domingo, maio 10, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Pasto nativo tem queda na qualidade nutricional


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (31) apontou que as pastagens no Rio Grande do Sul seguem em recuperação parcial, com desempenho variado conforme a região e o tipo de forragem cultivada. A entidade informou que “nos campos nativos, houve redução da oferta de volumosos e perda de qualidade em razão do excesso de fibra e do baixo valor nutricional”. Por outro lado, áreas de campo nativo melhorado apresentam desenvolvimento suficiente para o pastejo.

Nas pastagens cultivadas, a semeadura tardia e as condições climáticas limitaram a oferta de forragem. No entanto, o avanço das temperaturas, maior luminosidade e o retorno da umidade ao solo vêm favorecendo gradualmente o crescimento das espécies de inverno, o que tem proporcionado melhor aproveitamento para os rebanhos.

Na região administrativa de Bagé, a Emater/RS-Ascar relatou que “as áreas de integração lavoura-pecuária foram utilizadas para pastejo em função de sua recuperação, favorecida pelas condições climáticas”. Em Caxias do Sul, o bom desenvolvimento das forrageiras permitiu o uso das áreas de trigo, aveia e azevém para alimentação dos animais.

Erechim também apresentou condições positivas. Conforme o boletim, “a umidade do solo e a maior incidência de luz solar beneficiaram o crescimento e a rebrota das pastagens hibernais”, resultando em melhor oferta de massa verde e lotação adequada nos piquetes.

Na região de Frederico Westphalen, as pastagens de inverno responderam bem à adubação química e ao uso de resíduos orgânicos, o que estimulou a rebrota. Já em Ijuí, o aumento da luminosidade e da temperatura impulsionou o crescimento das forrageiras anuais. Apesar das precipitações a partir de 23 de julho terem prejudicado a produção de feno e pré-secado, a rebrota foi favorecida pela retirada dos rebanhos das áreas mais degradadas.

Em Passo Fundo, a recuperação das pastagens foi descrita como gradual, embora limitada. As áreas destinadas à silagem de trigo e cevada seguem em desenvolvimento, com o trigo de duplo propósito ainda sendo utilizado para pastejo. Em Pelotas, os 89 milímetros de chuva acumulada e os dias ensolarados favoreceram a adubação e o rebrote das pastagens nativas, mas nas áreas cultivadas a oferta ainda é restrita.

Porto Alegre também registrou crescimento nas pastagens de inverno devido ao clima mais favorável, embora o campo nativo ainda não tenha apresentado recuperação significativa. Em Santa Maria, o crescimento das forrageiras avançou de forma lenta, com maior comprometimento nas áreas onde houve sobrepastejo ou falhas no manejo da lotação.

A região de Santa Rosa teve benefício direto da umidade do solo, com as áreas de trigo, aveia e azevém proporcionando bom suporte nutricional ao manejo animal. Em Soledade, a melhora na oferta das pastagens de inverno foi limitada pelo frio e umidade. A rebrota das áreas de aveia foi prejudicada pelo pastejo intenso, e o azevém ainda não alcançou o ponto ideal para uso.





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a fruta que virou paixão nacional


O morango virou tendência nos mercados, nas redes sociais e nas receitas caseiras. Por trás dessa febre vermelhinha, há o trabalho dedicado de famílias que transformaram o cultivo da fruta em estilo de vida.

Em uma propriedade em Paulistânia, a produção começou de forma simples e cresceu com apoio técnico e muita dedicação. “Nós produzimos morango há cinco anos. Tudo começou quando minha sogra fez um curso com uma vizinha e decidiu plantar. A família inteira embarcou na ideia”, conta a produtora Vanessa Rodrigues, que cultiva a fruta há cinco anos.

Cultivo familiar e sustentável, sem defensivos agrícolas

Vanessa e sua família na agricultura familiar | Foto: arquivo pessoal

O cultivo segue um processo cuidadoso e bem planejado. “Plantamos as matrizes em outubro. Lá para março ou abril, elas soltam centenas de mudas que replantamos uma a uma. Dá trabalho, mas vale a pena”, afirma Vanessa.

Mesmo sem o selo de produto orgânico, a produção é feita sem defensivos agrícolas. “A gente colhe o morango e já pode dar direto pra uma criança. É tudo natural. O gosto é totalmente diferente do mercado. Desde que começamos, nunca mais compramos uma bandeja.”

Clima instável, mas resistência no campo

Nos últimos anos, o calor excessivo tem dificultado o cultivo. “Precisamos do frio para a planta soltar mudas. Mas dezembro e janeiro estão cada vez mais quentes, e poucas matrizes sobrevivem.”

Apesar disso, a fruta mostra sua força. “Teve um ano que congelou tudo, até a água da mangueira. E o morango resistiu. Ele gosta mesmo é do frio.”

A venda é feita por delivery em Bauru, e a demanda é grande. “Quando tem morango, é uma loucura. As pessoas adoram, principalmente pra dar pras crianças. ”Além disso, a parceria com o Sebrae tem sido essencial. “Eles ajudam em tudo: cursos, dúvidas, gestão. Estão sempre ao nosso lado.”

No fim das contas, o sucesso do “morango do amor” não está no tamanho, está no sabor real da fruta de verdade.



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Financiamento para biocombustíveis mais que dobra e alcança R$ 11,7 bilhões desde 2023



    O Brasil vem intensificando sua aposta nos biocombustíveis como estratégia para descarbonizar a economia e impulsionar uma nova fase industrial. Entre janeiro de 2023 e junho de 2025, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) aprovaram R$ 11,7 bilhões em financiamentos para projetos ligados ao setor — valor que mais que dobra o montante liberado entre 2019 e 2022, que somou R$ 4,6 bilhões.

    O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destaca que o aumento expressivo no volume de crédito atende às diretrizes do governo federal para a expansão da produção de biocombustíveis.

    “O Brasil é referência mundial e o BNDES tem sido um parceiro estratégico para ampliar a fronteira tecnológica do setor e atrair novos mercados”, afirma Mercadante.

O presidente da Finep, Luiz Antonio Elias, reforça que o resultado demonstra o compromisso do governo federal e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com a transição energética.

Inovação tecnológica está no centro dos novos projetos

Os projetos apoiados destacam-se pelo caráter inovador, como o etanol de segunda geração, novas enzimas, sementes sintéticas de cana-de-açúcar e o uso da agave tequilana — planta adaptada para produção de etanol no Brasil.

Também estão entre os investimentos tecnologias avançadas para biometano e biodiesel, que elevam a produtividade e posicionam o Brasil na vanguarda global dos biocombustíveis.

Raízen e CMAA lideram grandes operações em biocombustíveis

Só em 2025, os financiamentos já somam R$ 2,2 bilhões. Entre os principais projetos aprovados estão:

  • CMAA (Minas Gerais): R$ 480 milhões para elevar em 85 milhões de litros/ano a produção de etanol;
  • Raízen Energia (Andradina, SP): R$ 1 bilhão para construção de uma unidade de Etanol Celulósico de Segunda Geração (E2G), com capacidade para até 82 milhões de litros/ano.



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Mercado lácteo goiano tem leve queda em julho



Preço do leite UHT sobe, mas cesta láctea recua




Foto: Pixabay

O Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano referente ao mês de julho foi divulgado nesta quinta-feira (1º/8) no site da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O documento, elaborado pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás, aponta oscilações distintas nos preços dos derivados de leite, após dois meses consecutivos de recuo generalizado.

Entre os produtos analisados, o leite UHT integral registrou o maior aumento, com valorização de 1,57% no mês. Na sequência, o queijo muçarela teve alta de 0,48%. A Câmara Técnica considera que “a elevação nesses itens sinaliza uma possível reversão de tendência e reforça a importância do monitoramento regular”.

Por outro lado, produtos como o leite em pó integral, leite condensado e creme a granel apresentaram retrações de 3,92%, 1,27% e 7,77%, respectivamente. A variação geral da cesta foi negativa em 1,05% em comparação ao mês anterior, dentro de um contexto descrito como de transição no mercado.





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México ultrapassa EUA e vira 2º maior comprador do Brasil



Em meio à diminuição da exportação de carne bovina para os Estados Unidos, o México tem se destacado como novo destino para o produto brasileiro. O volume de compras mexicanas aumentou 420% de janeiro a junho deste ano, de 3,1 mil para 16,1 mil toneladas.

Em números gerais, as exportações de carne bovina brasileira têm aumentado, e chegaram a 241 mil toneladas em junho, de acordo com os dados consolidados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor de vendas chegou a US$ 1,3 bilhão.

De acordo com dados preliminares de julho, a exportação de carne brasileira aumentou 56,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Foi um dos produtos de maior crescimento, e um dos responsáveis pelo aumento geral de 3% nas exportações do país.

Dentre os principais produtos de exportação para os Estados Unidos, a carne bovina foi uma das poucas que não entrou na lista de isenções à tarifa extra de 50%, imposta pelo presidente Donald Trump na quinta-feira (30).

Produtores afirmam que o tarifaço inviabiliza a venda de carne aos EUA. Desde o anúncio da tarifa extra, 30 mil toneladas do produto que seriam enviadas ao país norte-americano ficaram retidas, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

México e China aumentam compra de carne brasileira

A venda de carne brasileira para o México aumentou expressivamente no primeiro semestre de 2025, passando de US$ 15,5 milhões em janeiro para US$ 89,3 milhões em junho.

A China, responsável por quase metade das exportações brasileiras, também aumentou o volume de compras. Ao todo, foram 134,4 mil toneladas em junho, ou US$ 739,9 milhões. O crescimento em relação a janeiro foi de 64%.

Ao mesmo tempo, produtores viram as vendas para os Estados Unidos diminuírem expressivamente desde abril, quando Trump anunciou a imposição de tarifas de importação de 10% para todos os países.

Naquele mês, a venda de carne brasileira para o país tinha atingido o volume mais alto do ano. Foram 44,1 mil toneladas, totalizando US$ 229 milhões em exportações. Em junho, as vendas chegaram ao valor mais baixo de 2025. Foram 13,4 mil toneladas, representando US$ 75,3 milhões. A redução nesse período foi de 67%.



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Colheita em agosto revelará danos no trigo no Paraná



Deral estima produção menor após geadas




Foto: Divulgação

O Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (31) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), atualizou as projeções para a safra de trigo no Paraná. A estimativa de julho aponta uma área semeada de 833 mil hectares e uma produção esperada de 2,6 milhões de toneladas.

O Deral informou que “esse volume representa um reajuste em relação aos 2,7 milhões de toneladas previstos em junho”. A queda se deve, em parte, à revisão da área cultivada e, principalmente, aos efeitos da geada registrada no dia 25 de junho. De acordo com os analistas, a região Norte foi a mais impactada e pode registrar uma perda de 84 mil toneladas frente ao potencial de 880 mil toneladas. Os técnicos do Deral destacaram que “outras regiões também foram atingidas pontualmente, especialmente no caso de lavouras plantadas fora do zoneamento”.

A entidade observa que os números ainda estão sujeitos a alterações, uma vez que há incerteza sobre a extensão dos danos causados às plantas. “As primeiras áreas prejudicadas pelas geadas serão colhidas em meados de agosto, momento em que se terá maior clareza sobre os prejuízos”, indicou o boletim.

Apesar do novo período de frio registrado nesta semana, o Deral afirmou que não são esperados danos adicionais à cultura do trigo. “As temperaturas negativas foram registradas apenas na região de lavouras mais tardias”, avaliou a equipe técnica. Além disso, as chuvas que acompanharam a frente fria contribuíram para amenizar o déficit hídrico, interrompendo uma sequência de mais de 20 dias sem precipitações em alguns municípios.





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Uso misto de bactérias e nitrogênio reduziria custo do milho em R$ 2,8 bilhões ao ano



O nitrogênio, ao lado do potássio e do fósforo, forma a trinca de macronutrientes primários que atuam no desenvolvimento vegetal conhecido como NPK.

Entre esses três elementos essenciais, contudo, o nitrogênio costuma ser o mais caro e o que demanda o maior investimento por parte do produtor rural. Ao mesmo tempo, também é o mais exigido pelas plantas, sendo fundamental para o crescimento, desenvolvimento das raízes, colaborando para a fotossíntese.

Se a fertilização nitrogenada é essencial para a maior parte da produção agrícola, ela não vem sem um custo. Sua eficiência raramente supera os 50% em virtude de perdas ocorridas nos processos de lixiviação, volatilização e desnitrificação. Ainda mais, o uso do adubo por períodos prolongados ou em doses excessivas pode acarretar em sérios impactos ambientais.

Assim, os bioinsumos têm se mostrado uma alternativa eficiente, sustentável e que coloca o Brasil na vanguarda. Um estudo da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) conseguiu demonstrar que o produtor de milho pode ter significativa economia com o uso de duas bactérias.

“Imagine você produzir uma cultura tão importante para o Brasil e para o mundo como a soja e, ao invés de aplicar 400 ou 500 quilos de fertilizante nitrogenado por hectare, você aplica uma bactéria capaz de tirar o nitrogênio da atmosfera e entregar para a planta em troca de alimento e proteção. Isso já acontece no Brasil há muitos anos, não é algo novo”, conta o professor do Departamento de Produção Vegetal da Faculdade de Ciências Agrárias e Tecnológicas (FCAT) da Unesp no câmpus de Dracena Fernando Shintate Galindo.

Segundo ele, nos últimos dez ou 15 anos houve uma evolução em metodologias e técnicas que têm permitido aos pesquisadores entender que existe uma infinidade de microrganismos que podem beneficiar outros cultivos além da oleaginosa.

Inoculação de bactérias no milho

Em um de seus trabalhos, publicado na revista Plant Biology, da BioMed Central (BMC), Galindo, ao lado de uma equipe de pesquisadores, buscou avaliar os benefícios da inoculação de duas bactérias ao mesmo tempo na cultura do milho: a Azospirillum brasilense, conhecida pela sua capacidade de fixar nitrogênio no solo e no estímulo ao crescimento da planta, e a Bacillus subtilis, promotora do crescimento radicular e capaz de atuar na resistência a pragas e doenças.

O trabalho durou cerca de dois anos e fez parte de um estágio de pós-doutorado com apoio da Fapesp. O ensaio de campo, realizado em três localidades diferentes, envolveu quatro configurações para o plantio do milho: um grupo controle, um grupo que recebeu apenas a aplicação da Azospirillum brasilense, um que recebeu apenas a aplicação de Bacillus subtilis, e por fim, um quarto grupo que recebeu ambos os microrganismos. Além disso, testaram-se diferentes taxas de aplicação de fertilizantes nitrogenados em cada grupo.

A partir de então, os pesquisadores acompanharam cada etapa do crescimento dos lotes para poder comparar as respostas fisiológicas e bioquímicas das plantas sob cada um dos cenários, incluindo parâmetros relacionados à fotossíntese, ao estresse oxidativo e ao uso do nutriente, como a sua capacidade de recuperar o nitrogênio do solo e aumentar a eficiência do seu uso.

Entre os principais resultados encontrados pela equipe está a confirmação de que o consórcio de bactérias, mesmo com algumas características distintas, juntamente com uma dose ideal de nitrogênio, foi capaz de melhorar a eficiência no uso do macronutriente, bem como foi capaz de promover o crescimento aéreo e radicular das plantas.

A inoculação combinada de Azospirillum brasilense e de Bacillus subtilis também teve efeito sobre parâmetros relacionados à fotossíntese, aumentando a captação e assimilação de CO2, a transpiração e a eficiência do uso da água, enquanto diminuiu o estresse oxidativo.

“Nesse estudo, nós observamos que de fato a inoculação complementa a adubação nitrogenada com excelentes resultados, mas não a substitui. E quando é aplicado muito nitrogênio associado a esses microrganismos, a atuação deles é prejudicada, como uma espécie de overdose”, compara Galindo. “É um balanço em que existe uma faixa ideal para a resposta da planta aos nutrientes e à coinoculação das bactérias”.

Os resultados indicaram que é possível reduzir ainda mais a ótima taxa de aplicação de nitrogênio dos convencionais 240 kg N/ha para 175 kg N/ha, reduzindo custos e ainda aumentando a produtividade do milho em 5,2%. Além disso, a fórmula reduziria a emissão de dióxido de carbono em 682,5 kg CO2e/ha.

Segundo o pesquisador do câmpus de Dracena, a redução de aproximadamente 25% na adubação nitrogenada na cultura do milho traria uma economia para o produtor de aproximadamente R$ 130 por hectare.

“Se nós extrapolarmos estes valores para um modelo hipotético considerando toda a área cultivada com milho no Brasil, que atualmente está em torno de 22 milhões de hectares, nós estamos falando de uma economia de cerca de R$ 2,86 bilhões anuais”, projeta o docente.

“Isso é o visível, aquilo que conseguimos mensurar. Existem ainda questões ambientais e climáticas que nós ainda não conseguimos mensurar tão bem, mas que precisam ser levadas em consideração”.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Quatro décadas de experiência revelam como a tradição familiar evoluiu com a avicultura brasileira


A história da família Fuelber na avicultura brasileira é um exemplo de como tradição e inovação podem andar juntas no campo. Tudo começou em 1981, quando seu Adelar, aos 15 anos, acompanhou o pai na construção do primeiro aviário com 6 mil frangos. O que era uma atividade manual, com fornalha a lenha e cortinas puxadas no braço, hoje é uma operação moderna com galpões automatizados e monitoramento remoto.

“Naquela época, levava 45 dias para o frango atingir 1,6 kg. Hoje, alcançamos esse peso com 26 dias”, lembra Adelar, que hoje comanda, ao lado da família, dois aviários com capacidade para 80 mil aves por lote.

Vida no Campo: Toda sexta-feira, às 11h30 da manhã, tem episódio novo no Interligados

Janete é a primeira a ir ao aviário pela manhã. Vinícius cuida do aquecimento e do conforto das aves, inclusive durante a madrugada. Adelar, com sua experiência acumulada, continua orientando a família nos manejos estratégicos.

“Trabalhar em família é nosso maior orgulho. A gente construiu tudo com base nessa união”, destaca Janete.

Reconhecimento e orgulho de alimentar o Brasil e o mundo

Com dois aviários automatizados em Santa Catarina, a família Fuelber completa 40 anos na avicultura e aposta na sucessãoCom dois aviários automatizados em Santa Catarina, a família Fuelber completa 40 anos na avicultura e aposta na sucessão
Com dois aviários automatizados em Santa Catarina, a família Fuelber completa 40 anos na avicultura e aposta na sucessão

Com seis anos consecutivos entre os cinco melhores produtores da Seara, a família Fuelber acumula prêmios e reconhecimento de sua integradora. Mas o maior valor está no que foi construído: a casa, a educação dos filhos e o respeito por uma atividade que transformou a vida da família.

Adelar guarda até hoje documentos, fotos e plantas antigas dos primeiros aviários. “Ver o quanto evoluímos emociona. A avicultura nos deu tudo, e ver meu filho seguindo esse caminho é a maior conquista.”

O orgulho também está na missão: produzir alimento com qualidade e responsabilidade.

“Nossos frangos abastecem o mercado interno e vão para exportação. É muita responsabilidade, mas também um enorme orgulho.”

Família Fuelber e 40 anos de avicultura em SC | Interligados - Canal Rural
Família Fuelber e 40 anos de avicultura em SC | Interligados - Canal Rural
Família Fuelber e 40 anos de avicultura em SC | Canal Rural

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Mercado do boi gordo inicia agosto com cotações estáveis



Preço das fêmeas registram quedas no Acre




Foto: Canva

O primeiro dia de agosto foi marcado por estabilidade nas cotações do boi gordo em diversas regiões do país, conforme análise publicada nesta sexta-feira (1) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. O levantamento apontou que tanto compradores quanto vendedores mantiveram postura retraída no início do mês, o que contribuiu para a manutenção dos preços.

Em São Paulo, os valores permaneceram inalterados em todas as categorias de bovinos. A consultoria informou que “as escalas de abate atendiam, em média, a sete dias”.

No Acre, o mercado apresentou queda de R$ 5,00 por arroba nas cotações das fêmeas. Para o boi gordo, entretanto, os preços seguiram estáveis. Não houve referência de negociação para o chamado “boi China” no estado.

Na região Noroeste do Paraná, também foi observada estabilidade nos preços. As escalas de abate, segundo a consultoria, “atendiam, em média, a sete dias”. Situação semelhante foi registrada em Alagoas, onde as cotações se mantiveram sem alterações. Assim como no Acre, não houve referência para o “boi China”.

A Scot Consultoria também destacou os dados da liquidação do contrato futuro do boi gordo com vencimento em julho de 2025 (código BGIN25), encerrado no último dia útil de julho (31/7). Segundo o indicador da B3, a cotação da arroba ficou em R$ 293,54. O indicador do Cepea apontou o valor de R$ 293,50 por arroba, enquanto o da própria Scot Consultoria foi de R$ 294,45.





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como será o clima em agosto


O mês de agosto começa com uma de suas principais características climáticas: o ar extremamente seco em grande parte do Brasil. Esse padrão aumenta o risco de focos de queimadas, especialmente no Centro-Oeste, no interior do Nordeste e em partes da região Norte.

Ao mesmo tempo, o calor será intenso. De acordo com a Climatempo, temperaturas entre 38 °C e 40 °C são esperadas no Tocantins, Pará, Maranhão, norte de Mato Grosso e interior da Bahia. Em estados como Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo, as tardes também devem ficar mais quentes.

    Frentes frias trarão chuvas localizadas e queda de temperatura

    Apesar do predomínio do tempo seco, frentes frias devem passar pelo país, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. A primeira delas, informa a Climatempo, chega na primeira semana do mês e poderá causar temporais no Sul e chuva moderada a forte em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

    Outra frente fria está prevista para o fim do mês, podendo derrubar as temperaturas novamente. Há possibilidade de friagem no sul da região Norte, além de geadas e até ocorrência de neve em pontos elevados da região Sul.

    O tempo deve continuar seco em grande parte da região Norte, especialmente no norte do Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará. Nessas áreas, o volume de chuva será inferior ao normal.

    Em contrapartida, estados como Acre, Rondônia e sul do Amazonas devem receber volumes acima da média, o que pode ajudar a conter o avanço de queimadas.

    Nordeste: chuvas na costa leste e calor no interior

    A circulação dos ventos e a passagem de frentes frias pela costa baiana favorecem a formação de áreas de instabilidade na faixa leste do Nordeste. Estados como Pernambuco e Rio Grande do Norte podem registrar episódios de chuva moderada a forte.

    No entanto, o interior nordestino terá clima mais quente e seco. Cidades como Teresina, Juazeiro e Barreiras devem registrar temperaturas acima da média, com baixa umidade relativa do ar.

    Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul terão temperaturas acima da média durante boa parte do mês. O risco de onda de calor é elevado, especialmente na segunda quinzena.

    As chuvas, quando ocorrerem, serão pontuais e associadas à passagem de frentes frias continentais. Mesmo chuvas fracas, entre 10 mm e 20 mm, já serão suficientes para atingir ou superar a média histórica de agosto na região.

Sudeste: calor, tempo seco e chuva localizada

Agosto terá temperaturas acima da média no Sudeste, com destaque para o interior de Minas Gerais e São Paulo. A chuva será irregular, mas algumas frentes frias poderão provocar instabilidades em áreas do estado paulista, sul de Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Há risco de episódios de chuva moderada, especialmente nas duas primeiras semanas do mês. Mesmo assim, o tempo seco e o calor devem predominar.

Sul: maior chance de chuva e variações bruscas de temperatura

A região Sul será a mais impactada pelas frentes frias. Agosto terá chuvas dentro ou um pouco acima da média em Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba.

O clima será instável, com possibilidade de temporais, geadas e quedas bruscas de temperatura. Eventos de neve em áreas serranas não estão descartados.

Capitais: veja a tendência para agosto de 2025

Confira o resumo da previsão do tempo nas capitais brasileiras, de acordo com a Climatempo, comparando com a média histórica:

Sul

  • Porto Alegre: chuva e temperatura dentro da média
  • Florianópolis: chuva um pouco acima da média e temperatura dentro da média
  • Curitiba: chuva um pouco acima da média e temperatura dentro da média

Sudeste

  • São Paulo: chuva e temperatura um pouco acima da média
  • Rio de Janeiro: chuva um pouco acima da média e temperatura perto da média
  • Vitória: chuva um pouco acima da média e temperatura perto da média
  • Belo Horizonte: chuva e temperatura um pouco acima da média

Centro-Oeste

  • Campo Grande: chuva e temperatura um pouco acima da média (risco de onda de calor)
  • Goiânia: chuva dentro da média e temperatura um pouco acima da média (risco de onda de calor)
  • Brasília: chuva dentro da média e temperatura um pouco acima da média (risco de onda de calor)
  • Cuiabá: chuva e temperatura um pouco acima da média (risco de onda de calor)

Nordeste

  • Salvador: chuva um pouco abaixo da média e temperatura perto da média
  • Aracaju:chuva um pouco abaixo da média e temperatura perto da média
  • Maceió: chuva um pouco abaixo da média e temperatura perto da média
  • Recife: chuva e temperatura dentro da média
  • João Pessoa: chuva dentro da média e temperatura um pouco acima da média
  • Natal: chuva dentro da média e temperatura um pouco acima da média
  • Fortaleza: chuva dentro da média e temperatura um pouco acima da média
  • Teresina: chuva e temperatura dentro da média
  • São Luís: chuva um pouco abaixo da média e temperatura um pouco acima da média

Norte

  • Palmas: chuva dentro da média e temperatura um pouco acima da média (risco de onda de calor)
  • Belém: chuva um pouco abaixo da média e temperatura um pouco acima da média
  • Manaus: chuva um pouco abaixo da média e temperatura um pouco acima da média
  • Macapá: chuva um pouco abaixo da média e temperatura um pouco acima da média
  • Boa Vista: chuva um pouco abaixo da média e temperatura um pouco acima da média
  • Porto Velho: chuva e temperatura um pouco acima da média (possibilidade de friagem)
  • Rio Branco: chuva e temperatura um pouco acima da média (possibilidade de friagem).
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