domingo, maio 10, 2026

Autor: Redação

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Agricultora de Itu ensina a preparar suco de pitaia refrescante



A nossa dica do produtor deste domingo (3), vem de Itu, interior de São Paulo. É de lá que Elaine Monteiro e o marido, Renato Brando, transformam o cultivo de pitaia em um negócio rentável e, detalhe, eles já exportam a fruta. Mas o casal também aproveita a produção excedente na própria cozinha.

Na propriedade, a fruta é base para diversas delícias, desde geleias até bolos. Uma das receitas preferidas da produtora é o suco de pitaia com limão, uma bebida refrescante, fácil de preparar.

Para a receita, a produtora usa uma pitaia inteira (polpa branca ou vermelha, conforme a variedade disponível). Ela recomenda não picar demais: basta cortar a fruta ao meio e retirar a polpa com uma colher. Todo o conteúdo vai direto para o liquidificador.

O segredo, segundo Elaine, está na combinação com o suco de dois limões, que realça a cor e o sabor. “Essa acidez ajuda a dar um gosto mais intenso ao suco”, explica. Depois, é só completar com um litro de água — medida que pode ser ajustada conforme o gosto ou o tamanho da fruta.

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O açúcar, segundo ela, é opcional. “Tem gente que prefere mais doce, outros menos, então cada um pode adequar como quiser”, orienta. Depois de bater tudo no liquidificador, o suco fica pronto para servir.

E aí, já pensou em experimentar essa receita aí na sua casa? Que tal preparar o suco de pitaia e contar pra gente como ficou? Acesse aqui o nosso WhatsApp e aqui nossas redes sociais.





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AgroNewsPolítica & Agro

Defensivos agrícolas podem movimentar mais de R$ 950 milhões no Paraná



Entre 30% e 35% dos defensivos destinados à próxima safra de verão já foram vendidos




Foto: Pixabay

O centro-oeste do Paraná apresenta uma demanda expressiva não atendida para a comercialização de defensivos agrícolas voltados às safras de verão 2025/2026 e safrinha 2026/2026. De acordo com levantamento realizado pela EEmovel Agro, entre 30% e 35% dos defensivos agrícolas destinados à próxima safra de verão já foram vendidos. No entanto, o volume negociado para a safrinha ainda é reduzido, variando entre 5% e 10%. A empresa destaca que, historicamente, a média de vendas nesse período costuma superar 80%.

A região, que reúne 153.215 propriedades e 361.550 produtores, conta com uma área plantada temporária estimada em 3,1 milhões de hectares. Apenas na cultura da soja, o potencial financeiro para aquisição de defensivos agrícolas ultrapassa R$ 953 milhões. Mesmo diante desse cenário, cerca de 2 milhões de hectares ainda não realizaram a compra dos insumos necessários para a próxima safra.

O diretor de operações agro da EEmovel Agro, Luiz Almeida, aponta que os produtores têm adiado as aquisições por receio de instabilidades nos preços. “O potencial da região, considerando o centro ocidental, noroeste e oeste paranaense, ainda é grande. São cerca de 70% da região que ainda não adquiriu defensivos agrícolas para a safra que se inicia nos próximos dias”, afirma. Segundo Almeida, fatores como o aumento dos custos de produção, a valorização do dólar, a redução da oferta global de insumos e os impactos de conflitos internacionais têm contribuído para a hesitação no fechamento de negócios.

O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), informou no boletim semanal de Condições de Tempo e Cultivo que a comercialização da soja segue em ritmo lento. Mesmo com o fim da colheita há alguns meses, muitos produtores optam por manter os estoques, aguardando cotações mais atrativas. Paralelamente, o planejamento para a próxima safra avança, com produtores iniciando o preparo do solo e a aquisição de parte dos insumos.

 





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Frente fria faz chuva avançar, mas calor persiste em muitas áreas; veja previsão para hoje



Confira como ficam as condições do tempo em todo o Brasil neste domingo (3), de acordo com a previsão da Climatempo.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Com a chegada de uma nova frente fria, as chuvas continuam em grande parte do Rio Grande do Sul, e avançam também para Santa Catarina e Paraná. A nebulosidade continua em território gaúcho e aumenta nos demais estados.

As temperaturas caem em relação ao dia anterior, exceto na porção centro-norte do Paraná, onde ainda permanecem mais elevadas. A umidade relativa do ar continua abaixo de 30% no norte paranaense.

Sudeste

O tempo segue firme na maior parte da região, mas ainda podem ocorrer pancadas isoladas no Espírito Santo. As temperaturas continuam elevadas, com máximas podendo alcançar valores acima de 30 °C no interior paulista.

A nebulosidade continua no Espírito Santo e aumenta na faixa leste de Minas Gerais. A umidade do ar continua baixa, com destaque para o interior paulista e no centro-leste mineiro.

Centro-Oeste

Pancadas de chuva avançam pela faixa oeste de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As temperaturas continuam altas, com máximas que podem alcançar 34 °C em Sinop, e 36 °C em Cuiabá.

A nebulosidade aumenta, enquanto Goiás e o leste de Mato Grosso devem ter tempo mais firme. A umidade do ar continua baixa em grande parte da região, exceto na faixa oeste de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Nordeste

Áreas de instabilidade continuam avançando sobre a faixa litorânea e cidades próximas ao litoral de Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Há também previsão de chuvas isoladas e fracas no litoral do Maanhão.

As temperaturas seguem elevadas, com destaque para Teresina (PI) e Imperatriz (MA), com máximas podendo alcançar 35 °C. Os índices de umidade permanecem baixos, principalmente na faixa centro-oeste da região.

Norte

As condições para o domingo se mantêm, com pancadas de chuva no oeste da região. As temperaturas continuam elevadas em quase todos os estados e a umidade do ar segue baixa em grande parte da região.



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Aplicativo centraliza dados de propriedades rurais



O usuário pode visualizar dados e baixar documentos de três sistemas do governo



O usuário pode visualizar dados e baixar documentos de três sistemas do governo
O usuário pode visualizar dados e baixar documentos de três sistemas do governo – Foto: Pixabay

O governo federal lançou o aplicativo Meu Imóvel Rural, que reúne em um só lugar as principais informações sobre imóveis rurais. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), responsável pelo desenvolvimento da ferramenta em parceria com o Dataprev, o app traz uma interface simples e pode ser acessado via computador ou celular, mediante login com conta GOV.BR.

Com o novo aplicativo, o usuário pode visualizar dados e baixar documentos de três sistemas do governo: o Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), o Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF) e o Cadastro Ambiental Rural (SICAR). A proposta é facilitar o acesso à informação, aumentar a transparência e permitir a identificação de eventuais pendências ambientais, fundiárias e fiscais.

A ministra Esther Dweck afirmou que a iniciativa integra a agenda digital do governo e contribui para políticas públicas mais eficazes. “Com o aplicativo, o proprietário rural não precisa mais acessar três sistemas diferentes para obter dados e identificar pendências ambientais, fundiárias e fiscais do seu imóvel”, explicou a ministra.

Por enquanto, o app está disponível para pessoas físicas com imóveis rurais. A partir de novembro de 2025, também atenderá pessoas jurídicas. Nessa data, novas funções serão incluídas, como notificações oficiais, vinculação automática de cadastros e consulta por CNPJ.

A possibilidade de verificar inconsistências entre os diferentes cadastros ajuda a evitar problemas futuros, principalmente em casos de regularização fundiária ou ambiental. Com isso, o aplicativo se torna uma ferramenta estratégica para quem busca manter seus registros em dia e aproveitar com mais facilidade os benefícios de programas e políticas públicas voltadas ao campo.





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AgroNewsPolítica & Agro

Embrapa Gado de Leite tem novo chefe-geral



Bellini assume chefia com foco em inovação




Foto: Divulgação

José Luiz Bellini é o novo chefe-geral da Embrapa Gado de Leite. Bellini substitui Denis Teixeira Rocha que ocupou o cargo no último ano. Analista da Embrapa há 35 anos, Bellini é engenheiro civil com mestrado em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas e doutorado em economia aplicada pela Oklahoma State University. A transmissão de cargo ocorreu em cerimônia interna nesta sexta-feira (01/08) na sede da instituição, em Juiz de Fora/MG.

Uma das prioridades do novo chefe-geral é direcionar esforços para a pesquisa aplicada. A estratégia de sua gestão é mobilizar as instituições do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA), incluindo as Unidades da Embrapa, Institutos de Ciência e Tecnologias e demais parceiros, para estabelecer uma carteira prioritária de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para os próximos dez anos.

Segundo Bellini, para conduzir essa atividade, será instituído o Fórum Nacional do Leite cujo objetivo é definir os desafios mais prementes do setor. A proposta do gestor prevê a criação da Rede Leite, um consórcio de instituições com interesse em corresponsabilidade no desenvolvimento de soluções apropriáveis e prioritárias estabelecidas no Fórum do Leite, e o Funleite, para captar recursos destinados à inovação na cadeia produtiva do leite.

Na gestão de Transferência de Tecnologias (TT), Bellini pretende ampliar as parcerias com o Sistema Ater, indústrias laticinistas e cooperativas. “Por meio dessas parcerias iremos capacitar técnicos e produtores, atendendo as principais bacias produtoras do país, além de identificar questões relevantes de PD&I”, diz. A TT contemplará um programa de capacitação técnica em sistemas de produção de precisão gerando mão-de-obra qualificada para atividade. Também consta de sua proposta de gestão a negociação e implementação de programa de desenvolvimento territorial, com o apoio do Sistema S, para territórios vocacionados para o leite. “Mobilizar os agentes públicos e privados, da academia e do setor produtivo, é questão fundamental para uma proposta robusta de desenvolvimento da cadeia produtiva do leite”, afirma Bellini.





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Soja brasileira ganha espaço com ausência dos Estados Unidos no mercado chinês


Os preços da soja no Brasil continuam sustentados por prêmios firmes no mercado internacional, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 25 a 31 de julho. A entidade destacou que a atual valorização se deve à redução da presença dos Estados Unidos no mercado chinês, o que abre espaço para o produto brasileiro e sustenta os valores pagos ao produtor no país.

“O câmbio voltou a se aproximar de R$ 5,60 por dólar, dentro do contexto das tensões comerciais com os EUA, o que ajuda a segurar os preços da oleaginosa”, afirma o boletim da Ceema. No Rio Grande do Sul, os preços giraram em torno de R$ 121,00 por saca nas principais praças, com média local de R$ 124,64. No restante do país, os valores oscilaram entre R$ 111,00 e R$ 122,00 por saca. A Ceema observa que, em um cenário de normalidade comercial, o preço médio no estado estaria por volta de R$ 110,00, ou seja, R$ 14,64 abaixo do valor atual.

Em outro destaque do relatório, a Ceema apontou uma movimentação atípica no mercado internacional. A Índia adquiriu 150 mil toneladas de óleo de soja da China, um volume considerado raro, dada a tradicional preferência indiana por óleo de palma e outras fontes. A decisão se deu pelo excesso de oferta do produto no mercado chinês, que passou a ser vendido com desconto entre US$ 15,00 e US$ 20,00 por tonelada em relação aos preços do Brasil e da Argentina. Segundo o boletim, “as moageiras chinesas compraram muita soja enquanto a demanda interna freou”, o que resultou também em excedente de farelo.

A Ceema acrescenta que, para a Índia, a compra do produto chinês reduz custos logísticos. Enquanto os embarques da América do Sul demoram mais de seis semanas para chegar ao país asiático, os da China levam entre duas e três semanas.

Apesar da sustentação dos preços no mercado doméstico, o relatório indica que os valores atuais ainda estão, em boa parte do Brasil, abaixo dos praticados no mesmo período de 2024. Naquele ano, a média gaúcha no fim de julho era de R$ 122,78 por saca, e nas principais praças, o valor chegava a R$ 124,00. No restante do país, os preços oscilavam entre R$ 118,00 e R$ 128,00 por saca.





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Brasil calcula o real impacto das novas tarifas dos EUA


O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou, por meio de nota divulgada nesta quinta-feira (31), que aproximadamente 44,6% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ficaram de fora da tarifa adicional de 50%, aplicada unilateralmente pelo governo norte-americano por meio de ordem executiva assinada na quarta-feira (30). A lista publicada pela Casa Branca inclui cerca de 700 produtos excluídos da medida, como aviões, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de Ferro.

De acordo com levantamento preliminar da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), a nova tarifa atingirá 35,9% das exportações brasileiras destinadas aos EUA, o que corresponde a US$ 14,5 bilhões em 2024. Já os produtos excluídos da cobertura da ordem executiva representam 44,6% do total exportado, o equivalente a US$ 18 bilhões no mesmo período.

Além disso, 19,5% das exportações brasileiras estão sujeitas a tarifas específicas, aplicadas a todos os países com base em critérios de segurança nacional, como as previstas na Seção 232. Esses produtos, que somaram US$ 7,9 bilhões em 2024, não serão impactados pela nova medida. Entre eles estão autopeças, que já são taxadas em 25%, independentemente da origem.

O MDIC afirmou que, de modo geral, “a maior parte das exportações brasileiras, representando 64,1%, continua concorrendo com produtos de outras origens no mercado americano em condições semelhantes”. Segundo a pasta, mercadorias em trânsito não serão afetadas pelas tarifas adicionais. A decisão assinada no dia 30 de julho isenta da nova cobrança os embarques realizados no Brasil até sete dias após a data da ordem executiva, desde que cumpram os requisitos estabelecidos.

 





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Exportações de café batem recorde no ano-cafeeiro de 2024


O volume de exportações dos cafés do Brasil alcançou um recorde no ano-cafeeiro de 2024, totalizando 46,1 milhões de sacas de 60 quilos, de acordo com dados do Sumário Executivo do Café, analisados pelo Consórcio Pesquisa Café. O número representa um crescimento de 30,6% em relação ao total exportado em 2023, quando foram vendidas 35,3 milhões de sacas ao mercado externo.

Segundo o relatório, os Estados Unidos lideraram as importações, sendo responsáveis por 16,5% das compras, o equivalente a 7,6 milhões de sacas. O volume exportado ao mercado norte-americano representa um aumento de 40,7% em comparação com 2023, quando o país adquiriu 5,4 milhões de sacas. “Os Estados Unidos foram o maior destino do café brasileiro, consolidando sua posição no topo do ranking dos importadores em 2024”, destacou o Consórcio Pesquisa Café.

Em seguida, a Alemanha aparece na segunda posição, com 7,3 milhões de sacas importadas, o que corresponde a 15,8% das exportações. A Bélgica registrou crescimento expressivo de 100% em relação a 2023 e adquiriu 4,4 milhões de sacas, o equivalente a 9,5% do total exportado. A Itália comprou 3,9 milhões de sacas, respondendo por 8,5% das vendas brasileiras, enquanto o Japão ocupou a quinta posição, com 2,3 milhões de sacas importadas, representando 5% das exportações.

As compras de outros países como Espanha, Turquia, Holanda, Rússia, Reino Unido, Coreia do Sul, Canadá, Suécia, França e Colômbia completaram o volume exportado em 2024, conforme indicado no Sumário Executivo.





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Mercado pecuário assimilou tarifaço dos EUA e já mostra recuperação, diz analista


O mercado brasileiro de boi gordo registrou um cenário de pressão baixista ao longo de julho.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o setor já enfrentava um natural quadro de queda nas cotações, com a boa disponibilidade de oferta interna.

Somado a isso, passou a ceder ainda mais diante das incertezas em torno das exportações com a perspectiva do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, imposto ao Brasil.

Porém, Iglesias ressalta que o mercado assimilou esse cenário adverso e ficou acomodado na semana passada e nessa também, já sinalizando uma tentativa de busca de patamares mais altos para a arroba do boi gordo.

“Agora, para o começo de agosto, o mercado já trabalha com uma perspectiva de elevação nas cotações por conta da entrada da massa salarial na economia e a comemoração do Dia dos Pais. Ainda assim, o movimento de recuperação dos preços ainda tende a ser comedido”, sinaliza.

Variação da arroba do boi no mês

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 31 de julho:
  • São Paulo (Capital): R$ 300, queda de 3,23% frente aos R$ 310 do final de junho
  • Goiás (Goiânia): R$ 285, recuo de 3,39% perante os R$ 295 do fechamento do mês retrasado
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 290, baixa de 3,33% em relação aos R$ 300 praticados no fechamento de junho
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 305, retração de 1,61% sobre os R$ 310 verificados no final do mês retrasado
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 295, diminuição de 6,35% frente aos R$ 315 do fechamento de junho
  • Rondônia (Vilhena): R$ 265, perda de 3,64% frente aos R$ 275 observados no final de junho

Mercado atacadista

O mercado atacadista se deparou com preços mais fracos ao longo de todo o mês de julho. Segundo Iglesias, isso aconteceu por conta das preocupações em torno das incertezas quanto ao andamento das exportações de carne bovina.

“A maior concorrência com a carne de frango também contribuiu para o cenário negativo às cotações. Um viés de melhora é esperado para agosto, em especial com a comemoração do Dia dos Pais”, diz o analista.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 21,40 o quilo, baixa de 6,96% frente aos R$ 23 praticados no final de junho. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 17,50 o quilo, retração de 5,41% ante os R$ 18,50 por quilo verificados no final do mês retrasado.

Exportações de carne bovina

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Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,352 bilhão em julho (19 dias úteis), com média diária de US$ 71,188 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 243,904 mil toneladas, com média diária de 12,837 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.545,50.

Em relação a julho de 2024, houve alta de 56,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 24,5% na quantidade média diária exportada e avanço de 25,8% no preço médio. 



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O importante papel da Caatinga no sequestro de carbono no Brasil



A liberação de gases do efeito estufa por atividades humanas é o principal causador das mudanças climáticas. Gases como o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) ou o óxido nitroso (N2O), por exemplo, têm a capacidade de reter calor na atmosfera, alterando os padrões climáticos do planeta.

Quantificar e entender as origens dessas emissões é, portanto, etapa fundamental para orientar o desenvolvimento de políticas públicas e ações para reduzir esses lançamentos e mitigar seus efeitos sobre o clima global.

Nos últimos anos, nações, setores econômicos e organizações têm elaborado inventários para documentar o volume e o perfil de atividades produtivas responsáveis por esses lançamentos com o objetivo de minimizá-las e compensar esse impacto.

De forma geral, a quantidade de gases emitidos na atmosfera é um balanço formado pelo volume emitido das atividades subtraindo-se a carbono que é recuperado, por exemplo, por atividades naturais, como a fotossíntese das plantas.

O estudo sobre sequestro de carbono

Um artigo produzido por pesquisadores da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da Unesp, no câmpus de Jaboticabal, investigou o impacto da remoção de carbono no inventário de gases de efeito estufa brasileiro e apontou o papel central da Caatinga nesse processo.

Segundo o estudo, em alguns anos o bioma nordestino, apesar de ocupar aproximadamente 10% do território nacional, respondeu por quase 50% de toda a captura de carbono realizada no país.

A análise conduzida pelo pesquisador Luís Miguel da Costa, ao lado do professor Newton La Scala Jr. mostra que a Caatinga supera outros biomas mais celebrados por seus serviços ambientais, como a Amazônia e o Cerrado. O trabalho foi publicado na revista Science of the Total Environment.

A pesquisa comparou dados de duas das principais fontes de informação sobre emissões e remoções de gases de efeito estufa disponíveis para o Brasil hoje: o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), coordenado por instituições brasileiras, como o Observatório do Clima, e o Climate TRACE, consórcio internacional que utiliza imagens de satélite e inteligência artificial para monitorar, em tempo quase real, as emissões em todo o planeta.

Além de se debruçar sobre os biomas brasileiros, o estudo também contemplou a análise de dados de satélite sobre precipitação e fluorescência da clorofila. A fluorescência da clorofila é um indicador direto da atividade fotossintética da vegetação, ou seja, quanto mais intenso é o SIF, maior é o sequestro de carbono atmosférico pelas plantas.

Segundo os autores do estudo, o que ocorre na Caatinga é que o aumento da disponibilidade hídrica em épocas de chuvas abundantes se reflete em uma resposta bastante positiva do processo fotossintético.

“Havíamos feito um estudo específico sobre o SFI para todos os seis biomas brasileiros antes. Na Amazônia, por exemplo, constatamos que existe praticamente um platô, um nível máximo. Porém, quando analisamos as atividades fotossíntéticas em relação à precipitação, na Caatinga, observamos um crescimento muito grande do SIF naqueles anos em que a chuva supera os padrões do bioma”, explica o pesquisador.

Nos dados apresentados agora, diz Scala Jr., a Amazônia permanece como um imenso reservatório de carbono, cuja preservação é fundamental. Já a Caatinga chamou a atenção dos pesquisadores ao evidenciar uma expressiva capacidade de capturar carbono, relacionada à capacidade de sua vegetação para responder de forma positiva a determinados fatores ambientais, como a precipitação. “São características diferentes, mas igualmente importantes”, afirma o docente do câmpus de Jaboticabal.

A rebrota rápida das plantas é um atributo peculiar que faz com que o bioma funcione como um sumidouro expressivo de carbono, mesmo em períodos relativamente curtos de melhoria climática. A vegetação seca, que predomina em grande parte do ano, entra em um ciclo de crescimento acelerado assim que as chuvas chegam, sequestrando grandes quantidades de CO₂ da atmosfera, cerca de 40% das remoções do país, mostram estudos já realizados na região.

Desmatamento é o vilão das emissões brasileiras

Como explicam os autores do artigo, as emissões brasileiras estão totalmente associadas às mudanças no uso e na ocupação da terra. A agricultura surge como o segundo setor que mais emite, seguida pelo setor de Energia.

Segundo os dados oficiais do próprio SEEG, as emissões brutas brasileiras de GEE em 2023 totalizaram aproximadamente 2,3 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente, ou ou 2,3 GtCO₂e. O valor representa uma redução de cerca de 12% em relação ao ano anterior, quando o total foi de 2,6 GtCO₂e. O termo “equivalente”, neste caso, é usado quando o cálculo se refere a todos os gases que causam o efeito estufa, em termos equivalentes ao CO₂.

Recentemente, dados oficiais divulgados pelo sistema DETER, ferramenta do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) que monitora alterações na cobertura florestal do país, indicaram uma redução de 33% no desmatamento no primeiro semestre de 2023, em comparação com 2022, e um aumento de 21% no Cerrado no mesmo período.

A maior parte do desmatamento no bioma ocorre no arco do desmatamento, próximo à Amazônia, e também na região chamada Matopiba (porção norte do bioma que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

As emissões líquidas de uso da terra e florestas, ou seja, o balanço do desmatamento, chegaram a registrar cerca de 1,8 GtCO₂e na década de 1990. No entanto, devido ao fortalecimento da fiscalização ambiental, esse balanço de emissões caíu para aproximadamente 0,2 GtCO₂e em 2012.

Após aquele ano, as emissões voltaram a subir, colocando o Brasil, na melhor das hipóteses, como o último entre os dez maiores emissores mundiais nessa rubrica. As queimadas e derrubadas crescentes em áreas tanto da Amazônia quanto do Cerrado têm ajudado a turbinar esses números.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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