O mais recente Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) mostra que a rodovia BR-101 seguiu apresentando os maiores preços médios para gasolina, etanol e ambos os tipos de diesel durante o mês de julho.
O levantamento é feito em comparação com a Régis Bittencourt, Presidente Dutra e Fernão Dias, que estão entre as principais rodovias brasileiras.
Na BR-101, que cruza do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte, passando, assim, por 12 estados, o diesel comum se manteve estável na comparação com junho e foi encontrado em média por R$ 6,08, e o S-10, por R$ 6,19, o que representa recuo de 0,32%.
De acordo com o Índice, os preços médios da gasolina e do etanol também diminuíram na rodovia. A gasolina foi comercializada a R$ 6,42, após queda de 0,77%, e o etanol a R$ 4,91, após recuo de 0,61%.
“A BR-101 se consolidou em julho, mais uma vez, como a rodovia com os maiores custos de abastecimento entre as analisadas. Diferentemente do mês anterior, onde vimos altas para a gasolina e o etanol, julho trouxe um cenário de maior alívio para os motoristas, com estabilidade ou leve queda nos preços de todos os combustíveis”, analisa o diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas.
Segundo ele, apesar dessa melhora, os valores na BR-101 ainda são os mais altos devido a fatores estruturais já conhecidos, como sua grande extensão, que encarece a logística, e uma menor densidade de postos em vários trechos.
“Para o motorista que busca economia, nossa análise mostra que a escolha da rota faz toda a diferença: a Régis Bittencourt se destacou com os menores preços para o diesel e o etanol, enquanto a Presidente Dutra foi a opção mais vantajosa para quem abastece com gasolina”, complementa.
Entre as médias mais baixas, a Régis Bittencourt registrou os menores preços para o diesel comum, para o S-10 e para o etanol, com preços médios de R$ 5,86 (-0,34%), R$ 5,95 (-0,34%), e R$ 4,29 (-0,92%), respectivamente.
Sobre a gasolina, os motoristas que passaram pela Presidente Dutra durante julho encontraram o combustível com a média mais baixa, na comparação com as demais rodovias, com valor médio de R$ 6,14, após registrar estabilidade.
O IPTL é um índice de preços de combustíveis que leva em conta a base dos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.
Pecuaristas, a categoria de primíparas (fêmeas que dão cria pela primeira vez) exige atenção especial, pois são o futuro do seu rebanho. Quando uma delas demonstra baixa habilidade materna, o produtor Olívio Santos, do Pará, questiona se vale a pena mantê-la na propriedade. Assista ao vídeo abaixo e confira.
O zootecnista Ricardo Abreu, gerente de fomento dos Programas de Melhoramento Genético da ABCZ, respondeu à dúvida no quadro “Giro do Boi Responde” desta terça-feira (5).
Ricardo Abreu destaca que a primípara é uma categoria de grande patrimônio, pois está com uma cria ao pé, em fase de crescimento corporal e, muitas vezes, já prenhe novamente. Por isso, a atenção ao manejo nutricional e à condição ambiental é crucial para o sucesso da cria.
Avaliando a qualidade das matrizes: a importância dos números
Vaca amamentando seu bezerro recém-nascido. Foto: Carlos Maurício Andrade/Embrapa Acre
Para decidir se uma primípara com baixa habilidade materna merece uma segunda chance, é fundamental acompanhar seu desempenho com dados concretos. Ricardo Abreu sugere alguns métodos para avaliar a qualidade das matrizes:
Pesagem aos 120 dias: Uma pesagem do bezerro aos 4 meses de idade serve como uma boa referência, pois nessa fase ele depende quase que totalmente do leite materno para se desenvolver.
Pesagem à desmama: O peso do bezerro à desmama (ajustado aos 210 dias) é um indicador claro da qualidade do cuidado materno. Animais mais pesados em um mesmo lote, em geral, tiveram mães que os cuidaram melhor.
No caso de primíparas que rejeitam o bezerro ou não o amamentam bem, o bezerro tende a ter um peso inferior, o que compromete o resultado e a rentabilidade da cria.
A chance da secundípara: nutrição e ambiente
Foto: Divulgação Agropecuaria Maragogipe
A chance de uma primípara com baixa habilidade materna melhorar na segunda cria (como secundípara) existe, mas depende de outros fatores.
A fêmea bovina de corte se desenvolve plenamente até os 4 ou 5 anos de idade, e a secundípara ainda está em fase de crescimento corporal. Por isso, um manejo adequado é crucial para que ela possa expressar todo o seu potencial.
A nutrição e o ambiente são fatores determinantes nesse processo. Se a fêmea receber uma nutrição estratégica e tiver um ambiente adequado, ela terá mais condições de produzir mais leite e desenvolver uma melhor índole materna.
O problema de rejeição, portanto, pode estar mais ligado a fatores nutricionais e ambientais do que a uma característica intrínseca e imutável da matriz.
Ferramentas de apoio e conclusão
Vacas com bezerro ao pé em área de pasto. Foto: Reprodução
Para ajudar na tomada de decisão, Ricardo Abreu reforça que a ABCZ disponibiliza relatórios de consulta pública sobre a habilidade materna das matrizes em seu aplicativo ABCZ Mobile e no site da associação.
Consultar esses dados pode dar mais segurança ao pecuarista na hora de tomar a decisão de manter ou descartar a fêmea.
Em resumo, o especialista recomenda ter uma atenção especial à nutrição de primíparas e secundíparas, pois isso resultará em maior rentabilidade para o rebanho.
As vacas que não cuidam bem de seus bezerros podem, de fato, se tornar um prejuízo para a fazenda. No entanto, é importante analisar o contexto e os fatores que podem ter influenciado esse comportamento antes de decidir pelo descarte do animal.
Desafiador para a cadeia do trigo no Brasil, o ano de 2025 tem sido marcado pela volatilidade cambial, incertezas climáticas e desafios logísticos e de armazenamento, exigindo atenção redobrada por parte da indústria. Para debater esse cenário e apontar caminhos para o setor, a Associação Brasileira da Indústria do trigo (Abitrigo) promove, de 20 a 22 de outubro, a 32ª edição do Congresso Internacional da Indústria do trigo. O evento será realizado no Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro (RJ), reunindo representantes de toda a cadeia nacional e internacional.
“Mais uma vez, teremos um congresso que vai além da análise do mercado. Nossa proposta é promover reflexões estratégicas sobre a competitividade do setor, os avanços tecnológicos, as novas exigências do consumidor e o posicionamento do trigo na sociedade. O momento exige atualização, diálogo e colaboração entre todos os elos da cadeia”, afirma o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa.
A programação tem início com uma análise do cenário econômico e geopolítico atual, na palestra inaugural que contará com a participação do cientista político e jornalista, Gustavo Segré e da economista e sócia da Gibraltar Consulting, Zeina Latif.
O segundo contará com uma discussão sobre os impactos da reforma tributária para o setor tritícola, seguido pelo painel “A Competitividade do Negócio Trigo”, que discutirá os gargalos e oportunidades da cadeia em meio ao atual contexto econômico e produtivo. O segundo painel do evento, que tem como tema central “Do dado ao valor: IA e automação inovando a Indústria do Trigo”, terá como foco a aplicação de tecnologias e inteligência artificial na modernização dos processos industriais.
O congresso segue no dia 22 com o painel “A Farinha de Trigo no Novo Mercado Consumidor”, que ofertará reflexões sobre as mudanças no perfil de consumo, as novas demandas alimentares e o reposicionamento do produto frente a essas tendências. Encerrando a programação, o painel “O Mercado do Trigo” apresentará um panorama atualizado sobre a produção e o comércio do grão no Brasil e no exterior, com destaque para as projeções e tendências globais.
Além dos debates e palestras, o evento contará com uma Feira de Negócios, que reunirá empresas de máquinas, equipamentos, tecnologias e soluções voltadas à indústria do trigo. O Congresso marca o encontro, em um único espaço de debate e network, produtores, moinhos, indústrias de derivados, representantes do varejo, panificação, entidades do agronegócio, governo e delegações internacionais de países como Argentina, Paraguai, Estados Unidos, Canadá, China, Turquia e União Europeia.
A comercialização da safra 2024/25 de soja no Brasil alcançou 78,4% da produção estimada até o dia 5 de agosto, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. O número representa avanço em relação ao mês anterior, quando o percentual era de 69,8%, com dados de 4 de julho.
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Apesar da evolução mensal, o ritmo segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando 82,2% da produção já estava comprometida. A média dos últimos cinco anos para o período é ainda maior, de 85,7%. Considerando a atual estimativa de safra em 171,93 milhões de toneladas, o volume já negociado chega a 134,87 milhões de toneladas.
Safra de soja 25/26
Para a safra 2025/26, a comercialização antecipada segue em ritmo ainda mais lento. Até o início de agosto, apenas 16,8% da produção projetada foi negociada, o equivalente a 30,28 milhões de toneladas, com base na previsão de uma colheita de 179,88 milhões de toneladas.
O percentual é inferior à média histórica para o período, que é de 26,8%, e também ao ritmo observado no mesmo período do ano passado, quando 22,5% da safra futura já havia sido comercializada. Em relação ao relatório anterior, de julho, houve leve avanço. Na ocasião, o índice estava em 16,4%.
Planta largamente utilizada no México na produção da bebida símbolo do país, a tequila, a Agave tequilana começa a ganhar novos usos no Brasil.
Em uma pesquisa conduzida pela Embrapa Algodão, da Paraíba, em parceria com a empresa Santa Anna Bioenergia, da Bahia, a espécie está sendo estudada como alternativa para a produção de etanol, sequestro de carbono e alimentação animal.
Com isso, a proposta é diversificar o uso do agave como fonte de energia renovável adaptada ao Semiárido, impulsionar a bioeconomia e contribuir para a transição energética no país.
O estudo inclui também outras variedades promissoras do gênero agave mantidas no Banco Ativo de Germoplasma da Embrapa, para produção de biomassa, entre elas a Agave sisalana (sisal), hoje utilizada principalmente para a produção de cordas, tapetes, carpetes e também na construção civil.
Além de contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa, o estudo tem como objetivo desenvolver um sistema de cultivo para a produção de Agave tequilana e outras espécies com fins energéticos.
O intuito é também promover o melhor aproveitamento dessas plantas, considerando que, atualmente, apenas 4% da biomassa da folha da Agave sisalana é utilizada no processo de industrialização.
Maio produtor de Agave sisalana
O Brasil é o maior produtor mundial de Agave sisalana, com 95 mil toneladas de fibra em 2023, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Cerca de 95% da produção nacional se concentra no estado da Bahia, onde a cultura é uma das principais fontes de renda do chamado Território do Sisal. A Paraíba, por sua vez, ocupa o segundo lugar no ranking nacional de produção da fibra em uma área de aproximadamente cinco mil hectares.
De acordo com a Embrapa, o gênero agave vem atraindo a atenção de empresas de energia como potencial matéria-prima para produção de bioenergia, a exemplo do etanol, bem como na compensação líquida de gases de efeito estufa devido às características de adaptação ao clima do Semiárido.
Bioenergia e justiça social
Pesquisador Tarcísio Gondim, da Embrapa Algodão. Foto: Alexandre Oliveira
Além dos aspectos econômicos e ambientais, o pesquisador da Embrapa Algodão Tarcísio Gondim destaca que a inovação trazida pela pesquisa pode contribuir para mitigar desigualdades regionais e enfrentar a precarização das áreas sisaleiras do Nordeste brasileiro.
“Para isso, vamos utilizar plantas xerófilas – adaptadas a ambientes secos – com múltiplo propósito: produção de etanol, alimentação para ruminantes e captura de CO2 em regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)”, contextualiza.
Embora o ciclo do agave seja mais longo que o da cana-de-açúcar, sua principal vantagem é a adaptação às condições semiáridas, onde outras culturas não alcançam rendimentos competitivos.
“O ciclo do agave pode levar cerca de cinco anos ou mais para atingir a fase de colheita. No entanto, o escalonamento das áreas de plantio ao longo do período permitirá a estabilização da produção de biomassa para fins energéticos, garantindo competitividade na exploração comercial no Semiárido”, reforça Gondim.
Segundo ele, para que isso se concretize, é necessário investir em estudos para avançar na padronização de cultivares, no manejo da cultura, nos tratos culturais, na fertilidade do solo, na mecanização do cultivo e no processamento integral da biomassa.
Primeiras mudas da planta
Em março, pesquisadores da Embrapa Algodão realizaram uma missão ao México, onde visitaram o Instituto Nacional de Investigações Florestais, Agrícolas e Pecuárias (Inipaf), órgão equivalente à Embrapa naquele país, além de diversas instituições ligadas à cadeia produtiva da tequila.
O objetivo foi identificar oportunidades de colaboração em pesquisas sobre a produção de biomassa para obtenção de biocombustíveis, sequestro de carbono e aproveitamento dos resíduos da planta para alimentação animal.
As primeiras 500 mudas de Agave tequilana Weber var. Azul, oriundas do México e trazidas pela Santa Anna Bioenergia, já passaram pelo processo de quarentena e atualmente a equipe de pesquisadores brasileiros está iniciando os estudos de avaliação da espécie no município de Jacobina, na Bahia, onde está sendo instalada a primeira Unidade de Referência Tecnológica (URT) de Agave tequilana.
Outras duas URTs serão implantadas nos municípios de Alagoinha e Monteiro, na Paraíba, totalizando 1.800 mudas de Agave tequilana na primeira etapa do projeto.
Para o zootecnista Manoel Francisco de Sousa, também da Embrapa Algodão, “os resíduos do processo de produção de etanol a partir da Agave tequilana podem atuar como importante aporte forrageiro na alimentação de ruminantes, especialmente na época de escassez de forragens no Semiárido”.
Outro desafio do projeto será viabilizar a mecanização das etapas do plantio e da colheita do Agave. “Nossa visão de futuro é ter grandes áreas cultivadas com Agave e isso não pode ser feito manualmente. No México, embora diversas etapas do cultivo do Agave sejam mecanizadas, a exemplo do preparo do solo, adubação, capina, aplicação de inseticidas e herbicidas, a etapa do plantio ainda é feita cavando-se a cova manualmente”, relata o pesquisador da Embrapa Algodão Odilon Reny Ribeiro, especialista em mecanização agrícola.
Com um prejuízo estimado em torno de R$ 180 milhões, o setor de cacau e derivados vê no aumento das tarifas um obstáculo à continuidade das exportações para os Estados Unidos. Em entrevista a Pryscilla Paiva, no Mercado & Cia, a presidente executiva da AIPC (Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau), Anna Paula Losi, afirmou que o cenário é bastante desafiador.
“Uma tarifa de 50% torna a nossa manteiga de cacau proibitiva para o mercado americano. Com isso, nossos importadores certamente buscarão outros fornecedores”, declarou Losi.
A executiva explicou que, apesar de o Brasil ser um país importador de cacau, o mercado interno não tem capacidade para absorver o volume atualmente destinado às exportações para os EUA.
“A gente calcula que, se as tarifas forem mantidas, a perda será de quase 10% na moagem de cacau no Brasil, ou seja, na atividade da indústria nacional. E aí vem a pergunta: ‘Mas o Brasil não tem cacau suficiente e precisa importar, então vai deixar de importar?’ Sim, muito provavelmente vamos reduzir a importação de amêndoas, porque não teremos mais para quem exportar os produtos derivados. Ao mesmo tempo, teremos um déficit de pó de cacau no mercado interno. Com a redução da moagem, a demanda pela amêndoa nacional também diminuirá. Ou seja, o impacto, que num primeiro momento atinge a indústria, acaba se espalhando por toda a cadeia produtiva.”
Losi alertou ainda que, sem as exportações, a indústria brasileira de cacau corre o risco de ter que reduzir sua atividade produtiva:
“Temos um potencial gigantesco aqui no Brasil, mas infelizmente ainda não produzimos amêndoa suficiente para atender à demanda da indústria. Somente com cacau nacional, a nossa ociosidade média hoje é de quase 40%. Por isso, importamos cacau, industrializamos e exportamos, o que nos permite aumentar a produção, atender o mercado interno e o internacional. Se eu deixo de ter o mercado externo, preciso reduzir minha capacidade instalada, reduzir a moagem e, com isso, a operação de várias linhas de produção se torna inviável. Atualmente, temos uma capacidade instalada de cerca de 275 mil toneladas. Se operarmos somente com o que é produzido no Brasil, essa capacidade cairia para, no máximo, 200 mil toneladas.”
Além do impacto do tarifaço, o setor enfrenta outro desafio: a produção de cacau não tem conseguido atender à demanda, como relata Losi.
“Em 2024, tivemos muitas restrições na oferta, inclusive no mercado brasileiro. Não foi apenas uma escassez global. O recebimento de cacau não chegou a 180 mil toneladas, um volume muito abaixo do registrado em 2023. E agora, em 2025, ainda não vemos uma recuperação. O primeiro semestre de 2025 ficou muito próximo ao mesmo período de 2024, com cerca de 58 mil toneladas, o que representa aproximadamente um terço do necessário para atender à demanda do semestre”, explica.
“Por isso, as importações geralmente ocorrem no início do ano, quando a safra nacional é menor e a indústria precisa se abastecer com cacau importado para não parar. Para o segundo semestre, temos ouvido dos produtores que houve uma leve melhora, mas ainda assim a perspectiva é de que não ultrapassemos as 200 mil toneladas neste ano,ou seja, ainda estamos longe de alcançar o patamar necessário para utilizar plenamente a capacidade instalada da indústria”, complementa Losi.
A cidade de Porto Alegre (RS) será palco, nesta quarta-feira (6), da quinta edição da série Diálogos pelo Clima, evento pré-COP30 promovido pela Embrapa que discute os desafios e as soluções para a sustentabilidade em tempos de mudanças climáticas. Com o tema Biomas do Sul: Pampa e Mata Atlântica, o encontro contará com palestras, mesas redondas e apresentações técnicas, reunindo especialistas de renome, representantes do governo, do setor produtivo e da sociedade civil.
A abertura oficial contará com a presença de Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, e outras autoridades. Em seguida, a cientista Thelma Krug, coordenadora do Conselho Científico sobre o Clima da COP30, fará o diálogo de abertura, abordando a situação atual e as perspectivas das mudanças do clima nos biomas da região Sul.
Na parte da manhã, a pesquisadora Rosane Martinazzo, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Clima Temperado, apresenta os principais desafios enfrentados pelos biomas Pampa e Mata Atlântica diante das mudanças climáticas.
Logo após, uma mesa redonda reunirá nomes como Simone Stülp (Secretária de Inovação do RS), Ernesto Casper (Cooperativa Ecocitrus), Maurem Alves (Klabin), Eugênio Zanetti (Fetag-RS) e Paula Hofmeister (Farsul), com moderação de Clenio Pillon, da Embrapa.
O período da tarde será dedicado ao papel da ciência e da pesquisa. O pesquisador Hamilton Vieira, do Ciram/Epagri, inicia os debates com uma apresentação técnica sobre como a ciência pode contribuir para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.
Na sequência, outra mesa redonda abordará as estratégias de pesquisa e inovação voltadas à adaptação dos biomas do Sul. Participam os professores Carlos Tucci (UFRGS), Cátia Grisa (UFRGS), Paulo Conceição (UTFPR), a secretária Cecília Beaulieu (Procisur) e a analista do Sebrae Natália Bertussi. A moderação será feita por Ana Euler, diretora da Embrapa.
Participação ampla e gratuita
O evento é presencial e gratuito, e tem como objetivo estimular o diálogo entre ciência, sociedade e setor produtivo, além de contribuir com estratégias sustentáveis para a segurança alimentar e a conservação ambiental dos biomas do Sul do Brasil.
Com foco em temas urgentes, como adaptação climática, inovação, políticas públicas e sustentabilidade, o Diálogos pelo Clima se consolida como um espaço essencial de construção de soluções para um futuro mais resiliente.
O Sebrae e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) assinam nesta quarta-feira (6), em Brasília, um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que visa impulsionar a produtividade e a competitividade dos pequenos negócios do campo. As ações de acesso a mercados e sustentabilidade também estão previstas nesta parceria.
O acordo prevê ainda, o fortalecimento de certificações como o Selo Arte, voltado à identificação de produtos artesanais de origem animal. O Selo Arte, é um certificado de identidade e qualidade, que possibilita o comércio nacional de produtos alimentícios.
A estimativa é que cerca de 2,5 mil estabelecimentos possam se beneficiar diretamente da ação. “Vamos levar ainda mais oportunidades com o Selo Arte, que agrega valor a esses produtos”, ressalta o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.
“Vamos trabalhar os serviços de inspeção municipal dos consórcios para que eles façam a adesão ao SISBI e ampliem a comercialização, trabalharemos também no aumento do número de serviços de inspeção municipal consorciados e não consorciados, reduzindo a informalidade”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima.
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Além disso, Lima explica que a iniciativa vai valorizar a segurança dos alimentos dos pequenos produtores: “queremos, por meio dessa iniciativa, destacar a importância da inclusão produtiva dos pequenos produtores para o desenvolvimento econômico, a valorização cultural e a segurança do alimento.”
Pecuaristas, a pecuária brasileira reafirma seu protagonismo na economia do país. Em 2024, a cadeia produtiva da carne bovina movimentou impressionantes R$ 987,36 bilhões, o que equivale a 8,4% do PIB nacional. Esse número representa um avanço de 5,4% em relação a 2023, ou 9,5% se não considerada a inflação.Assista ao vídeo e confira os detalhes desses dados.
Um dos principais motores desse crescimento foi o desempenho histórico nas exportações. Em 2024, o Brasil alcançou um marco histórico, exportando 2,89 milhões de toneladas de carne bovina para 157 países.
O faturamento de US$ 12,8 bilhões foi o segundo maior da série histórica, representando um aumento de quase 22% em relação a 2023.
O relatório destaca que a carne bovina in natura foi o principal item de exportação, e a China se manteve como o maior destino, absorvendo 46% do volume exportado.
Com isso, o Brasil consolidou sua posição de líder mundial, sendo responsável por 21% da carne bovina comercializada internacionalmente, o que significa que 1 a cada 5 quilos de carne exportada no mundo é de origem brasileira.
Avanços em produtividade e sustentabilidade
Bovinos se alimentando com DDG no cocho. Foto: Divulgação
O “Beef Report 2025” mostra que o crescimento do setor não se deu apenas pelo aumento da área, mas por uma evolução em produtividade e eficiência. A produção total de carne bovina atingiu 11,8 milhões de toneladas, o maior volume já registrado.
Paralelamente, a área de pastagem foi reduzida em 11% nas últimas duas décadas, enquanto a produtividade cresceu mais de 70%, passando de 2,8 para quase 5 arrobas por hectare/ano.
Essa conquista foi impulsionada, em grande parte, pelo recorde de 8,8 milhões de animais confinados em 2024. O relatório projeta que, nos próximos anos, esse número pode chegar a 13 ou 14 milhões de cabeças.
O modelo de produção se torna cada vez mais sustentável, alinhado a políticas como o Plano ABC+ e o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD).
Reconhecimento sanitário e rastreabilidade
Foto: Wenderson Araujo/CNA
A conquista do status de “livre de febre aftosa sem vacinação” pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) é um ponto crucial para o futuro do setor.
Esse reconhecimento consolida a confiança sanitária da pecuária brasileira e abre portas para mercados premium que exigem esse status.
O lançamento, em 2024, de um programa nacional de identificação individual de bovinos e bubalinos reforça o compromisso do Brasil com a rastreabilidade e a transparência em toda a cadeia produtiva.
A combinação de vigilância ativa, protocolos modernos e boas práticas garante à carne brasileira um dos melhores perfis sanitários do mundo.
Impacto econômico e projeções futuras
Foto: Manu Dias/GovBA
O mercado interno continua sendo o principal consumidor, absorvendo cerca de 70% da produção nacional em 2024. As exportações de carne bovina representaram 42% do total de exportações da pecuária, um segmento que movimentou US$ 30,5 bilhões.
As projeções para os próximos anos são de crescimento sustentado, com a produção podendo atingir mais de 13 milhões de toneladas até 2034.
A pecuária brasileira está posicionada para continuar garantindo a segurança alimentar global, elevando a produtividade e reduzindo o impacto ambiental, consolidando-se como uma das mais eficientes e sustentáveis do planeta.