quarta-feira, maio 13, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Use o mercado a seu favor



A orientação principal é aprender a operar no mercado futuro de Chicago



A orientação principal é aprender a operar no mercado futuro de Chicago
A orientação principal é aprender a operar no mercado futuro de Chicago – Foto: United Soybean Board

A TF Agroeconômica recomenda que produtores de soja aproveitem os fundamentos ainda favoráveis e busquem estratégias de comercialização com base no mercado futuro, principalmente diante das incertezas do cenário internacional. Segundo análise divulgada pela consultoria, o Brasil permanece praticamente sozinho no fornecimento de grandes volumes de soja, frente à resistência chinesa à soja americana e ao recuo da Argentina devido à volta das retenciones cheias.

A orientação principal é aprender a operar no mercado futuro de Chicago para garantir melhores preços. A TF alerta que produtores que não fixaram preços em maio de 2024 já perderam metade do lucro. Além disso, recomenda-se dividir a produção em pelo menos 10 lotes e vender gradualmente conforme os gráficos indicarem altas — acompanhando os boletins diários, pois os movimentos de valorização podem ocorrer em qualquer dia da semana.

Entre os fatores de alta destacados, estão a valorização do farelo de soja com a retomada da demanda da Indonésia, e do óleo de soja impulsionado pela indústria de biodiesel, com aumentos semanais de 1,37% e 3,85%, respectivamente. Rumores sobre possíveis compras chinesas de soja americana também ajudaram a sustentar os preços, embora o país tenha priorizado compras do Brasil — 151 dos 232 navios adquiridos desde junho.

Por outro lado, pesam negativamente a ameaça de novas tarifas de Donald Trump sobre produtos europeus, que gerou realização de lucros no mercado de óleo, além do aumento da estimativa de produção de soja na Argentina para 49,5 milhões de toneladas. No Brasil, espera-se uma produção recorde entre 179 e 180 milhões de toneladas para a próxima safra, o que também pode limitar novas altas.





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Indígenas invadem propriedade rural no Rio Grande do Sul



Um grupo de indígenas invadiu na tarde de segunda-feira (21) uma propriedade rural em Erebango, cidade no norte do Rio do Grande do Sul.

Segundo o Luiz Silva, presidente do Sindicato Rural de Getúlio Vargas, município vizinho de Erebango, o dono da propriedade invadida estava trabalhando na terra, quando foi abordado pelos indígenas que alegam que as terras são deles e mandaram o agricultor se retirar.

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A área invadida é perto de uma reserva demarcada dos Caingangues. O produtor rural registrou boletim de ocorrência e vai entrar na Justiça com pedido de reintegração de posse.

A polícia militar do Rio Grande do Sul informou que está no local e que não houve confronto entre os indígenas e produtores rurais. Com a ajuda de imagens de drone, será feito um levantamento da quantidade de pessoas acampadas no local, diz a polícia.



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Após pedido de Trump, Coca-Cola confirma uso de açúcar de cana



A Coca-Cola anunciou nesta terça-feira (22) que irá fabricar nos EUA uma versão do refrigerante com açúcar de cana. No país, a bebida é feita com xarope de milho. O anúncio ocorre dias depois de Donald Trump manifestar em rede social que gostaria que Coca-Cola trocasse o xarope de milho pelo açúcar de cana.

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Essa manifestação pode ser entendida como parte da iniciativa do governo Trump chamada Make America Healthy Again (Torne a América Saudável Novamente), caracterizada, entre outros aspectos, pelo aumento da fiscalização sobre os elementos altamente processados da dieta dos norte-americanos.

Importação de açúcar

A dependência dos EUA em relação às importações de açúcar pode ser um complicador para a Coca-Cola. Isso porque os EUA ameaçaram aplicar tarifas de 50% ao Brasil e de 30% ao México. Segundo o Observatory of Economic Complexity, o México fornece 33% das importações de açúcar dos EUA, e o Brasil, 23%, diz Rory Gopsill, analista sênior de consumo da GlobalData. De acordo com a Coca-Cola , a nova versão da bebida será feita com o açúcar produzido nos próprios EUA.



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os 100 anos da soja no Brasil



Os cem anos da cultura da soja no Brasil é o tema central da 10ª edição do Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) e do Mercosoja, que teve início nesta segunda-feira (21), em Campinas (SP). A conferência de abertura do evento ampliou o olhar para o Mercosul e reuniu nomes históricos do melhoramento genético da cultura no Brasil e na Argentina.

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Moderado pelo jornalista Giovani Ferreira, do Canal Rural, o painel contou com Romeu Kiihl (MGS Melhoramento Genético e Sementes), considerado o pai da soja tropical; Tuneo Sediyama (UFV); Rodolfo Luis Rossi (AC Soja/Argentina); e Gerardo Bartolomé (Grupo Dom Mário/GDM).

Kiihl apresentou uma linha do tempo da evolução da soja no Brasil, desde os primeiros testes no final do século XIX até os avanços trazidos pela Embrapa Soja, fundada em 1975, e pela lei de proteção de cultivares. Ele relembrou a transformação da cultura, inicialmente adaptada às condições do Sul, até sua expansão ao Cerrado, graças ao entendimento do período juvenil longo.

Já Sediyama destacou os pilares do sucesso da soja brasileira, como o melhoramento genético, o manejo do solo e a nutrição de plantas, além de apontar para uma nova fase, marcada pela introgressão genética com ferramentas modernas de edição gênica.

Argentina

Na Argentina, o desenvolvimento seguiu um caminho diferente. Como explicou Rodolfo Rossi, o impulso inicial foi dado pela iniciativa privada, com destaque para empresas como o Grupo Dom Mário, que utilizaram materiais genéticos norte-americanos para criar cultivares adaptadas às condições locais.

lém disso, o país apostou cedo na industrialização da soja e liderou a regulamentação de plantas transgênicas em 1996. Gerardo Bartolomé também ressaltou o papel da genética na busca por cultivares cada vez mais produtivas, tanto para os argentinos quanto para os brasileiros.

Futuro da oleaginosa

Ao final do encontro, os palestrantes projetaram um futuro promissor para a soja no Mercosul, alavancado pelas novas biotecnologias e pelo talento da nova geração de pesquisadores. Kiihl fez um apelo aos jovens melhoristas: “As ferramentas são extraordinárias, mas é preciso lembrar que a soja cresce no campo”.



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Pecuaristas dos EUA manifestam apoio ao tarifaço de Trump



A Associação Nacional de Pecuaristas dos Estados Unidos (NCBA) manifestou apoio à decisão do presidente Trump de impor ao Brasil com uma tarifa de 50%.

De acordo com a entidade, uma tarifa de 50% é um bom começo, mas eles querem suspender as importações de carne bovina do Brasil para conduzir uma auditoria completa.

A NCBA acusa produtores brasileiros de terem uma falta de responsabilidade em relação à saúde do gado e à segurança alimentar.

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Os pecuaristas americanos citam especificamente os casos da Encefalopatia Espongiforme Bovina, conhecida como doença da vaca louca. A falha do Brasil em reportar casos atípicos da doença e seu histórico de febre aftosa são uma grande preocupação para os produtores de gado dos EUA.



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perspectiva de aumento na oferta derruba as cotações



As cotações da manga nas praças do Nordeste seguiram em queda na última semana, apontam levantamentos da equipe Hortifrúti/Cepea. 

No Vale do São Francisco, a tommy foi negociada à média de R$ 1,50/kg entre 14 e 18 de julho. Este valor representa um recuo de 4% em relação à da semana anterior. A palmer desvalorizou 7%, sendo comercializada a R$ 2,16/kg. 

Em Livramento de Nossa Senhora (BA), as baixas foram ainda mais intensas, de 27% para a tommy, à média de R$ 1,15/kg, e de 31% para a palmer, a R$ 1,74/kg. 

Pesquisadores do Hortifrúti/Cepea explicam que a pressão sobre os valores vem da demanda retraída e da tendência de aumento gradual na disponibilidade, principalmente da fruta do Vale.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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alta no dólar e safra menor sustentam preços no Sul



A maior taxa de câmbio somada à perspectiva de safra menor sustentaram os preços do trigo na semana passada no Rio Grande do Sul e no Paraná. É isso o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, os vendedores seguem firmes, acompanhando o desenvolvimento das lavouras e focados na finalização do cultivo da atual temporada. 

Compradores continuam adquirindo conforme as oportunidades de mercado e buscando especialmente o produto importado. 

Já em São Paulo, houve uma maior retração compradora e, com isso, alguns vendedores acabaram cedendo às pedidas, ainda conforme levantamentos do Cepea. 

No campo, a semeadura atingiu 91% da área destinada ao cultivo de trigo no Brasil, em linha com intervalo equivalente de 2024 e com a média dos últimos cinco anos.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Tarifaço pode afetar agro, política externa e a credibilidade de Trump


A sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros — como café, carne e suco de laranja e outros — têm prazo estabelecido para revisão: 1º de agosto de 2025. A expectativa no meio diplomático e empresarial é intensa, mas a previsibilidade, quase nula.

O que está em jogo não é apenas uma questão comercial. Trata-se de uma disputa que ganhou contornos ideológicos, jurídicos e eleitorais. A medida foi tomada unilateralmente pelo presidente Donald Trump em meio a uma escalada verbal contra o Supremo Tribunal Federal, em especial contra o ministro Alexandre de Moraes, a quem o governo americano acusa de perseguição política à família Bolsonaro.

Na prática, a sobretaxa de 50% não teve justificativas técnicas, sanitárias ou ambientais. Foi uma retaliação disfarçada de sanção comercial. Trump buscou atender à base bolsonarista no Brasil, que o enxerga como um aliado estratégico contra o que chamam de “ativismo judicial”.

A retaliação tarifária foi, portanto, uma resposta simbólica à atuação de Moraes, que vinha endurecendo decisões judiciais contra aliados de Bolsonaro. Isso aproxima a política externa americana de uma pauta tipicamente brasileira, o que é inédito e perigoso.

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A grande dúvida é: por que Donald Trump, em pleno segundo mandato, dobraria sua aposta em torno da defesa de Bolsonaro e sua família, quando o próprio ex-presidente brasileiro hoje tem pouca relevância estratégica real para os Estados Unidos?

Essa aliança é mais simbólica do que prática. Bolsonaro não comanda um Estado, não controla o Congresso e nem representa um bloco político consolidado. Já Trump enfrenta crescente rejeição no cenário internacional, não conseguiu conter a ofensiva russa na Ucrânia, apoia de forma acrítica a ofensiva israelense em Gaza, e sua imagem está associada à instabilidade global.

Na política interna americana, cresce a desconfiança entre republicanos moderados quanto à radicalização de Trump. Há quem veja nas sanções ao Brasil um erro de cálculo que pode custar caro ao partido Republicano nas eleições de meio de mandato, previstas para novembro de 2026.

O desgaste internacional,com protestos em universidades, críticas de governos aliados e instabilidade econômica, começa a respingar nos Estados Unidos. A inflação nos alimentos, a perda de mercados importadores e os custos logísticos estão sendo sentidos por empresas e consumidores americanos.

A resposta mais prudente é: depende do humor político. Tecnicamente, o governo americano não sustenta a medida, ela é frágil em termos legais na OMC e contraproducente para a indústria americana. No entanto, se Trump decidir estender o conflito como forma de manter sua base radical mobilizada, a renovação da tarifa não pode ser descartada.

Conclusão: o que está por trás da disputa?

Essa crise não é apenas sobre o Brasil ou Alexandre de Moraes. Tampouco se limita à família Bolsonaro. É sobre até onde um presidente dos EUA pode ir para impor sua vontade ideológica ao mundo, mesmo que isso custe caro ao seu país. E mais: até que ponto o Brasil continuará aceitando ser tratado como peão num jogo que não começou aqui?

O Brasil precisa agir com firmeza e inteligência. Seja com a retirada ou a manutenção das sobretaxas, a mensagem central é clara: precisamos de uma política externa soberana, de uma estratégia comercial diversificada e, sobretudo, de uma classe política que entenda que o mundo mudou, e não há mais espaço para submissão nem para aventuras ideológicas alheias.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra semana em alta na CBOT



Outro fator decisivo foi a previsão de clima mais seco



Outro fator decisivo foi a previsão de clima mais seco
Outro fator decisivo foi a previsão de clima mais seco – Foto: Bing

A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) terminou a semana com valorização, revertendo a tendência de queda observada no início do período. Segundo a TF Agroeconômica, a oleaginosa teve forte impulso devido à retomada de compras no mercado futuro, sustentadas pela boa demanda interna por óleo de soja e por um novo acordo comercial com a Indonésia, importante consumidor de farelo.

Na sexta-feira (19), o contrato de soja para agosto — referência para a safra brasileira — subiu 0,61%, fechando a US$ 10,27 por bushel. O contrato de setembro avançou 0,89%, cotado a US$ 10,21. O farelo de soja para agosto também apresentou forte alta de 1,97%, encerrando a US$ 274 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja recuou 0,71%, fechando a US$ 55,82 por libra-peso.

Além da retomada da demanda, rumores de compradores chineses buscando fretes no Golfo do México sinalizaram um possível retorno da China às compras da soja americana, após um longo período de afastamento. Outro fator decisivo foi a previsão de clima mais seco no Centro-Oeste dos Estados Unidos, o que elevou o interesse por contratos futuros como forma de proteção diante de possíveis impactos na produção.

Com isso, no acumulado da semana, a soja registrou alta de 2,34% (ou US$ 23,50 cents/bushel), o farelo teve alta de 1,40% (US$ 3,70/ton curta) e o óleo de soja acumulou ganho de 3,85% (US$ 2,07/libra-peso), demonstrando a força do mercado de derivados frente às incertezas climáticas e à melhora no apetite global por produtos agrícolas americanos. As informações foram divulgadas no início desta segunda-feira.

 





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Açúcar: com vendedores mais firmes, cotações sobem


cana-de-açúcar, produção, etanol, biocombustível
Foto: CNA

Os preços médios do açúcar cristal subiram no mercado spot de São Paulo na semana passada. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De 14 a 18 de julho, a média do Indicador Cepea/Esalq  para o cor Icumsa de 130 a 180 foi de R$ 118,77/saca de 50 kg. O valor representa alta de 2,11% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

Segundo o Centro de Pesquisas, representantes de vendas das usinas seguiram firmes nos valores ofertados pelo cristal de melhor qualidade (Icumsa até 180), em resposta às recentes quedas que já estavam causando preocupações com relação aos custos de produção. 

Além disso, pesquisadores explicam que a disponibilidade do cristal tipo Icumsa 150 se mantém restrita para as negociações na pronta entrega. Isso, tendo em vista que a maior quantidade produzida está comprometida com as exportações.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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