domingo, maio 10, 2026

Autor: Redação

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Maioria das empresas é contra retaliação aos EUA por causa de tarifaço



A maioria das empresas brasileiras e multinacionais considera que o Brasil não deve retaliar deve evitar os Estados Unidos pela implementação das tarifas de 50% , segundo dados do levantamento realizado pela Amcham Brasil com 162 companhias.

De acordo com a pesquisas, 88% defendem que o melhor caminho é negociar, sem recorrer a medidas de reciprocidade; 86% avaliam que uma retaliação imediata agravaria tensões e reduziria o espaço para diálogo e a penas 10% apoiam medidas imediatas de reciprocidade.

O estudo mostra ainda que, entre as empresas exportadoras, 59% preveem interrupção total ou queda acentuada nas vendas aos EUA com a entrada em vigor da sobretaxa, ameaçando setores estratégicos do comércio bilateral.

A pesquisa foi conduzida entre 24 e 30 de julho de 2025, antes da publicação da ordem executiva americana. A Amcham calculou que a lista de exceções divulgada em 30 de julho contempla 694 produtos, representando US$ 18,4 bilhões em exportações brasileiras no último período apurado (2024). O valor corresponde a 43,4% do total de US$ 42,3 bilhões exportados pelo Brasil para os EUA.

  • Agravamento das tensões com os EUA e redução do espaço para negociação (86%);
  • Impactos em setores brasileiros dependentes de insumos, tecnologias ou equipamentos dos EUA (71%);
  • Prejuízo à imagem do Brasil como destino de investimentos (50%);
  • Aumento da insegurança jurídica no ambiente de negócios (45%).
  • Além dos efeitos diretos sobre as exportações, a pesquisa sugere outros impactos relevantes:
  • 52% apontam riscos à cadeia de fornecedores no Brasil;
  • 52% indicam perda de competitividade frente a concorrentes internacionais;
  • 46% consideram rever investimentos planejados ou em curso no Brasil;
  • 43% mencionam realocação de projetos globais;
  • 41% preveem redução de quadro de colaboradores e diminuição da atratividade do país para novos investimentos;
  • 18% percebem risco de dano reputacional para empresas americanas com operação no Brasil;
  • 13% não descartam paralisação de atividades no país.

Segundo Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil: “Os resultados da pesquisa revelam com nitidez os potenciais impactos que tarifas mais altas representam para os negócios – desde a interrupção de exportações até o redirecionamento de investimentos globais. É fundamental intensificar a busca por uma solução que preserve os ganhos econômicos e sociais da relação entre Brasil e Estados Unidos.”

O levantamento mostra também que 52% das empresas monitoram a situação sem ações definidas, enquanto 54% atuam por meio de associações empresariais. Há mobilizações pontuais: 25% engajam parceiros e clientes nos EUA, e 16% dialogam diretamente com autoridades brasileiras.



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Trump usa o Brasil para mostrar força


Make America Great Again”, às custas de quem?

O projeto político “Make America Great Again”, retomado com força por Donald Trump, parte da premissa de que os interesses dos Estados Unidos estão acima de qualquer regra multilateral, tratado diplomático ou respeito entre nações soberanas.

A diferença, agora, é que essa visão deixou de ser apenas um discurso e passou a se traduzir em ações de força e humilhação pública contra países que ousam contrariar Washington. E o Brasil, nesta nova etapa, parece ter sido o escolhido para servir de exemplo.

Ao sancionar um ministro do Supremo Tribunal Federal e impor tarifas estranguladoras ao agro nacional, os EUA sinalizam ao mundo: “quem não se submeter, será punido”.

Por que o Brasil?

  • É economicamente relevante, mas politicamente vulnerável;
  • Tem dependência comercial dos EUA em alguns setores
  • Possui um governo fragilizado e polarizado, sem capacidade de resposta institucional firme.

Portanto, o país serve como “alvo estratégico”: grande o suficiente para causar impacto, fraco o bastante para não retaliar.

Esse abuso, travestido de defesa comercial ou moralismo jurídico, visa intimidar outros países e coibir qualquer desvio dos “caprichos” da política americana atual. Ao tentar se impor pela força, os EUA arriscam criar um efeito colateral perigoso: estimular a formação de alianças contrárias à sua hegemonia.

O mundo já começa a se reorganizar:

  • Países do BRICS buscam sistemas financeiros alternativos, como o uso da UnionPay ou moedas locais para o comércio;
  • Novos blocos comerciais surgem com China, Rússia, Índia e países do Sul Global se aproximando;
  • Há um movimento crescente de rejeição à intromissão política dos EUA, visto como neocolonialismo.

O “MAGA” pode se transformar em um projeto amargo, pois a tentativa de “tornar os EUA grandes” tem provocado desgaste internacional e fomentar um novo ciclo de polarização global e isolamento americano.

O setor agropecuário brasileiro, responsável por mais de 25% do PIB nacional, é duplamente afetado:

  • Pelo impacto direto das tarifas, que tornam nossos produtos menos competitivos;
  • Pela instabilidade institucional que afasta investimentos e parcerias internacionais.

Ao atacar o Brasil, os EUA colocam em risco cadeias de fornecimento globais e forçam o país a repensar sua dependência de mercados unilaterais.

Cegueira coletiva: quando o povo ignora o ataque

Do ponto de vista sociológico e antropológico, a resposta da sociedade brasileira tem sido marcada por um fenômeno perigoso: a naturalização da submissão. Em vez de reação, vê-se:

  • Torcida ideológica, como se sanções fossem apenas parte da guerra política entre direita e esquerda;
  • Colonialismo mental, com brasileiros aplaudindo punições externas ao seu próprio país;
  • Cegueira voluntária, com parte da população incapaz de conectar tarifas e sanções à erosão da soberania.

Essa apatia é sintoma de um povo que perdeu a capacidade de pensar o Estado como patrimônio coletivo, e passou a agir como torcida organizada, ignorando os impactos reais no seu dia a dia, no emprego, no alimento, no campo.

Conclusão: o Brasil precisa acordar!!

O que está em curso não é apenas uma crise comercial ou jurídica. É uma tentativa coordenada de rebaixar o Brasil na hierarquia internacional, de potência regional a país submisso, sem poder de reação. E é preciso dizer com clareza: o governo Lula tem parte de responsabilidade direta na escalada dessa situação.

Ao adotar uma política externa ambígua, atacar sistematicamente adversários políticos e alinhar-se a regimes considerados autoritários, o presidente criou as condições para que os Estados Unidos se sentissem autorizados a retaliar o país em público, com tarifas, sanções e humilhações. Não se trata de defender Moraes ou o STF, mas de compreender que a instabilidade institucional aberta ao mundo cobra um preço alto, e ele chegou.

Diante disso, o Congresso Nacional, como representante legítimo do povo brasileiro, se posiciona com firmeza, junto com o executivo, diante de tarifas abusivas e de sanções políticas inadmissíveis.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Baixa luminosidade e cerração afetam produção de alface



Falta de sol reduz oferta de alface em Lajeado




Foto: Seane Lennon

A comercialização da alface na região de Lajeado, em São Sebastião do Caí, tem enfrentado ritmo lento e queda nos preços, segundo informações divulgadas no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, na última quinta-feira (24). De acordo com o levantamento, os valores praticados estão entre 30% e 40% abaixo do habitual, variando de R$ 16,00 a R$ 26,00 por dúzia nas variedades crespa e lisa.

Segundo a Emater/RS-Ascar, “o desenvolvimento das plantas nas últimas semanas não evoluiu, e elas ficaram pequenas”. A entidade também aponta a presença de bactérias nas folhas mais velhas, atribuída à ausência de sol e ao excesso de cerração.

No município de Bom Princípio, os cultivos também foram impactados negativamente pelas baixas temperaturas e pelo nevoeiro frequente. Nessa localidade, o preço da dúzia de alface está em torno de R$ 25,00, refletindo a menor oferta do produto.





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Frio com possibilidade de geada; veja a previsão do tempo para hoje



O ar frio ainda atua sobre o Sul do Brasil nesta quinta-feira (31) e mantém as temperaturas baixas durante a manhã. Há possibilidade de geada, especialmente em pontos mais altos da Serra do Rio Grande do Sul, no interior de Santa Catarina e centro-sul do Paraná. O dia será de sol entre nuvens nas cidades do interior gaúcho e do Paraná, e as temperaturas sobem gradativamente durante a tarde, proporcionando uma sensação mais amena. À tarde, o ar seco ganha força e favorece a queda acentuada dos índices de umidade relativa do ar entre o interior paranaense e o norte gaúcho – com risco para entrarem em níveis críticos de atenção. Próximo à costa, o mar continua agitado e ainda há alerta de ressaca entre Mostardas (RS) e Florianópolis (SC).

No Sudeste, quinta-feira marcada por tempo seco em praticamente toda a região. Ainda pela manhã, os termômetros seguem registrando mínimas mais baixas, e há risco de geada no extremo sul de MG. O sol predomina, as temperaturas ficam elevadas e a umidade relativa do ar pode chegar a valores abaixo de 30% em boa parte do interior paulista e mineiro. Entre o triângulo mineiro, norte e noroeste paulista, o cenário é de alerta, com índices abaixo de 20%.

Enquanto, no Centro-Oeste, o padrão atmosférico permanece semelhante, com predomínio de sol e ausência de chuva. As temperaturas seguem elevadas e a umidade relativa do ar continua baixa, exigindo atenção com a hidratação e cuidados com a saúde. Boa parte da região também deve seguir com índices dentro de limiares de alerta – abaixo de 20%.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Já no Nordeste, o avanço da frente fria sobre o oceano deve reforçar a entrada de umidade sobre o litoral da Bahia, e as pancadas de chuva persistem, com potencial para chuva forte entre a região de Porto Seguro (BA) e o Recôncavo Baiano. Em Ilhéus (BA), há risco para temporais localizados. Nas demais áreas da costa leste – entre Salvador (BA) e Natal (RN), há condição para chuva moderada. No interior da região, o cenário é oposto: predomínio de ar seco, calor e umidade baixa, com risco para ficar abaixo de 30%.

E na região Norte, as chuvas diminuem em boa parte do território e permanecem mais concentradas no Amapá, Roraima, norte do Amazonas e do Pará. As temperaturas continuam elevadas e a umidade do ar pode atingir valores abaixo de 30% em Rondônia e no Tocantins.

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Cooperativa do Amapá investe em ‘açaí em pó’ para conquistar mercados


Entre os produtos oferecidos pela Amazonbai, cooperativa localizada no arquipélago do Bailique e Beira Amazonas, na Zona Oeste de Macapá, no Amapá (AP), está o ‘açaí em pó’.

O fruto passa por um processo de desidratação que conserva suas propriedades e pode ser reconstituído com água. “Com 50g de pó, você faz até duas porções”, explica Gabrielly Santos Corrêa, vice-presidente da cooperativa e produtora rural.

A novidade foi apresentada no Inova Amazônia Summit 2025, evento realizado pelo Sebrae/AP. Além disso, a inovação fortalece o portfólio da cooperativa, que recentemente conquistou o selo de Indicação Geográfica, na modalidade de Indicação de Procedência (IP) — reconhecimento importante para os produtores de açaí da região.

Segundo Corrêa, o selo confirma a qualidade do fruto, a origem do produto e o compromisso com a rastreabilidade. “É mais uma certificação que mostra que o nosso açaí é de qualidade, tem origem e segue todo o processo de rastreabilidade”, destaca.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp
Uma mulher com blusa roxa e avental verde Uma mulher com blusa roxa e avental verde
Gabrielly Santos Corrêa, vice-presidente da cooperativa e produtora rural.
Foto: Fabiana Bertinelli | Canal Rural

Porém, ela reforça que todos os cooperados sabem exatamente de onde vem o fruto e quem o produziu, o que fortalece a confiança do mercado consumidor. Além dessa conquista, a Amazonbai já acumula oito selos em seus produtos.

Apesar dos avanços, a cooperativa ainda enfrenta desafios logísticos, como o transporte até Macapá. “A gente leva 12 horas de barco. Isso encarece o custo e dificulta a logística.”

No entanto, mesmo diante dos obstáculos, a cooperativa aposta em soluções sustentáveis e foca em agregar valor à produção, aliando inovação e responsabilidade socioambiental. “Nosso diferencial está na origem e na dedicação em fazer um açaí cada vez melhor”, completa.

Com orgulho, Corrêa conclui: “Trabalhamos para que nosso açaí leve saúde, sabor e identidade amazônica para todo o Brasil.”

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais sobre o ‘açaí em pó’? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, nesta quinta-feira (31), às 17h45.

Neste episódio, você irá acompanhar histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país e a importância das cooperativas no campo.

Então, confira abaixo os canais disponíveis:

Arte com os horários do programa Porteira Aberta EmpreenderArte com os horários do programa Porteira Aberta Empreender
Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. Foto: Arte divulgação | Canal Rural

Além disso, você também pode participar do programa enviando dúvidas, sugestões ou relatos pelo nosso  WhatsApp. Participe!



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AgroNewsPolítica & Agro

PAA garante 148 toneladas de alimentos no Pernambuco


Agricultores familiares de Pernambuco vão destinar cerca de 148,9 toneladas de alimentos a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional. Os produtos foram adquiridos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio de três projetos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), com o objetivo de apoiar a produção e fortalecer a comercialização dos agricultores.

Nesta quinta-feira (31), o superintendente da Conab em Pernambuco, Elizaldo Sá, e o técnico Genivaldo Santos acompanham as entregas de dois projetos. Um deles é executado por 22 produtores da Associação dos Trabalhadores do Assentamento Normandia, de Caruaru, responsáveis por 65,4 toneladas de frutas e hortaliças. Esses alimentos são destinados ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Belém de Maria. Para a aquisição, foram investidos aproximadamente R$ 316,18 mil.

Em Gravatá, agricultores da Associação dos Produtores Rurais da PAH Barra Bonita (APROBARRA) estão entregando 28,16 toneladas de banana da terra, cará de São Tomé e chuchu ao CRAS local. A Conab destinou R$ 200 mil para essa operação.

No município de Brejo da Madre de Deus, a Associação dos Agricultores Vale do Açudinho e Adjacências é responsável por 55,3 toneladas de frutas e hortaliças. Esses alimentos serão encaminhados à Associação dos Escoteiros Tradicionais do Brejo da Madre de Deus, ao Conselho dos Moradores de São Domingos e ao CRAS de Jataúba. As entregas começaram na quarta-feira (30), com investimento de R$ 284,97 mil.

Em Lagoa Grande, foram concluídas as doações de dois projetos desenvolvidos pela Associação Comunitária dos Agricultores da Ilha do Pontal e pela Associação Comunitária dos Agricultores Familiares do Assentamento Catalunha I. No total, foram entregues mais de 109 toneladas de frutas, hortaliças e mel de abelha ao CRAS local, à Associação Centro de Atividades das Mulheres Agricultoras e à Igreja Batista Independência. A Conab destinou R$ 554,44 mil para a compra dos alimentos.

Além das entregas, técnicos da Conab realizam visitas aos agricultores com projetos do PAA-CDS aprovados. O objetivo das visitas é oferecer orientações sobre a execução do programa, uso do sistema de entregas PANet e reforçar as responsabilidades dos participantes. As ações acontecem em municípios como Petrolina e Caruaru.

Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Fazenda, o PAA é executado pela Conab, estados e municípios. O programa garante a compra da produção da agricultura familiar, assegura renda ao produtor e fornece alimentos para redes socioassistenciais, cozinhas comunitárias e restaurantes populares, atendendo populações em vulnerabilidade social.





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Tarifaço de Trump faz BC manter cautela mas exceções animam bolsa; ouça análise


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a decisão do Fed de manter os juros e o impacto do tarifaço anunciado pelos EUA. A postura cautelosa de Powell e o decreto de Trump elevaram a aversão ao risco, fortalecendo o dólar e derrubando o cobre.

Apesar disso, o Ibovespa subiu 0,95%, aos 133 mil pontos, sustentado por Embraer e Petrobras, com alívio vindo das exceções tarifárias. O dólar avançou 0,35%, a R$ 5,59, e a Selic foi mantida em 15%, com viés ainda hawkish.

Hoje, destaque para o PCE nos EUA, desemprego no Brasil e dados na Europa e Ásia.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho e soja avançam bem nos EUA



Iowa mantém alta qualidade da safra de milho




Foto: Canva

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, nesta terça-feira (29), o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin com dados sobre o desenvolvimento das lavouras de milho e soja até 27 de julho. De acordo com a publicação, 76% da safra de milho do país atingiu o estágio de espigamento, um ponto percentual acima do registrado no mesmo período do ano passado, mas um ponto abaixo da média dos últimos cinco anos.

O boletim indica ainda que 26% do milho estava no estágio de massa, número dois pontos percentuais inferior ao registrado há um ano, embora dois pontos acima da média histórica. Quanto à qualidade, 73% do milho foi classificado como bom a excelente, uma redução de um ponto em relação à semana anterior. Em Iowa, principal estado produtor, 87% da safra foi classificada nessa faixa de qualidade.

Com relação à soja, o USDA informou que 76% das lavouras atingiram o estágio de floração, dado que representa um ponto percentual a mais do que em igual período do ano passado e que está em linha com a média dos últimos cinco anos. Cerca de 41% da safra iniciou a formação de vagens, percentual um ponto abaixo tanto do ano anterior quanto da média histórica. Ainda assim, 70% da soja foi avaliada como boa a excelente, resultado que representa um aumento de dois pontos percentuais em relação à semana anterior.





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AgroNewsPolítica & Agro

Verão europeu tem efeitos distintos sobre as safras



USDA alerta para calor no sudeste europeu




Foto: Pixabay

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), revelou que chuvas generalizadas e temperaturas mais amenas prevaleceram sobre o centro e norte da Europa, enquanto o sudeste do continente atrai calor intenso, desfavorável ao desenvolvimento das culturas de verão em fase reprodutiva.

Segundo o boletim, uma mudança acentuada na corrente de jato em direção ao sul trouxe precipitações moderadas a fortes, entre 10 e 95 milímetros, à metade norte da Europa. Essa umidade beneficia o cultivo de milho, girassol e soja em estágios reprodutivos. As temperaturas médias variaram entre 1 e 2°C em relação aos padrões históricos, o que contribuiu para reduzir o risco de estresse térmico nas culturas sensíveis ao calor.

Na Espanha, o boletim destacou que as temperaturas atingiram de 1 a 3°C abaixo da média, o que amenizou o estresse térmico recente sobre as culturas irrigadas de milho e girassol. No norte da Itália, temperaturas mais suaves e chuvas de 15 a 85 milímetros estabilizaram as condições das culturas de milho e soja em projetos reprodutivos e de enchimento.

Em contrapartida, o sul da Romênia e o norte da Bulgária registraram chuvas isoladas, insuficientes para compensar o calor excessivo. As temperaturas máximas chegam a 40°C, afetando o milho em fase de desenvolvimento de bolhas, com um pico de 43,4°C ao longo do rio Danúbio, no sudoeste romeno. Situação semelhante foi observada no centro e norte da Grécia, onde o calor de até 43,8°C compromete a proteção do algodão e de outros trabalhos irrigados em fases reprodutivas e de enchimento.





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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas amenizam seca, mas reservatórios seguem baixos no México



México enfrenta contrastes climáticos nas lavouras




Foto: Pixabay

De acordo com o Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o clima no México apresentou variação significativa entre as regiões, com predomínio de condições mais secas no cinturão de milho do planalto sul. Apesar da redução nos volumes, a umidade do solo permanece adequada para a maioria das culturas de verão, resultado da chuva acumulada nas últimas semanas. A cobertura pluvial nessa área ainda foi considerada satisfatória, mesmo com totais entre 5 e 35 milímetros, havendo registros fora dessa faixa em algumas localidades.

No sudeste do país, foram observadas chuvas intensas, com volumes localmente superiores a 100 milímetros. Já no noroeste, precipitações entre 10 e 25 milímetros ou mais ocorreram devido à atuação das monções norte-americanas.

Segundo o boletim, o Monitor de Secas Mexicano de 15 de julho apontou que as chuvas de verão contribuíram para a redução da seca no norte do México. Ainda assim, áreas de seca extrema a excepcional, classificadas como D3 a D4, continuam presentes em partes dos estados de Sonora, Chihuahua e Coahuila.

Mesmo com a melhora em algumas regiões, o boletim destacou que a escassez prolongada de água nos reservatórios persiste no norte do país, atingindo áreas próximas à fronteira com os Estados Unidos.





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