensas de junho.

“A proporção de área semeada se aproxima da média histórica para o período, de 86%, e se iguala ao percentual registrado na safra anterior”, informou a Emater. Com a estabilidade climática, produtores também retomaram tratos culturais, como aplicação de herbicidas e adubação nitrogenada. Áreas mais afetadas por excesso de umidade passaram por replantio.

As lavouras seguem em fase de desenvolvimento vegetativo. Apesar dos impactos localizados de geadas e temperaturas negativas em regiões mais baixas, a Emater avalia que, de forma geral, não há expectativa de prejuízos significativos no Estado. “As áreas que sofreram estresse hídrico estão em processo de recuperação”, destacou a instituição.

As condições climáticas atuais, com menor umidade e maior insolação, devem contribuir para a sanidade das plantas. Mesmo assim, em algumas regiões, foi necessária a aplicação de fungicidas devido à ocorrência de doenças foliares.

A conclusão da semeadura deve ocorrer dentro do prazo previsto pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). A estimativa é que o Rio Grande do Sul cultive 1.198.276 hectares nesta safra, com produtividade média inicial projetada em 2.997 quilos por hectare.





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Preço do café ao consumidor deve cair nos próximos meses, avalia Itaú BBA



O preço do café pode começar a recuar para o consumidor nos próximos meses, impulsionado pelo avanço da colheita e pelo aumento gradual da oferta, especialmente de café robusta. A avaliação é do Itaú BBA, em sua mais recente edição do relatório Visão Agro.

Segundo estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção brasileira na safra 2025/26 deve alcançar 40,9 milhões de sacas de café arábica e 24 milhões de sacas de robusta. Na comparação com o ciclo anterior, a produção de arábica tende a recuar 6,4%, enquanto a de robusta deve crescer 14,8%.

Após um ciclo marcado por forte alta nos custos da matéria-prima, que exigiu repasses significativos ao varejo, a indústria começa a vislumbrar um cenário mais favorável. A boa safra de robusta tende a favorecer a recomposição dos blends, com maior participação desse tipo de grão — movimento limitado nos últimos dois anos, quando houve quebras de safra no Brasil e no Vietnã.

Com a expectativa de maior disponibilidade global em 2025/26, a disputa pela matéria-prima entre exportadores, torrefações e a indústria de solúvel tende a se reduzir. No entanto, a entrada em vigor da legislação europeia antidesmatamento pode gerar antecipação de compras por parte dos importadores, como observado no ano anterior.

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A recuperação da demanda interna, por sua vez, deve ocorrer de forma gradual. A alta acumulada nos preços nos últimos anos forçou parte dos consumidores a migrar para cafés de menor valor agregado, um comportamento que tende a persistir mesmo com a recente correção de preços.

Segundo o relatório, a volatilidade cambial segue como fator de alerta. Mesmo com recuo dos preços internacionais, uma eventual desvalorização do real pode reduzir ou anular os efeitos dessa queda para empresas com custos dolarizados, exposição ao mercado externo ou dívidas em moeda estrangeira.

Efeito Trump

Entre os fatores que vêm pressionando o cenário global está a imposição de tarifas pelos EUA, anunciadas pelo presidente Donald Trump. De acordo com avaliação do Itaú BBA, substituir o Brasil no fornecimento de café não é uma tarefa simples, dada a baixa capacidade dos demais países produtores. Mesmo que parte da demanda americana possa ser atendida por outras origens no curto prazo, o impacto seria inflacionário, o que tende a reduzir o consumo.

Os EUA são o maior consumidor mundial do grão, com cerca de 25 milhões de sacas ao ano, sendo a maior parte de café arábica. O Brasil lidera a produção global dessa variedade, com 42% de participação, seguido por Colômbia (13%) e Etiópia (12%). Os demais fornecedores têm presença significativamente menor no mercado.



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