sábado, maio 9, 2026

Autor: Redação

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Déficit de armazenagem de grãos no Brasil pode comprometer cadeia produtiva



O déficit de armazenagem de grãos no Brasil pode se agravar a ponto de comprometer a cadeia produtiva nos próximos dez anos, afirma o Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS).

“Se a gente não fizer nada, daqui 10 anos o Brasil estará mais caótico do que é hoje. Vamos ter um déficit cada vez maior de infraestrutura, tanto de armazenagem quanto de ferrovia. A principal chave é o investimento. Precisamos desenvolver mais infraestrutura de armazenagem”, afirma o professor Thiago Guilherme Péra, coordenador do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Esalq/USP e conselheiro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS).

Atualmente, o país produz 330 milhões de toneladas de grãos por ano, mas só tem capacidade para armazenar 60% desse volume, ou cerca de 198 milhões de toneladas. No Mato Grosso, estado líder na produção, o cenário é ainda mais preocupante: a safra de 2025 deve atingir 100 milhões de toneladas, mas a capacidade de armazenagem não passa de 60%, gerando um déficit de 40 milhões de toneladas.

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O especialista explica que, até 2012, o Brasil era superavitário em capacidade estática de armazenagem, mas a entrada do milho segunda safra mudou completamente esse cenário.

“A partir de 2012, passamos a enfrentar um grande desafio para o crescimento da infraestrutura de armazenagem. Temos dois períodos muito críticos: março e abril, com soja e milho primeira safra, e junho e julho, com a colheita do milho segunda safra. Isso acaba abarrotando bastante os nossos armazéns”, detalha.

Outro fator que pressiona a infraestrutura é a expansão do etanol de milho, principalmente no Centro-Oeste. “Estimamos no Esalq-Log que cerca de 16% da capacidade de armazenagem do Mato Grosso é dedicada ao etanol de milho. A oferta do cereal para a produção de etanol ocorre exatamente nesta época, para suprir praticamente o ano inteiro, o que pressiona ainda mais o sistema logístico mato-grossense”, ressalta.

A solução para reduzir o déficit, segundo Thiago, passa exatamente pelo fortalecimento das cooperativas e pelo acesso a linhas de crédito. “O pequeno e médio produtor muitas vezes não tem escala para ter um armazém. É fundamental que as cooperativas expandam seu parque de armazenagem, tendo acesso a linhas de crédito mais atrativas, como o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) do BNDES”.



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Frio ganha força e pode ocorrer geada em algumas regiões



Frente fria que avançou sobre o país nos últimos dias se desloca pela costa de Santa Catarina e do Paraná entre a madrugada e a manhã desta terça-feira (5), mantendo as instabilidades entre os dois estados. Há risco de chuva forte, acompanhada de raios, em toda a metade leste catarinense, bem como nas regiões sul, central, leste e no litoral do Paraná – incluindo as capitais Florianópolis (SC) e Curitiba (PR), ainda nas primeiras horas do dia. Nas demais áreas, a previsão é de chuva isolada, com intensidade variando entre fraca e moderada. No Rio Grande do Sul, ainda há risco de precipitação mais expressiva durante a madrugada no extremo norte e na serra gaúcha, especialmente em áreas próximas à divisa com Santa Catarina.

No decorrer do dia, o tempo permanece firme, com apenas variação de nebulosidade. Um sistema de alta pressão associado a uma massa de ar polar avança sobre o estado, provocando queda acentuada nas temperaturas. Em pontos da Campanha e da Serra do Sudeste, há potencial para formação de geada nas primeiras horas da manhã.

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No Sudeste, ainda no período da manhã, a frente fria deverá alcançar a altura da costa de São Paulo, espalhando as instabilidades e provocando a ocorrência de rajadas de vento sobre o sul e litoral paulista. Entre o Vale do Ribeira/SP e o litoral sul paulista, há risco de chuva forte acompanhada por raios. Entre a Baixada Santista e o litoral norte paulista, pancadas de chuva com fraca a moderada intensidade. Ainda no estado paulista, algumas áreas do centro-oeste e oeste podem contar também com pancadas de chuva isoladas no fim da manhã.

Nas demais regiões, predomínio de tempo firme, com destaque para a maior formação de nebulosidade, baixa umidade e pela ocorrência de rajadas moderadas de vento – associadas ao avanço do sistema frontal. O ar seco ainda deve derrubar os índices de umidade relativa do ar (URA), que entram em níveis de atenção entre o oeste e norte paulista. Já os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo seguem com tempo substancialmente estável. Em boa parte do interior mineiro, há risco para baixa URA durante a tarde, com destaque para o triângulo mineiro, que pode registrar índices abaixo de 20%.

Enquanto no Centro-Oeste, ainda pela madrugada, também haverá condições para pancadas de chuva mais expressivas entre o sudoeste e sul de Mato Grosso do Sul, com potencial para ganharem força em alguns momentos e virem seguidas por raios. Ao longo do dia, a chuva perde força, mas ainda pode ocorrer de maneira isolada em algumas áreas isoladas. Apenas no extremo nordeste do estado, o destaque segue ligado à atuação do ar seco – com cenário de atenção para baixa umidade do ar à tarde.

No Mato Grosso, algumas instabilidades que atuam sobre a região norte do país podem avançar sobre o extremo noroeste do estado, condicionando a ocorrência de pancadas de chuva com moderada a forte intensidade, acompanhada por raios. Pode chover também de maneira isolada em algumas áreas do sudoeste na parte da tarde. Já em toda metade leste de mato-grossense, o ar seco segue atuando e favorece a queda acentuada dos índices de URA, com índices abaixo de 30% (e até mesmo abaixo de 20% no extremo leste). Em Goiás e no Distrito Federal, predomínio de tempo firme e destaque também para o alerta de baixa umidade do ar durante as horas mais quentes.

Já no Nordeste, a entrada de ventos marítimos sobre o continente deve manter a chuva concentrada sobre a costa leste, zona da mata e parte do agreste nordestino. Há risco de temporais entre Maceió e Recife. Entre a zona da mata de Alagoas e do Rio Grande do Norte, pode chover forte em alguns intervalos do dia. No litoral do Maranhão, risco de chuva forte com raios à tarde. Na região de Teresina, pode chover de maneira expressiva ainda durante a madrugada. No interior do Ceará, há condição para algumas pancadas localizadas de chuva.

No interior nordestino, o predomínio segue sendo de tempo firme e com destaque para o calor e o ar seco. No sul do Maranhão, do Piauí e no oeste da Bahia, segue o alerta de baixa URA à tarde.

E no Norte, a presença de umidade na atmosfera local deve manter as instabilidades concentradas sobre o Amazonas, Acre e Rondônia, com potencial para chuva forte. Há risco para temporais no sudoeste amazonense. Entre o Amapá e o litoral e extremo norte do Pará, a circulação de umidade também deve favorecer a formação de nuvens carregadas ao longo do dia, com risco de chuva forte. Por outro lado, entre o Tocantins e o sul do Pará, o ar seco continental deve estimular a queda acentuada dos índices de URA, que podem ficar abaixo de 20% durante as horas mais quentes.

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Governo resolve consultar OMC sobre tarifaço de Trump



O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou na segunda-feira (4), em entrevista à imprensa, que o conselho de ministros da Camex (Câmara de Comércio Exterior) aprovou a abertura de uma consulta formal à OMC (Organização Mundial do Comércio) contra os Estados Unidos. A medida é uma etapa anterior a eventual abertura do mecanismo de julgamento dentro da organização.

A edição desta terça-feira (5) do Diário Oficial da União já traz uma resolução autorizando o Ministério da Relações Exteriores a acionar a OMC ( Organização Mundial do Comércio) sobre o tarifaço.

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“Conselho de ministros da Camex aprovou o Brasil entrar com a consulta na OMC. Aí o presidente Lula agora vai decidir como fazê-lo. Estamos desde março negociando com os Estados Unidos. Claro que, por nós, não teria nenhuma taxação de 50%. Até porque não se justifica”, afirmou Alckmin.

O Ministério das Relações Exteriores pretende argumentar na OMC que o tarifaço de Donald Trump contra o Brasil representa “sério risco à arquitetura internacional de comércio” e descumpre obrigações dos Estados Unidos com os acordos da entidade, além de carecer de fundamentos técnicos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Boi gordo inicia semana com altas em São Paulo e Goiás


O mercado do boi gordo iniciou a semana com valorização nas principais praças. Segundo análise publicada nesta segunda-feira (4) pela Scot Consultoria, no informativo “Tem Boi na Linha”, em São Paulo, a cotação das arrobas de todas as categorias subiu R$ 2,00, reflexo da menor oferta de animais prontos para abate e da melhora no escoamento da carne.

Apesar de um ambiente ainda marcado pela especulação, a demanda foi suficiente para sustentar a alta. As escalas de abate, conforme o relatório, seguem atendendo a uma média de sete dias.

Em Goiás, o movimento também foi de alta, com variações conforme a região. Na área de Goiânia, houve aumento de R$ 2,00 por arroba tanto para o boi gordo quanto para a vaca. Para a novilha, os preços permaneceram estáveis. No Sul do estado, o acréscimo de R$ 2,00/@ foi registrado apenas para a novilha. A cotação do “boi China” também subiu R$ 2,00/@.

No mercado atacadista de carne com osso, o bom ritmo no escoamento observado na semana anterior se manteve. A valorização da arroba, aliada à proximidade do Dia dos Pais, ajudou a sustentar os preços das carcaças casadas.

A carcaça casada do boi capão subiu 1,8%, com acréscimo de R$ 0,35/kg. A carcaça do boi inteiro apresentou alta de 0,5%, ou R$ 0,10/kg. As carcaças dianteiras e da ponta de agulha seguiram estáveis, enquanto as traseiras tiveram alta. A do boi castrado avançou 3,4% (R$ 0,75/kg) e a do boi inteiro, 1,0% (R$ 0,20/kg).

Para a vaca e para a novilha, os preços subiram R$ 0,10/kg, alta de 0,6% e 0,5%, respectivamente. No setor de carnes alternativas, o frango médio teve queda de 0,8%, equivalente a R$ 0,05/kg. Já o suíno especial registrou recuo de 2,5%, ou R$ 0,30/kg.





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Em Goiás, criação de porcos une inovação e sustentabilidade


No interior de Goiás, o produtor Pedro Sícari encontrou uma forma inovadora de unir tradição e sustentabilidade na criação de porcos da raça Piau.

Em vez de depender exclusivamente da ração tradicional, Pedro decidiu investir em uma alimentação natural e circular. Após a produção do mosto, ele busca o bagaço da uva já prensado, rico em antioxidantes presentes na casca e na semente. “Os animais adoram mastigar a semente, que é como uma castanha”, explica ele.

Além disso, ele inclui na dieta ingredientes como cevada utilizada na produção de cerveja, soro, abóbora, mandioca e capim. A ração entra apenas como complemento, garantindo os minerais essenciais. “A gente procura impactar o mínimo possível. Tudo o que oferecemos vem da terra ou do que seria descartado”, afirma Sícarí.

O mais interessante é como esse processo cria uma rede. Os produtores de uva e cevada da região, que fornecem os resíduos, depois compram a carne para servir com seus vinhos e cervejas. “É a carne que comeu a uva que virou o vinho que ele vai servir. Isso fecha um ciclo”, conclui Pedro.

Com essa lógica, Pedro não apenas reduz o impacto ambiental, mas também fortalece a economia local. Ele transforma resíduos em nutrição e cria uma conexão genuína entre produtor, produto e território.

Sobretudo esse modelo mostra que é possível produzir com qualidade, respeitando o meio ambiente e valorizando as relações no campo e tudo isso com inovação, consciência e sabor.



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AgroNewsPolítica & Agro

Tarifa dos EUA preocupa setor do tabaco



Setor decidiu armazenar o produto e esperar



Setor decidiu armazenar o produto e esperar
Setor decidiu armazenar o produto e esperar – Foto: Canva

O setor brasileiro do tabaco recebeu com apreensão a confirmação da tarifa de 50% sobre as importações do produto pelos Estados Unidos, com início em 6 de agosto. Terceiro maior destino do tabaco nacional, os EUA representaram, entre janeiro e junho de 2025, cerca de 9% das exportações do setor, com 19 mil toneladas e US\$ 129 milhões em receita, segundo dados do MDIC/ComexStat. No acumulado de 2024, o volume exportado foi de 39,8 mil toneladas, gerando US\$ 255 milhões.

De acordo com Valmor Thesing, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), o setor esperava uma possível negociação ou adiamento da medida, o que não se concretizou. “A manutenção da tarifa cria uma situação bastante complexa e a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano fica ameaçada. Podemos esperar, como consequência, uma redução drástica nos volumes exportados aos clientes americanos”, afirma.

Apesar do cenário adverso, Thesing garante que não há previsão de demissões. Ele explica que as empresas integradoras continuarão adquirindo normalmente o tabaco já contratado com os produtores por meio do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), garantindo estabilidade aos agricultores.

A estimativa é que cerca de 40 mil toneladas da safra 2025/2026 já contratada seriam destinadas aos EUA. Caso não seja possível redirecionar esse volume de imediato, ele poderá ser estocado no país. Ainda assim, o setor mantém a esperança de redirecionar parte dessa produção para outros mercados, já que o Brasil exporta tabaco para mais de 100 países.





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Real lidera entre os emergentes; ouça análise do Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a reação positiva dos mercados à expectativa de corte de juros nos EUA. Dados fracos de emprego, queda dos Treasuries e dólar com menos vigor impulsionaram o apetite por risco.

No Brasil, o dólar caiu a R$ 5,50 e o Ibovespa subiu 0,40%, com recuo na curva de juros e destaque para ações de varejo e bancos. Hoje, o foco é a ata do Copom.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Frente fria se desloca, mas deixa pancadas fortes de chuva; veja previsão de hoje



A frente fria deve se deslocar sobre o oceano, mas mantém instabilidades em partes do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Confira a previsão desta terça-feira (4) para todo o país:

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Sul

A frente fria se desloca lentamente sobre o oceano e ainda mantém as instabilidades concentradas entre o norte do Rio Grande do Sul e o leste do Paraná – com condições para pancadas de chuva com moderada intensidade. Nas demais regiões gaúchas e no interior paranaense, tempo firme e apenas com variações de nebulosidade. Em Santa Catarina, o tempo continua bastante instável em praticamente todo o estado – salvo exceções no oeste catarinense.

Sudeste

Avanço da frente fria sobre o oceano – e também do cavado meteorológico em níveis médios da atmosfera – já devem espalhar as instabilidades sobre algumas áreas do interior e leste de São Paulo, com risco para chuva mais significativa sobre o litoral sul paulista e baixada santista. No litoral do Espírito Santo, também pode chover de maneira isolada por conta da entrada de ventos marítimos. Nas demais regiões, predomínio de tempo firme e alerta de baixa umidade do ar.

Centro-Oeste

Ainda haverá instabilidades sobre o sudoeste de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso, que podem resultar em pancadas rápidas de chuva com fraca a eventual moderada intensidade no período da tarde. Nas demais regiões, tempo firme e ensolarado. Goiás e Distrito Federal seguem com tempo bastante seco, quente e com alerta de baixa umidade do ar à tarde.

Nordeste

Entrada de umidade sobre a costa leste deve manter a condição para pancadas de chuva entre o litoral da Bahia e do Rio Grande do Norte. Destaque para a chuva mais significativa entre Alagoas e Pernambuco. Algumas áreas do sertão já podem contar com alguma chuva isolada ao longo do dia. Chove também no litoral do Maranhão. Nas regiões mais interioranas, o ar seco segue sendo destaque, derrubando a umidade do ar à tarde.

Norte

Instabilidades seguem concentradas entre o Amazonas, Acre e parte de Rondônia, com risco para chuva mais significativa na metade sul do Amazonas. Risco de chuva forte também no litoral do Pará e do Amapá. Roraima e Tocantins com predomínio de tempo firme ao longo do dia.



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AgroNewsPolítica & Agro

Biotrop leva inovação em agricultura biológica ao Congresso Andav



Evento ocorre entre os dias 05 a 07 de agosto


Foto: Divulgação

A Biotrop, líder em soluções biológicas e naturais para a agricultura, marca presença na 14ª edição do Congresso da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), que será realizada de 05 a 07 de agosto de 2025, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP).

“Como empresa referência no mercado, a presença da Biotrop no Congresso da Andav reforça a importância da distribuição de insumos como elo essencial para a difusão do conhecimento e a ampliação do uso de tecnologias biológicas e naturais no campo. Os nossos amados clientes distribuidores estão ajudando a elevar a produtividade e a rentabilidade dos agricultores por meio das nossas soluções. Uma parceria, portanto, de grande benefício para todos os elos da cadeia”, destaca Ricardo Hendges, Diretor de Marketing da Biotrop.

Com o propósito de transformar o agronegócio, inovando com biológicos para produção de alimentos saudáveis, energia limpa e fibras de qualidade, a Biotrop apresenta no evento sua completa linha de soluções biológicas e tecnologias voltadas à alta produtividade, com regeneração do solo e sustentabilidade da produção agrícola.

A empresa investe fortemente em inovação, sustentabilidade e na expansão das operações no Brasil e no exterior, reforçando o protagonismo do país no crescimento global do mercado de biológicos. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), mais de 25% de toda inovação em biodefensivos registrada nos últimos 03 anos no Brasil são da Biotrop, o que torna a empresa referência no desenvolvimento de novas tecnologias e registros.

“Temos muito orgulho de liderar uma transformação concreta no agro, com tecnologias que geram valor real ao agricultor. Contribuímos para lavouras mais produtivas e para um ambiente mais saudável e regenerativo. Estar no Congresso Andav é uma excelente oportunidade para estreitarmos laços com nossos clientes e amplificarmos a nossa mensagem: os biológicos e naturais são ferramentas essenciais no manejo moderno. Agricultores e distribuidores podem contar com a Biotrop para elevar ainda mais o desempenho de seus negócios”, conclui Hendges.





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Novo mapa da Embrapa revela solos mais vulneráveis à erosão no Brasil


A Embrapa Solos lançou uma nova versão do mapa de erodibilidade dos solos do Brasil, com base em uma metodologia que permite identificar o potencial dos terrenos de resistirem à erosão causada pela água da chuva.

A ferramenta representa um avanço estratégico na gestão dos recursos naturais, oferecendo subsídios para políticas públicas de conservação e uso sustentável do solo no meio rural.

Erosão hídrica: ameaça global à produção e à sustentabilidade

A erosão hídrica está entre os principais fatores de degradação de terras no mundo, afetando a produção agrícola, a biodiversidade e a segurança hídrica.

Segundo a FAO, o problema compromete os serviços ecossistêmicos do solo, reduzindo a infiltração de água, a profundidade de enraizamento e a retenção de nutrientes.

No Brasil, estimar a erodibilidade é fundamental para orientar o uso racional da terra e evitar prejuízos ambientais e econômicos, especialmente em áreas com agricultura intensiva.

Como foi feito o novo mapa de erodibilidade

O mapa da Embrapa tem escala 1:500.000, adequada para planejamentos em nível estadual e de grandes bacias hidrográficas. A equipe responsável avaliou 8.143 unidades de mapeamento de solos com base em dados do IBGE na escala 1:250.000.

A classificação foi feita a partir de atributos intrínsecos do solo — como textura, estrutura, presença de camada compactada, permeabilidade e conteúdo de carbono orgânico — desconsiderando variáveis externas como clima, relevo e vegetação.

Os solos foram classificados em seis categorias de suscetibilidade à erosão hídrica: muito baixa, baixa, média, alta, muito alta e extremamente alta. Cada categoria está associada ao fator K, um índice que representa a erodibilidade na equação universal de perda de solo.

Nordeste concentra áreas mais frágeis à erosão

De acordo com os pesquisadores da Embrapa, a maioria dos solos brasileiros se enquadra na categoria de erodibilidade média. No entanto, as maiores áreas de solos altamente suscetíveis estão no Nordeste, coincidindo com as regiões já afetadas pela desertificação.

Outras áreas com solos de elevada erodibilidade foram identificadas no Acre e em regiões próximas ao Amazonas, onde predominam solos ricos em silte.

Validação científica e acesso público à base de dados

O novo mapa foi validado com base em medições reais do fator K, obtidas tanto por chuvas naturais quanto simuladas, confirmando a confiabilidade dos resultados.
Todos os dados estão disponíveis gratuitamente na plataforma GeoInfo, da Embrapa, com visualização via sistema de informações geográficas (SIG Web).

Além disso, uma publicação técnica detalha toda a metodologia usada, permitindo que pesquisadores, gestores e produtores compreendam a lógica dos dados e apliquem o conhecimento em ações concretas.

Ferramenta estratégica para políticas públicas e uso agrícola

Para Maurício Rizzato, coordenador do estudo, o novo mapa deve ser incorporado em programas estaduais de conservação do solo, como os que selecionam microbacias prioritárias para ações de manejo e recuperação.

O pesquisador Gustavo Vasques reforça que a erosão não é apenas um problema ambiental, mas também econômico, uma vez que afeta diretamente a produtividade agrícola e a infraestrutura rural.

A Embrapa recomenda que os usuários convertam as seis classes de erodibilidade em três faixas simplificadas — baixa, média e alta — facilitando análises e modelagens para diferentes finalidades técnicas e institucionais.



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