sábado, maio 9, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Boi China tem valorização em dia de mercado firme


O mercado do boi gordo registrou mais um dia de firmeza em São Paulo nesta quinta-feira (7), com destaque para a elevação dos preços da arroba. A análise consta no informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria.

Segundo a publicação, a oferta de boiadas permaneceu restrita, e os vendedores aguardavam por valorizações para realizar negócios. Diante desse cenário, os compradores enfrentaram dificuldades para estender as escalas de abate, operando com prazos curtos. “As escalas de abate estão, em média, para oito dias”, informou a análise.

A arroba do boi gordo e do chamado “boi China” apresentou alta de R$ 2,00, enquanto a arroba da novilha teve valorização de R$ 3,00. Para a vaca, os preços se mantiveram estáveis em relação ao dia anterior.

No Tocantins, a região Sul manteve os mesmos valores do dia anterior, com escalas de abate médias de cinco dias. Já na região Norte do estado, houve alta de R$ 2,00 na arroba do boi gordo. As demais categorias não apresentaram variações, mantendo também escalas médias de cinco dias.

No mercado externo, o desempenho das exportações de carne bovina in natura em julho alcançou volume recorde, somando 276,9 mil toneladas. A média diária foi de 12 mil toneladas, o que representa aumento de 16,7% em relação ao mesmo período de 2024. O preço médio por tonelada exportada foi de US$ 5.551,00, registrando crescimento de 25,9% na comparação anual.

A análise destacou ainda que, na quinta semana de julho, o preço médio da tonelada exportada chegou a US$ 5.591,50, o maior valor registrado desde o início de 2025.





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Tarifa dos EUA sobre café do Brasil pode reconfigurar o mercado


O café ficou de fora da lista de exceções tarifárias dos Estados Unidos ao Brasil, surpreendendo o mercado. A decisão trouxe volatilidade aos preços do café no terminal de Nova York. Os Estados Unidos, maior consumidor mundial da bebida, são, sem dúvida, os principais penalizados pela medida, já que o custo de aquisição de seu principal fornecedor aumentará substancialmente: o Brasil responde por mais de 30% das importações de café verde do país.

A tarifa imposta deve elevar os custos e levar a indústria norte-americana a buscar alternativas, o que pode alterar o fluxo global de café. Já se observa aumento na procura por outras origens, como a Colômbia, e movimento nos diferenciais de venda na exportação (basis) — tendência que deve se repetir também em origens da América Central e África e, com menor intensidade, também no café robusta asiático.

Vale lembrar que o café colombiano é tarifado em 10%, enquanto as importações da Indonésia enfrentam tarifa de 19% e as do Vietnã, de 20% — todos percentuais menores que os aplicados ao Brasil (50%).

Esse redirecionamento das compras afeta os fluxos logísticos e exige ajustes na composição dos blends. Ainda assim, é pouco provável que os EUA consigam substituir, por uma única origem, as 7 a 8 milhões de sacas que importam anualmente do Brasil. A substituição exigirá uma diversificação das compras, maior esforço operacional e, inevitavelmente, aumento de custos.

Mesmo assim, dificilmente os Estados Unidos conseguirão abrir mão do café brasileiro por completo. Por isso, a National Coffee Association (NCA) segue pressionando o governo Trump para incluir o café na lista de isenções tarifárias.

Para o produtor brasileiro, a dificuldade em exportar para os EUA exigirá maior presença em outros mercados, especialmente a União Europeia — que já é o principal destino do café brasileiro — além de países asiáticos como China e Filipinas também deve ganhar representatividade. Esse processo reforça a tendência de reconfiguração dos fluxos globais de café.

A capacidade do Brasil de garantir grandes volumes e sua flexibilidade logística são vantagens importantes nesse cenário competitivo, que exigirá agressividade do vendedor brasileiro. Mas a menor oferta de arábica no Brasil neste ano, devido a quebra de safra, ajuda a mitigar efeitos negativos sobre os preços, em um primeiro momento.

De toda forma, as negociações entre Brasil e Estados Unidos continuam, e ainda há grande expectativa de que o café seja incluído na lista de exceções.

*Gil Barabach é especialista da consultoria Safras & Mercado em operações de hedge para os mercados de grãos, algodão e café, com mestrado em Economia do Desenvolvimento



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Presidente da Câmara Brasil-China diz que país precisa se vender melhor para ampliar negócios



Diante das dificuldades impostas pelo aumento de tarifas em diversos mercados, a ampliação das relações com grandes parceiros comerciais, como a China, torna-se cada vez mais estratégica para o escoamento da produção do agronegócio brasileiro. Em entrevista para Pryscilla Paiva, no Mercado & Cia, Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, disse que a aproximação tem trazido resultados positivos para o Brasil.

“Essa aproximação tem rendido muitos frutos ao longo dos anos. Só no ano passado, o superávit comercial do Brasil com a China foi de cerca de US$ 51 bilhões, dentro de um comércio bilateral que superou US$ 150 bilhões em 2023. Desde que cheguei ao Brasil, ainda jovem, transferido por um banco de investimentos de Wall Street, vi o país enfrentar períodos difíceis, como a moratória da dívida externa. Hoje, com superávits expressivos nas trocas com a China, somados a investimentos chineses que já ultrapassam US$ 100 bilhões e empréstimos significativos, o Brasil acumula reservas internacionais robustas e está longe de enfrentar uma crise cambial como já vimos acontecer em países vizinhos”, destaca Tang.

Ele acredita que o Brasil tem potencial para expandir ainda mais sua presença no mercado chinês, mas faz uma ressalva: é preciso trabalhar melhor a imagem dos produtos brasileiros.

“Sem dúvida, o Brasil pode ampliar sua participação no mercado chinês. Um exemplo: nós exportávamos açaí para a China já embalado em copinhos, como sorvete. Agora, decidimos montar uma processadora local para embalar lá mesmo. A expectativa é de grande sucesso. A verdade é que muitos produtos brasileiros já estão nas prateleiras chinesas, mas o consumidor não sabe que são do Brasil. Como dizia o ex-ministro da Agricultura, Pratini de Moraes: o Brasil não se vende, ele é comprado”, observa.

Tang aponta que produtos como café, suco de laranja e móveis de alta qualidade são consumidos amplamente na China, mas com rótulos estrangeiros.

“Por que, para o consumidor chinês, o café é americano ou suíço ? Por que o suco de laranja é europeu, mesmo sendo feito com laranja brasileira? O europeu compra o suco congelado, embala com sua marca e vende com alto valor agregado. E por que os chineses compram móveis de couro e madeira da Itália, que não tem nem couro nem madeira como o Brasil? É um problema de posicionamento. O café colombiano, o vinho argentino ou chileno são conhecidos na China. Mas o Brasil, que tem vinhos excelentes, como os de Bento Gonçalves, ainda é pouco reconhecido.”, diz.

O executivo acredita que o Brasil pode usar o café como ponte para recuperar parte do espaço perdido no mercado norte-americano e ampliar sua influência no mercado asiático.

“Por que ainda não temos uma rede de coffee shops brasileiros na China? O consumo de café começou a crescer por lá após a chegada da Starbucks, que transformou o café em símbolo de status. Mesmo que o consumo per capita ainda seja baixo, estamos falando de mais de 1,4 bilhão de consumidores. Isso representa um mercado gigantesco. Podemos sim estabelecer uma rede de ‘Brazilian Coffee Shops’ na China e transformar o café brasileiro em marca conhecida por lá.”, afirma.



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Massa de ar polar vinda da Argentina trará muito frio para 9 estados brasileiros


Uma nova massa de ar de origem polar vinda da Argentina deve trazer frio intenso para 12 estados brasileiros a partir desta sexta-feira (8). De acordo com a Climatempo, os termômetros em baixa perduram até a próxima quarta-feira (13).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Primeiramente, a redução das temperaturas será sentida nas primeiras horas de amanhã no Rio Grande do Sul, sendo que no decorrer do dia, a queda significativa também se estenderá para Santa Catarina e Paraná.

Segundo a Climatempo, a entrada desta massa de ar polar no continente marca mais um período gelado no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, provocando, também, friagem no Norte do país, mais especificamente entre Acre e Rondônia, conforme o mapa abaixo.

De acordo com a empresa, desta vez, haverão mais dias consecutivos com mínimas e máximas baixas – e muitas regiões sentirão frio por mais tempo.

Quinta onda de frioQuinta onda de frio
Foto: Climatempo

As áreas em azul escuro do mapa significam que as temperaturas mínimas nessas regiões serão 5°C ou mais abaixo da média para o período, ou seja, se nesses estados os termômetros costumam ficar a 10°C, passarão a apontar 5°C ou menos entre sexta e quarta.

Já as áreas em azul claro mostram que as mínimas serão entre 3°C e 5°C abaixo da média.

Com isso, grande parte do Sul, com exceção do extremo sul e região do litoral gaúcho, além de São Paulo, sul e Triângulo de Minas Gerais, sul do Rio de Janeiro, todo o estado de Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso e extremo sul de Goiás entram no limiar de onda de frio.

Chuva congelada e geada?

A Climatempo afirma que, com a continuidade da presença do ciclone em alto mar e os ventos úmidos soprando para o continente, a queda repentina de temperatura pode trazer precipitação invernal (chuva congelada) para parte do país.

Essa condição deve afetar o planalto e na serra catarinense e na região de Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul, incluindo São José dos Ausentes e Cambará do Sul, principalmente, na madrugada e manhã de sábado (9).

Já o risco para geada aumenta em grande parte do Sul e em Mato Grosso do Sul, especialmente na manhã do sábado e no domingo (10).

Com as temperaturas baixas e um amanhecer de tempo aberto, várias cidades do interior de São Paulo também podem registrar o fenômeno, principalmente a região de Piracicaba, Tatuí, Rio Claro, Serra Negra, Botucatu e Boituva, além do oeste e sudoeste paulista, incluindo Rancharia e áreas do Vale do Paraíba e na Serra da Mantiqueira, além do extremo sul de Minas Gerais.



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Rastreabilidade individual traz lucro e gestão para a pecuária brasileira. Entenda


Pecuaristas, a rastreabilidade individual de bovinos, que está em andamento no Brasil, é uma ferramenta de gestão e de rentabilidade que traz benefícios diretos para o seu negócio. Assista ao vídeo abaixo e confira os detalhes.

Longe de ser apenas uma exigência de mercados importadores, a rastreabilidade se consolida como um ativo valioso para o produtor rural que busca otimizar a produção e agregar valor à sua carne.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, Michele Borges, gerente executiva da Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável e integrante do Comitê Gestor de Rastreabilidade do Mapa, abordou a importância da rastreabilidade para a sustentabilidade da pecuária brasileira e o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos.

Rastreabilidade: de exigência a vantagem competitiva

Foto: Divulgação/JBS

A rastreabilidade individual está deixando de ser vista como uma burocracia e se tornando uma vantagem competitiva. A Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável, por meio de seu “Diálogo Inclusivo”, debateu como a rastreabilidade é uma ferramenta de valor para a gestão e o acesso a mercados diferenciados.

Os benefícios diretos para o produtor rural são claros:

  • Melhoria da gestão: A rastreabilidade permite um controle mais preciso da produtividade e da eficiência da produção, mesmo que o produto não seja exportado. Com dados individuais de cada animal, é possível tomar decisões mais assertivas sobre manejo, nutrição e melhoramento genético.
  • Acesso a crédito rural: A rastreabilidade abre portas para linhas de crédito com juros menores, como os programas ABC+, Pronaf Verde e outras linhas que bonificam a sustentabilidade, incentivando o investimento na fazenda.
  • Valorização da produção: A rastreabilidade se paga com os bônus recebidos na venda do gado e com a economia gerada pela melhor gestão e prevenção sanitária, agregando valor à arroba produzida.
  • Segurança sanitária: Garante um controle mais rigoroso da saúde do rebanho, o que eleva a reputação do produtor e do produto, fortalecendo a confiança dos consumidores.

A rastreabilidade não é exclusividade de grandes fazendas; ela já é adotada por médios e pequenos produtores, com o apoio de técnicos, cooperativas e plataformas acessíveis, democratizando o acesso à tecnologia.

O EUDR e a importância da rastreabilidade para a exportação

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Foto: Reprodução Canal Rural

O Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que entrará em vigor em 30 de dezembro de 2025 para grandes empresas e em 30 de junho de 2026 para micro e pequenas empresas, proíbe a importação de produtos agropecuários que estejam ligados à destruição da vegetação nativa.

Nesse contexto, a rastreabilidade se torna uma ferramenta eficaz para atender ao EUDR, pois permite comprovar:

  • Onde o animal nasceu e foi criado: Georreferenciando a propriedade e a localização do gado.
  • Se a área é legal: Verificando se a fazenda está em conformidade com a legislação ambiental vigente.
  • Se a propriedade é livre de desmatamento: Comprovando que a produção não está ligada à destruição da vegetação nativa após a data de corte do regulamento.

O Brasil como líder em sustentabilidade: um chamado nacional

Foto: Reprodução

O Brasil, com sua vasta extensão territorial, diversidade de biomas e o maior rebanho comercial do mundo, tem um papel crucial na agenda climática global. 

A cooperação entre todos os atores da cadeia (produtores, indústria, governo e sociedade civil) é fundamental para que as políticas públicas impulsionem a pecuária sustentável.

Programas como o Plano Safra e o ABC+ já existem para apoiar o setor. É preciso que esses esforços sejam direcionados para a implementação de práticas que garantam que a pecuária seja:

  • Sustentável economicamente: Com lucratividade garantida para o produtor.
  • Mensurável: Com dados concretos que comprovem a baixa emissão de carbono e o impacto ambiental positivo.
  • Escalável: Acessível a todos os produtores, independentemente do porte de sua propriedade.

A adoção de modelos de integração (ILP/ILPF), a recuperação de pastagens degradadas, o acesso à assistência técnica e a implementação da rastreabilidade individual são práticas que precisam ganhar escala.

O Brasil está posicionado para ser uma potência mundial de alimento e energia, e a rastreabilidade é a chave para mostrar ao mundo a sustentabilidade e o compromisso da pecuária brasileira com o futuro.



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Produtores de cafés especiais querem renegociar contratos futuros por causa do tarifaço



O tarifaço tem causado preocupação entre produtores de cafés especiais. De acordo com a Associação de Cafés Especiais, produtores estão estudando renegociar contratos futuros.

“Alguns operadores do mercado já vê buscando entender e renegociar contratos futuros, buscando repartir parte dessas tarifas com alguns e produtores es exportadores e cooperativas, de modo a impactar de maneira diminuída o consumidor americano. A BSCA continua a trabalhar junto ao governo americano e às entidades americanas e brasileiras, no sentido de diminuir os impactos negativos da entrada em vigor da tarifa de mais 40% sobre o café especial brasileiro”, afirma Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA.

Maior comprador

Os EUA são o maior comprador de café do brasileiro e o Brasil é responsável por cerca de 30% das importações de café verde norte-americanas. Por conta desses números, analistas do mercado avaliam que apesar de ter ficado fora da lista de quase 700 exceções, o café deve ficar isento da taxa de 50% em breve.

“O fato de o café não ter entrado na lista causou muita surpresa, porque não faz sentido dentro do atual cenário. O principal prejudicado com a imposição da tarifa é o consumidor norte-americano. O Brasil representa cerca de 30% das importações de café verde pelos Estados Unidos. Ou seja, o impacto é significativo. É o maior fornecedor, e essa substituição por outro país não pode ser feita rapidamente, ao menos não com o mesmo volume que o Brasil exporta. Diante disso, existe uma perspectiva concreta de que, nas próximas semanas, o café passe a integrar a lista de exceções”, afirma Gil Barabacque, analista de mercado da Safras & Mercado.



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A menor em quase 20 anos! Área de soja semeada terá pouco avanço na safra 25/26



A consultoria Pátria Agronegócios divulgou sua estimativa para a safra de soja 2025/26 no Brasil. Segundo Matheus Pereira, sócio-diretor da consultoria, a área total estimada a ser semeada em 25/26 é de 48,13 milhões de hectares, um aumento de apenas 1,43% em relação à safra anterior. Esse é o menor crescimento registrado nos últimos quase 20 anos, desde a temporada 2006/07.

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O cálculo considera os dados de produtividade dos últimos dez anos nas regiões Centro e Sul, com projeção linear para o próximo ciclo. Já para as regiões Norte e Nordeste, a base histórica usada é de cinco anos.

Além disso, a produção total brasileira inicial está projetada em 166,56 milhões de toneladas, abaixo do volume observado em 2024/25.

As estimativas serão atualizadas conforme o avanço do plantio. A próxima rodada está prevista para quando mais de 50% da área nacional estiver semeada, permitindo uma análise mais precisa da qualidade das lavouras e do desempenho inicial da safra.



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Em meio ao tarifaço, exportações brasileiras cresceram 4,8% em julho



As exportações brasileiras cresceram 4,8% em julho, em termos de valores, na comparação com julho de 2024. No acumulado do ano, foram exportados R$ 198 bilhões em produtos nacionais. De acordo com o governo federal, o aumento foi expressivo graças aos negócios com os Estados Unidos, México, Argentina, União Europeia e Japão.

Em termos de volumes, o crescimento das exportações foi ainda maior: 7,2%, também na comparação com julho do ano passado, tendo por base dados da balança comercial divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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“No mês passado, o Brasil exportou US$ 32,31 bilhões. No acumulado do ano, até julho, as exportações brasileiras somam US$ 198 bilhões, o que representa um crescimento de 0,1% em valor e de 2% em volume, sobre igual período de 2024. No ano, a corrente de comércio soma US$ 359 bi, com saldo de U$ 37 bilhões”, detalhou o ministério.

Destinos

O crescimento nas exportações envolveu “vários destinos”. Em termos percentuais, o que registrou maior crescimento de volume – na comparação julho de 2025 com julho de 2024 – foi a Argentina (42,4%).

No caso do México, o aumento das exportações ficou em 17,2%. Já as exportações para a União Europeia cresceram 7,4%, na mesma base de comparação, relativa ao volume. Para o Japão, o aumento ficou em 7,3%, enquanto para os EUA ficou em 5%.

Produtos

Carne bovina, óleos brutos de petróleo, minérios de cobre e café não torrado estão entre os produtos que registraram maior crescimento, na comparação mensal.

“A Indústria de Transformação (aquela que transforma um material primário em um produto final ou em um intermediário destinado a outra indústria de transformação, como a celulose sendo transformada em papel, por exemplo) foi o setor que teve o maior crescimento em valor (7,4%), seguida pela Indústria Extrativa (3,6%) e pela Agropecuária (0,3%)”, detalhou o MDIC.
Importações

Também na comparação mensal, as importações brasileiras aumentaram 8,4% em termos de valor. Com isso, o mês de julho fechou em US$ 25,2 bilhões, com destaque para bens de capital (13,4%), bens intermediários (10,8%) e bens de consumo (5,1%).
“No ano, o aumento das importações é de 8,3% em valores e de 9,7% em volume, somando até julho US$ 161 bilhões”, informou a pasta.



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Associação promove curso de capacitação para pilotos agrícolas



Promovido com apoio de produtores rurais do Oeste da Bahia, um curso de capacitação direcionado a pilotos agrícolas em combate aéreo para atuarem em incêndios de campos e florestas, será realizado entre os dias 11 e 15 de agosto, em Luís Eduardo Magalhães.

O curso comtemplará uma carga horária de 30 horas e será ministrada pela instrutora de aviação agrícola e de combate a incêndios Mônica Sarmento no Complexo da Bahia Farm Show.

As aulas teóricas serão ministradas no complexo e as práticas em uma propriedade rural no mesmo município.

O curso tem como proposta garantir a atuação com segurança e efetividade no combate aéreo de incêndios florestais em áreas rurais.

De acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), que organiza a capacitação serão 50 pilotos e aeronaves no curso.

Importância

O gerente de Sustentabilidade da Aiba, Eneas Porto explica que a entidade agrícola tem um compromisso em unir produção de alimentos e preservação do Cerrado por meio do combate aos incêndios florestais, reforçando a segurança das propriedades e comunidades, que exige preparo técnico, precisão e responsabilidade.

“É por isso que estamos promovendo esta capacitação pioneira e necessária, com o apoio dos produtores e de parceiros estratégicos, voltada a quem está na linha de frente do combate aéreo ao fogo: os pilotos agrícolas. Este curso não é apenas uma exigência técnica é um passo firme na construção de uma agricultura mais segura, sustentável e responsável”, explica o gerente.

Além disso, o projeto tem apoio da ABA, Agroplus, Prodeagro, Abapa, Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, Governo do Estado da Bahia e o Grupo Franciosi.

No encerramento, os pilotos receberão os certificados durante uma cerimônia que contará com a presença do presidente da Aiba, Moisés Schmidt, autoridades e representantes das instituições parceiras.


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Governo do Paraná anuncia pacote emergencial para minimizar impacto do tarifaço



O governo do Paraná anunciou nesta semana um pacote de medidas emergenciais para mitigar os impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O tema foi um dos destaques do Agroleite, evento realizado em Castro (PR), que reúne lideranças do agronegócio, produtores e parlamentares.

Entre as ações anunciadas, estão linhas de crédito com juros reduzidos, destinadas especialmente às indústrias e produtores rurais afetados pelas novas taxas de exportação. O objetivo do governo estadual é preservar toda a cadeia produtiva paranaense, com foco no agronegócio, um dos setores mais atingidos.

Segundo o secretário da Fazenda do Paraná, Norberto Ortigara, já estão sendo liberados créditos de ICMS para capital de giro, além da abertura de duas linhas de crédito com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), totalizando R$ 200 milhões.

“Nós já abrimos duas linhas de crédito no BRDE, com taxa de juros de inflação mais 4% ao ano, para financiar de R$ 500 mil a R$ 10 milhões para capital de giro. Isso ajuda empresas que estão com férias coletivas ou sem faturamento a sustentarem esse momento, enquanto a diplomacia tenta derrubar essa estúpida tarifa de 50%, que só o Brasil enfrenta”, afirmou Ortigara.

Importação predatória

A crise provocada pelo tarifaço e pela importação predatória de leite também foi discutida na edição itinerante da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), realizada durante o Agroleite. Parlamentares reforçaram a importância de medidas para proteger o setor agroindustrial do estado.

O deputado Anibelli Neto, presidente da Comissão de Agricultura da Alep, destacou a necessidade de atuação do Estado para garantir a sobrevivência do produtor rural.

“Precisamos proteger o setor neste momento e também acreditar na diplomacia para buscar novos mercados. Os produtos brasileiros são de qualidade e têm espaço em qualquer lugar do mundo”, defendeu o parlamentar.

A importação de leite, que vem crescendo de forma contínua, também é alvo de críticas do setor produtivo. A concorrência com produtos importados, muitas vezes com padrão inferior de qualidade, tem colocado em risco a viabilidade econômica de produtores paranaenses.

“Quando o produtor investe em genética e tecnologia para entregar um leite de qualidade, não é justo competir com um produto importado mais barato e inferior. Se o governo federal não agir, muitos vão desistir da atividade”, alertou Anibelli Neto.

Bateu recordes

Segundo a técnica do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP, Nicolle Wilsek, a entrada de leite estrangeiro no mercado brasileiro segue em alta.

“A importação continua em números elevados, batendo recordes. Não somos contra a importação, mas é preciso haver regulamentação, limites e condições claras para garantir que o produto nacional seja competitivo”, explicou.

Quem sente diretamente os efeitos dessa concorrência é o produtor Adão Streski, que relata perdas significativas de rentabilidade.

“Hoje estamos recebendo cerca de R$ 2,30 pelo litro, mas os custos dispararam: ração, silagem, adubo, medicamentos… tudo subiu. Só o preço do leite caiu”, lamenta.



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