domingo, maio 10, 2026

Autor: Redação

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Redução de abates deve limitar efeitos do tarifaço sobre o preço da carne bovina



Diante do anúncio das tarifas adicionais sobre as exportações de carne bovina para os Estados Unidos, que entram em vigor nesta quarta-feira (6), a União Nacional da Pecuária, entidade que representa 45% de todo o rebanho brasileiro, orientou seus associados a vender apenas o necessário para cumprir compromissos já assumidos, até que o mercado se estabilize.

Para Alcides Torres, analista de mercado e diretor da Scot Consultoria, a medida pode ajudar a recuperar os preços para o patamar anterior ao tarifaço.

“Essa orientação de não vender é uma estratégia interessante para estimular a valorização dos preços. No cenário atual, nem se trata exatamente de fazer os preços subirem, mas de recuperar o valor que era praticado antes do anúncio das tarifas. Normalmente, nessa época do ano a oferta já tende a cair naturalmente. Por isso, o impacto negativo foi bem menor do que o mercado esperava. Hoje, inclusive, os preços já começaram a reagir. O escoamento da carne melhorou e a oferta está mais restrita, em parte por causa da própria queda de preços”, explica Alcides.

Ainda de acordo com o diretor da Scot, uma das principais alternativas para lidar com os impactos do tarifaço será o redirecionamento das exportações de carne bovina para outros mercados.

“Na prática, com uma tarifa de 50%, o que temos é quase um embargo. Fica inviável competir com esse custo. E o mercado reage muito mais às expectativas do que aos fatos em si. Esse clima de insegurança faz o comprador pressionar o preço para baixo. O primeiro impacto foi aqui mesmo, no mercado interno, afetando os pecuaristas, não o consumidor final. De todo modo, apenas 2% da carne brasileira é exportada para os Estados Unidos. Por isso, redirecionar esse volume para outros países será uma tarefa relativamente simples.”

Queda no abate pode sustentar preços

Apesar do cenário desafiador, Alcides acredita que, com a redução nos abates, as cotações do boi gordo devem se manter firmes pelos próximos dois anos.

“Estamos em plena entressafra, com menor oferta de animais prontos para o abate. Mesmo com o mercado externo pressionado, acredito na recuperação dos preços. A pecuária brasileira é muito grande, muito forte, poia exportamos para mais de 125 países. É claro que a China é o nosso principal destino, mas temos uma pauta diversificada. Além disso, o ciclo de preços na pecuária pesa bastante. Passamos por três anos de abate intenso de fêmeas, o rebanho está reduzido, e o preço do gado de reposição subiu. Esses fatores mantêm o mercado firme.”, diz Alcides.

“Não dá para cravar até quanto vai a arroba, mas a tendência é de firmeza nos preços, tanto nos próximos meses quanto em 2026 e 2027. Essa queda registrada no final de julho pode ser considerada pontual. O mercado já vinha numa trajetória de alta, o tarifaço apenas atrasou esse movimento. Mas esse atraso não pode durar muito. Ainda temos algum alívio no custo da alimentação do gado, como farelo de soja e milho, mas isso também tem limite”, complementa o analista.



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Produção brasileira de arroz deve ter queda de 6% em 2025/26, diz USDA



A produção de arroz em casca do Brasil foi estimada em 11,324 milhões de toneladas na safra 2025/26, conforme reporte do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado nesta segunda-feira (4).

Se confirmada, a colheita será 6% inferior à temporada 2024/25, quando o país atingiu 12,059 milhões de toneladas do cereal.

De acordo com o órgão norte-americano, tal volume representa 7,700 milhões de toneladas de arroz beneficiado, ante 8,200 milhões no ano anterior.

A área semeada foi prevista em 1,6 milhão de hectares para 2025/26, ante 1,7 milhão no ano anterior. Já as exportações devem ter um acréscimo de 100 mil toneladas: de 1,3 para 1,4 milhão de toneladas.

A respeito das importações, o Brasil deve comprar 900 mil toneladas beneficiadas em 2025/26, mesmo patamar do ano comercial anterior. Os estoques finais, por sua vez, devem subir de 1,311 milhão para 1,211 milhão de toneladas beneficiadas em 2025/26.



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AgroNewsPolítica & Agro

como a carne de frango brasileira conquistou o mundo



Primeira remessa da proteína foi enviada ao Kuwait em 1975




Foto: Divulgação

No dia 1º de agosto, o Brasil comemorou um marco que transformou sua avicultura em referência global: os 50 anos do primeiro embarque oficial de carne de frango para o mercado externo. O destino foi o Kuwait, ponto de partida de uma trajetória que posicionou o país como o maior exportador mundial da proteína.

De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil já exportou quase 100 milhões de toneladas de carne de frango desde 1975, alcançando mais de 150 países. Só em 2024, foram embarcadas 4,9 milhões de toneladas, com faturamento próximo de US$ 10 bilhões.

Aquela primeira exportação simbolizou o início de uma forte parceria com os mercados islâmicos, em especial os países do Golfo. Hoje, o Brasil é o principal fornecedor de carne de frango halal no mundo, com mais de 2 milhões de toneladas exportadas anualmente. A produção segue rigorosos critérios de rastreabilidade e sanidade, em parceria com certificadoras e autoridades religiosas.

Entre os principais mercados consumidores da proteína brasileira estão China, Emirados Árabes Unidos, Japão, Arábia Saudita e União Europeia — regiões que reconhecem a confiabilidade e a qualidade do produto nacional.

“O primeiro embarque foi o início de uma jornada construída com ciência, integração entre campo e indústria e foco na segurança alimentar. É uma conquista coletiva de milhares de brasileiros”, destacou Ricardo Santin, presidente da ABPA.

A trajetória de sucesso da carne de frango nacional também contou com o suporte de ações desenvolvidas em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Feiras internacionais, campanhas de imagem e articulação com stakeholders globais ajudaram a consolidar o Brasil como fornecedor estratégico de alimentos.





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Mosca-dos-chifres: fazenda no Maranhão testa tecnologia inovadora


Pecuaristas, a mosca-dos-chifres é um dos maiores vilões da pecuária nacional, causando perdas significativas de produtividade e impactando a saúde e o bem-estar dos animais. Assista ao vídeo abaixo e saiba como uma tecnologia está mudando essa realidade.

Com as mudanças climáticas, que trazem mais chuvas e temperaturas elevadas, a infestação dessa praga tem aumentado, e a falta de tratamento preventivo agrava ainda mais o problema.

A boa notícia é que uma tecnologia inovadora está sendo testada em fazendas brasileiras com resultados promissores.

A Vetoquinol Saúde Animal, em parceria com uma fazenda comercial em Buriticupu, no estado do Maranhão, realizou um estudo de 210 dias para comprovar a eficácia de sua tecnologia, o brinco mosquicida Fiprotag 210, no controle preventivo e curativo da mosca-dos-chifres.

O estudo e o aumento da infestação

A pesquisa, conduzida durante o período chuvoso que se iniciou em dezembro de 2022, analisou três grupos de bovinos: um grupo de controle (sem tratamento), um grupo com tratamento preventivo e um grupo com tratamento curativo.

Os resultados do grupo de controle, que não recebeu nenhum tratamento, foram alarmantes. A partir do dia 130 do experimento, a infestação disparou, chegando a 487 moscas por animal no dia 210, mostrando o quão rapidamente a praga pode se alastrar e prejudicar o rebanho.

Esse aumento da infestação no grupo de controle coincidiu com a diminuição da precipitação pluviométrica, ressaltando o risco da falta de tratamento mesmo em períodos de chuva.

Fiprotag 210: eficácia comprovada em tratamento preventivo e curativo

O estudo demonstrou a alta eficácia do brinco mosquicida em ambos os tipos de tratamento, oferecendo uma solução robusta para o pecuarista.

  • Tratamento Preventivo: O grupo com 102 bovinos de 23 meses, que recebeu o tratamento no início do período chuvoso, manteve a contagem de moscas baixa ou zerada durante a maior parte dos 210 dias do estudo.
  • Tratamento Curativo: O grupo com 87 bovinos de 10 meses, que já estava com uma alta infestação (com 709 moscas por animal no dia 0 do experimento), teve o número de moscas drasticamente reduzido para zero no dia 14 e permaneceu baixo durante todo o estudo.

A tecnologia se mostrou eficaz mesmo após chuvas fortes, que podem provocar picos de infestação. O relatório do estudo conclui que o brinco mosquicida tem a capacidade de retomar o controle da infestação, garantindo a proteção do rebanho por um longo período.

Conclusão: a prevenção é a melhor estratégia

Os resultados da pesquisa realizada em Buriticupu (MA) e da Vetoquinol reforçam que a utilização preventiva do brinco parasiticida é a melhor estratégia para o pecuarista.

Ela garante que os animais se mantenham livres dos parasitas, o que é fundamental para seu máximo desempenho nutricional e genético.

No entanto, o estudo também comprova que o tratamento curativo é uma opção viável para casos onde a infestação já está estabelecida.

A tecnologia oferece ao pecuarista uma ferramenta poderosa e versátil para combater a mosca-dos-chifres e proteger a produtividade da fazenda, que é constantemente ameaçada por esse vilão da pecuária.



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Safra 25/26 deve ter alta na produção de soja e milho, segundo consultoria



As primeiras estimativas para a safra 2025/26 de grãos no Brasil indicam um cenário positivo. Segundo a StoneX, empresa global de consultoria e serviços financeiros, a produção brasileira de soja deve alcançar 178,2 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 5,6% em relação ao ciclo anterior. Já o milho verão é projetado em 25,6 milhões de toneladas, com leve alta anual de 0,5%.

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Soja no Rio Grande do Sul

O avanço na produção de soja é atribuído ao aumento de 2% na área cultivada e à expectativa de recuperação da produtividade no Rio Grande do Sul, após um ciclo marcado por adversidades climáticas. “Outros estados ainda apostam em rendimentos dentro da média histórica, porém, abaixo do desempenho observado na safra passada”, explica Ana Luiza Lodi, especialista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Internacional

No mercado internacional, os embarques de soja estão estimados em 112 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno pode atingir 63,5 milhões. A consultoria, no entanto, destaca que o cenário pode mudar conforme o desenrolar de tensões geopolíticas e disputas tarifárias. “As questões envolvendo Estados Unidos e China, por exemplo, podem abrir oportunidades para o grão brasileiro”, afirma Ana.

Além da soja: safra de milho 25/26

A primeira safra de milho (2025/26) foi estimada em 25,6 milhões de toneladas, com ligeiro crescimento frente ao ciclo anterior. Conforme detalha Raphael Bulascoschi, analista da StoneX, a área plantada deve crescer 2%, enquanto a produtividade média parte de um patamar mais baixo que o registrado em 2024/25.

O estado do Paraná segue como referência, com rendimento projetado em quase 11 toneladas por hectare, embora abaixo do recorde anterior. No Rio Grande do Sul, a expectativa é de recuperação de parte da área perdida, impulsionada por preços atrativos no início deste ano.

Segunda safra

A segunda safra de milho (safrinha) também apresentou crescimento. A consultoria revisou sua estimativa para 111,7 milhões de toneladas, um aumento de 3,2% em relação ao mês anterior. Essa melhora é reflexo do bom desempenho da colheita em importantes estados produtores, como os do Centro-Oeste e o Paraná.

Com o novo número da safrinha e uma terceira safra estimada em pouco mais de 2 milhões de toneladas, a produção nacional total de milho em 2024/25 atinge 139,36 milhões de toneladas, superando as 136,1 milhões divulgadas em julho.

Na oferta e demanda, o consumo doméstico também foi revisto para cima, passando de 89,5 para 90,5 milhões de toneladas, sustentado pela demanda aquecida para produção de etanol. As exportações devem ganhar ritmo nas próximas semanas, mas não há expectativa de que o Brasil atinja volumes recordes como os registrados em 2022/23, diante de um cenário de oferta global mais confortável.

A consultoria também destaca o papel dos Estados Unidos, onde a possibilidade de safra recorde ganha força. A colheita americana, prevista para setembro, deve aumentar a disponibilidade do cereal no mercado internacional.



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Resistência de plantas daninhas desafia produtores



Entre as principais ações recomendadas estão o uso de herbicidas pré-emergentes



Entre as principais ações recomendadas estão o uso de herbicidas pré-emergentes
Entre as principais ações recomendadas estão o uso de herbicidas pré-emergentes – Foto: Divulgação

A resistência de plantas daninhas a herbicidas tem se tornado um dos maiores entraves para a produtividade nas lavouras de soja e milho no Brasil. Segundo a UPL Corp Brasil, o uso repetido de produtos com o mesmo mecanismo de ação favorece a seleção de biótipos resistentes, o que eleva os custos de produção e compromete o rendimento das culturas.

A resistência ocorre quando uma planta daninha sobrevive à aplicação de um herbicida que antes era eficaz. No país, já são comuns casos de resistência ao glifosato, inibidores de ALS (como o chlorimuron) e de ACCase (como o haloxyfop). Para enfrentar esse desafio, a UPL recomenda estratégias como a rotação de produtos com diferentes modos de ação, a utilização de herbicidas pré-emergentes e a adoção do Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIPD), que alia práticas químicas, culturais e mecânicas.

Entre as principais ações recomendadas estão o uso de herbicidas pré-emergentes, que atuam no banco de sementes e formam uma barreira química no solo; a rotação de culturas, que quebra o ciclo das daninhas; e o uso de plantas de cobertura e palhada para suprimir germinação. Também é fundamental seguir as doses recomendadas, usar pontas de pulverização adequadas e monitorar constantemente a eficiência das aplicações.

A UPL reforça que, embora a resistência seja um problema crescente, é possível garantir a sustentabilidade e a rentabilidade das lavouras por meio de um manejo estratégico e do uso consciente de herbicidas, apoiado por tecnologias de aplicação eficazes e por um portfólio diversificado de soluções.





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Colheita de milho da 2ª safra em MT vai a 96,38% da área e segue atrasada



A colheita da segunda safra de milho 2024/25 em Mato Grosso alcançou 96,38% da área plantada até sexta-feira passada, dia 1º de agosto, segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço semanal foi de 6,01 pontos porcentuais, mas o ritmo segue inferior ao de igual período do ciclo anterior, quando 99,91% da área já havia sido colhida. A diferença entre as safras é de 3,53 pontos porcentuais.

Apesar do avanço generalizado, o atraso é mais expressivo em regiões como o sudeste, que registra 85,95% da área colhida, 13,53 pontos abaixo do índice de um ano antes. No oeste, o ritmo também é mais lento, com 95,82% da área colhida (-4,18 p.p.). Já o médio-norte, principal região produtora, praticamente concluiu os trabalhos, com 99,43% da área colhida, diferença de apenas 0,57 ponto em relação à safra passada.

As maiores evoluções semanais foram observadas no sudeste (+14,08 p.p.) e no oeste (+13,02 p.p.), o que indica concentração dos trabalhos nas regiões mais atrasadas. No consolidado estadual, o ritmo se mantém abaixo da média histórica dos últimos cinco anos para o período, de 97,53%.

Já a colheita do algodão segue atrasada em todo o estado. Até 1º de agosto, 18,27% da área cultivada havia sido colhida, avanço de 8,52 pontos porcentuais na semana. No mesmo período da safra passada, o índice era de 34,70%, o que representa um atraso de 16,43 pontos porcentuais.

O nordeste lidera os trabalhos de campo, com 40,65% da área colhida, seguido por médio-norte (19,38%) e sudeste (23,71%). As demais regiões ainda apresentam índices abaixo de 20%, com destaque para o norte, que não teve atualização nesta semana. As diferenças mais expressivas em relação ao ano passado foram registradas no médio-norte (-18,49 p.p.) e no sudeste (-17,58 p.p.).



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Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 5,07%



A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, passou de 5,09% para 5,07% este ano. É a décima redução seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (4). A pesquisa é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação variou de 4,44% para 4,43%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,8%, respectivamente.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

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Em junho, mesmo pressionada pela energia elétrica, a inflação oficial, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),perdeu força e fechou em 0,24%, marcada pela primeira queda no preço dos alimentos depois de nove meses. Apesar da desaceleração nos últimos meses, o índice acumulado em 12 meses alcançou 5,35%, ficando pelo sexto mês seguido acima do teto da meta de até 4,5%.

Esse período de seis meses acima de 4,5% configura estouro da meta pelo novo regime adotado em 2024 . Cada vez que isso acontece, o presidente do BC tem que divulgar, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda, que preside o CMN, a descrição detalhada das causas do descumprimento, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e o início da desaceleração da economia fizeram o colegiado interromper o ciclo de aumento de juros na última reunião, na semana passada, após sete altas seguidas na Selic.

Em comunicado, o Copom informou que a política comercial dos Estados Unidos aumentou as incertezas em relação aos preços. A autoridade monetária informou que, por enquanto, pretende manter os juros básicos, mas não descartou a possibilidade de voltar a elevar a Selic caso seja necessário.

A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 nos 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,23% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) passou de 1,89% para 1,88%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,95% e 2%, respectivamente.

Puxada pela agropecuária no primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 1,4%, de acordo com o IBGE. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,60 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,70.



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Mandioca: em julho média de preços cai 8%



As chuvas ocorridas em parte das regiões produtoras de mandioca na semana passada dificultaram o avanço da colheita, também limitada pela retração produtora. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Ainda assim, segundo o centro de pesquisas, a oferta continuou superior à demanda industrial, mantendo a pressão sobre os valores. A média de julho caiu pelo sétimo mês consecutivo. 

Entre 28 de julho e 1º de agosto, o valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 460,33 (R$ 0,8006/grama de amido). O valor representa recuo de 2,3% em relação à semana anterior. 

O preço médio de julho também cedeu 2,3% sobre junho, ficando 1,6% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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com acúmulo de estoques, quedas prevalecem em julho



Os preços do feijão caíram em julho refletindo o acúmulo de lotes do ciclo 2024/25 e a entrada de lotes de maior qualidade da terceira safra no mercado. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, os valores atuais estão, inclusive, abaixo das médias acumuladas desde setembro/24. Porém, a seletividade dos compradores tem gerado oscilações regionais. 

Para as próximas semanas, pesquisadores indicam que o comportamento dos preços dependerá do ritmo da colheita, da qualidade dos novos lotes e da velocidade de reposição dos estoques pelos empacotadores.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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