quarta-feira, maio 13, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

saiba 5 curiosidades sobre o insumo têxtil natural


O Brasil, atualmente, é o principal exportador de algodão no mundo e o terceiro maior produtor global do insumo têxtil. Seja em relação à relevância econômica para o mercado ou mesmo às particularidades da planta, a matéria-prima que dá origem à principal fibra natural utilizada no mundo é repleta de detalhes interessantes.

Por isso, a coluna lista a seguir cinco curiosidades sobre o insumo têxtil produzido no Brasil, reunidas a partir de informações da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e do movimento Sou de Algodão.

1. O Brasil é o país número 1 em algodão sustentável no mundo

O Brasil é não só o principal exportador de algodão para o mundo na atualidade, como também o maior produtor e exportador global de algodão sustentável. De todo o montante produzido no país, 84% atende a critérios certificados que vão do tripé da sustentabilidade – ambiental, social e econômico – aos mais de 170 requisitos de um rígido protocolo de boas práticas.

2. A maior parte da produção no Brasil é irrigada somente com água da chuva

Enquanto outros países fortes na produção de algodão utilizam irrigação artificial, a cadeia brasileira irriga somente 8% do total. Isso significa que os outros 92% são plantados em regime de sequeiro, utilizando, exclusivamente, a água da chuva para o crescimento do algodoeiro.

O Brasil também é o maior destaque global neste aspecto. Inclusive, em todo o país, a área de cultivo da planta ocupa somente 0,2% do território nacional.

3. Os restos do plantio de algodão são aproveitados pela indústria alimentícia

A colheita do algodão não se restringe à pluma, que representa somente 41,2% do volume. A maior parte (54%) é caroço, também aproveitado pela indústria alimentícia como ração para animais ou na produção do óleo de algodão, cujo uso vai da cozinha de casa às industriais, como em redes de fast food. E, claro, reaproveitado em plantios seguintes.

4. É preciso controlar o crescimento da planta

Ao todo, as etapas de plantio do algodão duram, geralmente, 190 dias. Entre elas, o controle no crescimento da planta, que tende, naturalmente, a se tornar um arbusto. Porém, para que a máquina de colheita seja capaz de aproveitar ao máximo as plumas, é necessário utilizar reguladores para que o algodoeiro cresça só até o tamanho ideal.

5. A cadeia do algodão é a 2ª que mais emprega na indústria de transformação brasileira

No Brasil, a segunda maior quantidade de empregos na indústria de transformação – que transforma matéria-prima em produto final – vem da cadeia do algodão. Em 2022, o setor detinha 1,34 milhão de empregos formais. Se considerados os empregos indiretos, o montante chega a 8 milhões.





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AgroNewsPolítica & Agro

Geadas ajudam no controle de pragas da uva



Produtores iniciam poda de inverno em videiras do Rio Grande do Sul




Foto: Nadia Borges

A poda de inverno das videiras de ciclo precoce teve início na região administrativa de Caxias do Sul, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (17) no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Paralelamente, a adubação de inverno também está em andamento, conforme recomendações técnicas voltadas ao manejo adequado da cultura.

A entidade destacou que as geadas registradas nas últimas semanas contribuíram para a redução de inóculos de fungos patogênicos e pragas, além de atuarem como mecanismo natural de controle de plantas invasoras. A Emater/RS-Ascar também informou que, até o momento, a quantidade de horas de frio com temperaturas abaixo de 7,2°C já foi suficiente para atender às exigências de dormência das videiras de ciclo precoce. No entanto, as videiras de ciclo médio e tardio ainda demandam maior acúmulo de frio para completar esse requisito fisiológico.

Na região de Erechim, a limpeza dos parreirais foi realizada por parte dos viticultores, e alguns produtores iniciaram os trabalhos de poda, marcando o início das atividades de inverno nas lavouras da cultura.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

MAPA: Governo Federal lança Plano Safra 2025/2026 com R$ 516,2 bilhões para…


Com o slogan Força para o Brasil crescer, a nova edição amplia o crédito, incentiva a sustentabilidade e garante apoio ao produtor rural

Para fomentar e fortalecer ainda mais o agro brasileiro, o Governo Federal lança nesta terça-feira (1º) o Plano Safra 2025/2026, com recursos na ordem de R$ 516,2 bilhões destinados à agricultura empresarial. O valor representa um acréscimo de R$ 8 bilhões em relação à safra anterior. A cerimônia de lançamento será realizada às 11h, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Veja os detalhes dos juros, recursos e linhas de crédito:

Voltado a médios e grandes produtores, o Plano Safra da agricultura empresarial é coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e contempla operações de custeio, comercialização e investimento. As condições variam de acordo com o perfil do beneficiário e o programa acessado. As taxas de juros, prazos e limites de crédito estarão disponíveis nas tabelas oficiais a serem divulgadas pelo Mapa.

Medidas para ampliar a segurança e sustentabilidade no campo

A partir deste ano, o crédito rural de custeio agrícola passa a exigir a observância das recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Anteriormente restrita a operações de até R$ 200 mil contratadas por agricultores familiares do Pronaf com enquadramento obrigatório no Proagro, a exigência agora se estende a financiamentos acima desse valor e a contratos em que o Proagro não é exigido. O objetivo é evitar a liberação de crédito fora dos períodos indicados ou em áreas com restrições, contribuindo para maior segurança e sustentabilidade na produção. A exceção ocorre somente nos casos em que não houver zoneamento disponível para o município ou para a cultura financiada.

Outra novidade é a autorização para o financiamento de rações, suplementos e medicamentos adquiridos até 180 dias antes da formalização do crédito, o que flexibiliza o acesso aos insumos.

O crédito de custeio também poderá ser destinado à produção de sementes e mudas de essências florestais, nativas ou exóticas, valorizando iniciativas voltadas à preservação ambiental. Ainda nesse contexto, será permitido o financiamento de insumos e tratos culturais voltados ao cultivo de plantas utilizadas para cobertura e proteção do solo no período de entressafra, incentivando práticas agrícolas sustentáveis.

Além disso, o novo ciclo do Plano Safra traz medidas para facilitar a renegociação de dívidas, oferecendo aos produtores que enfrentaram dificuldades em safras anteriores mais flexibilidade para reorganizar seus passivos e retomar o fluxo produtivo.

Acesso ampliado ao Funcafé

Um dos destaques desta edição é a ampliação do acesso ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). A partir de agora, beneficiários do Pronaf e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) poderão acessar o fundo mesmo que já tenham contratos ativos pelo Plano Safra, aumentando as opções de crédito e fortalecendo a capacidade de investimento e produção no setor cafeeiro.

Incentivo à produção sustentável e à modernização

Os produtores que adotarem práticas sustentáveis terão acesso a condições diferenciadas, como juros reduzidos. O Plano Safra 2025/2026 também oferece crédito para produção de mudas, reflorestamento e culturas de cobertura, que ajudam a preservar o solo entre uma safra e outra.

Além disso, o governo prorrogou para o período de 1º de julho de 2025 a 30 de junho de 2026 a aplicação do desconto de 0,5 ponto percentual na taxa de juros das operações de crédito rural de custeio. A medida vale para produtores enquadrados no Pronamp e também para os demais produtores que investirem em atividades sustentáveis, com recursos equalizados e respeitados os limites definidos por cada instituição financeira para o ano agrícola.

Programas voltados à modernização e inovação seguem fortalecidos. Moderagro e Inovagro foram unificados para simplificar o acesso ao crédito e, com isso, houve aumento do limite disponível para investimentos em granjas, possibilitando que essas estruturas se mantenham sempre atualizadas em relação à sanidade animal.

O subprograma RenovAgro Ambiental passa a contemplar também ações de prevenção e combate a incêndios, além de recuperação de áreas protegidas. Entre as novidades, está a possibilidade de financiamento de ações de prevenção e combate ao fogo no imóvel rural; uso dos recursos para a aquisição de caminhões-pipa ou carretas-pipa; e entre os itens financiáveis, mudas de espécies nativas para a reposição e recomposição de áreas de preservação permanente e reservas legais.

O programa de armazenagem (PCA) também foi ampliado. O limite de capacidade por projeto passou de 6 mil para 12 mil toneladas, o que contribui para melhorar a infraestrutura de estocagem e escoamento da produção rural.

Outra novidade é a ampliação do limite de renda para enquadramento no Pronamp, que passou de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões por ano, permitindo que mais produtores tenham acesso às condições diferenciadas oferecidas pelo programa.

Compromisso com o desenvolvimento do agro

Com o slogan “Força para o Brasil crescer”, o Plano Safra 2025/2026 destaca a relevância da agropecuária para o crescimento do país. A ampliação do crédito, o incentivo à produção sustentável e o fortalecimento das políticas voltadas ao campo reforçam a estratégia do governo de promover um setor mais eficiente, competitivo e alinhado às demandas ambientais.





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USDA decepciona, mas soja sobe e anima mercado brasileiro



A semana foi marcada pela tentativa de reação dos preços futuros da soja na Bolsa de Chicago. Com dólar em alta e preços firmes, as cotações domésticas melhoraram, assim como o ritmo dos negócios. O relatório de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no dia 11, teve pouco impacto no mercado.

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O relatório indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,335 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 117,98 milhões de toneladas. A produtividade foi estimada em 52,5 bushels por acre. No relatório anterior, os números eram de 4,340 bilhões (118,11 milhões) e 52,5 bushels, respectivamente. O mercado esperava uma produção de 4,331 bilhões ou 117,87 milhões.

Os estoques finais estão projetados em 310 milhões de bushels ou 8,44 milhões de toneladas, contra 295 milhões do relatório anterior, 8,03 milhões. O mercado apostava em carryover de 304 milhões de bushels ou 8,27 milhões de toneladas. O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,540 bilhões de bushels e exportações de 1,745 bilhão. Em junho, os números eram de 2,490 bilhões e 1,815 bilhão.

Para a temporada 2024/25, o USDA indicou estoques de passagem de 350 milhões de bushels, abaixo da estimativa do mercado de 358 milhões. As exportações estão projetadas em 1,865 bilhão e o esmagamento em 2,420 bilhões de bushels.

O USDA projetou safra mundial de soja em 2025/26 de 427,68 milhões de toneladas. Para 2024/25, a previsão é de 422 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 126,1 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 125,5 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2024/25 estão estimados em 124,3 milhões de toneladas, contra expectativa de 125,1 milhões de toneladas.

Para a safra brasileira de 2025/26, foi projetada a produção de 175 milhões de toneladas. Já para 2024/25, a estimativa foi mantida em 169 milhões de toneladas, levemente abaixo da expectativa do mercado, que era de 169,4 milhões.

No caso da Argentina, a projeção para 2025/26 é de 48,5 milhões de toneladas. Para a safra 2024/25, houve revisão para cima: de 49 milhões para 49,9 milhões de toneladas, superando a média das projeções do mercado, que apontava para 49,3 milhões.

As importações chinesas foram estimadas em 112 milhões de toneladas para 2025/26, mesma previsão do relatório anterior. Para 2024/25, houve ajuste para baixo: de 108 milhões para 106,5 milhões de toneladas.

Mercado

O mercado brasileiro de soja registrou grande volume de negócios, tanto nos portos quanto no interior do país nesta semana. De acordo com o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, a combinação de alta na Bolsa de Chicago e dólar favorável ao longo da semana contribuiu para o avanço das negociações.

Os prêmios nos portos apresentaram pouca oscilação, sustentados por uma demanda firme. Já no interior, o basis permaneceu fortalecido, com boas oportunidades de venda, o que incentivou os produtores a comercializar o grão. “Como resultado, tivemos um spread positivo e um dia de forte movimentação no mercado”, conclui.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 132,00
  • Rio Grande (RS – porto): R$ 140,00
  • Cascavel (PR): R$ 131,00
  • Paranaguá (PR): de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Rondonópolis (MT): R$ 120,00



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o erro de escolher um lado político


Em um país cada vez mais polarizado, cresce o número de entidades de classe que decidem adotar posições políticas explícitas – a favor ou contra governos, partidos ou candidatos. Muitas vezes, isso é feito em nome da “defesa do setor”. Mas o resultado quase sempre é o oposto: a entidade acaba enfraquecida, dividida e perde capacidade de dialogar quando o poder muda de mãos.

Uma entidade setorial não existe para expressar a opinião pessoal de sua diretoria. Ela representa os interesses coletivos de empresas, produtores ou profissionais de um mesmo segmento – um público diverso. Dentro dele há quem vote à esquerda, à direita, ao centro ou em ninguém. Há concorrentes diretos que, apesar das disputas comerciais, se unem para buscar políticas públicas que favoreçam o setor como um todo. Essa união é a força das entidades. Quando escolhem um lado político, rompem esse elo.

Outro problema surge quando a entidade vira um “braço” de um grupo político: ela perde capacidade de diálogo com governos de outro campo ideológico. Quando a oposição vence, a entidade fica tolhida em seu papel. O setor perde voz justamente quando mais precisa — para negociar, propor mudanças, resolver crises ou construir soluções em conjunto com o governo.

Entidades de classe não são partidos políticos. Não disputam eleições. Sua missão não é “vencer” uma disputa eleitoral, mas garantir que o setor produtivo tenha sempre interlocução qualificada e respeitada – qualquer que seja o governo eleito.

Isso não significa omissão. Entidades sérias precisam se posicionar com clareza sobre políticas públicas que afetem o setor. Devem apoiar medidas que ajudem o desenvolvimento e criticar o que o prejudica, venha de quem vier. Mas há uma diferença fundamental entre ter posição sobre políticas e ter lado político. Um é papel legítimo e necessário. O outro é militância.

Quando a entidade confunde as duas coisas, o debate técnico vira slogan. A crítica fundamentada cede espaço ao ataque pessoal. A negociação madura se transforma em palanque. E as soluções para problemas reais se afastam.

É importante lembrar que as pessoas físicas têm opinião política – e devem ter. Presidentes de entidades, diretores, conselheiros, associados são cidadãos com direito de votar, militar, apoiar candidatos. Mas ao falar em nome da entidade, falam por todos. Representar significa moderar a voz para incluir diferentes perspectivas. Quem não entende isso acaba usando a instituição para expressar preferências pessoais, traindo sua função de representar o coletivo.

Em momentos de tensão política, cresce a tentação de “escolher um lado”. Mas justamente nesses momentos aumenta a responsabilidade das entidades em manter a isenção. Resistir à captura política não é fraqueza: é sinal de maturidade e compromisso com quem se representa. O setor produtivo precisa de entidades respeitadas por qualquer governo. Precisa de pontes – não de muros.

O Brasil já tem partidos políticos suficientes. O que precisa são entidades fortes, técnicas e capazes de dialogar com qualquer governo, apresentando dados confiáveis e propostas reais para problemas complexos. Quem abandona essa função para fazer campanha eleitoral pode até conquistar aplausos fáceis por um tempo – mas cobra um preço alto do setor que deveria defender.

No fim, quem paga a conta são todos os representados que, divididos, perdem força para enfrentar desafios concretos: burocracia, insegurança jurídica, custos elevados, falta de crédito, baixa competitividade.

Preservar a isenção institucional não é só uma escolha ética. É uma escolha estratégica. Quem busca resultados duradouros para seu setor precisa ter a coragem de não se alinhar a partidos – mas sim à missão de defender quem produz, investe, emprega e ajuda o país a crescer.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Sorgo brasileiro rende 150% a mais


O híbrido SHU 511, da brasileira Shull Seeds, foi o destaque da 2ª Vitrine de sorgo da Coopertinga, realizada em Formoso (MG), ao registrar a maior produtividade líquida entre 30 materiais avaliados. Com colheita em 9 de julho e umidade corrigida para 13%, o SHU 511 atingiu 158,8 sacas por hectare, superando em 145,9% a média estadual, de 63,6 sc/ha, conforme estimativa da Conab para a safra 2024/25.

O experimento foi conduzido com plantio em 21 de fevereiro na Fazenda JM, da família Balbinot, utilizando adubação de base de 250 kg/ha (05-37-00) e 140 kg/ha de KCl, além de 200 kg/ha de ureia em cobertura. O híbrido da Shull superou o segundo colocado em 15,5 sacas, e teve produtividade 29,2% superior à média dos demais concorrentes.

Segundo Daniel Tablas, engenheiro agrônomo da empresa, o SHU 511 tem se mostrado uma excelente opção para regiões do Cerrado como o Noroeste Mineiro e o Leste Goiano. “O SHU 511 tem mostrado excelente adaptação nesta região do Cerrado que inclui o Noroeste Mineiro e Lesto Goiano, com sanidade foliar e alto teto produtivo. É uma alternativa segura para o produtor que busca rentabilidade com sorgo na safrinha”, afirma.

De acordo com a Conab, Minas e Goiás somam 52% da produção nacional de sorgo. Em dez anos, a produção mineira cresceu mais de 300%, e a goiana, quase 350%. No cenário nacional, a área plantada aumentou 173% entre 2015/16 e 2024/25, com avanço de 98% na produtividade média, reforçando o papel estratégico do sorgo na produção de grãos no Brasil.

“O sorgo tem se consolidado como uma alternativa estratégica para a produção de grãos no Brasil, especialmente em regiões com menor disponibilidade hídrica. Os dados de produtividade mostram que o produtor brasileiro está investindo em tecnologia e manejo para ampliar a eficiência da cultura”, afirma o agrônomo Tablas.

 





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Ceará registra foco de gripe aviária em criação doméstica



O Ceará registrou o primeiro caso de gripe aviária do tipo H5N1 em aves domésticas. O registro ocorreu numa criação de subsistência, em que as aves são produzidas para consumo próprio, em Quixeramobim, no sertão central do estado.

Por meio de nota, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) informou que a propriedade foi isolada e que as aves foram mortas na manhã desta sexta-feira (18). A criação passará pelo protocolo de saneamento previsto pelo Plano Nacional de Contingência de Influenza Aviária, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

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Embora o caso só tenha sido divulgado neste sábado (19), o Laboratório Federal de Defesa Agropecuário (LFDA), em Campinas (SP), confirmou a ocorrência de H5N1 após analisar amostras encaminhadas no último dia 8. A Adagri também investiga as propriedades num raio de 10 quilômetros do foco para verificar o possível vínculo com outras criações.

A agência reforça que o consumo de carne de aves e ovos armazenados em casa ou em pontos de venda é seguro, porque a doença não é transmitida por meio do consumo. O órgão reitera que há nenhuma restrição quanto ao consumo.

Estatísticas

Desde 2023, o Brasil registra focos de gripe aviária em criações domésticas. De lá para cá, foram detectados 181 casos de influenza aviária, sendo 172 casos em aves silvestres, oito em aves de subsistência e um em aves comerciais, todos controlados.

O único caso em granja comercial foi registrado em Montenegro (RS) em maio. Após a desinfecção do local e o cumprimento de 28 dias sem novos registros em criações comerciais, o Ministério da Agricultura e Pecuária declarou o Brasil livre da gripe aviária em 18 de junho, o que permitiu a retomada das exportações de frango.

No mês passado, o país registrou focos domésticos de H5N1 em Goiás e no Mato Grosso do Sul. Também houve um foco de gripe aviária silvestre no zoológico de Brasília.



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Haddad nega que Brasil vai retaliar tarifaço de Trump com taxação de dividendos de empresas dos EUA



Fernando Haddad, ministro da Fazenda, negou neste sábado (19) que o governo tenha intenção de retaliar os EUA com a taxação de dividendos de empresas norte-americanas por causa da tarifa de 50% para produtos brasileiros anunciada por Donald Trump no dia 9 de julho.

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Em nota, o Ministério da Fazenda afirma que “adoção de medidas mais rígidas está fora de cogitação “.

“O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nega que o governo brasileiro esteja avaliando a adoção de medidas mais rigorosas de controle sobre os dividendos como forma de retaliação às taxas adotadas pelos Estados Unidos e reafirma que essa possibilidade não está em consideração”, diz o comunicado.

A publicação de Haddad nas redes sociais ocorre após circular na imprensa nos últimos dias a informação que Lula estava estudando adotar essa medida como forma de retaliação ao tarifaço de Trump.

Negociação

O Ministério das Relações Exteriores divulgou na última quarta-feira (16) carta enviada para o governo dos EUA reforçando o pedido de negociação com os norte-americanos.

A carta cobra de uma resposta de uma proposta de negociação feita pelo governo brasileiro em 16 de maio de 2025.

“Com base nessas considerações e à luz da urgência do tema, o Governo do Brasil reitera seu interesse em receber comentários do governo dos EUA sobre a proposta brasileira. O Brasil permanece pronto para dialogar com as autoridades americanas e negociar uma solução mutuamente aceitável sobre os aspectos comerciais da agenda bilateral, com o objetivo de preservar e aprofundar o relacionamento histórico entre os dois países e mitigar os impactos negativos da elevação de tarifas em nosso comércio bilateral”, diz o trecho do documento.



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Taxação dos EUA continua dividindo opiniões na Câmara dos Deputados



Deputados divergem sobre como agir diante da taxação dos EUA contra o Brasil


Foto: Canva

A ameaça dos Estados Unidos de taxar produtos brasileiros em 50% a partir de 1º de agosto continua a gerar debates na Câmara. Enquanto o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), atribui a resolução do problema ao Executivo, o presidente da Comissão de Finanças e Tributação, deputado Rogério Correia (PT-MG), diz que não há justificativa técnica para essa taxação.

Problema do Executivo

“Esse não é um problema nosso [da Câmara]”, disse Sóstenes Cavalcante, em entrevista à Rádio Câmara nesta sexta-feira (18). “É problema de governos: governo executivo brasileiro, na figura do presidente atual da República, com o governo Donald Trump lá nos Estados Unidos.”

Segundo Sóstenes, o papel do Legislativo é atuar em eventual necessidade do Executivo e, até o momento, o Palácio do Planalto não acionou a Câmara. “Então não temos o que fazer”, resumiu, criticando a falta de diálogo do governo brasileiro com a administração americana.

Tentativa de interferência

Por outro lado, o deputado Rogério Correia afirmou que o governo brasileiro já busca negociar com o governo americano. Em entrevista à Rádio Câmara nesta sexta-feira (18), o parlamentar aventou a possibilidade de o Brasil aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica – recentemente aprovada pelo Congresso – e taxar a importação de produtos norte-americanos. “Mas espero que não cheguemos a tanto”, torce Rogério Correia, apostando num “recuo” do presidente dos EUA.

Para Correia, a taxação é injustificável, visto que os EUA têm superávit anual de US$ 68 bilhões nas relações comerciais com o Brasil. O deputado acusou Donad Trump de tentar interferir na justiça brasileira e de atacar o sistema de pagamentos PIX. “[Trump] Quer que a gente destrua o nosso PIX para validar o cartão de crédito americano”, criticou.

 





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Planta que ‘come’ metal pode ser solução para solos contaminados



Nos últimos anos um grupo de pesquisadores vinculados ao Departamento de Agronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Recife, tem percorrido áreas de preservação ambiental de mineradoras e também os principais herbários do país buscando identificar espécies de plantas raras e de alto interesse econômico.

As hiperacumuladoras de metais, espécies de plantas que absorvem níquel, zinco, cobre, manganês e outros minérios de alto valor comercial do solo em concentrações centenas ou milhares de vezes maiores em comparação com outras.

Em razão dessa capacidade, elas têm sido utilizadas para promover a chamada agromineração: o uso de plantas para extrair metais de ambientes contaminados e comercializá-los, atendendo aos preceitos da economia circular.

“O trabalho de identificar essas plantas é como tentar encontrar agulha no palheiro”, comparou Clístenes Williams Araújo do Nascimento, professor da UFRPE.

“Mas já encontramos algumas espécies de plantas hiperacumuladoras de níquel, zinco e manganês no país, incluindo algumas novas, que eram desconhecidas”, afirmou Nascimento, engenheiro agrônomo pela Universidade Federal da Paraíba.

Plantas raras

De acordo com Nascimento, estima-se que as hiperacumuladoras de metais representem apenas 0,2% de todas as plantas conhecidas atualmente, um universo de 350 mil a 400 mil espécies catalogadas. Duas delas, como a Pycnandra acuminata, já são usadas comercialmente para a agromineração em países como Albânia, Malásia e Indonésia.

“Essas espécies são adaptadas ao clima temperado e tropical. No Brasil ainda não identificamos uma hiperacumuladora ideal e estamos promovendo uma verdadeira caça por todo o país, que tem grande potencial para essa área porque tem a maior biodiversidade de plantas do planeta”, disse Nascimento.

As plantas hiperacumuladoras ideais são aquelas que apresentam alto poder de bioconcentração, ou seja, são capazes de reter níquel, por exemplo, em teor comparável ao encontrado no solo. Além disso, precisam ter alta capacidade de translocação dos metais para a parte aérea (caule, folhas, flores e frutos) e alta produção de biomassa para serem incineradas, o minério é extraído de suas cinzas.

“Não adianta uma planta concentrar muito metal mas ser pequena. No caso do níquel, para ser considerada eficiente para agromineração, uma espécie de planta candidata precisa permitir produzir 10 toneladas por hectare”, ressaltou Nascimento.

Caça às hiperacumuladoras

A fim de tentar identificar candidatas a hiperacumuladoras de metais ideais no Brasil, os pesquisadores têm feito parcerias com as principais mineradoras do país para realização de estudos em campo em áreas de mineração e em outros lugares onde são encontrados os chamados solos ultramáficos.

De acordo com o pesquisador, esse tipo de solo ocupa entre 1% e 3% da superfície terrestre, tem baixos teores de nutrientes essenciais para as plantas, como nitrogênio, fósforo, potássio e cálcio, e alta relação de magnésio. 

“Para um solo ser viável para a agricultura ele precisa, geralmente, ter mais cálcio do que magnésio. No caso dos solos ultramáficos, essa relação é inversa: têm maiores proporções de magnésio do que cálcio”, explicou o pesquisador.

Para ser considerada hiperacumuladora, uma espécie de planta precisa apresentar a capacidade de absorver mais de 100 microgramas por grama de cádmio, ou mais de 300 de cobalto, mais de mil de níquel, 3 mil de zinco e 10 mil de manganês, apontou Nascimento.

“Algumas teorias sobre as razões de essas plantas terem desenvolvido a capacidade de hiperacumulação de metais focam a proteção do ataque de pragas ou a ocupação de nichos ambientais. Poderia ser uma vantagem para elas crescerem em um ambiente onde outras espécies não resistiriam”, detalhou o agrônomo.

O trabalho deve ganhar maior impulso com a recente aprovação pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) da criação do Instituto Nacional de Biotecnologias para o Setor Mineral (Inabim).

Um dos objetivos do Inabim é buscar soluções para desafios nacionais, como a recuperação de áreas degradadas pela mineração, o aproveitamento de resíduos e a produção de novos materiais.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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