terça-feira, maio 12, 2026

Autor: Redação

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COP 30 no Brasil: o papel do agro na sustentabilidade climática



A COP 30, marcada para 2025 em Belém (PA), representa uma virada estratégica para o Brasil e, especialmente, para o agronegócio nacional. Pela primeira vez sediando a Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas, o país terá a chance de apresentar ao mundo como o agro pode ser parte da solução climática.

Mais do que discutir metas de redução de emissões, a COP 30 é uma oportunidade para mostrar resultados práticos, como integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), recuperação de áreas degradadas e projetos de agricultura de baixo carbono.

O agro como aliado da sustentabilidade

No Brasil, mais de 50% das florestas nativas protegidas estão em propriedades privadas. Isso significa que o produtor rural é também um guardião da biodiversidade, responsável direto por manter os recursos naturais que sustentam a vida e o próprio agronegócio.

A implementação de sistemas como o Código Florestal, aliada ao uso eficiente de recursos, reforça o compromisso do setor com a preservação ambiental. O desafio agora é escalar essas boas práticas e garantir remuneração justa por serviços ambientais.

Eficiência produtiva e governança

Produzir mais com menos é o princípio da sustentabilidade econômica e ambiental. A adoção de tecnologias que otimizam o uso de água, fertilizantes e energia permite ao produtor manter a competitividade sem abrir novas áreas. Além disso, propriedades bem geridas geram impacto social positivo: combatem o êxodo rural, fortalecem comunidades e contribuem com a economia circular.

Oportunidades e desafios diante das mudanças climáticas

As mudanças climáticas já afetam diretamente o campo: secas severas, enchentes e eventos extremos têm causado perdas de produtividade e riscos financeiros. Diante disso, o agro brasileiro tem investido em:

  • Melhoramento genético de sementes
  • Sistemas de irrigação mais inteligentes
  • Consorciação de culturas e diversificação produtiva
  • Monitoramento climático via satélites e sensores

Essas estratégias são essenciais para tornar o agro mais resiliente, mas exigem políticas públicas e financiamento contínuos.

COP 30 e mercados internacionais: o agro como diferencial competitivo

O agro brasileiro já exporta para mercados como a União Europeia, onde exigências ambientais e sociais são cada vez mais rígidas. Produtos com certificações de sustentabilidade, rastreamento de origem e comprovação de boas práticas têm maior valor agregado e são mais bem aceitos no exterior.

A COP 30 será uma vitrine para apresentar esses casos de sucesso e atrair investimentos verdes, além de pressionar por mecanismos de pagamento por serviços ambientais, reconhecendo o valor de quem conserva e produz com responsabilidade.

Caminhos futuros: do crédito de carbono ao serviço ambiental

O Brasil já conta com programas como o RenovaBio, que remunera produtores pela redução de emissões na cadeia dos biocombustíveis, e o Plano ABC+, focado na recuperação de áreas degradadas. Porém, ainda há espaço para avançar em políticas que:

  • Incentivem o pagamento por serviços ambientais (PSA)
  • Apoiem financeiramente a transição agroecológica
  • Valorizem iniciativas de agricultura regenerativa

Confira a entrevista completa com Adriana, convidada especial no programa A Protagonista, e entenda, direto da fonte, como o agronegócio pode ser um agente decisivo no combate às mudanças climáticas. Ela compartilha cases reais, desafios do setor e as oportunidades que a COP 30 traz para o Brasil e para quem produz com responsabilidade. Não perca essa conversa inspiradora!



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No frio, ração ‘mash’ ajuda na hidratação de equinos



Com a chegada do inverno, criadores devem redobrar os cuidados com a alimentação e hidratação dos cavalos. Durante os dias mais frios, o consumo de água costuma diminuir, e o apetite também pode cair devido à menor qualidade das forragens — fatores que aumentam o risco de distúrbios digestivos, queda de desempenho e até cólicas.

Estudos apontam que a incidência de cólicas pode aumentar em até 30% no inverno, principalmente devido à redução da ingestão hídrica.

Para contornar esse cenário, especialistas em nutrição animal indicam o uso da ração úmida tipo mash, uma solução tradicional em países de clima frio que tem ganhado espaço no Brasil por seus benefícios à saúde digestiva e à hidratação dos equinos.

Leia também: Iboi: brinco com GPS leva precisão ao rastreamento de bovinos

O que é a ração mash e como ela ajuda no frio

A mash é uma mistura rica em cereais e fibras que, ao ser hidratada, adquire uma consistência pastosa e palatável. Essa textura favorece a retenção de líquidos no trato digestivo, estimula o apetite e auxilia na reposição hídrica — especialmente importante quando os animais consomem menos água e menos fibra úmida no frio.

Segundo a médica veterinária Natalia Schmidt, especialista em nutrição de equinos da Archer Daniels Midland Company (ADM), “a mash é uma estratégia alimentar muito eficaz para o inverno, oferecendo benefícios como hidratação, energia extra, digestibilidade e estímulo ao apetite, já que os animais costumam gostar mais de alimentos úmidos”.

O modo de preparo é simples:

  • Misture 1 kg da mash com 1 litro de água;
  • Aguarde cerca de 15 minutos antes de oferecer ao animal.

Esse tipo de ração é produzido no Brasil pela Royal Horse, marca de nutrição animal da ADM, empresa global especializada em soluções para nutrição animal e humana.

Estratégia indicada para potros, atletas e animais em recuperação

A mash pode ser oferecida a potros em crescimento, cavalos idosos, animais em repouso, em recuperação clínica ou que estejam retornando de viagens ou provas. Também é uma alternativa recomendada para cavalos com gastrite, que não devem consumir dietas com melaço.

Além de facilitar a digestão, a consistência úmida estimula o consumo e ajuda a manter os níveis de hidratação — fator essencial para evitar quadros de cólica no inverno.

Alimentação de inverno exige mais atenção à água e às fibras

Mesmo no frio, um cavalo adulto precisa consumir entre 40 e 45 litros de água por dia. Já a forragem mínima recomendada gira entre 7 e 10 kg por dia para um animal de 500 kg, podendo aumentar conforme a queda nas temperaturas. A avaliação regular da condição corporal e a oferta de alimentos com alta densidade nutricional também são práticas recomendadas para esse período.



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No frio, ração ‘mash’ ajuda na hidratação de equinos



Com a chegada do inverno, criadores devem redobrar os cuidados com a alimentação e hidratação dos cavalos. Durante os dias mais frios, o consumo de água costuma diminuir, e o apetite também pode cair devido à menor qualidade das forragens — fatores que aumentam o risco de distúrbios digestivos, queda de desempenho e até cólicas.

Estudos apontam que a incidência de cólicas pode aumentar em até 30% no inverno, principalmente devido à redução da ingestão hídrica.

Para contornar esse cenário, especialistas em nutrição animal indicam o uso da ração úmida tipo mash, uma solução tradicional em países de clima frio que tem ganhado espaço no Brasil por seus benefícios à saúde digestiva e à hidratação dos equinos.

Leia também: Iboi: brinco com GPS leva precisão ao rastreamento de bovinos

O que é a ração mash e como ela ajuda no frio

A mash é uma mistura rica em cereais e fibras que, ao ser hidratada, adquire uma consistência pastosa e palatável. Essa textura favorece a retenção de líquidos no trato digestivo, estimula o apetite e auxilia na reposição hídrica — especialmente importante quando os animais consomem menos água e menos fibra úmida no frio.

Segundo a médica veterinária Natalia Schmidt, especialista em nutrição de equinos da Archer Daniels Midland Company (ADM), “a mash é uma estratégia alimentar muito eficaz para o inverno, oferecendo benefícios como hidratação, energia extra, digestibilidade e estímulo ao apetite, já que os animais costumam gostar mais de alimentos úmidos”.

O modo de preparo é simples:

  • Misture 1 kg da mash com 1 litro de água;
  • Aguarde cerca de 15 minutos antes de oferecer ao animal.

Esse tipo de ração é produzido no Brasil pela Royal Horse, marca de nutrição animal da ADM, empresa global especializada em soluções para nutrição animal e humana.

Estratégia indicada para potros, atletas e animais em recuperação

A mash pode ser oferecida a potros em crescimento, cavalos idosos, animais em repouso, em recuperação clínica ou que estejam retornando de viagens ou provas. Também é uma alternativa recomendada para cavalos com gastrite, que não devem consumir dietas com melaço.

Além de facilitar a digestão, a consistência úmida estimula o consumo e ajuda a manter os níveis de hidratação — fator essencial para evitar quadros de cólica no inverno.

Alimentação de inverno exige mais atenção à água e às fibras

Mesmo no frio, um cavalo adulto precisa consumir entre 40 e 45 litros de água por dia. Já a forragem mínima recomendada gira entre 7 e 10 kg por dia para um animal de 500 kg, podendo aumentar conforme a queda nas temperaturas. A avaliação regular da condição corporal e a oferta de alimentos com alta densidade nutricional também são práticas recomendadas para esse período.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do algodão recuam com alta na produção mundial, indica Imea



Eevação na estimativa foi puxada pela expectativa de ampliação da área




Foto: Canva

A produção mundial de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para cima e deve alcançar 25,78 milhões de toneladas de pluma, segundo a estimativa de junho divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os dados são do boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que aponta um aumento de 1,22% em relação à projeção anterior, de maio.

Segundo informações do boletim do Imea, a elevação na estimativa foi puxada pela expectativa de ampliação da área cultivada nos Estados Unidos. Com isso, o país norte-americano deve contribuir significativamente para o crescimento da oferta global da fibra. Por outro lado, o consumo mundial teve um incremento mais tímido, de apenas 0,31% no comparativo mensal, totalizando 25,72 milhões de toneladas.

Esse descompasso entre oferta e demanda resultou em uma elevação dos estoques finais globais de algodão, que subiram 0,68% em relação ao mês anterior e somaram 16,83 milhões de toneladas. A perspectiva de maior disponibilidade do produto no mercado global pressionou os preços para baixo, com recuo nas cotações da bolsa de Nova York no dia da divulgação do relatório.

Apesar do cenário de crescimento na produção, o mercado segue atento ao desenvolvimento da safra nos Estados Unidos. O boletim do Imea destaca que há previsão de seca em importantes regiões produtoras, o que pode comprometer o rendimento e afetar a oferta global nos próximos meses. Esse fator climático representa um ponto de atenção para os produtores e para o comércio internacional da pluma.

Com um cenário ainda incerto, os próximos relatórios devem ser decisivos para a formação dos preços e para as estratégias de comercialização. 





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Produtores rurais são expulsos a tiros de propriedade rural invadida por indígenas no RS



Um grupo de cerca de 20 produtores rurais foi expulso a tiros de uma lavoura invadida por indígenas no município de Erebango, no norte do Rio Grande do Sul. Eles estavam monitorando à distância a movimentação dos invasores quando os disparos ocorreram, por volta das 16h da terça-feira (22).

Em vídeo gravado pelos agricultores, é possível ouvir pelo menos três disparos. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.



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Missão técnica do Sebrae/SC marca presença no Transformar Juntos 2025



Entre os dias 23 e 25 de julho, Brasília será palco do Transformar Juntos 2025, evento promovido pelo Sebrae Nacional que reunirá gestores públicos, lideranças locais e representantes de diversas instituições.

A missão técnica catarinense, organizada pelo Sebrae/SC, marca presença com 58 integrantes, entre eles gerentes regionais, articuladores e representantes de 35 prefeituras de Santa Catarina.

Sustentabilidade e inovação como foco principal

Com o tema “Sustentabilidade e Resiliência Climática”, o evento será realizado no Royal Tulip Brasília Alvorada. A programação inclui painéis, oficinas e experiências voltadas à construção de redes colaborativas, políticas públicas, economia criativa, inovação, energia limpa e educação empreendedora.

A missão organizada pelo Sebrae Santa Catarina tem o objetivo de fortalecer o diálogo entre municípios e apoio aos pequenos negócios e o desenvolvimento local sustentável.

“Levar representantes de 35 prefeituras ao Transformar Juntos reforça nosso compromisso em ampliar boas práticas e soluções que impactam positivamente os territórios”, destaca Alan Claumann, gerente de Desenvolvimento Territorial do Sebrae/SC.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora terá nova edição

O evento marcará a 13ª edição do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora, que reconhece gestões públicas que incentivam o empreendedorismo nos pequenos negócios.



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AgroNewsPolítica & Agro

EUA podem taxar carne bovina e afetar competitividade


A análise “Tem Boi na Linha”, divulgada pela Scot Consultoria, apontou queda nas cotações do “boi China” e da vaca em São Paulo nesta terça-feira, 22. De acordo com o levantamento, os negócios nas indústrias ativas ocorreram com valores inferiores aos registrados anteriormente. A arroba do “boi China” recuou R$ 2,00 e a da vaca, R$ 3,00.

Segundo a consultoria, “grande parte das indústrias frigoríficas ainda esteve fora das compras”. As escalas de abate ficaram entre oito e nove dias, em média. Muitas empresas têm evitado estender suas programações, optando por uma estratégia mais cautelosa, acompanhando o mercado dia a dia, diante da ausência de recuperação no consumo interno. Esse cenário também tem levado à redução do número de dias de abate semanal.

Na Bahia, a oferta foi menor em relação à semana anterior, mas o escoamento da carne bovina permanece como um dos principais entraves. Com isso, os preços seguiram em queda. No Oeste do estado, as cotações do boi, da vaca e da novilha recuaram R$ 5,00 por arroba. Já na região Sul, o boi gordo e a novilha também caíram R$ 5,00/@, enquanto a vaca teve queda de R$ 3,00/@.

No cenário externo, a exportação de carne bovina in natura apresentou desempenho positivo até a terceira semana de julho. O volume exportado alcançou 172,7 mil toneladas, com média diária de 12,3 mil toneladas — um avanço de 19,6% frente ao mesmo período de 2024. A cotação média da tonelada exportada ficou em US$ 5,5 mil, representando alta de 25,8% na comparação anual.

Entre os dias 14 e 18 de julho, o setor registrou a melhor semana do ano em termos de preço da tonelada exportada, a segunda maior em volume e a terceira melhor média diária de embarques.

Apesar do desempenho, a perspectiva de imposição de tarifas pelos Estados Unidos a partir de 1º de agosto tem gerado apreensão. No primeiro semestre, os norte-americanos importaram 156 mil toneladas da proteína brasileira, enquanto a China liderou com 631 mil toneladas. A possível taxação pode afetar a competitividade do produto brasileiro, com impactos sobre as margens e o volume exportado, caso parte da demanda internacional seja redirecionada.





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Petrobras retoma investimentos na produção de fertilizantes



A retomada dos investimentos da Petrobras em fábricas de fertilizantes hidrogenados deve reduzir significativamente a dependência brasileira de insumos importados nessa área. Segundo a presidente da companhia, Magda Chambriard, a entrada em operação de quatro fábricas nos estados do Paraná, Bahia, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul atenderá 35% da demanda nacional por fertilizantes à base de ureia até 2028. Atualmente, cerca de 85% de toda a ureia utilizada pela agricultura brasileira vem de fora do país.

Os números foram apresentados por Chambriard durante a Reunião Ordinária do Confert, o Conselho Nacional de Fertilizantes (Confert), realizada nesta terça-feira (22) na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A reunião foi presidida pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin.

“O agro e o setor de petróleo estão se fundindo cada vez mais. E o fertilizante é uma excelente oportunidade para a gente ampliar o nosso mercado de gás”, afirmou Chambriard. A presidente citou ainda as parcerias com a Embrapa para o desenvolvimento de fertilizantes de alta eficiência, com produção de amônia a arla, além de ureia.

Os investimentos da Petrobras somam R$ 900 milhões no período de 2025-29 nas fábricas de
Araucária (Ansa), no Paraná; Fafen, na Bahia e no Espírito Santo; e UFN-III, em Três Lagoas
(MS). Segundo Chambriard, os projetos estão gerando entre 13 mil e 15 mil postos de trabalho.

Na abertura da reunião, Alckmin destacou a importância dos investimentos do país nesse setor. Brasil é grande exportador, produtor e exportador de proteína animal e vegetal. Neste ano nós vamos ter uma safra recorde, 10% a mais. E a demanda por fertilizantes é crescente.

Bioinsumos

A reunião do Confert também aprovou a inclusão de 16 novos projetos à sua Carteira de Projetos Estratégicos, sendo 14 da Embrapa, um do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e um do setor privado. Embrapa Dos 14 projetos da Embrapa. 11 se referem a pesquisa e desenvolvimento de soluções sustentáveis envolvendo biofertilizantes, bioinsumos, bioestimulantes e bioinoculadores. Exemplo: Desenvolvimento de bactérias promotoras de crescimento para mudas florestais de espécies importantes para o segmento industrial de celulose.

Setor privado Projeto da Prumo Logística para estruturação de um Hub de Hidrogênio de Baixo Carbono no Porto de Açu, Rio de Janeiro, com foco na criação de um ecossistema industrial integrado para produção de hidrogênio sustentável e seus derivados, como amônia e metanol.

Mapa Regulamentação da Lei de Bioinsumos, sancionada em dezembro de 2024. A lei dispõe sobre a produção, a importação, a exportação, o registro, a comercialização, o uso, a inspeção, a fiscalização, a pesquisa, a experimentação, a embalagem, a rotulagem, a propaganda, o transporte, o armazenamento, as taxas, a prestação de serviços, a destinação de resíduos e embalagens e os incentivos à produção de bioinsumos para uso agrícola, pecuário, aquícola e florestal, inclusive sobre a produção com objetivo de uso próprio.



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São Paulo cria linha de crédito para empresas que exportam para os EUA



O governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou na terça-feira (22) a criação da Linha Giro Exportador, que vai disponibilizar R$ 200 milhões em crédito com juros subsidiados para empreendedores que mantêm relações comerciais com os EUA.

A medida tem como objetivo mitigar os efeitos econômicos do tarifaço e preservar a competitividade das empresas paulistas, sobretudo aquelas com maior valor agregado na produção.

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“Estamos disponibilizando ao empresariado paulista um conjunto de medidas para preservar a operação das empresas e os empregos gerados por elas. Uma delas é essa nova linha de crédito, que oferece condições facilitadas e taxas reduzidas para garantir fôlego financeiro às empresas que podem ser impactadas por uma possível nova tarifa”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.

Condições da Linha:

  • Taxas a partir de 0,27% ao mês + IPCA
  • Prazo de até 60 meses para pagamento
  • Carência de até 12 meses (inclusa no prazo total)
  • Limite de financiamento: até R$ 20 milhões por cliente

Outras medidas

Além da Linha Giro Exportador, o governo de São Paulo também já anunciou como medidas para os exportadores a liberação de créditos de ICMS acumulados para empresas exportadoras e a ampliação do Fundo Garantidor, que viabiliza maior acesso ao crédito com menos exigência de garantias. As empresas interessadas poderão solicitar crédito pelo site da Desenvolve SP: desenvolvesp.com.br



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Tarifaço deve levar Brasil a ampliar mercado de café com a China



O tarifaço anunciado por Donald Trump ameaça uma parcela significativa das
exportações totais de café do Brasil (que geralmente são direcionadas ao mercado
norte-americano). A expectativa é que o movimento leve o país a buscar oportunidades na China e nas Filipinas, segundo a GlobalData.

O relatório recente da GlobalData revela quais setores relevantes ao CPG (bens de consumo embalados) são mais afetados por tarifas dentro de relações comerciais específicas e como as empresas desses setores serão impactadas. Por exemplo, tarifas mais altas entre os EUA e a China podem permitir que exportadores brasileiros de soja conquistem a fatia de mercado que hoje pertence aos EUA no mercado chinês.

“Exportadores brasileiros de café devem buscar mercados alternativos aos EUA, caso o país concretize suas ameaças. Eles precisam mirar em mercados alternativos que combinem alto crescimento absoluto projetado com uma alta taxa de crescimento anual composta, refletindo assim um mercado de café grande e em rápido crescimento. As Filipinas e a China oferecem ambos”, afirma Rory Gopsill, analista sênior de consumo da GlobalData.

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De acordo com o banco de dados Segment Insights da GlobalData, as Filipinas foram o quinto maior mercado de café quente do mundo em 2024. Além disso, espera-se que o país apresente o terceiro maior crescimento absoluto global em valor de vendas no varejo de café quente entre 2024 e 2029 (atrás apenas dos EUA e do Japão), com um aumento de US$ 1,8 bilhão e um CAGR de 5% nesse período. O mercado de café pronto para beber nas Filipinas também deve apresentar o sétimo maior crescimento absoluto em valor de vendas globalmente no mesmo período, com US$ 264,8 milhões e um CAGR (taxa de crescimento) de 11%.

A China foi o sétimo maior mercado de café quente do mundo em 2024 e está prevista para
apresentar o quarto maior crescimento absoluto em valor de vendas no varejo de café quente entre 2024 e 2029, com um aumento de US$ 1,6 bilhão e um CAGR de 5% durante o período. As vendas de café pronto para beber na China também devem ter o segundo maior crescimento absoluto em valor de vendas no mundo no mesmo período, com US$ 1,9 bilhão.

Oportunidades para o Brasil

Na avaliação de Gopsill, o Brasil está, indiscutivelmente, bem posicionado para aproveitar essas oportunidades de crescimento – especialmente no mercado chinês. O país já é um elemento essencial nas cadeias de fornecimento de café para diversas empresas chinesas, respondendo por 32,4% das importações totais de café da China em 2023, segundo o Observatory of Economic Complexity. O Brasil também mantém boas relações comerciais com a China. Ambos são membros fundadores do bloco econômico Brics, e a China já depende fortemente do Brasil para o fornecimento de produtos agrícolas, como a soja, em sua estratégia de redução da dependência das exportações dos EUA.

Gopsill conclui que à medida que os exportadores brasileiros enfrentam a possível perda de
competitividade no mercado norte-americano, torna-se imperativo que eles se voltem para mercados alternativos que prometem um crescimento robusto. No entanto, de forma mais ampla, a decisão dos EUA de impor tarifas ao Brasil por razões ideológicas, e não econômicas, reforça a necessidade de que Estados-nação e empresas de CPG considerem tanto questões macroeconômicas quanto políticas e culturais em suas estratégias daqui em diante.



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