quinta-feira, maio 14, 2026

Autor: Redação

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Exposição Nacional do Mangalarga Marchador reúne mais de 1.600 cavalos em BH



A Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM) realizará, entre os dias 19 de julho e 2 de agosto de 2025, a 42ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador. O evento será no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte (MG), e contará com a presença de mais de 1.600 animais de 18 estados brasileiros.

Durante os 15 dias de programação, serão realizados julgamentos de marcha e morfologia, provas esportivas e provas sociais, além de palestras técnicas voltadas à equideocultura. A Solenidade Oficial está marcada para o dia 26 de julho, às 17h.

A expectativa da organização é de que cerca de 200 mil pessoas visitem o evento, que também oferecerá atrações ao público, como a Vila Kids, áreas gastronômicas e experiências imersivas ligadas à raça, como a “Calçada da Marcha” e a “Vitrine Viva”, com projeções interativas sobre o universo do cavalo no campo.

Criada em 1982, a Exposição Nacional do Mangalarga Marchador é considerada um dos principais eventos do agronegócio nacional e do setor equino. Ao longo dos anos, o número de participantes cresceu de 413 animais na primeira edição para mais de 1.600 em 2025, com a participação de 505 expositores.

A ABCCMM reúne atualmente 26 mil associados e um plantel com mais de 775 mil animais ativos, consolidando-se como uma das maiores associações de equinos da América Latina.

Segundo dados do Estudo do Complexo do Agronegócio do Cavalo, realizado pela Esalq/USP, a equideocultura movimenta cerca de R$ 38 bilhões ao ano no Brasil. Deste total, cerca de R$ 11,7 bilhões são atribuídos à cadeia do mangalarga marchador, que representa aproximadamente 31% do rebanho equino brasileiro.

A programação completa da exposição será transmitida ao vivo pelo canal oficial da ABCCMM no YouTube, com cobertura dos julgamentos feita pela equipe do programa Resenha do Marchador.

42ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador

Data: 19 de julho a 2 de agosto de 2025
Local: Parque da Gameleira – Av. Amazonas, 6020 – Belo Horizonte (MG)
Ingressos: www.nacionalmarchador.com.br
Mais informações: www.abccmm.org.br/projeto/42nacional
Redes sociais: @abccmmoficial (Instagram, YouTube e X)



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Ovo ou galinha: o que veio primeiro? A ciência responde



Afinal, quem veio primeiro: o ovo ou a galinha? Se sua resposta foi “a galinha”, é melhor repensar. A ciência já tem uma explicação — e ela aponta que o ovo veio antes!

Mas atenção: não estamos falando só do ovo de galinha. Os primeiros ovos com casca rígida surgiram há cerca de 300 milhões de anos, muito antes da primeira galinha aparecer, há apenas 10 mil anos, segundo os cientistas.

Como surgiu a primeira galinha?

De acordo com os pesquisadores, a galinha que conhecemos hoje nasceu de um ovo botado por uma ave ancestral, muito parecida com uma galinha, mas que ainda não era exatamente igual às aves modernas.

Ou seja: o ovo veio primeiro, e foi dele que saiu a primeira galinha “oficial” da espécie atual. Uma explicação evolutiva que parece resolver o enigma… ou quase.

E a tal proteína que forma a casca?

Alguns argumentam que a galinha veio primeiro, com base na existência da ovocleidina-17, uma proteína que ajuda a formar a casca do ovo. No entanto, essa substância já está presente em outras aves — o que não elimina o argumento de que o ovo veio antes.

Resumo científico:

Ovos existem há mais de 1 bilhão de anos;
Ovos com casca rígida: há 300 milhões de anos;
Galinhas modernas: surgiram há cerca de 10 mil anos;
A primeira galinha saiu de um ovo de uma “quase-galinha”.

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Referências e fontes:

“Cracking the Shell: An in‑Depth Scientific Exploration…”, detalhando OC‑17 e sua importância.

“Which came first: the chicken or the egg?” – artigo da Australian Academy of Science.

Revisão científica sobre biomineralização da casca de ovo – PMC.





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AgroNewsPolítica & Agro

Como reduzir custos da logística no agro



Com base em geometrias específicas, é possível classificar trechos por veículo



Com base em geometrias específicas, é possível classificar trechos por tipo de veículo
Com base em geometrias específicas, é possível classificar trechos por tipo de veículo – Foto: Sheila Flores

Uma nova plataforma digital está revolucionando a logística agrícola ao tornar mais eficiente o deslocamento de veículos em áreas rurais. Integrando ambiente web e aplicativo mobile, o Roteirizador de Campo permite criar rotas inteligentes adaptadas à realidade de operações agrícolas diversas, incluindo cultivos como soja, milho, algodão, café, laranja e cana-de-açúcar. A ferramenta atua mesmo em locais sem conexão à internet, oferecendo precisão, agilidade e redução de desperdícios nas atividades diárias.

Com base em geometrias específicas, é possível classificar trechos por tipo de veículo (como treminhões ou caminhões leves), calcular rotas conforme restrições e velocidade média, além de ajustar trajetos automaticamente em caso de imprevistos. “Com essa ferramenta é possível fazer um mapeamento personalizado da malha viária dos clientes, das usinas, dos produtores e agroindústrias. São dados que não estão disponíveis nos aplicativos públicos tradicionais”, explica Fernando Bortolazzo, líder da equipe de desenvolvimento da empresa.

Voltada para operações em larga escala, a solução impacta diretamente nos custos ao reduzir o tempo de deslocamento, o consumo de combustível e a necessidade de manutenção. Também otimiza o uso das máquinas na colheita, aplicação de produtos, transporte e monitoramento. Há ainda ganhos em sustentabilidade, com menor emissão de CO2, rastreabilidade e apoio à conformidade ambiental.

Com dashboards atualizados em tempo real, os gestores conseguem identificar gargalos operacionais e ajustar o planejamento com agilidade. O lançamento oficial da ferramenta ocorre durante o Congresso Conecta Agro (CCAgro), de 2 a 4 de julho, em Campinas (SP), onde o público poderá conhecer de perto essa e outras inovações voltadas à transformação digital do agronegócio.

 





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Alckimin, Alcolumbre e Motta criticam tarifaço e pregam defesa da soberania nacional



O vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Geraldo Alckmin, e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, se reuniram nesta quarta-feira (16) para falar sobre as tarifas de 50% impostas pelo mandatário norte-americano, Donald Trump, ao Brasil, e divulgaram um vídeo com discursos das três autoridades.

“O parlamento brasileiro está unido em torno da defesa dos interesses nacionais. Tenho
conversado muito com o presidente Hugo Motta em relação a esses últimos acontecimentos e nós temos a compreensão, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, o poder legislativo, que nós vamos defender a soberania nacional, vamos defender os empregos dos brasileiros, vamos defender os empresários brasileiros que geram a riqueza para o Brasil e tenho convicção também que esse processo tem que ser liderado pelo poder executivo”, afirmou Alcolumbre.

Alcolumbre reforçou que o relacionamento entre Brasil e EUA deve ser feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é o chefe de governo e de estado, e elogiou a atuação de Alckmin nas negociações com o empresariado brasileiro.

“Acho que o presidente Lula acertou com a sua equipe de lhe empoderar para que o senhor possa conduzir todas essas tratativas. sem em nenhum momento abrir mão da nossa soberania”. Ele também destacou que as tratativas entre EUA e Brasil devem ser feitas pelo governo “ao lado do congresso brasileiro”.

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Na sequência, Hugo Motta afirmou que o momento atual trouxe uma unidade nacional em favor do país. “Temos uma unidade em favor do país, de proteção à nossa indústria, aos nossos empregos, as nossas relações diplomáticas com os demais países e dizer que, assim como fizemos na aprovação da lei da reciprocidade, onde tanto no Senado como na Câmara, aprovamos por unanimidade um instrumento que o governo brasileiro hoje tem para garantir a proteção do nosso país, dos nossos negócios”.

Motta continuou dizendo que a população entende que “o Brasil não pode ser levado a decisões externas venham a interferir na nossa soberania. O Brasil hoje tem uma importância muito grande no cenário mundial e nós não temos a menor dúvida que com união, com compromisso e muita responsabilidade nós iremos superar esse momento protegendo todos os brasileiros e brasileiras”.

O vice-presidente Geraldo Alckmin agradeceu Alcolumbre e Motta, e disse que estão unidos para defender a soberania nacional. “O presidente Lula tem enfatizado isso e a separação dos poderes é pedra basilar do Estado de direito, da democracia. Na questão comercial, entendemos que é um equívoco, do governo americano, porque eles têm superávit na balança comercial com o Brasil, dos 10 produtos que eles mais exportam, oito não pagam nada, nada de imposto e a tarifa média de importação é 2,7%. Então, é totalmente inadequado, injusto e nós vamos trabalhar juntos para reverter essa situação”.





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Onde há fumaça, há fogo: como proteger suas lavouras



Temperaturas altas nas lavouras significam, muitas vezes, a perda de nutrientes essenciais para culturas como soja e milho, pois alteram o pH e destroem a microbiota. Onde há fogo, há perda. Isso porque nutrientes se dissipam, microrganismos desaparecem, o solo enfraquece e o ciclo da produção é interrompido.

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No solo das lavouras, os impactos são imediatos e profundos. As altas temperaturas provocadas pelas chamas eliminam nutrientes essenciais para culturas como soja e milho, alteram o pH e destroem a microbiota. A queima da vegetação compromete a presença de elementos como nitrogênio, fósforo, potássio e carbono orgânico, fundamentais para o desenvolvimento das plantas.

Além disso, a perda da cobertura vegetal expõe o solo à erosão, facilitando a lixiviação de nutrientes. Conforme estudo da Embrapa, as queimadas podem comprometer entre 15% e 40% da produtividade nas primeiras safras subsequentes ao incêndio.

Prevenção

Atenta aos riscos das queimadas para o setor agrícola, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reforça a importância da prevenção e do trabalho conjunto entre os agricultores para proteger a terra.

Práticas como roçagem mecânica, manejo adequado de resíduos culturais, plantio direto e uso de plantas de cobertura ajudam a preservar a matéria orgânica e a saúde do solo, além de atuarem no controle natural de pragas e doenças.

No ano passado, a delegada da Aprosoja no núcleo de Nova Mutum, Daiana Costa Beber, viveu na pele os efeitos de um incêndio iniciado na rede elétrica de uma propriedade vizinha. As chamas alcançaram a área de reserva da fazenda e causaram prejuízos que foram além da terra.

Ela relata que o desgaste físico e emocional da equipe foi enorme. Foi necessário contratar uma brigada profissional para garantir a segurança dos colaboradores, que não estavam preparados para enfrentar a situação. Além disso, a propriedade precisou recorrer a instrumentos legais, como ata notarial e laudo pericial, para comprovar a origem do incêndio e afastar qualquer responsabilidade ambiental da empresa.

Incêndios que vão além da lavouras

Mas os prejuízos causados pelo fogo no campo vão além da lavoura. Incêndios frequentes em Mato Grosso têm destruído sistemas de irrigação, pivôs centrais, armazéns, cercas e máquinas agrícolas. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os danos provocados por queimadas no estado, em 2024, já ultrapassam R$ 3,5 bilhões.

Delegados regionais da associação alertam que, quando o incêndio atinge áreas de reserva, o combate se torna ainda mais difícil, pois o uso de máquinas é restrito e o acesso às áreas é limitado. Em muitos casos, o fogo avança rapidamente, e há risco de perda total dos equipamentos se não forem removidos a tempo.

Em algumas propriedades, os incêndios chegaram a atingir 60% da área cultivada, principalmente em lavouras de palhada e milho pós-colheita. Como resposta, muitos produtores passaram a incluir no planejamento da colheita equipes específicas para o combate ao fogo, com tanques e bombas sempre prontas para agir. A prevenção, hoje, é parte essencial da rotina no campo.



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Frigoríficos em MS e GO paralisam produção de carne bovina por tarifaço de Trump



A decisão do ex-presidente norte-americano Donald Trump de aplicar uma tarifa adicional de 50% sobre produtos agropecuários brasileiros já provoca efeitos diretos em estados com forte presença na exportação de carne bovina, como Mato Grosso do Sul e Goiás.

Em Mato Grosso do Sul, quatro frigoríficos suspenderam temporariamente a produção de carne bovina destinada aos Estados Unidos. A informação foi confirmada nesta terça-feira (15) pelo secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Jaime Verruck, que classificou a situação como preocupante.

Segundo o Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados do estado, a medida é uma resposta logística para evitar o acúmulo de estoques que não poderão ser escoados ao mercado norte-americano.

A carne bovina desossada e congelada representa 45,2% das exportações de Mato Grosso do Sul em 2025. Ainda que os EUA representem 7% do total das exportações do estado, eles concentram 15% das vendas externas de carne bovina sul-mato-grossense — um mercado considerado de alto valor agregado.

“Estamos suspendendo abates voltados ao mercado americano. Os frigoríficos já têm produto estocado e enfrentam dificuldades para redirecionar os embarques a curto prazo”, destacou Verruck. Ele também alertou para o risco de uma queda no preço da arroba do boi, caso o excesso de carne seja desviado ao mercado interno.

Situação semelhante ocorre em Goiás, onde 25% das exportações de carne bovina têm os Estados Unidos como destino, atrás apenas da China. De acordo com nota da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do estado (Seapa), frigoríficos goianos também suspenderam parte das remessas aos EUA.

Para o governo goiano, o impacto vai além dos exportadores diretos. Com a sobrecarga de proteína animal sendo direcionada a outros mercados, inclusive o interno, há um risco de desequilíbrio nos preços, tanto para frigoríficos quanto para pecuaristas. Além disso, a nota da Seapa alerta que o aumento na oferta de carne pressiona também os grãos usados na alimentação animal.

Na tentativa de mitigar os impactos, o governo de Goiás tem intensificado as relações internacionais, com destaque para a missão ao Japão em andamento, além de diálogos com outros países.

Para ambos os estados, a medida anunciada por Trump impõe um desafio logístico e econômico imediato. E acende o sinal de alerta no agronegócio brasileiro, um dos setores mais afetados pelo novo “tarifaço”.



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Tarifa dos EUA trava exportação de 2.500 contêineres de manga do Brasil



O presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho, manifestou forte preocupação com o anúncio do presidente e pré-candidato Donald Trump de impor uma tarifa adicional de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, a partir de 1º de agosto. O impacto imediato, segundo ele, recai sobre a manga, uma das principais frutas exportadas pelo Brasil ao mercado norte-americano.

A medida, segundo Coelho, atinge diretamente a janela de dois meses e meio em que o Brasil tradicionalmente abastece os EUA com manga, em um período planejado com anos de antecedência. “Já foram compradas embalagens, reservados contêineres e firmados contratos com supermercados e importadores. Uma mudança brusca como essa gera insegurança em toda a cadeia”, afirmou.

O setor estima que cerca de 2.500 contêineres de manga seriam exportados durante a temporada. Com a tarifa, esses embarques ficam inviabilizados economicamente. Enviar as frutas para a Europa, segundo Coelho, causaria um colapso nos preços locais, enquanto o redirecionamento ao mercado interno resultaria em excesso de oferta, perda de valor e risco de desperdício.

“O produto poderá chegar a valer zero. E isso significa deixar de colher, perder a produção e enfrentar desemprego em larga escala”, alertou o presidente da Abrafrutas.

A entidade participou de uma reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros do governo federal, junto com representantes de outros setores afetados, como carne, peixe, suco de laranja e mel. A proposta do setor é que o Brasil negocie com os Estados Unidos a retirada de alimentos da lista de produtos que receberão a nova tarifa.

“Não podemos aceitar que alimentos sejam taxados dessa forma, especialmente em um mundo onde milhões passam fome. É uma questão humanitária”, defendeu Coelho.

Além da diplomacia oficial, a estratégia da Abrafrutas envolve diálogo direto com importadores americanos, para pressionar o governo local e associações comerciais a reverem a medida.

“É hora de diálogo, bom senso e equilíbrio. Todos perderão com essa taxação”, concluiu.



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Tarifa retém em portos ou em alto-mar 30 mil t de carne destinadas aos EUA, diz Abiec



A indústria exportadora de carne bovina estima que cerca de 30 mil toneladas de mercadoria com destino aos Estados Unidos estão paradas em alto-mar após o anúncio do governo norte-americano de imposição de tarifa adicional de 50% sobre produtos importados brasileiros.

“Temos cerca de 30 mil toneladas de carne bovina produzidas que estão nos portos ou em alto-mar. A nossa preocupação é como será o desdobramento a partir de 1º de agosto”, afirmou o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, a jornalistas após reunião do setor agropecuário no âmbito do comitê interministerial do governo que discute a reação do Executivo ao tarifaço dos EUA.

“É um volume em torno de US$ 150 milhões a US$ 160 milhões que já estão produzidos e a caminho dos Estados Unidos. É uma preocupação adicional ao produtor de carne bovina”, apontou.

De acordo com Perosa, a sobretaxa de 50% torna inviável a exportação de carne bovina aos EUA, o segundo maior comprador da proteína brasileira, atrás apenas da China. “Os frigoríficos já estão parando de produzir carne destinada aos Estados Unidos, haja vista a incerteza da taxação”, disse. Hoje, a carne bovina brasileira é exportada ao país com imposto da ordem de 36%.

Perosa afirmou que o setor levou a indicação ao governo de que negociação com os Estados Unidos precisa continuar. “Nossa sugestão de imediato é, se possível, uma prorrogação do início dessa taxação porque existem contratos em andamento e não há tempo hábil de desfazer esses contratos até dia 1º”, observou o presidente da Abiec.

Ele disse ainda que a indústria brasileira está em negociação com os importadores norte-americanos em apoio às negociações do governo federal, levando a relevância dos números para ter a prorrogação ou reversão da medida.

“Hoje nós complementamos a produção americana, que está em seu menor ciclo pecuário dos últimos 80 anos e o Brasil exporta basicamente o que é utilizado para produção de hambúrgueres, caso do dianteiro bovino”, disse Perosa.



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EUA cita Pix, etanol e desmatamento como motivos para investigação sobre o Brasil



O governo dos EUA abriu investigação contra o Brasil por “práticas comerciais desleiais”. Para justificar a investida, as autoridades norte-americanas citaram o Pix, etanol e o desmatamento ilegal.

A investigação solicitada por Trump foi anunciada na terça-feira (15) por meio de um documento oficial do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês)

“O USTR detalhou as práticas comerciais desleais do Brasil que restringem a capacidade dos exportadores americanos de acessar seu mercado há décadas no Relatório Nacional de Estimativa de Comércio (NTE). Após consultar outras agências governamentais, assessores credenciados e o Congresso, determinei que as barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil merecem uma investigação completa e, potencialmente, uma ação corretiva”, diz trecho do documento.

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A legislação dos EUA permite que o país adote medidas para tentar corrigir práticas comerciais desleais, como a aplicação de tarifas ou sanções contra o país alvo da investigação. O presidente norte-americano já havia mencionado a investigação na carta em que anunciou a tarifa de 50% sobre exportações brasileiras.

Para justificar a taxação, o documento incluiu o sistema pagamento eletrônico do país, o Pix, entre as práticas desleais brasileiras. “O Brasil também parece se envolver em uma série de práticas desleais em relação ao serviços de pagamento eletrônico, incluindo, entre outras, a promoção de seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo’, diz um trecho do documento.

Em outro trecho, o USTR menciona a taxa que o Brasil cobra dos EUA pela exportação de etanol. “O Brasil abandonou sua disposição de oferecer tratamento praticamente isento de impostos para o etanol dos EUA e, em vez disso, agora aplica uma tarifa substancialmente mais alta às exportações de etanol dos EUA”.

Além disso, o documento inclui o desmatamento entre as razões para a investigação. “O Brasil parece não estar aplicando efetivamente as leis e regulamentações destinadas a impedir o desmatamento ilegal, prejudicando assim a competitividade dos produtores americanos de madeira e produtos agrícolas”, ressalta o documento.



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com maior demanda preços seguem firmes



Os preços do arroz em casca seguem firmes no mercado do Rio Grande do Sul, como apontam dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Trata-se da terceira semana consecutiva de avanço nos valores do arroz, que, agora, acumulam 2,2% de alta na parcial de julho. Vale lembrar que, em junho, a queda foi de 6% e, na parcial do ano, a baixa está acima dos 30%. 

Pesquisadores do Cepea indicam que foi observada maior presença compradora, visando renovar estoques. Por outro lado os vendedores estão mais afastados das negociações, o que forçou as indústrias a elevar os valores de suas ofertas. 

Produtores consultados pelo Cepea seguem preocupados também com a nova safra, diante dos preços considerados baixos e com apreensão com a guerra tarifária iniciada pelos Estados Unidos, que pode elevar os preços dos insumos. 

Em relatório divulgado neste mês, a Conab estimou produção de arroz da safra 2024/25 em 12,32 milhões de toneladas. Dessa forma o aumento registrado foi de 16,5% no comparativo com a temporada 2023/24. 

No contexto mundial, o USDA reduziu em ligeiro 0,1% a estimativa de produção global de arroz para a temporada 2025/26, para 541,27 milhões de toneladas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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