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A meta é clara: manter o feijão vivo no prato do brasileiro – Foto: Canva
Mesmo com preços mais baixos, o feijão está sendo deixado de lado na alimentação dos brasileiros. Segundo dados da Scanntech, divulgados recentemente, o consumo do grão caiu 4,2%, apesar de uma redução de 17,5% no preço. O arroz seguiu tendência parecida, com queda de 4,7% no volume consumido e retração de 14,2% nos preços.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe), a queda no consumo de feijão é uma preocupação antiga. Nas últimas quatro décadas, o consumo per capita passou de 19 kg para 12,8 kg por ano. Entre os fatores estão a urbanização, famílias menores e a falta de tempo para cozinhar. Diante desse cenário, o setor está se mobilizando com a campanha Viva Feijão, que aposta em vídeos, redes sociais e influenciadores para reconectar o brasileiro com esse alimento tradicional e afetivo.
A ação inclui também o engajamento de produtores e parceiros do setor por meio do Clube Premier do Ibrafe, com incentivo à participação em eventos como o Pulse Day e à divulgação do perfil @vivafeijao no Instagram. A campanha pretende ainda ocupar as ruas com adesivos e divulgar opções de feijão pronto para atender ao consumidor moderno.
A meta é clara: manter o feijão vivo no prato do brasileiro. Para o Ibrafe, essa é uma causa social e cultural que precisa da força coletiva do setor para ser revertida. “Vamos disponibilizar um adesivo oficial para carros, caminhonetes, tratores e onde mais for possível. Você pede, e nós enviamos o arquivo para impressão na sua região. Se o consumidor moderno acha complicado preparar pequenas porções de Feijão, vamos ocupar espaço com o Feijão pronto. O importante é manter o Feijão vivo no prato do brasileiro e transformar essa mobilização em força coletiva do setor”, conclui.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que os indicadores dos EUA mostraram enfraquecimento do mercado de trabalho e da demanda interna, afetando mercados globais.
No Brasil, o BC manteve a Selic em 15% e adotou tom firme diante da inflação.
Os destaques da semana incluem os dados do Caged e a ata da reunião do Copom.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
Frente fria se desloca do Sul para o Sudeste nesta segunda-feira (4) e a chuva começa a perder força no extremo oeste e sul do RS, com influência do ar polar, as temperaturas diminuem na Campanha e Fronteira Oeste. As instabilidades ainda persistem no norte do estado, e nas demais áreas da Região Sul – com risco para temporais na Serra e norte do RS, entre o sul e oeste de SC e em cidades do oeste e sudoeste do PR. Semana começa com atenção em Porto Alegre e Florianópolis e chuva moderada em Curitiba, além, de temperaturas mais baixas.O mar fica mais agitado na costa da Região Sul, porém, sem ressaca – ventos mais fortes no leste de SC e PR com rajadas de até 70 km/h.
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No Sudeste, ar seco no interior da e frente fria se aproximando do sul de São Paulo. Previsão de chuva moderada no extremo sul de SP – com o deslocamento da frente fria, chove durante o final da tarde e à noite na Região do Vale do Ribeira. O tempo continua mais aberto no interior e norte paulista e entre RJ, MG e ES, com condições para bastante vento e rajadas moderadas de até 50 km/h. Na cidade de SP a nebulosidade aumenta durante o dia, mas não chove. A semana começa com tempo firme e calor na cidade do RJ, em Belo Horizonte e Vitória. Os índices de umidade relativa do ar continuam baixos em todo o interior do Sudeste – com alerta entre o Triângulo e noroeste de MG.
Enquanto no Centro-Oeste, o fluxo de umidade da Região Norte e a presença da baixa pressão no Paraguai, estimulam pancadas mais irregulares entre o noroeste, oeste e sudoeste de MT e parte do centro-sul e oeste de MS – segunda abafada, ainda com boas aberturas de sol e atenção para Campo Grande e Cuiabá, que podem receber pancadas fortes com raios de forma localizada. Entre GO e DF, tempo mais seco e firme – dia ensolarado e com umidade abaixo de 20% em Brasília e Goiânia.
Já no Nordeste, o risco de temporal continua em Aracaju e Maceió neste começo de semana – o vento úmido que sopra do mar contra o continente mantém nuvens mais carregadas e o risco para chuva desde cedo – atenção para o interior da PB, PE, AL, SE e todo o centro norte do RN e CE – a chuva pode acontecer com força intercalando alguns períodos de melhoria. Ar mais seco no sul do MA, PI, oeste e norte da BA e chuva moderada em Salvador e São Luís.
E no Norte, a presença de umidade combinada com as altas temperaturas mantém as instabilidades entre AM, AC e RO com previsão de pancadas fortes e risco para raios. Alerta entre AC e AM e chuva forte, também, sobre Macapá e Belém.
Exportações avançando e custos sob controle devem sustentar a rentabilidade do setor
A oferta estável, o mercado interno aquecido e as crescentes exportações impulsionaram o aumento no preço do suíno vivo e da carne suína no varejo no primeiro semestre de 2025. Para o segundo semestre, a expectativa é de que a disponibilidade siga ajustada, enquanto a demanda — tanto interna quanto externa — permanece aquecida, sustentando os preços no mercado físico.
A Safras & Mercado apontou que a disponibilidade doméstica de carne suína está enxuta, favorecida pelo ótimo ritmo da exportação, que por sua vez tende a ultrapassar a marca das 115 mil toneladas em junho, seguindo a última média divulgada pela Secex.
Segundo projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), compiladas pela HN Agro, a produção de carne suína no Brasil deve crescer 2,2% em 2025, totalizando 4,6 milhões de toneladas em equivalente carcaça, frente às 4,5 milhões de toneladas registradas no ano passado. No sentido oposto, a China — maior produtora global — deve apresentar uma leve retração de 0,1%, com a produção estimada em 57 milhões de toneladas, ante as 57,06 milhões de toneladas de 2024.
O abate de 230,99 mil cabeças de suínos a mais no 1º trimestre de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior, foi impulsionado por aumentos em 17 das 26 Unidades da Federação participantes da pesquisa. Esse resultado da produção do abate de suínos registrou o melhor mês de janeiro, e significou o melhor 1° trimestre da série histórica iniciada em 1997.
“No caso do abate de suínos, a gente observa que, apesar do crescimento, o abate vem em uma desaceleração para poder manter a oferta equilibrada. Também observamos uma diversificação das nossas exportações, temos conseguido ampliar os nossos destinos para envio das carnes, o que tem favorecido a estabilidade deste mercado. A China reduziu muito as compras da nossa carne suína, mas conseguimos outros destinos, como as Filipinas, que tiveram uma ascensão nos últimos períodos e alcançaram a primeira posição nas compras”, explicou a gerente da pesquisa, Angela Lordão.
O Presidente da APCS, Valdomiro Ferreira, explica que muitos suinocultores seguraram os animais neste mês de junho a espera de preços superiores a R$ 180,00/@. “No começo de junho, o setor estava com uma perspectiva altista e que pudesse ultrapassar esse patamar de cotação até o final do mês, isso acabou levando os produtores a seguraram os animais mais leves na granja”, comentou em entrevista ao Notícias Agrícolas.
A Associação tem pedido aos suinocultores que não aguardem a retomada de preços, pois isso pode comprometer o ganho de peso dos animais e também gerar um excesso de oferta no início de julho. “Nós estamos pedindo para que os suinocultores não segurem os animais nas granjas e não aguardem retomada de preços, já que esse período melhora a conversão alimentar do animal, assim ele consome mais e ganha mais peso”, informou.
Já no estado do Rio Grande do Sul, a oferta e a demanda para a suinocultura no estado continua ajustada desde do final do ano passado, conforme comentou o Presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), Valdecir Folador. “Já terminamos o primeiro semestre e não temos oferta sobrando, mas se tivesse mais disponibilidade de animais os frigoríficos estariam comprando”, comentou ao Notícias Agrícolas.
A liderança gaúcha ainda reforça que o cenário de oferta ajustada tem sido positiva ao setor, pois os preços estão se mantendo estáveis com viés de alta e deixando margens positivas para o suinocultor.
Custo de Produção
O poder de compra do suinocultor paulista vem crescendo frente ao milho e ao farelo de soja – principais insumos da atividade. Segundo as informações do Cepea, esse cenário tem sido favorecido pelo aumento no valor do suíno vivo e pela queda nos preços dos insumos, como o milho.
O levantamento do Itaú BBA indicou que os custos da suinocultura caíram 3%, ao passo em que os preços do animal vivo avançaram 1%, e este patamar do spread se manteve na primeira metade de junho, com os custos e os preços caindo proporcionalmente, na ordem de 2%.
De acordo com os custos de produção, Folador reportou que o preço do milho e do farelo estão estáveis na localidade. “Nós acreditamos que esse cenário deve permanecer para o segundo semestre, mas estamos acompanhando que a demanda está bem aquecida e isso pode contribuir para o mercado”, relatou Folador.
Com um aumento da oferta de cereal e preços pressionados, os suinocultores estão com margens mais atrativas e alguns casos estão aproveitando para estocar o milho para garantir a rentabilidade até o final do ano.
Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o Presidente da Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira, destacou que os suinocultores estão tendo rentabilidade já que a relação de troca está favorável ao suinocultor.
“Hoje, o preço do suíno está em R$ 168,00/@ e a saca do milho está em R$ 68,00 a saca posto Campinas. Nós estamos com uma relação de troca de uma arroba suína por 2,47 sacos de milho, sendo que o ideal é 2,5. Por tanto, nós estamos muito próximos de uma relação saudável”, comentou ao Notícias Agrícolas.
Com relação ao farelo de soja, o setor de suinocultura está aguardando preços abaixo de R$ 1.600 por tonelada para o segundo semestre. “Com isso, nós estamos acompanhando produtores comprando farelo de soja de forma antecipada para os próximos dois meses e devemos comprar o farelo até dezembro”, destacou.
No entanto, o agronegócio também acompanha a recente escalada de tensão no Oriente Médio, com o conflito entre Irã e Israel, que já começa a refletir de forma direta no setor. O impacto mais imediato tem sido o aumento no custo dos adubos nitrogenados, essenciais para culturas como o milho
Esse cenário traz consequências práticas para o planejamento agrícola. Tradicionalmente, em Santa Catarina, o milho é plantado entre setembro e outubro no estado e exige grande volume de nitrogênio na sua adubação. Com os preços elevados, muitos produtores já cogitam migrar parte das áreas destinadas ao milho para o cultivo da soja, que demanda menos fertilizante nitrogenado.
“Se o custo inviabilizar a cultura do milho, o produtor acaba optando pela soja. Isso pode agravar ainda mais o déficit de produção interna, já que nosso estado não tem safrinha e depende fortemente da produção de milho para alimentar suas cadeias de suínos, aves e leite. Hoje já temos um déficit de 5 a 6 milhões de toneladas de milho, e esse número pode crescer ainda mais”, alerta João Carlos Di Domenico, produtor rural e presidente da Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam).
Demanda
A demanda por carne suína será um dos fatores determinantes para a formação de preços no segundo semestre de 2025, em um cenário de oferta doméstica mais ajustada. As exportações devem seguir aquecidas, enquanto a carne suína deve enfrentar maior concorrência da carne de frango, que apresenta preços mais acessíveis e pode ganhar espaço nas gôndolas diante do consumidor sensível ao custo.
As importações de carne suína pela China devem recuar 0,5% em 2025, totalizando 1,3 milhão de toneladas em equivalente carcaça, levemente abaixo das 1,306 milhão de toneladas adquiridas em 2024, segundo estimativas do USDA compiladas pela HN Agro. O Japão também deve reduzir suas compras no mercado internacional, com previsão de queda de 1,8%, passando de 1,487 milhão de toneladas no ano passado para 1,46 milhão neste ano.
Em sentido oposto, as Filipinas devem intensificar as importações da proteína, com alta projetada de 5,7% em 2025. O volume deve alcançar 630 mil toneladas, frente às 590 mil toneladas adquiridas em 2024, em meio às dificuldades do país em conter a peste suína africana e garantir o abastecimento interno.
As exportações brasileiras de carne suína devem crescer 4,5% em 2025, totalizando 1,6 milhão de toneladas em equivalente carcaça, segundo projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) compiladas pela HN Agro. O volume supera os 1,535 milhão de toneladas embarcadas em 2024 e reforça a competitividade do Brasil no mercado internacional.
Na contramão, outros grandes exportadores devem enfrentar retração nas vendas externas. Os Estados Unidos devem embarcar 3,155 milhões de toneladas, queda de 2,2% em relação ao ano anterior. o USDA estima que a União Europeia, por sua vez, deve reduzir suas exportações em 3,8%, com estimativa de 2,9 milhões de toneladas em 2025, frente às 3,014 milhões de toneladas registradas em 2024.
O consumo de carne suína no mercado interno brasileiro deve avançar 1 % em 2025, alcançando 3,002 milhões de toneladas em equivalente‑carcaça e superando as 2,972 milhões de toneladas registradas em 2024, apontam projeções do USDA compiladas pela HN Agro. No maior polo de demanda global, a China, o movimento é inverso: espera‑se leve recuo de 0,1 %, para 58,2 milhões de toneladas, resultado de ajustes no plantel após os impactos da peste suína africana.
Já as Filipinas surgem como destaque de expansão em função da dificuldade para conter a peste suína africana e com produção doméstica limitada, o país deve elevar suas compras em 5 %, passando de 1,576 milhão para 1,655 milhão de toneladas, o que tende a abrir espaço adicional para a proteína brasileira.
O Itaú BBA apontou que a China reduziu muito sua necessidade de importações desde 2021, após se recuperar da Peste Suína Africana. No caso das compras de carne suína do Brasil, as vendas estão 30% menores neste ano após terem caído 40% em 2024. Mesmo assim, ainda é o segundo principal destino externo, tendo sido ultrapassada somente pelas Filipinas. Ou seja, apesar das compras menores, ainda é um mercado importante para o Brasil.
Segundo as informações da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), de janeiro a março de 2025, 26 países registraram casos de peste suína africana contabilizando 2.251 casos registrados neste período. A ABPA ainda reforça que há décadas não ocorre casos de PSA no Brasil.
Número de casos de peste suína africana | Informação e elaboração Secex
De acordo com as informações da Scot Consultoria, a carne suína enfrenta uma forte concorrência no mercado doméstico. De um lado, a carne de frango, mais barata. Do outro, a carne bovina, com preços mais atrativos que no passado.
O mercado brasileiro de soja encerrou julho com ritmo lento e poucos negócios. Com a colheita da safrinha avançando, os produtores priorizaram a comercialização do milho e deixaram a soja em segundo plano.
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Segundo a consultoria Safras & Mercado, a queda nos contratos futuros em Chicago, pressionados pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, contribuiu para a cautela no mercado doméstico. Ainda assim, a valorização do dólar e dos prêmios de exportação ajudou a conter parte das perdas.
Preços de soja
No interior do Brasil, os preços da soja oscilaram entre estabilidade e leve recuo, enquanto nos portos houve valorização. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 135,00 para R$ 132,00. Em Rondonópolis (MT), subiu de R$ 115,00 para R$ 122,00. No Porto de Paranaguá (PR), o valor passou de R$ 133,50 para R$ 138,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o contrato com vencimento em novembro acumulou queda de 3,68% ao longo do mês, encerrando julho cotado a US$ 9,8925 por bushel. O clima favorável nos Estados Unidos alimenta expectativas de uma safra cheia em meio a uma oferta global já elevada, o que pressiona as cotações internacionais.
O dólar, por sua vez, subiu 3% no mês, encerrando julho em torno de R$ 5,60. A valorização da moeda norte-americana e a alta nos prêmios amenizaram os efeitos negativos da CBOT no mercado interno.
Safra 25/26 de soja
De acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado, a área plantada com soja no Brasil deve atingir 48,217 milhões de hectares na safra 2025/26, um crescimento de 1,2% em relação ao ciclo anterior. A produção está estimada em 179,875 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 4,6% sobre a safra 2024/25. Caso se confirme, será o maior volume já registrado no país.
Para o analista Rafael Silveira, o aumento de área deve ocorrer principalmente no Centro-Oeste e no Nordeste, regiões que ainda apresentam disponibilidade de áreas de pastagem para conversão em lavouras. No entanto, ele alerta que os custos de produção seguem elevados e os juros continuam pressionando o orçamento dos produtores.
“O ponto central é que deveremos observar aumento de área em muitos estados produtores. No entanto, os custos de produção estão mais elevados, com juros ainda altos, o que pode resultar em redução nos investimentos em tecnologia para a cultura da soja, fator que limita o potencial de produtividade em diversas regiões”, explica Silveira.
No Rio Grande do Sul, o cenário é mais desafiador. Segundo o analista, o estado vem sendo afetado por sucessivas adversidades climáticas, o que tem comprometido a produtividade e desestimulado o investimento. Por isso, não há expectativa de expansão de área, e o uso de tecnologias nas lavouras deve ser reduzido, tornando-as mais vulneráveis a novos eventos extremos.
Já no Mato Grosso, a expectativa é de continuidade no bom desempenho. “2025 é um ano de recuperação de produtividade no Mato Grosso, que deve continuar liderando a produção nacional”, afirma Silveira.
Após semanas de tensões comerciais causadas pela anúncio de uma taxação de 50% das exportações brasileiras pelo os EUA, a China começa a sinalizar uma abertura mais ampla para o agronegócio do Brasil. Em um movimento visto como estratégico, Pequim aprovou a habilitação de 183 novas empresas brasileiras de café para exportação ao mercado chinês. A medida entrou em vigor na última quarta-feira (30) e terá validade de cinco anos.
No entanto, a decisão foi anunciada pela Embaixada da China no Brasil nas redes sociais no sábado (2), que destacou a qualidade do café brasileiro como um diferencial importante. A ação ocorre em meio à intensificação das relações comerciais entre os dois países, especialmente no setor agroalimentar.
Além do café, o governo brasileiro também celebrou a ampliação de acesso a outros produtos. Segundo o Ministério da Agricultura, o Brasil conseguiu novas habilitações para exportação de gergelim ao mercado chinês, o que pode beneficiar pequenos e médios produtores nordestinos. Paralelamente, a China também habilitou os primeiros estabelecimentos brasileiros para exportar farinhas de aves e suínos, sinalizando uma diversificação na pauta exportadora do agro nacional.
Analistas veem essas medidas como indícios de que, mesmo em meio a disputas comerciais, há disposição por parte da China em preservar e até expandir a cooperação no setor agrícola, essencial para sua segurança alimentar.
A movimentação pode representar uma oportunidade estratégica para o Brasil ampliar sua presença no país que é seu principal parceiro comercial.
O Brasil não deve abrir mão de procurar viabilizar uma alternativa ao dólar como moeda para fazer comércio internacional, afirmou neste domingo (3) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso sobre o tarifaço de 50% que os Estados Unidos (EUA) impuseram contra o país. Cerca de 36% das exportações brasileiros foram taxadas pela Casa Branca.
“Eu não vou abrir mão de achar que a gente precisa procurar construir uma moeda alternativa para que a gente possa negociar com os outros países. Eu não preciso ficar subordinado ao dólar”, afirmou o presidente brasileiro.
Apesar de os EUA não citarem diretamente a substituição do dólar no comércio global como motivo para taxação do Brasil, analistas têm apontado que essa proposta em discussão no Brics está por trás da ação de Donald Trump.
Durante a Cúpula do Brics, no Rio de Janeiro (RJ), entre 6 e 7 de julho, Trump fez críticas ao bloco e prometeu retaliar países que substituam o dólar no comércio. O uso do dólar como moeda internacional concede uma vantagem competitiva para os EUA na economia global.
Em convenção do Partido dos Trabalhadores (PT), em Brasília, Lula destacou que o Brasil não quer desafiar os EUA, mas que o país tem interesses estratégicos que precisa defender. O presidente afirmou que o Brasil não é uma “republiqueta” e que quer negociar em igualdade de condições.
“Os EUA são muito grande, é o país mais bélico do mundo, é o país mais tecnológico do mundo, é o país com a maior economia do mundo. Tudo isso é muito importante. Mas nós queremos ser respeitados pelo nosso tamanho. Nós temos interesses econômicos e estratégicos. Nós queremos crescer. E nós não somos uma republiqueta. Tentar colocar um assunto político para nos taxar economicamente é inaceitável. É inaceitável”, avaliou.
Lula fez referência às críticas dos EUA ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, um dos motivos apontados por Trump para taxar o Brasil.
Relações diplomáticas
O presidente brasileiro, por outro lado, acrescentou que o governo segue aberto a negociações com os EUA e que, apesar de o país norte-americano não ter mais a mesma importância econômica que já teve para o Brasil, as relações diplomáticas devem ser preservadas.
“O Brasil hoje não é tão dependente como já foi dos Estados Unidos. O Brasil tem uma relação comercial muito ampla no mundo inteiro. A gente está muito mais tranquilo do ponto de vista econômico. Mas, obviamente, que eu não vou deixar de compreender a importância da relação diplomática com os Estados Unidos, que já dura 201 anos”, afirmou.
Lula disse ainda que o governo vai trabalhar para defender as empresas e os trabalhadores afetados pelo tarifaço enquanto deixa a porta aberta para negociações com a Casa Branca.
“Vamos dizer o seguinte, ‘olha, quando quiser negociar, as propostas estão na mesa. Aliás, já foram apresentadas propostas pelo [vice-presidente] Alckmin e pelo [ministro das relações exteriores] Mauro Vieira. Então, é simplesmente isso”, finalizou.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um curativo líquido à base de polivinilpirrolidona (PVP) com extratos naturais de casca de romã e alecrim.
Aplicado de forma pastosa, o curativo seca rapidamente e forma um filme protetor nas lesões na pele, inibindo o crescimento de microrganismos. A formulação é composta por solventes verdes, como água e etanol, e concentrações de compostos fenólicos, conhecidos pela sua ação antimicrobiana e antioxidante.
Enquanto curativos convencionais enfrentam diversas limitações, como baixa capacidade antimicrobiana, necessidade de trocas frequentes, reduzida biodegradabilidade e maiores riscos de infecção, o curativo criado pelos pesquisadores da Unicamp é de fácil aplicação, resistente à água e reduz o desconforto causado por solventes mais agressivos, além de ter baixo custo de produção.
A pesquisa é coordenada por Maurício Ariel Rostagno, professor da Unicamp, que desenvolve um sistema para permitir a caracterização da composição química de matérias-primas naturais de forma rápida, eficiente e com monitoramento em tempo real enquanto ocorre a produção de pequenas quantidades de extratos obtidos por meio do fracionamento dos compostos presentes.
O curativo líquido é sustentável, favorece a reutilização de resíduos agroindustriais e imita a estrutura natural da pele. Além disso, dispensa medicamentos adicionais com propriedades antimicrobianas, contribuindo para um tratamento mais acessível.
Atualmente, a tecnologia está com patente depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
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Foto: Divulgação
O mercado internacional de milho encerrou julho sob forte pressão de baixa. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o bushel caiu para US$ 3,94 no dia 31, contra US$ 4,01 uma semana antes. Esse é o menor valor desde setembro de 2024 para o primeiro vencimento do contrato.
Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a queda é reflexo de uma combinação de fatores. De um lado, o clima segue favorável nos EUA, com 73% das lavouras em boas ou excelentes condições no fim de julho. De outro, os embarques do país surpreenderam positivamente: 1,5 milhão de toneladas foram exportadas na semana, acumulando 60,3 milhões no ano — 29% acima de 2024.
A perspectiva de colheita farta nos EUA se soma a uma supersafra brasileira. A produção total de milho no Brasil pode chegar a 150 milhões de toneladas, com a segunda safra representando 123,3 milhões — um recorde histórico. O CEEMA já batizou esse ciclo de “mãe de todas as safrinhas”, com expectativa de crescimento de quase 20% em relação ao ano anterior.
No Brasil, os preços seguem pressionados para baixo, impactados pelo avanço da colheita e pelo ritmo lento das exportações. Apesar de parte dos produtores estarem segurando o milho, a necessidade de quitar contratos de custeio entre agosto e setembro tende a aumentar a oferta, intensificando a pressão nos preços.
Mesmo com atraso na colheita — que atinge 66,1% da área nacional segundo a Conab —, os volumes colhidos sustentam a perspectiva de uma oferta robusta. Esse cenário, segundo o CEEMA, deve manter os preços baixos até o final de 2025, caso as condições climáticas para a próxima safra também sejam favoráveis.
Quando falamos em agronegócio, pensamos em tecnologia, tradição, produtividade. Mas há um novo fenômeno ganhando força entre produtores, profissionais do campo e famílias rurais: o colecionismo de carros, tratores e caminhonetes em miniatura.
Esse universo, antes associado ao público urbano ou infantil, agora ocupa lugar de destaque em fazendas, escritórios de agrônomos e até em estandes de feiras agropecuárias. Mais do que um hobby, essas miniaturas são uma forma de expressar paixão pela vida no campo, preservar memórias e representar o orgulho do agro em escala reduzida.
Imagem criada por inteligência artificial
Tratores em miniatura: história, tecnologia e identidade rural
Um dos segmentos mais valorizados dentro do colecionismo são os tratores agrícolas em miniatura. Modelos da John Deere, Massey Ferguson, Valtra e New Holland são recriados com incrível nível de detalhe, em escalas como 1:64, 1:32 e 1:16. Essas réplicas apresentam desde tratores clássicos dos anos 1950 até colheitadeiras e pulverizadores com design atual.
A marca John Deere, por exemplo, possui uma linha oficial de miniaturas produzida com qualidade premium, muito procurada por agricultores e concessionárias. Os modelos servem não apenas como objetos de coleção, mas também como itens decorativos ou até brindes em grandes negociações no campo.
Para muitos produtores, ter na estante o trator que o avô dirigia ou a colheitadeira que revolucionou sua lavoura é uma maneira de eternizar histórias familiares e reforçar a identidade rural.
Pick-ups e veículos utilitários: o estilo de vida do campo em miniatura
O campo também tem suas estrelas sobre quatro rodas. As pick-ups fazem parte do cotidiano rural brasileiro, e não poderia ser diferente no mundo do diecast, que é como também são chamadas as miniaturas de veículos.
Modelos como Chevrolet D-20, Ford F-1000, Toyota Bandeirante, Dodge RAM, Hilux, Amarok e S10 estão entre os mais desejados pelos colecionadores do agro.
Coleção de pick-ups em miniatura- imagem gerada por I.A.
As miniaturas retratam esses veículos com fidelidade: desde a pintura até os pneus largos e o rack de carga. Marcas como GreenLight Collectibles, Maisto e Majorette investem pesado em séries dedicadas ao público rural, como:
“Dually Drivers” (picapes com rodas duplas)
“Country Roads” (estradas de terra e vida no interior)
“Agricultural Line” (tratores e colheitadeiras realistas)
“Off-Road Series” (veículos para terrenos irregulares)
Essas linhas têm conquistado um público fiel no Brasil, que vê nelas uma forma de levar o campo para dentro de casa, mesmo em versão reduzida.
Confira algumas das marcas mais relevantes quando o assunto é miniatura no campo:
John Deere Miniatures
Fabricada com alto padrão pela empresa Ertl.
Tratores, colheitadeiras e implementos agrícolas com realismo impressionante.
GreenLight Collectibles
Réplicas licenciadas de picapes e caminhonetes.
Séries voltadas para o universo rural e colecionadores exigentes.
Maisto
Modelos variados em 1:18, 1:24 e 1:64.
Veículos utilitários, caminhões e pick-ups com bom custo-benefício.
Matchbox
Foco em veículos de trabalho: tratores, retroescavadeiras e caminhonetes.
Ideal para quem está começando no hobby.
Hot Wheels
Marca mais popular do mundo.
Foco em esportivos, mas com séries especiais de veículos rurais e caminhonetes.
Hot Wheels tractor – Imagem de divulgação
Majorette
Marca francesa com tradição em miniaturas desde os anos 60.
Destaque para linhas agrícolas, off-road e clássicos europeus com ótimo acabamento.
Reconhecida por realismo, portas funcionais e suspensão em modelos 1:64.
Como começar sua coleção agro?
Escolha sua escala favorita (1:64 é a mais acessível).
Defina um tema: tratores antigos, colheitadeiras modernas ou pick-ups clássicas.
Participe de grupos e eventos: no Facebook, WhatsApp e encontros físicos.
Monte uma estante temática com elementos do campo e suas miniaturas favoritas.
O universo global do ‘diecast’: onde o agro encontra a cultura pop
Muito além dos tratores e picapes, o colecionismo Diecast é parte de um movimento mundial que envolve história automotiva, memória afetiva e cultura visual. E o agro faz parte disso.
O termo “Diecast” se refere ao processo de fundição de metal sob pressão, usado para criar miniaturas duráveis e detalhadas. Esse mercado movimenta milhões anualmente, com colecionadores apaixonados, séries limitadas, feiras internacionais e comunidades gigantescas no Brasil e fora dele.
Raridades, eventos e paixão que move colecionadores no Brasil
No Brasil, o universo Diecast vem crescendo com força. Encontros como o Salão Diecast, feiras especializadas e grupos online movimentam o setor com trocas, vendas e exposições de peças raras. Miniaturas com pintura exclusiva, erros de fábrica, embalagens especiais ou lançamentos comemorativos são chamadas de chase, super treasure hunt, entre outros e podem atingir valores altos no mercado de colecionadores.
Além disso, influenciadores e canais dedicados compartilham conteúdo educativo e inspirador, conectando o campo com o mundo da cultura pop, do automobilismo e da arte.
Um hobby que une gerações e conecta o agro ao mundo
O que torna o colecionismo de miniaturas tão poderoso é sua capacidade de unir o passado, o presente e o futuro. Seja por amor aos tratores do avô, à primeira Hilux da fazenda ou ao simples desejo de eternizar o agro em forma de arte, as miniaturas são mais do que objetos: são símbolos da nossa identidade rural.
E ao mesmo tempo, nos conectam com um movimento global, onde o campo, a cidade e a cultura se encontram na palma da mão.
Curiosidades: a miniatura ‘diecast’ mais valiosa já vendida
A miniatura mais cara do mundo é o icônico Hot Wheels Pink Rear‑Loading VW Beach Bomb (1969), um protótipo raríssimo em rosa com pranchas de surfe saindo da janela traseira. Foram produzidos apenas alguns protótipos e apenas dois modelos rosa são conhecidos, tornando esta peça, muitas vezes chamada de Santo Graal dos colecionadores, praticamente única.
Estima‑se que o valor de mercado atual desse item esteja na faixa de US $150 mil a US $175 mil, com histórico de vendas que ultrapassam seis dígitos.
Esse Hot Wheels não entrou em produção comercial por causa de falha no design: ele era muito estreito e instável nas pistas com o acessório Super Charger, o que levou a Mattel a redesenhá-lo com pranchas de surfe posicionadas na lateral e maior estabilidade.
Do que são feitas as miniaturas?
Hot Wheels e outras miniaturas de veículos são geralmente feitas de Zamac, uma liga metálica composta principalmente por zinco. As letras Z-A-M-A-C representam seus principais componentes:
Z – zinco: É o metal base, presente em maior proporção. Confere resistência e durabilidade às miniaturas.
A – \lumínio: Adicionado para melhorar a fluidez do material durante a fundição e reduzir o peso.
MA – magnésio: Contribui para a resistência e a dureza da liga.
C – cobre: Ajuda a aumentar a dureza e a resistência à corrosão do ZAMAC.
Além do corpo principal de Zamac, as miniaturas também incorporam outros materiais, como:
Plástico: Utilizado nas rodas, vidros, interiores e em alguns detalhes externos.
Borracha: Em alguns modelos mais detalhados ou premium, os pneus podem ser feitos de borracha.
Tinta e decalques: Para a pintura e os designs das miniaturas.
Essa combinação de materiais permite a produção em massa de miniaturas duráveis, com bom acabamento e a um custo acessível.