domingo, maio 10, 2026

Autor: Redação

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Haddad afirma que há espaço para parceria com os EUA



Ao comentar sobre a atualização de tarifas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (1º) que o governo busca cooperação com os Estados Unidos e que há muito espaço para parcerias entre os países.

“É sobre isso que temos que jogar luz. Mostrar pra eles que não tem essa do Brasil cair no colo de A, B ou C. O Brasil é grande demais. Podemos realmente estreitar os laços de cooperação, desde que seja bom para os dois lados. E há muito espaço para isso. O Brasil, obviamente, concorre com os Estados Unidos em alguns aspectos, sobretudo na produção de grãos, carne e uma série de coisas que eles produzem tanto quanto nós. Mas há muitas complementaridades também.”

“Vamos fazer um esforço junto aos Estados Unidos pra mostrar que tem muito espaço para cooperação. Eles têm participado pouco de licitações no Brasil. Nossa infraestrutura está crescendo como há muito tempo não se vê. Se você pegar os indicadores de investimento em infraestrutura, eles são robustos. É isso que está segurando emprego, segurando renda.

Então por que eles não podem participar mais da nossa economia? Estamos abertos. Não tem problema”, completou Haddad.

Plano de contingência

De acordo com o ministro, o governo brasileiro ainda trabalha nos detalhes de um plano de contingência voltado para setores afetados pelo tarifaço norte-americano. O pacote, segundo ele, pode ser anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva já na próxima semana.

“Do nosso lado aqui, junto com o vice-presidente Geraldo Alckmin, estamos encaminhando para o Palácio do Planalto as primeiras medidas já formatadas para que o presidente julgue a oportunidade e a conveniência de soltá-las. Mas, a partir da semana que vem, já vamos poder, a julgar pela decisão do presidente, tomar as medidas de proteção da indústria e da agricultura nacionais.”

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“Vamos continuar prosperando, pelo Itamaraty, junto aos canais competentes para atenuar esses efeitos e fazer chegar às autoridades norte-americanas que efetivamente há muita desinformação a respeito do funcionamento da democracia brasileira.”

Calibrando números

Ainda segundo Haddad, o governo está “calibrando os números” junto a sindicatos de trabalhadores, sindicatos patronais e a própria Casa Civil. “Estamos calibrando os números. Por exemplo, o volume de recursos necessários pra socorrer empresas afetadas em um primeiro momento. Algumas não vão reivindicar uma ajuda adicional porque têm condição de redirecionar a sua produção e estão buscando outros mercados – inclusive mercado interno, que está aquecido”.

“A demanda por produtos alimentares está crescendo no Brasil, a renda está crescendo no Brasil, o desemprego está na mínima histórica. Então, você tem aqui no mercado doméstico uma opção. Vou receber, pra citar um exemplo, o governador do Ceará, que está vindo aqui à tarde. Ele quer um apoio de produtos, gêneros alimentícios, para a merenda do estado. Pelo que eu entendi, ele vai nos apresentar uma pequena mudança legislativa que seria necessária, na opinião dele, para fazer da maneira como ele pretende, de forma acelerada e para dar respaldo jurídico para as decisões que ele quer tomar.”

Questionado se o plano de contingência desenhado pelo governo será custeado com recursos fora da meta fiscal, o ministro disse que essa “não é nossa demanda inicial”.

“Nossa proposta, que está sendo encaminhada, não vai exigir isso – embora tenha havido, da parte do Tribunal de Contas da União, a compreensão de que [poderia ser feito] se fosse necessário. Mas não é nossa demanda inicial. Entendemos que conseguimos operar dentro do marco fiscal sem nenhum tipo de alteração.”



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Morango fresco e sucos naturais impulsionam venda em Piracaia


Com cerca de 150 mil pés de morangos cultivados, a propriedade do produtor rural Diego Amaral se tornou referência na produção da fruta no interior de São Paulo. Atendendo a mercados, hortifrutis, varejões e revendedores, a fazenda colhe morangos frescos todos os dias para garantir frescor nas prateleiras e na mesa dos consumidores.

“Nosso foco é colher e entregar morango fresco diariamente. Chega do campo direto para o consumidor”, afirma Diego, que atua diretamente na produção há 12 anos, mas já soma 35 anos de história familiar no setor.

Atualmente, além de atender ao interior de São Paulo, Diego envia morangos para Manaus, Maranhão e outras regiões do Brasil. Os planos de exportação já estão em andamento, ampliando ainda mais o alcance da produção.

Nos últimos tempos, o famoso Morango do Amor virou um verdadeiro fenômeno. Diego conta que, quando essa tendência começou a circular nas redes sociais, as vendas praticamente dobraram, ultrapassando até datas fortes como Natal e Ano Novo.

“O que mais surpreende é o trabalho das doceiras. Elas usam bastante morango pra fazer o morango do amor, o que impulsiona as vendas e movimenta o nosso mercado local.”

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Qualidade, técnica e apoio do Sebrae

Além do cuidado com o cultivo, Diego aposta na qualidade e no frescor como diferencial. “A gente colhe o morango no ponto certo, lava e já transforma no morango do amor. Tudo é feito na hora e com muito critério”, afirma.

Ao longo dos anos, a família também buscou capacitação e orientação técnica. “Participamos de vários treinamentos e sempre contamos bastante com o respaldo importante do Sebrae”, conclui Diego.



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Pecuária de ponta: nova tecnologia de vermifugação traz retorno de até 10 por 1


Pecuaristas, a verminose é um problema silencioso que rouba a produtividade do rebanho, comprometendo o desempenho do gado desde a cria até a terminação. Para combater esse desafio, o mercado tem evoluído e trazido tecnologias que atuam não apenas no controle dos parasitas, mas também na melhoria do Ganho Médio Diário (GMD) e na reprodução. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta sexta-feira (1º), o programa Giro do Boi recebeu o médico-veterinário Fernando Dambros, gerente de marketing da Ourofino Saúde Animal.

Ele destacou a importância de aproveitar o momento certo para a vermifugação e apresentou uma nova tecnologia que pode trazer um retorno financeiro significativo para a fazenda.

Perdas silenciosas e a importância de um amplo espectro de controle

A verminose e os ectoparasitas (carrapato, mosca-do-chifre) são desafios que, muitas vezes, não são visíveis. As perdas causadas por eles podem não ser percebidas no dia a dia, mas o impacto no bolso do pecuarista é real.

Um animal com vermes ou parasitas internos e externos, mesmo que não apresente sinais clínicos, está consumindo nutrientes para nutrir o parasita, em vez de convertê-los em carne ou leite.

Para combater esses parasitas de forma mais eficaz, a Ourofino desenvolveu e patenteou um produto com um maior espectro de controle.

Ele é uma associação de ivermectina e sulfóxido de albendazol, e foi criado para combater a presença de parasitas multirresistentes.

A sinergia desses dois princípios ativos garante uma ampla proteção, agindo em todas as fases da vida dos parasitas, desde ovos e larvas até a fase adulta.

O impacto da tecnologia foi comprovado em estudos apresentados no Congresso de Parasitologia em 2024.

O produto se destacou nos comparativos com outras moléculas do mercado, como doramectina e moxidectina, por sua maior eficácia contra diversos tipos de parasitas, incluindo aqueles que já desenvolveram resistência aos produtos convencionais.

Os resultados na fazenda são impressionantes e geram um impacto direto na rentabilidade:

  • Maior GMD: O produto proporciona ganhos de peso de 6,5 kg a mais em 30 dias, o que representa cerca de 200 g a mais por dia, dependendo das condições de tratamento e de pastagem. Esse incremento no GMD acelera o tempo de abate e aumenta o peso final do animal.
  • Maior taxa de prenhez: Um estudo com mais de mil animais comprovou um aumento de 7% a mais na taxa de prenhez nas fêmeas. Isso significa sete bezerros a mais a cada cem vacas, um ganho que se traduz em um aumento substancial na produtividade da cria.

Fernando Dambros ressalta que o investimento nessa tecnologia é muito rentável: a cada real investido, o pecuarista pode ter um retorno de sete a dez reais, mostrando que a sanidade animal é um investimento, e não apenas um custo.

O momento ideal de aplicação e a versatilidade de uso

O período mais oportuno para a aplicação do vermífugo é a transição entre o final da seca e o início das águas.

Nesse momento, a pastagem está mais rala, e o desafio para os parasitas também é maior. Um controle bem-feito nesse período ajuda a diminuir a infestação das pastagens e a prevenir novas infestações com a chegada da umidade.

A tecnologia também se destaca pela sua versatilidade de uso, inclusive em confinamento. Sua carência de apenas 22 dias permite que o produto seja utilizado na terminação, respeitando a instrução normativa do Ministério da Agricultura (IN 48), que proíbe o uso de avermectinas com período de carência superior a 28 dias nessa fase.



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‘Ficamos surpresos’, diz presidente da Abrafrutas após manga não ter ficado de fora do tarifaço



As frutas brasileiras estão entre os setores que não conseguiram escapar do tarifaço imposto pelo ex-presidente Donald Trump. Produtos como a manga e uva ficaram de fora da lista com quase 700 exceções divulgada pelo governo dos Estados Unidos.

Com isso, regiões produtoras importantes, como o Vale do São Francisco, enfrentam incertezas. Os agricultores iniciam agora em agosto o período de colheita da manga sem saber qual será o destino final da produção.

Para Guilherme Coelho, presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), a inclusão da manga na lista de produtos tarifados foi inesperada.

“Ficamos surpresos! Nós não competimos com a manga americana, porque o país não produz essa fruta. Sempre fomos parceiros dos Estados Unidos”, afirmou.

Coelho lembrou que o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, havia declarado que o país não aplicaria tarifas a produtos que não são fabricados internamente, o que reforçou a surpresa com a taxação da manga.

Alternativas

Segundo o presidente da Abrafrutas, ainda não há contêineres parados aguardando liberação para os Estados Unidos, já que a colheita da manga começa na próxima semana.

“Estamos em diálogo com o governo brasileiro, com os exportadores e com os importadores americanos para entender o que poderá acontecer. Eu sou otimista. Acredito que essa decisão foi um descuido, porque não faz sentido taxar uma fruta que os EUA não produzem”, disse.

Além da manga, outras frutas também foram impactadas pelas tarifas, como uva, melancia, melão e mamão.

“É uma pancada na fruticultura. Se essa taxa de 50% for mantida, prejudica toda a cadeia produtiva, do pequeno ao grande produtor. Podemos perder fruta e gerar desemprego”, alerta Coelho.

O dirigente lembra que o tarifaço chega justamente no momento em que os produtores começam a ver retorno sobre os investimentos feitos no início do ciclo. Muitos contraíram empréstimos para financiar o plantio e, agora, iniciariam as exportações.

Diante do cenário, ele defende que o governo federal ofereça algum tipo de apoio aos produtores afetados, caso as tarifas sejam mantidas.

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Coelho também aponta uma possível alternativa para evitar o desperdício da produção. “Se não conseguirmos exportar, podemos redirecionar essas frutas para o mercado interno. Em parceria com prefeituras e governos estaduais, elas poderiam ser usadas na merenda escolar, por exemplo. O importante é evitar que se percam. Nossa maior dor é ver alimento sendo desperdiçado enquanto milhões de pessoas passam fome”, finaliza.



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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de arroz supera média dos últimos 5 anos



EUA colhem 80% do trigo de inverno até julho




Foto: Canva

Segundo o Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a safra de arroz apresentou avanço na última semana. Em 27 de julho, 63% das plantações haviam atingido o estágio de espiga, número seis pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, mas dez pontos acima da média dos últimos cinco anos. A qualidade do arroz foi avaliada como boa a excelente em 77% das lavouras, dois pontos percentuais abaixo da semana anterior.

 

Em relação ao trigo de inverno, o relatório informa que 80% da área plantada já havia sido colhida até 27 de julho. Esse percentual está um ponto percentual abaixo tanto do desempenho registrado no ano anterior quanto da média de cinco anos. Ainda de acordo com o USDA, em dez dos 18 estados acompanhados, a colheita da safra de trigo de inverno de 2025 já alcançava ou superava 95% da área cultivada.





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Soja brasileira sofrerá impacto do tarifaço? Consultor responde



Nesta semana, os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 50% sobre uma série de produtos brasileiros. O Soja Brasil conversou com Bené Romano, consultor em agronegócio, que explicou que ficaram de fora da lista itens como suco de laranja, castanha-do-pará e celulose. Por outro lado, produtos como café, carnes, pescados e soja serão diretamente afetados pela medida, o que pode gerar impactos no setor. Saiba mais:

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A sobretaxa, de acordo com Bené, compromete a competitividade do Brasil em relação a outros países exportadores, especialmente no caso da soja, principal componente da ração animal. Como as carnes também estão incluídas na lista de produtos taxados, o consultor alerta para um possível efeito em cadeia: a redução no consumo de soja pode gerar uma sobreoferta interna, já que o Brasil é o maior produtor mundial da commodity. Diante desse cenário, o país deverá buscar novos parceiros comerciais para escoar sua produção.

A decisão do governo norte-americano também afeta o ritmo de comercialização da safra brasileira. O cenário futuro ainda é incerto, com diversos contratos de exportação ainda em fase de negociação. Para ele, há espaço para novas tratativas e oportunidades para outros produtos do agronegócio brasileiro. O consultor reforça a importância de conduzir esse debate com racionalidade, deixando de lado o viés político.

Impacto nos prêmios dos portos

A repercussão foi imediata nos prêmios pagos nos portos brasileiros. Em Paranaguá, os prêmios subiram 46% em apenas um dia após o anúncio das tarifas. Nos portos de Santos e Rio Grande, os valores chegaram a 1 dólar por bushel, superando os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago.



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Produção industrial sobe 0,1% em junho



A produção da indústria brasileira cresceu 0,1% na passagem de maio para junho. O resultado interrompe uma sequência de dois meses seguidos com queda de 0,6%. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (1º) pela Pesquisa Industrial Mensal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o desempenho de junho, a indústria acumula expansão de 1,2% em 2025 e de 2,4% no acumulado de 12 meses. Na comparação com junho de 2024 é negativa em 1,3%.
O IBGE informou que a produção industrial se encontra 2% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020), no entanto, 15,1% abaixo do ponto mais alto já registrado, em maio de 2011.

A média móvel trimestral ─ que fornece um retrato da tendência de comportamento da indústria ─ tem queda de 0,4% na comparação do trimestre encerrado em junho ante o terminado em maio de 2025.

Freio dos juros

O gerente da pesquisa, André Macedo, apontou que no primeiro trimestre de 2025, o nível da produção industrial subiu apenas 0,6% em relação ao final de 2024. Na visão dele, há uma queda de ritmo provocada pela política de juros altos do Banco Central (BC), para frear a inflação.

“Isso guarda relação importante com a política monetária mais restritiva, aumento de taxa de juros”, disse. “Fica evidente pela menor intensidade que a produção mostra nos meses mais recentes”, complementa Macedo.

Desde setembro do ano passado, a Selic, taxa básica de juros determinada pelo BC, está em trajetória de alta, chegando atualmente em 15% ao ano. O juro alto é um “remédio” do BC para esfriar a economia e tentar controlar a inflação. Em junho, a inflação oficial alcançou 5,35% em 12 meses ─ acima do teto da meta do governo (4,5%).

Tarifaço

André Macedo avalia ainda que incertezas causadas pelo cenário internacional, como o tarifaço de produtos importados pelos Estados Unidos, também tiveram reflexos negativos na produção industrial.

“Fato é que atrapalha o planejamento das empresas do setor industrial”, explica.
Desde o início de 2025, o presidente americano, Donald Trump, tem ameaçado países, entre eles o Brasil, de taxação de produtos que entram nos Estados Unidos. No primeiro semestre, se iniciou a cobrança adicional de 10%, e agora em agosto começará a taxa adicional de 40% para grande parte dos produtos brasileiros.

Atividades

Das 25 atividades industriais pesquisadas, 17 tiveram alta na passagem de maio para junho. Essa difusão é a mais espalhada desde junho de 2024, quando foram 22 atividades com taxas positivas.

“Esse maior espalhamento está muito direcionado a perdas de meses anteriores”, pondera o gerente do IBGE. “Não estou dizendo que há trajetória de crescimento do setor industrial”, completa.

A atividade com maior impacto positivo foi a de veículos automotores, reboques e carrocerias, com expansão de 2,4%. Outros destaques positivos foram:

  • metalurgia (1,4%)
  • celulose, papel e produtos de papel (1,6%)
  • produtos de borracha e de material plástico (1,4%)
  • outros equipamentos de transporte (3,2%)
  • produtos químicos (0,6%)
  • produtos farmoquímicos e farmacêuticos (1,7%)
  • impressão e reprodução de gravações (6,6%).

Os principais impactos negativos vieram de:

  • indústrias extrativas ( 9-1,9%)
  • produtos alimentícios (-1,9%)
  • coque (combustível derivado do carvão), produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,3%)

Essas três atividades representam cerca de 45% do total da indústria. A queda nos produtos alimentícios foi a quarta consecutiva na comparação entre meses imediatamente seguidos.

Entre as chamadas grandes categorias econômicas, bens de capital (1,2%) e bens de consumo duráveis (0,2%) tiveram taxas positivas em junho ante maio. Na contramão, bens de consumo semi e não duráveis recuaram (-1,2%) e os bens intermediários (produtos que serão ainda transformados por outras indústrias) caíram (-0,1%).



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Menor área plantada nos EUA em 2025/26 acende alerta no mercado global de soja


A safra de soja 2025/26 nos Estados Unidos começa sob forte impacto da redução de área cultivada. A queda reflete um ambiente de incerteza econômica e desestímulo do produtor americano diante dos baixos preços acumulados na Bolsa de Chicago e das crescentes incertezas comerciais com a China.

De acordo com o USDA, a nova área plantada foi estimada em 83,4 milhões de acres (cerca de 33,8 milhões de hectares), abaixo dos 86,9 milhões de acres registrados no ciclo anterior. Com isso, a perspectiva de produção recuou abaixo dos 120 milhões de toneladas na temporada.

O rendimento estimado segue em 52,5 bushels por acre, o que, em condições normais de clima, ainda pode garantir uma colheita próxima de 118 milhões de toneladas. Tudo dependerá da regularidade das chuvas nas fases críticas do desenvolvimento da lavoura.

Reeleição de Trump reaquece debate sobre tarifas e temores de retaliação

O retorno de Donald Trump à presidência dos EUA reabre discussões sobre política comercial externa, especialmente com a China. A possibilidade de reintrodução de tarifas sobre produtos chineses e consequentes retaliações no comércio de soja voltam ao radar do mercado.

A China é o principal destino da soja americana e qualquer incerteza sobre as compras chinesas da nova safra pode aumentar os estoques internos e gerar pressão sobre as cotações em Chicago.

Diante desse cenário, o mercado se mantém em compasso de espera: se Pequim desacelerar suas aquisições, os preços podem recuar independentemente do comportamento climático nos campos americanos.

Demanda por biodiesel sustenta o óleo, enquanto farelo sente efeito colateral

No mercado interno dos EUA, o programa de biocombustíveis continua impulsionando o consumo de óleo de soja. O aumento da mistura obrigatória no diesel reforça a demanda e dá sustentação aos preços do óleo.

Por outro lado, o farelo enfrenta uma pressão maior, já que a produção elevada decorrente do esmagamento não encontra o mesmo equilíbrio entre oferta e demanda. Caso as exportações para a China sejam afetadas, o excedente de farelo pode aumentar, adicionando uma camada extra de pressão sobre os contratos futuros da commodity.

Brasil: benefícios de curto prazo podem vir acompanhados de desafios estruturais

O Brasil surge como potencial ganhador em meio às incertezas globais. Uma eventual retração das compras chinesas nos EUA abriria espaço para a soja brasileira, que já se destaca em competitividade e volume. Os prêmios nos portos seguem firmes e, com o dólar volátil, os preços internos têm encontrado sustentação.

No entanto, há um ponto de atenção: a expectativa de mais uma safra recorde em 2026, com possível área plantada superior à do ciclo atual. Caso não haja incremento proporcional da demanda global, o risco de superoferta e consequente pressão baixista nos preços se torna real. O Brasil pode conquistar mercados, mas precisará equilibrar oferta e demanda para manter a rentabilidade do setor.

A retração na área plantada nos EUA reflete um produtor mais cauteloso frente ao cenário internacional adverso. Clima e política comercial seguem como os dois vetores centrais para definição do rumo dos preços.

O Brasil aparece como alternativa sólida de abastecimento global, mas enfrenta o desafio de administrar sua própria abundância. Em um mercado global cada vez mais sensível a variáveis políticas e climáticas, planejamento e gestão de risco se tornam essenciais.

Rafael SIlveira, analista de soja da Safras & Mercado

*Rafael Silveira é economista com pós-graduação em Finanças, Investimento e Banking pela PUC-RS. É especialista em mercados agrícolas na consultoria Safras & Mercado, com ênfase em estratégias de investimento e gestão de risco em commodities


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Mercado de soja deve seguir travado ao longo do dia, aponta consultoria



O mercado brasileiro de soja deve manter o ritmo lento nesta sexta-feira (1º), diante da forte queda do dólar e da fraqueza nas cotações da Bolsa de Chicago. Segundo a consultoria Safras & Mercado, o cenário externo segue desfavorável à oleaginosa, com dados econômicos dos Estados Unidos abaixo do esperado e pouca demanda internacional. A expectativa é de um dia travado nos negócios, tanto no interior quanto nos portos.

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Na última quinta-feira (31), o dólar ainda sustentava parte dos preços no Brasil, mas com a reversão da moeda nesta manhã, a tendência é de maior cautela por parte dos compradores. Mesmo com prêmios firmes nos terminais de exportação, a queda da moeda norte-americana deve pesar no sentimento do mercado. Em Chicago, os contratos seguem pressionados por um quadro fundamental negativo, com clima favorável nos EUA e fraca demanda chinesa.

De acordo com o analista Rafael Silveira, o mesmo com melhora nas ofertas de compra no interior do país, o avanço nas pedidas dos produtores mantém o spread desfavorável às negociações. “Há um impasse. A indústria precisa da soja, mas os produtores estão reticentes em vender neste patamar de preços”, afirma.

A expectativa, segundo Silveira, é que agosto siga com poucos negócios, já que as melhores condições de comercialização devem se concentrar a partir de setembro. A janela de exportação para o mês já está mais estreita, com muitas cargas antecipadas. Nos portos, os preços ainda apresentam sustentação pontual, como em Rio Grande (RS), onde a saca subiu para R$ 139,00.

Enquanto isso, o dólar comercial recua 1,08%, a R$ 5,5394, e o contrato novembro/25 em Chicago cede 0,15%, cotado a US$ 9,87 ¾ por bushel. Os agentes do mercado devem acompanhar com atenção a divulgação dos dados de evolução das lavouras do Mato Grosso pelo Imea, prevista para às 16h, além dos indicadores financeiros internacionais.



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Produtores de tilápia do Paraná temem consequências do tarifaço nas exportações



Produtores de tilápia do Paraná manifestam preocupação com a tarifa extra imposta por Donald Trump às exportações brasileiras. O estado é um dos principais produtores dessa espécie de peixe do país.

Os Estados Unidos é o principal destino do pescado e o Paraná foi o maior exportador brasileiro de tilapia em 2024, com receita de 35,7 milhões de dólares, representando uma fatia de 64% do total nacional

“Nós temos a cadeia produtiva dos pescados aqui no Paraná. Ela é ainda está em construção e vem recebendo eh incentivos nos últimos anos e os produtores vêm investindo isso nos últimos anos e e aí essa tarifa acaba que quase que inviabiliza essa exportação desses pescados, principalmente a tilápia, né? Nós temos aí uma produção bem significativa e o que nós exportamos também representa bastante, né, em relação ao que o Brasil exporta de tilápias para os Estados Unidos”, diz Anderson Sartorelli, técnico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná

A Associação Brasileira de Pisicultura (Peixe Br) defende que o país negocie a inclusão da tilápia na lista de exceções do tarifaço.

“Os pescados e, em especial, a tilápia, não foram incluídos na lista dos produtos que ficaram excluídos da taxa de 50%. A entrada em vigor da nova taxação será dia 6 de agosto e até lá nós continuaremos a embarcar filé fresco de tilápia via aérea. Nós continuamos conversando com os parceiros americanos para inclusão da tilápia, mas acreditamos ser fundamental o início das negociações do presidente Lula com o presidente Trump. Os Estados Unidos são o maior importador de filé de tilápia do mundo e, neste momento, não tem outro país para suprir a demanda de filé fresco. O maior fornecedor de filé congelado para os Estados Unidos é a China, assim, a negociação do governo americano com a China será crucial para o nosso negócio”, diz a nota da associação.



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