sábado, maio 9, 2026

Autor: Redação

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Novo mapa da Embrapa revela solos mais vulneráveis à erosão no Brasil


A Embrapa Solos lançou uma nova versão do mapa de erodibilidade dos solos do Brasil, com base em uma metodologia que permite identificar o potencial dos terrenos de resistirem à erosão causada pela água da chuva.

A ferramenta representa um avanço estratégico na gestão dos recursos naturais, oferecendo subsídios para políticas públicas de conservação e uso sustentável do solo no meio rural.

Erosão hídrica: ameaça global à produção e à sustentabilidade

A erosão hídrica está entre os principais fatores de degradação de terras no mundo, afetando a produção agrícola, a biodiversidade e a segurança hídrica.

Segundo a FAO, o problema compromete os serviços ecossistêmicos do solo, reduzindo a infiltração de água, a profundidade de enraizamento e a retenção de nutrientes.

No Brasil, estimar a erodibilidade é fundamental para orientar o uso racional da terra e evitar prejuízos ambientais e econômicos, especialmente em áreas com agricultura intensiva.

Como foi feito o novo mapa de erodibilidade

O mapa da Embrapa tem escala 1:500.000, adequada para planejamentos em nível estadual e de grandes bacias hidrográficas. A equipe responsável avaliou 8.143 unidades de mapeamento de solos com base em dados do IBGE na escala 1:250.000.

A classificação foi feita a partir de atributos intrínsecos do solo — como textura, estrutura, presença de camada compactada, permeabilidade e conteúdo de carbono orgânico — desconsiderando variáveis externas como clima, relevo e vegetação.

Os solos foram classificados em seis categorias de suscetibilidade à erosão hídrica: muito baixa, baixa, média, alta, muito alta e extremamente alta. Cada categoria está associada ao fator K, um índice que representa a erodibilidade na equação universal de perda de solo.

Nordeste concentra áreas mais frágeis à erosão

De acordo com os pesquisadores da Embrapa, a maioria dos solos brasileiros se enquadra na categoria de erodibilidade média. No entanto, as maiores áreas de solos altamente suscetíveis estão no Nordeste, coincidindo com as regiões já afetadas pela desertificação.

Outras áreas com solos de elevada erodibilidade foram identificadas no Acre e em regiões próximas ao Amazonas, onde predominam solos ricos em silte.

Validação científica e acesso público à base de dados

O novo mapa foi validado com base em medições reais do fator K, obtidas tanto por chuvas naturais quanto simuladas, confirmando a confiabilidade dos resultados.
Todos os dados estão disponíveis gratuitamente na plataforma GeoInfo, da Embrapa, com visualização via sistema de informações geográficas (SIG Web).

Além disso, uma publicação técnica detalha toda a metodologia usada, permitindo que pesquisadores, gestores e produtores compreendam a lógica dos dados e apliquem o conhecimento em ações concretas.

Ferramenta estratégica para políticas públicas e uso agrícola

Para Maurício Rizzato, coordenador do estudo, o novo mapa deve ser incorporado em programas estaduais de conservação do solo, como os que selecionam microbacias prioritárias para ações de manejo e recuperação.

O pesquisador Gustavo Vasques reforça que a erosão não é apenas um problema ambiental, mas também econômico, uma vez que afeta diretamente a produtividade agrícola e a infraestrutura rural.

A Embrapa recomenda que os usuários convertam as seis classes de erodibilidade em três faixas simplificadas — baixa, média e alta — facilitando análises e modelagens para diferentes finalidades técnicas e institucionais.



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AgroNewsPolítica & Agro

Gasolina e etanol atingem menores preços médios


O preço médio da gasolina e do etanol caiu em julho no Brasil, segundo levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). A gasolina recuou 0,47% em relação a junho, chegando a R$ 6,35, enquanto o etanol teve queda de 0,68%, com média de R$ 4,36, os menores valores registrados desde janeiro.

De acordo com Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, a redução é reflexo do repasse gradual da queda anunciada pela Petrobras em junho. Ele destaca que, embora lento, esse movimento representa um alívio para o consumidor.

Na análise regional, o Centro-Oeste teve as maiores reduções: 1,37% no etanol (R$ 4,33) e 0,77% na gasolina (R$ 6,43). Os menores preços médios foram observados no Sudeste: R$ 4,23 para o etanol e R$ 6,21 para a gasolina. Já a região Norte manteve as maiores médias, com R$ 5,20 e R$ 6,84, respectivamente.

Entre os estados, o Maranhão liderou as altas no etanol (+1,20%) e na gasolina (+0,63%). O etanol mais barato foi em São Paulo (R$ 4,08), e a maior queda ocorreu no Amapá (-3,63%). O Rio de Janeiro teve a gasolina mais barata (R$ 6,13), enquanto o Acre manteve a mais cara (R$ 7,48). Ainda segundo Mascarenhas, apesar da vantagem econômica da gasolina, o etanol se destaca por seus menores impactos ambientais.

“A gasolina se mostrou a opção mais vantajosa economicamente na maior parte dos estados do Brasil em julho, principalmente para quem abastece nas regiões Nordeste e Sul . Entretanto, é importante ressaltar que o etanol traz mais benefícios ambientais, uma vez que emite menos poluentes, contribuindo para uma mobilidade mais sustentável e de baixo carbono”, reforça Mascarenhas.





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AgroNewsPolítica & Agro

Ciclo de Conscientização completa 15 anos com mais de 38 mil pessoas impactadas no Sul do Brasil


O Ciclo de Conscientização sobre saúde e segurança do produtor e proteção da criança e do adolescente, promovido pelo SindiTabaco e empresas associadas, com apoio da Afubra, encerrou sua décima quinta edição na última semana com um saldo total de 38 mil pessoas impactadas, abrangendo mais de 70 municípios.

Em 2025, os seminários foram realizados em seis municípios do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina e reuniram 2.150 participantes, entre produtores de tabaco, agentes de saúde, educadores, conselheiros tutelares e lideranças locais.

A agenda teve início nos dias 22 e 23 de julho, em Gramado Xavier e Vale do Sol, no Rio Grande do Sul, que juntos reuniram 880 participantes. Na semana seguinte, o ciclo seguiu para os municípios de Ipiranga e Imbituva, no Paraná, e Irineópolis e Mafra, em Santa Catarina. As quatro cidades somaram 1.270 participantes.

A programação manteve o formato já consolidado das últimas edições, com a participação da Companhia de Teatro Espaço Camarim, que transforma conteúdo técnico em informação acessível.

“A assistência técnica gratuita, uma das garantias do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), é uma grande aliada na conscientização. Ela é complementada com a distribuição de materiais impressos, veiculação de campanhas de mídia e a realização de seminários como estes que realizamos anualmente. É um longo trabalho, que tem surtido efeito”, comenta Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco.

Pesquisa realizada em 2023 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, por meio do Centro de Estudos e Pesquisas em Administração (CEPA/UFRGS), revelou que 95% dos produtores já fizeram cursos sobre manuseio seguro de agrotóxicos e 98% se dizem bem informados sobre as técnicas de colheita segura do tabaco.

COMBATE AO TRABALHO INFANTIL – Seguindo recomendações da OIT, o Brasil regulamentou por meio do decreto 6481/2008 duas convenções internacionais, colocando o tabaco na lista de formas de trabalho proibidas para menores de 18 anos. Assim, toda atividade realizada por crianças e adolescentes que substitui a mão de obra de um adulto, pode ser considerada trabalho infantil. As empresas associadas ao SindiTabaco solicitam, a cada nova safra, o comprovante de matrícula escolar no período da assinatura do contrato de comercialização de safra e o comprovante de frequência ao final de cada ano letivo.

SAÚDE E SEGURANÇA DO PRODUTOR – De forma bem-humorada, o Dr. Nikotino reforça as orientações para a colheita segura e o manejo seguro de agrotóxicos. Durante a colheita, os produtores são orientados a sempre usar luvas impermeáveis, evitar colher o tabaco quando as folhas estiverem molhadas pela chuva ou orvalho, bem como dar preferência aos horários menos quentes do dia. Eles também têm à disposição uma vestimenta específica, com eficácia comprovada e certificada pelos órgãos competentes. Com relação ao manejo seguro de agrotóxicos, conheça algumas das orientações repassadas durante os eventos:

Sinalizar áreas recém-tratadas com agrotóxicos com placa específica

– Manter o pulverizador em perfeitas condições de uso e sem vazamentos, inspecionando-o antes da sua utilização.

– Não permitir a aplicação de agrotóxicos por pessoas menores de 18 anos, maiores de 60 anos e gestantes.

– Armazenar os agrotóxicos em armário feito de alvenaria ou metal, chaveado e destinado somente para esse fim. O acesso a esses produtos deve ser restrito a trabalhadores orientados a manuseá-los.

– Realizar a tríplice lavagem da embalagem durante o preparo da calda, utilizando o EPI.

– Não reutilizar embalagens vazias de agrotóxicos para qualquer fim. 

MAPA DA CONSCIENTIZAÇÃO

Realizado anualmente desde 2009, o Ciclo de Conscientização já passou por mais de 70 municípios e impactou diretamente 38 mil produtores de tabaco no Sul do país. Conheça os municípios que sediaram os eventos ao longo de 15 anos.





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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo argentino avança com boa umidade


A semeadura do trigo na Argentina atingiu 98,3% da área projetada de 6,7 milhões de hectares, com avanço de 2,4 pontos percentuais na última semana. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), chuvas generalizadas sobre toda a região agrícola melhoraram significativamente a oferta hídrica para o cereal, especialmente nas províncias de Santa Fé, Entre Ríos e Corrientes.

Cerca de 78,7% das lavouras de trigo estão em condições de umidade entre adequada e ótima, enquanto 96,9% apresentam estado vegetativo de normal a excelente. No norte do país, o início da fase reprodutiva está sendo beneficiado pela recuperação da umidade no solo. Em áreas com excesso de chuvas, houve relatos pontuais de redução na população de plantas, mas sem impacto significativo na produtividade. Apenas 3,8% do trigo em campo já está em estágio reprodutivo, concentrado no norte.

A colheita de milho com destino a grão comercial alcançou 88% da área cultivada, com rendimento médio nacional de 72,3 sacas por hectare. Em Córdoba, os trabalhos estão praticamente concluídos no centro-norte, com média de 80,5 sc/ha. No sul da província ainda falta colher 14% da área, com rendimento acumulado de 74,3 sc/ha. Na província de Buenos Aires, há atrasos, especialmente nas regiões centro e sul, mas os rendimentos estão dentro do esperado. A estimativa de produção foi mantida em 49 milhões de toneladas.

Quanto ao sorgo granífero, a colheita atingiu 95% da área nacional. Os rendimentos médios foram de 35,3 sc/ha, com destaque para os plantios tardios do centro do país, que superaram as expectativas. Apesar do estresse hídrico e térmico do final do verão, a produção foi revista para cima em 100 mil toneladas, totalizando agora 3,1 milhões de toneladas – aumento de 3,3% em relação à projeção anterior.





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Minerais críticos e terras raras podem entrar em negociações com EUA, diz Haddad



Os minerais críticos e as terras raras podem entrar nas negociações tarifárias com os Estados Unidos, disse nesta segunda-feira (4) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, um acordo sobre os dois temas pode ser assinado com o governo estadunidense.

“Temos minerais críticos e terras raras. Os Estados Unidos não são ricos nesses minerais. Podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes”, disse Haddad em entrevista à BandNews nesta tarde.

Atualmente, os minerais críticos, como lítio e nióbio, são usados para a produção de baterias elétricas e em processadores de inteligência artificial (IA). Desde maio, o governo discute um novo marco regulatório para a IA e datacenters (centros de processamento de dados).

Plano de contingência

Em relação ao plano de contingência para ajudar setores afetados pelo tarifaço do governo Trump, Haddad afirmou que as medidas estão prontas e devem ser anunciadas até quarta-feira (6), data marcada para as tarifas entrarem em vigor.

Nesta segunda, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o plano está concluído e, entre outras medidas, inclui linhas especiais de crédito e ajuda para compras governamentais.

Novas exceções

Haddad não descartou a possibilidade de outros produtos serem incluídos na lista de exceções dos Estados Unidos até quarta-feira (6).

O ministro reiterou que o Brasil continuará negociando e que os termos atuais impostos pelo governo estadunidense são inaceitáveis, mas podem melhorar.

“Creio que alguma coisa [ampliação da lista de exceções] ainda pode acontecer até o dia 6. Pode acontecer, mas estou dizendo que não trabalhamos com data fatídica. Não vamos sair da mesa de negociação até que possamos vislumbrar um acordo, que precisa de interesses em comum. Nesses termos, o Brasil, evidentemente, não vai fazer um acordo, porque não tem o menor sentido na taxação que está sendo imposta ao país”, declarou Haddad.

Um dos possíveis setores beneficiados pode ser o café. Após reunião com Alckmin nesta segunda-feira, o presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcio Ferreira, disse haver 50% de chances de o setor ser excluído da tarifa de 50%.



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Boi gordo continua movimento de alta: veja cotações de hoje



O mercado físico do boi gordo iniciou a semana apresentando negociações acima da referência média.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com a atual posição das escalas de abate, em especial entre os frigoríficos de menor porte.

“A semana é boa em termos de consumo interno, considerando o Dia dos Pais como uma data relevante que gera impacto positivo. Enquanto isso, as exportações permanecem em bom nível, e o México desponta como uma alternativa neste momento, expandindo as compras de carne bovina do Brasil”, assinalou Iglesias.

Os embarques da proteína brasileira ao mercado mexicano tiveram alta de 420% no primeiro semestre deste ano, indo de 3,1 mil toneladas para 16,1 mil toneladas, conforme dados consolidados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

  • São Paulo: R$ 302 — na sexta: R$ 300,17
  • Goiás: R$ 284,82 — R$ 283,75
  • Minas Gerais: R$ 290,29 — R$ 289,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 301,93 — R$ 301,14
  • Mato Grosso: R$ 295,68 — 293,65

Mercado atacadista

O mercado atacadista abre a semana com preços firmes para a carne bovina, e a expectativa ainda é de alta dos preços, considerando que além da entrada dos salários há o adicional de consumo relacionado ao Dia dos Pais.

“Porém, o movimento tende a ser limitado pelo perfil de consumo da população brasileira que ainda prioriza proteínas mais acessíveis, em especial a carne de frango”, pontuou Iglesias.

O quarto traseiro é precificado a R$ 22,40; o dianteiro é cotado a R$ 17,50 por quilo; a ponta de agulha foi precificada a R$ 17,00, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,69%, sendo negociado a R$ 5,5063 para venda e a R$ 5,5043 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4953 e a máxima de R$ 5,5433.



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Boiada nelore de TO supera 21 arrobas com manejo de alta tecnologia


Pecuaristas, a busca por resultados extraordinários na pecuária brasileira continua a render histórias inspiradoras. No estado do Tocantins, um lote de boiada nelore de alto padrão está surpreendendo e mostrando que a combinação de genética e manejo de ponta pode gerar resultados impressionantes. Já clica aí pra assistir ao vídeo abaixo e conferir essa história que é pura inspiração para a sua fazenda!

Com um trato caprichado na terminação intensiva a pasto (TIP), os animais ultrapassaram as 21 arrobas de peso por carcaça.

Essa prova de excelência e inovação na lida foi o grande assunto do quadro Giro pelo Brasil desta segunda-feira (4).

O programa, transmitido pelo Canal Rural, destacou o trabalho de um pecuarista que, com um manejo de alta tecnologia, está produzindo um gado de altíssima qualidade e com um peso que impressiona, reforçando o constante avanço da pecuária brasileira.

A receita de sucesso da Fazenda Alto da Serra

O pecuarista Jerônimo Luiz Montes Filho (à esq.) e o gerente da unidade da Friboi de Araguaína Idamar Toledo. Foto: Idamar Toledo/Friboi de Araguaína (TO)

De onde veio essa boiada que está dando o que falar? Essa produção de primeira é do pecuarista Jerônimo Luiz Montes Filho, à frente da Fazenda Alto da Serra, localizada em Aragominas, no estado do Tocantins.

Jerônimo e sua equipe estão de parabéns por um trabalho que reflete o cuidado, o investimento e a visão de quem busca a excelência na criação de bovinos.

Quem fez questão de apresentar esses resultados impressionantes foi Idamar Toledo, gerente da unidade da Friboi de Araguaína, no estado do Tocantins.

Idamar destacou a qualidade do lote e como o sistema de terminação intensiva a pasto (TIP), quando bem aplicado, pode trazer resultados impressionantes para o produtor, unindo o potencial da pastagem com a eficiência da suplementação.

Os números que comprovam a qualidade

Foto: Idamar Toledo/Friboi de Araguaína (TO)

Agora, preparem-se para os números que confirmam a excelência desse lote. Jerônimo Luiz Montes Filho levou para o abate um lote de 101 cabeças de uma boiada com idade de zero a quatro dentes, ou seja, animais bem jovens.

O trato alimentar foi de ponta, com o gado sendo alimentado com ração e pasto no sistema de terminação intensiva a pasto (TIP).

O peso médio por carcaça após o abate foi de impressionantes 323 quilos, o que dá 21,5 arrobas por animal. Esse peso, vindo de animais tão jovens, é a prova de um trabalho caprichado e de um gado com potencial genético de primeira.



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Alexandre de Moraes decreta prisão domiciliar de Bolsonaro



Por descumprir medidas cautelares, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes decretou, nesta segunda-feira (4), a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.

De acordo com reportagem do G1, o juiz afirma que Bolsonaro utilizou redes sociais de aliados – incluindo seus três filhos parlamentares – para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.

Para o ministro, a atuação do ex-presidente, mesmo sem o uso direto de seus perfis, burlou de forma deliberada a restrição imposta anteriormente.

“Agindo ilicitamente, o réu se dirigiu aos manifestantes reunidos em Copacabana, no Rio de Janeiro, produzindo dolosa e conscientemente material pré-fabricado para seus partidários continuarem a tentar coagir o Supremo Tribunal Federal”, diz trecho da decisão.

Assim, Moraes determinou que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar em seu endereço residencial e mantenha o uso de tornozeleira eletrônica. Além disso, estão proibidas visitas, exceto de familiares e advogados.

A Polícia Federal, que realizou novas buscas na residência do ex-presidente, também recolheu todos os celulares disponíveis no local por ordem do magistrado.

“A Justiça é igual para todos. O réu que descumpre deliberadamente as medidas cautelares — pela segunda vez — deve sofrer as consequências legais”, diz Moraes em sua decisão de 25 páginas.



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Brasil avança na exportação de gergelim com novas habilitações para o mercado chinês



Brasil dobra estabelecimentos aptos a exportar gergelim para a China




Foto: Sérgio Cobel da Silva/ Embrapa

O número de estabelecimentos brasileiros habilitados a exportar gergelim para a China passou de 31 para 61, praticamente dobrando o número de estabelecimentos aptos, conforme nova lista divulgada pela Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC). A ampliação consolida o avanço do Brasil na exportação da oleaginosa e reforça os laços com o maior consumidor global do produto.

A abertura do mercado chinês para o gergelim brasileiro foi anunciada em novembro de 2024, durante a visita oficial do presidente Xi Jinping ao Brasil. A habilitação foi à época a 200ª abertura de mercado da atual gestão, resultado de um processo de negociação coordenado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Adidância Agrícola em Pequim, a Embaixada do Brasil em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o setor privado nacional, que atuaram de forma coordenada para atender às exigências estabelecidas pelas autoridades chinesas.

Hoje, o Brasil é o sétimo maior exportador mundial de gergelim, com 5,31% de participação no comércio global. Entre os principais estados produtores estão Mato Grosso, Goiás, Pará e Tocantins. Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Rondônia também vêm ganhando destaque, com grande potencial de crescimento da cultura.

A China, que responde por 38,4% do consumo global da semente, é o maior importador mundial do produto. A ampliação expressiva das habilitações representa uma oportunidade concreta para fortalecer a presença brasileira em mercados estratégicos e ampliar as possibilidades de agregação de valor e desenvolvimento regional.

 





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Produtores enfrentam dificuldade para vender laranjas na Sealba


O setor de citrus na região da Sealba — que abrange partes de, Sergipe, Alagoas e Bahia — enfrenta uma crise no escoamento da produção de laranja. Produtores rurais relatam perdas significativas e preocupações com o futuro da safra, já que muitas frutas estão amadurecendo nos pomares sem destino comercial viável.

Luan Roger, citricultor da agricultura familiar de Rio Real (BA), maior município produtor de laranja do Nordeste, descreve a situação como crítica.

“A floração está vindo, mas a fruta madura ainda está no pé. Como segurar isso tudo se o que já está pronto sequer foi colhido?”, lamenta o produtor.

Segundo ele, mesmo com padrão comercial, a produção não encontra compradores.

“Já tentei vender para atravessadores e indústrias, mas dizem que está tudo cheio, sem espaço para escoar.”, afirma o citricultor.

A situação atual contrasta com o cenário observado em novembro de 2024, quando a equipe do Canal Rural Bahia esteve em Rio Real. Na época, a valorização da laranja por tonelada impulsionava os investimentos no setor.

Hoje, no entanto, há registros de filas de caminhões em frente às indústrias de suco em Estância (SE) e relatos de descarte de frutas que não atendem mais aos padrões exigidos, devido aos problemas comerciais.

Reginaldo Corsino, também produtor da região, afirma que o preço atual pago pela indústria — cerca de R$ 270 por tonelada — não cobre os custos.

produtor de laranjas, citricultor, Rio Realprodutor de laranjas, citricultor, Rio Real
Reginaldo Corsino em seu pomar de Laranjas em Rio Real (BA) |

Hoje nós estamos com a demanda de laranja na planta, porque não temos preço. O preço de laranja de indústria, é R$ 270,00 por tonelada, então não compensa, eu acho melhor, por enquanto, aguardar um pouco pra ver se as indústrias melhoram o preço. Laranja de mesa está em torno de R$ 500,00 a tonelada, eu acho que não compensa devido o investimento que fizemos. Para produzir laranja de mesa, nós gastamos R$ 350 a R$ 400 por tonelada. Por conta do preço, a planta está sofrendo, devido a carga”, relata.

O gerente de produção de outra propriedade localizada em Rio Real (BA), Marciel Germano também mostra preocupação: “Colhemos até agora cerca de 10 mil toneladas, mas ainda há de 15 a 20 mil toneladas nos pomares. Estamos colhendo num ritmo muito abaixo do necessário”, afirma.

Medidas em discussão

Em resposta à reportagem, a Secretaria de Agricultura de Sergipe informou que está em diálogo com o setor industrial e com os produtores.

Uma reunião com a Secretaria de Agricultura da Bahia deve ocorrer nos próximos dias. Entre as propostas, está a criação de um “Censo da Citricultura”, para coletar informações que possam ajudar a planejar melhor a colheita e o escoamento da produção. A data do encontro ainda não foi definida.

Durante reunião com a pasta sergipana na última sexta-feira (1º), o representante da Tropfruit Nordeste, Diorane Morais Araújo, afirmou que a indústria continua operando.

“Estamos num período de colheita da laranja e movimentamos de 110 a 120 caminhões por dia. Não paramos. Trabalhamos de domingo a domingo, recebendo laranja de produtores da Bahia e de Sergipe. Processamos cerca de 2 mil toneladas de laranja por dia”, declarou.

Além disso, o Canal Rural tentou contato com outras indústrias e entidades do setor para comentar sobre os preços e dificuldades relatadas pelos produtores, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.


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