sábado, maio 9, 2026

Autor: Redação

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Monitoramento de biomas apoia políticas e exportações


O monitoramento dos biomas, além de nortear políticas ambientais, pode ajudar a resolver questões comerciais internacionais. A afirmação é dos especialistas ouvidos nesta quarta-feira (6) em audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT). O tema do debate foi o monitoramento do desmatamento de biomas.

A audiência foi feita a pedido do senador Flávio Arns (PSB-PR), presidente da comissão. Para ele, é preciso analisar os programas de monitoramento e apontar as movimentações necessárias para a preservação dos biomas brasileiros.

— Gostaríamos que, a partir desta audiência pública, houvesse desdobramentos para a legislação, se for necessário que seja aprimorada, e também em termos de orçamento, para que especialistas, pesquisadores, interessados possam ter a sustentação financeira, econômica, orçamentária — disse o senador ao abrir o debate.

O Programa de Monitoramento BiomasBR, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi apresentado pelo seu coordenador, Claudio Almeida. O programa, de acordo com ele, tem 37 anos de monitoramento constante. O trabalho, iniciado na Amazônia, hoje cobre todos os biomas brasileiros e é feito por diferentes sistemas — que monitoram o desmatamento anual, emitem alertas diários de supressão de vegetação nativa e monitoram a cobertura e o uso da terra.

Ele explicou que no início, na década de 1980, o monitoramento tinha finalidade acadêmica. Hoje, o alcance é muito maior. Além de serem usados como a principal referência para produção de ciência sobre a Floresta Amazônica, por exemplo, os dados ajudam a definir as políticas de sustentabilidade.

— Eles definem, hoje, política pública no Brasil. Como eu já disse, cálculo de emissões, submissão de REDD (mecanismos de redução de emissões de gases do efeito estufa provenientes do desmatamento e degradação florestal), controle do desmatamento, a fiscalização, tudo é baseado nesses dados que a gente produz — disse Claudio Almeida.

Na mesma linha, o pesquisador Gilberto Câmara, colaborador do Inpe, citou o recebimento de recursos estrangeiros para o Fundo Amazônia por conta dos resultados mostrados nesses monitoramentos. Outro campo de aplicação desses dados citados pelo pesquisador é a contestação de sanções econômicas que mencionem o desmatamento como razão, a exemplo do “tarifaço” anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

— Vamos supor que a gente exporte soja para a Alemanha. O governo alemão pode, com base na informação que ele achar, contestar a origem dessa soja, e caberá ao produtor brasileiro ter dados confiáveis para mostrar que essa contestação não tem base. E quem vai fornecer esses dados, caso o governo alemão decida embargar o seu carregamento de soja? O Inpe, cujos dados são públicos — explicou Gilberto.

Para o pesquisador, o Brasil é, hoje, líder mundial não só na aplicação, mas também na verificabilidade, na transparência dos dados e na accountability. Ele citou o Decreto 8.777, de 2016, editado no governo da então presidente Dilma Roussef, que instituiu a Política de Dados Abertos do Poder Executivo Federal.

— Os chamados dados georreferenciados produzidos por todos os elementos do aparelho de Estado — e com isso me refiro não apenas ao Inpe, me refiro ao Ibama, me refiro ao IBGE, me refiro ao Ministério da Saúde, todos esses dados que dizem onde há doenças, onde há desmatamento, onde estão as pessoas, o censo — são, por decreto presidencial, livres. Isso é uma política de abertura que tem poucos paralelos no mundo inteiro; um país que diz: “Eu não tenho nada a esconder, eu vou fazer melhor política pública com dados livres” — ressaltou Gilberto.

O secretário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), André Rodolfo Lima, concorda com essa avaliação. Para ele, os trabalhos desenvolvidos pelo Inpe poderiam, inclusive, servir de exemplo para outros países, como os Estados Unidos.

— Está tudo à disposição para ver que o trabalho é sério, é bom, é competente e precisa de mais recursos, obviamente. Nisso, ele [o presidente Donald Trump] poderia auxiliar também, fazer uma generosa doação para esse trabalho. Com isso, o Brasil poderia auxiliar os Estados Unidos ainda mais, caso eles quisessem isso, não é?

De acordo com o secretário, em 2003, durante o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi instituído o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, na Amazônia, que depois se expandiu para todos os biomas.

Ele apontou que, na primeira fase do plano, entre 2004 e 2008, houve queda de 53,5% no desmatamento na Amazônia. Depois, entre 2008 e 2012, foi registrada uma nova queda de 64%. Na terceira fase do plano, entre 2012 e 2015, o desmatamento se estabilizou. A partir de 2016, o plano perdeu prioridade e o desmatamento voltou a crescer até 2022. Em 2023, o plano foi retomado e, segundo o secretário, as ações de fiscalização foram intensificadas.

— E eu destaco, aqui, não só o aumento significativo de 96% nas fiscalizações pelo Ibama e de 110% pelo ICMBio, se comparado com 2022 e com a média da gestão anterior, mas também um instrumento estratégico que envolve muita tecnologia e todo esse serviço prestado pelo Inpe, que são os embargos remotos de uso do solo — afirmou o secretário.

Os embargos são medidas cautelares para suspender atividades ilegais em áreas desmatadas. André Lima explicou que, quando os sistemas do Inpe detectam o desmatamento, o Ibama recebe essa informação e usa ferramentas para definir com precisão as áreas em questão e tomar esse tipo de medida, sem a necessidade da presença física de fiscais no campo. Ele ressaltou que a aplicação dessas tecnologias diminui o custo e aumenta o alcance das fiscalizações.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)





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dsm-firmenich lança novo módulo da inteligência artificial Lore™, voltada à pecuária leiteira


Além do lançamento do novo módulo da Lore™, empresa destacará tecnologias para nutrição, bem-estar e desempenho do rebanho leiteiro, incluindo soluções contra micotoxinas, suplementação avançada, ferramentas de gestão de fazendas e redução das emissões de metano entérico

 

A dsm-firmenich, detentora das marcas Tortuga® de suplementos nutricionais para animais e FarmTell™ de softwares de gestão e consultoria de fazendas, participa da Agroleite 2025, um dos principais eventos do calendário leiteiro no Brasil, com novidades para o setor. Durante o evento, que acontece de 5 a 8 de agosto na cidade de Castro (PR), considerada a “Capital Nacional do Leite”, a companhia anuncia oficialmente o lançamento do novo módulo da inteligência artificial Lore™, desenvolvida para apoiar a gestão de propriedades leiteiras.

 

“A dsm-firmenich já foi pioneira ao desenvolver a Lore™, um algoritmo de inteligência artificial voltado à pecuária de corte, que rapidamente se tornou uma aliada de pecuaristas, gestores de fazendas e peões. Agora, damos um novo passo ao levar essa tecnologia para a cadeia leiteira, oferecendo uma solução inédita que simplifica a rotina no campo e apoia decisões mais precisas em todas as etapas da produção”, afirma Luiz F. Magalhães, presidente de Nutrição e Saúde Animal da dsm-firmenich para a América Latina.

 

A novidade expande o portfólio da dsm-firmenich na Pecuária de Precisão. A Lore™ é uma inteligência artificial que monitora a produção de leite e prevê problemas no campo, integrado ao software FarmTell™ Milk, o mais acessado no mundo – já utilizado por mais de 15 mil fazendas ao redor do mundo, sendo 5 mil no Brasil, com mais de 17 mil usuários ativos e 900 mil vacas registradas – e foi criada para facilitar o dia a dia do produtor, centralizando indicadores estratégicos da fazenda, como produção diária de leite, qualidade (gordura, proteína, CCS), fertilidade, saúde animal, ocorrência de mastite e até estresse térmico. A solução oferece um aplicativo intuitivo, que conta com inteligência artificial que antecipa ocorrências e gera alertas diários com base em análises de dados da própria propriedade.

 

“Com a Lore™, estamos entregando ao produtor leiteiro uma tecnologia prática e poderosa, capaz de transformar dados em decisões. É uma ferramenta que simplifica a rotina, economiza tempo e potencializa resultados”, afirma Vanessa Porto, diretora de Pecuária de Precisão da dsm-firmenich. “Ela foi desenvolvida pelo nosso time a partir de uma escuta ativa com produtores e especialistas do setor e testada em mais de 10 fazendas no Brasil ao longo de seis meses.”

 

Além do lançamento da Lore™ para a pecuária leiteira, a dsm-firmenich apresenta na sua casa permanente no parque de exposições de Castro outras tecnologias para a nutrição e saúde animal do seu portfólio. Entre os destaques está a linha Bovigold®, composta por suplementos minerais e vitamínicos desenvolvidos para atender diferentes fases do rebanho leiteiro, incluindo lactação, cria, recria e transição. Com formulações específicas para cada etapa, a linha contribui para a produtividade, a saúde mamária e ruminal, além de otimizar o aproveitamento dos nutrientes da dieta. Recentemente, a dsm-firmenich ampliou o portfólio com três novidades: Bovigold® Digest, Bovigold® Guard e Victus® Thermo, que trazem soluções ainda mais direcionadas às necessidades do campo.

 

Outro destaque é o Mycofix®, aditivo que atua na neutralização de micotoxinas — substâncias tóxicas produzidas por fungos —, protegendo os animais contra perdas de produtividade, problemas reprodutivos e imunossupressão. Com ação comprovada por três mecanismos (adsorção, biotransformação e bioproteção), a linha Mycofix® protege animais de diferentes categorias incompatíveis com micotoxinas como aflatoxinas, fumonisinas, trichothecenes, zearalenone e ochratoxina A.

 

A empresa também reforça o papel do Bovaer® como solução inovadora para a redução das emissões de metano entérico na produção de leite. Comprovado cientificamente e amplamente testado em sistemas produtivos no Brasil e no mundo, o aditivo Bovaer® pode reduzir entre 30% e 45% as emissões desse gás de efeito estufa sem comprometer a produtividade do rebanho. Ao promover uma pecuária mais sustentável, a tecnologia se alinha às metas ambientais da cadeia leiteira e fortalece a posição do Brasil como referência em produção com responsabilidade climática.

 

“A cadeia leiteira vive um momento desafiador, que exige cada vez mais eficiência, previsibilidade e uso inteligente da informação. A dsm-firmenich está comprometida em apoiar o produtor com soluções completas que vão da nutrição à tecnologia, passando por gestão, saúde e sustentabilidade. A Agroleite é o palco ideal para apresentarmos essa proposta integrada, que inclui desde produtos com alta tecnologia nutricional, como a linha Bovigold® e o Mycofix®, até softwares como o FarmTell™ Milk e o novo módulo da Lore™ para produtores de leite”, comenta Marcelo Machado, gerente de leite da dsm-firmenich para a América Latina.

 

“Para nós, a Agroleite é um evento estratégico e simbólico. Estarmos aqui, na nossa casa, trazendo uma tecnologia inédita, uma inteligência artificial 100% focada na produção leiteira, reforçando nosso compromisso em entregar inovação com propósito para o campo”, destaca Luiz F. Magalhães, que complementa: “Estamos preparados para apoiar o crescimento do produtor, com soluções completas em nutrição, gestão e tecnologia”.

 

Durante os quatro dias de evento, os visitantes poderão conhecer a Lore™ em detalhes por meio de um totem interativo, participar de um quiz sobre inteligência artificial com distribuição de brindes e aproveitar condições especiais para contratação da ferramenta. A dsm-firmenich também preparou ativações visuais exclusivas e um time técnico dedicado no local para tirar dúvidas e demonstrar o funcionamento da solução.





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Exportações de frango quase batem 400 mil t


As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram em julho 399,7 mil toneladas, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O número é 13,8% menor em relação ao registrado no mesmo período do ano passado (com embarques de 463,7 mil toneladas em julho de 2024) mas, ao mesmo tempo, supera em 16,4% o total exportado em junho deste ano (com 343,4 mil toneladas).

A receita registrada em julho chegou a US$ 737,8 milhões, saldo 17% menor em relação ao ano anterior (com US$ 889,2 milhões), mas 15,8% maior na comparação com junho, US$ 637 milhões.

“Houve um notável restabelecimento do comércio com grande parte das nações que haviam suspendido as importações diante da ocorrência isolada e já superada de Influenza Aviária em uma granja comercial. Comparativamente, são mais de 50 mil toneladas adicionadas ao nosso fluxo, número que deverá se expandir nos próximos meses com a consolidação das tratativas e a reabertura de todos os mercados”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

No ano (janeiro a julho), as exportações brasileiras de carne de frango totalizam 3 milhões de toneladas, número 1,7% menor em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, com 3,052 milhões de toneladas.

Já em receita, o saldo acumulado chegou a US$ 5,609 bilhões, resultado 1,5% maior em relação ao ano passado, com US$ 5,525 bilhões.

Principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, os Emirados Árabes Unidos importaram 51,7 mil toneladas em julho, saldo 33,6% superior ao embarcado no mesmo período do ano passado, com 38,7 mil toneladas. Em seguida estão Japão, com 42,9 mil toneladas (-9,3%), México, com 36,4 mil toneladas (+45,6%), Arábia Saudita, com 31,4 mil toneladas (+19,7%), Angola, com 16,1 mil toneladas (+68,7%), Singapura, com 13,6 mil toneladas (+8,8%), Reino Unido, com 12,7 mil toneladas (+84,3%), Kwait, com 11,6 mil toneladas (+13,3%), Gana, com 10,9 mil toneladas (+131,1%) e Hong Kong, com 10,2 mil toneladas (+72,5%).

Maior estado exportador do Brasil, o Paraná embarcou em julho 152,1 mil toneladas, volume 19,2% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida estão Santa Catarina, com 95,3 mil toneladas (-7,6%), Rio Grande do Sul, com 46,2 mil toneladas (-22,5%), São Paulo, com 26,8 mil toneladas (+3,8%) e Goiás, com 22,8 mil toneladas (+4,2%).





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Brasil tende a liderar exportações globais de carne suína até 2030



A produção de carne suína no Brasil deu um salto de 12,8% nos últimos quatro anos, passando de 4,701 para 5,305 milhões de toneladas entre 2021 e 2024. Já as exportações tiveram acréscimo de 19,4% no período, indo de 1,13 para 1,35 milhão de toneladas.

Em termos de receita de embarques, a alta foi de 15,3%, saindo de US$ 2,6 bilhões para US$ 3 bilhões, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a suinocultura é o setor de proteína animal brasileiro com o maior potencial de crescimento em exportações. “Não me surpreenderia se até o final dessa década o Brasil atingisse a liderança das exportações mundiais de carne suína”, afirma.

De acordo com ele, boa parte do continente asiático é, atualmente, dominado por carne suína do Brasil. “Em 2025, o Brasil se tornará o terceiro maior exportador de carne suína do mundo, com um volume de exportação que deve atingir 1,4 milhão de toneladas e, para o ano que vem, mais de 1,5 milhão de toneladas.”

Tal desempenho é possível porque, na avaliação de Iglesias, o Brasil consegue algo que os grandes produtores de carne não estão sendo capazes de fazer: controlar os custos de produção.

“Nós percebemos esse cenário na União Europeia, nos Estados Unidos, em outros países do mundo, como a China, locais onde o custo para produzir é alto. Aqui no Brasil nós temos um custo relativamente controlado pela abundância de grãos que dispomos e também pelo mercado, com uma moeda que é fraca, o que aumenta a competitividade do produto brasileiro”, considera.

Mercados compradores de carne suína

Conforme os dados da ABPA, entre 2021 e 2024, a proteína nacional do porco ganhou novos mercados, passando de 86 para 94.

Em relação aos principais destinos da carne suína brasileira, em 2024 houve uma surpresa: as Filipinas lideram as compras, com 254,332 mil toneladas, ultrapassando a China, que adquiriu 241,008 mil toneladas. Os Estados Unidos, que taxaram as proteínas animais brasileiras em 50%, aparecem apenas em décimo lugar, com menos de 30 mil toneladas importadas.

Para Iglesias, a tendência é que as Filipinas continuem crescendo como um dos principais parceiros comerciais do Brasil quando o assunto são proteínas animais porque o país asiático tem demonstrado problemas em controlar surtos de peste suína africana e, portanto, demanda o produto brasileiro.

A respeito da inviabilidade de venda ao mercado norte-americano, o especialista considera que o Brasil não sentirá efeitos e conseguirá redirecionar suas exportações para outras nações, o que já vem acontecendo com a maior participação de nações como Cingapura, Japão e Vietnã.

O especialista de Safras & Mercado considera que o trabalho de abertura de novos mercados desempenhado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ABPA e outras entidades tem sido exitoso e que o potencial de exportação nos próximos meses é imenso.



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Empresas de distribuição de insumos agropecuários associadas à Andav faturaram R$ 167 bilhões em 2024


O mercado de distribuição de insumos agropecuários alcançou um faturamento de R$ 167 bilhões em 2024, com a área de insumos respondendo por R$ 104 bilhões, a comercialização de grãos, por R$ 36 bilhões, e máquinas, serviços e outros, por R$ 27 bilhões. Os dados da 10ª Pesquisa Nacional da Distribuição, uma iniciativa da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) e organização da Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), foram apresentados parcialmente nesta quinta-feira, dia 7 de agosto, durante o Congresso Andav 2025, e referem-se às mais de 3,8 mil distribuidoras associadas à entidade.

A Pesquisa foi apresentada pelo presidente executivo da Andav, Paulo Tiburcio, e pela gerente de Inteligência de Mercado da Andav, Christiane Sales, que ressaltaram a maturidade do setor, com 77% dos distribuidores atuando há mais de 11 anos, presença em mais de mil cidades e mais de 17 mil profissionais técnicos capacitados espalhados pelo país, configurando um segmento em constante expansão, com investimentos contínuos em tecnologia, em infraestrutura e abertura de novas unidades.

Em termos de cultura, a liderança fica com a soja (49%), seguida por milho (20%). Em relação aos segmentos, os defensivos químicos responderam por 41%, enquanto os fertilizantes de solo, por 24% e sementes por 20%.

O mercado de distribuição segue crescendo em infraestrutura, com uma alta de 4,9% ante ao número de lojas em janeiro de 2024. A Pesquisa aponta que 43% dos distribuidores pretendem expandir nos próximos três anos, totalizando 551 novas unidades. No que tange ao aspecto tecnológico, o número de empresas que já utilizaram inteligência artificial (IA) cresceu 89% em relação a 2024.

O setor conta com 46 mil colaboradores diretos, está presente em todas as regiões, com forte impacto no desenvolvimento econômico local e na difusão de tecnologias no campo. A pesquisa mostrou que 45% dos associados aumentaram o número de colaboradores.

Em se tratando dos aspectos ESG, a Pesquisa Andav revelou que 80% dos associados realizou alguma atividade de responsabilidade ambiental, 74% realizaram iniciativas sociais e 83% possuem planejamento estratégico definido.





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Leilão para recuperar áreas degradadas arrecada R$ 30 bilhões



O financiamento da primeira fase do Programa Caminho Verde Brasil, que objetiva recuperar, nos próximos dez anos, 40 milhões de hectares de áreas degradadas para conversão em sistemas produtivos sustentáveis atingiu um novo marco: o segundo leilão do Eco Invest Brasil superou as expectativas e vai destinar cerca de R$ 30 bilhões à iniciativa.

Coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a ação visa impulsionar a recuperação ambiental e a produtividade da agropecuária por meio da restauração de áreas degradadas e da promoção de práticas sustentáveis.

“Vamos fazer a economia crescer, produzir mais alimentos, gerar empregos e preservar o meio ambiente. O governo do presidente Lula tem compromisso com a sustentabilidade e o combate à fome. Por isso, estimula as boas práticas do agro, que aumentam a produção sem desmatamento, reduzindo a emissão de carbono”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

A recuperação de terras degradadas aumenta a disponibilidade para a agropecuária, sem desmatamento de novas áreas.

De acordo com o Mapa, o leilão tem se mostrado um importante mecanismo para financiar o programa e os dez bancos vencedores se comprometeram com a restauração de, pelo menos, 1,4 milhão de hectares.

“O Caminho Verde Brasil cria condições para um aumento expressivo da produção de alimentos com certificação de sustentabilidade, para expandir as exportações para novos mercados, além de preservar matas nativas”, destacou o coordenador do Caminho Verde Brasil, Carlos Augustin.

Segundo o Ministério, o leilão foi a primeira etapa e a pasta está buscando outros mecanismos para financiar as próximas fases do Caminho Verde Brasil e, assim, cumprir a meta do programa: restaurar 40 milhões de hectares em dez anos.

Entre as opções, o Mapa estuda a possibilidade de contratos de equity e barter com parceiros nacionais e estrangeiros interessados em promover a sustentabilidade do agro.



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arroba e mercado atacadista sobem



Os preços do boi gordo seguiram em alta nesta quinta-feira (7) em um ambiente de negócios que sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos, em especial os de menor porte, ainda operam com escalas de abate encurtadas, posicionadas entre seis e sete dias úteis na média nacional.

“Ao mesmo tempo, as exportações apresentaram um ótimo resultado em julho, com uma perspectiva bastante favorável para as próximas semanas, com incrementos da demanda asiática, e com boa participação mexicana nas compras de carne bovina do Brasil”, diz.

  • São Paulo: R$ 314,25 — ontem: R$ 306,58 (+2,5%)
  • Goiás: R$ 293,75 — R$ 292,14 (+0,5%)
  • Minas Gerais: R$ 298,53 — R$ 295,29 (+1%)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 315,11 — R$ 308,75 (+2%)
  • Mato Grosso: R$ 299,32 — R$ 298,51 (+0,3%)

Mercado atacadista

Os preços da carne bovina voltaram a subir no mercado atacadista. O ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes no curto prazo, em linha com o bom potencial de consumo durante a primeira quinzena do mês.

“Importante destacar que a maior competitividade das proteínas concorrentes, com ênfase para a carne de frango ainda é uma variável determinante a ser considerada no curto prazo”, assinalou Iglesias.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,00 por quilo, alta de R$ 0,60. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 17,80 por quilo. Já a ponta de agulha foi indicada a R$ 17,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,74%, sendo negociado a R$ 5,4226 para venda e a R$ 5,4206 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4159 e a máxima de R$ 5,4754.



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Confinamento lucrativo: como a escolha do volumoso impacta o seu lucro


Pecuaristas, a escolha do volumoso para a terminação intensiva é crucial para o sucesso da atividade. Em pleno período de confinamento no Brasil Central, a decisão sobre qual forragem utilizar deve considerar diversos fatores, como disponibilidade, custo, qualidade e a proporção na dieta. Uma escolha estratégica pode fazer toda a diferença no resultado financeiro da sua fazenda.Assista ao vídeo e confira as dicas.

Nesta quinta-feira (7), o zootecnista Maurício Scoton, professor da Uniube, apresentou no quadro “Dicas do Scoton” do Giro do Boi orientações valiosas sobre como escolher o melhor volumoso para o gado confinado.

O papel do volumoso na dieta e as opções de silagem

Compactação de silagem de milho. Foto: ReproduçãoCompactação de silagem de milho. Foto: Reprodução
Compactação de silagem de milho. Foto: Reprodução

O volumoso, embora represente apenas 20% a 30% da dieta de confinamento (com 70% a 80% de concentrado), é um componente fundamental. A sua escolha impacta diretamente o custo e a qualidade da alimentação, influenciando o desempenho do gado.

Maurício Scoton analisou as principais opções de silagem, destacando seus prós e contras:

  • Silagem de milho:
    • Ponto negativo: Tem alto custo de produção e uma produtividade por hectare menor em comparação com outras forragens. A logística para a colheita e ensilagem também pode ser um fator que eleva o custo.
    • Ponto positivo: Seu valor nutricional é superior, especialmente pelo alto teor de amido, que é uma fonte de energia muito importante para o ganho de peso.
  • Silagem de capim:
    • Ponto positivo: Oferece uma alta produtividade por hectare, o que reduz consideravelmente o custo final da silagem.
    • Ponto negativo: A qualidade pode ser um desafio. Se a colheita ocorrer com muita umidade, pode haver fermentações indesejáveis, com perda de qualidade e aumento dos custos. É preciso profissionalismo e técnica apurada no processo de ensilagem para garantir um produto final de qualidade.
  • Silagem de sorgo:
    • Ponto intermediário: O sorgo fica no meio do caminho entre o milho e o capim. Sua produtividade é maior que a do milho, mas menor que a do capim. O valor nutricional, por sua vez, é inferior ao do milho, mas superior ao do capim, o que o torna uma opção de bom custo-benefício.
  • Busque orientação profissional e otimize o resultado

    Processo de colheita para a preparação da silagem. Foto: ReproduçãoProcesso de colheita para a preparação da silagem. Foto: Reprodução
    Processo de colheita para a preparação da silagem. Foto: Reprodução

    A escolha do volumoso ideal não é simples e pode variar de fazenda para fazenda, dependendo das condições do solo, do clima e da logística da propriedade.

    Para tomar a decisão correta, o confinador de sucesso deve buscar a orientação de um bom técnico ou consultor especializado em nutrição animal.

    A consultoria profissional ajuda a analisar todos os fatores que interferem no resultado final, que é o ganho de peso do animal e a produção de arrobas com o custo mais baixo possível.

    Com a estratégia certa, é possível otimizar a dieta e, consequentemente, melhorar a rentabilidade do confinamento, garantindo que o investimento se traduza em lucros para a fazenda.



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    Bons negócios no mercado da soja; saiba as cotações desta quinta-feira



    Esta quinta-feira (7) teve bons volumes de negócios no mercado brasileiro de soja, com destaque para os portos. Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, a combinação de dólar estável e alta em Chicago impulsionou as negociações. “Os prêmios seguem firmes, acima de US$ 2,00 por bushel no comprador FOB, o que sustentou os preços e incentivou o produtor a vender”, afirmou.

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    No interior, o basis local continua elevado, com preços bastante descolados da paridade. A indústria segue ativa na ponta compradora, o que também favorece o fechamento de negócios. A maior parte dos volumes foi negociada com entrega e pagamento a partir de setembro. O mês de agosto segue com movimentação mais fraca, inclusive na janela de embarques, por limitações logísticas. Por isso, as melhores ofertas estão concentradas para os meses seguintes.

    Preços de soja no país

    • Passo Fundo (RS): subiu de 132,00 para 134,00
    • Santa Rosa (RS): subiu de 133,00 para 135,00
    • Rio Grande (RS): subiu de 139,00 para 141,00
    • Cascavel (PR): manteve em 134,00
    • Paranaguá (PR): subiu de 139,00 para 141,00
    • Rondonópolis (MT): subiu de 123,00 para 125,00
    • Dourados (MS): caiu de 121,50 para 121,00
    • Rio Verde (GO): manteve em 125,00

    Soja em Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a sessão de quinta-feira com ganhos. O bom desempenho das exportações norte-americanas na semana impulsionou compras técnicas no mercado.

    As exportações líquidas de soja dos Estados Unidos para a temporada 2024/25, que começa em 1º de setembro, somaram 467.800 toneladas na semana encerrada em 31 de julho. Taiwan foi o principal comprador, com 150.400 toneladas. Para a temporada 2025/26, as vendas totalizaram 545.000 toneladas. A expectativa do mercado era de um volume entre 350 mil e 1,2 milhão de toneladas, considerando ambas as temporadas. Os dados são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Na China, as importações de soja em grão em julho totalizaram 11,67 milhões de toneladas, um crescimento de 18,5% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram registradas 9,85 milhões de toneladas. Esse foi o maior volume já registrado para o mês de julho, impulsionado pelos embarques do Brasil em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos. No acumulado de 2025, as importações chinesas somam 61,04 milhões de toneladas, um avanço de 4,6% frente ao mesmo período do ano anterior.

    Contratos futuros de soja

    Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 8,50 centavos de dólar, ou 0,88%, a US$ 9,74 por bushel. A posição novembro subiu 9,25 centavos, ou 0,93%, para US$ 9,93 3/4 por bushel.

    Nos subprodutos, o farelo com vencimento em setembro avançou US$ 3,50, ou 1,28%, para US$ 276,10 por tonelada. O óleo de soja para o mesmo mês caiu 0,22 centavo, ou 0,40%, para 53,50 centavos de dólar por libra-peso.

    Câmbio

    O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,74%, cotado a R$ 5,4226 na venda e R$ 5,4206 na compra. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4159 e a máxima de R$ 5,4754.



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