quarta-feira, maio 13, 2026

Autor: Redação

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Suco de laranja é o produto mais afetado por tarifaço, avalia Cepea



Suco de laranja, café, carne bovina e frutas frescas estão entre os itens mais expostos à tarifa adicional de até 50% sobre as importações de produtos brasileiros pelos Estados Unidos, com vigência prevista para 1º de agosto de 2025, segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

De acordo com com a análise da equipe do Cepea, o suco de laranja é o produto mais sensível à nova política tarifária. Isso porque já incide atualmente uma tarifa fixa de US$ 415 por tonelada sobre o produto, e a aplicação de uma sobretaxa de até 50% elevaria significativamente o custo de entrada nos EUA, comprometendo sua competitividade no segundo maior destino dos embarques brasileiros.

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Atualmente, os EUA importam cerca de 90% do suco que consomem, sendo o Brasil responsável por aproximadamente 80% desse total. Com a sinalização da tarifa, pesquisas do Cepea apontam que indústrias brasileiras já passaram a suspender novos contratos, limitando-se ao mercado spot, com valores entre R$ 40,00 e R$ 45,00 por caixa, diante do elevado grau de incerteza.

“Essa instabilidade ocorre justamente em um momento de boa safra no estado de São Paulo e Triângulo Mineiro: 314,6 milhões de caixas projetadas para 2025/26, crescimento de 36,2% frente ao ciclo anterior. Com o canal norte-americano sob risco, o acúmulo de estoques e a pressão sobre as cotações internas tornam-se prováveis”, avalia Margarete Boteon, pesquisadora da área de citros do Cepea e professora da Esalq/USP.

Café

Os Estados Unidos são o maior mercado consumidor global e respondem por cerca de 25% das importações de café brasileiro (principal mercado), especialmente da variedade arábica, insumo essencial para a indústria local de torrefação.

De acordo com a equipe Cepea, o impacto é estrutural: como os EUA não produzem café, a elevação do custo de importação compromete diretamente a viabilidade econômica da cadeia interna, que envolve torrefadoras, cafeterias, indústrias de bebidas e redes de varejo. “A exclusão do café do pacote tarifário é não apenas desejável, mas estratégica, tanto para a sustentabilidade da cafeicultura brasileira quanto para a estabilidade da cadeia de abastecimento norte-americana”, destaca Renato Ribeiro, pesquisador de café do Cepea.

No curto prazo, apesar de a safra 2024/25 ter assegurado boa capitalização aos produtores, a comercialização da safra 2025/26 avança lentamente, apontam pesquisadores do Cepea.

Com a queda nas cotações e a instabilidade externa, os produtores têm vendido volumes mínimos para manter o fluxo de caixa, postergando negociações maiores à espera de definições sobre o cenário tarifário.

Carne bovina

Os EUA são o segundo maior comprador da carne bovina brasileira, respondendo por 12% das exportações, atrás apenas da China, que concentra 49% do total embarcado pelo Brasil. Dados da Secex mostram que, em junho, o volume adquirido pelos norte-americanos já foi o menor desde dezembro do ano passado, mas as exportações totais de carne bovina brasileira tiveram o segundo melhor resultado do ano, beirando as 270 mil toneladas.

Em março e abril, empresas dos EUA adquiriram volumes recordes, acima de 40 mil toneladas em cada mês, num possível movimento de formação de estoque diante do receio de que o presidente Donald Trump viesse a aumentar as tarifas para o comércio internacional.

Em abril, foram importadas 47.836 toneladas (in natura e processada); já no mês seguinte, o volume se reduziu quase à metade e, em junho, baixou mais 33% sobre o volume de maio. Em termos absolutos, as compras norte-americanas foram de 18.232 toneladas no último mês.

Apesar da redução para os EUA, o volume total exportado pelo Brasil em junho foi bem próximo ao de abril – diferença de 2.705 toneladas, equivalentes a 1%. Boa parte da compensação de abril para junho ocorreu com o aumento dos embarques principalmente à China, que tem ampliado mensalmente suas compras desde fevereiro.

De abril para junho, os EUA diminuíram o volume em 29.603 toneladas, enquanto a China aumentou em 27.782 toneladas. Em junho, especificamente, vários outros parceiros comerciais também aumentaram suas compras frente a maio. Segundo Thiago Bernardino de Carvalho, “esse fluxo sinaliza que frigoríficos brasileiros têm possibilidade de ampliar suas vendas em outros mercados, ainda que haja dificuldade quanto ao ajuste de cortes demandados”.

São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul são os estados, nesta ordem, que mais têm escoado carne aos EUA. A redução de Goiás foi a maior de abril para junho, cerca de 9.283 toneladas a menos de carne. O volume do último mês representou apenas 37% do que foi enviado em abril. Em Mato Grosso do Sul, junho equivaleu a apenas 44%, com diminuição de 3.962 toneladas. Reduções significativas ocorreram também nos demais estados relevantes da pecuária. São Paulo é o que teve a menor diminuição de volume, de 1.802 toneladas, com junho ainda representando 73% dos embarques de abril.

Frutas

O impacto imediato recai sobre a manga, cuja janela crítica de exportação aos EUA inicia-se em agosto. Segundo indica o Cepea, já há relatos de postergação de embarques frente à indefinição tarifária. A uva brasileira, cuja safra tem calendário relevante para os EUA a partir da segunda quinzena de setembro, também passa a integrar o grupo de culturas em alerta.

Pesquisadores do Cepea indicam que, até o anúncio da medida, a expectativa era de crescimento das exportações de frutas frescas em 2025, sustentada pela valorização cambial e pela recomposição produtiva de diversas culturas. Contudo, o cenário tornou-se incerto.

“A projeção otimista foi substituída por dúvidas. Além da retração esperada nas vendas aos EUA, há o risco de desequilíbrio entre oferta e demanda nos principais destinos, pressionando as cotações ao produtor”, analisa Lucas De Mora Bezerra, da equipe HF Brasil/Cepea.

A medida tende ainda a desorganizar os fluxos comerciais internacionais. Com a retração das exportações aos EUA, frutas que seriam destinadas ao mercado norte-americano podem ser redirecionadas à União Europeia ou absorvidas pelo mercado brasileiro, gerando um cenário de acúmulo de frutas nos canais tradicionais de comercialização e pressionando os preços ao produtor. Persistem também incertezas quanto às importações brasileiras de frutas frescas, tanto em volume quanto em origem, frente à nova conjuntura global.



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Sebrae orienta pequenos produtores no acesso ao microcrédito



Ter um bom projeto, saber onde procurar ajuda e entender como funciona o crédito são passos fundamentais para o pequeno produtor rural que quer crescer. O microcrédito rural é uma porta de entrada para muitos negócios no campo e o Sebrae tem sido um dos principais aliados nessa caminhada.

O que é microcrédito rural?

O microcrédito rural é uma modalidade de crédito voltada especialmente para pequenos agricultores, produtores familiares e empreendedores do campo, com valores reduzidos, juros baixos e condições facilitadas de pagamento.

Além disso, o microcrédito é pensado para atender às necessidades específicas da agricultura de menor escala.

Os recursos podem ser usados para:

  • Compra de insumos e ferramentas
  • Melhorias na propriedade rural
  • Pequenos investimentos em agroindústrias
  • Diversificação de culturas ou criação de animais

Ou seja, trata-se de um recurso valioso para quem deseja impulsionar a produção sem comprometer o orçamento.

O papel do Sebrae no processo

Muitos produtores têm dificuldade de acesso ao crédito por não saberem como apresentar seu negócio ou como comprovar sua capacidade de pagamento. Por isso, o Sebrae entra como um parceiro estratégico, oferecendo apoio direto e gratuito em várias frentes.

Confira alguns dos serviços prestados:

  • Orientação sobre o CAF (Cadastro da Agricultura Familiar)
  • Elaboração de plano de negócio simples
  • Capacitações sobre crédito consciente
  • Encaminhamento para instituições financeiras parceiras

Como acessar esse apoio?

Atualmente, o atendimento pode ser feito tanto de forma presencial quanto online. Dessa forma, fica mais fácil para o produtor buscar informações, mesmo estando em áreas rurais.

  • Presencialmente: em escritórios regionais ou em parceria com sindicatos e associações
  • Pelo telefone 0800 570 0800
  • No site oficial: sebrae.com.br
  • Aplicativo Sebrae (disponível nas lojas de apps)

Ainda que o valor seja modesto, o microcrédito é o pontapé inicial para transformar ideias em renda no campo. Com isso, o produtor tem a chance de testar uma nova atividade, investir em melhorias ou até iniciar sua formalização como MEI rural.

Mais do que acesso ao crédito, o Sebrae oferece conhecimento. Ou seja, o produtor pode aprender a vender melhor, controlar custos, diversificar a produção e crescer com segurança.



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Tarifaço de Trump pode afetar mais de 500 mil apicultores brasileiros, diz ApexBrasil



A taxação de 50% dos produtos brasileiros anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, pode afetar mais de 500 mil apicultores brasileiros, estima a a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), Renato Azevedo, atualmente, 80% das exportações de mel do Brasil são destinadas aos Estados Unidos. “A gente depende totalmente desse mercado. No curto prazo, a gente precisa negociar e ter uma extensão de prazo. A médio e longo prazos é preciso diversificar mercados promovendo o mel brasileiro em outros países”, afirmou Azevedo.

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Para Azevedo, é necessário elaborar um plano para reduzir a dependência dos Estados Unidos e buscar a inserção do produto na União Europeia, por exemplo, e em outros mercados.

Wellington Dantas, diretor executivo da Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro (Casa Apis), também defende que o setor encontre alternativas.

“Diante das circunstâncias, a Apex pode dialogar com outros setores, ver possíveis mercados e nos ajudar com outros órgãos, como Ministério da Agricultura e Pecuária e Companhia Nacional de Abastecimento, para ver a possibilidade de absorver alguma parte da produção aqui no Brasil.

Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, diz que o setor de mel é estratégico e que a agência tem buscado soluções para o impasse comercial com os EUA.

“A produção brasileira de mel e própolis é estratégica. O momento pede união e cooperação e é isso que estamos promovendo. Sabemos que cada setor tem suas particularidades. Vamos construir juntos alternativas diante deste novo cenário global”, disse Viana.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil produziu 64,2 mil toneladas de mel em 2023.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cultivo de pêssego tem início de floração



Região Sul implanta cultivares tardias de pêssego




Foto: Pixabay

A Emater/RS-Ascar informou, nesta quinta-feira (17), que a floração dos pessegueiros de ciclo superprecoce e precoce já teve início na região administrativa de Caxias do Sul. Conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela entidade, os produtores têm realizado tratamentos fitossanitários voltados à prevenção da podridão-cinzenta durante a floração e ao controle da crespeira-verdadeira.

Segundo a Emater/RS-Ascar, as temperaturas mais amenas dos últimos dias favoreceram o início do intumescimento das gemas florais nos pomares de ciclo médio. Também foi registrada a presença de cochonilha-de-tronco em diversas propriedades da região. “Produtores adotaram controle localizado da praga, sem registro de perdas provocadas pelas geadas até o momento”, relatou a entidade.

Na região de Pelotas, o frio manteve as plantas em dormência, o que favoreceu a realização de práticas culturais como poda, roçada e aplicação de tratamentos de inverno. Segundo a Emater/RS-Ascar, esses tratos envolvem o uso de caldas fungicidas e produtos à base de cobre, fundamentais para a sanidade dos pomares. Como parte do planejamento para renovação das áreas de cultivo, os agricultores da região também têm realizado o preparo e a correção do solo, formado camalhões, semeado plantas de cobertura e adquirido mudas. “Cultivares de ciclo tardio, como a Eldorado, foram implantadas para atender demandas de mercado”, informou a entidade.

Na região de Erechim, também foi observado o início da floração dos pessegueiros, com a poda já finalizada.





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Tensões políticas freiam ativos brasileiros; ouça o que mexe com os mercados na semana


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a semana começou com otimismo nos mercados globais, apoiados por balanços corporativos fortes e dados econômicos positivos nos EUA.

O dólar avançou, enquanto os juros futuros no Brasil subiram e o Ibovespa recuou, refletindo instabilidade política e dados locais fracos. As commodities subiram, e o CPI americano acelerou para 2,7% ao ano.

No Brasil, a inflação segue desacelerando, mas o mercado já projeta manutenção da Selic em 15% até meados de 2026. Na agenda da semana, destaque para o IPCA-15 e a reunião do BCE.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Veja onde chove e onde o tempo segue seco hoje em todo o Brasil



Veja como ficam as condições do tempo em todo o Brasil nesta segunda-feira (21), de acordo com a Climatempo, e saiba onde pode ter chuva.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O ar frio ainda mantém as temperaturas baixas de manhã na região. Há possibilidade de ocorrência de geada na Campanha Gaúcha, assim como na região serrana do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

A semana começa com sol, poucas nuvens e tempo firme em toda o Sul, e com temperaturas ainda baixas e sensação de frio no leste do Paraná.

Sudeste

As temperaturas continuam baixas ao amanhecer, subindo gradativamente durante a tarde. Não há previsão de chuva.

O interior de São Paulo, Triângulo, oeste e norte de Minas Gerais têm tempo seco e umidade abaixo de 30%.

Centro-Oeste

A segunda-feira não traz chuva para a região, que continua com ar muito seco. Há alerta para baixa umidade relativa do ar em Mato Grosso e no norte de Goiás, onde os índices não atingem 20%; as capitais Goiânia e Cuiabá estão em estado de atenção.

As temperaturas voltam a subir à tarde em Mato Grosso do Sul.

Nordeste

As pancadas continuam fortes no litoral da Bahia. A semana começa com bastante nebulosidade em Salvador e na região do Recôncavo Baiano.

Chove de forma moderada no litoral de Alagoas, Sergipe e Pernambuco. O ar fica mais seco no sul do Piauí, Ceará e oeste e norte da Bahia, com umidade do ar abaixo de 30%.

Norte

A semana começa com pancadas mais irregulares no Amazonas, Roraima, Amapá e oeste e litoral do Pará. Chove com moderada a forte intensidade em Macapá e Belém.

A faixa sul da eegião continua com o tempo mais aberto, ensolarado e firme. Não há chuva desde Rondônia até o Tocantins; Palmas (TO) tem alerta para baixa umidade do ar.



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AgroNewsPolítica & Agro

Embrapa tem três projetos aprovados na maior chamada INCT da história


Empresa obtém R$ 38,7 milhões para pesquisas em biotecnologia, sustentabilidade e inovação agropecuária

A Embrapa teve três projetos aprovados na chamada de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) 2024, conforme resultado final divulgado pelo CNPq. A chamada, com investimento total de R$ 1,63 bilhão, foi a maior da história do programa, com a ampliação em 20%, com suplementação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e de Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs). Os projetos da Empresa conquistaram um aporte conjunto de R$ 38,7 milhões. 

O maior valor aprovado, de R$ 14,3 milhões, será destinado ao “INCT MicroAgro: Inovações biotecnológicas com microrganismos para uma agricultura produtiva e sustentável”, coordenado pela pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja. O projeto foca em inovações científicas e desenvolvimento biotecnológico relacionadas ao uso de microrganismos multifuncionais para promover uma agricultura mais produtiva e sustentável, contribuindo para a redução do uso de insumos químicos e o aumento da eficiência dos sistemas agrícolas.

Segundo Mariângela Hungria, o projeto tem por objetivo principal promover inovação científica e desenvolvimento biotecnológico, realizar ações de comunicação e formar recursos humanos em linhas de pesquisa relacionadas a microrganismos multifuncionais. A iniciativa conta com uma equipe de mais de 180 membros de 21 grupos em nove Unidades Descentralizadas da Embrapa, além de 12 instituições de Pesquisa, Ensino e Universidades Públicas, em todas as regiões. 

“Foram delineados 16 objetivos específicos com 44 metas e previsão de 48 tipos de entregas, desde a bioprospecção, manutenção, com acreditação, estudos “ômicos” com microrganismos e lançamento de bioinsumos, passando pelo melhoramento clássico e assistido de plantas hospedeiras, até uma forte ação em comunicação”, explica Mariangela Hungria. A pesquisadora destaca ainda a realização de parcerias público-privadas para ações de comunicação e codesenvolvimento tecnológico com 22 empresas, associações, cooperativas e com 27 instituições nos cinco continentes para o avanço no conhecimento. 

A pesquisadora ressalta que o projeto pretende atender o crescimento das demandas do setor intensificadas após o lançamento do Programa Nacional de Bioinsumos, em 2020. “O INCT MicroAgro contribuirá para colocar o Brasil não só na liderança de uso, mas também em inovação em bioinsumos.”

Outro destaque é o INCT-EngBio – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Engenharia de Sistemas Biológicos, liderado por Elíbio Rech, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, que conquistou a nota máxima (10) e receberá R$ 12,5 milhões. 

Segundo Elíbio Rech, o INCT-EngBio representa uma tendência científica global em biotecnologia, melhorando o papel do Brasil nesse campo emergente. Ele explica que o projeto foi construído sobre as bases estabelecidas do INCT-BioSyn desde 2014. “O INCT-EngBio integra biotecnologia, biodiversidade, inteligência artificial, aprendizado de máquina e computação quântica para enfrentar desafios ambientais e mudanças climáticas”, destaca. 

O projeto envolve 11 pesquisadores de dez instituições em todo o Brasil e pretende promover uma abordagem sistêmica que combina pesquisa de ponta, formação de recursos humanos e inovação tecnológica. “O objetivo geral do INCT-EngBio é aplicar princípios de engenharia a sistemas biológicos, utilizando tanto o desenho in silico clássico quanto quântico para enfrentar desafios contemporâneos em um contexto de Big Data. O instituto visa melhorar a qualidade da soja por meio de engenharia metabólica, produzindo óleo com maior teor de ácido oleico e menor teor de ácido palmítico, o que beneficia tanto a produção de biodiesel quanto a saúde humana. Além disso, ele aproveitará a inteligência artificial e algoritmos para acelerar a aquisição de dados metagenômicos e facilitar a produção de proteínas sintéticas em sistemas livres de células”, explica. 

De acordo com Elíbio Rech, o INCT-EngBio também está comprometido em formar recursos humanos em vários níveis educacionais e promover a disseminação do conhecimento por meio de atividades educacionais para estudantes e o público em geral. “O instituto incentivará colaborações científicas e tecnológicas, incluindo consórcios internacionais e parcerias com sociedades científicas, ao mesmo tempo em que se concentrará na proteção da propriedade intelectual gerada durante suas atividades de pesquisa.”

O terceiro projeto da Embrapa aprovado pela chamada do CNPq, o  Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT – Gado de Corte), é coordenado por Rodrigo da Costa Gomes, da Embrapa Gado de Corte e pelo professor Dalton Henrique Pereira, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Com recursos aprovados de R$ 11,8 milhões, a iniciativa busca promover o avanço no conhecimento e desenvolver soluções tecnológicas como respostas aos principais desafios para a produção de carne bovina no Brasil.

“Espera-se ainda evoluir o processo de melhoramento genético animal e também as práticas de reprodução para promover a eficiência e resiliência dos rebanhos bovinos brasileiros frente aos desafios climáticos e ambientais impostos e, também, a estruturação de uma plataforma de inteligência baseada em ciência de dados e inteligência artificial, para suporte aos diferentes atores da cadeia da carne bovina”, afirma Rodrigo Gomes.

Para isso, a equipe estabeleceu 40 metas, com entregas que envolvem cultivares forrageiras, bioinsumos e sistemas de produção para intensificação sustentável e descarbonização, além de softwares, soluções para inspeção sanitária e tecnologias para a vigilância de doenças, visando à promoção da segurança sanitária da carne brasileira em padrões internacionais. 

Gomes explica que o INCT será estruturado a partir de seis redes de PD&I que centrarão esforços nas frentes de pastagens, inteligência estratégica, saúde animal, melhoramento genético animal, reprodução animal e descarbonização. “Três dessas redes são lideradas pela Embrapa Gado de Corte e outras três pelas Universidades Federais de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com representantes de 16 universidades, dois institutos de pesquisa e envolvimento de 131 profissionais, incluindo pesquisadores do país e do exterior.

No total, foram submetidas 651 propostas, sendo 143 aprovadas. A contratação dos projetos deve ocorrer em agosto, quando os trabalhos terão início com vigência de cinco anos.

Os três projetos aprovados obtiveram notas variando de 9,55 a 10,0. Outros sete projetos apresentados por Unidades Descentralizadas da Embrapa também tiveram sua qualidade destacada no edital final da chamada, mas não obtiveram recursos de financiamento. 





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Arroba do boi recuou quase 5% na semana e tombo deve ser maior no curto prazo


O mercado físico do boi gordo apresentou queda de preços no decorrer da semana e o ambiente de negócios ainda sugere a continuidade deste movimento no curto prazo.

O analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, ressalta que a baixa nas cotações — que chegou a quase 5% em Mato Grosso — considera os efeitos do adicional tarifário de 50% que pretende ser imposto pelos Estados Unidos para todos os produtores brasileiros a partir de 1º de agosto.

“Isso faz com que o Brasil deixe de ser competitivo para os Estados Unidos e a indústria frigorífica busca caminhos para suprir a ausência do segundo grande importador de carne bovina do país em 2025“, comenta.

Segundo ele, outro ponto de pressão é a entrada de animais confinados no mercado, que oferecem uma menor capacidade de retenção para o pecuarista. “Com a queda nos preços, os frigoríficos conseguiram avançar bem nas escalas de abate, que agora estão fechadas entre oito e nove dias úteis.”

Variação de preços da arroba do boi

Os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 17 de julho em comparação ao dia 11:

  • São Paulo (Capital): R$ 290, queda de 3,3% frente aos R$ 300
  • Goiás (Goiânia): R$ 280, recuo de 3,45% perante aos R$ 290
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 285, baixa de 3,39% em comparação aos R$ 295
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 295, retração de 3,28% em relação aos R$ 305
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, queda de 4,76% frente aos R$ 315
  • Rondônia (Vilhena): R$ 265, perda de 3,64% frente aos R$ 275

Mercado atacadista

O mercado atacadista se deparou com preços em queda no decorrer da semana. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere a continuidade do movimento de queda no curto prazo, em linha com o consumo mais lento no decorrer da segunda quinzena do mês.

“Soma-se a isso a menor competitividade da carne bovina se comparado as proteínas concorrentes, em especial da carne de frango”, disse.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 21,80 o quilo, queda de 3,11% frente aos R$ 22,50 da semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 17,50 o quilo, recuo de 6,67% frente aos R$ 18,75 registrados na semana anterior.

Exportações de carne bovina

carnecarne
Foto: arquivo Canal Rural

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 576,814 milhões em julho (9 dias úteis), com média diária de US$ 64,090 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 104,193 mil toneladas, com média diária de 11,577 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.536,00.

Em relação a julho de 2024, houve alta de 40,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 12,2% na quantidade média diária exportada e avanço de 25,6% no preço médio.



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Tempo seco castiga estado e acende sinal de perigo para a saúde; veja até quando


Sem previsão de chuva próxima, a umidade relativa do ar poderá atingir nível crítico em diversas cidades do estado de São Paulo. Essa condição de tempo está prevista até a próxima terça-feira (22), alertou a Defesa Civil estadual.

Com exceção da região litorânea, boa parte do estado deverá apresentar umidade do ar abaixo de 30%. Nas regiões noroeste e centro-oeste paulista, os níveis podem ficar abaixo dos 20%, índice considerado crítico pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Neste sábado(19), por exemplo, a cidade de Tupã registou a menor umidade relativa do ar (15%) no estado, seguida por Presidente Prudente (18%) e Marília (20%). Outras cidades como Rancharia e Rosana (22%), Ariranha e Pradópolis (24%) e Piracicaba, Dracena e Ituverava (25%) também apresentaram índices preocupantes.

Segundo a Defesa Civil, com o avanço do período de estiagem, é importante que a população beba bastante água, mesmo sem sentir sede, e que umidifique os ambientes com bacias de água ou toalhas molhadas. Também é importante evitar fazer exercícios físicos entre as 11h e 16h e usar soro fisiológico nos olhos e narinas.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



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Abrafrigo prevê perda de US$ 1,3 bilhão em 2025 com tarifa dos EUA



A imposição de uma tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos a partir de 1º de agosto pode provocar perdas de US$ 1,3 bilhão para o setor de carne bovina em 2025 e ultrapassar US$ 3 bilhões nos anos seguintes, caso a medida seja mantida, estima a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

Em relatório, a entidade destaca que as exportações brasileiras de carne bovina e subprodutos cresceram 27,93% em receita no primeiro semestre de 2025, alcançando US$ 7,446 bilhões. Os EUA são o segundo maior destino desses produtos, com vendas de US$ 1,287 bilhão no período, aumento de 99,8% em relação a 2024. No entanto, a nova tarifa pode inviabilizar parte significativa desse comércio.

Entre os produtos mais afetados estão as carnes desossadas congeladas, cuja tarifa pode saltar de 36% para 76% do valor FOB; o sebo bovino, que teria um aumento de 286%, atingindo 54% do preço médio; e o corned beef (preparação curada em salmoura), com alta de 384% na tarifa.

“Verifica-se, assim, elevada dependência dos EUA nas exportações de preparações alimentícias e conservas bovinas (65,1%) e de sebo bovino fundido (99,9%), produtos cujos exportadores poderão encontrar maior dificuldade de redirecionar suas exportações caso seja confirmada a nova tarifa de 50% anunciada pelo governo dos EUA aos produtos brasileiros”, diz a Abrafrigo.

A China segue como principal compradora, absorvendo 43% das exportações, mas o relatório aponta que o Brasil deve acelerar a diversificação de mercados, com destaque para Chile, México e Rússia, que tiveram crescimentos expressivos em 2025. O México, por exemplo, ampliou suas compras em 236% no primeiro semestre.

Diante desse cenário, a Abrafrigo pede ao governo brasileiro que adote medidas urgentes, como a negociação diplomática com os EUA para evitar a tarifa, sem medidas de retaliação que possam agravar o cenário, e a agilização de acordos comerciais para a abertura de novos mercados. Além disso, a entidade alerta para o risco de retaliações que possam encarecer a importação de insumos pecuários, afetando toda a cadeia produtiva.

“A tarifa adicional de 50% anunciada pelo governo dos EUA pode inviabilizar, pela sua magnitude e impacto, a continuidade das exportações de carnes bovinas para aquele país, o que reforça a necessidade de busca por novos mercados”, defende a entidade no documento.

A Abrafrigo recomenda ainda ações para abertura de novos mercados e desburocratização dos processos de exportação, de forma a mitigar os efeitos da medida.



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