O Brasil produziu 64,2 mil toneladas de mel em 2023, número que o posiciona como um dos maiores produtores do mundo. Contudo, as vendas internacionais estão sob ameaça porque os Estados Unidos, o principal comprador do produto nacional, anunciou tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras que devem começar a valer em 1º de agosto.
De acordo com o coordenador da Rota Mel Pampa, Aldo Machado, cerca de 82% do mel produzido no país em 2024 foi direcionado ao mercado norte-americano.
Segundo ele, mais de 100 contêineres com o produto estão, neste momento, sendo devolvidos ou parados nos portos à espera de prorrogação do prazo ou adiamento do tarifaço.
“Para o produtor, o impacto vai ser muito grande porque, na próxima safra agora, se não conseguir buscar novos mercados ou mesmo baixar essa taxação, esse mel vai ficar abaixo do preço de custo. Então tem muitos apicultores que já deveriam estar se preparando para a próxima safra, não estão mais investindo, estão simplesmente abandonando as abelhas, deixando elas à deriva da própria sorte na floresta”, conta.
De acordo com Machado, a procura por novos mercados, como a Europa, deve acontecer, mas não será rápida por conta do alto volume a ser destinado.
Para ele, a situação é ainda pior no Rio Grande do Sul, estado brasileiro que mais produz mel e onde os apicultores já sofreram grandes perdas em seus apiários por conta de enchentes em 2024 e, também, neste ano.
O mercado físico de soja teve um dia de negociações pontuais nesta terça-feira (22), com maior movimentação concentrada nos portos. De acordo com o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, houve relatos de negócios em Rio Grande, além de ofertas pontuais em Santos e Paranaguá, mas os volumes fechados foram limitados.
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No interior do país, as negociações também ocorreram, impulsionadas pelo basis ainda elevado em diversas regiões. A indústria manteve o interesse em adquirir soja e chegou a elevar os bids em algumas localidades, como na região de Uberlândia, segundo Silveira. Apesar das margens industriais pressionadas pelas indicações acima das paridades, a demanda se manteve presente.
A atuação dos vendedores segue contida, com oferta dos produtores ocorrendo de forma cadenciada. Do lado da indústria, também não houve interesse em grandes lotes. O dia foi de ritmo moderado, sem influência relevante do câmbio ou da Bolsa de Chicago. A Bolsa de Chicago voltou a recuar, enquanto o dólar, apesar de volátil, oscilou dentro de uma faixa estreita, sem impacto direto sobre a formação dos preços internos.
Preços da soja no Brasil
Passo Fundo (RS): manteve em 132,00
Santa Rosa (RS): manteve em 133,00
Rio Grande (RS): manteve em 139,00
Cascavel (PR): manteve em 131,00
Paranaguá (PR): caiu de 139,00 para 138,00
Rondonópolis (MT): manteve em 121,00
Dourados (MS): manteve em 125,00
Rio Verde (GO): manteve em 122,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com leve baixa, em dia de volatilidade. O bom andamento das lavouras nos Estados Unidos pressionou os preços durante boa parte da sessão. No entanto, sinais técnicos e especulações sobre possível avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China ajudaram a reduzir as perdas.
O mercado ainda digere o relatório do USDA que mostrou queda na qualidade das lavouras de soja, com a classificação entre bom e excelente recuando de 70% para 68%. Mesmo assim, o desenvolvimento das plantações é considerado normal para o período.
Contratos futuros
O contrato da soja em grão com entrega em agosto recuou 4,75 centavos de dólar, ou 0,46%, para US$ 10,10 1/4 por bushel. A posição novembro fechou a US$ 10,25 1/2 por bushel, com perda de 0,50 centavo ou 0,04%.
Entre os subprodutos, o farelo para setembro subiu US$ 3,10, ou 1,12%, a US$ 277,90 por tonelada. Já o óleo com vencimento em agosto caiu 0,43 centavo, ou 0,76%, para 55,63 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial terminou o dia em leve alta de 0,04%, cotado a R$ 5,5669 para venda e R$ 5,5649 para compra. A moeda norte-americana variou entre R$ 5,5513 na mínima e R$ 5,5903 na máxima durante o pregão.
Nesta terça-feira (22), a cidade de Foz do Iguaçu sediou o 27º Diálogo Internacional dos Produtores de Oleaginosas (IOPD), evento organizado pela Aprosoja Mato Grosso e Aprosoja Brasil. O encontro reuniu representantes de sete países, Estados Unidos, Alemanha, França, Paraguai, Canadá, Austrália e Brasil, para debater os principais desafios e perspectivas da produção mundial de oleaginosas, como soja e milho.
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Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja Mato Grosso, ressaltou a importância do diálogo para discutir temas globais que afetam o setor, incluindo sustentabilidade, tensões comerciais e geopolíticas. Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, reforçou o papel do evento na promoção da segurança alimentar, destacando o objetivo comum de reduzir a fome no mundo por meio da produção agrícola.
O primeiro dia contou com apresentações importantes de representantes americanos, como Mike McCranie, que destacou a necessidade de união entre os produtores internacionais para enfrentar desafios comuns e ampliar as exportações. Também chamou atenção a participação do presidente da Associação Paraguaia de Produtores, Lindemar Cesca, que abordou os impactos da legislação europeia antidesmatamento sobre as exportações de soja do Paraguai.
Além dos temas políticos e comerciais, o evento trouxe palestras técnicas relevantes, como as do economista Daniel Vargas sobre sustentabilidade na produção tropical e do pesquisador Leandro Zancanaro, que apresentou avanços nas pesquisas da Aprosoja Mato Grosso. O diretor da Agrometrika, Fernando Pimentel, analisou o mercado global da soja em um cenário de tensões geopolíticas crescentes.
Para encerrar o dia, Felipe Spaniol, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, discutiu os potenciais impactos da legislação europeia sobre o desmatamento para o agronegócio brasileiro. O 27º IOPD reforçou a importância da colaboração internacional entre produtores para garantir uma produção sustentável e equilibrada de alimentos, superando desafios comuns em benefício da segurança alimentar global.
O rendimento médio mensal de trabalhadores ocupados na agropecuária avançou 5,5% no primeiro trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano passado.
É o que mostra o Anuário Estatístico da Agricultura Familiar, elaborado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) em conjunto com o Dieese.
O salário desse trabalhador saiu de R$ 2.022 para R$ 2.133. A categoria considera os empregados nas atividades de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura.
O avanço foi muito superior ao registrado no ano passado, quando a renda média havia crescido apenas 0,2% ante o primeiro trimestre de 2023.
As regiões que mais contribuíram para o aumento de 5,5% foram a Norte (+21%) e a Sul (+9,7%). O ganho no Nordeste veio em terceiro lugar, com 7,5%, seguido do Sudeste, com 1,7%.
Embora tenha sido a única região a registrar queda na renda (-7,9%), o Centro-Oeste ainda possui o maior valor médio do país, de R$ 3.492. Já o menor rendimento mensal continua sendo no Nordeste, de R$ 1.081.
A escolha do touro reprodutor é uma decisão estratégica que impacta diretamente a produtividade e a rentabilidade do rebanho. Assista ao vídeo abaixo e confira o esclarecimento na íntegra.
Em Cacoal, Rondônia, o pecuarista Vagner Brito observa que o touro braford tem um bom desempenho em regime de pastagem em seu estado. Sua dúvida, no entanto, é se essa raça é a opção mais acertada para suas matrizes nelore, aneloradas e mestiças.
Nesta terça-feira (22), o zootecnista Alexandre Zadra, renomado especialista em genética e cruzamento industrial de bovinos e autor do blog “Crossbreeding”, respondeu à questão no quadro “Giro do Boi Responde”. Ele destacou a importância da adaptação climática dos animais e as vantagens do cruzamento entre raças.
Adaptação do touro braford ao clima quente e úmido de Rondônia
Foto: Giro do Boi/reprodução
Rondônia, com seu clima quente e úmido, exige que os animais possuam um bom conforto térmico para manter sua produtividade.
Alexandre Zadra explica que touros com uma maior porcentagem de sangue europeu, como o braford (que é um meio-sangue europeu), geralmente não possuem uma termorregulação adequada para suportar o calor intenso.
Por essa razão, os reprodutores que se destacam em climas quentes e úmidos do Centro-Norte do Brasil são, em geral, animais zebuínos ou raças adaptadas ao calor, como o caracu ou o senepol. Esta é a premissa básica para garantir um bom desempenho reprodutivo dos touros em Rondônia.
Para utilizar touros braford (ou outras raças como brangus e canchim) em Rondônia, o cenário ideal é que eles atuem em lotes menores, em ambientes que ofereçam sombra, água fresca e locais bem ventilados.
É crucial que a temperatura ambiente caia à noite para cerca de 22°C, mesmo durante o verão. Essa redução da temperatura noturna permite que os touros pastem e se recuperem do estresse térmico diário.
É fundamental, portanto, oferecer condições ambientais muito favoráveis, complementadas por suplementação de ração e estratégias que garantam o conforto térmico, evitando o excesso de calor.
Vantagens do cruzamento braford x zebuíno
Foto: ACNB
Apesar dos desafios climáticos para o touro braford puro em regime extensivo, o cruzamento com vacas zebuínas, como as matrizes nelore e mestiças de Vagner Brito, resulta em animais com uma composição genética bastante interessante.
Os filhos de touros braford com vacas zebuínas apresentarão aproximadamente 70% de sangue zebuíno, o que lhes confere uma elevada rusticidade e excelente adaptação ao ambiente local.
Esses animais bimestiços, com cerca de 31% de sangue europeu, são bem adaptados e tendem a apresentar bom peso e desenvolvimento.
Esse tipo de cruzamento pode proporcionar um ganho significativo de produtividade em comparação com a criação de zebuínos puros, e até mesmo em relação a outros cruzamentos realizados por inseminação, como o hereford x nelore.
A combinação da rusticidade zebuína com as características de corte do braford tem o potencial de gerar bezerros de alta qualidade para o pecuarista, otimizando os resultados da fazenda.
Esta quarta-feira (23) será marcada por instabilidade no Sul do Brasil e tempo seco com calor intenso em boa parte das demais regiões do país, de acordo com a previsão do tempo realizada pelos meteorologistas da Climatempo.
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No Rio Grande do Sule em Santa Catarina, uma área de baixa pressão sobre o Paraguai, associada ao deslocamento de uma frente fria pelo oceano, provoca pancadas de chuva moderadas a fortes, principalmente nas áreas oeste e noroeste dos estados. As temperaturas devem cair no território gaúcho devido à entrada de uma massa de ar polar.
Já nas demais áreas da região Sul, o tempo permanece firme, com sol e temperaturas mais amenas.
No Paraná, o tempo seco predomina, com umidade relativa do ar abaixo de 30% no noroeste. Há formação de nevoeiro no litoral norte catarinense e no litoral paranaense no início do dia.
Na região Sudeste, uma frente fria de fraca intensidade aumenta a nebulosidade na faixa leste de São Paulo, podendo causar chuva leve no litoral. No entanto, nas demais áreas — como Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais — o tempo se mantém firme, com elevação das temperaturas. No interior paulista e mineiro, o sol predomina e a umidade relativa do ar pode cair para níveis críticos, abaixo dos 30% durante a tarde.
O Centro-Oeste enfrenta um cenário de calor intenso e ar muito seco, com destaque para Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal, onde a umidade pode ficar abaixo de 20%. Em outras áreas da região, os índices também permanecem baixos, abaixo de 30%, o que exige cuidados com a saúde e o risco de queimadas.
No Nordeste, a faixa leste segue com instabilidade provocada pela circulação de ventos úmidos vindos do oceano. Há previsão de chuvas entre a Bahia e Pernambuco, com intensidade moderada em alguns momentos. Já no interior e no agreste, o tempo seco predomina, com umidade abaixo de 20% em parte da tarde.
Na região Norte, o sol aparece entre poucas nuvens na maior parte dos estados. O tempo segue seco no Tocantins, Rondônia e sul do Pará, enquanto pancadas de chuva ocorrem no Amazonas, Roraima e Amapá, com possibilidade de temporais localizados no centro-norte do Amazonas.
Com um projeto-piloto no Paraná, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para cultura da soja irá considerar, a partir da próxima safra, também a adoção de boas práticas de manejo do solo que aumentam o volume de água disponível para as plantas.
A inovação da proposta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Embrapa no Zarc Níveis de Manejo (ZarcNM) pretende contribuir para a mitigação dos riscos climáticos enfrentados pela soja.
A publicação da Instrução Normativa Nº 2 de 2025, que regulamenta o ZarcNM, ocorreu em 9 de julho, no Diário Oficial, após a Resolução nº 107 do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural que aprovou as regras do projeto-piloto. Assim, o manejo adotado entra no cálculo para avaliação do risco climático da cultura. Nesta fase inicial do projeto, o Mapa destinou R$ 8 milhões.
Segundo o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Ministério, Diego Melo de Almeida, o projeto concretiza a evolução do Zarc. “Esse é um caminho que nós temos perseguido com a Embrapa há, no mínimo, dois anos. A safra de verão será o pontapé inicial, mas esperamos seguir no aprimoramento da metodologia e ampliar o alcance e a alocação de recursos para as próximas safras”, revela.
O pesquisador José Renato Bouças Farias, da Embrapa Soja (PR), diz que essa atualização é crucial em períodos de escassez hídrica. Atualmente, esta representa a principal causa de perdas na produção de grãos de soja no Brasil.
“O ZarcNM evidencia a redução de risco por meio de uma estratégia de manejo bem conduzida, uma informação fundamental para o produtor, para as atividades de planejamento agrícola e para o seguro rural”, explica Farias.
A adoção de práticas conservacionistas é determinante para aumentar a infiltração de água e reduzir o escorrimento superficial, comuns durante chuvas intensas. Junto a outras práticas de manejo do solo, elas promovem maior disponibilidade de água às plantas.
Nível de manejo e subvenção do seguro
O pesquisador explica que o ZarcNM passará a considerar quatro Níveis de Manejo (NMs), definidos a partir de seis indicadores.
Os percentuais de subvenção no seguro rural serão maiores conforme a qualidade do manejo. Assim, serão divididos em 20% para as áreas classificadas como Nível de Manejo 1 (NM1), 25% para NM2, 30% para NM3 e 35% para NM4. Pela regra atual do PSR, o percentual de subvenção padrão para a soja é de 20%.
Com base em avaliações de campo conduzidas pela no Paraná e em Mato Grosso do Sul, foi possível validar a metodologia. Farias explica que o segundo nível do ZarcNM, o NM2, representa a média dos manejos de solo até então adotados nesses estados.
Por outro lado, os níveis seguintes (NMs 3 e 4) pressupõem melhorias na fertilidade química, física e biológica do solo, por intermédio do aprimoramento das práticas de manejo. Dessa forma, esses manejos aumentam a disponibilidade hídrica e, assim, reduzem os riscos de falta d’água às culturas.
Já a classificação NM1 revela áreas manejadas de forma inadequada, apresentando limitações nos atributos físicos, químicos e biológicos do solo e, consequentemente, maiores riscos de perdas por déficit hídrico.
“O aprimoramento do manejo do solo, por meio de técnicas e práticas comprovadamente eficazes, leva a um aumento significativo na produtividade das culturas, à redução do risco de perdas causadas por condições de seca e ao aumento da fixação de carbono no solo. Além disso, promove a conservação tanto do solo quanto dos recursos hídricos”, contextualiza Farias.
Dessa forma, a adoção dos níveis de manejo nos trabalhos de Zarc permite identificar os períodos de menor risco climático para o plantio da soja. O risco ocorre não só devido à composição textural do solo, mas também decorrente da interação com o nível de adoção de diferentes práticas de manejo do solo.
Menor risco à produção
Lavoura de soja em áreas de cultivo na Agro Penido. Foto: Divulgação/Agro Penido
Eduardo Monteiro, coordenador da Rede Zarc Embrapa e pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (SP), acrescenta que o ZarcNM possibilita avaliar com maior precisão o risco associado a cada classe de manejo.
“Esse refinamento pode ajudar a identificar oportunidades de ampliação de regiões ou de épocas de cultivo para sistemas de produção em níveis de manejo maiores, com menos risco”, completa.
O mecanismo de subvenção diferenciada do programa de seguro rural vinculado à classificação de nível de manejo também visa incentivar os produtores a adotarem boas práticas e tecnologias mais produtivas e sustentáveis, além de reconhecer aqueles que já fazem isso.
“A classificação ZarcNM deve ajudar o produtor a fazer um diagnóstico rápido do seu sistema de produção e identificar pontos-chave que, se corrigidos, podem contribuir para aumentar sua produtividade”, analisa Monteiro.
Indicadores verificáveis
“Quanto melhor o manejo e maior o histórico de boas práticas, melhores as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, maiores o teor de matéria orgânica, a redistribuição hidráulica, o crescimento do sistema radicular e a produtividade”, ressalta Farias.
Na avaliação do pesquisador, a classificação em níveis de manejo é fundamentada em indicadores objetivos e verificáveis, o que possibilita a implementação de mecanismos de fomento ou incentivos que promovam a melhoria do manejo do solo dentro de programas de política agrícola.
Os seis indicadores considerados são:
Tempo sem revolvimento do solo;
Porcentagem de cobertura do solo em pré-semeadura (palhada);
Diversificação de cultura nos três últimos anos agrícolas;
Percentual de saturação por bases;
Teor de cálcio; e
Percentual de saturação por alumínio.
Além dos indicadores quantitativos, alguns pré-requisitos precisam ser observados como, por exemplo, semeadura em contorno ou em nível.
Uma nova cultivar de batata-doce será apresentada ao público pelo Instituto Agronômico (IAC) durante a 6ª edição da Feira Tecnológica da Batata-doce (Batatec), entre os dias 24 e 27 de julho, em Presidente Prudente, região oeste do estado de São Paulo.
De polpa alaranjada, a IAC Dom Pedro II é voltada ao uso culinário, podendo ser ser uma opção nutricional à merenda escolar por meio de programas públicos para aquisição de alimentos.
O IAC também apresentará ao público as cultivares comerciais IAC Santa Elisa, IAC Ametista, IAC 134 Al 01 e as ornamentais Mônica, Mara, Katherine, Claudia e Yoka.
A respeito da variedade IAC Dom Pedro II, o pesquisador Valdemir Antonio Peressin, do Instituto, afirma que ela tem 64,71 vezes mais carotenoides, responsável pela provitamina A. Além desta característica que atrai consumidores, a nova batata-doce apresenta produtividade 48,6% superior à da principal variedade cultivada no estado de São Paulo, chamada Canadense.
“Em cultivares de polpa branca, a concentração de betacaroteno é inferior a 1 micrograma, por grama, de polpa fresca de raiz. No caso da IAC Dom Pedro II, o teor pode chegar a 77 micrograma, por grama, de polpa fresca de raiz, por isso, ela é considerada uma cultivar de batata-doce biofortificada”, conta.
Além disso, segundo ele, a IAC Dom Pedro II possui elevada produtividade comercial de 67,18toneladas por hectare, resultado alcançado com a média dos cinco experimentos realizados.
Além de a produtividade ser maior em relação à variedade Canadense, também tem rendimento médio 74,9% superior à Mineirinha e 120,99% a mais do que a Uruguaiana.
Segundo Peressin, além da cor da polpa alaranjada escuro e da alta produtividade, a precocidade da nova batata-doce é outro atributo desejado para os mercados interno e externo: seu ciclo é de 100 a 120 dias na primavera/verão e de 120 a 150 dias no outono/inverno.
Variedades de batatas-doces ornamentais
Foto: Divulgação
O IAC informa que as batatas-doces ornamentais Mônica, Mara, Katherine, Claudia e Yoka foram desenvolvidas em parceria com a Esalq/USP. O desenvolvimento das cultivares leva em consideração a beleza para o paisagismo, adaptáveis ao cultivo em vaso, mas também a aptidão para uso culinário. Conheça cada uma delas:
IAC Claudia: apresenta folhas verdes, com formato hastado com três lobos, com ramas semi-eretas que podem atingir mais de 70 centímetros. É recomendada para preenchimento de canteiros de jardins e cultivo em vasos e cuias penduradas, em que as ramas ficam pendentes.
IAC Katherine: produz folhas verdes, com formato cordado com um lobo, com ramas eretas. É recomendada para cultivo em vasos e cuias penduradas, em que as ramas ficam arranjadas de uma forma arredondada.
IAC Mara: folhas verdes e roxas, com formato bem dividido em cinco lobos e ramas eretas. É recomendada para cultivo em vasos e cuias penduradas, em que as ramas ficam arranjadas de uma forma arredondada.
IAC Mônica: apresenta folhas roxas, com formato triangular com três lobos, com ramas eretas. É recomendada para cultivo em vasos e cuias penduradas.
IAC Yoka: folha de coloração verde, com formato lobado e com cinco lobos, apresentando ramas semi-eretas. Possui hábito enroscante, o que permite seu uso como trepadeira. É recomendada para cultivo em vasos com uso de tutores, cuias penduradas, canteiros de jardins e estruturas verticais, como pergolados.
Serviço
Evento: 6ª Feira Tecnológica da Batata-doce – Batatec Data: de 24 a 27 de julho Local: Centro de Eventos IBC – Rua: Orlando Ulian, 153 – Vila Furquim, Presidente Prudente (SP) – Gratuito Mais informações aqui
Para Maurício Murúci, analista de açúcar e etanol da Safras e Mercado, a decisão da Coca-Cola de lançar uma versão da bebida feita com açúcar de cana nos EUA não deve impactar as exportações de cana-de-açúcar do Brasil. O lançamento do refrigerante com o novo ingrediente acontece dias depois do presidente Donald Trump manifestar pelas redes sociais o desejo da substituição de xarope de milho por açúcar de cana na receita da bebida.
Apesar da alta na cotação de açúcar na Bolsa de Nova York registrada na semana passada, quando a iniciativa ainda era apenas uma especulação, os preços do açúcar de cana no mercado internacional está em baixa essa semana, explica o analista. “A gente segue aquele ditado clássico do mercado: que o mercado compra no boato e vende no fato”, diz Maurício sobre a queda dos preços do açúcar.
O analista diz que o pedido de Trump para Coca-Cola tem como objetivo aumentar a demanda interna por açúcar de cana e consequentemente incentivar crescimento da indústria de cana-de-açúcar dos EUA. Atualmente, o país consome 11,2 milhões de toneladas por ano de açúcar e com a nova versão da bebida esse consumo deve passar para 11,5 milhões de toneladas.
No entanto, Maurício avalia que é necessário tempo para que o setor de cana-de-açúcar cresça no país, já que 90% do açúcar consumido por lá é de beterraba. “Não se incentiva um setor produtivo do dia para noite”, comenta o analista.
Impacto do tarifaço
Sobre o impacto do tarifaço no setor de cana-de-açúcar brasileiro, Maurício diz que prejuízo pode ser de cerca de R$ 100 milhões. Um valor considerado baixo para um setor que movimenta R$ 120 bilhões, argumenta o analista.
Contudo, as usinas de açúcar do Nordeste do país devem ser as mais prejudicadas, pois dedicam uma grande parte da sua produção para a exportação para os EUA.
O Jaguariúna Rodeo Festival (JRF), realizado na cidade paulista de mesmo nome, vai introduzir a modalidade Breakaway Roping em sua programação oficial. A prova será disputada exclusivamente por mulheres e acontecerá nos dias 26 e 27 de setembro, marcando um passo importante rumo à valorização da presença feminina nas arenas do rodeio brasileiro.
O Breakaway Roping é uma adaptação do laço individual tradicional. Nessa modalidade, a competidora precisa laçar o bezerro com um cordame preso à sela, que se rompe assim que o animal é capturado. O cronômetro para nesse exato momento, e o resultado depende da precisão da amazona e da sincronia com o animal.
O JRF 2025 acontece nos dias 19, 20, 26 e 27 de setembro, na Red Eventos, em Jaguariúna (SP), reunindo atrações musicais de destaque e provas de arena. Entre os nomes confirmados para os shows estão Chitãozinho & Xororó, Jorge & Mateus, Luan Santana, Ana Castela, Kacey Musgraves, entre outros.
A inclusão do Breakaway Roping reforça o compromisso do festival com a diversidade e a inovação no rodeio. “Apostamos nessa modalidade por ser uma tendência que valoriza as competidoras e agrega dinamismo à arena”, afirmou Gui Marconi, sócio e diretor da Diverti, empresa responsável pelo evento.
Os nomes das competidoras e o valor da premiação serão divulgados em breve. A expectativa dos organizadores é que a prova tenha grande adesão e se torne uma atração permanente no calendário do evento.
Jaguariúna Rodeo Festival 2025
Data: 19, 20, 26 e 27 de setembro
Endereço: Red Eventos – Av. Antártica, 1530 – Santa Úrsula, Jaguariúna (SP) 13918-000