domingo, maio 10, 2026

Autor: Redação

News

Tarifaço pode causar prejuízo de R$ 180 milhões à indústria do cacau, avalia setor



O tarifaço pode causar um prejuízo ao setor do cacau de R$ 180 milhões, diz a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC).

Segundo principal destino do cacau e seus derivados, os EUA compra 18% das exportações brasileiras. Em 2024, as exportações de derivados de cacau para os EUA somaram US$ 72,7 milhões (R$ 363 milhões). Somente no primeiro semestre de 2025, os embarques já alcançaram US$ 64,8 milhões (R$ 325 milhões), mais de 25% do total exportado no período.

Em nota, a AIPC afirma que com a taxação de 50% as exportações de cacau para os EUA se tornam “economicamente inviáveis”.

“Mais do que prejuízo comercial, a medida ameaça o funcionamento da indústria nacional de processamento de cacau. Isso porque a estrutura produtiva do setor depende da moagem das amêndoas, cujo subproduto principal é a manteiga de cacau — derivado fortemente demandado pelo mercado americano, que concentra praticamente 100% das exportações brasileiras desse item. Sem a possibilidade de escoamento, as empresas ficam impossibilitadas de manter a produção em pleno funcionamento, o que amplia significativamente a ociosidade industrial e compromete empregos e investimentos nas regiões produtoras, especialmente na Bahia, no Pará e em São Paulo”, diz trecho da nota.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

A nota da AIPC ainda pede um esforço diplomático por parte das autoridades do Brasil para que o cacau seja incluído na lista de exceções do tarifaço. Além disso, a Associação solicita medidas emergenciais que vão deste prorrogação para pagamentos e linhas crédito específicas para o setor.

“É fundamental evitar o fechamento de plantas industriais e a perda de milhares de empregos diretos e indiretos em regiões que dependem fortemente da cacauicultura para seu sustento. A cacauicultura brasileira é responsável por cerca de 200 mil empregos diretos e indiretos’, alerta o comunicado da AIPC.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Tratamento de sementes fortalece lavouras



Esse cenário tem sido constante nas últimas safras



Esse cenário tem sido constante nas últimas safras
Esse cenário tem sido constante nas últimas safras – Foto: Divulgação

A instabilidade climática e a pressão crescente de pragas e doenças têm imposto safras mais exigentes aos produtores do Cerrado, especialmente nas regiões do MATOPIBAPA (Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e Pará) e em Mato Grosso. Segundo Rafael Toscano, gerente técnico da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, o cenário de chuvas irregulares e altas temperaturas favorece surtos de doenças como a antracnose, causada por fungos do gênero Colletotrichum, que comprometem o desenvolvimento das culturas desde as fases iniciais.

“A distribuição irregular das chuvas, aliada a períodos prolongados de altas temperaturas, cria condições ideais para o desenvolvimento e a propagação de fungos, comprometendo o desempenho das lavouras já nas fases iniciais da semeadura. Esse cenário tem sido constante nas últimas safras e a expectativa é de que continue desafiador nas próximas”, ressalta.

Com base nas projeções do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), do Ministério da Agricultura (MAPA), essa condição climática desafiadora tende a persistir nos próximos ciclos. Em resposta, cresce a importância da adoção de tecnologias no início do plantio. Segundo a Embrapa, o tratamento de sementes é uma das estratégias mais eficazes para proteger o potencial produtivo das lavouras desde a germinação, servindo como uma barreira contra fungos oportunistas.

A ORÍGEO destaca que soluções como o fungicida Vitavax Ultra, da UPL, vêm auxiliando produtores a garantir uma semeadura mais segura e plantas com crescimento mais uniforme. Registrado no MAPA para soja, milho e algodão, o produto combina ação sistêmica e de contato para proteger contra doenças como a antracnose.

 





Source link

News

após leve reação, preços voltam a cair



Após um leve movimento de reação, as cotações domésticas do milho voltaram a cair na última semana. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o centro de pesquisas, a pressão veio sobretudo da ausência de consumidores, que aguardam maiores desvalorizações com os avanços da colheita de segunda safra. Além disso, as exportações estão menores em relação ao ano passado e ainda muito distantes do estimado pela Conab. 

Apesar do atraso frente ao ano anterior na média nacional, algumas praças dos estados de Mato Grosso e Goiás têm apresentado bom ritmo de colheita e produtividades elevadas, aumentando de forma pontual a oferta disponível para negócios, ainda conforme explicam os pesquisadores. 

Quanto às exportações, dados da Secex analisados pelo Cepea mostram que, de fevereiro até a quarta semana de julho, o volume embarcado limitou-se a 4,3 milhões de toneladas, ante os 7 milhões enviados no mesmo período de 2024 e ainda bem distante das 34 milhões projetadas pela Conab até janeiro/26.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

News

demanda firme e valorização do dólar impulsionam as cotações



Os preços domésticos da soja subiram na última semana, refletindo, a crescente disputa entre compradores brasileiros e internacionais e também a valorização cambial. É isso o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Em julho (até o dia 28), o Brasil escoou 10,44 milhões de toneladas de soja, com a média diária de embarques superando em 12,4% a de julho/24. 

Os dados, divulgados pela Secex e analisados pelo Cepea, evidenciam a demanda externa firme, diante da necessidade de tradings completarem cargas nos portos brasileiros. 

Segundo o centro de pesquisas, esse cenário elevou os prêmios de exportação para os maiores patamares em três anos. 

Além disso, o aumento das tarifas dos Estados Unidos para vários países pode impulsionar a procura estrangeira pelo complexo soja brasileiro.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

News

Exportação mundial de café em junho aumenta 7,35%


A exportação mundial de café alcançou 11,69 milhões de sacas de 60 kg em junho, o nono mês da safra 2024/25. O volume corresponde a um aumento de 7,35% na comparação com igual mês de 2024 (10,89 milhões de sacas).

Os números fazem parte de relatório mensal da Organização Internacional do Café (OIC). No acumulado dos nove meses do ano comercial, os embarques somaram 104,14 milhões de sacas, recuo de 0,2% ante igual período do ciclo 2023/24, quando totalizaram 104,33 milhões de sacas.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Nos 12 meses encerrados em junho de 2025, a exportação de arábica totalizou 85,66 milhões de sacas, ante 82 milhões de sacas em igual período do ano anterior, aumento de 4,46%. Já o embarque de robusta aumentou 1,73% na mesma comparação, de 52,1 milhões para 53 milhões de sacas.



Source link

News

Trump deve conversar com primeiro-ministro do Canadá nesta semana sobre taxas



LeBlanc comentou que, apesar do progresso com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e o representante de Comércio norte-americano, Jamieson Greer, ainda há pontos a serem ajustados para garantir um acordo mutuamente benéfico. Ele expressou esperança de que um acordo possa ser firmado em breve, possibilitando a redução de tarifas e oferecendo mais segurança para investimentos bilaterais.

O anúncio da tarifa feito na sexta-feira (1) por Washington está relacionado, em parte, à
alegação dos EUA de que o Canadá não conseguiu conter o contrabando de fentanil para o
território americano. Essa medida representa mais um capítulo em uma guerra tarifária que se arrasta há meses e que foi intensificada por Trump desde seu retorno ao comando dos EUA neste ano.

Carney, por sua vez, argumenta que o Canadá é responsável por apenas 1% das importações
americanas de fentanil e que o país vem empenhando esforços para reduzir ainda mais esse volume. O governo canadense tem reforçado que está adotando medidas rigorosas para combater o tráfico da substância e espera que essa postura seja reconhecida nas negociações comerciais.



Source link

News

Congresso deve decidir sobre isenção do IR e tributação de LCA na volta do recesso



Os deputados e senadores brasileiros voltam do recesso parlamentar nesta terça-feira (5) com previsão de votar, neste segundo semestre, entre outras pautas, a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil; a taxação das bets e de títulos de investimentos isentos; e a cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP), condenada a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Também deve ser destaque neste semestre a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que define as prioridades do orçamento do próximo ano, e que já deveria ter sido enviada à sanção em julho, segundo define a Constituição.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, de origem do Executivo, também deve ocupar os parlamentares. Aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a PEC aguarda instalação da Comissão Especial.

Outras prioridades são o projeto para regulação da Inteligência Artificial (IA), em tramitação na Câmara; e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da fraude do INSS, já autorizada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Também devem ser destaque o projeto de novo código eleitoral, em tramitação no Senado; e a Medida Provisória (MP) do setor elétrico, que regula a produção, distribuição e comercialização da energia no país e prevê isenção das conta para famílias que consomem até 80 quilowatts-hora (kWh) por mês, o pode beneficiar até 60 milhões de pessoas, segundo cálculos do governo.

Isenção do IR

Proposta de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a isenção do IR e ampliação das faixas é uma das principais prioridades do governo e do Parlamento para este segundo semestre.

O Projeto de Lei (PL) 1.087/2025 foi aprovado em julho em comissão especial e está pronto para ir ao plenário da Câmara. A proposta prevê isenção do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil mensais e reduz parcialmente o imposto para aqueles que recebem até R$ 7 mil.

Os deputados aprovaram o parecer do relator, Arthur Lira (PP-AL), que, entre outros pontos, ampliou de R$ 7 mil para R$ 7.350,00 o valor para a redução parcial do imposto.

Para compensar a perda de arrecadação de impostos com a isenção, o projeto prevê a cobrança de uma alíquota extra progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano, ou R$ 50 mil por mês. A alíquota máxima, de 10%, passará a ser cobrada das pessoas que ganham a partir de R$ 1,2 milhão por ano.

MP ‘BBB’

Umas das votações importantes para o governo é a da MP 1.303/2025, que prevê o aumento da taxação das empresas de apostas on-line, as chamadas bets, e a tributação de títulos de investimentos hoje isentos, como a Letra de Crédito Agropecuário (LCA).Na próxima quarta-feira (6), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, será ouvido sobre o tema na Comissão Mista criada para analisar a MP 1.303.

Cassações

Além disso, o Partido dos Trabalhadores (PT) informou que vai pressionar pela cassação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que articulou, nos Estados Unidos (EUA), as sanções contra a economia brasileira. Ele é investigado por obstrução à Justiça em relação ao processo que investiga a tentativa de golpe de Estado pós eleição de 2022.

Outro parlamentar que pode perder o mandato neste semestre é o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que teve a cassação aprovada pelo Conselho de Ética da Câmara. A decisão precisa ser confirmada no Plenário.

Ele é acusado de quebra de decoro por expulsar da Câmara, aos pontapés, um militante de extrema-direita que o provocava. Glauber chegou a fazer greve de fome contra o processo contra ele.

Anistia e STF

Por outro lado, a oposição promete priorizar, neste semestre, o projeto de lei que anistia os condenados por tentativa de golpe pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e outras medidas que limitam as ações do STF, como o projeto que reduz o alcance das decisões individuais de ministros e o que reduz os partidos que podem questionar no Supremo as decisões do Legislativo, medida essa que tem o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Mineração em terras indígenas

Outra pauta que pode avançar no Congresso, ainda neste ano, é a que autoriza a mineração em terras indígenas. Alcolumbre criou, em abril, grupo de trabalho (GT) para apresentar, até final de outubro, proposta para regular mineração em territórios indígenas.

Já em agosto, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado prevê votar projeto que autoriza garimpo em terras indígenas, sob a relatoria da senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

Reforma administrativa

A reforma administrativa é outro debate que pode ter avanços em sua tramitação no Congresso Nacional. No primeiro semestre, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), criou GT para elaborar proposta de mudanças no regime do funcionalismo público do país, sob a relatoria do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ).



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Setor de fertilizantes do Brasil escapa de nova tarifa



Estados Unidos não são um parceiro relevante nas trocas comerciais



Os Estados Unidos não são um parceiro relevante nas trocas comerciais
Os Estados Unidos não são um parceiro relevante nas trocas comerciais – Foto: Divulgação

O governo dos Estados Unidos anunciou no dia 31 de julho uma tarifa extra de 40% sobre uma série de produtos brasileiros importados. A nova taxação passa a valer uma semana após sua publicação e, em certos casos, eleva a carga tributária total para 50%, como parte de uma estratégia comercial voltada à proteção da indústria americana.

Entretanto, conforme análise da consultoria GlobalFert, produtos considerados essenciais para a agricultura ficaram de fora da medida. Fertilizantes à base de nitrogênio, fósforo e potássio, além de micronutrientes como boro, zinco, enxofre e magnésio, não serão impactados pela tarifa adicional. Também seguem isentos compostos como hidróxido de potássio, sulfatos de zinco, manganês e magnésio, além de substâncias industriais com uso agrícola, como silício técnico e óxido de alumínio.

A decisão norte-americana levou em conta a classificação dos produtos conforme o código HTSUS (Harmonized Tariff Schedule of the United States), que define com precisão os itens sujeitos a impostos, cotas ou exclusões. Com isso, a cadeia de fertilizantes permanece fora da lista de alvos da nova política comercial, o que evita impactos imediatos ao setor.

Segundo a GlobalFert, os Estados Unidos não são um parceiro relevante nas trocas comerciais de fertilizantes com o Brasil. Apenas 0,4% das exportações brasileiras de NPK nos últimos cinco anos tiveram os EUA como destino. Já nas importações, os produtos norte-americanos representaram 1% do total recebido nesse período, com leve recuo para 0,7% no primeiro semestre de 2025.

 





Source link

News

Da profecia catastrófica de Malthus à potência do agro brasileiro


A história da civilização está intrinsecamente ligada à história da agropecuária. Foi o domínio sobre a produção de alimentos que permitiu ao ser humano deixar de ser nômade, formar cidades, construir culturas e desenvolver conhecimento. Cada etapa da evolução humana — do arado rudimentar à biotecnologia — foi impulsionada pela busca por maior eficiência, produtividade e segurança alimentar.

Mas nem sempre o futuro da agropecuária foi visto com otimismo. No início do século XIX, o economista britânico Thomas Malthus lançou uma teoria que marcou profundamente o pensamento econômico e social: segundo ele, a população cresceria em ritmo geométrico, enquanto a produção de alimentos avançaria apenas em ritmo aritmético. O resultado, segundo Malthus, seria a fome, a miséria e o colapso da sociedade.

Essa visão, embora lógica para sua época, subestimou um fator essencial: a resiliência humana e sua capacidade de inovação.

O que a história revelou, nas décadas seguintes, foi exatamente o oposto da previsão malthusiana. O ser humano, especialmente o produtor rural, não se acovardou diante do desafio da escassez. Pelo contrário, reinventou a agricultura por meio de tecnologias, práticas sustentáveis, organização social e políticas públicas eficientes em várias partes do mundo.

A mecanização, os fertilizantes, a irrigação, as sementes geneticamente melhoradas, o controle biológico de pragas e, mais recentemente, a agricultura digital, são apenas alguns exemplos de como a inteligência humana superou os limites naturais com ética, ciência e trabalho árduo.

Além disso, há um traço profundamente humanitário no ofício do produtor rural: sua missão é alimentar o outro. Cada lavoura colhida e cada animal criado são frutos do esforço de quem acorda cedo, enfrenta intempéries e convive com riscos — tudo isso para garantir alimento para milhões de pessoas.

Apesar disso, certos discursos ideológicos, geralmente originados na esquerda política, insistem em reduzir a agropecuária a uma atividade exploratória. Tentam retratar o campo como espaço de opressão, apagando as histórias de superação, os ganhos sociais promovidos pela agricultura moderna e a inclusão produtiva de milhares de famílias graças ao avanço do setor rural.

Essa visão simplista e ideologizada ignora que o agro também é feito por pequenos produtores, cooperativas, assentados e famílias inteiras que encontraram no trabalho com a terra uma forma digna de viver e de contribuir com o país. A agricultura não é exclusividade de latifúndios — ela é plural, diversa e essencial para todos.

O agro no Brasil: uma revolução silenciosa

O Brasil é a maior prova viva de que a tese de Malthus não resistiu à determinação do homem do campo. Em poucas décadas, o país passou de importador crônico de alimentos para uma das maiores potências agropecuárias do mundo, liderando exportações de carne, soja, milho, café, açúcar e tantos outros produtos.

Esse salto só foi possível graças ao trabalho de milhões de brasileiros — agricultores, técnicos, cientistas, empresários, cooperativistas — que entenderam que alimentar o mundo é uma missão da nação.

E a transformação ainda está em curso: o Brasil avança com a agricultura regenerativa, a rastreabilidade, o uso de inteligência artificial no campo e novas formas de agregação de valor. O agro brasileiro é hoje, além de competitivo, um dos mais sustentáveis do planeta.

Conclusão: Malthus errou — e o produtor rural venceu

A agropecuária moderna é um dos maiores triunfos da humanidade. Desmentiu profecias sombrias com inovação, superou visões ideológicas com resultados concretos e se consolidou como um dos pilares da soberania, da paz e da dignidade humana.
No Brasil, esse setor não é apenas uma engrenagem econômica. É a expressão de um povo que, ao trabalhar a terra, revela o melhor de si: resiliência, solidariedade e compromisso com o futuro.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



Source link

News

Redes sociais ajudam alavancar as vendas no campo


A tradição da cachaça artesanal, que começou com o bisavô João Rocha Gusmão nos anos 1930, hoje ganha o mundo pelas mãos de Halyson Gusmão, produtor rural no Vale do Mucuri, nordeste de Minas Gerais. 

O que começou à beira da estrada de ferro com o plantio de cana e produção rústica, passou de geração em geração até alcançar o universo digital.

“Tá no sangue”, resume Gusmão, que hoje cuida de toda a cadeia: da colheita da cana ao envelhecimento do destilado e comercialização. 

Mas a virada de chave veio quando procurou o Sebrae/MG para legalizar o negócio iniciado por seu pai, Carlos Avelino. “O Sebrae foi fundamental. Com isso, eles me orientaram passo a passo até o registro junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA)”, conta.

Além da legalização, o Sebrae também ajudou a estruturar o marketing digital da cachaçaria, criando o site e impulsionando a atuação nas redes sociais. “Fiz o Empretec e outros cursos. E hoje a maior parte das minhas vendas vem do Instagram e do WhatsApp Business”, explica Gusmão.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp
Homem com camiseta preta, sentado e à sua frente, garrafas de cachaça que ele produz Homem com camiseta preta, sentado e à sua frente, garrafas de cachaça que ele produz
Halyson Gusmão, produtor rural. Foto: Aqrquivo pessoal.

Porém, se antes o produtor rodava mais de mil quilômetros por semana visitando clientes, agora, boa parte dos pedidos chega virtualmente.

“Eu não pensava que seria tão rápido. Hoje o cliente me chama no WhatsApp, pergunta como comprar e eu direciono para o site. Ainda não tem e-commerce, mas já está em desenvolvimento com o Sebrae/MG.”

A mudança no modelo de vendas trouxe praticidade, segurança e um novo fôlego para o negócio familiar. A cachaça mineira, que já percorreu as trilhas do Vale do Jequitinhonha, agora chega até o Canadá e aos Estados Unidos. “É gratificante, porque tem muito suor, muito trabalho e dedicação por trás”, diz Gusmão.

Participando pela segunda vez de uma feira internacional de turismo, Halyson Gusmão conta com orgulho sua trajetória. “Ano passado fechei vários contratos pela rodada de negócios. Este ano estou focado na Rota Bahia-Minas, mas é sempre uma oportunidade valiosa.”

Com orgulho da história familiar e visão empreendedora, Gusmão mostra que tradição e inovação podem andar juntas.





Source link