sábado, maio 9, 2026

Autor: Redação

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Agrilife apresenta solução que controla perdas produtivas por estresses climáticos


Mudanças no clima têm exigido tecnologias mais avançadas no campo e empresa lança na Andav 2025 o VacStress, produto que promove respostas naturais rápidas da planta

As mudanças climáticas são um desafio constante para a agricultura brasileira, já que o estresse causado por secas, chuvas e outras condições meteorológicas pode comprometer a produtividade de importantes culturas e causar perdas significativas. Para ajudar os produtores diante dessa adversidade, a Agrilife Solutions, empresa especializada em nutrição inteligente e bioestimulação, lança o produto VacStress no Congresso Andav 2025, que ocorre de 5 a 7 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

A novidade traz em sua composição uma molécula patenteada com ação sinalizadora, que funciona como uma vacina reduzindo e controlando perdas produtivas por estresses abióticos como seca, calor, entre outros. O VacStress promove respostas naturais rápidas ao estimular osmoprotetores e antioxidantes, mantendo o equilíbrio celular da planta que enfrenta situações climáticas e ambientais estressantes.

“Ao ouvirmos produtores de diversas regiões do País, desenvolvemos o VacStress para ativar os mecanismos naturais de defesa da planta e melhorar sua resiliência fisiológica”, destaca Everton Molina Campos, diretor de marketing da Agrilife Solutions.

O lançamento oficial da nova solução no Congresso Andav também não é coincidência, como ressalta o diretor de marketing da empresa. “É um evento de referência para o setor, com grande foco em tecnologias inovadoras para o campo. Por isso, apresentar o VacStress ao mercado lá foi uma escolha natural e novamente posiciona a Agrilife como uma das empresas que mais investem em nutrição inteligente e bioestimulação”, diz Everton.

Além do VacStress, a Agrilife Solutions lançará no Congresso Andav 2025 diversas outras novidades, desenvolvidas exclusivamente para otimizar manejos e impulsionar as estratégias do produtor rural. Para conferir, visite o estande da empresa durante o evento, posicionado no espaço N80.

Serviço:

Agrilife no Congresso Andav 2025

Data: de 5 a 7 de agosto de 2025

Local: Transamerica Expo Center, em São Paulo, Estande N80

Programação oficial e mais informação em: https://www.eventosandav.com.br/ 

 





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chuva nas regiões produtoras reduzem a oferta



Na última semana, os preços da batata ágata especial subiram no atacado, é isso o que mostram os levantamentos da equipe Hortifrúti/Cepea.

Segundo pesquisadores, as chuvas ocorridas em Vargem Grande do Sul (SP) e no Sudoeste Paulista dificultam a colheita, reduzindo a oferta e impulsionando as cotações. 

No atacado de São Paulo, a alta foi de 21,9%, em relação à semana anterior, à média de R$ 45/sc entre 28 de julho e 1º de agosto. Em Belo Horizonte (MG) e no Rio de Janeiro, as valorizações foram ainda maiores, de 25,4% e 29,8%, respectivamente, para R$ 46/sc e R$ 48/sc. 

Pesquisadores do Hortifrúti/Cepea explicam que, apesar da expectativa de maior demanda para esta semana, devido ao início de mês e à volta as aulas, as cotações podem recuar, se confirmada a previsão de tempo firme nas regiões que produzem no momento, o que elevaria o volume ofertado.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Aplicativo lançado na AgroBV leva tecnologia à pecuária de corte


O uso de tecnologia na pecuária tem avançado em ritmo acelerado, e o lançamento do aplicativo Farmbov, durante a AgroBV 2025, realizada entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, é mais um exemplo desse movimento. Desenvolvido pela empresa Farmbov em parceria com a Universidade Federal de Roraima (UFRR), o app tem como objetivo otimizar a gestão do gado de corte, integrando dados técnicos em uma interface simples e acessível.

Conforme adiantado pelo Canal do Criador, a plataforma funciona tanto online quanto offline e permite o controle individual dos animais, com foco em aspectos sanitários, reprodutivos e produtivos. Os relatórios são gerados automaticamente e podem ser usados como base para decisões estratégicas no campo.

Tecnologia na pecuaria de corte no Brasil
FOTO: Divulgação l Andrezza Mariot PMBV

A UFRR tem apoiado a aplicação prática da ferramenta em propriedades de Roraima. “Nossos alunos atuam junto aos produtores para mostrar como interpretar os dados gerados e ajustar o sistema produtivo”, explica Jalison Lopes, professor de Zootecnia da universidade, em entrevista à prefeitura municipal de Boa Vista.

De acordo com a Farmbov, o diferencial da solução está na capacidade de reunir diferentes variáveis que afetam diretamente a rotina da fazenda: desde o acompanhamento da pastagem e rotacionamento de piquetes até fatores externos, como clima e oscilação nos preços de insumos. Tudo isso é consolidado em um ambiente digital, pensado para o dia a dia do produtor.

Emiliano Ribeiro, pecuarista e sócio da empresa, afirma que o lançamento durante a AgroBV teve papel fundamental na aceitação da proposta. “Queríamos mostrar que não se trata de algo complicado, mas de uma ferramenta prática, segura e feita por quem entende da realidade do campo”, diz.

Aplicativo Farmbov para pecuaria de corte
FOTO: Divulgação l Andrezza Mariot PMBV

Disponível gratuitamente na Play Store nos primeiros 30 dias, o aplicativo também pode ser acessado pelo computador, e a versão para iOS deve ser lançada em breve.

Ao reunir dados de maneira rápida e confiável, o app da Farmbov reforça a presença da tecnologia na pecuária, aproximando inovação da tomada de decisão. Para os produtores, isso representa mais controle, eficiência e competitividade.



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cotações caem pelo terceiro mês consecutivo



Os preços do trigo caíram em julho pelo terceiro mês consecutivo. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o Centro de Pesquisas, a pressão veio especialmente dos menores valores da paridade de importação, que seguiu em patamares baixos devido aos preços externos e ao dólar. 

A liquidez no mercado interno continuou enfraquecida nas últimas semanas, com moinhos dando preferência ao produto importado. Ao mesmo tempo, os vendedores estavam focados na finalização do cultivo da nova temporada e no desenvolvimento das lavouras, conforme explicam pesquisadores. 

Em julho/25, a média mensal do trigo negociado no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.317,83/t, quedas de 2,5% sobre a de junho/25 e de 12,8% em relação a julho/24, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI). 

No estado do Paraná, a média foi de R$ 1.476,95/t, baixas de 2,2% no comparativo mensal e de 7,2% no anual. 

Em São Paulo, os recuos foram de respectivos 2% e 8,9%, a R$ 1.499,43/t em julho/25. Em Santa Catarina, a média, de R$ 1.441,48/t, caiu 1,9% e 7,4%, na mesma ordem.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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mesmo em estabilidade, preços caem mais de 6% em julho



Os preços do açúcar cristal no mercado spot paulista encerraram julho praticamente estáveis, porém a média mensal caiu. É isso o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De 28 de julho a 1º de agosto, o Indicador Cepea/Esalq (Icumsa de 130 a 180) foi de R$ 120,39/saca de 50 kg, ligeira alta de 0,07% em relação à semana anterior. Em julho, o Indicador teve média de R$ 118,49/sc, queda de 6,29% sobre a de junho. 

De modo geral, pesquisadores explicam que as cotações domésticas do açúcar vêm se recuperando desde a segunda quinzena de julho, após registrarem, no início do mês, as mínimas nominais dos últimos três anos. 

Usinas têm buscado manter os valores pedidos nas negociações, mesmo que a demanda não sinalize aquecimento. Na semana passada, a liquidez captada pelo Cepea apresentou pequena redução.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Como evitar prejuízos na avicultura e aumentar os lucros



Em granjas de postura comercial, as perdas causadas por falhas sanitárias podem ser devastadoras. As aves são altamente sensíveis a doenças, e qualquer brecha na biossegurança pode gerar prejuízos com descarte de ovos, uso de medicamentos, aumento de mortalidade e queda na produtividade.

Implementar um protocolo rígido de biosseguridade é essencial. Isso inclui:

  • Controle rigoroso de entrada de pessoas e veículos;
  • Banhos sanitários e troca de roupas na entrada da granja;
  • Treinamento de colaboradores para evitar o trânsito entre aviários;
  • Limpeza e desinfecção programada dos galpões.

Além disso, a presença constante de um médico-veterinário garante não só o controle sanitário, mas também a criação de esquemas vacinais personalizados para a realidade de cada região.

Vacinação estratégica: investimento que gera retorno

Cada polo avícola tem desafios distintos. Em regiões como Bastos (SP) ou Santa Maria de Jetibá (ES), onde há alta concentração de granjas, o risco de circulação de patógenos é maior. Por isso, o esquema vacinal deve ser regionalizado, abrangente e adaptado à idade e ao tipo de ave.

É comum que poedeiras comerciais recebam múltiplas vacinas ao longo do ciclo produtivo, muitas vezes por vias diferentes. O objetivo é garantir imunidade duradoura contra doenças virais, bacterianas e parasitárias que podem comprometer tanto a qualidade da casca quanto o volume de produção de ovos.

Rentabilidade começa pela sanidade

Ao evitar surtos e manter a produção constante, o produtor garante:

  • Redução de gastos com medicamentos e descartes;
  • Melhor aproveitamento dos ovos, com cascas mais resistentes e qualidade interna preservada;
  • Maior produtividade, já que aves saudáveis se alimentam melhor e produzem mais.

Mesmo investimentos simples em biossegurança e vacinação geram um impacto direto na rentabilidade, pois evitam perdas silenciosas que afetam o resultado financeiro no fim do ciclo.

“Produtores que seguem protocolos sanitários sólidos percebem ganhos reais em produtividade e qualidade dos ovos. A sanidade é o pilar da lucratividade na avicultura”, reforça a médica-veterinária entrevistada Samara Verza, com experiência em consultoria técnica na região de Bastos.

Tecnologias que transformam a produção

A avicultura moderna conta com soluções tecnológicas acessíveis e eficazes. Algumas das mais relevantes são:

Estrutura e ambiência

Investir em aviários climatizados proporciona conforto térmico às aves, otimizando consumo de ração e conversão alimentar. Galpões modernos mantêm temperatura e umidade ideais, reduzindo o estresse das aves e aumentando a produção.

Vacinas de última geração

Laboratórios desenvolvem vacinas mais seguras e com menor impacto metabólico nas aves. Essas soluções ajudam a manter a sanidade sem comprometer a performance produtiva.

Aditivos nutricionais

Complementam o manejo, oferecendo suporte imunológico e melhorando a absorção de nutrientes, contribuindo para um lote mais uniforme e produtivo.

Quer entender mais sobre como garantir a sanidade e a rentabilidade na avicultura? Acompanhe a entrevista completa com a médica-veterinária Samara Verza no programa A Protagonista. Com anos de experiência em granjas de postura comercial, Samara compartilha insights valiosos sobre biosseguridade, vacinação estratégica e os principais desafios enfrentados pelos produtores. Um conteúdo imperdível para quem atua no setor e busca resultados consistentes.



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com produção mais restrita, cotações sobem



Os preços dos etanóis anidro e hidratado registraram altas mais intensas na semana passada no estado de São Paulo. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, do lado produtivo a produção de etanol foi menor em detrimento da maior produção de açúcar. Assim, os vendedores se mantiveram mais firmes, pedindo valores mais elevados. Compradores, por sua vez, adquiriram volumes restritos, ainda esperando recuo nas cotações. 

Entre 28 de julho e 1º de agosto, o Indicador Cepea/Esalq do hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,6239/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). Este valor representa um aumento de 3,11% sobre o período anterior. 

Para o anidro, o avanço foi de 2,84% em igual comparativo, com o Indicador a R$ 2,9996/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins). 

Dados da Unica analisados pelo Cepea indicam que, desde o início da moagem, em 1º de abril, até a primeira quinzena de julho, a moagem de cana, a produção de etanol e de açúcar e o Açúcar Total Recuperável (ATR) seguiram menores frente ao mesmo período de 2024.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Grupo Casa Bugre lança novos produtos no Congresso Andav 2025


Soluções focadas em bioestimulação, nutrifisiologia, sinalização fisiológica, além de mapeamento, regeneração e saúde do solo, são os principais destaques do Grupo no tradicional evento

Para impulsionar um agronegócio mais eficaz, rentável e sustentável, e conectar o conhecimento científico com as necessidades do agricultor, o Grupo Casa Bugre chega ao Congresso Andav 2025 com diversos lançamentos. No evento, que ocorre de 5 a 7 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo, as empresas do Grupo apresentam produtos focados em bioestimulação, nutrifisiologia, sinalização fisiológica e também mapeamento, regeneração e saúde do solo.

Entre os destaques, estão os novos produtos da Agrilife Solutions, divisão especializada em nutrição inteligente e bioestimulação, como o VacStress, que funciona como uma vacina que reduz e controla perdas produtivas por estresses abióticos como seca e calor; e as três soluções da linha Stimulife (à base de microalgas), que conta com o  Robust (estimula a engorda dos frutos e melhora o desempenho pós-colheita), o Impetus (proteção natural contra estresses e estímulo fisiológico) e o Rizogen (para estímulo de raízes secundárias e absorção de nutrientes).

Outro lançamento da empresa é o TalaPhos, aditivo biológico para compostagem com formulação exclusiva e inovadora, à base do fungo Talaromyces pinophilus. O produto proporciona uma degradação eficiente de resíduos orgânicos da lavoura, com rápido estabelecimento e facilidade de aplicação. Outro benefício é a disponibilidade de nutrientes essenciais, favorecendo o crescimento saudável das plantas.

    Além disso, a Agrilife expõe no Congresso os produtos da linha de nutrifisiologia vegetal com a exclusiva tecnologia C-DOT Drive, que potencializa absorção, translocação e metabolismo dos nutrientes. Essa linha conta com as soluções AgBasis e AgFortis, ambas alinhadas ao conceito global de Nutrient Use Efficiency (NUE) e atendem a diferentes estágios da cultura, com baixas doses e alta eficiência e resultados.

Primeira plataforma brasileira para agricultura regenerativa

A agricultura regenerativa também estará em pauta com o lançamento da Terrus Regeneração, plataforma pioneira baseada em tipologia de argila que integra dados mineralógicos e inteligência artificial para mapear aptidões e riscos dos solos. A novidade já tem 800 milhões de hectares analisados e está pronta para ajudar o produtor a tomar decisões estratégicas.

Com uma técnica inédita que digitaliza e transforma os dados dos minerais da fração de argila do solo em decisões operacionais de manejo e regeneração, o serviço ajuda a reduzir perdas e aumentar a produtividade com sustentabilidade, além de auxiliar na recuperação das características naturais do terreno quando necessário.

“O investimento em práticas de manejo que protejam e regenerem o solo, assim como em mapeamentos e análises avançadas, não é apenas uma estratégia de sustentabilidade, mas uma opção inteligente para a agricultura regenerativa. Por isso, a Terrus Regeneração chega para aumentar a rentabilidade, garantindo produtividade contínua e resiliência do sistema ao longo do tempo”, explica Flavio Maia, CEO do Grupo Casa Bugre.

Novidades em nanotecnologia e sinalização fisiológica

A Krilltech, braço de eficiência fisiológica do Grupo, apresenta no Congresso Andav o KrillMax, produto voltado para cultura do milho. Desenvolvido em parceria com Universidade de Brasília (UnB) e a Embrapa, a solução ativa processos fisiológicos que aumentam a eficiência nutricional e a produtividade da planta com apenas uma aplicação, resultando em médias de incremento acima de 12 sacas por hectare no milho da safrinha.

Outros destaques da empresa são o KrillBloom, produto inovador para algodão, que promove maior fixação de maçãs e sanidade da planta ao atuar na fotossíntese, ampliando o aproveitamento de nitrogênio e eficiência nutricional; e a Arbolina, uma das principais inovações do setor em ativação fotossintética, já que aumenta a produção de energia (ATP), a absorção de nutrientes e o equilíbrio hormonal da planta.

Hub de inovação em expansão

Completando os destaques, a AgriForLife, hub de inovação aberta do Grupo Casa Bugre, marca presença reforçando o objetivo de fomentar ainda mais a tecnologia no campo. No evento, a iniciativa, que está sediada no Dabi Business Park, em Ribeirão Preto, visa promover novas parcerias com startups e disseminar o conhecimento sobre tecnologia agrícola.

“Nossa participação no evento é focada no futuro da agricultura, que é tecnológico, regenerativo, inteligente e sustentável. Com todas essas novidades, o Grupo Casa Bugre está pronto para caminhar lado a lado com o produtor, oferecendo soluções de alto impacto, baseadas em ciência e com um interesse genuíno pelo produtor rural e pela conexão entre ciência, inovação e campo”, ressalta o CEO.

Serviço:

Grupo Casa Bugre no Congresso Andav 2025

Data: de 5 a 7 de agosto de 2025

Local: Transamerica Expo Center, em São Paulo, Estande N80

Programação oficial e mais informação em: https://www.eventosandav.com.br/ 

 





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Setores atingidos por tarifaço pedem crédito e abertura de novos mercados para o governo



Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, se reuniu com representantes dos setores de madeira processada, carne, frutas, mel, pescados, couro, móveis, café e produtos da floresta. Os nove setores foram atingidos pelo tarifaço.

Entre os pleitos destes setores estão a abertura de novos mercados para os produtos brasileiros, a abertura de crédito para as empresas afetadas e a ampliação do programa Acredita Exportação para médias e grandes empresas.

Durante reunião, Alckmin disse o governo pode usar o mecanismo compras governamentais, no que couber, e frisou que todas as sugestões serão avaliadas no contexto do plano de contingência que o governo está elaborando para proteger as empresas brasileiras e os empregos.

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O vice-presidente lembrou que 65% das exportações brasileiras estão de fora das novas sobretaxas e afirmou que o governo continua trabalhando para a exclusão dos demais setores.

Também participaram da reunião os ministros Rui Costa (Casa Civil), Carlos Fávaro (MDA), Paulo Teixeira (MDA) e André de Paula (Pesca), além de Guilherme Mello, secretário de Política Econômica da Fazenda; entre outras autoridades.



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Déficit de armazenagem de grãos no Brasil pode comprometer cadeia produtiva



O déficit de armazenagem de grãos no Brasil pode se agravar a ponto de comprometer a cadeia produtiva nos próximos dez anos, afirma o Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS).

“Se a gente não fizer nada, daqui 10 anos o Brasil estará mais caótico do que é hoje. Vamos ter um déficit cada vez maior de infraestrutura, tanto de armazenagem quanto de ferrovia. A principal chave é o investimento. Precisamos desenvolver mais infraestrutura de armazenagem”, afirma o professor Thiago Guilherme Péra, coordenador do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Esalq/USP e conselheiro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS).

Atualmente, o país produz 330 milhões de toneladas de grãos por ano, mas só tem capacidade para armazenar 60% desse volume, ou cerca de 198 milhões de toneladas. No Mato Grosso, estado líder na produção, o cenário é ainda mais preocupante: a safra de 2025 deve atingir 100 milhões de toneladas, mas a capacidade de armazenagem não passa de 60%, gerando um déficit de 40 milhões de toneladas.

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O especialista explica que, até 2012, o Brasil era superavitário em capacidade estática de armazenagem, mas a entrada do milho segunda safra mudou completamente esse cenário.

“A partir de 2012, passamos a enfrentar um grande desafio para o crescimento da infraestrutura de armazenagem. Temos dois períodos muito críticos: março e abril, com soja e milho primeira safra, e junho e julho, com a colheita do milho segunda safra. Isso acaba abarrotando bastante os nossos armazéns”, detalha.

Outro fator que pressiona a infraestrutura é a expansão do etanol de milho, principalmente no Centro-Oeste. “Estimamos no Esalq-Log que cerca de 16% da capacidade de armazenagem do Mato Grosso é dedicada ao etanol de milho. A oferta do cereal para a produção de etanol ocorre exatamente nesta época, para suprir praticamente o ano inteiro, o que pressiona ainda mais o sistema logístico mato-grossense”, ressalta.

A solução para reduzir o déficit, segundo Thiago, passa exatamente pelo fortalecimento das cooperativas e pelo acesso a linhas de crédito. “O pequeno e médio produtor muitas vezes não tem escala para ter um armazém. É fundamental que as cooperativas expandam seu parque de armazenagem, tendo acesso a linhas de crédito mais atrativas, como o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) do BNDES”.



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