domingo, maio 10, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo cai em Chicago com avanço da colheita nos EUA e melhora na Austrália



As cotações internacionais do trigo voltaram a recuar




Foto: Pixabay

As cotações internacionais do trigo voltaram a recuar nesta última semana de julho. O bushel fechou o dia 31 a US$ 5,23 em Chicago, contra US$ 5,41 uma semana antes. A pressão veio tanto do avanço da colheita nos Estados Unidos quanto da melhora nas lavouras da Austrália.

De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a colheita do trigo de inverno nos EUA alcançou 80% da área plantada, enquanto o trigo de primavera começa lentamente a ser colhido. As condições dessas lavouras são medianas: apenas 49% estão entre boas a excelentes, 33% regulares e 18% ruins.

Os embarques norte-americanos de trigo, porém, decepcionaram. Foram apenas 288 mil toneladas na semana analisada, abaixo das expectativas do mercado. Mesmo assim, o acumulado do ano já soma 3,3 milhões de toneladas — 6% acima do mesmo período de 2024.

No cenário asiático, destaque para a Austrália, onde as chuvas de julho melhoraram o potencial das lavouras. A expectativa de produção foi elevada de 30,6 para até 34 milhões de toneladas. Essa melhora pode aumentar a oferta global e pressionar ainda mais os preços, que já se aproximam dos menores patamares desde 2020.

No Brasil, os preços do trigo permanecem estáveis, mas com leve viés de baixa no Paraná. O Rio Grande do Sul registra valores ao redor de R$ 70,00 por saca, enquanto no Paraná o preço oscila entre R$ 76,00 e R$ 78,00. Pela primeira vez em meses, a média gaúcha ficou abaixo de R$ 70,00/saca.

A CEEMA destaca ainda que o plantio foi concluído no Sul do Brasil e a colheita já começou em regiões do Centro-Oeste e de Minas Gerais. O mercado deve acompanhar com atenção o impacto da oferta australiana nos preços do trigo importado, fator que pode influenciar diretamente as negociações internas nos próximos meses.





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Da genética à mesa: novilhas angus com 17,5 arrobas provam o valor da pecuária de precisão


Pecuaristas, a busca por resultados extraordinários na pecuária brasileira continua a render histórias inspiradoras. No estado de Mato Grosso do Sul, um lote de novilhas angus está surpreendendo e mostrando que a idade é apenas um detalhe: com um manejo de ponta, as fêmeas conseguiram um ganho de peso médio de uma arroba por mês, alcançando 17,5 arrobas aos 17 meses de idade. Já clica aí pra assistir ao vídeo abaixo e conferir essa história que é pura inspiração para a sua fazenda!

Essa prova de excelência e inovação foi o grande destaque do quadro Giro pelo Brasil desta sexta-feira (1º).

O programa, transmitido pelo Canal Rural, destacou o trabalho de um pecuarista que, com um manejo de alta tecnologia, está produzindo um gado de altíssima qualidade e com um peso que impressiona, reforçando o constante avanço da pecuária brasileira.

A receita de sucesso da Agropecuária AH

De onde veio essa novilhada que está dando o que falar? Essa produção de primeira é do pecuarista Helder Hofig, à frente da Agropecuária AH, grupo que controla a Fazenda Córrego Azul, localizada em Brasilândia, no estado de Mato Grosso do Sul.

Helder e sua equipe estão de parabéns por um trabalho que reflete o cuidado, o investimento e a visão de quem busca a excelência na criação de bovinos.

Quem fez questão de apresentar esses resultados impressionantes foi Alexandre Scaff Raffi, que, além de pecuarista, é gerente da unidade CPG da Friboi de Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul.

Alexandre mostrou um super lote de novilhas angus, todas elas crioulas da fazenda e aprovadas no Protocolo 1953, um selo de qualidade que valoriza a carne macia e suculenta.

Os números da novilhada que impressionam

Foto: Divulgação/Friboi CPG
Foto: Divulgação/Friboi CPG

Agora, preparem-se para os números que comprovam a grandiosidade desse lote. As novilhas angus, abatidas com apenas 17 a 18 meses de idade, surpreenderam com um peso médio por carcaça de 17,5 arrobas!

Essa performance impressionante é resultado de um sistema de cria da fazenda que conta com um programa de melhoramento genético intra-rebanho, com a consultoria do professor doutor José Bento Ferraz, da USP de Pirassununga.

Além disso, o gado é criado em um sistema de pastoreio racional voisin e termina a engorda em confinamento, uma combinação de manejo que garante a precocidade e o peso que fazem a diferença no resultado final.

O que é o Protocolo 1953?

O Protocolo 1953, que garante um dos maiores bônus aos pecuaristas do país, foi lançado em 2018. Ele privilegia os produtores que trabalham para obter animais que garantem uma carne macia, saborosa e suculenta, atendendo às exigências dos mercados mais nobres.

Entre as regras básicas para que um animal desta grife de carne seja certificado, está o grau de sangue: ter no mínimo 50% de sangue de raças taurinas.

O programa abriu uma porta para valorizar não só animais cruzados com angus, mas também com demais raças taurinas como hereford, charolês, blonde d’aquitaine e outras raças sintéticas como o canchim.

No entanto, para trilhar o caminho da produção de um bovino que gera uma carne de qualidade superior, não depende somente da genética. A alimentação do gado é um ponto fundamental, pois o animal precisa ter um acabamento de gordura adequado para atender aos critérios do protocolo.



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Café brasileiro deve entrar na lista de exceções do tarifaço



O café ficou de fora da lista de quase 700 exceções à taxação de 50% imposta por Donald Trump, mas, para Gil Barabacque, analista de mercado da Safras & Mercado, o produto deve ser incluído em breve entre os itens isentos da tarifa.

“O fato de o café não ter entrado na lista causou muita surpresa, porque não faz sentido dentro do atual cenário. O principal prejudicado com a imposição da tarifa é o consumidor norte-americano. O Brasil representa cerca de 30% das importações de café verde pelos Estados Unidos. Ou seja, o impacto é significativo. É o maior fornecedor, e essa substituição por outro país não pode ser feita rapidamente, ao menos não com o mesmo volume que o Brasil exporta. Diante disso, existe uma perspectiva concreta de que, nas próximas semanas, o café passe a integrar a lista de exceções”,  afirma Barabacque.

Segundo o analista, o mercado já antecipou a possível inclusão do café na lista, o que trouxe certa estabilidade aos preços.

“Esse tarifaço trouxe volatilidade à Bolsa de Nova York, que é a principal referência global para o café arábica. Inicialmente, houve uma reação de alta, fruto da surpresa pela ausência do café na lista. Depois, prevaleceu uma leitura de médio e longo prazo, que considera o efeito negativo da tarifa para o consumo e a demanda no mercado norte-americano. Hoje, há um otimismo crescente de que o produto será incluído”, explica.

“O mercado está andando de lado. Ou seja, os preços internos não têm apresentado grandes oscilações, nem para cima, nem para baixo. Além disso, os negócios estão sendo feitos em ritmo moderado, porque tanto compradores quanto vendedores aguardam um desfecho sobre a entrada do café na lista de exceções”, complementa.

Preço em queda

Antes da imposição do tarifaço por Donald Trump, o preço do café havia disparado no início do ano, mas começou a cair no fim do primeiro semestre de 2025. Barabacque explica que as oscilações são consequência direta das condições climáticas de 2024, que afetaram a produção brasileira.

“A queda nos preços nesse momento não tem relação direta com as tarifas. Está mais ligada à mudança de perspectiva no mercado. No ano passado, houve escassez de café, o que impulsionou os preços até o começo de 2025. A partir de abril, esse cenário começou a mudar, principalmente com a melhora na oferta global de robusta, incluindo o conilon brasileiro’,  afirma.

Segundo ele, a chegada da nova safra brasileira e a melhora nas condições climáticas contribuíram para o alívio nos preços.

“Este ano o Brasil não teve uma seca tão prolongada quanto em 2024. Houve períodos de redução de chuvas, mas não uma estiagem intensa como a anterior. O inverno, que no início assustou, acabou se mostrando menos rigoroso. Tudo isso começou a criar uma expectativa mais positiva para a próxima safra. Esse conjunto de fatores contribuiu para a queda nos preços”, diz.

Mesmo assim, o analista aponta que há um suporte nos preços do arábica, já que a oferta neste ano ainda é menor do que a registrada em 2024, justamente por causa da seca anterior.

“Esse fator ajuda a sustentar os preços. Mas, no segundo semestre, o foco do mercado se volta para a safra de 2026. As atenções se voltam para a florada e para as chuvas, que são fundamentais para o desenvolvimento da próxima safra’, explica.

Clima terá mais peso que tarifas

Barabacque acredita que, no longo prazo, as condições climáticas terão mais influência no mercado de café do que o próprio tarifaço.

“A tarifa, se mantida, deve alterar os fluxos de comércio. Os Estados Unidos comprariam menos café do Brasil e mais de outras origens. Em contrapartida, o Brasil buscaria novos mercados. Isso afeta os diferenciais de preço entre origens. Mas, no médio e longo prazo, o impacto mais relevante viria do aumento de custos para o maior consumidor mundial, os EUA, e da expectativa com a próxima safra brasileira” avalia.

“Esses dois fatores, consumo mais caro e safra brasileira, pesam bastante, mas acredito que a expectativa com a produção nacional deve ter mais peso no comportamento do mercado do que o próprio tarifaço”, conclui o analista.



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O Brasil precisa do Congresso agora


O recesso parlamentar chegou ao fim, e o Congresso Nacional volta à cena pressionado por uma conjuntura inédita: tarifas comerciais unilaterais impostas pelos Estados Unidos contra produtos estratégicos do Brasil e sanções diplomáticas que atingem diretamente ministros do Supremo Tribunal Federal. Em meio a esse cenário, cresce a expectativa sobre como as instituições brasileiras — e, principalmente, o parlamento — reagiram diante de uma crise que extrapola ideologias e exige uma postura de soberania nacional.

As tarifas de até 50% impostas pelos Estados Unidos ainda atingem produtos pilares da pauta  exportadora brasileira. Ao mesmo tempo, o uso da Lei Magnitsky para sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, elevou a tensão diplomática entre os dois países e expôs a fragilidade institucional diante de pressões externas.

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Se o executivo ainda busca calibrar a resposta por meio da diplomacia, cabe ao Congresso, na retomada de seus trabalhos, assumir o protagonismo. Isso significa ir além da disputa de narrativas partidárias e construir uma agenda que defenda o Brasil, sua economia e suas instituições.

Entre os temas que aguardam os presidentes das casas, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, estão:

  • Propostas de limitação do poder do STF;
  • Pressão por uma CPI da Censura;
  • Projetos de anistia e revisão de decisões judiciais ligadas à polarização política;
  • Discussão sobre o novo marco regulatório da tributação da exportação;
  • Reforço ao crédito emergencial para setores afetados pelas tarifas internacionais.

Essa pauta densa, porém, não pode ignorar o que está em jogo: o risco de retração econômica para o Brasil, especialmente no agronegócio e outros que já sofrem com cancelamentos de contratos e queda na competitividade internacional.

O momento pede uma postura institucional clara e sem ambiguidade. O Congresso precisa:

  1. Aprovar medidas emergenciais de suporte ao setor produtivo, como linhas de crédito específicas, incentivos à diversificação de mercados e salvaguardas comerciais;
  2. Reforçar a soberania nacional, sem ceder a imposições externas que coloquem em risco a autonomia dos poderes;
  3. Criar um pacto pela unidade institucional, com a convocação de líderes do Executivo, Judiciário e sociedade civil para uma resposta coordenada;
  4. Estabelecer uma agenda de Estado, não de governo — uma agenda que coloque o Brasil em primeiro lugar, acima de qualquer polarização ideológica.

O agronegócio, responsável por mais de 25% do PIB brasileiro e 48% das exportações, está no centro da crise gerada pelas tarifas americanas. O setor clama por previsibilidade, estabilidade institucional e políticas públicas que o protejam diante de um cenário de guerra comercial travestida de retaliação política.

Negar apoio ao agro neste momento é negligenciar um dos pilares da economia nacional. A defesa do produtor rural, seja grande ou pequeno, precisa estar na linha de frente das ações do Legislativo, especialmente daqueles que se dizem representantes do interior do Brasil.

Conclusão: o momento exige grandeza institucional

O Brasil enfrenta, hoje, uma prova de fogo. E ela não se resolverá com tweets, bravatas ou jogos de empurra entre os poderes. O povo brasileiro,especialmente quem carrega o país nas costas, como os produtores e trabalhadores, espera respostas concretas.

É hora de o Congresso Nacional mostrar que está à altura da missão histórica que lhe cabe. O país precisa de unidade, responsabilidade e liderança.

Acima da esquerda, da direita ou do centro, deve estar a bandeira do Brasil.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Popularidade do morango do amor eleva preços na Serra Gaúcha


A produção de morango no Rio Grande do Sul tem sido impactada por fatores climáticos e pela crescente demanda local. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (31), a maturação dos frutos acelerou na região administrativa de Caxias do Sul, favorecida pela insolação e temperaturas moderadas, o que resultou em leve aumento da produção em relação ao período anterior.

A entidade informou que “os cultivos implantados neste ano se desenvolvem bem e emitem novas flores”, acrescentando que a sanidade das lavouras está adequada. No entanto, apesar da melhora nas condições, a produção atual ainda não é suficiente para atender plenamente os mercados habituais.

A alta procura por morangos de maior calibre, especialmente utilizados na preparação do “morango do amor” – coberto por brigadeiro branco e calda de caramelo –, gerou um pico nas vendas e nos preços. O quilo chegou a R$ 50,00 e permanece em patamares elevados, impulsionado também pela movimentação turística na Região das Hortênsias e na Serra.

Com a baixa oferta local, agricultores têm buscado morangos em outros estados, o que pressiona ainda mais os preços. A fruta in natura é vendida entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por quilo diretamente aos consumidores, enquanto o congelado varia de R$ 15,00 a R$ 20,00. Na Ceasa, os valores pagos aos produtores estão entre R$ 25,00 e R$ 30,00.

Em Pelotas, as baixas temperaturas, a falta de sol e a alta umidade têm limitado o desenvolvimento das lavouras, reduzindo a floração e o tamanho dos frutos, além de favorecer doenças. A produção segue abaixo do esperado, com preços de R$ 30,00/kg em Turuçu e Morro Redondo, entre R$ 30,00 e R$ 40,00 em Rio Grande e entre R$ 35,00 e R$ 45,00 em Pelotas e Capão do Leão.

Na região Norte do estado, os dias ensolarados contribuíram para a recuperação da cultura. As plantas voltaram a emitir flores e frutos, mas a produção continua abaixo da média para o período, com preço médio de R$ 30,00/kg.

No Sul do estado, especialmente no Baixo Vale do Rio Pardo, a limitação na radiação solar tem atrasado a maturação dos frutos e prejudicado o sabor. A Emater/RS-Ascar observa que “a oferta e a demanda do produto estão em equilíbrio”, com preços variando entre R$ 20,00 e R$ 25,00/kg.





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Festa do Peão de Barretos divulga cartaz para celebrar 70 anos



A obra chamada “Entre a sela e a canção”, da artista plástica Bettina Alves, ilustra o cartaz oficial da 70ª Festa do Peão de Barretos. Conhecida pelo talento no realismo e pela paixão declarada pelo universo sertanejo, Bettina criou uma obra que homenageia os competidores, a música raiz e os 70 anos de história do maior rodeio da América Latina.

Para celebrar as sete décadas da Festa, a artista criou um personagem simbólico: o Jeromão. “Desde o início eu queria representar o Jeromão, que é o símbolo do peão de boiadeiro”, explica a artista. Na obra, ele aparece de costas, caminhando em direção à arena de Barretos com a sela e um violão – elementos que representam o rodeio e a música sertaneja. O cenário expressa o contraste entre memória e presente, com tons que misturam o realismo da trajetória com a emoção da chegada.

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“Quis mostrar a bagagem de 70 anos sendo levada por ele até a arena. Tem um toque de saudade, de lembrança de uma montaria passada, mas também de futuro, de força e continuidade”, comenta Bettina.

A obra será exibida durante o evento no Memorial do Peão, ao lado de outros cartazes que fazem parte da história da Festa. O cartaz é uma tradição do evento que conta em sua galeria com artes assinadas por grandes nomes como Tomie Ohtake, Hans Donner, Oscar Niemeyer, Ziraldo, Romero Brito, Manabu Mabe, entre outros. A 70ª Festa do Peão de Barretos acontece de 21 a 31 de agosto.



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Produção de tilápia brasileira se destaca no cenário internacional pela baixa emissão de carbono



A piscicultura brasileira vem ganhando destaque no cenário internacional pela sua qualidade produtiva, compromisso ambiental e impacto positivo na sociedade. Espécies como a tilápia e o tambaqui são cultivadas em sistemas eficientes e sustentáveis, em linha com as novas demandas do mercado.

Esse modelo produtivo coloca as duas espécies entre as proteínas animais que possuem menor pegada de carbono. Esse fator, aliado a outras características da atividade, consolidou o país como uma referência global em sustentabilidade na piscicultura, de acordo com a Peixe BR.

“A ração utilizada na criação de peixes no Brasil é majoritariamente composta por grãos, o que reduz a dependência de proteínas de origem animal marinha, normalmente oriundas da pesca. Isso contribui significativamente para a sustentabilidade”, enfatiza o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros.

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A tilápia, por ser originária da África, se adaptou às condições climáticas brasileiras em função da qualidade da água e da ração de origem vegetal – combinações que proporcionam um produto com qualidade superior. Já o tambaqui, nativo da Amazônia, é um exemplo de biodiversidade aliada à produção regionalizada e adaptada às condições naturais do Norte do país.

Além do impacto ambiental positivo, a piscicultura brasileira também avança em tecnologia e segurança alimentar. Conforme pontua Medeiros, a tilápia é hoje a espécie de peixe no Brasil que mais incorpora inovação tecnológica na cadeia de produção, com sistemas de controle sanitário, nutrição de precisão e rastreabilidade.

Respeito às legislações

Outro pilar importante da sustentabilidade do setor é a inspeção sanitária. O país conta com um dos serviços de fiscalização mais rigorosos do mundo, que garante a segurança do alimento do campo até o consumidor final. “É fundamental que todo peixe chegue ao mercado com inspeção adequada. Isso protege o consumidor, evita riscos sanitários e amplia a competitividade internacional do nosso produto”, reforça o presidente da Peixe BR.

Na avaliação de Medeiros, o Brasil conquistou a liderança mundial na produção de proteína exatamente por ter um serviço de inspeção sanitária moderno e competente. Atualmente, a produção de peixes cultivados no Brasil é regulada por uma das legislações ambientais mais exigentes do mundo, o que também contribui para uma reputação internacional de excelência e responsabilidade.

Junto ao compromisso ambiental, o setor possui um papel importante na esfera social, gerando milhares de empregos diretos e indiretos. “Sem dúvidas, a piscicultura é uma atividade essencial para o desenvolvimento econômico e social de pequenas comunidades, especialmente no interior do país. E lá fora esse trabalho na agenda sustentável está sendo fortemente reconhecido”, finaliza Medeiros.



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Calor extremo e frio intenso dividem o Brasil no início de agosto



Previsão também aponta para baixos índices de umidade




Foto: Canva

O primeiro fim de semana de agosto promete extremos de temperatura e tempo seco em diferentes regiões do país. Entre os dias 1º e 3 de agosto, o Brasil deverá enfrentar contrastes climáticos expressivos, com frio intenso previsto no Sul e calor escaldante em áreas do Norte, Centro-Oeste e interior do Nordeste. A previsão também aponta para baixos índices de umidade em grande parte do território nacional.

De acordo com informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), uma massa de ar frio vai avançar sobre a Região Sul, derrubando as temperaturas mínimas para abaixo de 8 °C. Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná deverão registrar manhãs geladas, especialmente nas áreas de serra. O frio também alcançará o estado de São Paulo e o sul de Minas Gerais, com mínimas previstas entre 3 °C e 6 °C em cidades como Monte Verde (MG) e Campos do Jordão (SP).

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Enquanto isso, o calor deverá predominar no Norte do país, com destaque para o Amazonas e o Pará. Em municípios como Manicoré (AM) e Redenção (PA), os termômetros podem ultrapassar os 40 °C no sábado. No Centro-Oeste, estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também deverão registrar temperaturas acima de 34 °C.

Além do calor, a baixa umidade relativa do ar será uma preocupação. Regiões do interior do Nordeste, Centro-Oeste e partes do Sudeste poderão registrar índices inferiores a 30%, aumentando o risco de queimadas e afetando a saúde da população e o desenvolvimento das lavouras.

A chuva deve se concentrar na Região Sul. No Rio Grande do Sul, os acumulados poderão superar os 80 mm em áreas do sudoeste e sudeste do estado. Também são esperados volumes significativos de precipitação no centro-leste do Paraná e de Santa Catarina, o que pode favorecer o abastecimento dos mananciais, mas exige atenção para o risco de alagamentos pontuais.





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Nutrição de bovinos deve combinar suplementação injetável e oral, diz médico-veterinário



A nutrição nas fases de cria e recria é decisiva para o desempenho produtivo na bovinocultura de corte e leite ao longo de toda a vida do animal.

O médico-veterinário e gerente de serviços bovinos da Ceva Saúde Animal, Marcos Malacco, chama atenção para o papel do intestimo, que figura como órgão mais importante à imunidade por ser o responsável pelo primeiro contato do gado com partículas estranhas da ração, como bactérias.

“Na parede do intestino, que chamamos de epitélio, existe uma série de células diferenciadas exatamente para receber e processar esses agentes externos e, então, levá-los ao sistema imune para ter o desenvolvimento da imunidade geral. Isso seria o que a gente chama de imunidade adaptativa.”

Por conta dessa importância, Malacco reforça que tais células do aparelho digestivo precisam estar muito bem preparadas nutricionalmente para conferir uma resposta à agressão dos patógenos.

Nutrição oral e injetável

Segundo ele, o pecuarista precisa estar sempre atento à qualidade da matéria-prima que está sendo usada tanto na nutrição oral, ou seja, a do cocho, quanto pela parenteral, a injetável.

“Então a dieta ou esses suplementos nutricionais devem ter uma formulação bastante equilibrada, com o número de aminoácidos essenciais necessários, que são dez, e são produzidos no organismo. Além disso, temos outros dez que a gente chama de não essenciais que são produzidos no nosso organismo a partir de outros aminoácidos ou outras substâncias”, detalha.

Assim, o médico-veterinário considera que o equilíbrio na formulação e a qualidade dos princípios ativos que estão sendo usados na ração ou no suplemento injetável são essenciais. “Também é importante adquiri-los em locais idôneos, conhecidos e consagrados na produção desses nutrientes.”

Custo-benefício

A respeito do custo-benefício da nutrição animal, Malacco acredita que um bom indicador é a taxa de sobrevivência dos bezerros.

“Podemos começar, por exemplo, com a nutrição injetável, a que tenha a formulação mais completa possível, contendo o maior número de aminoácóidos, pelo menos todos os dez essenciais. Isso vai começar a dar aquele choque, digamos assim, no organismo do bezerro. Então, a partir daí, complementamos com a nutrição via cocho”, ensina.

Em complemento a isso, o especialista da Ceva Saúde Animal lembra que a vaca também precisa estar saudável em metabólicos e nutricionais para poder trnasmitir um leite de alta qualidade e em quantidade suficiente para os bezerros.

Por fim, Malacco reforça que alguns períodos da vida do animal são ideais para a suplementação injetável, como a da primeira vacinação, entre os 60 e 120 dias de vida.



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O futuro da agricultura passa pela integração entre químicos e biológicos


A agricultura está vivenciando uma transformação. Após décadas em que os defensivos químicos foram protagonistas no manejo agronômico, oferecendo resultados e controle certeiros aos produtores, o setor passa a incorporar uma abordagem mais integrada, que alia produtividade à saúde do solo, à biodiversidade e à sustentabilidade.

Essa integração representa uma mudança de paradigma: não se trata de substituir tecnologias, mas de potencializar resultados por meio da complementaridade. A união entre o rigor científico dos químicos e a inteligência natural dos biológicos fortalece a resiliência dos sistemas produtivos, amplia a eficácia do manejo e contribui para uma agricultura mais duradoura e alinhada às demandas ambientais e sociais do presente.

Esse movimento ganha ainda mais relevância diante do crescimento expressivo do mercado de biológicos. De acordo com dados da CropLife, no Brasil, a adoção de bioinsumos cresceu 13% na safra 2024/2025, alcançando cerca de 156 milhões de hectares tratados, com taxa de uso quatro vezes superior à média global. Dentre esses dados, outro que chama atenção é que a combinação de produtos químicos e biológicos para proteção de cultivos cresceu 7% na safra 2023/2024. Enquanto a adoção de bioinsumos, nas mesmas áreas, aumentou 35% no mesmo período.

Leonardo Antolini, Gerente Regional de Marketing Estratégico Plant Health da FMC para o Brasil

É neste cenário que a FMC, empresa global de ciências para agricultura, reafirma seu compromisso de longo prazo com a inovação ao investir na combinação entre soluções químicas e biológicas. A companhia conta com um portfólio consolidado de soluções biológicas, como Presence® Full, Provilar®, Ataplan®, Quartzo®, Crop Evo® e Seed+Como® e os recentes lançamentos: os bioinseticidas Evedar® e Perovar®, e o biofungicida de solo Cablar®. Esses produtos foram desenvolvidos para atuar de forma sinérgica com os químicos, oferecendo proteção eficiente e ampliada às lavouras, além de benefícios ao solo e à biodiversidade.

A FMC investe 6% do faturamento global em pesquisa e desenvolvimento para oferecer um portfólio completo e com uma nova geração de biológicos, integrados aos químicos, além de serviços que ajudam as tomadas de decisões do produtor brasileiro: “Acreditamos que o futuro do campo passa por uma agricultura capaz de integrar tecnologias, conhecimentos e perspectivas. Ao combinar o que há de mais moderno em defensivos químicos com o potencial dos biológicos, estamos ampliando as possibilidades de manejo e ajudando a construir um modelo produtivo mais inteligente, resiliente e alinhado às exigências do campo”, destaca Leonardo Antolini, Gerente Regional de Marketing Estratégico Plant Health da FMC para o Brasil.

Inovações FMC

Em 2025, a FMC lançou três novas biosoluções no mercado: os bioinseticidas Perovar e Evedar e o biofungicida de solo Cablar.

Com sinergia biológica para máxima proteção, o Evedar traz proteção biológica avançada para a lavoura, combinando os fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae em uma formulação inovadora. Oferece um controle efetivo contra pragas como, bicudo da cana-de-açúcar (Sphenophorus levis), mosca-branca (Bemisia tabaci biótipo B), ácaro-rajado (Tetranychus urticae), broca-do-café (Hypothenemus hampei), cigarrinha-das-pastagens (Deois flavopicta), percevejo-marrom (Euchistos heros) e Tripes (Frankliniella occidentalis).

Já o Perovar® combate as pragas onde elas começam. Com o fungo Metarhizium anisopliae isolado, o bioinseticida é ideal para aplicação em sulco. Sua eficácia no controle de pragas como cigarrinha da cana-de-açúcar (Mahanarva fimbriolata) e percevejo-castanho (Scaptocoris castânea) entrega proteção efetiva e de amplo espectro, preservando a saúde do solo e favorecendo o equilíbrio biológico. Resistente a condições adversas e compatível com diversos manejos, Perovar é a solução resiliente que protege as plantas no momento mais crítico do desenvolvimento, entregando resultados superiores no campo.

No portfólio de biofungicidas, o Cablar® é a força biológica que protege e regenera o solo. A tecnologia é formulada com uma potente combinação de duas cepas de Trichoderma (Trichoderma harzianum URM 8119 e Trichoderma asperellum URM 8120) e Bacillus amyloliquefaciens CCT 7901, projetados para estabelecer a microbiota regenerativa e atuar contra doenças do solo e da planta.

“Essas soluções são altamente eficazes e sustentáveis, com um elevado shelf life sem necessidade de refrigeração, garantindo praticidade no armazenamento e no uso”, diz o gerente. Leonardo ainda ressalta que o portfólio da FMC contribui para a sustentabilidade ao compromisso da companhia com a agricultura de baixo impacto ambiental. “Essas novas soluções fortalecerão ainda mais a produtividade e a saúde das lavouras de nossos parceiros, proporcionando um futuro mais seguro e rentável”.





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