segunda-feira, maio 11, 2026

Autor: Redação

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Sucessão no campo pode redefinir o mercado de terras



“O Brasil entrou definitivamente na era da sucessão patrimonial”



“O Brasil entrou definitivamente na era da sucessão patrimonial"
“O Brasil entrou definitivamente na era da sucessão patrimonial” – Foto: Divulgação

A transição geracional no agronegócio brasileiro está se tornando um fator decisivo na dinâmica do mercado de terras. Segundo estimativas, mais de US\$ 9 trilhões em ativos devem ser transferidos no Brasil até 2040, principalmente ligados ao setor agropecuário. Esse fenômeno global, conhecido como grande sucessão intergeracional, exige planejamento para evitar fragmentação patrimonial, perda de produtividade e venda forçada de propriedades para quitação de tributos.

O desafio vai além da esfera familiar. Sem sucessão estruturada, muitas propriedades podem ser liquidadas por falta de herdeiros interessados ou preparados, pressionando o mercado fundiário com excesso de oferta em regiões de menor liquidez. Por outro lado, ativos com sucessão bem resolvida, estrutura jurídica organizada e gestão profissional tendem a ganhar valor, sendo vistos como oportunidades estratégicas por fundos, empresas e investidores institucionais.

“O Brasil entrou definitivamente na era da sucessão patrimonial. Com o envelhecimento da população rural e o perfil cada vez mais diverso dos novos detentores de capital, discutir o tema deixou de ser opção e passou a ser uma necessidade estrutural para o futuro do setor”, afirma Marcos Camilo, CEO da Pulse Capital.

A profissionalização das fazendas e a entrada de herdeiros com perfil técnico e visão empresarial também elevam o padrão de governança e eficiência produtiva. Estruturas como holdings, protocolos familiares e doações em vida com usufruto ajudam a preservar o patrimônio e garantir continuidade, mesmo diante de interesses divergentes entre gerações.

O impacto sobre os preços das terras será desigual: áreas produtivas, com acesso à logística e estabilidade jurídica, devem se valorizar, enquanto regiões menos atrativas ou com conflitos sucessórios correm risco de desvalorização. O Brasil vive um ponto de inflexão. Quem planejar a sucessão com antecedência sairá na frente no novo ciclo do campo.

 





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Febre oropouche já não se limita à Amazônia e avança pelo Brasil



Antes concentrada na Amazônia, a febre oropouche se espalhou por quase todo o Brasil em 2025, com 11.805 casos confirmados em 18 estados e no Distrito Federal. A infecção, transmitida pelo mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, também se encontra nas zonas rurais e periurbanas por conta das condições ideais para se alastrar: clima úmido, vegetação densa e presença de matéria orgânica em decomposição.

O Espírito Santo se tornou o estado com mais registros, com mais de seis mil casos. Boa parte dos municípios capixabas tem características rurais ou de transição, o que facilita a reprodução do vetor. A movimentação de trabalhadores agrícolas entre diferentes regiões, principalmente durante períodos como a colheita do café, também contribuiu para a disseminação da doença, já que muitos passam por várias cidades sem saber que estão infectados.

Áreas do Ceará também foram impactadas, com registros especialmente em plantações de banana, cacau e mandioca. Distritos com poucos habitantes, como os do Maciço de Baturité, foram os primeiros a apresentar casos. Em 2025, a doença avançou para cidades maiores, o que acendeu o alerta das autoridades locais sobre o risco de surtos em zonas mais densamente povoadas.

Sintomas

Além dos sintomas típicos como febre, dores no corpo e na cabeça, a oropouche pode causar complicações na gestação, incluindo microcefalia, malformações e até óbito fetal. Por isso, há uma preocupação especial com mulheres grávidas em regiões rurais e de difícil acesso, onde o diagnóstico e a vigilância ainda enfrentam desafios.

Ações de combate

O Ministério da Saúde, junto com a Fiocruz e a Embrapa, estuda o uso de inseticidas para conter o vetor, mas o controle em áreas agrícolas é mais complexo. Especialistas alertam que fatores como o desmatamento e mudanças climáticas intensificam a proliferação do vírus. A orientação atual inclui o uso de roupas protetoras, redes de malha fina e a eliminação de focos de matéria orgânica, ações que precisam ser reforçadas especialmente nas comunidades rurais, onde o maruim é mais presente.

Com informações da Agência Brasil.



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Bebida de soja oferece nutrição para alunos da Apae de Confresa (MT)



Desde 2019, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Confresa conta com o apoio do Programa Agrosolidário, desenvolvido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). A iniciativa garante o fornecimento regular de bebida de soja, rica em proteínas, que tem papel importante na alimentação e no desenvolvimento nutricional dos cerca de 70 alunos da instituição.

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A diretora da unidade, Maria Conceição Carlos do Nascimento, afirma que a parceria tem impacto direto na rotina e na saúde dos atendidos. “A Aprosoja MT tem feito a diferença na vida dos nossos alunos. A bebida de soja é um reforço alimentar essencial, rica em proteína, que contribui para o equilíbrio que nossos assistidos tanto precisam”, destaca.

Versátil, o suplemento de soja é utilizado de diferentes formas na merenda escolar, como vitaminas com frutas, bolos e preparações batidas com água ou leite. Para Wanderson dos Santos Ribeiro, de 34 anos, autodefensor da Apae de Confresa e do 7º Conselho do Baixo Araguaia, o apoio é motivo de gratidão.

Bebida de soja vai além de simples nutrição

Além da nutrição, o suplemento também contribui com o desempenho físico e cognitivo dos alunos, como explica a fisioterapeuta Andrelice Rodrigues Barros. “É um alimento nutritivo e saboroso, que eles gostam muito. Melhora a disposição para as atividades, contribui para o ganho de peso e traz mais qualidade de vida.”

A instituição de Confresa atua com foco na habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência intelectual e múltipla, com oferecimento de atendimentos especializados com uma equipe multidisciplinar. “Infelizmente, a inclusão ainda é falha no Brasil. Nosso trabalho é prepará-los para a sociedade, e são parcerias como essa que nos fortalecem”, pontua Maria Conceição.



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Gestão trabalhista no agro: prevenir é proteger



“O campo moderno exige gestão moderna”



“O campo moderno exige gestão moderna"
“O campo moderno exige gestão moderna” – Foto: Divulgação

O avanço tecnológico e a abertura de mercados no agronegócio brasileiro não têm sido acompanhados, na mesma medida, pela profissionalização da gestão de pessoas no campo. Segundo a advogada especialista em Direito Empresarial Daniela Correa, um dos principais pontos de fragilidade jurídica e risco reputacional do setor está na informalidade das relações de trabalho e na ausência de práticas estruturadas de compliance nas propriedades rurais e agroindústrias.

Para produtores, cooperativas e empresas que contratam e gerem mão de obra, transformar a relação com o trabalhador rural em um eixo estratégico é essencial. Isso envolve desde o registro formal e controle de jornada até treinamentos, canais de denúncia e políticas claras de conduta. Um programa básico de compliance deve contemplar o mapeamento de funções, auditorias periódicas, capacitação de lideranças e prevenção de situações como assédio e moradia precária.

Além de evitar processos que podem resultar em multas, embargos e dificuldades nas negociações com grandes compradores, o compliance trabalhista contribui para a melhoria do clima organizacional e a redução da rotatividade de funcionários. Tais medidas são, segundo Correa, ferramentas de segurança jurídica e também de sustentabilidade social.

“O campo moderno exige gestão moderna. E isso inclui a visão estratégica sobre quem faz o agro acontecer: a equipe contratada. Investir em uma estrutura legal sólida, em procedimentos claros e no fortalecimento da cultura de respeito ao trabalhador rural é, mais do que uma obrigação, uma decisão inteligente para proteger o negócio, os ativos e a reputação. O futuro do agro não depende só de tecnologia ou mercado. Depende também da  capacidade de empresas e produtores de fazerem a coisa certa no presente — com segurança jurídica, previsibilidade e responsabilidade na gestão das pessoas”, conclui.

 





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entenda a classificação e a genética por trás do rebanho brasileiro


A diversidade do rebanho bovino mundial permite uma classificação simplificada das raças bovinas em grandes grupos, cada um com particularidades importantes para a produção de carne e leite.

Conhecer essas classificações é fundamental para o pecuarista que busca otimizar seu sistema produtivo e tomar decisões mais assertivas no campo.

De acordo com a Embrapa Gado de Corte, as raças bovinas podem ser divididas em quatro categorias principais: taurinas, taurinas adaptadas, zebuínas e compostas.

Raças taurinas (Bos taurus)

Reprodutor da raça Angus. Foto: ABA
Reprodutor da raça angus. Foto: ABA

As raças taurinas são caracterizadas por sua origem europeia e são divididas em três subgrupos principais, com diferenças de porte e características de produção:

  • Raças britânicas: São animais de menor porte entre os taurinos, com peso de abate que geralmente varia entre 420 kg e 450 kg. Destacam-se pela precocidade, alta maciez e suculência da carne.
  • Outras raças dos países baixos e ilhas britânicas: Possuem um porte ligeiramente maior que as britânicas, com peso de abate entre 450 kg e 500 kg. São consideradas as mais leiteiras dentro do grupo dos taurinos e, se presentes, seus chifres são curtos.
  • Raças continentais: Caracterizam-se por seu grande porte, atingindo peso de abate entre 540 kg e 610 kg. Quando presentes, os chifres são mais longos. Apresentam maior rendimento de carcaça ao abate, mas são mais tardias tanto sexualmente quanto para o acabamento de carcaça.
    • Exemplos: blonde d´aquitaine, charolês, chianina, limousin, marchigiana, pardo suíço corte e simental.

Raças taurinas adaptadas

Reprodutor da raça senepol. Foto: Divulgação

São raças de origem taurina que, ao longo de sua formação, desenvolveram a capacidade de se adaptar especificamente aos climas tropicais.

Neste grupo, encontramos:

  • Raças crioulas: Formadas a partir de animais introduzidos pelos colonizadores europeus e que se adaptaram naturalmente às condições brasileiras.
    • Exemplos no Brasil: caracu, curraleiro, pantaneiro, lajeano e mocha nacional.
    • Exemplo na Colômbia: romosinuano.
  • Raças taurinas africanas:
    • Exemplo: Raça n’dama (Senegal).
  • Compostos taurinos:
    • Exemplo: senepol (5/8 n’dama – 3/8 red poll).
  • As taurinas adaptadas mantêm a qualidade de carne própria do bos taurus, aliada à resistência e à capacidade de se desenvolverem eficientemente em ambientes tropicais.

    Raças zebuínas (bos indicus)

    Bovinos da raça Nelore. Foto: Divulgação
    Bovinos da raça Nelore. Foto: Divulgação

    No Brasil, as raças zebuínas têm peso ao abate que varia entre 460 kg e 500 kg. São geralmente consideradas mais tardias sexualmente, com menor massa muscular e uma maciez de carne mais variável em comparação com as raças taurinas.

    No entanto, seu grande trunfo para sistemas de produção nos trópicos é a superior tolerância ao calor, à radiação solar, à umidade e a endo e ectoparasitas. Essa adaptabilidade as torna ideais para as condições climáticas e sanitárias brasileiras.

    • Exemplos: nelore, guzerá, gir, tabapuã, indubrasil, sindi e brahman.

    Raças compostas ou sintéticas

    Touro reprodutor da raça Santa Gertrudis. Foto: Divulgação/ABSG
    Touro reprodutor da raça santa gertrudis. Foto: Divulgação/ABSG

    São raças desenvolvidas a partir do cruzamento planejado entre animais das espécies bos taurus e bos indicus.

    O principal objetivo dessas raças é combinar as melhores características de ambos os grupos: a rusticidade e adaptabilidade dos zebuínos com a produtividade e a qualidade de produto dos taurinos.

    • Exemplos:
      • Santa gertrudis (5/8 shorthorn – 3/8 brahman) – a primeira raça formada com essa finalidade.
      • Belmont red (5/8 shorthorn – 3/8 brahman).
      • Blonel (5/8 blonde – 3/8 nelore).
      • Bonsmara (5/8 africander – 3/16 hereford – 3/16 shorthorn).
      • Braford (5/8 hereford – 3/8 zebu).
      • Brangus (5/8 angus – 3/8 zebu).
      • Canchim (5/8 charolês – 3/8 zebu).
      • Montana tropical (>=75% taurino e >=50% zebu ou taurino adaptado).
      • Purunã (1/4 charolês – 1/4 caracu – 1/4 aberdeen angus – 1/4 canchim).
      • Simbrasil (5/8 simental – 3/8 nelore).

    Essa classificação simplificada ajuda a entender a vasta diversidade genética bovina e como cada grupo se adequa a diferentes sistemas de produção e objetivos no campo, permitindo ao pecuarista escolher as raças mais adequadas para sua propriedade.



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    inscreva-se para o Prêmio Mulheres do Agro!



    Seguem abertas até o dia 31 de julho de 2025 as inscrições para a categoria produtora rural da 8ª edição do Prêmio Mulheres do Agro, iniciativa da Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). A premiação reconhece agricultoras de todo o país que se destacam por boas práticas em gestão, sustentabilidade, inovação e impacto social no agronegócio.

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    As inscrições podem ser feitas diretamente pelo link, onde também é possível indicar outras produtoras e acessar todas as informações sobre o regulamento.

    Muito além de um prêmio para mulheres

    Durante sua participação no programa Soja Brasil, Gabriela Gandelini, gerente de regulamentação e assuntos científicos da Bayer, destacou que a sustentabilidade é o foco principal da premiação. Entre as práticas valorizadas na seleção estão a rotação de culturas, o uso de agricultura de precisão e técnicas voltadas à regeneração do solo e à redução das emissões de gases de efeito estufa.

    O prêmio é dividido em duas categorias principais: produtora rural e ciência e pesquisa. No caso das produtoras, há subdivisões conforme o porte da propriedade: pequena, média e grande. Já a categoria ciência e pesquisa, que chega à sua terceira edição, reconhece mulheres cientistas que desenvolvem estudos voltados à sustentabilidade no agro, ampliando o reconhecimento para além da porteira.

    O processo seletivo envolve o envio de documentação e a avaliação por uma banca especializada que seleciona nove finalistas, sendo três por faixa de tamanho de propriedade. Segundo Gabriela, o protagonismo das mulheres no agro tem avançado a cada edição com forte engajamento em práticas sustentáveis. ”Não dá mais para produzir sem ser sustentável e que as mulheres do agro têm esse olhar, esse cuidado com o solo, com as pessoas e com o futuro.



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    IA com sotaque do campo conecta pequenos produtores



    A ferramenta usa dados públicos e inteligência artificial generativa



    A ferramenta usa dados públicos e inteligência artificial generativa
    A ferramenta usa dados públicos e inteligência artificial generativa – Foto: Divulgação

    Uma nova inteligência artificial está ganhando espaço no agronegócio familiar brasileiro. Trata-se do RAImundo, assistente virtual gratuito criado pela Embrapa em parceria com os ministérios da Agricultura (MAPA) e do Desenvolvimento Agrário (MDA), além da startup AZap.AI. Apresentado nos 52 anos da Embrapa, o RAImundo oferece orientação técnica automatizada para agricultores familiares, diretamente pelo WhatsApp, com linguagem simples e foco em inclusão digital.

    A ferramenta usa dados públicos e inteligência artificial generativa para responder dúvidas sobre manejo, clima, solo, pragas e produção sustentável. Com mais de 2.900 interações na fase beta, o sistema já demonstra alto potencial de impacto. Desenvolvido para funcionar até em áreas de baixa conectividade, o RAImundo visa melhorar o acesso à informação e ampliar a eficiência no campo.

    “Estamos falando de uma tecnologia treinada com base na realidade brasileira, que escuta o produtor, orienta com responsabilidade e promove inclusão digital. O RAImundo nasce com potencial de impacto em larga escala”, afirma João Marcelo Occhiucci, CTO da AZap.AI.

    Um dos destaques do RAImundo é o balcão digital de negócios, que permite compra e venda de insumos, alimentos e equipamentos com geolocalização, diretamente no WhatsApp. Além disso, a ferramenta auxilia agricultores no acesso a programas como PAA, PNAE e Pronaf, explicando etapas e documentos com clareza.

    Com investimento inicial de R\$ 100 mil e previsão de novos aportes em 2025, o RAImundo deve lançar sua versão definitiva no segundo semestre do ano que vem. A meta é alcançar 100 mil produtores no primeiro ano de operação, promovendo mais produtividade, economia e acesso à tecnologia para quem vive do campo.

     





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    Maior produtora de etanol de milho do Brasil anuncia usina em Goiás



    O governo de Goiás confirmou nesta semana que a Inpasa, maior fabricante de etanol de grãos do país, vai instalar sua primeira unidade em Rio Verde, Goiás. O investimento privado será de R$ 2,5 bilhões para a construção de uma refinaria, com expectativa de geração de cerca de 3 mil empregos, dos quais mil serão diretos.

    Segundo o secretário , a escolha do estado pela empresa evidencia o ambiente favorável para novos negócios no estado.

    “A instalação da Inpasa em Rio Verde é mais um investimento estratégico que confirma Goiás como referência nacional na produção de biocombustíveis. O resultado é mais emprego, mais desenvolvimento e uma economia diversificada”, afirma o secretário de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás, Joel de Sant’Anna Braga Filho.

    Fundada em 2006, no Paraguai, e presente no Brasil desde 2018, a Inpasa é a maior biorrefinaria de etanol de grãos do país, com operações em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

    A usina de Rio Verde será a primeira unidade da empresa em Goiás. Sua capacidade operacional permite o processamento de 35 mil toneladas de milho e sorgo por dia, e a armazenagem de 6,2 milhões de toneladas de grãos.

    Entre os fatores decisivos para a vinda do empreendimento, estão a alta disponibilidade de matéria-prima no estado, a infraestrutura logística robusta com rodovias duplicadas e em bom estado de conservação, além do parque industrial já estruturado na região com ampla oferta de mão de obra qualificada.

    *Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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    Sul tem a maior queda da gasolina


    O Sul do Brasil registrou, na primeira quinzena de julho, a maior redução no preço médio da gasolina entre todas as regiões do país, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O combustível foi comercializado a R$ 6,32, com queda de 0,63% em relação ao mês anterior. O etanol também apresentou retração de 1,08%, sendo vendido a R$ 4,58. Já o diesel comum subiu levemente 0,17%, com média de R$ 5,97, enquanto o tipo S-10 caiu 0,33%, chegando a R$ 5,96.

    De acordo com o levantamento, o Sul é a única região onde o diesel segue abaixo dos R$ 6,00 — sendo, portanto, o mais barato do país. Essa estabilidade, aliada à redução mais acentuada da gasolina, indica uma competitividade maior entre os postos e melhores condições para o repasse de preços aos consumidores.

    Renato Mascarenhas, diretor da Edenred Mobilidade, destaca que o cenário é especialmente positivo para os motoristas da região: no Paraná, o etanol se mostra mais vantajoso economicamente; já no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a gasolina segue como a melhor opção. Ele também lembra que o etanol é uma escolha mais sustentável, por ser renovável e emitir menos poluentes.

    “Os dados do Sul revelam um cenário interessante: mesmo com uma leve oscilação no diesel comum, a região mantém os menores preços médios do País para esse combustível — e é a única onde ele segue abaixo dos R$ 6. Isso mostra uma estabilidade que não se repetiu nas demais regiões. A gasolina também teve a maior queda do período, o que indica um ambiente de maior competitividade entre os postos e uma dinâmica local mais favorável ao repasse das reduções. É um movimento que, se sustentado, pode beneficiar bastante o consumidor da região”, comenta.

    O IPTL é baseado em transações feitas em mais de 21 mil postos credenciados pela Edenred Ticket Log e reflete o comportamento real dos preços no país. A empresa gerencia mais de 1 milhão de veículos, com média de oito abastecimentos por segundo.

     





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    Abelha nativa pode ser chave no controle da dengue, aponta estudo



    Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Brasília (UnB) e de duas startups de Ribeirão Preto encontraram um composto capaz de matar larvas do mosquito da dengue (Aedes aegypti) na própolis produzida pela abelha sem ferrão conhecida como mandaçaia (Melipona quadrifasciata).

    Apoiado pela Fapesp e por um projeto financiado pelo Ministério da Saúde, o trabalho busca agentes larvicidas naturais que combatam o mosquito causador de viroses como dengue, febre amarela, chikungunya e zika. Atualmente, no combate, se utiliza um inseticida químico tóxico ao ambiente.

    “As abelhas são conhecidas por recolher materiais na natureza para compor a colônia, que em certos casos podem atuar protegendo contra bactérias e fungos invasores. Fizemos uma série de análises na geoprópolis, que mistura resinas vegetais com partículas de terra ou argila em sua composição. Observamos que o diterpeno presente nela era responsável pela atividade larvicida”, afirma Norberto Peporine Lopes, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP).

    Lopes coordena o projeto “Inventariando o metabolismo secundário através da metabolômica: contribuição para a valoração da biodiversidade brasileira”, apoiado pela Fapesp no âmbito do Programa Biota.

    A publicação dos resultados ocorreu na revista Rapid Communications in Mass Spectrometry.

    Os resultados

    Em larvas de Aedes aegypti, os pesquisadores compararam a ação da própolis tradicional, produzida pela abelha-europeia (Apis mellifera), com a da geoprópolis da mandaçaia. A primeira teve uma atividade muito baixa, mesmo após 72 horas de exposição. Nos ensaios com a geoprópolis, porém, ocorreu a morte de 90% das larvas em 24 horas e de 100% em 48 horas.

    Análises realizadas com ferramentas computacionais apontaram o diterpeno como o mais provável agente larvicida entre os compostos presentes na geoprópolis. Ao estudar os hábitos das abelhas em Bandeirantes, no Paraná, onde os pesquisadores coletaram a geoprópolis, observou-se que as mandaçaias visitam frequentemente plantações de pinus (Pinus elliottii), espécie de árvore do hemisfério Norte cultivada no Brasil para a exploração de madeira e resina.

    “Era sabido que a composição química da própolis é influenciada pelas resinas coletadas para a construção e proteção dos ninhos, assim como pela composição florística do ambiente, do bioma e de fatores sazonais. Nesse caso, ficou claro que a resina do pinus, processada pela saliva das mandaçaias, é que proporciona a ação larvicida”, conta Luís Guilherme Pereira Feitosa, primeiro autor do artigo, realizado com apoio da Fapesp durante doutorado na FCFRP-USP.

    Abelha brasileira

    As mandaçaias são especialmente interessantes porque são de fácil cultivo, não têm ferrão e são nativas do Brasil. Assim, uma das ideias dos pesquisadores é a valoração de outros produtos produzidos por elas, além do mel.

    No caso da própolis, a da mandaçaia se diferenciou da de outras abelhas nativas analisadas no estudo, encontradas no mesmo município: a borá (Tetragona clavipes), a mirim (Plebeia droryana) e a jataí (Tetragonisca angustula). A própolis das três espécies, também nativas e sem ferrão, teve baixa atividade larvicida.

    Os pesquisadores explicam que o volume de geoprópolis produzido pelas mandaçaias é muito baixo, o que torna inviável seu uso como agente larvicida. No entanto, o fato de o diterpeno estar na resina do pinus é uma boa notícia. Produzida em larga escala para diversas aplicações industriais, como solventes e colas, é possível submeter a processos químicos que mimetizam o que é o processo realizado pelas mandaçaias.

    “São modificações que podem formar moléculas com maior atividade do que o composto original e que podem ser induzidas em biorreatores, equipamentos presentes na indústria farmacêutica”, afirma Lopes.

    Abrindo novas portas

    Segundo Feitosa, o fluxo de trabalho usado no estudo, envolvendo diferentes técnicas de espectrometria de massas, é aplicável na busca de compostos para os mais variados fins. “Atualmente, buscamos moléculas naturais com ação contra tumores”, diz o pesquisador, que agora realiza pós-doutorado na FCFRP-USP.

    Ainda mais, o projeto do Ministério da Saúde, coordenado pela professora Laila Salmen Espindola, da UnB, proporcionou a descoberta de outro composto larvicida, presente no óleo essencial de uma planta já produzida em larga escala. O ministério, em posse dos dados, ainda não publicou a descoberta

    Os pesquisadores, inclusive, produziram um pó e um comprimido à base do óleo essencial que protegem a água por até 24 dias. O pó mata imediatamente as larvas, enquanto o comprimido, de liberação lenta, se dissolve aos poucos e mantém a água livre dos mosquitos.

    *Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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