sábado, maio 9, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Milho recua na B3 e em Chicago: Confira


O mercado do milho encerrou a terça-feira (5) em queda tanto na B3 quanto na Bolsa de Chicago, pressionado pela valorização da safra americana e pela queda do dólar. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros da B3 devolveram parte dos lucros recentes, diante da competitividade reduzida do milho brasileiro frente ao grão norte-americano.

Na B3, os preços futuros sentiram o impacto da combinação entre câmbio desfavorável e os recuos em Chicago, que renovou mínimas contratuais. O contrato para setembro/25 fechou a R$ 65,74, com queda de R$ 0,84 no dia, embora ainda registre alta de R$ 0,59 na semana. Novembro/25 caiu R$ 1,00 no dia, fechando a R$ 68,41, enquanto janeiro/26 teve a maior queda do dia: R$ 1,49, fechando em R$ 71,31.

No mercado físico, os preços atingiram um teto e permanecem estáveis. A Conab relatou que, apesar de haver atraso em relação ao ano passado, a colheita da segunda safra está apenas 2% atrás da média histórica. Grandes produtores já se aproximam da conclusão dos trabalhos, o que aumenta a pressão sobre os preços internos.

Já em Chicago, a baixa foi puxada pela confirmação de uma safra robusta nos Estados Unidos. A cotação de setembro caiu 1,49% ou 5,25 cents, encerrando a $ 381,25/bushel. Dezembro recuou 1,23%, a $ 402,00. Analistas destacam que a produção pode superar 414 milhões de toneladas, bem acima das projeções do USDA, sustentada pelo clima favorável e pela boa qualidade das lavouras. Mesmo com a confirmação de uma venda de 127 mil toneladas para destino desconhecido, o mercado seguiu ignorando a demanda e focando na oferta elevada.

 





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Nova frente fria e ciclone derrubam temperaturas no fim de semana



A semana vai terminar com nova frente fria associada a um ciclone extratropical, provocando mudanças no tempo sobre o Sul e parte do Sudeste entre quinta e principalmente na sexta-feira (8). Na retaguarda desta frente fria, uma nova e forte massa de ar polar mais continental avança sobre o Brasil e já promete derrubar as temperaturas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste e provocar friagem em parte da região Norte.

Massa de ar polar forte

As temperaturas já devem começar a cair no Sul ao longo da sexta-feira (8), conforme o ar polar entra no país – com a sensação de frio aumentando durante o fim de tarde e principalmente à noite nos três estados. A queda mais significativa ainda acontece sobre a Região Serrana do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além de cidades mais elevadas e de planalto do sul do Paraná.

Com a presença ainda do ciclone em alto mar e os ventos do sistema empurrando umidade para a costa, há uma pequena possibilidade de precipitação invernal (chuva congelada) na madrugada de sábado (9) no alto da Serra Catarinense – em Bom Jardim da Serra, Urupema, Urubici e São Joaquim.

O amanhecer de sábado será gelado no Sul e no Sudeste e as mínimas diminuem entre Mato Grosso do Sul e o estado de Mato Grosso. O ar polar deve ganhar mais força e espalha ar frio para mais áreas do país entre domingo e principalmente no amanhecer de segunda-feira (11), provocando friagem no Acre, em Rondônia e no sul do Amazonas, além de reduzir as temperaturas em Mato Grosso e Goiás.

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Este ar polar pode provocar uma queda mais significativa, com condições para geada ampla no Sul e em Mato Grosso do Sul e não descartando o fenômeno em áreas de São Paulo e do extremo sul de Minas.

De acordo com o Climatempo, desta vez a duração [onda de frio] será um pouco maior e pode estar dentro do limiar de 5 dias consecutivos com temperaturas 5 °C ou mais abaixo da média climatológica para muitos municípios.

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Café, carne, frutas, pescado e mel são os mais atingidos por tarifaço que começa a valer nesta quarta



A tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras determinada por Donald Trump começa a ser cobrada a partir desta quarta-feira (6). Todos os itens que não estão incluídos na lista de exceções passam a ter a taxação adicional de 40% que se soma com a de 10%. No entanto, alguns produtos da pauta de exportações brasileiras para os EUA serão mais afetadas pela taxação. Entre eles estão o café, carne, frutas, pescados e mel.

Café

Os EUA são o maior comprador de café do brasileiro e o Brasil é responsável por cerca de 30% das importações de café verde norte-americanas. Por conta desses números, analistas do mercado avaliam que apesar de ter ficado fora da lista de quase 700 exceções, o café deve ficar isento da taxa de 50% em breve.

“O fato de o café não ter entrado na lista causou muita surpresa, porque não faz sentido dentro do atual cenário. O principal prejudicado com a imposição da tarifa é o consumidor norte-americano. O Brasil representa cerca de 30% das importações de café verde pelos Estados Unidos. Ou seja, o impacto é significativo. É o maior fornecedor, e essa substituição por outro país não pode ser feita rapidamente, ao menos não com o mesmo volume que o Brasil exporta. Diante disso, existe uma perspectiva concreta de que, nas próximas semanas, o café passe a integrar a lista de exceções”, afirma Gil Barabacque, analista de mercado da Safras & Mercado

Carne

O Brasil tem nos EUA o segundo maior comprador de carne bovina. De acordo com números de entidades do setor, 12% das exportações brasileira de carne vão para os norte-americanos. O tarifaço pode fazer que o setor deixe ganhar US$ 1 bilhão.

Apesar do impacto financeiro da medida, analistas preveem que o setor conseguirá redirecionar com certa facilidade as exportações de carne para outros mercados.

“Na prática, com uma tarifa de 50%, o que temos é quase um embargo. Fica inviável competir com esse custo. E o mercado reage muito mais às expectativas do que aos fatos em si. Esse clima de insegurança faz o comprador pressionar o preço para baixo. O primeiro impacto foi aqui mesmo, no mercado interno, afetando os pecuaristas, não o consumidor final. De todo modo, apenas 2% da carne brasileira é exportada para os Estados Unidos. Por isso, redirecionar esse volume para outros países será uma tarefa relativamente simples.”, Alcides Torres, analista de mercado e diretor da Scot Consultoria

A taxação da carne também deve pressionar os preços lá nos EUA, já que o país tem um dos seus menos rebanhos da história. “A série histórica do USDA [Departamento de Agricultura dos Estados Unidos] mostra que os Estados Unidos têm o menor rebanho bovino em meio século. Atualmente, são em torno de 95 milhões de cabeças. A título de comparação, o Brasil possui mais de 220 milhões de cabeças de gado”, afirma Giovani Ferreira, diretor do Canal Rural Sul.

Frutas

O setor de frutas também ficou de fora das exceções e a taxação deve ter um grande impacto para exportadores de manga e uva. De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), 77 mil toneladas de frutas teriam como destino os EUA.

“A gente tem nos Estados Unidos uma safra com vários países que participam, então é uma safra compacta, com duração de três meses, período em que chegamos a enviar 2.500 contêineres, mais ou menos 12 milhões de caixas”, diz Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas.

Caso o setor não consiga ser incluído na lista de exceções, será necessário ajuda do governo federal e estados. Uma das possibilidades discutidas é a compra das frutas para distribuir na merenda escolar.

“Se não conseguirmos exportar, podemos redirecionar essas frutas para o mercado interno. Em parceria com prefeituras e governos estaduais, elas poderiam ser usadas na merenda escolar, por exemplo. O importante é evitar que se percam. Nossa maior dor é ver alimento sendo desperdiçado enquanto milhões de pessoas passam fome”, diz Coelho

Pescado e mel

Os EUA são os principais compradores da tilápia brasileira e por isso o setor vê como crucial que o Brasil consiga negociar a inclusão do peixe na lista de exceções.

“Os Estados Unidos são o maior importador de filé de tilápia do mundo e, neste momento, não tem outro país para suprir a demanda de filé fresco. O maior fornecedor de filé congelado para os Estados Unidos é a China, assim, a negociação do governo americano com a China será crucial para o nosso negócio”, diz a nota da Associação Brasileira de Pisicultura (Peixe Br).

O setor de mel também está apreensivo com o tarifaço, já que os mais atingidos serão os pequenos produtores . De acordo com o Grupo Somar, que reúne empresas produtoras de mel do Nordeste, a renda de 40 mil famílias podem ser prejudicadas com a medida.

“As medidas são extremamente negativas para o Brasil. A sobretaxa de 50% praticamente nos retira do mercado. Embora o país tenha outros destinos, não há dúvidas de que o mercado americano é o mais importante. Ele representa 85% das nossas exportações de mel e é um dos maiores importadores do mundo”, afirma Samuel Araujo, CEO do Grupo Sama.

Para o setor, é fundamental que o plano de contingência, que está sendo elaborado pelo governo federal, seja colocado em prática o quanto antes.

“Precisamos de uma intervenção rápida. Já enfrentamos um fluxo de caixa apertado desde a pandemia, com baixa produtividade e preços desfavoráveis. Por isso, é urgente a liberação de créditos, como os de PIS, Cofins e ICMS, que podem ser acelerados sem uso de recursos do próprio estado”, afirma Araujo.



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Produção sustentável de cacau avança com apoio do Sebrae/PA



A produção sustentável de cacau no Pará está vivendo um novo ciclo de crescimento. Isso acontece graças ao projeto Sustenta e Inova, desenvolvido pelo Sebrae no estado em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM). A iniciativa investe em capacitação, certificação e inovação para fortalecer pequenos empreendedores locais.

Um bom exemplo é João Batista, de Medicilândia (PA). Desde que participou do projeto, ele transformou o Viveiro Tabosa, negócio herdado do pai, em um empreendimento certificado e altamente produtivo. Antes, ele produzia 5 mil mudas por ano. Hoje, chega a 100 mil, empregando até 10 pessoas. Esse salto veio após o apoio técnico, a formalização e as novas práticas de gestão aprendidas nas capacitações do Sebrae.

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Além disso, ele conquistou o registro no Renasem, do Ministério da Agricultura e Pecuária, o que ampliou a credibilidade do viveiro e atraiu novos compradores, incluindo prefeituras da região. “Sem o Sustenta e Inova, eu não teria chegado até aqui. Foi essencial para o meu crescimento”, afirma Batista.

Segundo Rubens Magno, diretor superintendente do Sebrae no Pará, o projeto mostra que o empreendedorismo rural pode ser protagonista de uma nova economia: “Com inovação, gestão e sustentabilidade, os produtores estão gerando emprego, renda e inclusão”.

“Quando o produtor entende o caminho, os resultados aparecem”, afirma a analista Márcia Carneiro, o principal desafio era a falta de informação.

Diante da alta histórica no preço do cacau e da preparação para a COP 30, o Pará se posiciona como líder e referência em produção sustentável, aliando desenvolvimento econômico à preservação da Amazônia.



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Frente fria avança e provoca chuva forte e geada



O tempo já deve seguir estável nesta quarta-feira (6) em boa parte da região Sul. Excepcionalmente, algumas áreas entre o norte e noroeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sul do Paraná, haverá condições para pancadas de chuva com fraca a moderada intensidade – associados à presença de umidade e à circulação de ventos na atmosfera local. Entre o norte e noroeste gaúcho e o oeste catarinense, há risco de chuva forte localizada. A circulação de ar frio associado à massa de ar polar posicionada sobre o oceano mantém as temperaturas mais baixas durante o dia.

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Ainda pela manhã, áreas da Campanha e da Serra do Sudeste Gaúcho podem contar com formação de geada. Porto Alegre/RS com tempo estável e variações de nebulosidade, sem chuva e sensação mais amena à tarde. Florianópolis e Curitiba ainda podem contar com chuviscos rápidos no decorrer das horas e a sensação de frio que persiste.

No Sudeste, conforme a frente fria avança sobre a costa, espalha as instabilidades entre o litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Há risco para episódios de chuva mais forte acompanhada por raios no interior do fluminense e sul capixaba. Ainda chove também no litoral de São Paulo, com caráter persistente e variando entre fraca e moderada intensidade.

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Na região de Peruíbe (SP), haverá potencial para volumes mais expressivos. Por outro lado, em algumas áreas do interior paulista – sobretudo no norte e noroeste do estado –, o ar seco ainda prevalece no decorrer das horas e mantém o alerta para baixa umidade do ar. Em Minas Gerais, pode chover também de maneira localizada entre o sul, Zona da Mata e Vales – em decorrência da entrada de umidade do oceano. Nas demais regiões interioranas, predomínio de tempo firme e alerta de baixa URA à tarde.

Enquanto no Centro-Oeste, todos os três estados e o Distrito Federal seguem com predomínio de sol e ar seco, determinando a condição de tempo firme e estimulando o alerta de baixa URA à tarde. Entre GO e nordeste de MT, há potencial para que os índices fiquem abaixo de 20%. Apesar disso, as capitais Campo Grande e Cuiabá não devem entrar na área de atenção para umidade do ar baixa.

Já no Nordeste, a circulação de ventos marítimos vai continuar impulsionando a formação de nuvens carregadas sobre a costa leste, com condições para pancadas de chuva com fraca a moderada intensidade entre o litoral da Bahia e do Rio Grande do Norte – com potencial para eventuais intervalos de chuva forte. Ainda pode chover de maneira isolada no litoral do Maranhão. Por outro lado, o interior nordestino segue com predomínio de tempo firme e alerta para baixa URA – sobretudo entre o oeste da Bahia, sul do Piauí e do Maranhão. No

E no Norte, as instabilidades seguem concentradas sobre o Amazonas, Roraima e Amapá, onde há risco para pancadas de chuva com moderada a forte intensidade – não sendo descartados eventuais temporais localizados. Pode chover também em áreas do Acre e Rondônia próximas à divisa com o Amazonas e no litoral do Pará. No Tocantins, destaque segue sendo o tempo seco e as altas temperaturas, com alerta para baixa URA à tarde.



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Ovo com duas gemas? Entenda por que isso acontece e se faz mal


O que acontece é simples: a galinha libera dois óvulos ao mesmo tempo, e eles acabam sendo encapsulados pela mesma casca. O resultado? Um ovo com duas gemas — que, aliás, é totalmente seguro para o consumo e ainda mais nutritivo.

Gema dupla é comum em galinhas jovens

A principal causa do ovo com duas gemas é uma disfunção hormonal passageira, principalmente em galinhas no início do ciclo de postura. Nessa fase, o sistema reprodutivo ainda está se ajustando, o que favorece a liberação de dois óvulos de uma só vez.

Além da idade da ave, a genética também influencia. Algumas linhagens comerciais de postura têm maior propensão a produzir ovos com duas gemas nos primeiros ciclos.

Pode comer ovo de duas gemas?

Ovos
Granja de ovos em Cascavel.

Sim, pode comer sem preocupação! O ovo de duas gemas é apenas uma variação natural, não representa risco à saúde e, ainda por cima, é mais nutritivo — com maior concentração de proteína, gordura boa e micronutrientes como colina e vitaminas do complexo B.

O motivo de não serem comuns nas bandejas do supermercado é que esses ovos não se encaixam no padrão de classificação comercial, sendo normalmente separados durante o processo industrial.

Se você quer aumentar suas chances de encontrar ovos com duas gemas, procure por ovos classificados como Super Jumbo.

🥚 E aí, você já teve essa surpresa? Conta pra gente nos comentários do vídeo abaixo e compartilhe com quem vai gostar de saber dessa curiosidade!

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Queda do petróleo e expectativa de corte de juros nos EUA são destaques do mercado


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta os impactos da queda do petróleo, das incertezas geopolíticas e da expectativa de corte de juros nos EUA.

O Ibovespa subiu 0,14%, aos 133 mil pontos, enquanto o dólar fechou estável a R$ 5,50. A ata do Copom reforçou tom conservador, e a curva de juros reagiu à tensão política com alta nos vértices longos. Hoje, atenção ao fluxo cambial e à balança comercial.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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É verdade que os EUA deixarão de compartilhar dados meteorológicos com o Brasil?



Em meio às sanções anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para lá, surgiu a notícia de que os norte-americanos deixariam de compartilhar dados meteorológicos com os órgãos e profissionais do Brasil.

Para esclarecer essa história, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Agência Espacial Brasileira (AEB) divulgaram uma nota conjunta em que mostram que, em parte, a informação é verdadeira.

Isso porque a comunicação de bloqueio ao acesso a dados de satélites meteorológicos foi feita para os dados dos satélites gerenciados pelas Forças Armadas dos EUA, ou seja, referentes aos do sistema DMSP, do inglês Defense Meteorological Satellite Program (Programa de Satélites Meteorológicos de Defesa). Contudo, a restrição não vale apenas ao Brasil, mas a todos os países.

Assim, o comunicado norte-americano indicou que o sistema DMSP deixaria de compartilhar com o público global os dados meteorológicos sobre a atmosfera terrestre e os oceanos a partir de 31 de julho. Além disso, o bloqueio atinge até mesmo agências civis dentro do próprio país.

A nota do Inpe e da AEB ressaltam a importância dos dados do sistema DMSP, processados pelo Centro de Meteorologia Numérica e Oceanografia da Frota da Marinha dos EUA, que sempre foram disponibilizados para instituições de pesquisa, centros de meteorologia, Organização Meteorológica Mundial (WMO) e para todo uso civil.

“Em vários centros de previsão do mundo estes dados são incorporados diariamente nos modelos de previsões meteorológicas globais. Eles complementam os dados de outros satélites meteorológicos e ajudam a tornar as previsões melhores”, destacam os órgãos brasileiros.

No entanto, no dia 29 de julho, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês) emitiu uma nota de atualização enviada diretamente para sua lista de e-mails de um grupo de usuários de centros de previsão global que fazem uso de dados de satélites meteorológicos, como Reino Unido, França, Japão, China, Índia e muitos outros em que diz ter planos para continuar a distribuição de seus dados, mas com suporte limitado ao horário comercial em dias úteis, ou seja, durante oito horas, em cinco dias da semana.

De acordo com o Inpe e a AEB, o comunicado contém uma observação relevante: não haverá interrupção no fornecimento de dados do DMSP, mas eles devem ser considerados como “dados de oportunidade”.

Na esteira desses fatos, foi recentemente anunciado pelo Departamento de Defesa dos EUA que os dados Special Sensor Microwave Imager Sounder (SSMIS) — Sonda de imagem de micro-ondas com sensor especial — continuarão a ser fornecidos até setembro de 2026 ou enquanto os sensores estiverem funcionando.

Quais seriam os impactos ao Brasil?

É válido lembrar que o NOAA utiliza os dados do sistema DMSP para a sua fase de assimilação de dados e que a falta destes dados afetaria a qualidade da análise do Global Forecast System (GFS), um modelo de previsão do tempo do National Centers for Environmental Prediction (NCEP) dos EUA.

“Isto é o que nos afeta diretamente: a qualidade da análise do GFS. Isso porque o INPE utiliza as análises deste modelo para seus modelos de previsão global (BAM) e previsões regionais (ETA, BRAMS e WRF). Porém, como estes dados constituem uma fração pequena dos dados usados no processo, o impacto, relativo a uma eventual a ausência destes dados, neste momento, teria um baixo impacto para nossas previsões”, esclarece a nota conjunta.

Dados de umidade do solo ameaçados

O Inpe e a AED destacam que a falta de tais dados afetaria, também, a qualidade das análises usadas nas previsões sazonais por conjunto e de diversos produtos importantes para diagnósticos da atmosfera e da superfície dos continentes e dos oceanos, como cobertura de gelo, umidade do solo, vento sobre o oceano, perfis de temperatura e umidade da atmosfera.

“No caso de dados de satélites meteorológicos, de forma majoritária, usamos os dados da série GOES, satélites meteorológicos geoestacionários, controlados pela NOAA, organização civil, que não foram atingidos por este bloqueio”, diz a nota.

Por fim, o Inpe e a AEB ressaltam que seguem acompanhando os desdobramentos da situação, a fim de subsidiar o governo federal com informações sobre uma eventual descontinuidade de compartilhamento de dados meteorológicos de satélites dos Estados Unidos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Travamento do mercado do milho ainda segue


O estado do Rio Grande do Sul segue recebendo milho externo mesmo com dificuldades logísticas, segundo informações da TF Agroeconômica. “Apesar da colheita em andamento, a oferta regional é limitada e boa parte dos produtores evita negociar neste momento, priorizando apenas entregas a granjas e pequenos lotes para consumo próprio. As indicações de compra permanecem em R$ 65,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 66,00 em Não-Me-Toque, R$ 67,00 em Marau, Gaurama e Seberi, e R$ 68,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro”, comenta.

Falta de acordo trava mercado e pressiona custos da pecuária em Santa Catarina. “Em Campos Novos, pedidas variam entre R$ 80,00 e R$ 75,00/saca, enquanto a indústria mantém ofertas máximas em R$ 70,00. No Planalto Norte, pedidos giram próximos de R$ 75,00, contra propostas de em média R$ 71,00, bloqueando novos contratos. A dificuldade de escoar a produção já leva parte dos agricultores a cortar gastos para a próxima temporada”, comenta.

Colheita avança no Paraná e safra deve bater recorde histórico, mas vendas seguem travadas. “As pedidas giram em torno de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas regiões, enquanto a indústria de rações mantém ofertas abaixo de R$ 70,00 CIF, deixando a liquidez reduzida. Hoje, as cotações variam de acordo com a região: R$ 66,77 na Região Metropolitana de Curitiba, R$ 55,91 no Centro Oriental Paranaense, R$ 54,93 no Norte Central e R$ 54,41 no Oeste do estado”, indica.

A colheita avança lentamente e o mercado continua sem reação no Mato Grosso do Sul. “A liquidez no mercado de milho em Mato Grosso do Sul segue baixa, mesmo após ajustes positivos recentes. As cotações variam entre R$ 44,38 e R$ 50,17/saca, mas ainda não despertam interesse para grandes negócios. Produtores e compradores seguem cautelosos, evitando operações de maior volume diante do cenário de incertezas”, informa.

 





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Arroba do boi gordo continua movimento de alta; confira as cotações



O mercado físico do boi gordo voltou a ter preços mais altos nesta terça-feira (5). O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias considera que o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo.

De acordo com ele, isso acontece em linha com o atual posicionamento das escalas de abate, cada vez mais curtas, em especial entre os frigoríficos de menor porte.

“A demanda doméstica também ocupa um papel relevante neste movimento, considerando o Dia dos Pais como uma data comemorativa relevante, que causa impacto positivo no consumo de carne bovina”, diz.

Por fim, Iglesias ressalta que também é importante mencionar que apesar das dificuldades com o mercado norte-americano, o Brasil caminha a passos largos para alcançar um novo recorde de embarques.

Em relação a julho de 2024, houve alta de 56,5% no valor médio das vendas externas da proteína e ganho de 24,5% na quantidade média diária exportada, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 303,67 — ontem: R$ 302
  • Goiás: R$ 288,75 — R$ 284,82
  • Minas Gerais: R$ 291,76 — R$ 290,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 302,73 — R$ 301,93
  • Mato Grosso: R$ 297,64 — R$ 295,68

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes para a carne bovina. Conforme Iglesias, a expectativa ainda é de alta dos preços, considerando que além da entrada dos salários há o adicional de consumo relacionado ao Dia dos Pais.

O movimento tende a ser limitado pelo perfil de consumo da população brasileira que ainda prioriza proteínas mais acessíveis, em especial a carne de frango.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 22,40 por quilo; o dianteiro segue cotado a R$ 17,50 por quilo; e a ponta de agulha foi precificada a R$ 17,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão estável, sendo negociado a R$ 5,5060 para venda e a R$ 5,5040 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4986 e a máxima de R$ 5,5361.



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