domingo, maio 10, 2026

Autor: Redação

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Governo autorizará estados a comprar alimentos afetados por tarifaço



O governo federal está disposto a alterar a legislação para que governos locais comprem alimentos que deixarem de ser exportados aos Estados Unidos para compor a merenda escolar, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Ele se reuniu nesta sexta-feira (1º) com o governador do Ceará, Elmano de Freitas, que apresentou a sugestão de que o estado nordestino compre peixes e frutas, afetados pela tarifa de 50%.

“O governador [Elmano] apresentou um plano mais amplo, não só para a merenda escolar. Ele apresentou um plano mais amplo. Essas compras seriam feitas pelo Executivo estadual, mas dependem de uma lei federal, de uma autorização federal. Ele está mandando a sugestão de redação, nós vamos processar”, declarou Haddad na saída do Ministério da Fazenda.

Mais cedo, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse que o governo está aberto a comprar alimentos de setores afetados pelo tarifaço e distribuí-los às escolas públicas, reforçando a merenda escolar ou o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A medida faria parte do plano de contingência em discussão no governo.

A mudança na legislação, que pode ocorrer por meio de medida provisória ou projeto de lei, é necessária porque exigiria mudanças na regulação de compras governamentais. Em vez de seguir a lógica tradicional, com pregões eletrônicos pelo menor preço, com margem de preferência para produtos nacionais e cota de pelo menos 30% para produtos da agricultura familiar (no caso do PAA), as compras passariam a beneficiar exportadores.



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Novo aplicativo facilita consulta técnica sobre integração lavoura-pecuária-floresta



Está disponível para acesso gratuito nas plataformas Apple Store e Google Play o aplicativo móvel Responde ILPF, da Embrapa. A ferramenta foi desenvolvida para facilitar a consulta a informações técnicas sobre os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

O app apresenta uma interface intuitiva, na forma de perguntas e respostas, e fornece orientações que vão desde os fundamentos e benefícios dos sistemas integrados até instruções práticas para sua implementação no campo, incluindo também recomendações adaptadas a diferentes regiões e tipos de produção.

Oferecido pela Rede ILPF, o aplicativo utiliza como fonte de informações a publicação “Integração lavoura-pecuária-floresta: o produtor pergunta, a Embrapa responde”, da Coleção 500 Perguntas, 500 Respostas.

“Com informações técnicas confiáveis e de fácil acesso, o app vem para auxiliar no planejamento e na gestão sustentável das propriedades agrícolas que já trabalham ou estão dando arranque à estratégia de ILPF. Também auxilia na capacitação de técnicos e produtores rurais, democratizando o conhecimento sobre sistemas integrados”, ressalta Francisco Matturro, presidente-executivo da Rede ILPF.

A novidade é resultado do projeto “Plataforma Web ILPF digital: sistema de informação para o fomento de sistemas ILPF”, coordenado pela Embrapa Meio Ambiente em parceria com a Embrapa Agricultura Digital e apoio da Rede ILPF.

Assim, visa ampliar o acesso qualificado ao conhecimento sobre essa estratégia de uso da terra, considerada essencial para a agricultura sustentável no Brasil. A iniciativa vem sendo estruturada por meio da Câmara Temática de Agricultura Digital, a qual tem induzido a transformação digital da Rede ILPF.

Público-alvo do aplicativo

Para o pesquisador Ladislau Skorupa, da Embrapa Meio Ambiente, o aplicativo móvel representa uma alternativa prática para quem busca informações confiáveis.

“Embora haja muitos materiais disponíveis sobre ILPF, o app concentra o que é mais relevante, com acesso direto e gratuito via celular”, afirma. O público-alvo inclui produtores rurais, consultores, técnicos, estudantes e empreendedores do setor agropecuário.

Segundo Maturro, a iniciativa aproxima a pesquisa do campo, fortalecendo a agricultura sustentável no Brasil. “Sua importância se destaca na disseminação de boas práticas, na democratização da inclusão digital, incentivando a adoção da ILPF como modelo de produção eficiente, ecologicamente equilibrado e que gera emprego e renda, e consequentemente desenvolvimento socioeconômico”, completa.

Nova tecnologia

O funcionamento do aplicativo Responde ILPF está baseado numa tecnologia lançada pela Embrapa neste ano: a API Responde Agro. Glauber José Vaz, da Embrapa Agricultura Digital e responsável pela API, explica que ela permite o desenvolvimento de mecanismos de busca personalizados para o conteúdo da Coleção 500 Perguntas 500 Respostas, cujas obras são elaboradas a partir de questões formuladas por produtores e respondidas pelos pesquisadores.

A integração dessas informações com os sistemas web ou aplicativos acontece por meio de uma Interface de Programação de Aplicações, ou API, na sigla em inglês. A Plataforma Ater+ Digital é outro exemplo de ferramenta disponível ao público que também utiliza a API Responde Agro.

Desenvolvedores, empresas de tecnologia, startups, instituições públicas e privadas que queiram utilizar a ferramenta em suas próprias soluções digitais podem acessar a API Responde Agro por meio da Plataforma AgroAPI, que reúne também APIs com dados e modelos diversos gerados pela Embrapa de interesse do mercado de tecnologia voltado à agropecuária.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Ministério da Agricultura e Pecuária publica portaria que define o preço mínimo do algodão


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, na manhã desta quarta-feira, 09/07, no Diário Oficial da União, a portaria que define os preços mínimos do algodão para a safra 2025/2026.

Contrariando as expectativas do setor algodoeiro, os valores divulgados permaneceram inalterados em relação à safra anterior, mantendo-se em R$ 114,58 por arroba da pluma. Também não houve alteração nos preços do algodão em caroço (R$ 45,83 por arroba) e do caroço de algodão (R$ 6,73 por arroba).

Abrapa e Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Algodão e Derivados

Em carta enviada ao ministro Carlos Fávaro, do Mapa, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Algodão e Derivados, Gustavo Piccoli, sugeriu o reajuste do preço mínimo da pluma para R$ 125,00 por arroba, um aumento de apenas 9,1% em relação ao valor atual.

A justificativa apresentada por Piccoli levou em conta, entre outros fatores, o aumento dos custos com insumos agrícolas, como fertilizantes, além do preço dos combustíveis. No entanto, o pleito não foi atendido pela área econômica do governo federal.

Na carta, Piccoli também apontou que a elevação do salário-mínimo, o aumento no custo da energia elétrica e a desvalorização do real contribuíram significativamente para o encarecimento da produção algodoeira.

“A atual conjuntura global levou à queda nos preços do algodão e ao retorno da alta nos preços de matérias-primas essenciais à produção nacional. O reflexo tem sido sentido pelos produtores na elevação dos custos de produção, o que exige mais capital para o financiamento da safra e amplia o risco da atividade”, justificou o presidente.

Cenário econômico para o produtor

No mercado interno, o aumento dos juros nas linhas de crédito do Plano Safra 2025/2026 limita o acesso dos produtores à modernização de equipamentos, à expansão de áreas irrigadas e à adoção de inovações tecnológicas — aspectos fundamentais para o desenvolvimento da cotonicultura.

Outros fatores também contribuem para o cenário de insegurança do setor, como o possível aumento do IOF e a taxação da LCA, o que demanda maior cautela por parte dos produtores na hora de investir.

A dependência da importação de fertilizantes tende a encarecer ainda mais os custos de produção, especialmente em contextos de conflitos geopolíticos que impactam diretamente a cotonicultura brasileira. Atualmente, os fertilizantes representam, em média, 17% do custo operacional efetivo da produção de algodão.

No cenário internacional, a disputa tarifária entre China e Estados Unidos é apontada como o principal fator de instabilidade no mercado algodoeiro. O setor é volátil e altamente sensível a condições climáticas e geopolíticas. Apesar da liderança brasileira nas exportações, as cotações da pluma apresentam viés de queda, o que pode comprometer o ritmo de desenvolvimento da atividade.





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O que você considera mais desafiador para investir no agroturismo?


O agroturismo tem se mostrado uma alternativa viável para diversificar a renda no campo. Mas, afinal, o que mais impede os produtores de investir nesse caminho?

Na interatividade da semana, perguntamos: O que você considera mais desafiador para investir no agroturismo? A pesquisa mostrou que 68% apontam a falta de recursos para infraestrutura como o maior desafio. Outros 17% citaram a dificuldade em divulgar e 15% têm medo de que o turismo atrapalhe a produção.

Apesar do resultado, o consultor de negócios do Sebrae/SP, Bruno Santos vê a questão por outro ângulo. 

“Apesar dos 68% por participantes optarem este o maior desafio, minha vivência no campo, após atender inúmeros micro e pequenos produtores rurais, posso afirmar: não é a falta de dinheiro ou estrutura o que trava o início no agroturismo e sim a forma como se enxerga o turismo rural e o que o turista realmente procura.”

Segundo ele, muitos acreditam que precisam investir alto em reformas e acomodações. Mas o que encanta o visitante está nas experiências simples e autênticas.

“O café passado na hora, o queijo artesanal com história, a conversa na varanda, a trilha no mato, tratar os animais, colher e comer na hora ou levar para casa, participar da colheita do café e aprender sobre todo o processo até o café na xícara, entre outros… tudo isso tem valor.”

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Além disso, para Bruno, tudo começa quando o produtor reconhece esse valor e organiza com cuidado o que já existe. A partir daí, a divulgação se torna essencial para atrair visitantes. “O que mais trava o agroturismo hoje não é a experiência em si, é a dificuldade de se tornar visível.”

Mostrar o dia a dia nas redes, firmar parcerias locais e contar a própria história ajudam a transformar até propriedades distantes em destinos procurados. “Com um celular na mão e vontade de aprender, qualquer produtor pode transformar a vivência rural em um destino desejado”, afirma Bruno.

Sobre o receio de que o turismo atrapalhe a produção, o consultor garante que é possível equilibrar as duas atividades. “O turismo bem planejado não só respeita a produção ele enobrece.”

Conclusão

O agroturismo não começa com obras ou investimentos altos começa com uma mudança de mentalidade. Acreditar no valor do que já se tem, saber contar essa história com verdade e planejar com cuidado são os primeiros passos para transformar qualquer propriedade rural em um destino de experiências.



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Nabo forrageiro se destaca como aliado da agricultura sustentável



Uma das principais vantagens do nabo forrageiro está na sua rápida decomposição



Uma das principais vantagens do nabo forrageiro está na sua rápida decomposição
Uma das principais vantagens do nabo forrageiro está na sua rápida decomposição – Foto: AgrolinkFito

O nabo forrageiro (Raphanus sativus L.) tem se consolidado como uma planta multifuncional de grande valor na agricultura moderna. Segundo a engenheira agrônoma Alessandra Gomes de Melo, a espécie é amplamente empregada como adubo verde, cobertura de solo e até mesmo como fonte de alimentação animal, desempenhando papel estratégico no manejo sustentável das lavouras.

Uma das principais vantagens do nabo forrageiro está na sua rápida decomposição, que contribui para a liberação eficiente de nutrientes no solo, promovendo sua fertilidade. Além disso, ao formar uma densa cobertura vegetal, a planta suprime o crescimento de ervas daninhas, reduzindo a dependência de herbicidas e colaborando para um sistema de produção mais limpo.

No aspecto da conservação do solo, sua cobertura ajuda a proteger contra processos erosivos, melhorando a estrutura física e biológica do solo. Essa função é especialmente útil em sistemas de plantio direto, nos quais o nabo forrageiro atua como importante componente da rotação de culturas.

Além dos benefícios agronômicos, o nabo forrageiro também serve como recurso forrageiro para o gado, podendo ser consumido tanto in natura, na forma de pastagem, quanto ensilado. Sua versatilidade reforça sua importância nas propriedades rurais, contribuindo para a integração lavoura-pecuária e para a sustentabilidade do sistema produtivo.

“Nabo forrageiro é amplamente utilizado como adubo verde devido à sua rápida decomposição e liberação de nutrientes para o solo. O Nabo forrageiro pode ser utilizado como forragem para o gado, podendo ser em forma de pastagem, quanto ensilado”, conclui.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Paraná pode registrar a maior safra de milho da história



Clima não impede safra recorde




Foto: Pixabay

A colheita da segunda safra de milho no Paraná superou 64% da área plantada, que totaliza 2,77 milhões de hectares, segundo informações do Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (31) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Apesar dos impactos climáticos adversos, como estiagem, geadas, ondas de calor e, em menor escala, a presença de pragas como percevejos e cigarrinhas, a produtividade das áreas com boas condições superou as expectativas. De acordo com o Deral, “a produção total alcançou 17,06 milhões de toneladas”, número superior à estimativa inicial de 16,8 milhões de toneladas.

O boletim aponta que, mesmo com a previsão de menor rendimento das lavouras remanescentes no norte do estado, já é possível afirmar que esta é a maior safra da história do Paraná tanto em volume quanto em área cultivada.





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“Não há mais margem”: setor agrícola exige uma solução definitiva para o…


O Comitê de Ligação, que inclui a Sociedade Rural Argentina (SRA), a Coninagro, as Confederações Rurais Argentinas (CRA) e a Federação Agrária, pediu ao Governo regras claras e previsibilidade

Esta terça-feira, 1º de julho, marca o fim do decreto que estabeleceu uma redução temporária nas alíquotas do Imposto de Exportação (DEX) para soja e milho, entre outras culturas. A medida, implementada pelo governo de Javier Milei em 27 de janeiro, foi um dos primeiros gestos em direção ao setor agrícola, mas apenas provisória. A redução temporária havia reduzido o imposto retido na fonte sobre a soja de 33% para 26% e sobre o milho de 12% para 9,5%. Apenas as alíquotas reduzidas para trigo e cevada foram adiadas para 31 de março de 2026.

Nesse contexto, que mudará amanhã, o retorno à estrutura tributária anterior reacendeu as críticas do campo. Em nota divulgada esta manhã, o Comitê de Ligação de Entidades Agrícolas (CEEA), que reúne as quatro principais organizações rurais do país, pediu ao governo que avance no sentido da eliminação dos impostos retidos na fonte. Os líderes das organizações são Nicolás Pino (Sociedade Rural Argentina), Andrea Sarnari (Federação Agrária Argentina), Lucas Magnano (Coninagro) e Carlos Castagnani (Confederações Rurais Argentinas).

“Há meses e anos, reivindicamos medidas urgentes e definitivas para enfrentar os graves problemas de competitividade que o setor enfrenta. Temos feito isso institucionalmente, em todas as reuniões com legisladores, autoridades do Poder Executivo Nacional e governos provinciais. E continuaremos a fazê-lo com responsabilidade e firmeza”, enfatizaram.

“O principal desafio à validade dos Direitos de Exportação, além das alíquotas, é que eles são um imposto distorcido, anacrônico e prejudicial que gerou um inevitável atraso social, tecnológico e produtivo, apesar dos esforços isolados de produtores e outros elos da cadeia para sustentar a produção e as raízes rurais”, acrescentou o Comitê de Ligação. Segundo as organizações, esse imposto impediu a Argentina de aproveitar “oportunidades imbatíveis de investimento e desenvolvimento federal”.

Durante os cinco meses em que a redução vigorou, o governo buscou estimular as vendas e acelerar a liquidação de moeda estrangeira. Segundo analistas do setor, a entrada de moeda estrangeira proveniente das exportações agrícolas em junho pode atingir o recorde de US$ 7,4 bilhões.

Além disso, o Instituto de Estudos Econômicos da Sociedade Rural Argentina (SRA) estimou que o setor se beneficiou, durante os cinco meses em que a medida esteve em vigor, em US$ 544 milhões, dos quais 81% vieram da soja. Segundo a organização, o alívio fiscal impulsionou as vendas.

Analistas do mercado de grãos já alertaram que, embora o setor tenha respondido com aumento nas vendas durante toda a vigência da medida, esse ritmo não se sustentará com essa nova realidade.

No entanto, os trabalhadores agrícolas sustentaram que o impacto da medida foi limitado devido à sua natureza temporária. “A carga tributária sufocante, injusta e desigual prejudica a competitividade do setor em todas as províncias onde a cadeia agroindustrial define desenvolvimento, emprego e qualidade de vida”, afirmou o Comitê de Ligação.

“Não há mais espaço para medidas discricionárias de curto prazo, que só aumentam a incerteza e a ansiedade. O campo argentino precisa de regras claras, previsibilidade e uma Argentina sem restrições”, concluíram.





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AgroNewsPolítica & Agro

Estiagem afeta pastos e eleva custos para produtores



Preços reagem após queda em julho




Foto: Divulgação

O mercado pecuário registrou uma melhora no ritmo das negociações nos últimos dias, com os preços do boi gordo começando a se estabilizar e até apresentar ligeiras valorizações. A movimentação mais intensa reflete uma mudança no comportamento dos pecuaristas, que passaram a reter os animais diante das quedas registradas anteriormente.

Segundo informações divulgadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), após sucessivas baixas durante boa parte de julho, muitos produtores passaram a adotar uma postura mais cautelosa na comercialização, reduzindo a oferta em algumas regiões. Esse cenário contribuiu para uma recuperação nas cotações da arroba, além de estimular pequenos reajustes no atacado. Em São Paulo, por exemplo, os valores dos cortes com osso apresentaram alta, algo que não era observado desde 18 de junho.

Os pesquisadores do Cepea alertam, no entanto, que o período entre agosto e setembro é especialmente desafiador para o manejo das pastagens no Brasil. A queda na qualidade e disponibilidade do pasto obriga os pecuaristas a investirem na suplementação alimentar do rebanho, mesmo quando o abate não é uma prioridade imediata. Essa estratégia eleva os custos de produção e, neste ano, tem ocorrido em um contexto de preços de venda ainda inferiores aos praticados no primeiro semestre.

O cenário indica que o equilíbrio entre oferta e demanda continua sendo o principal fator de influência nos preços, enquanto os custos de manutenção seguem pressionando as margens do produtor. A expectativa agora recai sobre a capacidade de sustentação desse movimento de valorização nas próximas semanas.





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Produtividade de soja da centenária Frísia aumenta em quase 10% na safra 2024/2025


Presente nos estados do Paraná, onde está a matriz, e no Tocantins, cooperativa conquistou resultado positivo com investimento em pesquisa e tecnologia, que se somou às condições climáticas favoráveis

A produção de soja dos cooperados da Frísia na safra 2024/2025 alcançou 4.450 kg e 3.800 kg por hectare nos estados do Paraná e do Tocantins, respectivamente. O resultado é cerca de 10% superior comparado com a safra passada. Com 100 anos de história, completados em 2025, e quase uma década no Tocantins, a Frísia é a mais antiga cooperativa de produção do Paraná e a segunda do Brasil, com cerca de 1,1 mil cooperados e 1,2 mil colaboradores.  

O presidente da Frísia, Geraldo Slob, afirma que o resultado da cooperativa se deve a um conjunto de ações que visa auxiliar o cooperado a otimizar seus recursos, reduzir seus custos e ampliar o potencial produtivo das áreas. “Esses números foram impulsionados pela tecnologia, pesquisa e condições climáticas favoráveis. Os dois primeiros fatores podemos controlar, já que investimos constantemente em inovação. Temos um corpo técnico com alta capacidade que se soma ao trabalho eficiente da Fundação ABC, nossa parceira e referência em pesquisa no Brasil”, destaca Slob.

A cooperativa investiu recentemente R$ 53,7 milhões em melhorias em unidades dos dois estados, como um novo escritório de insumos em Carambeí (PR), barracões climatizados nas Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS) em Ponta Grossa (PR) e Tibagi (PR) e obras nos armazéns e secadores de grãos em Paraíso do Tocantins e Dois Irmãos do Tocantins. 

Em 2024, a Frísia faturou R$ 5,79 bilhões, produzindo 362,2 milhões de litros de leite; 826,8 mil toneladas de grãos; 93 mil toneladas de produção florestal; e 27,9 mil toneladas de carne suína. A cooperativa tem 12 unidades no Paraná e duas no Tocantins.

100 anos

Com foco no centenário da cooperativa, em 2020, a Frísia lançou o planejamento estratégico “Rumo aos 100 anos”,  que estruturou um mapa de ações que norteou a cooperativa. Já em 2024, foi promovido um concurso fotográfico entre cooperados e colaboradores para celebrar o século da cooperativa. Para este ano, diversas atividades estão programadas. Em fevereiro, aconteceu o lançamento do livro “Histórias que contam a história”. A obra é composta por 100 crônicas que contam os momentos importantes, inspiradores e fundamentais da história da Frísia. Foi inaugurada ainda a “Galeria dos Presidentes”, para eternizar os diretores-presidentes dos Conselhos de Administração ao longo dos 100 anos, e levadas exposições até os entrepostos. 

As comemorações continuam ao longo dos próximos meses. Entre elas estão uma exposição no Palácio Iguaçu – sede do governo do Paraná; o Dia da Família para colaboradores e cooperados e suas famílias, além da realização da ‘Corrida e Caminhada 100 Anos Frísia’. O evento esportivo acontece no dia 24 de agosto, com pontos de largada e chegada no Parque Histórico de Carambeí. As inscrições podem ser feitas neste link.

História

A trajetória da Cooperativa Frísia começou em 1911 quando as primeiras famílias holandesas se estabeleceram na região dos Campos Gerais, motivadas por um plano de colonização estabelecido pela Brazil Railway Company (empresa inglesa especializada na construção de linhas férreas), que vendia terrenos aos colonizadores, com um prazo de dez anos para pagar. 

O contrato de trabalho incluía uma casa, dois bois, um arado, seis vacas leiteiras, sementes e adubo. Coube a esses pioneiros, em 1925, uma das primeiras iniciativas de criar uma cooperativa de produção no Brasil, com sete sócios e uma produção leiteira de 700 litros por dia (atualmente, essa é a quantidade de leite registrada por minuto), produzindo manteiga e queijo que eram comercializados em Ponta Grossa, Castro, Curitiba e São Paulo. Isso só foi possível graças à união das quatro pequenas fábricas existentes, originando a Sociedade Cooperativa Hollandeza de Lacticínios.

Três anos depois, a sociedade deu origem à marca Batavo. A partir de 1943, com a chegada de novos imigrantes, o quadro social da cooperativa se expandiu, iniciando o processo de introdução da cultura mecanizada e aprimoramento genético na atividade pecuária, com a vinda dos primeiros gados puros da raça holandesa. Importados diretamente da Holanda, esse plantel bovino tornou a região referência em produtividade com qualidade.

Em 1954, surgiu a Cooperativa Central de Laticínios do Paraná Ltda. (CCLPL) e a marca Batavo foi incorporada à CCLPL para industrialização de produtos para o varejo. Já em 1997, a CCLPL transformou-se na Batávia S.A e, em 2007, foi totalmente incorporada por outra empresa do setor. No ano de 2011, a cooperativa retornou à industrialização, com a produção dos seus cooperados. Foi inaugurada a Central de Processamento de Leite Frísia. Em agosto de 2015, a Batavo Cooperativa Agroindustrial decide mudar sua denominação social para Frísia Cooperativa Agroindustrial. Em 2016, almejando novas fronteiras, a Frísia concretiza seu plano de expansão, inaugurando seu primeiro entreposto fora do estado de origem, localizado em Tocantins.





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Dependência de fertilizantes russos coloca o Brasil em alerta


As possíveis sanções secundárias impostas pela OTAN, com forte apoio dos Estados Unidos, podem desencadear uma nova crise para o agronegócio brasileiro. O cenário mais crítico prevê tarifas de até 100% sobre produtos russos e punições a países que mantêm relações comerciais com Moscou, incluindo o Brasil. A medida tem como objetivo aumentar a pressão sobre o governo de Vladimir Putin para cessar o conflito com a Ucrânia.

Segundo dados do Itaú BBA, o Brasil é altamente dependente da Rússia para o fornecimento de fertilizantes e combustíveis. Apenas esses dois produtos representam 84% do valor total das importações brasileiras vindas da Rússia. A possível imposição de barreiras comerciais pode gerar um forte impacto sobre os custos de produção agrícola, comprometendo a rentabilidade do setor.

Em 2024, o Brasil importou US$ 3,7 bilhões em fertilizantes da Rússia. A origem russa respondeu por 53% do map, 40% do Cloreto de potássio (KCl) e 20% da Ureia consumida internamente. Diante dessa dependência, a adoção de sanções implicaria custos adicionais imediatos e exigiria tempo e investimentos para a diversificação de fornecedores — como Canadá, Marrocos, Nigéria e países do Oriente Médio.

Além disso, as exportações brasileiras também correm risco. A Rússia é o destino de 27% do amendoim, 22% da ervilha e 11% do amido produzidos no Brasil. O mercado de amendoim é considerado o mais vulnerável, com poucas alternativas viáveis de redirecionamento da produção, o que pode agravar os prejuízos ao setor exportador.

Outro ponto de atenção é o trigo. Apesar de a Rússia ser o maior exportador global do cereal, apenas 11% das importações brasileiras vêm do país, sendo possível a substituição por trigo da Argentina ou Uruguai, que possuem boa disponibilidade na atual safra.

O relatório do Itaú BBA destaca que, embora haja planos para ampliar a produção interna de fertilizantes, essa é uma estratégia de longo prazo, que depende de infraestrutura, incentivos e segurança jurídica. No curto prazo, o agronegócio brasileiro segue exposto e pressionado, tanto pelo risco de sanções quanto pela volatilidade internacional.

O prazo estipulado pelos Estados Unidos para a implementação das medidas termina em 8 de agosto, tornando o cenário ainda mais incerto e volátil. Diante disso, produtores, exportadores e autoridades precisam intensificar o monitoramento e o diálogo diplomático para mitigar impactos e proteger a competitividade do agro nacional.





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