quarta-feira, maio 13, 2026

Autor: Redação

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confira a previsão da semana


O Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste continuam com o tempo seco entre esta segunda (21) e a próxima (28), conforme o informativo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

O destaque da semana vai para uma massa de ar frio no Sul do país que sobe o mapa e impacta, também, São Paulo e Minas Gerais, além da chuva de 70 mm no extremo-sul gaúcho e de 80 mm em partes do Norte. Confira:

Sul

São previstos acumulados de 20 a 50 mm em grande parte do Paraná e Santa Catarina ao longo da semana, principalmente nos setores centrais de ambos os estados (tons em verde no mapa abaixo). No Rio Grande do Sul, a previsão indica acumulados abaixo de 20 mm nos setores norte e noroeste do estado (manchas em azul e cinza). Por outro lado, o Inmet indica volumes de até 40 mm nas porções nordeste e centro-sul (verde). Destacam-se, ainda, os volumes de até 70 mm previstos para o extremo-sul gaúcho (amarelo e laranja). Entre os dias 25 e 27, está prevista a atuação de uma massa de ar frio que deve provocar temperaturas abaixo de 10°C no sul paranese, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Sudeste

A previsão indica tempo estável e ausência de chuva para a maior parte de Minas Gerais e São Paulo (áreas em branco), exceto nas porções leste de ambos os estados, onde são previstos acumulados de até 3 mm (azul escuro). Para o Rio de Janeiro e Espírito Santo, a previsão indica volumes de até 30 mm, principalmente nas regiões costeiras de ambos os estados (verde). Para os próximos dias, a previsão também indica umidade relativa abaixo de 40%, principalmente no estado de São Paulo e no sul de Minas Gerais. A massa de ar frio que chega ao Sul também afeta o Sudeste: temperaturas abaixo de 16°C devem ocorrer no centro-sul de Minas Gerais e de São Paulo, com as maiores quedas previstas para os dias 25 e 27.

Centro-Oeste

mapa de chuva semanamapa de chuva semana
Foto: Reprodução Inmet

A previsão indica predominância de tempo estável, sem ocorrência de chuva (áreas em branco), exceto no sul de Mato Grosso do Sul, para onde são previstos volumes de até 3 mm (azul escuro). Ressalta-se, também, a previsão de umidade relativa abaixo de 40% em toda a região para os próximos dias.

Nordeste

Não há previsão de chuva no interior da Região, com redução da umidade relativa do ar, principalmente no sudoeste do Piauí, sul do Maranhão, bem como no oeste da Bahia e Rio Grande do Norte. Em áreas do litoral nordestino, podem ocorrer chuvas acima de 20 mm (verde), principalmente no litoral de Alagoas, bem como no litoral norte do Maranhão.

Norte

Áreas de instabilidade se concentrarão no extremo norte de Roraima e extremo noroeste do Amazonas e Pará, com volumes que podem superar 60 mm (laranja e vermelho), com destaque para os maiores acumulados de chuva da ordem de 80 mm, no norte do Amazonas e no litoral norte de Roraima. Em contraste, nas regiões do Acre, Rondônia, sul do Amazonas e do Pará, e sul do Tocantins, não há previsão de chuvas ao longo da semana. Nestas localidades, a previsão indica uma redução da umidade relativa do ar abaixo de 30%.

Temperaturas máximas e mínimas

Ao longo da semana, a previsão indica temperaturas máximas elevadas em grande parte das regiões Norte e Centro-Oeste, e no oeste da Região Nordeste. Os maiores valores devem ocorrer no sudeste do Amazonas, região central do Pará (próxima à divisa com o Amazonas), centro-norte de Mato Grosso e do Piauí, principalmente no dia 27 de julho.

Em partes do leste do Nordeste e Região Sudeste, as temperaturas máximas devem ficar abaixo de 32°C. Já para o sul do Rio Grande do Sul, os termômetros não devem passar dos 22°C. Segundo o Inmet, no sudoeste do país, predominam mínimas inferiores a 20°C.



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Brasil registra alta na receita de exportações em julho



As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 958,179 milhões em julho (14 dias úteis), com média diária de US$ 68,441 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 172,709 mil toneladas, com média diária de 12,336 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.547,90.

Em relação a julho de 2024, houve alta de 50,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 19,5% na quantidade média diária exportada e avanço de 25,8% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Impacto do tarifaço

Os EUA são o segundo maior comprador da carne bovina brasileira, respondendo por 12% das exportações, atrás apenas da China, que concentra 49% do total embarcado pelo Brasil.

Dados da Secex mostram que, em junho, o volume adquirido pelos norte-americanos já foi o menor desde dezembro do ano passado, mas as exportações totais de carne bovina brasileira tiveram o segundo melhor resultado do ano, beirando as 270 mil toneladas.

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Em março e abril, empresas dos EUA adquiriram volumes recordes, acima de 40 mil toneladas em cada mês, num possível movimento de formação de estoque diante do receio de que o presidente Donald Trump viesse a aumentar as tarifas para o comércio internacional.

São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul são os estados, nesta ordem, que mais têm escoado carne aos EUA. A redução de Goiás foi a maior de abril para junho, cerca de 9.283 toneladas a menos de carne. O volume do último mês representou apenas 37% do que foi enviado em abril. Em Mato Grosso do Sul, junho equivaleu a apenas 44%, com diminuição de 3.962 toneladas. Reduções significativas ocorreram também nos demais estados relevantes da pecuária. São Paulo é o que teve a menor diminuição de volume, de 1.802 toneladas, com junho ainda representando 73% dos embarques de abril.



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Ajustar o ciclo produtivo é a resposta do pecuarista à sobretaxa de 50% dos EUA


A sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos agropecuários brasileiros, incluindo a carne bovina, é um golpe direto na rentabilidade do pecuarista exportador e um fator de distorção no mercado interno. Ao reduzir a competitividade do Brasil lá fora, a medida força o escoamento da produção internamente, o que pressiona os preços e impõe uma urgência: como manter a atividade com margem diante da retração das exportações?

A resposta está na técnica. Mais precisamente, em adaptar o ciclo produtivo da pecuária de corte com inteligência econômica, reduzindo custos e otimizando o tempo. É hora de trabalhar menos com produtividade máxima e mais com rentabilidade defensiva.

Cria: foco em qualidade e economia

O primeiro passo está na cria. Neste momento, não se trata de expandir o número de bezerros a qualquer custo, mas de selecionar melhor as matrizes e focar nos lotes mais produtivos, reduzindo gastos com suplementações desnecessárias.

Reprovar áreas menos produtivas para reprodução também ajuda a aliviar a pressão sobre os custos.

Recria: tempo é aliado, não inimigo

Na recria, o ideal é esticar o ciclo a pasto, priorizando o ganho de peso compensatório e reduzindo a dependência de ração. Em vez de pressa, o manejo deve ser guiado por eficiência de conversão e escore corporal, com suplementação mineral apenas quando necessária.

Essa estratégia permite diluir o custo fixo por animal ao longo do tempo, sem comprometer a qualidade do ganho de peso.

Engorda: adiar o confinamento e preservar capital

Na etapa de engorda, o confinamento, que normalmente é uma ferramenta de aceleração, deve ser adiado. O custo por arroba no cocho ultrapassa R$ 300 em muitos casos. Já a engorda prolongada a pasto pode reduzir esse valor em mais de 30%.

Essa tática transforma o boi em uma espécie de estoque vivo, capaz de ser valorizado no futuro, à medida que o mercado volte ao equilíbrio. Guardar arrobas agora pode ser mais lucrativo do que entregá-las a preço de liquidação.

Clima, pasto e caixa: o tripé da cautela

Se o pecuarista optar por segurar os animais por mais tempo, precisa garantir a capacidade de suporte das pastagens, especialmente na seca. A decisão também imobiliza capital, exigindo planejamento de caixa e resiliência financeira.

Essa é uma estratégia que exige paciência, manejo e coragem para desacelerar na hora certa.

Quem segurar o boi agora pode salvar a margem mais à frente

O momento exige pragmatismo. Não é hora de produtividade a qualquer preço. É hora de gestão racional, baseada em biologia animal, inteligência de custo e uso estratégico do tempo. Se o mercado externo está hostil, o pecuarista deve fazer do pasto seu escudo.

Segurar o boi hoje pode garantir o lucro de amanhã.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Goiás cria linha de crédito para setores atingidos por tarifaço



O governo de Goiás anunciou a criação de uma linha de crédito emergencial para proteger empresas do estado dos efeitos do tarifaço imposto ao Brasil por Donald Trump. A medida visa proteger empregos e mitigar os impactos da sobretaxa de 50% que passará a incidir sobre commodities como soja, carne e derivados de aço a partir de 1º de agosto.

A taxa anual de financiamento será inferior a 10%. Os recursos virão de um fundo de fomento baseado no crédito de ICMS sobre exportações, sem necessidade de aporte direto do Tesouro estadual, diz o governo de Goiás.

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Como contrapartida, as empresas contempladas deverão manter seus quadros de funcionários durante o período de vigência do contrato. O pacote inclui ainda a criação de um fundo de garantia voltado a pequenos e médios empresários, com o objetivo de estimular a oferta de crédito pela iniciativa privada.

Também será instituído um grupo de trabalho com representantes do governo estadual e do setor produtivo para acompanhar os desdobramentos da crise e elaborar novas propostas de enfrentamento.

Em 2024, os EUA foram o segundo principal destino de exportações do estado, representando US$ 408 milhões. De acordo com o governo estadual, entre os segmentos que seriam mais atingidos pelas tarifas estão as commodities, como soja, carne e derivados do aço.



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AgroNewsPolítica & Agro

Abertura de mercado agrícola para o Brasil na África do Sul



Negociação fitossanitária foi concluída




Foto: Pixabay

O governo brasileiro e o governo da África do Sul concluíram negociação fitossanitária para que o Brasil exporte sementes de canola para aquele país.

Com mais de 63 milhões de habitantes, a África do Sul importou cerca de USD 635 milhões em produtos agropecuários do Brasil em 2024, com destaque para carnes, açúcar, cereais e café.

Além de promover a diversificação dos parceiros comerciais do Brasil, esta abertura de mercado representa uma nova oportunidade de negócios para o setor privado brasileiro, uma vez que a África do Sul é um produtor relevante de oleaginosas no contexto regional.

Com o anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 394 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

 





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Genética e nutrição na cria: a fórmula da fazenda rentável no agronegócio


A busca incessante por uma fazenda top de cria no agronegócio vai muito além da simples escolha de raças bovinas de ponta. Em um cenário onde a produtividade e a rentabilidade são imperativos, a combinação estratégica de genética e nutrição, alinhadas a um manejo preciso e ao planejamento, emerge como o verdadeiro pilar para o sucesso. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Pecuaristas, a atividade de cria no Brasil, embora impulsionada pela evolução genética que confere maior precocidade aos animais, ainda se depara com desafios significativos.

No entanto, as fazendas mais lucrativas do país consistentemente demonstram que a chave para a prosperidade reside em uma gestão eficiente, pautada por indicadores de desempenho sólidos e uma sinergia de fatores.

Em uma entrevista exclusiva ao programa Giro do Boi, o Canal Rural teve a oportunidade de conversar com dois expoentes da pecuária brasileira: o engenheiro agrônomo Antônio Carlos Silveira, amplamente conhecido como Nenê Silveira, pioneiro na criação do conceito de novilho superprecoce, e seu filho, o também agrônomo Guilherme Silveira.

Guilherme, mestre em Nutrição e Produção Animal, lidera a renomada Silveira Consultoria. Juntos, eles compartilharam os segredos para alcançar alta performance na pecuária de cria, desmistificando a ideia de que há uma dicotomia entre genética e nutrição, e revelando que ambas são interdependentes.

Cria na pecuária moderna: desafios, oportunidades e pilares da rentabilidade

Vacas e novilhas com bezerro ao pé em fazenda de cria. Foto: Reprodução
Vacas e novilhas com bezerro ao pé em fazenda de cria. Foto: Reprodução
Vacas e novilhas com bezerro ao pé em fazenda de cria. Foto: Reprodução

O cenário atual da pecuária, marcado por margens de lucro mais apertadas, exige que o produtor rural tenha um controle rigoroso dos números para embasar suas decisões. A cria, em particular, apresenta um vasto campo para aprimoramento e evolução. 

Nenê Silveira ressalta que o objetivo não é apenas “ter um bezerro”, mas sim produzir mais quilos de bezerro por vaca exposta ou por hectare, maximizando a eficiência da propriedade.

As análises e benchmarks conduzidos pela Silveira Consultoria em parceria com o Instituto Inttegra, ao longo de mais de uma década, comprovam que a produtividade e a rentabilidade na cria estão intrinsecamente ligadas a três pilares fundamentais:

  • Genética apurada: Essencial para a plena expressão de genes de qualidade, como a desejada precocidade no desenvolvimento dos animais.
  • Nutrição estratégica: Atua como o “combustível” vital, permitindo que o potencial genético dos animais seja expresso em sua totalidade.
  • Estação de monta eficiente: Crucial para assegurar o nascimento do “bezerro do cedo”, um animal que, por nascer em período mais favorável, tende a ser mais pesado e, consequentemente, mais valorizado no mercado.

Apesar dos avanços notáveis na evolução genética do nelore e o crescente uso do cruzamento industrial, o desafio persistente na cria ainda reside na disponibilidade e adequação da “comida” no momento certo.

Nutrição e desenvolvimento fetal: a base da qualidade do rebanho

Vacas sendo suplementadas em área de pasto. Foto: DivulgaçãoVacas sendo suplementadas em área de pasto. Foto: Divulgação
Vacas sendo suplementadas em área de pasto. Foto: Divulgação

A influência da nutrição no desenvolvimento fetal é um fator crítico, muitas vezes subestimado pelos pecuaristas. Nenê Silveira revela dados impactantes: enquanto a genética contribui com aproximadamente 38% para o desenvolvimento geral do bezerro, a alimentação desempenha um papel predominante de 62% no crescimento intrauterino.

Uma vaca que enfrenta qualquer período de restrição alimentar, especialmente durante a gestação, inevitavelmente transfere essa deficiência ao feto.

O primeiro trimestre de gestação é particularmente crucial, pois é nesse período que a placenta e os órgãos vitais do feto estão em fase de desenvolvimento.

A ausência de nutrientes adequados nesse estágio pode comprometer a estrutura e o funcionamento dos órgãos, impactando diretamente a qualidade da carcaça futura do animal.

No terceiro e início do quarto trimestre de gestação, ocorre a hiperplasia (formação) das fibras musculares, processo que determina a quantidade de carne que o animal terá. Se não houver nutrientes suficientes para essa formação, a quantidade de carne será inadequada.

Portanto, garantir o peso adequado ao nascimento é um pré-requisito fundamental para o desempenho zootécnico do animal ao longo de sua vida.

Estratégias essenciais para otimizar a cria no período da seca

Bezerro amamentando. Foto: DivulgaçãoBezerro amamentando. Foto: Divulgação
Bezerro amamentando. Foto: Divulgação

O período de seca e inverno impõe grandes desafios às pastagens e, por conseguinte, à nutrição das vacas.

Guilherme Silveira enfatiza que a vaca não pode passar fome em momento algum. Para evitar o “ciclo vicioso” de vacas perdendo escore corporal, bezerros subnutridos e problemas na estação de monta subsequente, ele sugere a implementação de ferramentas e estratégias eficazes:

  • Ajuste da estação de monta: Idealmente, a vaca deve passar o maior tempo possível no período das águas, quando há abundância de pasto de qualidade e o bezerro está ao pé, para evitar a perda de escore corporal. A estação de monta deve ser flexível e ajustada à disponibilidade de alimento, e não a um calendário fixo.
  • Forragem conservada: É fundamental ter reservas de alimento, como feno, silagem ou outras forragens conservadas, para suprir as necessidades nutricionais do rebanho durante o período seco de inverno.
  • Sequestro/recria confinada: Para os bezerros, a recria em sistema de confinamento pode ser uma ferramenta de grande valia, garantindo ganho de peso constante.
  • Desmama precoce: Uma estratégia poderosa, especialmente para bezerros nascidos mais tardiamente (entre 3 e 6 meses de idade), quando a qualidade do pasto começa a declinar. Ao realizar a desmama precoce, o consumo de matéria seca pela vaca é reduzido em cerca de 30%, o que preserva a matriz e seu escore corporal para a próxima estação de monta. A desmama precoce beneficia a vaca, e o bezerro, que demanda menor custo de manejo nessa fase, apresenta melhor conversão alimentar.

O futuro da cria: tecnologia, dados e planejamento essencial

Foto: Reprodução

A pecuária moderna dispõe de um volume sem precedentes de tecnologia e informação. Contudo, possuir dados brutos não é suficiente; é crucial transformá-los em informações úteis para uma tomada de decisão assertiva.

A Silveira Consultoria, com uma equipe de 22 técnicos atuando em diversas regiões do país, leva ferramentas personalizadas aos produtores. Guilherme Silveira enfatiza que fazendas de cria, assim como as de recria e engorda, necessitam de um planejamento claro, com início, meio e fim.

Nas regiões tropicais, onde não existe a “reserva” natural que a neve oferece em outras latitudes, quem não planejar o fornecimento de alimento para o período seco inevitavelmente enfrentará quedas na produtividade.

É imperativo romper com a mentalidade de que “o bezerro sempre nasce”, pois a ausência de uma nutrição estratégica compromete severamente a formação do feto e, consequentemente, o desempenho futuro do animal.

A gestão eficiente e a nutrição estratégica na pecuária de cria são, inegavelmente, os segredos para alcançar a tão almejada rentabilidade.



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Soja no auge? Oleaginosa pode turbinar o PIB em 2025 e levar o agro às alturas



A cadeia de soja e do biodiesel deve registrar um crescimento expressivo de quase 11% em 2025, segundo estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Com esse desempenho, o setor poderá representar 21,7% do PIB do agronegócio e 6,4% do PIB nacional ainda neste ano.

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De acordo com os pesquisadores, o crescimento está diretamente relacionado a uma série de fatores positivos, como a safra recorde no Brasil, estimada em 169,7 milhões de toneladas, e o aumento no processamento da oleaginosa, que acompanha o avanço na mistura obrigatória de biodiesel (B14 e B15). A demanda firme por óleo de soja também tem sustentado a atividade industrial em níveis elevados.

Expansão em toda a cadeia

Os números apontam crescimento em praticamente todos os segmentos da cadeia. Dentro da porteira, o PIB do segmento deve avançar 24,11%. Já a agroindústria apresenta alta mais modesta, de 3,21%, enquanto os agrosserviços devem crescer 8,24%, impulsionados pelo volume recorde da produção e do processamento. O setor de insumos também avança, com alta de 3,17%.

O estudo destaca ainda que o PIB gerado por tonelada de soja processada pode ser 4,4 vezes superior ao gerado pela soja exportada in natura, refletindo o ganho de valor agregado na cadeia.

Renda e emprego em alta

Após três anos de retração, a renda da cadeia da soja e do biodiesel deve crescer 18,24% em 2025. O mercado de trabalho também apresenta recuperação: no primeiro trimestre do ano, o número de pessoas ocupadas na cadeia subiu 7,46% em relação ao mesmo período de 2024, alcançando 2,44 milhões de trabalhadores.

A maior geração de empregos foi registrada nos agrosserviços (+142,5 mil vagas), seguidos pelo setor dentro da porteira (+23 mil) e pelos insumos (+5,9 mil). A única queda foi na agroindústria, que perdeu 2,2 mil postos de trabalho, afetada pela retração no esmagamento e refino.

Exportações e cenário internacional

No comércio exterior, a cadeia exportou 27,91 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2025, um aumento de 1,15% sobre o mesmo período do ano passado. No entanto, o valor exportado caiu 11,46%, totalizando US$ 11 bilhões, reflexo dos menores preços internacionais diante da expectativa de safra global recorde.

A China segue como principal destino da soja em grão, com alta de 6,7% no volume importado. Já o farelo de soja teve destaque na União Europeia e Sudeste Asiático, enquanto a Índia foi responsável por 67,74% das exportações de óleo brasileiro no período.



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AgroNewsPolítica & Agro

Tomate e melão lideram alta de preços



Clima frio influencia mercado e altera cotações na CEASA de Mato Grosso do Sul




Foto: Divulgação

Com a queda nas temperaturas e a boa oferta de hortaliças, o consumidor de Mato Grosso do Sul encontrou alface e cebola mais baratas esta semana na CEASA/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul). Por outro lado, frutas como melão e o tomate longa vida registraram forte valorização entre os dias 21 e 26 de julho, segundo o boletim semanal da central.

De acordo com as informações divulgadas pela CEASA/MS, a alface teve uma retração de 14% no valor. A caixa com 7 kg da verdura está sendo vendida a R$ 30,00. A cebola nacional também apresentou queda, com recuo de 11%: o saco de 20 kg agora custa R$ 40,00. A manga Tommy acompanha o movimento de baixa, ficando 7% mais barata, a R$ 60,00 a caixa com 6 kg.

Em contrapartida, o tomate longa vida subiu de preço e está custando R$ 140,00 a caixa com 25 kg. Já o melão espanhol foi o destaque entre os aumentos: a caixa de 13 kg teve alta de 9%, com preço médio de R$ 60,00.

As oscilações refletem tanto o ritmo da colheita quanto a dinâmica do consumo. No caso da alface, a redução da procura com a chegada do frio contribuiu diretamente para a queda nos preços. Já frutas como o melão sofrem influência da redução na oferta vinda de outras regiões produtoras, o que pressiona o valor para cima.

O tomate longa vida, apesar de ser uma das hortaliças mais consumidas do país, sofre com a entressafra em algumas regiões, o que reduz a disponibilidade no mercado atacadista e eleva o preço ao consumidor final. A boa demanda também ajuda a explicar a valorização.





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Soja reage e volta a ganhar força em julho



Após semanas de pressão, o mercado de soja voltou a reagir. Os contratos futuros da oleaginosa em Chicago encerraram a semana com forte alta, revertendo a tendência de baixa observada nos últimos meses. O movimento ganhou força após os preços tocarem as mínimas de três meses, com o interesse dos fundos especulativos e suporte técnico.

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Segundo a plataforma Grão Direto, apesar da queda nos embarques semanais dos Estados Unidos, impactados por tensões comerciais, a demanda firme da China, maior importadora global da commodity, sustentou os preços na Bolsa de Chicago. No entanto, no Brasil, os preços em reais para a nova safra ainda estão abaixo dos patamares registrados no mesmo período de 2024.

Na última sexta-feira (18), o contrato de soja para agosto de 2025 fechou a US$ 10,27 por bushel, com valorização semanal de 2,29%. Já o vencimento para março de 2026 avançou 2,6%, encerrando a US$ 10,65 por bushel. O dólar também subiu 0,72% na semana, cotado a R$ 5,59, o que favoreceu a recuperação dos preços no mercado físico brasileiro.

Exportações de soja ganham ritmo

As exportações brasileiras de soja voltaram a ganhar ritmo em julho, com estimativas de embarques entre 11,2 e 13,1 milhões de toneladas, acima dos 9,59 milhões registrados no mesmo mês de 2024. A demanda externa, especialmente por parte da China, tem sustentado os preços e aberto boas janelas de comercialização em diversas regiões produtoras. A expectativa é de que esse movimento siga até a chegada da safra americana.

Área plantada de soja

Para a próxima temporada, consultorias já projetam um aumento de área de cerca de 1 milhão de hectares, o que pode levar a produção brasileira para a faixa de 175 a 180 milhões de toneladas. O avanço é uma resposta do produtor à busca por escala, tentando manter a rentabilidade frente a margens mais apertadas e custos elevados.

Contudo, o mercado acende o alerta: se essa expansão for acompanhada de uma safra cheia nos Estados Unidos, o cenário de abundância global pode pressionar ainda mais os preços na safra 2025/26. Ou seja, o desafio será equilibrar oferta e demanda sem comprometer a lucratividade.

Cenário

Com o mercado ainda sensível e pressionado por expectativas de oferta elevada, o momento pede cautela e estratégia. A proximidade da colheita norte-americana e os indicativos de expansão da área no Brasil mantêm o ambiente de negócios instável. A recomendação dos analistas é que o produtor avalie com atenção as oportunidades de comercialização, buscando travar margens quando possível.



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Mercosoja 2025 começa hoje em Campinas (SP)



Terá início nesta segunda-feira (21), às 19h, a solenidade de abertura do X Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) e do Mercosoja 2025, no Centro de Exposições e Convenções Expo Dom Pedro, em Campinas (SP). Considerado o maior evento técnico-científico da cadeia produtiva da soja na América do Sul, a expectativa da comissão organizadora é reunir cerca de 2 mil participantes de diferentes segmentos

A cerimônia terá presença de autoridades como Alexandre Nepomuceno (Embrapa Soja), Silvia Massruhá (Embrapa), Fernando Henning (CBSoja) e Carlos Ernesto Augustin, representando o Ministério da Agricultura.

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Na sequência, será realizada a conferência “A soja no Mercosul, um século depois”, que discutirá a trajetória da cultura nos países sul-americanos. O debate reunirá nomes de destaque da pesquisa e do setor produtivo, como Romeu Kiihl, Tuneo Sediyama, Rodolfo Luis Rossi e Gerardo Bartolomé, com mediação do jornalista Giovani Ferreira.

Programação técnica

A programação técnica do evento começa na terça-feira, 22 de julho, às 8h30, com a conferência “A geopolítica da cultura da soja”, ministrada por Guilherme Bastos, da Fundação Getúlio Vargas. Em seguida, três painéis simultâneos vão discutir temas estratégicos, como os impactos das mudanças climáticas, produção de soja irrigada e qualidade de sementes.

Entre os destaques da manhã, o painel sobre a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30) vai tratar de temas como agricultura regenerativa, descarbonização da cadeia da oleaginosa e produção certificada de baixo carbono, com moderação de Carina Gomes Rufino, da Embrapa Soja.

Já o painel sobre produção irrigada contará com apresentações sobre sustentabilidade hídrica e automação, sob moderação de Fernando Campos Mendonça, da Esalq/USP. Em paralelo, o painel “Qualidade da semente e o sucesso da cultura da soja”, coordenado por Francisco Krzyzanowsky (Embrapa Soja), terá quatro palestras técnicas sobre o controle e o melhoramento da qualidade das sementes.

Painéis

A programação da tarde começa às 14h com mais três painéis simultâneos. Um deles discute o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e seus níveis de manejo, com moderação do pesquisador José Renato Bouças Farias. Outro painel, conduzido por Fernando Adegas (Embrapa Soja), aborda os avanços na tecnologia de aplicação aérea, com destaque para o uso de drones e aspectos legais.

O terceiro painel será dedicado ao grão como matéria-prima para biocombustíveis, com apresentações sobre biodiesel, SAF (combustível sustentável de aviação), uso da terra e implicações econômicas, sob coordenação de Priscila Sabaini (Embrapa Meio Ambiente).

Das 16h às 17h, na Arena de Inovação, o público poderá acompanhar duas palestras: “Inovação e Mercado – Onde tudo se conecta” e “Inteligência Artificial e Imagens Espectrais para Avaliação de Sementes e Grãos”.

Encerrando a terça-feira, um painel sobre logística da exportação de soja no Mercosul vai debater os desafios enfrentados por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia. Serão discutidas as hidrovias como estrutura estratégica e o estado atual do armazenamento de grãos no Brasil. A moderação será de Marcelo Alvares de Oliveira (Embrapa Soja).

100 anos da soja no Brasil

Os eventos também marcam os 100 anos da oleaginosa no Brasil e os 50 anos da Embrapa Soja. Com o tema central “100 anos de soja no Brasil: pilares para o amanhã”, o evento reunirá cerca de 2 mil participantes entre pesquisadores, técnicos, estudantes, produtores e representantes da indústria e do comércio.

A programação conta com quatro conferências e 15 painéis temáticos, com mais de 50 palestras de especialistas nacionais e internacionais. Uma das novidades é o espaço Mãos à Obra, que abordará desafios práticos em temas como fertilidade do solo, manejo de nematoides, uso de bioinsumos e desenvolvimento radicular.

Também será realizado o workshop internacional Soybean2035: A decadal vision for soybean biotechnology, reunindo especialistas do Brasil, China, Estados Unidos e Canadá para discutir os próximos dez anos das ferramentas biotecnológicas aplicadas à cultura.



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