domingo, maio 10, 2026

Autor: Redação

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Brasil registra taxa de desemprego de 5,8%, segundo IBGE



O Brasil atingiu no segundo trimestre do ano a taxa de desemprego de 5,8%. É o menor patamar já registrado pela série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012. O dado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (31). O levantamento mostra ainda que o país bateu recorde de emprego com carteira e salário do trabalhador.

A menor taxa de desocupação pertencia a novembro de 2024, com 6,1%. No primeiro trimestre de 2025, o índice estava em 7%. Já no segundo trimestre de 2024 era 6,9%.

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No conjunto de três meses encerrado em julho, o país tinha 102,3 milhões de trabalhadores ocupados e cerca de 6,3 milhões desocupados. O número de pessoas à procura de trabalho representa recuo de 17,4% (menos 1,3 milhão de pessoas) ante o primeiro trimestre. Já o número de ocupados subiu 1,8% de um trimestre para o outro, o que significa 1,8 milhão de pessoas a mais trabalhando no país.

O contingente de pessoas com carteira assinada no setor privado atingiu 39 milhões de pessoas, crescimento de 0,9% ante o primeiro trimestre do ano e o maior já registrado pelo IBGE. O número de trabalhadores sem carteira também cresceu (+2,6%), chegando a 13,5 milhões.

Pesquisa atualizada

A Pnad divulgada nesta quinta-feira é a primeira que apresenta ponderação com base em dados apurados pelo Censo 2022. A mudança consiste em um ajuste da amostra representativa de domicílios visitados pelos pesquisadores do IBGE. A atualização é praxe de órgãos de estatísticas em todo o mundo.

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Só é considerada desocupada a pessoas que efetivamente procura emprego. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

A taxa de informalidade – proporção de trabalhadores informais na população ocupada – foi de 37,8%. É a menor registrada desde igual trimestre de 2020 (36,6%). O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e décimo-terceiro salário.

O contingente de desalentados, pessoas que sequer procuram emprego por avaliarem que não conseguirão, fechou o segundo trimestre em 2,8 milhões, menor nível desde 2016.

Salários

O mercado de trabalho aquecido pode ser sentido no bolso do trabalhador. O IBGE revelou que o rendimento médio mensal atingiu R$ 3.477, o maior já apurado. Esse valor fica 1,1% acima do recebido no primeiro trimestre do ano e 3,3% maior que o do segundo trimestre do ano passado.

O maior número de pessoas ocupadas e o recorde no rendimento fizeram com que a massa de rendimentos – o total de dinheiro que os trabalhadores recebem – também atingisse o ponto mais alto já alcançado, R$ 351,2 bilhões. É dinheiro que termina movimentando a economia, seja em forma de consumo ou poupança. Esse patamar supera em 5,9% (R$ 19,7 bilhões) o montante do mesmo trimestre de 2024.



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Com tarifaço, exportadores de carne bovina dizem que carga tributária ultrapassará 76%



Após a assinatura da Ordem Executiva por Donald Trump, que estabeleceu a taxação de 50% sobre as exportações brasileiras, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) divulgou nota dizendo que somada à alíquota atual de 26,4%, a carga tributária total ultrapassaria 76%, comprometendo a viabilidade econômica das exportações ao mercado norte-americano.

De acordo com a entidade, os EUA que importou 229 mil toneladas em 2024 e para 2025, a previsão era atingir 400 mil toneladas. A carne bovina ficou de fora da lista de produtos isentos da tarifa extra.

Ainda de acordo com a nota, a Abiec mantém diálogo com os importadores norte-americanos e conversa com o governo federal em busca de uma solução para o impasse. A taxa começa a vigorar a partir do dia 6 de agosto, de acordo com decreto assinado pelos presidente dos Estados Unidos.

“A entidade está em diálogo com os importadores norte-americanos e colabora com o governo federal na busca de uma solução negociada. Reforça a importância de preservar o fluxo comercial com os EUA, que enfrentam atualmente o menor ciclo pecuário dos últimos 80 anos. Também destaca a atuação conjunta do esforço do Ministério da Agricultura e Pecuária na abertura de novos mercados e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) nas articulações diplomáticas e comerciais”, diz trecho da nota.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Soja volta a cair na Bolsa de Chicago nesta 3ª feira, com mercado…


Nova safra americana em andamento e China ausente do mercado nos EUA pesam sobre as cotações

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Os preços da soja voltam a cair na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (1), depois do fechamento misto da sessão anterior, em que o mercado foi impactado por uma série de novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

Assim, por volta de 7h30 (horário de Brasília), as baixas variavam de 7 e 8,75 pontos nos principais vencimentos, levando o julho a US$ 10,15 e o novembro a US$ 10,19 por bushel. Os preços do farelo também cediam e recuavam mais de 0,5%. Na contramão, o óleo operava em alta. 

O mercado, passados os novos boletins do USDA que pouco mudaram seus dados, se volta novamente aos seus fundamentos, como a nova safra americana em andamento – e sem grandes ameaças – e a China ainda ausente das compras nos EUA, ambos pesando sobre as cotações.

De outro lado, os traders também observam como será o ritmo da comercialização na Argentina depois da volta dos valores originais das retenciones – acontecendo neste 1º de julho – e também no Brasil.

O quadro macroeconômico e o cenário geopolítico também permanecem no radar. 

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

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Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte:

Notícias Agrícolas





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Embraer fica livre de tarifaço e defende tarifa zero para setor



A Embraer ficou livre da taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Aeronaves, motores, peças e componentes de aviação aparecem na lista de cerca de 700 produtos considerados exceções.

Para a empresa, terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, a liberação é o reconhecimento da importância estratégica das atividades da empresa para Brasil e Estados Unidos.

“Continuamos acreditando e defendendo firmemente o retorno à regra de tarifa zero para a indústria aeroespacial global”, afirma a nota da Embraer.

“Mais importante ainda, apoiamos o diálogo contínuo entre os governos brasileiro e norte-americano e permanecemos confiantes em um resultado positivo para os dois países”, complementa.

Na semana passada, a empresa informou que o tarifaço de 50% elevaria o preço de cada avião vendido aos EUA em cerca de R$ 50 milhões, o que acabaria por inviabilizar a venda. Considerando o período até 2030, o impacto poderia chegar a R$ 20 bilhões em tarifas.

Em nota publicada, no início da noite, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil – Amcham Brasil calcula que os 694 produtos excluídos da Ordem Executiva representam US$ 18,4 bilhões em exportações brasileiras no último período apurado (2024). O valor corresponde a 43,4% do total de US$ 42,3 bilhões exportados pelo Brasil para os EUA, de acordo com a análise da entidade.

Somente o setor de aeronaves vendeu US$ 2 bilhões no ano passado, sendo metade somente em aeronaves leves, principal produto da Embraer. Apenas o setor de combustíveis exporta mais, com US$ 18,4 bilhões em vendas em 2024.

Desde o dia 2 de abril, os produtos da Embraer estão taxados em 10%, o que permanecerá em agosto. Com a inclusão de aeronaves na lista de exceções, as ações da Embraer valorizaram 10,93% na quarta-feira (30).



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AgroNewsPolítica & Agro

Farsul e Fundação Pró-Sementes apresentam resultados do ECR Soja 24/25



Estudo mostra produtividade e importância da escolha da semente na soja RS




Foto: Divulgação

O Sistema Farsul e a Fundação Pró-Sementes divulgaram, nesta quarta-feira (30/07), os resultados do Ensaio de Cultivares em Rede (ECR) da safra de soja 2024/2025. Foram analisadas 35 variedades de sementes em nove regiões do estado. A pesquisa tem o patrocínio do Senar-RS e da Bayer, e tem como objetivo informar o produtor rural sobre as melhores escolhas de semente para a região em que atua.Elmar Konrad, 1º Vice-Presidente e Coordenador da Comissão de Grãos da Farsul falou sobre a importância do estudo. “Esse estudo sempre trouxe informações bastante importantes pro produtor, e mesmo com as quebras de safra que temos sofrido nos últimos anos, podemos ver a amplitude dos resultados e a importância da escolha correta de cultivar”, declarou.

A produtividade média entre todas as regiões variou entre 5.748kg/ha (ECR Grupo I Vacaria) à 2.119kg/ha (ECR Grupo I Passo Fundo). A maior produtividade registrado foi de 7.049kg/ha, em Vacaria, o equivalente a 117 sacos por hectare. A grande variação nos resultados exemplifica a importância de o produtor rural escolher o grão correto na hora de plantar.

Eduardo Condorelli, superintendente do Senar-RS, destacou a dificuldade enfrentada para realizar a pesquisa, visto que, após um ano de enchente, a safra 24/25 foi atingida novamente por estiagens, o que impactou inclusive na viabilidade dos campos de estudo de algumas regiões. “É importante perceber que, mesmo com o desafio climático, tivemos regiões atingindo 100 sacos por hectare. Esse estudo nos permite interpretar que existem variedades que podem ter uma resistência maior à estiagem, um evento que parece mais frequente no estado”, finalizou.”É muito importante ter acesso a esse tipo de pesquisa, para que o produtor não precise depender só da boca a boca para tomar suas decisões” afirma Kassiana Kehl, coordenadora do projeto. “Mesmo tendo só nove pontos de pesquisa, conseguimos contemplar a maior parte das regiões produtoras, e com informação, a chance de errar é sempre menor”, completou.Para o Diretor Técnico da Fundação Pró-Sementes, Alexandre Levien, estudos como esse são importantes exatamente em momentos de dificuldade como o que o estado enfrenta. “Nos últimos anos temos sido bastante desafiados, com até mesmo perdas de pontos de ensaio, mas a nossa pesquisa está ai para ajudar em momentos como esse.”Os resultados de todos os Ensaios de Cultivares em Rede estão disponíveis para consulta no site da Fundação Pró-Sementes. Além disso, o Sistema Farsul distribui aos Sindicatos Rurais a publicação impressa dos resultados a cada safra.





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Carne suína perde competitividade frente às concorrentes



A carne suína perdeu competitividade frente às principais substitutas (bovina e de frango) em julho. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

De acordo com os pesquisadores, este cenário foi motivado pelas quedas pouco acentuadas nas cotações da carcaça especial suína. 

Ao mesmo tempo, as baixas verificadas para a carcaça casada bovina e o frango resfriado no atacado da Grande São Paulo foram mais intensas no comparativo com o mês de junho.

No mercado doméstico de carne suína, ainda conforme o centro de pesquisas, os recuos nas cotações do animal vivo não foram suficientes para impulsionar a demanda pelos cortes.

Além disso, com o período de final de mês e o menor poder de compra da população, o ritmo dos negócios permanece lento.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Com tarifaço, exportadores de carne bovina dizem que carga tributária ultrapassará 76%



Após a assinatura da Ordem Executiva por Donald Trump, que estabeleceu a taxação de 50% sobre as exportações brasileiras, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) divulgou nota dizendo que somada à alíquota atual de 26,4%, a carga tributária total ultrapassaria 76%, comprometendo a viabilidade econômica das exportações ao mercado norte-americano.

De acordo com a entidade, os EUA que importou 229 mil toneladas em 2024 e para 2025, a previsão era atingir 400 mil toneladas. A carne bovina ficou de fora da lista de produtos isentos da tarifa extra.

Ainda de acordo com a nota, a Abiec mantém diálogo com os importadores norte-americanos e conversa com o governo federal em busca de uma solução para o impasse. A taxa começa a vigorar a partir do dia 6 de agosto, de acordo com decreto assinado pelos presidente dos Estados Unidos.

“A entidade está em diálogo com os importadores norte-americanos e colabora com o governo federal na busca de uma solução negociada. Reforça a importância de preservar o fluxo comercial com os EUA, que enfrentam atualmente o menor ciclo pecuário dos últimos 80 anos. Também destaca a atuação conjunta do esforço do Ministério da Agricultura e Pecuária na abertura de novos mercados e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) nas articulações diplomáticas e comerciais”, diz trecho da nota.



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Após anúncio de tarifaço, Lula diz que interferência dos EUA é inaceitável



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu uma nota oficial, na noite desta quarta-feira (30), em que defende a democracia e a soberania do país frente as iniciativas dos Estados Unidos (EUA) contra a economia e a Justiça brasileiras.

“O Brasil é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes. Um país que defende o multilateralismo e a convivência harmoniosa entre as Nações, o que tem garantido a força da nossa economia e a autonomia da nossa política externa. É inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira”, afirmou Lula.

Esta foi a primeira reação pública de Lula após o governo dos EUA anunciar uma sanção punitiva contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e, horas mais tarde, oficializar, por meio de uma ordem executiva do presidente Donald Trump, a taxação de 50% sobre produtos vendidos pelo Brasil, que contém, entretanto, uma lista de quase 700 exceções.

Na nota, o presidente brasileiro manifesta solidariedade do governo federal a Moraes e diz que o magistrado é “alvo de sanções motivadas pela ação de políticos brasileiros que traem nossa pátria e nosso povo em defesa dos próprios interesses”.

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“Um dos fundamentos da democracia e do respeito aos direitos humanos no Brasil é a independência do Poder Judiciário e qualquer tentativa de enfraquecê-lo constitui ameaça ao próprio regime democrático. Justiça não se negocia”, prossegue Lula.

O presidente lembra que a a lei no Brasil abrange cidadãos e todas as empresas e que atividades que afetem a vida da população e da democracia estão sujeitas a normas, incluindo plataformas digitais.

“A sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a democracia”.

A nota assinada pelo presidente ainda considera injustificável o uso de argumentos políticos para validar as medidas comerciais anunciadas pelo governo norte-americano contra as exportações brasileiras.

“O Brasil tem acumulado nas últimas décadas um significativo déficit comercial em bens e serviços com os Estados Unidos. A motivação política das medidas contra o Brasil atenta contra a soberania nacional e a própria relação histórica entre os dois países”, observa.

Por fim, o governo aponta disposição a negociar apenas aspectos comerciais da relação com os Estados Unidos, sem abrir mão dos instrumentos de defesa do país previstos em sua legislação, como é o caso da Lei de Reciprocidade Comercial, além de um plano de contingência para minorar os impactos econômicos das tarifas.

“Nossa economia está cada vez mais integrada aos principais mercados e parceiros internacionais. Já iniciamos a avaliação dos impactos das medidas e a elaboração das ações para apoiar e proteger os trabalhadores, as empresas e as famílias brasileiras”, conclui a nota oficial de Lula. Confira a íntegra da nota oficial do presidente Lula:

O Brasil é um país soberano e democrático

O Brasil é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes. Um país que defende o multilateralismo e a convivência harmoniosa entre as Nações, o que tem garantido a força da nossa economia e a autonomia da nossa política externa.

É inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira. O governo brasileiro se solidariza com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, alvo de sanções motivadas pela ação de políticos brasileiros que traem nossa pátria e nosso povo em defesa dos próprios interesses.

Um dos fundamentos da democracia e do respeito aos direitos humanos no Brasil é a independência do Poder Judiciário e qualquer tentativa de enfraquecê-lo constitui ameaça ao próprio regime democrático. Justiça não se negocia.

No Brasil, a lei é para todos os cidadãos e todas as empresas. Qualquer atividade que afete a vida da população e da democracia brasileira está sujeita a normas. Não é diferente para as plataformas digitais.

A sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a democracia.

O governo brasileiro considera injustificável o uso de argumentos políticos para validar as medidas comerciais anunciadas pelo governo norte-americano contra as exportações brasileiras. O Brasil tem acumulado nas últimas décadas um significativo déficit comercial em bens e serviços com os Estados Unidos. A motivação política das medidas contra o Brasil atenta contra a soberania nacional e a própria relação histórica entre os dois países.

O Brasil segue disposto a negociar aspectos comerciais da relação com os Estados Unidos, mas não abrirá mão dos instrumentos de defesa do país previstos em sua legislação. Nossa economia está cada vez mais integrada aos principais mercados e parceiros internacionais.

Já iniciamos a avaliação dos impactos das medidas e a elaboração das ações para apoiar e proteger os trabalhadores, as empresas e as famílias brasileiras.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Presidente da República



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Maioria das empresas é contra retaliação aos EUA por causa de tarifaço



A maioria das empresas brasileiras e multinacionais considera que o Brasil não deve retaliar deve evitar os Estados Unidos pela implementação das tarifas de 50% , segundo dados do levantamento realizado pela Amcham Brasil com 162 companhias.

De acordo com a pesquisas, 88% defendem que o melhor caminho é negociar, sem recorrer a medidas de reciprocidade; 86% avaliam que uma retaliação imediata agravaria tensões e reduziria o espaço para diálogo e a penas 10% apoiam medidas imediatas de reciprocidade.

O estudo mostra ainda que, entre as empresas exportadoras, 59% preveem interrupção total ou queda acentuada nas vendas aos EUA com a entrada em vigor da sobretaxa, ameaçando setores estratégicos do comércio bilateral.

A pesquisa foi conduzida entre 24 e 30 de julho de 2025, antes da publicação da ordem executiva americana. A Amcham calculou que a lista de exceções divulgada em 30 de julho contempla 694 produtos, representando US$ 18,4 bilhões em exportações brasileiras no último período apurado (2024). O valor corresponde a 43,4% do total de US$ 42,3 bilhões exportados pelo Brasil para os EUA.

  • Agravamento das tensões com os EUA e redução do espaço para negociação (86%);
  • Impactos em setores brasileiros dependentes de insumos, tecnologias ou equipamentos dos EUA (71%);
  • Prejuízo à imagem do Brasil como destino de investimentos (50%);
  • Aumento da insegurança jurídica no ambiente de negócios (45%).
  • Além dos efeitos diretos sobre as exportações, a pesquisa sugere outros impactos relevantes:
  • 52% apontam riscos à cadeia de fornecedores no Brasil;
  • 52% indicam perda de competitividade frente a concorrentes internacionais;
  • 46% consideram rever investimentos planejados ou em curso no Brasil;
  • 43% mencionam realocação de projetos globais;
  • 41% preveem redução de quadro de colaboradores e diminuição da atratividade do país para novos investimentos;
  • 18% percebem risco de dano reputacional para empresas americanas com operação no Brasil;
  • 13% não descartam paralisação de atividades no país.

Segundo Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil: “Os resultados da pesquisa revelam com nitidez os potenciais impactos que tarifas mais altas representam para os negócios – desde a interrupção de exportações até o redirecionamento de investimentos globais. É fundamental intensificar a busca por uma solução que preserve os ganhos econômicos e sociais da relação entre Brasil e Estados Unidos.”

O levantamento mostra também que 52% das empresas monitoram a situação sem ações definidas, enquanto 54% atuam por meio de associações empresariais. Há mobilizações pontuais: 25% engajam parceiros e clientes nos EUA, e 16% dialogam diretamente com autoridades brasileiras.



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Trump usa o Brasil para mostrar força


Make America Great Again”, às custas de quem?

O projeto político “Make America Great Again”, retomado com força por Donald Trump, parte da premissa de que os interesses dos Estados Unidos estão acima de qualquer regra multilateral, tratado diplomático ou respeito entre nações soberanas.

A diferença, agora, é que essa visão deixou de ser apenas um discurso e passou a se traduzir em ações de força e humilhação pública contra países que ousam contrariar Washington. E o Brasil, nesta nova etapa, parece ter sido o escolhido para servir de exemplo.

Ao sancionar um ministro do Supremo Tribunal Federal e impor tarifas estranguladoras ao agro nacional, os EUA sinalizam ao mundo: “quem não se submeter, será punido”.

Por que o Brasil?

  • É economicamente relevante, mas politicamente vulnerável;
  • Tem dependência comercial dos EUA em alguns setores
  • Possui um governo fragilizado e polarizado, sem capacidade de resposta institucional firme.

Portanto, o país serve como “alvo estratégico”: grande o suficiente para causar impacto, fraco o bastante para não retaliar.

Esse abuso, travestido de defesa comercial ou moralismo jurídico, visa intimidar outros países e coibir qualquer desvio dos “caprichos” da política americana atual. Ao tentar se impor pela força, os EUA arriscam criar um efeito colateral perigoso: estimular a formação de alianças contrárias à sua hegemonia.

O mundo já começa a se reorganizar:

  • Países do BRICS buscam sistemas financeiros alternativos, como o uso da UnionPay ou moedas locais para o comércio;
  • Novos blocos comerciais surgem com China, Rússia, Índia e países do Sul Global se aproximando;
  • Há um movimento crescente de rejeição à intromissão política dos EUA, visto como neocolonialismo.

O “MAGA” pode se transformar em um projeto amargo, pois a tentativa de “tornar os EUA grandes” tem provocado desgaste internacional e fomentar um novo ciclo de polarização global e isolamento americano.

O setor agropecuário brasileiro, responsável por mais de 25% do PIB nacional, é duplamente afetado:

  • Pelo impacto direto das tarifas, que tornam nossos produtos menos competitivos;
  • Pela instabilidade institucional que afasta investimentos e parcerias internacionais.

Ao atacar o Brasil, os EUA colocam em risco cadeias de fornecimento globais e forçam o país a repensar sua dependência de mercados unilaterais.

Cegueira coletiva: quando o povo ignora o ataque

Do ponto de vista sociológico e antropológico, a resposta da sociedade brasileira tem sido marcada por um fenômeno perigoso: a naturalização da submissão. Em vez de reação, vê-se:

  • Torcida ideológica, como se sanções fossem apenas parte da guerra política entre direita e esquerda;
  • Colonialismo mental, com brasileiros aplaudindo punições externas ao seu próprio país;
  • Cegueira voluntária, com parte da população incapaz de conectar tarifas e sanções à erosão da soberania.

Essa apatia é sintoma de um povo que perdeu a capacidade de pensar o Estado como patrimônio coletivo, e passou a agir como torcida organizada, ignorando os impactos reais no seu dia a dia, no emprego, no alimento, no campo.

Conclusão: o Brasil precisa acordar!!

O que está em curso não é apenas uma crise comercial ou jurídica. É uma tentativa coordenada de rebaixar o Brasil na hierarquia internacional, de potência regional a país submisso, sem poder de reação. E é preciso dizer com clareza: o governo Lula tem parte de responsabilidade direta na escalada dessa situação.

Ao adotar uma política externa ambígua, atacar sistematicamente adversários políticos e alinhar-se a regimes considerados autoritários, o presidente criou as condições para que os Estados Unidos se sentissem autorizados a retaliar o país em público, com tarifas, sanções e humilhações. Não se trata de defender Moraes ou o STF, mas de compreender que a instabilidade institucional aberta ao mundo cobra um preço alto, e ele chegou.

Diante disso, o Congresso Nacional, como representante legítimo do povo brasileiro, se posiciona com firmeza, junto com o executivo, diante de tarifas abusivas e de sanções políticas inadmissíveis.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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