segunda-feira, maio 11, 2026

Autor: Redação

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biometria bovina garante rastreio desde o nascimento


Imagina usar o focinho do boi como uma digital exclusiva. Essa é a proposta da QR Cattle, empresa brasileira que criou um sistema de identificação biométrica para bovinos a partir do espelho nasal — estrutura única de cada animal, assim como as impressões digitais nos humanos.

Liderado pelo advogado Flávio Mallmann, CEO do Grupo Sistema Sul S.A, e pelo administrador Paulo Bitar, CEO da RD2Buzz Brasil, o projeto nasceu de uma escuta ativa do campo. “Nosso escritório é no meio da estrada. A ideia surgiu escutando o produtor, não foi de dentro do ar-condicionado”, conta Mallmann. A QR Cattle quer levar tecnologia de ponta sem complicar o manejo, ouvindo quem realmente está na lida.

Como funciona a tecnologia?

Inspirado na lógica das digitais humanas, o sistema utiliza inteligência artificial e blockchain para transformar o focinho do boi em uma chave única, segura e imutável. O reconhecimento é feito em até 4 segundos, com o animal em movimento e sem contato físico. O resultado é um “RG animal” que acompanha o bovino por toda a vida produtiva — desde as primeiras horas de nascido. “A gente já registrou um animal com 12 horas de vida”, conta Flávio Mallmann, CEO e cofundador da QR Cattle. “A partir do ID, é como se abrisse uma folha em branco. O produtor pode preencher o que quiser: informações de pai, mãe, origem, saúde, inseminação, vacinas, pesagens… tudo o que for importante pro manejo.”

Aplicativo da QR Cattle realiza leitura biométrica do focinho de um boi em curral, usando a câmera do celular para identificar o animal por reconhecimento facial.
Tecnologia no campo: sistema da QR Cattle identifica o animal pelo focinho com o uso do celular, trazendo agilidade, segurança e rastreabilidade para o manejo. – Foto: Divulgação | Qr Cattle

A Biometria complementa o brinco eletrônico

A tecnologia não vem para substituir o brinco eletrônico, mas para complementá-lo. “O brinco é a placa, mas a biometria é o chassi. A placa você troca, o chassi não”, compara Mallmann. Em situações de fraude, furto ou perda do brinco, a leitura do focinho oferece uma camada extra de segurança.

Leia também: iBoi: brinco com GPS leva precisão ao rastreio de bovinos

Conectado ao SISBOV e ao PNIB

O sistema já está preparado para atender às novas exigências do governo. A QR Cattle é integrada ao Sistema Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia de Bovinos e Bubalinos (SISBOV) e ao Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), que passará a ser obrigatório em 2027.

Até hoje, apenas 4 milhões dos mais de 238 milhões de bovinos do país estão registrados no SISBOV. A expectativa é que, com o novo plano, essa realidade mude — e a QR Cattle quer ser protagonista nessa transição.

Pensado para todo tipo de fazenda

Sem exigência mínima de cabeças, a solução pode ser usada em qualquer propriedade, de forma simples. Basta um celular com câmera. O sistema funciona offline e sincroniza os dados assim que houver conexão.

A empresa cobra a partir de R$ 0,95 por animal ao mês. Atualmente, são 200 mil animais cadastrados — 60 mil deles em planos pagos. A meta é atingir 8 milhões até o fim de 2026.

Ganhos para a genética e segurança

Com a biometria, o produtor tem em mãos uma ferramenta poderosa para controle genético. É possível acompanhar o desempenho de cada bezerro desde o nascimento, monitorar linhagens e cruzamentos, e melhorar a seleção do rebanho com base em dados reais.

A tecnologia permite que o produtor evite perdas e identifique com precisão os animais roubados. Em um dos testes, a QR Cattle conseguiu cadastrar um bezerro com apenas poucas horas de vida.

Saúde e bem-estar animal sob controle

Além de identificar o animal de forma única, a tecnologia da QR Cattle permite registrar todo o histórico sanitário do rebanho, contribuindo diretamente para a gestão da saúde animal. As informações são coletadas de forma automatizada e integradas ao sistema por meio de smart contracts em um blockchain privado, garantindo a veracidade dos dados. Isso inclui vacinação, eventos sanitários, manejo e uso de medicamentos. Tudo é vinculado à biometria do focinho e, quando disponível, ao brinco RFID. “No frigorífico, essas informações são auditadas no momento do abate. Se estiver tudo certo, o sistema mostra um check verde para aquele animal”, explica Flávio Mallmann. O resultado é uma cadeia mais segura, com mais confiança para o consumidor e menos riscos para o produtor.

Com apoio de parcerias como o cantor e criador Sorocaba, a QR Cattle quer mostrar que é possível aplicar tecnologia de ponta no campo, sem perder a praticidade. “A gente não quer complicar. A ideia é facilitar a vida de quem já tem muito trabalho”, resume Bitar.



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Soja recua em Chicago com fraca demanda



O mercado segue pressionado pelo bom ritmo do desenvolvimento das lavouras americanas



O mercado segue pressionado pelo bom ritmo do desenvolvimento das lavouras americanas
O mercado segue pressionado pelo bom ritmo do desenvolvimento das lavouras americanas – Foto: Bing

A soja encerrou o pregão desta segunda-feira (29) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo a combinação de ampla oferta nos Estados Unidos e baixa demanda internacional. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de agosto, referência para a safra brasileira, caiu 1,00% ou 10,00 cents por bushel, cotado a US$ 988,75. O contrato de setembro recuou 0,95% (US$ 9,50 cents), fechando em US$ 992,50. O farelo de soja também caiu 1,08% (US$ 2,90/ton curta), enquanto o óleo de soja subiu levemente 0,11% (US$ 0,06/libra-peso).

O mercado segue pressionado pelo bom ritmo do desenvolvimento das lavouras americanas, favorecido pelo clima, e pela falta de interesse da China pela soja dos EUA. Os embarques continuam lentos e os últimos acordos comerciais não trouxeram o volume esperado de compras, o que tem desanimado os produtores, que já se preparam para a nova safra. Enquanto isso, a Argentina reduziu os impostos sobre exportação, incentivando a negociação de soja e farelo no país vizinho.

Nos Estados Unidos, apesar de uma leve queda na qualidade das lavouras, o mercado ainda projeta uma safra robusta. A abundância da oferta combinada com a fraca demanda externa — principalmente pela ausência da China — limita qualquer recuperação significativa nos preços da oleaginosa em Chicago.

Em contraste, o mercado brasileiro vive um momento altista. Os preços internos da soja atingiram patamares recordes na última semana, puxados pela forte demanda externa, sobretudo da China, por prêmios elevados e por um câmbio favorável. A alta da taxa Selic também torna mais caro o custo de armazenagem, o que incentiva os produtores a venderem o grão disponível no curto prazo.

 





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Mercado respira enquanto Trump sinaliza possíveis isenções tarifárias; ouça o Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o alívio nos mercados diante da sinalização de possível isenção tarifária para setores estratégicos do Brasil.

O Ibovespa subiu 0,45%, puxado por Petrobras e Embraer, enquanto a curva de juros recuou com a melhora no sentimento. No exterior, incertezas nas negociações entre EUA e China e a expectativa pela decisão do Fed marcaram o dia.

O petróleo subiu com novas ameaças de sanções à Rússia. Hoje, atenção para o PIB nos EUA, Alemanha e Zona do Euro, além da decisão do Fed e PMIs da China.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja inicia semana com ritmo lento


A semana começou com ritmo lento e 60% da safra comercializada no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços reportados para pagamento em 08/08 (entrega julho até 07/08) ficaram em R$ 138,00 (-0,72%) porto. Compradores estão olhando com mais força para meses mais à frente. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 133,00 (-0,75%) Cruz Alta – Pgto. 29/08. R$ 132,00 Passo Fundo – Pgto. fim de agosto. R$ 131,00 Ijuí– Pgto. 29/08 – para fábrica. R$ 132,00 (-0,75%) Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 11/09. Preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 122,00 a saca ao produtor”, comenta.

Santa Catarina enfrenta lentidão nas vendas. “O aumento da produção estadual, somado à chegada da safra de inverno, tem sobrecarregado a capacidade existente, criando gargalos que afetam o escoamento. A sobreposição de safras intensifica a disputa por espaço de armazenagem e transporte, expondo um desafio estrutural que vai além das flutuações de mercado. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 137,19 (-1,16%)”, completa.

Mais dificuldades com oferta excessiva e armazenamento são vistas no Paraná. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 140,15 (+2,08%). Em Cascavel, o preço foi 124,01 (-0,77%). Em Maringá, o preço foi de R$ 123,47 (-1,66%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 122,49 (-3,09%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 137,13 (-0,04%). Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, informa.

O estado do Mato Grosso do Sul tem vendas lentas e pressão logística. “A lentidão nas vendas segue preocupando, indicando cautela por parte dos produtores e desafios para escoar a produção em um mercado pressionado por uma capacidade estática de armazenamento que é insuficiente, mas como já explicado anteriormente, isso se repete por todo o Brasil, pois a produção cresce mais rápido do que a estrutura. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 120,35 (-0,25%), Campo Grande em R$ 120,40 (-0,33%), Maracaju em R$ 120,35 (-0,23%), Chapadão do Sul a R$ 118,76 (+0,44%), Sidrolândia a em R$ 120,40 (-3,75%)”, indica.

Mato Grosso amplia exportações para a China, mas enfrenta gargalo logístico crítico. “Campo Verde: R$ 117,40 (-0,68%). Lucas do Rio Verde: R$ 115,35 (-1,22%), Nova Mutum: R$ 115,95 (+1,44%). Primavera do Leste: R$ 117,40 (-2,07%). Rondonópolis: R$ 117,40 (-2,07%). Sorriso: R$ 113,80 (+2,175%)”, conclui.

 





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Milho recua na B3 e em Chicago



Na B3, os principais vencimentos registraram recuos



Na B3, os principais vencimentos registraram recuos
Na B3, os principais vencimentos registraram recuos – Foto: Divulgação

Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos futuros de milho encerraram esta segunda-feira (29) em baixa tanto na B3 quanto na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionados por fatores internos e externos. A desvalorização acompanha a renovação das mínimas em Chicago, impulsionada por uma safra robusta nos EUA e o avanço da colheita no Brasil, o que torna o milho americano mais competitivo no mercado global.

Na B3, os principais vencimentos registraram recuos: o contrato para setembro/25 fechou em R\$ 65,05, queda de R\$ 0,59 no dia; novembro/25 caiu para R\$ 68,22, baixa de R\$ 0,36; e janeiro/26 recuou para R\$ 71,91, uma redução de R\$ 0,21. No físico, o indicador do milho ESALQ/BM\&FBovespa (Campinas-SP) mostra leve recuperação nos últimos dias, mas ainda acumula perdas em julho. O Cepea destaca que, enquanto regiões com colheita atrasada sustentam preços com menor oferta, áreas como o Centro-Oeste pressionam as cotações com maior disponibilidade do grão. O aumento no custo do frete também atua como fator de suporte pontual.

Já em Chicago, os contratos caíram mesmo diante de dados positivos de demanda. A referência de setembro fechou em US\$ 3,9375 por bushel, com queda de 1,44%, enquanto dezembro recuou 1,19%, para US\$ 4,14. Apesar das vendas extras no dia — somando 450 mil toneladas — e de exportações semanais 54% superiores à anterior, o mercado seguiu pressionado pelo cenário de ampla oferta e expectativa de menor demanda no médio prazo. Além disso, o Secex apontou que o Brasil exportou, até o momento, apenas 42,8% do volume embarcado em julho de 2023. Embora o ritmo esteja melhorando, as projeções indicam que os embarques só devem ganhar força efetiva em agosto.





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Preço do milho recua mais de 40% em Mato Grosso, mas demanda evita queda maior



Mercado do milho em Mato Grosso atravessa um período de forte pressão




Foto: Nadia Borges

O mercado do milho em Mato Grosso atravessa um período de forte pressão nos preços. Nos últimos três meses, o valor do grão disponível no estado acumulou uma retração de 41,03%, de acordo com o boletim informativo mais recente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A expectativa de uma produção mais robusta para a safra 2024/25 tem sido o principal fator para essa tendência de baixa nas cotações.

Segundo informações do boletim do Imea, apesar da forte queda, o preço do cereal tem se mantido acima dos R$ 40,00 por saca, sustentado pela demanda interna. O consumo dentro do estado tem servido como um importante colchão de amortecimento, evitando que os preços desabem ainda mais no curto prazo.

Em uma análise comparativa entre as semanas de 21 a 25 de julho de 2025 e o mesmo período do ano anterior, os preços do milho em Mato Grosso registraram alta de 3,43%. O incremento anual é atribuído à maior antecipação nas vendas da safra 2024/25 em relação ao ciclo anterior. Outro fator que impactou o mercado foi o atraso na colheita atual, que escalonou a entrada do grão nos armazéns e reduziu a pressão imediata sobre os preços.

Além dos fatores regionais, o cenário internacional também exerce influência direta sobre as cotações do milho no Brasil. As oscilações nas bolsas de Chicago e as variações cambiais do dólar seguem como importantes balizadores do mercado interno, interferindo diretamente no poder de barganha dos produtores e nas margens de comercialização.

Com o avanço da colheita e a confirmação das estimativas de produção, o mercado segue atento à evolução da oferta e demanda, tanto no cenário doméstico quanto no internacional. O comportamento da moeda americana e os rumos do consumo interno continuarão sendo fatores determinantes para a formação dos preços nos próximos meses.

 

 

 





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Milho inicia semana assim como terminou


Oferta restrita e dependência de milho externo se mantêm no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “O milho remanescente é destinado principalmente a granjas de ovos e ao consumo doméstico. As indicações de compra estão em R$ 65,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 66,00 em Não Me Toque, R$ 67,00 em Marau, Gaurama e Seberi e R$ 68,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. As pedidas dos vendedores para agosto variam de R$ 66,00 a R$ 70,00/saca”, comenta.

Colheita satisfatória, mas sem muitas oportunidades para vender a um bom preço. “Em Campos Novos, os pedidos variam de R$ 83,00 a R$ 85,00/saca, enquanto as ofertas das indústrias não passam de R$ 75,00. No Planalto Norte, as pedidas giram em torno de R$ 80,00, mas o comprador ainda se limita aos R$ 75,00. A escassez de negócios e a margem apertada levam o produtor a recuar nos investimentos para a próxima safra”, comenta.

A boa produtividade ainda não impulsionou o mercado do Paraná. “O mercado de milho no Paraná permanece com baixa liquidez e forte impasse entre compradores e vendedores. Os produtores pedem, em média, R$ 76,00/saca FOB, com casos de até R$ 80,00, enquanto o setor de rações oferece R$ 73,00 CIF, travando as negociações e impedindo uma retomada mais firme nas vendas”, indica.

Mercado lento e baixa liquidez ainda marcam o cenário no Mato Grosso do Sul. “O mercado de milho no Mato Grosso do Sul segue praticamente parado, com liquidez muito baixa, mesmo após pequenas valorizações em algumas praças. Em Dourados, por exemplo, houve ajuste positivo nos últimos dias, mas a movimentação comercial ainda é tímida. A retração de vendedores e compradores continua impedindo avanços nas negociações”, conclui.

 





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Preços do trigo no Sul mantêm-se estáveis


O mercado de trigo no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná apresenta um cenário de estabilidade, com chuvas adequadas no estado gaúcho e negociações concentradas em volumes específicos, segundo análise da TF Agroeconômica. No Rio Grande do Sul, as chuvas retornaram com acumulados entre 30 mm e 130 mm, sem relatos de danos às lavouras, o que mantém as expectativas para a safra local. O mercado segue lento, com compras pontuais principalmente para embarques em agosto e setembro, e preços indicativos variando conforme a qualidade e localização, chegando a R$ 1.380,00 para trigos competitivos no interior e cerca de R$ 1.300,00 para negócios pontuais com entregas próximas.

No âmbito da exportação, foram negociadas cerca de 8.000 toneladas para dezembro a preços em torno de R$ 1.300,00 por tonelada, com a opção do vendedor de entregar trigo de qualidade inferior, destinado à ração, com deságio de 20%. Os moinhos locais continuam operando com baixa moagem e margens reduzidas, mantendo a demanda contida até a chegada da nova safra. Já em Santa Catarina, o mercado permanece estável, com os moinhos consumindo estoques e comprando apenas para reposição. A oferta de trigo gaúcho ainda pressiona os preços, que se mantêm entre R$ 1.330,00 e R$ 1.360,00 FOB, mais frete e ICMS.

A safra nova ainda não apresenta indicativos claros, mas há relatos de queda significativa na venda de sementes, estimada em 20% a menos em relação ao ano anterior, reflexo da redução prevista pela CONAB de 6,3% na produção estadual, apesar do aumento de área plantada. Em Santa Catarina, os preços pagos aos agricultores permanecem estáveis, girando em torno de R$ 70,00 a R$ 79,00 por saca, dependendo da região.

No Paraná, o trigo importado sofre aumento de preço de R$ 10,00 por tonelada devido à valorização do dólar, com preços no moinho chegando a R$ 1.450,00 CIF para lotes de excelente qualidade. Apesar disso, o mercado local não apresenta grande movimentação, com oferta maior do que se esperava após algumas perdas previstas. Um novo navio de trigo importado está a caminho do porto de Paranaguá, mantendo a pressão sobre os preços locais, que têm ofertas em torno de R$ 272,00 por saca. Os preços pagos aos produtores na região recuaram ligeiramente 0,16%, para R$ 77,07 por saca, enquanto o custo de produção caiu, elevando a margem média de lucro para cerca de 5,7%.

 





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Lula deve vetar trechos do PL do Licenciamento Ambiental, diz Marina



A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse, nesta terça-feira (29), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve vetar alguns trechos do Projeto de Lei (PL) 2.159/21, que trata das regras do licenciamento ambiental.

Segundo a ministra, a decisão do governo é “preservar o licenciamento ambiental”.

“Já existe uma decisão, a de que é preciso preservar o licenciamento ambiental brasileiro, de que é necessário não demolir uma das principais ferramentas de proteção ambiental no Brasil, de não se criar uma situação de insegurança jurídica generalizada, de que é necessário que se respeitem as leis existentes. Muitas delas nem podem ser alteradas da forma que foi proposto”, afirmou Marina.

Para ela, a eventual sanção do projeto representará uma “demolição” da legislação ambiental brasileira.

Medida para substituir

Durante evento de comemoração de um ano da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, em Brasília, a ministra afirmou que o governo estuda uma medida para substituir as mudanças na legislação, mas não esclareceu se a proposta será encaminhada por uma medida provisória ou um projeto de lei.

“Não basta vetar. É preciso vetar e ter algo para colocar no lugar. Não está sendo vista apenas a questão do veto, mas como reparar adequadamente aquilo que porventura venha a ser mudado”, disse a ministra.

Enviado para sanção presidencial, o projeto de lei prevê a simplificação dos trâmites processuais, com a criação de novos tipos de licenças ambientais, e a redução dos prazos de análise. O presidente Lula tem até o próximo dia 8 para sancionar ou vetar o texto final que a Câmara dos Deputados aprovou no último dia 17.

Marina informou que equipes da do MMA, da Casa Civil e do Ministério de Relações Institucionais estão analisando as mudanças no texto, que deve ser encaminhado em breve para o presidente. O olhar recai sobre a proposta como um todo, não apenas as alterações aprovadas pelos deputados.

“O presidente vai ter as informações na sua mesa para que possamos decidir”, resumiu. “A estratégia do governo é: tendo claro que não basta vetar, é preciso colocar algo no lugar, e isso tem a ver com as alternativas facultadas ao Poder Executivo, ou você faz essa reparação por projeto de lei ou MP”, concluiu.

Política Nacional

A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo foi instituída pela Lei nº 14.944, sancionada pelo presidente Lula em 31 de julho de 2024. A proposta estabelece princípios, objetivos e instrumentos para o uso do fogo de forma segura e sustentável, considerando os conhecimentos tradicionais e científicos.

Além disso, a lei cria uma nova forma de governança do fogo, compatível com o desafio imposto pela mudança do clima. Cabe ao governo federal coordenar ações entre os governos estaduais e municipais, sociedade civil, comunidades tradicionais e setor privado na gestão do fogo, definindo diretrizes para a atuação da cada um desses atores de maneira dialogada e integrada.



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Haddad diz que pode haver conversa entre Lula e Trump sobre tarifas



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta terça-feira (29), em Brasília, que pode haver uma conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump para tratar das tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros exportados para aquele país.

Segundo ele, não há obstrução dos canais de diálogo entre os negociadores das duas nações, entretanto, esse contato direto entre os chefes de Estado exige uma preparação protocolar mínima.

“É papel nosso, dos ministros, justamente azeitar os canais para que a conversa, quando ocorrer, seja a mais dignificante e edificante possível”, disse Haddad sobre o trabalho que vem sendo feito por ele; pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que está nos Estados Unidos; e pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que também vem dialogando com o setor produtivo.

“Tem que haver uma preparação antes para que seja uma coisa respeitosa, para que os dois povos se sintam valorizados à mesa de negociação, não haja um sentimento de viralatismo, de subordinação”, acrescentou, ao criticar as pressões da oposição para que haja pressa nas decisões.

“[Temos que] virar um pouquinho a página da subserviência e, com muita humildade, nos colocar à mesa, mas respeitando os valores do nosso país”, disse o ministro em conversa com jornalistas no Ministério da Fazenda.

Um grupo de oito senadores brasileiros também está em Washington, capital do país norte-americano, para tentar abrir um canal de diálogo com congressistas estadunidenses e discutir soluções para o tarifaço.

No último dia 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos enviou uma carta a Lula anunciando a imposição da tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros a partir do dia 1º de agosto.

“Há sinais de interesse”

Para Haddad já há “algum sinal de interesse” e “sensibilidade” de autoridades dos Estados Unidos para conversar.

“Alguns empresários estão fazendo chegar ao nosso conhecimento que estão encontrando maior abertura lá, não sei se vai dar tempo até dia 1º”, avaliou o ministro, afirmando que não está fixado na data e que as negociações vão continuar mesmo com a entrada em vigor das tarifas.

“Estão ficando mais claros, agora, os pontos de vista do Brasil em relação a alguns temas que não eram de fácil compreensão por parte deles. A relação sempre foi amistosa entre os países, então não há razão nenhuma para que isso mude, deixar que temas alheios ao governo brasileiro sejam motivo para o recrudescimento, assim, de tensões”, afirmou o ministro da Fazenda.

O ministro contou, ainda, que o vice-presidente Geraldo Alckmin tem feito “um esforço monumental” em suas conversas com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick. “Ontem mesmo houve uma conversa mais longa, terceira e mais longa conversa que tiveram”, observou.

O foco do governo brasileiro, segundo Haddad, é que eles se manifestem oficialmente para que possa ser mapeado o que, de fato, está em jogo e para que os negociadores encontrem uma solução, considerando o que é importante para os dois países.

Plano de contingenciamento

Enquanto isso, já está na mesa do presidente Lula o plano de contingenciamento para ajudar empresas afetadas pelo tarifaço. O documento foi formulado pelos ministérios da Fazenda; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; das Relações Exteriores; e pela Casa Civil.

Vários cenários foram apresentados e, segundo o ministro Haddad, Lula tomará a decisão sobre “a escala, o montante, a oportunidade, a conveniência e a data” do pode ser colocado em vigor. Um dos cenários inclui um programa de manutenção do emprego com o mesmo propósito do que vigorou durante a pandemia de covid-19.

“Eu não sei qual é o cenário que o presidente vai optar”, afirmou o ministro da Fazenda, sem adiantar as medidas.

“O Brasil vai estar preparado para cuidar das suas empresas, dos seus trabalhadores e, ao mesmo tempo, se manter permanentemente numa mesa de negociação, buscando racionalidade, buscando respeito mútuo e estreitamento das relações”, completou o ministro.



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