domingo, maio 10, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Edição genética pode transformar o cultivo de batata no Peru



Entretanto, há quem veja riscos significativos



Entretanto, há quem veja riscos significativos
Entretanto, há quem veja riscos significativos – Foto: Agrolink

A edição genética está ganhando espaço como uma das tecnologias mais promissoras para o futuro da agricultura, especialmente em culturas estratégicas como a batata. Nesse contexto, pesquisadores ao redor do mundo estão utilizando ferramentas como o CRISPR para desenvolver variedades mais resistentes a doenças, pragas e eventos climáticos extremos, com impacto direto na segurança alimentar. No Peru, onde a batata é um símbolo nacional com mais de 3.500 variedades registradas, o uso dessa tecnologia começa a gerar debates sobre seus benefícios e riscos à biodiversidade.

Julio Miguel Vivas Bancallán, CEO da Associação Peruana de Sementes (APESemillas), defende a adoção dessa ferramenta como estratégia para desenvolver batatas mais nutritivas, resistentes à requeima e com menores níveis de acrilamida, substância nociva à saúde. Ele ressalta que a tecnologia é compatível com a biodiversidade e pode acelerar processos de melhoramento que levariam décadas.

Entretanto, há quem veja riscos significativos. O agrônomo Jorge Montalvo Otivo, professor da Universidade Nacional de Huancavelica, teme que intervenções em variedades nativas ameacem séculos de seleção natural e cultural. Já o engenheiro biológico Rodomiro Ortiz, da Universidade Sueca de Ciências Agrárias, alerta para o risco de fluxo gênico — a transferência de genes modificados para plantas nativas — e cita estudos que comprovam esse fenômeno em espécies selvagens. Como alternativa, menciona a criação da cultivar “Revolución”, estéril e segura para o meio ambiente.

Diante desse cenário, o Peru enfrenta um dilema: como avançar na biotecnologia sem comprometer seu patrimônio genético? Especialistas pedem uma regulamentação moderna, baseada em evidências científicas, e um diálogo entre inovação e tradição. Com mudanças climáticas e pressão por alimentos, a edição genética pode ser uma aliada valiosa, desde que usada com responsabilidade e respeito às raízes culturais e biológicas do país.

 





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Safra 2024/25 de milho na Bahia alcança bons resultados


Com a Safra do milho 2024/25 finalizada, o grão detém o título de terceira maior cultura produzida no Cerrado baiano e no Brasil. Segundo o levantamento do Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), divulgado nesta semana, foram plantados na região 105 mil hectares do cereal que apresenta uma produtividade em torno de 170 sacas por hectare e um volume total de 1,13 milhão de toneladas do grão.

De acordo com a Aiba, a colheita do milho verão, em núcleos produtivos da região obteve produtividade superior às das safras anteriores, apesar de registros de ocorrências como distúrbios fitossanitários e desafios climáticos, como explica o gerente de Agronegócios da Aiba, Aloísio Júnior.

“A safra 24/25 foi finalizada e muitos produtores rurais já se planejam para o próximo ciclo. Os dados dessa safra foram considerados satisfatórios, pois muitos produtores tiveram alguns fatores limitantes como aspectos fitossanitários e o clima. A safra foi regular, tendo em consideração aspectos de monitoramento de colheita realizado pela equipe do Programa Fitossanitário da Aiba”, explicou o gerente Aloísio.

Além disso, segundo Aloísio, o milho é uma cultura de base que nos próximos anos ocupará novas áreas por causa da chegada de novos empreendimentos.

“O milho é uma cultura de base e nos próximos anos teremos um incremento de área motivado por novos empreendimentos como indústrias de processamento de etanol que chegam à região”, afirma Aloísio.

Trabalho fitossanitário e produtividade

Por meio do acompanhamento contínuo da equipe do Programa Fitossanitário da Aiba, foram colhidas mais de 140 amostras nas cinco principais microrregiões produtoras da Bahia, e realizada uma atualização detalhada da safra com informações sobre a produtividade das lavouras.

“Tivemos bons volumes de chuva ao longo de todo o ciclo da cultura, e nas fases em que a necessidade de umidade do solo era essencial, aconteceu. O milho exige investimento e o produtor não planta com baixo investimento. Ele investe em fertilidade, em bons híbridos, em bom manejo fitossanitário, e tudo isso contribui, para esse bom resultado final”, reforça o conselheiro Orestes Mandelli.

Investimentos e bons resultados

Os produtores rurais da região avaliam o desempenho da safra 2024/25 e os resultados obtidos em análises realizadas em campo pelo Conselho Técnico.

Para a produtora rural Carla Maria Pegoraro Esteves, as projeções permanecem positivas, mesmo diante de desafios em campo.

“Nós estamos há quarenta anos na região e há uns trinta plantando milho verão. Produzir milho aqui sempre foi um desafio constante, pois a cada ano muda o clima e a produtividade”, destacou a produtora que avalia a resiliência das lavouras e o desempenho satisfatório na média das amostras.

milho, cereal, grão
Foto: Divulgação/Aiba

“O milho já é uma cultura que tem um custo bem mais elevado se comparado à soja. E estamos vindo de três safras em que os preços não estavam satisfatórios, mas esse ano mudou e as produtividades voltaram a ter níveis mais altos, alcançando uma média boa para nossa região, em torno de 200 sc/há. E que bom que esse ano a parte da rentabilidade, da produtividade está melhor, pois o preço melhorou e continuamos plantando milho”, revela a agricultora.

Com os melhores resultados alcançados dos últimos três anos, a safra de milho 2024/25 motiva os produtores rurais da Bahia e mantém boas perspectivas para o próximo ciclo, impulsionados por demanda crescente e preços mais altos.


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Prêmios de exportação sustentam os preços físicos de soja no Brasil



O mercado de soja fechou a semana em baixa na Bolsa de Chicago, com as expectativas de uma safra americana robusta. Segundo Rafael Silveira, da Safras & Mercado, embora houvesse preocupações com ondas de calor entre julho e agosto, o mês de julho teve clima positivo e as previsões indicam boas chuvas para agosto, o que reduz riscos de perdas na produção. Saiba mais:

Além do clima, as tensões comerciais entre Estados Unidos e China influenciam o mercado. A falta de um acordo formal mantém a incerteza e alimenta a expectativa de redução nas compras chinesas da safra americana. Isso pressiona os preços para baixo, apesar de possíveis correções pontuais após sequência de quedas nos contratos futuros.

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No Brasil, os prêmios de exportação têm ajudado a sustentar os preços físicos da soja, mantendo estabilidade apesar do cenário desafiador global. Observa-se uma compensação nos prêmios que contribui para essa estabilidade. Porém, a tendência dos preços físicos é de queda à medida que a safra americana se consolida. Com a expectativa de uma safra brasileira recorde, a perspectiva para os preços internos também é de redução.



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Zé Neto celebra raízes no 1º Leilão de Elite do Nelore JOY



Na última quarta-feira, 30 de julho, foi transmitido ao vivo no Canal do Criador o 1º Leilão de Elite do Nelore JOY, projeto encabeçado pelo cantor Zé Neto, da dupla Zé Neto & Cristiano, em parceria com seu pai, Eurides Toscano Martins, conhecido como Joy. O evento, que recebeu o nome de “Cheiro de Terra”, foi realizado em São José do Rio Preto (SP) e apresentou ao mercado animais de alta genética Nelore.

Um leilão com essência e memória afetiva

Antes da batida do martelo, Zé Neto compartilhou a emoção de dar início a esse novo capítulo ao lado do pai. Segundo ele, o nome do leilão traduz muito mais do que uma referência ao campo, é um resgate emocional da infância.

“Cheiro de terra é minha infância, minha essência.” disse o cantor.

A primeira bezerrinha e a simplicidade da roça

Durante a conversa, Zé Neto relembrou o momento que considera um dos mais marcantes da vida no campo: a compra de sua primeira bezerrinha. Um marco que veio após anos ajudando o pai com a lida simples da roça.

“Eu lembro até hoje. Depois de muito tempo buscando lavagem com meu pai, tratando de porco, morando no sítio… Quando eu comprei minha primeira bezerrinha, foi marcante demais”, afirmou.

Para ele, o que realmente importa não é o que se tem, mas quem se é.

“O que te faz feliz não é o ter, é o ser. Essa é a essência que a gente traz da nossa bagagem, da roça, do sítio, do campo.”

Família como base de tudo

Zé Neto também fez questão de destacar a importância dos pais na formação de seus valores e na conexão com a vida rural.

“Meu pai e minha mãe, com certeza, foram os doutrinadores da minha vida no campo. Me ensinaram honestidade, dignidade e, acima de tudo, simplicidade.”

Destaques do leilão e presença de convidados

O Leilão Cheiro de Terra reuniu animais com genética de ponta, fêmeas doadoras e reprodutores selecionados. A transmissão levou aos lares de todo o Brasil um evento que uniu técnica, emoção e uma forte ligação com as raízes do campo.

Com a estreia do Nelore JOY no cenário dos grandes leilões, Zé Neto reforça o elo entre a cultura sertaneja e a pecuária. O cantor já havia declarado, em outras ocasiões, que estar no campo é uma forma de se reconectar com o que realmente importa.

Confira o faturamento do leilão na matéria do Lance Rural.



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Vigilância sanitária em MS: tecnologia da Iagro garante excelência na pecuária


Pecuaristas, a excelência na defesa sanitária de um estado passa diretamente pela sua capacidade de inovar e usar a tecnologia a seu favor. Em um dos maiores polos pecuários do Brasil, o estado de Mato Grosso do Sul, a IAGRO, Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal, é referência em inovação e estratégias de saúde única no país, tendo alcançado nota máxima na avaliação do Ministério da Agricultura. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Durante a Dinapec 2025, em Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul, Cristiano Moreira, porta-voz da IAGRO, explicou o trabalho da agência.

Ele destacou que, em um mundo com excesso de informação, é preciso otimizar os recursos com a digitalização para atuar de forma mais efetiva.

Digitalização e transparência de dados

A IAGRO deu um salto significativo nos últimos anos, investindo pesadamente na digitalização e informatização de seus processos de defesa sanitária.

Um dos frutos desse trabalho é um sistema informatizado que permite que produtores, investidores e pesquisadores tenham acesso livre a dados valiosos sobre a pecuária sul-mato-grossense.

O painel da pecuária do estado de Mato Grosso do Sul, disponível no site da IAGRO, possibilita a pesquisa sobre:

  • Rebanho total: E sua distribuição por todo o estado, com dados como a concentração de 22% do gado no Pantanal.
  • Fluxo de abate: Onde o gado é abatido, não só bovinos, mas todas as espécies de interesse pecuário.
  • Movimentação: A maior movimentação no Pantanal, por exemplo, é a de gado de cria que sai da região para a engorda no Planalto, o que permite o acompanhamento detalhado de toda a cadeia.

Esse trabalho com dados é fundamental para a agência, que tem o dever de transmitir informações importantes para o produtor rural, auxiliando na tomada de decisões estratégicas.

Sanidade animal: o legado pós-febre aftosa

Foto: Wenderson Araujo/CNA

Após a suspensão da vacinação contra a febre aftosa, o estado de Mato Grosso do Sul manteve a vigilância sanitária e a atualização cadastral do rebanho em maio e novembro (meses das antigas campanhas de vacinação).

Cristiano Moreira ressalta que o produtor deve continuar realizando esses manejos, que incluem a contagem do rebanho, a vermifugação e a vacinação contra outras doenças como carbúnculo e raiva.

“A febre aftosa está nos holofotes, mas amanhã pode ser brucelose ou tuberculose. Você tem que ter o controle sanitário como um todo”, alerta Moreira.

O estado, que sentiu na pele os problemas causados pela febre aftosa em 2005, aprendeu e evoluiu. Hoje, Mato Grosso do Sul tem uma das maiores notas do país no programa de avaliação do Ministério da Agricultura (Quali SV), um reflexo do trabalho conjunto da IAGRO com os produtores.

O status de livre de febre aftosa sem vacinação abre novos mercados que pagam mais pela carne, agregando valor a toda a cadeia.

Sustentabilidade e rastreabilidade: o futuro da pecuária

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Foto: Divulgação

Para atender às exigências dos novos mercados, a IAGRO destaca que o tripé da pecuária moderna é composto pela sustentabilidade e pela rastreabilidade.

“Nós produzimos muito, produzimos muito bem, mas precisamos provar que nossa pecuária é sustentável para poder atingir todas as metas da COP 30”, afirmou Moreira.

A agência mostra como a tecnologia, a vigilância sanitária e o comprometimento dos produtores são a chave para a excelência e a competitividade da pecuária do estado de Mato Grosso do Sul no cenário nacional e global, alinhando produtividade com responsabilidade ambiental e social, e garantindo um futuro próspero para o setor.



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Trump ataca o agro do Brasil


Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, realiza o mais agressivo ataque mundial a um clássico aliado dos EUA, o Brasil. Esse ataque tem cinco focos de “fogo”: ideológico político; comercial; estratégia geopolítica; protecionista do seu agro; e, obviamente, “egológico”.

Sobre o ponto que pega no nosso agronegócio, sem dúvida que o desenvolvimento surpreendente para o próprio Estados Unidos do crescimento do agro tropical brasileiro nos últimos 50 anos incomoda. Assusta e 12% da carne bovina brasileira vai para os Estados Unidos, os cortes “dianteiros” maravilhosos para a indústria frigorífica dos Estados Unidos produzirem espetaculares hambúrgueres, usufruindo de um fornecedor de qualidade assegurada, e com 20% a menos de custos. E criamos aqui o “boi China”.

Ultrapassamos os Estados Unidos na soja, e iremos “explodir”, no bom sentido, no milho com etanol no biocombustível, onde devemos comemorar agosto como o mês onde estamos aumentando a mistura do etanol na gasolina de 27% para 30% e o biodiesel no diesel de 14% para 15%. Parabéns.

No setor da cana-de-açúcar, além do açúcar, agora desejado por Trump na fórmula da Coca Cola, do etanol e do biometano, da cogeração elétrica e dos desenvolvimentos inovadores e genéticos como podemos constatar das pesquisas do CTC. Ganhamos no algodão.

No café, onde para cada US$ 1 os Estados Unidos agregam US$ 43, substituir o café brasileiro com qualidade e originação única, sem dúvida, trará o setor industrial, de serviços, das cafeterias americanas e na exportação para o mundo contrários a essa descomunal e insana tarifa.

Portanto qual o motivo além da “egolatria” própria para esse ataque, o pior do mundo feito ao Brasil? Ideológico? Muito além disso, essa farra de “bullyings” nesse instante significa desviar atenção, colocar foco num país 15 vezes menor na sua economia comparada aos Estados Unidos, porém o único com potência agroalimentar, energética e líder agroambiental do planeta terra. O único país que pode triplicar de tamanho com seu talento técnico científico, cooperativista e empreendedor no sucesso na faixa do cinturão tropical do mundo entre os trópicos de Câncer e Capricórnio.

Não tenha medo do Brasil, Mr. Trump. Somos amigos, assim como na Segunda Guerra Mundial. Walt Disney esteve no Brasil em 1941 e criou um personagem para o cinema, no filme “Alô amigos”: o Zé Carioca, um grande aliado e amigo do Donald, “o pato”. Então: “Donald, why are you doing this to me? We are friends!”.

Do A do abacate ao Z do zebu, Brasil a potência tropical mundial acima de “Trump’s”.

José TejonJosé Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mandioca tem queda de preço e perda de ramas



Clima prejudica manivas e pressiona produtores




Foto: Agrolink

A cultura da mandioca enfrenta dificuldades em diversas regiões do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (31) pela Emater/RS-Ascar, os produtores da região de Santa Rosa cultivaram mais de 6 mil hectares, com produção destinada ao consumo humano, transformação em polvilho e, em períodos de escassez de forrageiras, alimentação animal. A produtividade média é de 15.417 kg/ha, e a qualidade do produto é considerada satisfatória. No entanto, as fortes geadas podem comprometer a disponibilidade de material propagativo, especialmente para os produtores que não conseguiram armazenar as manivas em locais protegidos. O preço médio pago ao produtor caiu, sendo comercializado a R$ 4,00 por quilo de raiz in natura e R$ 7,00 por quilo industrializado.

Na região de Soledade, o frio e as geadas afetaram as manivas, e a procura pelo material aumentou. Muitos agricultores passaram a adquirir ramas de outros estados para garantir o próximo ciclo de plantio. Em municípios como Venâncio Aires e Mato Leitão, inicia-se o preparo do solo para o cultivo em agosto.

Em São José do Hortêncio, na região de Lajeado, os produtores mantêm a rotina de manutenção das lavouras. Houve aumento na busca por legalização da produção de mandioca descascada e congelada. Segundo os técnicos da Emater/RS-Ascar, essa mudança reflete o interesse do consumidor por produtos mais práticos e representa uma oportunidade de agregação de valor. Apesar disso, a comercialização tem enfrentado dificuldades com a baixa demanda na Ceasa, o que tem pressionado os preços para baixo. Cerca de 70% da área total já foi colhida, e o preço da caixa de 20 quilos varia entre R$ 20,00 e R$ 25,00 ao produtor.

Em Cruzeiro do Sul, a colheita se aproxima do fim. A produtividade gira em torno de 15 toneladas por hectare, com boa sanidade das raízes. Os preços pagos ao produtor variam entre R$ 15,00 e R$ 20,00 pela caixa de 20 quilos. As geadas também afetaram a disponibilidade de ramas para propagação, o que poderá dificultar o reinício do cultivo previsto para agosto.





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Haddad afirma que há espaço para parceria com os EUA



Ao comentar sobre a atualização de tarifas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (1º) que o governo busca cooperação com os Estados Unidos e que há muito espaço para parcerias entre os países.

“É sobre isso que temos que jogar luz. Mostrar pra eles que não tem essa do Brasil cair no colo de A, B ou C. O Brasil é grande demais. Podemos realmente estreitar os laços de cooperação, desde que seja bom para os dois lados. E há muito espaço para isso. O Brasil, obviamente, concorre com os Estados Unidos em alguns aspectos, sobretudo na produção de grãos, carne e uma série de coisas que eles produzem tanto quanto nós. Mas há muitas complementaridades também.”

“Vamos fazer um esforço junto aos Estados Unidos pra mostrar que tem muito espaço para cooperação. Eles têm participado pouco de licitações no Brasil. Nossa infraestrutura está crescendo como há muito tempo não se vê. Se você pegar os indicadores de investimento em infraestrutura, eles são robustos. É isso que está segurando emprego, segurando renda.

Então por que eles não podem participar mais da nossa economia? Estamos abertos. Não tem problema”, completou Haddad.

Plano de contingência

De acordo com o ministro, o governo brasileiro ainda trabalha nos detalhes de um plano de contingência voltado para setores afetados pelo tarifaço norte-americano. O pacote, segundo ele, pode ser anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva já na próxima semana.

“Do nosso lado aqui, junto com o vice-presidente Geraldo Alckmin, estamos encaminhando para o Palácio do Planalto as primeiras medidas já formatadas para que o presidente julgue a oportunidade e a conveniência de soltá-las. Mas, a partir da semana que vem, já vamos poder, a julgar pela decisão do presidente, tomar as medidas de proteção da indústria e da agricultura nacionais.”

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“Vamos continuar prosperando, pelo Itamaraty, junto aos canais competentes para atenuar esses efeitos e fazer chegar às autoridades norte-americanas que efetivamente há muita desinformação a respeito do funcionamento da democracia brasileira.”

Calibrando números

Ainda segundo Haddad, o governo está “calibrando os números” junto a sindicatos de trabalhadores, sindicatos patronais e a própria Casa Civil. “Estamos calibrando os números. Por exemplo, o volume de recursos necessários pra socorrer empresas afetadas em um primeiro momento. Algumas não vão reivindicar uma ajuda adicional porque têm condição de redirecionar a sua produção e estão buscando outros mercados – inclusive mercado interno, que está aquecido”.

“A demanda por produtos alimentares está crescendo no Brasil, a renda está crescendo no Brasil, o desemprego está na mínima histórica. Então, você tem aqui no mercado doméstico uma opção. Vou receber, pra citar um exemplo, o governador do Ceará, que está vindo aqui à tarde. Ele quer um apoio de produtos, gêneros alimentícios, para a merenda do estado. Pelo que eu entendi, ele vai nos apresentar uma pequena mudança legislativa que seria necessária, na opinião dele, para fazer da maneira como ele pretende, de forma acelerada e para dar respaldo jurídico para as decisões que ele quer tomar.”

Questionado se o plano de contingência desenhado pelo governo será custeado com recursos fora da meta fiscal, o ministro disse que essa “não é nossa demanda inicial”.

“Nossa proposta, que está sendo encaminhada, não vai exigir isso – embora tenha havido, da parte do Tribunal de Contas da União, a compreensão de que [poderia ser feito] se fosse necessário. Mas não é nossa demanda inicial. Entendemos que conseguimos operar dentro do marco fiscal sem nenhum tipo de alteração.”



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Morango fresco e sucos naturais impulsionam venda em Piracaia


Com cerca de 150 mil pés de morangos cultivados, a propriedade do produtor rural Diego Amaral se tornou referência na produção da fruta no interior de São Paulo. Atendendo a mercados, hortifrutis, varejões e revendedores, a fazenda colhe morangos frescos todos os dias para garantir frescor nas prateleiras e na mesa dos consumidores.

“Nosso foco é colher e entregar morango fresco diariamente. Chega do campo direto para o consumidor”, afirma Diego, que atua diretamente na produção há 12 anos, mas já soma 35 anos de história familiar no setor.

Atualmente, além de atender ao interior de São Paulo, Diego envia morangos para Manaus, Maranhão e outras regiões do Brasil. Os planos de exportação já estão em andamento, ampliando ainda mais o alcance da produção.

Nos últimos tempos, o famoso Morango do Amor virou um verdadeiro fenômeno. Diego conta que, quando essa tendência começou a circular nas redes sociais, as vendas praticamente dobraram, ultrapassando até datas fortes como Natal e Ano Novo.

“O que mais surpreende é o trabalho das doceiras. Elas usam bastante morango pra fazer o morango do amor, o que impulsiona as vendas e movimenta o nosso mercado local.”

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Qualidade, técnica e apoio do Sebrae

Além do cuidado com o cultivo, Diego aposta na qualidade e no frescor como diferencial. “A gente colhe o morango no ponto certo, lava e já transforma no morango do amor. Tudo é feito na hora e com muito critério”, afirma.

Ao longo dos anos, a família também buscou capacitação e orientação técnica. “Participamos de vários treinamentos e sempre contamos bastante com o respaldo importante do Sebrae”, conclui Diego.



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