domingo, maio 10, 2026

Autor: Redação

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Brasil habilita primeiros estabelecimentos para exportar farinhas de aves e suínos à China



Ao todo, foram habilitados 46 estabelecimentos




Foto: Pixabay

O Brasil conquistou a habilitação de 46 estabelecimentos para exportar farinhas de aves e suínos para a China. A autorização marca um avanço concreto na relação comercial com o maior parceiro do agro brasileiro e abre novas oportunidades para o setor de reciclagem animal.

Esta nova etapa só foi possível após a assinatura do Protocolo Sanitário bilateral, em abril de 2023, seguida da realização de auditorias presenciais conduzidas pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), e da conclusão do modelo de certificado sanitário acordado entre as autoridades competentes dos dois países.

Ao todo, foram habilitados 46 estabelecimentos de farinhas de aves e suínos. Além disso, outros quatro estabelecimentos de farinha de pescado também foram habilitados. A autorização contempla unidades com diferentes perfis produtivos, ampliando o escopo de empresas aptas a atender ao mercado chinês.

A habilitação é fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Adidância Agrícola em Pequim, a Embaixada do Brasil em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o setor privado nacional, que atuaram de forma coordenada para atender às exigências estabelecidas pelas autoridades chinesas.

A China segue como principal destino das exportações agropecuárias brasileiras. Em 2024, o país asiático importou mais de US$ 49,6 bilhões em produtos do agro nacional. Especificamente no segmento de farinhas de miudezas, que agora passa a incluir as farinhas de aves e suínos, as compras somaram mais de US$ 304 milhões no ano.

Além da importância comercial, a habilitação também reforça o papel do Brasil no avanço de soluções sustentáveis para a agropecuária. A exportação de farinhas de origem animal integra práticas de economia circular, ao transformar resíduos em insumos valorizados pela indústria global.

 





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Pecuária de baixo carbono avança e se torna aliada no combate à crise climática



A pecuária brasileira vive um momento de transformação e busca cada vez mais alinhar produtividade e sustentabilidade. Com novas tecnologias e sistemas integrados, como integração lavoura-pecuária-floresta, manejo rotacionado e recuperação de pastagens, o setor se consolida como parte da solução para a crise climática global.

Essa é a visão defendida por Ana Doralina Menezes, presidente da Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável (MBPS), que há mais de 17 anos atua para difundir práticas que reduzam a pegada de carbono da carne bovina brasileira. “Com conhecimento técnico, políticas públicas bem estruturadas e articulação multissetorial, conseguimos mostrar que a pecuária é parte essencial da solução climática”, afirma ela.

Segundo dados apresentados pela entidade, o uso massivo dessas tecnologias pode reduzir em até 50% as emissões da pecuária de corte brasileira até 2050, conforme estudos da Fundação Getúlio Vargas. Esse cenário projeta um avanço significativo não apenas para o setor, mas para o cumprimento das metas climáticas do país.

Planos e parcerias fortalecem a pecuária sustentável

Um dos marcos para o avanço da pecuária de baixo carbono no Brasil é o Plano ABC+, política pública que apoia práticas como integração de sistemas produtivos, recuperação de áreas degradadas e melhoria genética do rebanho. A MBPS atua em parceria nesse programa, fornecendo dados técnicos e experiências de campo que reforçam a viabilidade dessas práticas no dia a dia das fazendas.

A entidade também colabora com outras iniciativas estratégicas, como o projeto Caminho Verde, voltado para rastreabilidade e metas climáticas, além do Plano Nacional de Rastreabilidade Individual, que busca maior transparência e competitividade para a carne brasileira no mercado internacional.

Para Ana Doralina, o desafio agora é levar essas informações para médios e pequenos produtores, que representam a maior parte da pecuária brasileira. “Assistência técnica e comunicação adaptada são fundamentais para que possamos chegar a todos os perfis de produtores e transformar a realidade do campo de forma inclusiva”, reforça.

Competitividade e imagem da carne brasileira

Nos últimos anos, o Brasil tem se destacado por sistemas de produção majoritariamente a pasto, que possuem baixa pegada de carbono e podem oferecer vantagens competitivas no mercado global. A comunicação desse diferencial, segundo a MBPS, é estratégica para fortalecer a imagem da carne brasileira e abrir novos mercados mais exigentes em critérios socioambientais.

Além de ganhos ambientais, a pecuária de baixo carbono também traz benefícios econômicos. O aumento de produtividade por hectare e o melhor aproveitamento de áreas já abertas reduzem custos de produção e geram novas oportunidades de acesso a financiamentos verdes e programas de incentivo governamentais.



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Brasil começará a exportar farinhas de aves e suínos à China



A China concedeu autorização para que 46 estabelecimentos brasileiros comecem a lhe vender farinhas de aves e suínos.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) destacou, em nota, que a medida sinaliza dois importantes marcos: um avanço concreto na relação comercial entre os dois países, sendo que os asiáticos são o maior parceiro do agro brasileiro; e abre novas oportunidades para o setor de reciclagem animal nacional.

“Esta nova etapa só foi possível após a assinatura do Protocolo Sanitário bilateral, em abril de 2023, seguida da realização de auditorias presenciais conduzidas pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), e da conclusão do modelo de certificado sanitário acordado entre as autoridades competentes dos dois países”, reitera a pasta.

Além disso, outros quatro estabelecimentos de farinha de pescado também foram habilitados para exportar ao mercado chinês. De acordo com o Mapa, a autorização contempla unidades com diferentes perfis produtivos, o que amplia o escopo de empresas aptas a atender ao gigante asiático.

A despeito das tensões comerciais com os Estados Unidos, motivadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil, o Ministério da Agricultura ressalta que a China segue o principal destino das exportações agropecuárias brasileiras.

“Em 2024, o país asiático importou mais de US$ 49,6 bilhões em produtos do agro nacional. Especificamente no segmento de farinhas de miudezas, que agora passa a incluir as farinhas de aves e suínos, as compras somaram mais de US$ 304 milhões no ano”, conclui a nota.



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Em dia de troca e aprendizado, Canal Rural recebe representantes da Aprosoja MT



Muitos produtores acompanham diariamente os conteúdos sobre o setor, mas nem todos conhecem, de fato, como funciona a produção de informação nos bastidores. O que aparece na tela, muitas vezes resumido em um texto lido no TP, é resultado do trabalho de várias pessoas. Com o objetivo de aproximar o campo da comunicação, o Canal Rural recebeu, nesta quinta-feira (31), cerca de 50 representantes da Aprosoja Mato Grosso

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A visita à emissora integra as atividades da Academia de Liderança da associação e reforça a parceria entre as instituições. Logo no início, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer a história e os números do Canal Rural, primeiro veículo de comunicação do agro a ingressar em uma rede social. Eles também acompanharam a rotina da redação e entenderam todo o processo, da apuração à exibição.

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”É uma honra enorme recebê-los aqui. Ver o produtor dentro do Canal Rural, conhecendo nossos bastidores de perto, é muito importante. Esse contato direto, que já é tradição, nos ajuda a entender melhor as demandas do campo e a produzir um conteúdo que realmente contribua para a tomada de decisões no dia a dia do produtor”, afirmou Julio Cargnino, presidente do Canal Rural.

Durante a visita da Aprosoja MT, os participantes puderam conhecer os bastidores da redação, os processos de produção e a curadoria das notícias que vão ao ar diariamente. “A gente acompanha o Canal Rural todos os dias, mas estar aqui, ver como tudo funciona e quantas pessoas estão envolvidas muda a nossa percepção. É muita gente trabalhando para levar informação com responsabilidade ao campo”, destacou Ligia Pedrini, produtora de soja de Diamantino (MT).

Diretor da Aprosoja MT comenta parceria

Diego Bertuol, diretor administrativo da Aprosoja MT, destacou a importância da parceria com o Canal Rural. “A Aprosoja Mato Grosso, por meio da Academia de Liderança, tem a iniciativa de aproximar os produtores do que acontece por trás das câmeras. É uma forma de mostrar a credibilidade do nosso trabalho e dar visibilidade ao que os agricultores estão vivendo no campo”, disse.

A visita também foi oportunidade para refletir sobre os desafios que marcam o início da temporada 25/26. Segundo Bertuol, o setor enfrenta altos níveis de endividamento, escassez de crédito e insegurança quanto à oferta de insumos, agravada por fatores internacionais e pela recente taxação de 50% imposta pelos EUA.

Embora o Plano Safra tenha sido anunciado como o maior da história, Bertuol pontua que ele não tem alcançado todos os produtores. “O crédito chega caro e, muitas vezes, inacessível. O próximo ciclo será de grandes desafios, e precisamos estar preparados para enfrentá-los com informação e planejamento.”



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As dicas para um pasto de qualidade na transição da seca para as águas


Pecuaristas, o manejo de pastagens no final da seca é crucial para o sucesso de sua fazenda no período chuvoso. Ignorar essa etapa pode comprometer a produção de forragem, o ganho de peso do seu gado e, por consequência, a rentabilidade do seu negócio. Assista ao vídeo e entenda melhor isso.

Nesta quinta-feira (31), o zootecnista Maurício Scoton, professor da Universidade do Agro de Uberaba (Uniube), trouxe dicas valiosas no quadro “Dicas do Scoton” do programa Giro do Boi.

Ele explicou a importância da roçada no final da seca para otimizar o desempenho do pasto na transição para as águas.

A importância da roçada no pasto

Em capins como o panicum (tanzânia e mombaça), o final da seca é marcado pelo “embatamento”, com hastes altas e lignificadas que o gado não consome por serem muito duras.

Se essas hastes não forem roçadas, as novas folhas nascerão apenas na ponta, comprometendo severamente a produção de forragem e o potencial do pasto.

Ao roçar a área, o pasto fica baixo e a brotação acontece a partir do meristema basal (a base da haste). Isso resulta em uma série de benefícios diretos e estratégicos para a produtividade da sua fazenda:

  • Mais folhas e de melhor qualidade: A roçada estimula a produção de forragem de alto valor nutritivo, essencial para o ganho de peso dos animais.
  • Maior eficiência da adubação: O pasto aproveita melhor os nutrientes do solo, o que se traduz em mais arrobas produzidas por quilo de adubo, otimizando o investimento.
  • Aumento da taxa de lotação: Com um pasto de melhor qualidade, você consegue colocar mais animais por hectare, elevando a produtividade da área.

A roçada, que tem um custo baixo em relação ao seu retorno, é, portanto, uma operação de alto impacto na produção da fazenda.

O momento ideal para a roçada

Gado em pastagem na seca. Foto: ReproduçãoGado em pastagem na seca. Foto: Reprodução
Gado em pastagem na seca. Foto: Reprodução

O ideal seria roçar o pasto mais próximo da época das chuvas, mas isso pode ser inviável na prática. Em propriedades de grande porte, a roçada de todas as áreas pode não ser concluída antes das águas. Roçar o pasto quando ele já está brotando gera desperdício de nutrientes e perda para a planta.

Por isso, Maurício Scoton recomenda iniciar a roçada no começo de julho, como na Fazenda Marinheiro, por exemplo.

Essa estratégia permite ter tempo hábil para roçar todas as áreas e se preparar para o início das águas com o pasto baixo. A brotação virá da base, resultando em uma produção maior e de melhor qualidade durante todo o período chuvoso.

Outras estratégias para a transição

Detalhe de água límpida caindo em bebedouro de bovinos de corte. Foto: Divulgação/Agropecuária MaragogipeDetalhe de água límpida caindo em bebedouro de bovinos de corte. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe
Detalhe de água límpida caindo em bebedouro de bovinos de corte. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe

A roçada é uma das ferramentas mais importantes, mas Scoton ainda destaca outras práticas que fazem a diferença na transição da seca para as águas:

  • Compostagem do esterco: Em fazendas com confinamento, a compostagem do esterco permite aproveitar melhor esse adubo orgânico, reduzindo a quantidade necessária de adubo químico nas pastagens e, consequentemente, o custo de produção.
  • Sequestro do gado: Manter os animais em confinamento (sequestro) no final da seca ajuda a aliviar a pressão de pastejo nas áreas de pasto e permite que a pastagem se recupere e produza mais forragem no início das águas.
  • Limpeza de bebedouros: Garante água de qualidade para o rebanho, um ponto crucial para a saúde e o ganho de peso dos animais.

A combinação dessas práticas, com um planejamento operacional bem-feito, garante que a transição da seca para as águas seja um período de ganho e não de prejuízo.

O resultado é um pasto de excelente qualidade, que parece “uma alface”, pronto para sustentar o bom desempenho do seu gado.



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Governo precisa articular com setor privado para isentar mais produtos do tarifaço



O tarifaço prometido por Donald Trump contra as exportações brasileiras veio menos agressivo do que o inicialmente esperado. A Ordem Executiva assinada pelo presidente norte americano traz uma lista com quase 700 exceções a tarifação de 50%. Analistas do mercado avaliam que há margem para o Brasil negociar com os Estados Unidos uma ampliação dessa lista de exceções.

Para Welber Barral, advogado e ex-secretário de Comércio Exterior, o país deve se preparar para dialogar com os norte-americanos.

“Sempre há espaço para negociação. É importante lembrar que, desde o início do ano, Trump já anunciou diversas medidas contra Canadá e México. Algumas foram renegociadas e setores chegaram a ser excluídos, como o automotivo e o eletrônico no caso do México. Então, evidentemente, há margem para negociação e o Brasil precisa se preparar. Isso envolve montar uma lista de possíveis concessões e entender quais são as reais demandas dos Estados Unidos”, explica Barral.

Ele destaca, no entanto, que as negociações com o governo Trump tendem a ser difíceis, pois não se limitam a pautas econômicas e envolvem disputas simultâneas com outros países.

“É uma situação complexa. O governo Trump está envolvido em várias negociações comerciais ao mesmo tempo, e tem adotado uma postura agressiva, com ameaças a diversos parceiros. Embora já tenha fechado acordos com Japão, União Europeia e Coreia do Sul, ainda há muitas tratativas em andamento. Além disso, o Brasil não está entre os principais parceiros comerciais dos EUA, o que nos coloca em uma posição de menor prioridade”, pondera o especialista.

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Segundo ele, diante desse cenário, o Brasil precisa agir em várias frentes. A primeira é estabelecer uma interlocução direta entre os dois governos. “Pelo que se sabe, os primeiros contatos, por meio do vice-presidente, têm sido positivos”, afirma.
Barral acredita ainda que uma das estratégias mais eficazes para pressionar Washington a negociar é envolver o setor privado brasileiro.

“O governo Trump é altamente transacional. Ele busca vitórias que possa apresentar aos eleitores. O Brasil tem instituições maduras e excelentes negociadores. Acredito que será possível articular governo e setor privado para incluir mais produtos na lista de exceções às tarifas”, conclui.



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Produtores reforçam combate à soja tiguera para evitar ferrugem e pragas em MT



No município de Vera, produtores estão cada vez mais atentos ao cumprimento do vazio sanitário da soja, que neste ano em Mato Grosso ocorre entre 8 de junho e 6 de setembro. A prática, que proíbe a presença de plantas vivas de soja nesse período, é fundamental para conter a ferrugem asiática, uma das doenças mais severas da cultura, além de prevenir a proliferação de pragas na próxima safra.

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O agricultor Thiago Strapasson relata que o manejo começa já na implantação do milho, com o controle rigoroso da soja voluntária, conhecida como soja tiguera, para evitar que reste alguma planta viva até a colheita. “Aprendemos no passado tomando muito prejuízo. Cada ano fomos mudando, nos aperfeiçoando, para não passar por isso de novo. Jogamos calcário, passamos niveladoras para eliminar as plantas e fazer uma boa limpeza da área”, afirma.

O presidente do Sindicato Rural de Vera e Feliz Natal, Rafael Bilibio, destaca a importância da conscientização: “É fundamental eliminar a soja tiguera, que além de ser hospedeira da ferrugem asiática, pode carregar pragas que comprometem a próxima safra.”

Segundo Renan Tomazele, diretor técnico da Indea-MT, o produtor mato-grossense já compreendeu o valor da medida. “São 19 anos de vazio sanitário, e hoje vemos um comprometimento real. Mesmo em anos de clima adverso, os produtores têm feito as vistorias de campo, o que reduz o inóculo da doença no início da próxima safra. Nosso objetivo não é aplicar multas, mas garantir que a medida seja respeitada.”

Perigo que vai além das lavouras de soja

Mas o desafio vai além das propriedades. Às margens das rodovias, grãos perdidos durante o transporte germinam e se tornam plantas hospedeiras, o que preocupa o setor. “É só andar pelas estradas que a gente vê. Aquelas plantas nascem dos grãos caídos dos caminhões e viram verdadeiros viveiros de doenças e pragas. Isso também precisa de atenção”, alerta um dos entrevistados.

O setor produtivo cobra ações concretas das concessionárias e do poder público municipal para o manejo dessas áreas. “Seja por obrigação legal ou responsabilidade das empresas que administram as vias, é preciso eliminar essas tigueras das estradas. Caso contrário, vamos pagar caro com ferrugem, mosca-branca e outras pragas mais adiante.”



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Bioeconomia no Brasil: caminho promissor



Parcerias púplico-privadas devem ocorrer



Parcerias púplico-privadas devem ocorrer
Parcerias púplico-privadas devem ocorrer – Foto: Divulgação

A bioinovação desponta como pilar estratégico para o desenvolvimento sustentável, com a bioeconomia oferecendo soluções concretas para a produção mais limpa e a descarbonização das economias. Ao substituir matérias-primas e combustíveis fósseis por recursos biológicos renováveis, o setor se alinha a metas globais de sustentabilidade, movimentando hoje cerca de 2 trilhões de euros e gerando 22 milhões de empregos, segundo a OCDE.

Segundo Matheus Gadotti Junkes, presidente do Comitê de Sustentabilidade do Grupo Flexível, a indústria química brasileira tem papel central nessa transformação, ao agregar valor à biomassa e convertê-la em produtos como bioplásticos, espumas e adesivos. Ele destaca ainda que o Brasil possui vantagens competitivas únicas – como diversidade biológica, matriz energética renovável e alta disponibilidade de biomassa – que o colocam na liderança da bioeconomia mundial, com potencial de gerar US\$ 593 bilhões por ano até 2050, conforme estudo da ABBI. 

Apesar do cenário promissor, Junkes aponta entraves que ainda limitam a expansão da bioeconomia no Brasil, como o alto custo de produção dos bioprodutos em relação aos fósseis, necessidade de inovação constante, carência de profissionais qualificados e gargalos logísticos. Ele reforça que o avanço depende de um ambiente regulatório mais ágil, incentivos à pesquisa e critérios claros para rotulagem de produtos sustentáveis. 

“Mas, para desenvolver uma cadeia produtiva mais sustentável, o ambiente regulatório precisa considerar ações para acelerar a aprovação de insumos para pesquisa, o processo de homologação para produtos sustentáveis e incentivar os investimentos em pesquisa e inovação nas empresas, centros de pesquisa e academia. O diálogo e a parceria entre a iniciativa privada, governo e representantes da sociedade devem ser permanentes e continuar mesmo após a aprovação do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia”, conclui.

   





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JBS firma convênio com o governo para ofertar emprego a beneficiários do Bolsa Família



A JBS assinou nesta quinta-feira (31) um acordo de cooperação técnica com o governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), para oferecer vagas de emprego a inscritos no Cadastro Único para Programa Sociais (CadÚnico). O sistema é a principal porta de entrada para programas como o Bolsa Família.

O convênio entre a companhia e o governo tem duração de dois anos e tem como objetivo promover a inclusão socioeconômica das pessoas inscritas no CadÚnico.

O acordo foi celebrado na sede da JBS em São Paulo, com a presença do ministro do Desenvolvimento, Wellington Dias, do conselheiro da JBS Wesley Batista e do CEO global da empresa, Gilberto Tomazoni.

“Acreditamos que a geração de emprego é uma das formas mais efetivas de inclusão social. Ao unirmos esforços com o MDS, reforçamos nosso compromisso com o desenvolvimento das comunidades onde atuamos e contribuímos para ampliar o acesso a oportunidades formais de trabalho”, afirmou Wesley Batista.

De acordo com ele, o que mais se ouve nas unidades do grupo são pessoas que querem oportunidade para elas e para as suas famílias. “Valorizar gente é o que move a JBS. E quem faz tudo acontecer aqui são as pessoas. A expectativa de um futuro melhor é o que nos incentiva a oferecer portas abertas para quem quer transformar a própria história”, enfatizou.

Presença da JBS no país

Uma das maiores empregadoras do país, a JBS conta com unidades de produção em mais de 100 municípios brasileiros e um total de 158 mil colaboradores no país.

Tomazoni reforça que a empresa acredita na força de trabalho como motor de transformação. “Estamos presentes em centenas de municípios brasileiros, impulsionando o desenvolvimento social por meio da geração de empregos, da formação de pessoas e do fortalecimento das comunidades. E fazemos isso com um objetivo claro: sermos os melhores naquilo que nos propusemos a fazer”, destacou.

Para viabilizar a participação dos inscritos no CadÚnico nos processos seletivos da companhia, o MDS atuará em parceria com órgãos da rede de assistência social para garantir, de forma impessoal, o acesso às informações necessárias, mediante consentimento prévio dos candidatos.

Desenvolvimento socioeconômico

No evento, o ministro Wellington Dias ressaltou que o social precisa ser parte estratégica integrada ao econômico. “Não dá para tratar a fome separadamente da pobreza e nem os dois separados da economia. É preciso integrar o social, o ambiental e o econômico para vermos a mudança acontecer”, declarou.

O compartilhamento de dados com a JBS será realizado em conformidade com a Política de Privacidade da empresa e com as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Assim, pelo acordo, caberá à JBS realizar os processos seletivos e encaminhar ao MDS os dados dos candidatos contratados, a fim de validar sua elegibilidade no CadÚnico. Criado em 2001, o sistema reúne informações de famílias de baixa renda existentes no país para inclusão em programas de assistência social e redistribuição de renda.



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Tarifaço pode afetar 36% das exportações brasileiras, diz Alckmin



O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, calcula que 35,9% das exportações brasileiras poderão ser afetadas, caso se concretizem as medidas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos, já considerando os cerca de 700 produtos que ficaram fora da lista do tarifaço de 50% contra o Brasil.

Ao participar do programa Mais Você, da Rede Globo, nesta quinta-feira (31), Alckmin disse que o governo atuará para amenizar seus efeitos para os setores prejudicados, em especial para garantir a manutenção dos empregos.

“Vamos defender os 35% das exportações que foram afetadas. Vamos nos debruçar nesses 35% e preservar empregos, fazendo estudos visando esses setores mais atingidos”, disse.

Em carta enviada ao governo brasileiro no dia 9 de julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que as exportações brasileiras àquele país seriam taxadas em 50% a partir de 1º de agosto.

Nesta quarta-feira (30), o governo norte-americano amenizou o tom ao postergar o início da taxação para o dia 6 de agosto, além de apresentar uma lista com cerca de 700 exceções, abrangendo produtos que, caso não estivessem à disposição, poderiam causar impacto negativo na economia daquele país.

Entre os produtos da lista estão suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes. Também ficaram de fora do tarifaço polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos. A lista, no entanto, não inclui café, frutas e carnes. Todos a serem taxados em 50%.

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“Às vezes você tem um setor que 90% dele vende para dentro (consumo interno) e exporta 10% apenas. Nesse caso, ele é menos atingido. Agora, você tem também setores que exportam metade da produção. E, dentro dessa metade, 70% é para os Estados Unidos. Ele então é muito atingido”, acrescentou.

Plano

Segundo Alckmin, o governo já tem um plano de ação “praticamente pronto”, com foco em preservar empregos e a produção.

“Ainda está sob análise porque só ontem foram apresentados alguns detalhes do tarifaço.
Ele explicou que o presidente Lula ainda vai bater o martelo, e que o plano terá algum impacto de natureza financeira, creditícia, tributária, mas que não deixará ninguém desamparado.

“Em primeiro lugar, vamos lutar para diminuir aqueles 35,9% que foram efetivamente atingido pela tarifa dos 50%. Não damos isso como assunto encerrado. A negociação crescerá. Não encerrou ontem [com o último anúncio dos EUA]”, disse.

“Em segundo lugar, vamos buscar alternativas de mercado; e em terceiro, vamos apoiar setores que precisam de apoio, como o de pescado, o de mel, frutas”, acrescentou.

Alckmin disse que o governo pretende ampliar a lista, incluindo outras frutas, bem como a carne bovina. “Eles haviam citado a manga, por exemplo. Mas ao que parece esqueceram. Vamos lembrá-los”.

Novos mercados

O foco, reiterou ele, é buscar mercado para não prejudicar produtores, de forma a evitar queda na produção por falta de mercado.

“O Brasil tem, em números redondos, 2% do PIB do mundo. Então, 98% do comércio está lá fora. Temos de correr atrás na área agrícola. Vale lembrar que abrimos 398 novos mercados. Somos protagonista alimentar, energético e do clima”, argumentou.

Ele acrescentou que, após muito tempo de isolamento, o Mercosul fechou ótimos acordos recentemente com Singapura, ano passado; e que ainda este ano deverá entrar em vigor outro acordo com a União Europeia.

“Serão 27 países dos mais ricos do mundo, nesse acordo comercial Mercosul-União Europeia. Fora outros quatro com Noruega, Suíça, Islândia e Lichenstein, que também são ricos mas não estão na União Europeia. São acordos que vão ajudar muito o comércio exterior brasileiro”, complementou.

Soberania

Outra questão ressaltada por Alckmin durante o programa foi a da soberania, algo que, para o governo, é inegociável.

“Até porque não é possível um poder interferir em outro. É bom lembrar que o presidente Lula ficou preso um ano e meio e nunca quis derrubar a democracia nem o poder judiciário”.
Alckmin disse que Lula se reuniu ontem com ministros da suprema corte, e que um documento foi preparado em resposta, reafirmando a separação entre os poderes no Brasil; e que tal interferência externa, como a tentada pelos EUA, vai contra a democracia e o estado de direito.

“Imagine que a Suprema Corte americana tivesse processado um ex-presidente [daquele país] e o Brasil falasse que [por isso] aumentaria a tarifa de produtos americanos que entrassem aqui, apenas por não gostar da decisão”, questionou o vice-presidente brasileiro.
Ainda segundo Alckmin, o governo tem mantido conversas com autoridades norte-americanas e, também, com representantes das chamadas big techs (empresas de tecnologia).



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