O setor de citrus na região da Sealba — que abrange partes de, Sergipe, Alagoas e Bahia — enfrenta uma crise no escoamento da produção de laranja. Produtores rurais relatam perdas significativas e preocupações com o futuro da safra, já que muitas frutas estão amadurecendo nos pomares sem destino comercial viável.
Luan Roger, citricultor da agricultura familiar de Rio Real (BA), maior município produtor de laranja do Nordeste, descreve a situação como crítica.
“A floração está vindo, mas a fruta madura ainda está no pé. Como segurar isso tudo se o que já está pronto sequer foi colhido?”, lamenta o produtor.
Segundo ele, mesmo com padrão comercial, a produção não encontra compradores.
“Já tentei vender para atravessadores e indústrias, mas dizem que está tudo cheio, sem espaço para escoar.”, afirma o citricultor.
Reginaldo Corsino, também produtor da região, afirma que o preço atual pago pela indústria — cerca de R$ 270 por tonelada — não cobre os custos.
Reginaldo Corsino em seu pomar de Laranjas em Rio Real (BA) |
“Hoje nós estamos com a demanda de laranja na planta, porque não temos preço. O preço de laranja de indústria, é R$ 270,00 por tonelada, então não compensa, eu acho melhor, por enquanto, aguardar um pouco pra ver se as indústrias melhoram o preço. Laranja de mesa está em torno de R$ 500,00 a tonelada, eu acho que não compensa devido o investimento que fizemos. Para produzir laranja de mesa, nós gastamos R$ 350 a R$ 400 por tonelada. Por conta do preço, a planta está sofrendo, devido a carga”, relata.
O gerente de produção de outra propriedade localizada em Rio Real (BA), Marciel Germano também mostra preocupação: “Colhemos até agora cerca de 10 mil toneladas, mas ainda há de 15 a 20 mil toneladas nos pomares. Estamos colhendo num ritmo muito abaixo do necessário”, afirma.
Medidas em discussão
Em resposta à reportagem, a Secretaria de Agricultura de Sergipe informou que está em diálogo com o setor industrial e com os produtores.
Uma reunião com a Secretaria de Agricultura da Bahia deve ocorrer nos próximos dias. Entre as propostas, está a criação de um “Censo da Citricultura”, para coletar informações que possam ajudar a planejar melhor a colheita e o escoamento da produção. A data do encontro ainda não foi definida.
Durante reunião com a pasta sergipana na última sexta-feira (1º), o representante da Tropfruit Nordeste, Diorane Morais Araújo, afirmou que a indústria continua operando.
“Estamos num período de colheita da laranja e movimentamos de 110 a 120 caminhões por dia. Não paramos. Trabalhamos de domingo a domingo, recebendo laranja de produtores da Bahia e de Sergipe. Processamos cerca de 2 mil toneladas de laranja por dia”, declarou.
Além disso, o Canal Rural tentou contato com outras indústrias e entidades do setor para comentar sobre os preços e dificuldades relatadas pelos produtores, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta segunda-feira (4) um balanço sobre as condições das lavouras norte-americanas de soja, trigo, milho e algodão com base em análises feitas até este último domingo (3). Confira:
Soja
69% entre boas e excelentes condições;
24% em situação regular;
7% em condições ruins e muito ruins.
Na semana anterior, os números eram de 70%, 24% e 6%, respectivamente.
Trigo
48% entre boas e excelentes condições;
35% em situação regular; e
17% em condições ruins e muito ruins.
Na semana anterior, os números eram de 49%, 33% e 18%, respectivamente.
Milho
73% entre boas e excelentes condições;
20% em situação regular; e
7% em condições ruins e muito ruins.
Na semana anterior, os números eram de 73%, 20% e 7%, respectivamente.
Algodão
55% entre boas e excelentes condições;
30% em situação regular; e
15% em condições ruins e muito ruins.
Na semana anterior, os percentuais eram de 55%, 31% e 14%, respectivamente.
O mercado brasileiro de soja começou a semana com pouca oferta e preços variando entre estabilidade e leve alta, conforme o prazo e a forma de pagamento. De acordo com o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, o ritmo de negócios foi lento, com os produtores mantendo resistência em baixar as pedidas e os spreads ainda elevados travando boa parte das negociações.
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Apesar do forte recuo do dólar frente ao real, os prêmios de exportação nos portos subiram, de forma que sustentaram os preços mesmo diante do câmbio desfavorável. Ainda assim, a diferença entre compradores e vendedores se manteve ampla, limitando os negócios. “Alguns volumes são comercializados, mas de forma muito pontual e ponderada no interior”, afirma Silveira.
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja iniciaram um movimento técnico de correção após as quedas recentes. Embora esperado, esse ajuste ainda não altera a tendência de baixa que predomina nas cotações internacionais.
Soja no Brasil
Passo Fundo (RS): manteve em R$ 132,00
Santa Rosa (RS): manteve em R$ 133,00
Rio Grande (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 141,00
Cascavel (PR): manteve em R$ 131,00
Paranaguá (PR): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
Rondonópolis (MT): manteve em R$ 122,00
Dourados (MS): subiu de R$ 121,00 para R$ 122,00
Rio Verde (GO): manteve em R$ 123,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a última sessão com leve alta. Após atingirem os menores níveis dos últimos quatro meses, operadores realizaram cobertura de posições vendidas. A desvalorização do dólar frente a outras moedas também favoreceu os preços, ao tornar o produto americano mais competitivo.
O foco segue nas condições climáticas nos Estados Unidos, com lavouras entrando em uma fase crítica para o desenvolvimento da safra. A expectativa é de uma colheita cheia, embora o relatório do USDA, previsto para o final da tarde, possa indicar queda na qualidade das plantações.
A previsão para os próximos dias nos EUA indica temperaturas moderadas e poucas chuvas. Já entre os dias 6 e 15 de agosto, os mapas mostram elevação das temperaturas e retorno das chuvas ao cinturão produtor americano.
Globalmente, o cenário segue baixista. Além da possível safra cheia nos EUA, as projeções para o Brasil indicam aumento de área e produção, podendo alcançar 180 milhões de toneladas na safra 2025/26.
Contratos futuros
Na CBOT, o contrato setembro da soja em grão subiu 5,75 centavos (0,59%), para US$ 9,75 1/4 por bushel. A posição novembro avançou 5,25 centavos (0,53%), a US$ 9,94 1/2 por bushel. No farelo, setembro subiu US$ 6,10 (2,25%), a US$ 277,00 por tonelada. No óleo, o contrato de setembro caiu 0,08 centavo (0,14%), para 54,40 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,69%, cotado a R$ 5,5063 para venda e R$ 5,5043 para compra. A moeda oscilou entre R$ 5,4953 e R$ 5,5433 ao longo do dia.
Na Palmitolândia, em plena Mata Atlântica paulista, o palmito pupunha é valorizado como ouro branco. Ele vira alimento, papel, vassoura, cerveja e, em breve, até estrutura de construção! Tudo isso com foco em sustentabilidade, respeito ao meio ambiente e propósito.
Esse projeto reúne agricultura, gastronomia e turismo para mostrar o potencial da floresta e promover a conservação de espécies nativas, como o Jussara.
Confira aqui a história completa da Gabi Rodrigues, proprietária da Palmitolândia e veja o palmito com outros olhos!
#PROGRAMETE #19
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Saiba como o ‘ALI Rural’ impulsiona a gestão e os lucros do produtor
#PROGRAMETE #18
O Agente Local de Inovação Rural, ALI Rural, faz parte do programa gratuito do Sebrae que apoia os micro e pequenos produtores a aumentarem a produtividade, aprimorarem a gestão da propriedade e inovarem no campo.
E o impacto é real! Produtores atendidos pelo programa podem ter até 20% de aumento na renda, segundo Paulo Renato Cabral, gerente de inovação do Sebrae.
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Saiba como produtores de chás se tornaram referência nacional
#PROGRAMETE #17
O Sítio Shimada, tradicional produtor de chá artesanal, é a prova viva de que a formalização pode ser um divisor de águas para pequenos agricultores. Com o CNPJ em mãos e o negócio legalizado, a família conquistou novos mercados — inclusive fora do Brasil.
Além disso, encontrou no Sebrae/SP o apoio para transformar sonhos em negócios.
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Aprenda a usar o WhatsApp Business para vender mais
#PROGRAMETE #16
Para pequenos e microempreendedores, o WhatsApp Business pode ser um grande aliado na organização, nas vendas e na proximidade com os clientes.
Conversamos com a Natália Assunção, empresária que usa a ferramenta no dia a dia e compartilha a sua experiência e dá dicas pra quem quer profissionalizar o atendimento e vender mais.
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#PROGRAMETE #15
Antes de iniciar o cultivo de mel em Itu, interior de São Paulo, Galdino Avelino Cruz buscou qualificação no Sebrae e no Senar. Só depois de aprender tudo sobre as abelhas Apis Mellifera, que começou a preparar iscas em sua propriedade para atrair os insetos locais.
Atualmente, Galdino tem nove caixas de abelhas e consegue envasar cerca de 40 kg de mel por mês. Com isso, conseguiu montar o ‘Apiário Lua Mel’.
A certificação necessária para comercializar o mel ainda é um desafio, mas encontrou uma solução através de uma parceria com uma cooperativa de Sorocaba, que cuida de todo o processo de envase e rotulagem.
Quer saber mais sobre a história de Galdino Avelino Cruz?
Então aperte o play e confira detalhes desta história inspiradora.
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#PROGRAMETE #14
Halison Gusmão, produtor de cachaça artesanal no nordeste de Minas Gerais, apostou nas redes sociais como ferramenta de divulgação e venda. Com a nova estratégia, ele consegue vender sua produção com muito mais agilidade.
A gestora de Alimentos e Bebidas, Micheli Bueno, do Sebrae/RS, compartilha dicas práticas para você turbinar as vendas da sua loja no Instagram.
Produtora paranaense transforma propriedade em destino de turismo rural
#PROGRAMETE #13
Após superar desafios de saúde, Fabiana Castelari Leme, produtora rural de Marialva (PR), sentiu a necessidade de retomar o trabalho e encontrou uma forma inovadora de vender suas uvas sem sair de casa.
Ela começou divulgando seus produtos em grupos locais e passou a vender diretamente para os consumidores.
Mas foi além: abriu as porteiras do sítio e passou a receber clientes interessados em conhecer seu parreiral, dando origem ao Colha e Pague.
Em seguida, trouxe novas inovações para a propriedade e lançou o Open de Uva, ampliando o atendimento para estudantes e idosos.
Em todas essas iniciativas, Castelari contou com o apoio do Sebrae, mergulhou em capacitações e transformou sua propriedade em um destino de turismo rural, combinando tradição, experiência e novas oportunidades de negócio.
Quer conhecer mais a história da Fabiana Castelari Leme?
Sabia que é possível aumentar suas vendas e fortalecer a conexão com seus clientes através das plataformas digitais?
Mas não basta estar nas redes sociais, é essencial ter uma estratégia bem definida e um planejamento eficaz para divulgar e promover seus produtos.
Maria e Alexander, agricultores de Pedro de Toledo, interior de São Paulo, são prova disso. Com o apoio do Sebrae, eles aprenderam a criar conteúdos estratégicos para as redes sociais e, hoje, impulsionam seus produtos pelas redes.
Quer saber como fazer o mesmo e tornar seu Instagram mais atrativo?
Produtora rural aposta na produção orgânica e amplia sua rentabilidade
#PROGRAMETE #11
Heloísa da Silva Campos viu o potencial dos orgânicos e desenvolveu um modelo de negócio que combina propósito e rentabilidade.
Com práticas sustentáveis e foco na qualidade de seus produtos, como cebolas e alhos, Heloísa conquistou o mercado paranaense. Hoje, ela sabe bem que empreender no campo pode ser sustentável e lucrativo.
Clique aqui para conhecer mais sobre a inspiradora história de Heloísa Campos.
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PNAE apoia pequenos produtores rurais e incentiva a participação feminina no agro
#PROGRAMETE #10
Uma família que cultiva goiabas orgânicas em Nazaré Paulista, interior de São Paulo, encontrou no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) uma oportunidade para aumentar a renda familiar, além de contribuir para a alimentação saudável de muitos alunos.
O programa também incentiva a participação feminina na comercialização da produção
Clique aqui e saiba quais são os documentos necessários para participar das chamadas públicas.
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PROGRAMETE #9
O turismo rural pode incluir atividades que vão desde hospedagem e interações com a natureza até uma experiência completa com o agro.
O sítio São João, administrado pela Jô Rocha e sua família, em Caçapava (SP), produz cana-de-açúcar, cachaças e licores. Atualmente, está sendo adaptado para gerar renda extra com o turismo rural. Acesse aqui e confira essa história!
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Do planejamento à colheita: saiba como um produtor de Goiás gerencia seus créditos
PROGRAMETE #8
Com um planejamento eficiente, Márcio Martins, produtor rural de Alexânia, Goiás, obteve crédito várias vezes, para inovar e transformar sua produção de hortaliças. A dedicação, compromisso financeiro e ajuda ativa da esposa, Maria Martins, impulsionaram o negócio no campo. Assista aqui essa história!
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IG: reconhecimento que vai além do selo
PROGRAMETE #7
De queijos artesanais a cafés especiais, a Indicação Geográfica é um reconhecimento que conecta produtos ou serviços ao território de origem, fortalecendo o turismo e a economia local. Além disso, garante ao consumidor a qualidade do que está adquirindo.
Gestão de sucesso: Quinta do Olivardo combina sabor e tradição
PROGRAMETE #6
Olivardo Saqui, empresário e produtor rural, concretizou seu sonho ao criar um espaço que une tradição, sabores e experiências no campo. É a pousada e restaurante Quinta do Olivardo, localizada em São Roque, interior de São Paulo.
Descubra as melhores oportunidades de financiamento rural no ‘programete 5’
Neste vídeo, há orientações sobre como solicitar crédito de forma consciente e estratégica. Não perca a chance de transformar oportunidades em crescimento real.
Veja como o crédito pode trabalhar a favor do seu sucesso! Confira:
PROGRAMETE #5
Produção orgânica valoriza alimentos e fortalece as vendas. Confira aqui o ‘programete 4’
A certificação garante qualidade, procedência e aumenta a valorização no mercado. Além de saudável, o selo contribui para o crescimento sustentável do setor.
A busca pelo selo orgânico tem transformado a realidade de pequenos produtores rurais. A certificação não apenas agrega valor aos produtos, mas também amplia a aceitação do público. O tomate cereja, por exemplo, destaca-se pelo sabor diferenciado e pela procedência garantida.
PROGRAMETE #4
Saiba como formalizar o seu negócio para crescer no mercado
A formalização garante os seus direitos como empreendedor e ajuda a ter acesso a mais recursos com competitividade de mercado
PROGRAMETE #3
Selo SIM: acesso a novos mercados
Entenda como a certificação municipal facilita a comercialização de produtos de origem animal com segurança e qualidade!
PROGRAMETE #2
Oportunidades para o pequenos produtor rural
Saiba o que é empreendedorismo rural e conheça mais sobre o Porteira Aberta Empreender.
A primeira semana completa de agosto será caracterizada pela chegada de uma nova massa de ar frio em partes do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.
Você quer entender como usar o clima a seu favor?Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
Em outros locais, como partes do Nordeste e do Norte, os termômetros devem atingir picos de calor, principalmente no próximo domingo (10). Confira a previsão entre esta segunda e a próxima (11) do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet):
Sul
São previstos acumulados de chuva superiores a 40 mm entre esta segunda (4) e terça (5), especialmente no norte do Rio Grande do Sul, leste de Santa Catarina e centro-oeste do Paraná (tons verde, amarelo e laranja no mapa abaixo). Nessas áreas, também há possibilidade de ventos intensos e ocorrência de granizo em pontos isolados.
Além disso, a formação de um ciclone extratropical sobre o oceano na sexta-feira (8) poderá provocar chuvas e ventos no centro-norte gaúcho e sul catarinense, com volumes superiores a 30 mm. Entre terça e quinta (7), as temperaturas mínimas ficarão abaixo de 8°C em áreas do sul e serranas do Rio Grande do Sul, além de em Santa Catarina.
Já a partir de spabado (9), a atuação de uma nova massa de ar frio deve provocar temperaturas abaixo de 10°C em toda a Região Sul.
Sudeste
A previsão é de tempo estável na maior parte dos estados de Minas Gerais e São Paulo (áreas em branco). Por outro lado, há previsão de chuva somente na parte leste do Sudeste nos próximos dias, com acumulados que podem ultrapassar os 15 mm (tons em azul).
O Inmet chama atenção, também, para a queda da umidade relativa do ar, com valores que podem ficar abaixo de 30%, principalmente no sul paulista. Assim como no Sul e em parte do Centro-Oeste, uma nova massa de ar frio chega em São Paulo no sábado (9).
Mapa de chuva. Foto: Reprodução Inmet
Centro-Oeste
A semana começa com chuvas nas porções sul e oeste de Mato Grosso do Sul e sudoeste de Mato Grosso, com volumes acima de 30 mm. Nas demais áreas, a previsão indica predomínio de tempo estável (áreas em branco) e umidade relativa abaixo de 30% nos próximos dias, principalmente no norte mato-grossense.
Assim como acontece no Sul, o Inmet sinaliza que a atuação de uma nova massa de ar frio provocará temperaturas abaixo de 10°C, mas limitado ao sul de Mato Grosso do Sul. Já no Distrito Federal, parte sul de Mato Grosso do Sul e de Goiás, predominam mínimas inferiores a 18°C ao longo da semana. Enquanto isso, no norte de Mato Grosso, o calor chega aos 34°C.
Nordeste
Não há previsão de chuva, com redução da umidade relativa do ar, principalmente no interior da região. Em pequenas áreas do litoral nordestino, podem ocorrer chuvas acima de 20 mm (tons em verde), principalmente no litoral de Alagoas e Pernambuco. No interior da Bahia, as temperaturas não ultrapassam os 18°C ao longo da semana. No outro extremo, Maranhão e Piauí devem registrar mais de 34°C, principalmente no próximo domingo (10).
Norte
Áreas de instabilidade se concentrarão no noroeste e na porção central do Amazonas, Roraima e noroeste do Pará, com volumes que podem superar 60 mm (tons em laranja e vermelho). Em contraste, na porção sul do Amazonas, Acre, Rondônia, centrosul do Pará, Tocantins, não há previsão de chuvas ao longo da semana.
De acordo com o Inmet, nestas localidades, a tendência é de redução da umidade relativa do ar, que pode atingir níveis abaixo de 30%, demandando atenção especial quanto ao risco de incêndios. Quanto às temperaturas, os destaques vão para o centro-sul do Pará e o Tocantins, onde os termômetros podem ultrapassar os 34°C, principalmente no domingo.
O produtor de soja pode esperar, nos próximos dias, uma condição muito parecida com o que já vem sendo observado: chuvas concentradas nas extremidades do país e tempo seco no centro. A instabilidade climática permanece no Sul e em partes de Mato Grosso, reflexo da nova frente fria que começou a se deslocar na sexta-feira (1º) e avança lentamente em direção ao Sudeste.
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Nesta terça-feira (6), há previsão de chuva no sul de Mato Grosso do Sul, mas os volumes não são suficientes para repor a umidade do solo em áreas onde ainda há déficit hídrico. No Sul do Brasil, a instabilidade pode interromper momentaneamente atividades de manejo nas lavouras, especialmente no Rio Grande do Sul.
Tempo no Sul
Outro destaque é a queda nas temperaturas no Sul com a chegada da massa de ar frio. Há previsão de geada na Campanha Gaúcha na manhã de terça-feira, com risco pontual para cultivos mais sensíveis, embora, no geral, as lavouras de inverno já estejam em estágios mais tolerantes ao frio. Mesmo durante a tarde, os termômetros não sobem muito nessa região, ao contrário da metade norte do país, que segue sob forte calor.
Sol e altas temperaturas
Nas áreas centrais do país, o cenário segue com sol predominante e temperaturas elevadas durante as tardes. Já o litoral de Alagoas e Pernambuco, além do interior do Amazonas, são regiões que devem registrar temporais isolados.
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Pecuaristas, a construção de margem na pecuária intensiva depende de um fator crucial: a nutrição. Mais do que apenas misturar ingredientes, o conceito moderno de “cozinha do boi” envolve a nutrição de precisão, com ingredientes selecionados e tecnologia de ponta. Essa abordagem visa fazer o gado ganhar peso de forma eficiente, saudável e sustentável, resultando em um lucro maior para o produtor. Assista ao vídeo.
Em uma reportagem especial no confinamento JBS de Guaiçara, no estado de São Paulo, o Giro do Boi entrevistou Fabrizio Oristanio, da Salus Nutrição Animal, parceira dos boitéis JBS.
Ele destacou que a qualidade da dieta é o que realmente “manda no jogo” e na construção de margem na engorda no cocho.
Tecnologias que transformam o cocho em resultado
Bovinos com sangue Angus em confinamento na Agropecuária Maragogipe. Foto: Reprodução/Agropecuária Maragogipe
Fabrizio Oristanio explica que o que está dentro do cocho é muito mais do que parece. É o resultado de um trabalho intenso de pesquisa e tecnologia, com o objetivo de produzir carne de forma rentável e sustentável.
A Salus, uma empresa brasileira que faz parte do grupo francês Avril, é especializada em desenvolver e criar tecnologias para melhorar o desempenho dos animais.
O portfólio da Salus inclui inovações que transformam a dieta em resultados econômicos para toda a cadeia produtiva:
Óleos essenciais (fitogênicos): Mapeiam os microrganismos do rúmen, tornando a digestão mais eficiente. Com isso, o animal aproveita melhor os nutrientes, desperdiçando menos e produzindo menos metano. Essa tecnologia é uma alternativa aos antibióticos e ionóforos.
Enzimas fibrolíticas: Funcionam como catalisadores, acelerando a quebra das partículas do alimento no rúmen. Elas “desencerram” os nutrientes, tornando-os mais digestíveis. Isso resulta em um maior GMD (Ganho Médio Diário) e fezes menos ricas, com menos nutrientes desperdiçados no ambiente.
Probióticos (Bacillus subtilis e Licheniformis): Bactérias que estimulam o bem-estar e a saúde do animal, competindo com as bactérias ruins no intestino e melhorando o ambiente digestivo.
Taninos hidrolisáveis (King Brown): Compostos que aumentam as proteínas bypass para o animal, diminuem os índices de diarreia e promovem a modulação ruminal, melhorando o desempenho e o bem-estar.
Sustentabilidade, bem-estar e o papel do agronegócio
Bovinos de corte em confinamento. Foto: Reprodução
Fabrizio Oristanio ressalta que o conceito de sustentabilidade vai muito além do aspecto ambiental, abrangendo o econômico e o social.
O uso dessas tecnologias modernas na “cozinha do boi” visa criar um animal saudável e sustentável, que resulta em um produto socialmente justo, ambientalmente correto e financeiramente lucrativo.
A sinergia entre nutrição e bem-estar é intrínseca. A tecnologia embarcada na dieta ajuda o animal a se adaptar melhor, como é o caso de um isotônico com probióticos usado na recepção de gado que chega de longas viagens. Esse produto melhora o consumo de água e matéria seca, reduzindo o estresse e as perdas.
Essa abordagem tecnológica e o trabalho científico por trás da nutrição animal são fundamentais para que o Brasil continue sendo um expoente na produção de proteína animal, gerando riqueza e fornecendo comida de qualidade para o mundo, com responsabilidade e sustentabilidade.
Os Estados Unidos foram responsáveis pela compra de 16,5% do total de 46,1 milhões de sacas dos Cafés do Brasil exportados no ano-cafeeiro de 2024. Com um volume de 7,6 milhões de sacas de 60kg compradas, o País norte-americano liderou o ranking dos maiores países importadores dos cafés brasileiros em 2024.
O ano-cafeeiro de 2024 marcou o maior volume de exportação dos Cafés do Brasil em um único ano, com a venda de 46,1 milhões de sacas de 60 kg, o que corresponde a um crescimento de 30,6% em comparação com as 35,3 milhões de sacas exportadas em 2023. Na mesma base de comparação, as importações dos Estados Unidos aumentaram significativamente 40,7%, passando de 5,4 milhões de sacas em 2023 para 7,6 milhões de sacas em 2024.
É oportuno destacar que os dados estatísticos e demais números da produção cafeeira nacional e internacional, que estão permitindo realizar esta análise, foram extraídos do Sumário Executivo do Café – Julho 2025, estudo que é elaborado e divulgado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa, cujas edições também estão disponíveis na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.
Para complementar essa análise focada apenas nas exportações dos Cafés do Brasil no ano-cafeeiro 2024, conforme indicado no Sumário Executivo, os cinco principais países importadores, em ordem decrescente, são: Estados Unidos, em primeiro lugar, respondendo por cerca de 16,5% das vendas, totalizando 7,6 milhões de sacas de 60 kg.
A Alemanha ocupa a segunda posição nesse ranking, com 7,3 milhões de sacas, o que representa 15,8% das vendas nacionais em 2024. Em seguida, está a Bélgica, que, após um aumento significativo de 100% em relação a 2023, importou 4,4 milhões de sacas. Esse volume representa 9,5% das exportações brasileiras no ano de 2024. Na quarta posição, encontra-se a Itália, com 3,9 milhões de sacas, representando cerca de 8,5% do total.
Por fim, em quinto lugar, está o Japão, cujas importações de café brasileiro no ano cafeeiro de 2024 totalizaram 2,3 milhões de sacas, representando, dessa forma, 5% das vendas nacionais no período. As compras de Espanha, Turquia, Holanda, Rússia, Reino Unido, Coréia do Sul, Canadá, Suécia, França e Colômbia completaram a totalidade das vendas dos Cafés do Brasil no ano-cafeeiro de 2024.
Leia na íntegra o Sumário Executivo do Café – Julho 2025, elaborado pela SPA/Mapa, pelo link:
A doação regular de bebida de soja, utilizada nas refeições e no preparo de alimentos, fortalece a rotina nutricional dos alunos do Instituto dos Cegos do Estado de Mato Grosso (Icemat), em Cuiabá (MT). O benefício é resultado da parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), por meio do programa Agrosolidário.
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Bebida de soja
Servida no café da manhã, no lanche da tarde e até em bolos preparados na cozinha da instituição, a bebida é bem aceita e faz parte do cardápio diário de cerca de 60 pessoas atendidas pelo Icemat. “A bebida é muito nutritiva, e os alunos gostam bastante. Além de fortalecer, também agrada no sabor”, conta a cozinheira Edevanir Nascimento.
A iniciativa vai além da alimentação. A parceria entre Aprosoja MT e Icemat contribui para o bem-estar físico, mental e social dos alunos, com suporte essencial para a autonomia e o desenvolvimento pessoal de pessoas com deficiência visual.
Depoimentos
Vera Lúcia Martins dos Santos, de 60 anos, é uma das alunas beneficiadas. Após perder a visão, encontrou no Instituto o apoio necessário para reconstruir sua trajetória. “Aqui eu tive apoio para viver de novo como uma pessoa normal. Terminei os estudos, hoje faço cursinho e vou fazer o ENEM. A bebida de soja é excelente, fortalece o corpo, faz bem para a pele e para a saúde em geral.”
O vice-presidente, Thiago Lima, reforça a importância da ação: “A instituição é filantrópica, então, com o apoio da Aprosoja MT conseguimos garantir uma alimentação de qualidade para os nossos atendidos. Esperamos que essa parceria, que já tem muitos anos, dure por muito mais.”
Fundado há mais de 40 anos, o instituto oferece aulas de Braille, informática adaptada, orientação e mobilidade, apoio escolar e até internato para estudantes do interior. A união com o setor produtivo é um exemplo de como o campo pode gerar impacto positivo direto na vida de quem mais precisa.