quarta-feira, maio 13, 2026

Autor: Redação

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Soja no auge? Oleaginosa pode turbinar o PIB em 2025 e levar o agro às alturas



A cadeia de soja e do biodiesel deve registrar um crescimento expressivo de quase 11% em 2025, segundo estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Com esse desempenho, o setor poderá representar 21,7% do PIB do agronegócio e 6,4% do PIB nacional ainda neste ano.

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De acordo com os pesquisadores, o crescimento está diretamente relacionado a uma série de fatores positivos, como a safra recorde no Brasil, estimada em 169,7 milhões de toneladas, e o aumento no processamento da oleaginosa, que acompanha o avanço na mistura obrigatória de biodiesel (B14 e B15). A demanda firme por óleo de soja também tem sustentado a atividade industrial em níveis elevados.

Expansão em toda a cadeia

Os números apontam crescimento em praticamente todos os segmentos da cadeia. Dentro da porteira, o PIB do segmento deve avançar 24,11%. Já a agroindústria apresenta alta mais modesta, de 3,21%, enquanto os agrosserviços devem crescer 8,24%, impulsionados pelo volume recorde da produção e do processamento. O setor de insumos também avança, com alta de 3,17%.

O estudo destaca ainda que o PIB gerado por tonelada de soja processada pode ser 4,4 vezes superior ao gerado pela soja exportada in natura, refletindo o ganho de valor agregado na cadeia.

Renda e emprego em alta

Após três anos de retração, a renda da cadeia da soja e do biodiesel deve crescer 18,24% em 2025. O mercado de trabalho também apresenta recuperação: no primeiro trimestre do ano, o número de pessoas ocupadas na cadeia subiu 7,46% em relação ao mesmo período de 2024, alcançando 2,44 milhões de trabalhadores.

A maior geração de empregos foi registrada nos agrosserviços (+142,5 mil vagas), seguidos pelo setor dentro da porteira (+23 mil) e pelos insumos (+5,9 mil). A única queda foi na agroindústria, que perdeu 2,2 mil postos de trabalho, afetada pela retração no esmagamento e refino.

Exportações e cenário internacional

No comércio exterior, a cadeia exportou 27,91 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2025, um aumento de 1,15% sobre o mesmo período do ano passado. No entanto, o valor exportado caiu 11,46%, totalizando US$ 11 bilhões, reflexo dos menores preços internacionais diante da expectativa de safra global recorde.

A China segue como principal destino da soja em grão, com alta de 6,7% no volume importado. Já o farelo de soja teve destaque na União Europeia e Sudeste Asiático, enquanto a Índia foi responsável por 67,74% das exportações de óleo brasileiro no período.



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AgroNewsPolítica & Agro

Tomate e melão lideram alta de preços



Clima frio influencia mercado e altera cotações na CEASA de Mato Grosso do Sul




Foto: Divulgação

Com a queda nas temperaturas e a boa oferta de hortaliças, o consumidor de Mato Grosso do Sul encontrou alface e cebola mais baratas esta semana na CEASA/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul). Por outro lado, frutas como melão e o tomate longa vida registraram forte valorização entre os dias 21 e 26 de julho, segundo o boletim semanal da central.

De acordo com as informações divulgadas pela CEASA/MS, a alface teve uma retração de 14% no valor. A caixa com 7 kg da verdura está sendo vendida a R$ 30,00. A cebola nacional também apresentou queda, com recuo de 11%: o saco de 20 kg agora custa R$ 40,00. A manga Tommy acompanha o movimento de baixa, ficando 7% mais barata, a R$ 60,00 a caixa com 6 kg.

Em contrapartida, o tomate longa vida subiu de preço e está custando R$ 140,00 a caixa com 25 kg. Já o melão espanhol foi o destaque entre os aumentos: a caixa de 13 kg teve alta de 9%, com preço médio de R$ 60,00.

As oscilações refletem tanto o ritmo da colheita quanto a dinâmica do consumo. No caso da alface, a redução da procura com a chegada do frio contribuiu diretamente para a queda nos preços. Já frutas como o melão sofrem influência da redução na oferta vinda de outras regiões produtoras, o que pressiona o valor para cima.

O tomate longa vida, apesar de ser uma das hortaliças mais consumidas do país, sofre com a entressafra em algumas regiões, o que reduz a disponibilidade no mercado atacadista e eleva o preço ao consumidor final. A boa demanda também ajuda a explicar a valorização.





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Soja reage e volta a ganhar força em julho



Após semanas de pressão, o mercado de soja voltou a reagir. Os contratos futuros da oleaginosa em Chicago encerraram a semana com forte alta, revertendo a tendência de baixa observada nos últimos meses. O movimento ganhou força após os preços tocarem as mínimas de três meses, com o interesse dos fundos especulativos e suporte técnico.

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Segundo a plataforma Grão Direto, apesar da queda nos embarques semanais dos Estados Unidos, impactados por tensões comerciais, a demanda firme da China, maior importadora global da commodity, sustentou os preços na Bolsa de Chicago. No entanto, no Brasil, os preços em reais para a nova safra ainda estão abaixo dos patamares registrados no mesmo período de 2024.

Na última sexta-feira (18), o contrato de soja para agosto de 2025 fechou a US$ 10,27 por bushel, com valorização semanal de 2,29%. Já o vencimento para março de 2026 avançou 2,6%, encerrando a US$ 10,65 por bushel. O dólar também subiu 0,72% na semana, cotado a R$ 5,59, o que favoreceu a recuperação dos preços no mercado físico brasileiro.

Exportações de soja ganham ritmo

As exportações brasileiras de soja voltaram a ganhar ritmo em julho, com estimativas de embarques entre 11,2 e 13,1 milhões de toneladas, acima dos 9,59 milhões registrados no mesmo mês de 2024. A demanda externa, especialmente por parte da China, tem sustentado os preços e aberto boas janelas de comercialização em diversas regiões produtoras. A expectativa é de que esse movimento siga até a chegada da safra americana.

Área plantada de soja

Para a próxima temporada, consultorias já projetam um aumento de área de cerca de 1 milhão de hectares, o que pode levar a produção brasileira para a faixa de 175 a 180 milhões de toneladas. O avanço é uma resposta do produtor à busca por escala, tentando manter a rentabilidade frente a margens mais apertadas e custos elevados.

Contudo, o mercado acende o alerta: se essa expansão for acompanhada de uma safra cheia nos Estados Unidos, o cenário de abundância global pode pressionar ainda mais os preços na safra 2025/26. Ou seja, o desafio será equilibrar oferta e demanda sem comprometer a lucratividade.

Cenário

Com o mercado ainda sensível e pressionado por expectativas de oferta elevada, o momento pede cautela e estratégia. A proximidade da colheita norte-americana e os indicativos de expansão da área no Brasil mantêm o ambiente de negócios instável. A recomendação dos analistas é que o produtor avalie com atenção as oportunidades de comercialização, buscando travar margens quando possível.



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Mercosoja 2025 começa hoje em Campinas (SP)



Terá início nesta segunda-feira (21), às 19h, a solenidade de abertura do X Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) e do Mercosoja 2025, no Centro de Exposições e Convenções Expo Dom Pedro, em Campinas (SP). Considerado o maior evento técnico-científico da cadeia produtiva da soja na América do Sul, a expectativa da comissão organizadora é reunir cerca de 2 mil participantes de diferentes segmentos

A cerimônia terá presença de autoridades como Alexandre Nepomuceno (Embrapa Soja), Silvia Massruhá (Embrapa), Fernando Henning (CBSoja) e Carlos Ernesto Augustin, representando o Ministério da Agricultura.

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Na sequência, será realizada a conferência “A soja no Mercosul, um século depois”, que discutirá a trajetória da cultura nos países sul-americanos. O debate reunirá nomes de destaque da pesquisa e do setor produtivo, como Romeu Kiihl, Tuneo Sediyama, Rodolfo Luis Rossi e Gerardo Bartolomé, com mediação do jornalista Giovani Ferreira.

Programação técnica

A programação técnica do evento começa na terça-feira, 22 de julho, às 8h30, com a conferência “A geopolítica da cultura da soja”, ministrada por Guilherme Bastos, da Fundação Getúlio Vargas. Em seguida, três painéis simultâneos vão discutir temas estratégicos, como os impactos das mudanças climáticas, produção de soja irrigada e qualidade de sementes.

Entre os destaques da manhã, o painel sobre a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30) vai tratar de temas como agricultura regenerativa, descarbonização da cadeia da oleaginosa e produção certificada de baixo carbono, com moderação de Carina Gomes Rufino, da Embrapa Soja.

Já o painel sobre produção irrigada contará com apresentações sobre sustentabilidade hídrica e automação, sob moderação de Fernando Campos Mendonça, da Esalq/USP. Em paralelo, o painel “Qualidade da semente e o sucesso da cultura da soja”, coordenado por Francisco Krzyzanowsky (Embrapa Soja), terá quatro palestras técnicas sobre o controle e o melhoramento da qualidade das sementes.

Painéis

A programação da tarde começa às 14h com mais três painéis simultâneos. Um deles discute o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e seus níveis de manejo, com moderação do pesquisador José Renato Bouças Farias. Outro painel, conduzido por Fernando Adegas (Embrapa Soja), aborda os avanços na tecnologia de aplicação aérea, com destaque para o uso de drones e aspectos legais.

O terceiro painel será dedicado ao grão como matéria-prima para biocombustíveis, com apresentações sobre biodiesel, SAF (combustível sustentável de aviação), uso da terra e implicações econômicas, sob coordenação de Priscila Sabaini (Embrapa Meio Ambiente).

Das 16h às 17h, na Arena de Inovação, o público poderá acompanhar duas palestras: “Inovação e Mercado – Onde tudo se conecta” e “Inteligência Artificial e Imagens Espectrais para Avaliação de Sementes e Grãos”.

Encerrando a terça-feira, um painel sobre logística da exportação de soja no Mercosul vai debater os desafios enfrentados por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia. Serão discutidas as hidrovias como estrutura estratégica e o estado atual do armazenamento de grãos no Brasil. A moderação será de Marcelo Alvares de Oliveira (Embrapa Soja).

100 anos da soja no Brasil

Os eventos também marcam os 100 anos da oleaginosa no Brasil e os 50 anos da Embrapa Soja. Com o tema central “100 anos de soja no Brasil: pilares para o amanhã”, o evento reunirá cerca de 2 mil participantes entre pesquisadores, técnicos, estudantes, produtores e representantes da indústria e do comércio.

A programação conta com quatro conferências e 15 painéis temáticos, com mais de 50 palestras de especialistas nacionais e internacionais. Uma das novidades é o espaço Mãos à Obra, que abordará desafios práticos em temas como fertilidade do solo, manejo de nematoides, uso de bioinsumos e desenvolvimento radicular.

Também será realizado o workshop internacional Soybean2035: A decadal vision for soybean biotechnology, reunindo especialistas do Brasil, China, Estados Unidos e Canadá para discutir os próximos dez anos das ferramentas biotecnológicas aplicadas à cultura.



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Tarifaço é obstáculo para utilização de açúcar de cana na fabricação de Coca-Cola



O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no dia 17 de julho que havia garantido da Coca-Cola um acordo para substituir o xarope de milho de alta frutose por açúcar de cana como adoçante em seus produtos. Essa medida pode ser entendida como parte da iniciativa do governo Trump chamada Make America Healthy Again (Torne a América Saudável Novamente), caracterizada, entre outros aspectos, pelo aumento da fiscalização sobre os elementos altamente processados da dieta dos americanos. No entanto, ameaças simultâneas de aumento das tarifas sobre importações do México e do Brasil colocam em risco a viabilidade comercial da reformulação proposta pela Coca-Cola, segundo a GlobalData.

Relatório da GlobalData revela quais setores de bens de consumo são mais afetados pelas tarifas em relações comerciais específicas e como as empresas desses setores serão impactadas. O documento também fornece insights sobre as reações dos consumidores diante das mudanças de mercado causadas pela imposição de tarifas.

As manchetes recentes indicam que a dependência dos EUA em relação às importações de açúcar pode ser muito prejudicial para fabricantes de bebidas como a Coca-Cola. Isso porque, nas últimas duas semanas, os EUA ameaçaram aplicar tarifas de 50% ao Brasil e de 30% ao México. Segundo o Observatory of Economic Complexity, o México forneceu 33% das importações de açúcar dos EUA, e o Brasil, 23%, diz Rory Gopsill, analista sênior de consumo da GlobalData.

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Do ponto de vista tarifário, o xarope de milho é mais vantajoso para os fabricantes de bebidas dos EUA do que o açúcar. Isso porque os EUA conseguem atender à demanda por xarope de milho com produção interna, enquanto dependem de importações para suprir a demanda por açúcar.

De acordo com o banco de dados da GlobalData, os EUA destinaram 36,5 milhões de hectares à produção de milho – mais do que qualquer outro país, exceto a China. Essa oferta doméstica robusta faz com que os EUA sejam grandes exportadores de milho, sem necessidade de importar o grão para abastecer sua indústria.

Por outro lado, os EUA importaram US$ 2,4 bilhões em açúcar bruto em 2023, enquanto
exportaram apenas US$ 230 milhões, conforme dados do Observatory of Economic Complexity. Embora sejam o segundo maior produtor de milho do mundo, os EUA ocupam apenas a 10a posição na produção de cana-de-açúcar, o que limita sua capacidade de suprimento doméstico e os torna dependentes das importações.

Aumento nos custos

Esse conflito de políticas coloca a Coca-Cola em uma posição delicada. Abandonar o xarope de milho – abundante e barato, graças a subsídios do governo americano – e adotar o açúcar de cana já implicaria custos com reformulação, novas negociações com fornecedores e possível rejeição por parte dos consumidores. Com o acréscimo de um aumento nos custos decorrente de barreiras comerciais, a proposta pode acabar se tornando inviável.

Gopsill conclui que uma das soluções para a Coca-Cola poderia ser aumentar a proporção de
suas bebidas produzidas no México, onde o açúcar de cana já é o adoçante padrão. Isso pode reduzir os custos com reformulação e adaptação da cadeia de suprimentos.

No entanto, evitar que as novas tarifas sobre importações mexicanas sejam incorporadas aos custos da empresa parece improvável, caso os EUA realmente implementem os 30% prometidos. Se os produtos compatíveis com o Acordo EUA-México-Canadá (USMCA) permanecerem isentos de tarifas, a Coca-Cola deve maximizar o volume de açúcar ou bebidas finalizadas importadas do México que se enquadram nas regras do acordo.



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Kuwait suspende proibição de importação de aves brasileiras



Autoridade pública em alimentos e nutrição do Kuwait suspendeu a proibição de aves brasileiras de todos os tipos, de acordo com informações da agência Reuters.

A medida foi publicada pela agência de notícias estatal no domingo (20) e e também traz a proibição por parte do Kuwait para a importação de aves de várias regiões dos estados unidos, por causa da gripe aviária.

Após o Brasil ter sido declaro livre da gripe aviária pelo Organização Mundial de Saúde Anima (OMSA), vários países tem anunciado o retorno da permissão para importação da carne de frango brasileira. O Kuwait passa a integrar a lista dos mais de 30 países que não apresentam restrições de exportação. A lista inclui importantes parceiros comerciais do Brasil como os Emirados Árabes Unidos, África do Sul, Reino Unido e Argentina.

A China segue na lista de países que ainda aplicam a restrição total aos embarques da carne de frango brasileira. No ano passado, o país foi o principal destino da proteína, importando um volume de 562 mil toneladas.



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Maior evento de soja do mundo começa hoje em Campinas



Começa hoje (21) em Campinas (SP) o maior evento técnico-científico da cultura da soja no mundo. Os debates e exposições seguem até quinta-feira (24) e reúnem representantes de todos os elos da cadeia produtiva da oleaginosa. São esperadas 2 mil pessoas de vários países. Sob a perspectiva dos 100 anos da soja no Brasil, a pauta é sobre os desafios do amanhã nas áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação, sem descuidar do mercado, um ambiente o Brasil é líder absoluto em produção e exportação.

Realizado a cada três anos, em sua 10ª edição o Congresso Brasileiro de Soja comemora os 50 anos da Embrapa Soja, que também é a realizadora do evento. Em paralelo ocorre também o Mercosoja 2025. Mais de 50 expositores estarão participando da Arena de Inovação. A proposta do espaço é apresentar os novos processos, produtos e inovações que beneficiam os diferentes segmentos da cadeira produtiva da soja, desde como colher, beneficiar e secar sementes e grãos, até novas ferramentas de biotecnologia para agregar melhoria à qualidade do óleo e da proteína de soja.

“A soja no Mercosul um século depois” é o tema da conferência de abertura, nesta segunda-feira, 21 de julho, às 19 horas. Para debater a evolução da cultura na região haverá um bate-papo com importantes atores da evolução recente da cultura no Mercosul. Entre os convidados o pesquisador da área de melhoramento genético Romeu Afonso de Souza Kiihl, da MGS Melhoramento Genético e Sementes; o professor Tuneo Sediyama, da Soygene; Rodolfo Luis Rossi, ACSoja – Argentina e Gerardo Bartolomé, do Grupo Dom Mário. O debate será conduzido pelo jornalista Giovani Ferreira, do Canal Rural.

Em um mundo em plena transformação, política e econômica, a geopolítica não poderia ficar de fora das discussões. Esse é o assunto e tema da conferência da terça-feira, 22 de julho, a partir das 8h30, apresentado por Guilherme Bastos, da Fundação Getúlio Vargas. A proposta é destacar as relações comerciais do Brasil com outros países influenciada pela produção, comércio e consumo do grão. Para debater a sustentabilidade da cadeia produtiva da soja em números está prevista uma conferência, quarta-feira, 23 de julho, a partir das 8h30. A conferência será apresentada pelo professor Edvaldo Velini, da UNESP Botucatu.

E o que esperar da relação com a China na agricultura? É o tema da conferência da quinta-feira, 24 de julho, às 9 h, a ser conduzida por Leticia Frazão Alexandre Leme, do Ministério das Relações Exteriores e por Larissa Wachholz, da Vallya Agro. As conferencistas têm ampla experiência nas relações do Brasil com a China, que é o principal parceiro comercial do Brasil.

A programação técnica contará com 4 conferências e 15 painéis em que serão realizadas mais de 50 palestras com especialistas nacionais e internacionais de vários segmentos ligados ao complexo soja. A comissão organizadora aprovou 328 trabalhos técnico-científicos que serão apresentados na sessão pôster. Outra inovação na programação do CBSoja será a realização do Mãos à Obra, um espaço dedicado ao debate de questões práticas em cinco grandes temas: Fertilidade do solo e adubação, Manejo de nematoides, Plantas daninhas, Bioinsumos e Impedimentos ao desenvolvimento radicular. 

Também haverá destaque para os desafios da produção de soja no Mercosul e um workshop internacional Soybean2035: A decadal vision for soybean biotechnology, cujo objetivo é debater os próximos 10 anos das ferramentas biotecnológicas no melhoramento na soja, com palestrantes da China, Estados Unidos, Canadá e Brasil.

Canal Rural e Unity Agro

O Canal Rural estará na cobertura do evento e também conta com um estande na área de exposições do CBSoja 2025. Na posição de número 70, o espaço fica próximo à sessão de posteres e painéis técnicos e do acesso aos auditórios. A cobertura do Canal Rural contra com apoio da Embrapa Soja e da Unity Agro ( www.unityagro.com.br ), empresa que atua no desenvolvimento de fertilizantes funcionais.

O CBSoja e Mercosoja 2025 acontecem de 21 a 24 de julho de 2025, no Centro de Exposições e Convenções Expo Dom Pedro, em Campinas (SP).

A cobertura você acompanha na multioplataforma de comunicação do Canal Rural, pela TV, Redes Sociais e site www.canalrural.com.br



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AgroNewsPolítica & Agro

Seminário reúne apicultores em Uberlândia


Uberlândia foi o centro das discussões sobre a cadeia da apicultura no Triângulo Mineiro nesse fim de semana. O município sediou, no sábado (19), o 1º Seminário de Apicultura da região, uma promoção do Sistema Faemg Senar e do Sindicato Rural. A programação de palestras reuniu apicultores da região, estudantes e lideranças do agronegócio na Casa do Criador, no Parque de Exposições Camaru.

Presente no evento, o vice-presidente secretário do Sistema Faemg Senar, Ebinho Bernardes, destacou a importância de apoiar os produtores desta cadeia. “A apicultura está crescendo a cada ano em nosso estado e tenho certeza que este trabalho vai continuar potencializando o setor. É uma atividade que o produtor pode inserir dentro da sua propriedade rural, diversificando o seu negócio”, afirmou.

Compondo a mesa de abertura do seminário, o gerente regional Ricardo Tuller destacou que a região formou o primeiro grupo do Programa de Assistência Técnica e Gerencial de Apicultura em 2022 e, hoje, tem um segundo grupo sendo assistido. “Este seminário é resultado desse trabalho que o ATeG vem fazendo aqui na região, como uma forma de trazer mais conhecimento aos produtores”, enfatizou Tuller, ressaltando a iniciativa dos técnicos de campo Gabriel Oliva e Tânia Durães para a realização do evento.

A apicultora Laís Lavareda saiu de Araguari para participar do evento, juntamente com um grupo de mais dez apicultores. “É fantástico aprender mais sobre a apicultura, estar aqui e fazer conexões junto com outros colegas de atividade, o que fortalece a nossa produção”, afirmou.

De acordo com informações do Instituto Mineiro de Agropecuária, nos últimos anos a apicultura mineira tem crescido e um dos indicativos é o aumento de produtores cadastrados. Em 2024, 1.085 novos cadastros foram realizados no IMA, 34% a mais que em 2023.

Programação

O seminário contou com palestras sobre “Viabilidade financeira e importância econômica do mel”, com o supervisor do Sistema Faemg Senar, Luan Dourado; “Importância da Polinização”, com o técnico especialista do Sistema Faemg Senar, Franklin Souza; “Atuação do profissional técnico nas agroindústrias de pequeno porte”, com a médica veterinária da Secretaria Municipal do Agronegócio, Renata Barbosa Andrade; e ainda da Federação Mineira de Apicultura e do IMA, para falar da importância do cadastramento dos apiários junto ao instituto.

O evento também contou com as presenças do vice-prefeito de Uberlândia, Vanderlei Pelizer, da deputada federal Ana Paula Leão, da diretora do Sindicato Rural, Cristiane Castro, do gerente do IMA, Rodrigo Carvalho, entre outras lideranças. O seminário teve o apoio da equipe Terra Fértil, uma das participantes do Maratona Faemg Jovem.





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Maior evento de soja do mundo começa hoje em Campinas



Começa hoje (21) em Campinas (SP) o maior evento técnico-científico da cultura da soja no mundo. Os debates e exposições seguem até quinta-feira (24) e reúnem representantes de todos os elos da cadeia produtiva da oleaginosa. São esperadas 2 mil pessoas de vários países. Sob a perspectiva dos 100 anos da soja no Brasil, a pauta é sobre os desafios do amanhã nas áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação, sem descuidar do mercado, um ambiente o Brasil é líder absoluto em produção e exportação.

Realizado a cada três anos, em sua 10ª edição o Congresso Brasileiro de Soja comemora os 50 anos da Embrapa Soja, que também é a realizadora do evento. Em paralelo ocorre também o Mercosoja 2025. Mais de 50 expositores estarão participando da Arena de Inovação. A proposta do espaço é apresentar os novos processos, produtos e inovações que beneficiam os diferentes segmentos da cadeira produtiva da soja, desde como colher, beneficiar e secar sementes e grãos, até novas ferramentas de biotecnologia para agregar melhoria à qualidade do óleo e da proteína de soja.

“A soja no Mercosul um século depois” é o tema da conferência de abertura, nesta segunda-feira, 21 de julho, às 19 horas. Para debater a evolução da cultura na região haverá um bate-papo com importantes atores da evolução recente da cultura no Mercosul. Entre os convidados o pesquisador da área de melhoramento genético Romeu Afonso de Souza Kiihl, da MGS Melhoramento Genético e Sementes; o professor Tuneo Sediyama, da Soygene; Rodolfo Luis Rossi, ACSoja – Argentina e Gerardo Bartolomé, do Grupo Dom Mário. O debate será conduzido pelo jornalista Giovani Ferreira, do Canal Rural.

Em um mundo em plena transformação, política e econômica, a geopolítica não poderia ficar de fora das discussões. Esse é o assunto e tema da conferência da terça-feira, 22 de julho, a partir das 8h30, apresentado por Guilherme Bastos, da Fundação Getúlio Vargas. A proposta é destacar as relações comerciais do Brasil com outros países influenciada pela produção, comércio e consumo do grão. Para debater a sustentabilidade da cadeia produtiva da soja em números está prevista uma conferência, quarta-feira, 23 de julho, a partir das 8h30. A conferência será apresentada pelo professor Edvaldo Velini, da UNESP Botucatu.

E o que esperar da relação com a China na agricultura? É o tema da conferência da quinta-feira, 24 de julho, às 9 h, a ser conduzida por Leticia Frazão Alexandre Leme, do Ministério das Relações Exteriores e por Larissa Wachholz, da Vallya Agro. As conferencistas têm ampla experiência nas relações do Brasil com a China, que é o principal parceiro comercial do Brasil.

A programação técnica contará com 4 conferências e 15 painéis em que serão realizadas mais de 50 palestras com especialistas nacionais e internacionais de vários segmentos ligados ao complexo soja. A comissão organizadora aprovou 328 trabalhos técnico-científicos que serão apresentados na sessão pôster. Outra inovação na programação do CBSoja será a realização do Mãos à Obra, um espaço dedicado ao debate de questões práticas em cinco grandes temas: Fertilidade do solo e adubação, Manejo de nematoides, Plantas daninhas, Bioinsumos e Impedimentos ao desenvolvimento radicular. 

Também haverá destaque para os desafios da produção de soja no Mercosul e um workshop internacional Soybean2035: A decadal vision for soybean biotechnology, cujo objetivo é debater os próximos 10 anos das ferramentas biotecnológicas no melhoramento na soja, com palestrantes da China, Estados Unidos, Canadá e Brasil.

Canal Rural e Unity Agro

O Canal Rural estará na cobertura do evento e também conta com um estande na área de exposições do CBSoja 2025. Na posição de número 70, o espaço fica próximo à sessão de posteres e painéis técnicos e do acesso aos auditórios. A cobertura do Canal Rural contra com apoio da Embrapa Soja e da Unity Agro ( www.unityagro.com.br ), empresa que atua no desenvolvimento de fertilizantes funcionais.

O CBSoja e Mercosoja 2025 acontecem de 21 a 24 de julho de 2025, no Centro de Exposições e Convenções Expo Dom Pedro, em Campinas (SP).

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Mercado reduz previsão de inflação 5,1%



A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, passou de 5,17% para 5,10% este ano. É a oitava redução seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (21). A pesquisa é divulgada, em Brasília, semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação foi reduzida de 4,5% para 4,45%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,8%, respectivamente.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

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Em junho, mesmo pressionada pela energia elétrica, a inflação oficial – divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – perdeu força e fechou em 0,24%, marcada pela primeira queda no preço dos alimentos depois de nove meses. Apesar da desaceleração nos últimos meses, o índice acumulado em 12 meses alcançou 5,35%, ficando pelo sexto mês seguido acima do teto da meta de até 4,5%.

Esse período de seis meses acima de 4,5% configura estouro da meta pelo novo regime adotado em 2024. Cada vez que isso acontece, o presidente do BC tem que divulgar, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda, que preside o CMN, a descrição detalhada das causas do descumprimento, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Apesar do recuo recente da inflação, as incertezas em relação à economia fizeram o colegiado elevar os juros em 0,25 ponto percentual na última reunião, no mês passado, sendo o sétimo aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.

Em ata, o Copom informou que deverá manter os juros no mesmo patamar nas próximas reuniões, enquanto observa os efeitos do ciclo de alta da Selic sobre a economia. No entanto, não descartou mais aumentos, caso a inflação suba.

A decisão surpreendeu parte do mercado financeiro, que não esperava um novo aumento e, nesse cenário, a estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano.

Para o fim de 2026, a expectativa é de que a Selic caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,23% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) foi reduzida de 1,89% para 1,88%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Puxada pela agropecuária no primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 1,4%, de acordo com o IBGE.

Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,65 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,70.



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