sábado, maio 9, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Paraná já colheu 74% da segunda safra de milho



Conab estima safra recorde de milho em 2024/25


Foto: Divulgação

A produção nacional de milho para a safra 2024/25 foi estimada em 131,9 milhões de toneladas, conforme informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em julho. Do total, 19% correspondem à primeira safra, 79% à segunda e 2% à terceira, esta cultivada apenas nas regiões Norte e Nordeste.

A maior parte da produção está concentrada no Centro-Oeste, responsável por cerca de 60% do volume total. O estado de Mato Grosso lidera o ranking nacional, com mais de 51 milhões de toneladas, o que representa 39% da produção brasileira. O Paraná ocupa a segunda posição, respondendo por 15% do total.

Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (7) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a colheita da segunda safra de milho no Paraná alcançou 74% da área plantada, que totaliza 2,77 milhões de hectares.

O Deral informou que, “com condições climáticas favoráveis, a expectativa é de que a colheita seja concluída ainda no mês de agosto”.





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Para amenizar tarifaço, plano de contingência deve ter crédito emergencial e compras públicas


Com o início da vigência das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, que atingem cerca de 35,9% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano, o governo federal corre contra o tempo para montar um plano de contingência que evite o colapso de diversos setores exportadores.

Os segmentos mais vulneráveis incluem carnes, frutas, calçados, pescados, mel, produtos siderúrgicos e eletroeletrônicos fabricados sob demanda para o mercado americano. Muitos desses produtos perderam competitividade imediata com a alta tarifária de até 50%, o que pode provocar demissões, fechamento de fábricas e cancelamento de contratos.

Segundo fontes do Palácio do Planalto e do Ministério da Fazenda, o plano, que deve ser anunciado oficialmente essa semana, trará as seguintes medidas principais:

  • Crédito emergencial com juros subsidiados, prazos estendidos e carência para empresas exportadoras afetadas.
  • Compras públicas estratégicas, principalmente de produtos perecíveis, para aliviar estoques e evitar perdas diretas.
  • Programa de proteção ao emprego, com apoio financeiro direto a empresas que se comprometerem a manter trabalhadores por um período mínimo.
  • Compensações tributárias por meio da devolução de tributos para exportadores de menor porte, já em vigor desde 1º de agosto com a nova lei do programa “Acredita Exportação”.

As medidas são pensadas com graus diferentes de apoio, de acordo com o nível de exposição de cada setor. Por exemplo, produtos como atum, cuja exportação é quase integral para os EUA , terão prioridade maior do que outros com mercado diversificado, como a tilápia.

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Além das ações econômicas, o governo brasileiro também está se movimentando nos bastidores diplomáticos. A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) anunciou a abertura de um escritório em Washington (EUA) para apoiar empresas na busca por novos compradores e defender isenções junto ao governo americano.

Outra frente é jurídica: o Brasil prepara uma contestação na Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que as tarifas violam princípios do livre comércio e foram aplicadas com caráter político e punitivo.

O que disseram Lula, Alckmin e Haddad

O presidente Lula chamou as tarifas de “injustas” e afirmou que o Brasil não responderá com hostilidade, mas com apoio às empresas e trabalhadores brasileiros.

O vice-presidente Geraldo Alckmin garantiu que o plano será “rápido, calibrado e eficaz”, sem criar subsídios permanentes.

O ministro Fernando Haddad entregou o plano ao presidente na última quarta-feira (6), e estuda viabilizá-lo por Medida Provisória (MP) para garantir agilidade.

Governadores dos principais estados exportadores, como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e Ceará, já anunciaram pacotes locais, que incluem:

  • Linhas de crédito estaduais,
  • Uso de crédito de ICMS como garantia,
  • Compras públicas estaduais para dar vazão à produção.

Com a entrada em vigor das tarifas, frigoríficos, indústrias calçadistas e cooperativas frutíferas já relatam interrupção de embarques e tentativas de renegociação com importadores. Empresas com produtos sob medida para o mercado americano, especialmente na indústria de eletrônicos e autopeças, estão entre as mais ameaçadas.

Conclusão

O Brasil vem buscando agir diante de uma crise comercial que tem fortes componentes políticos. O desafio do governo agora é evitar o efeito dominó: queda nas exportações, desemprego e enfraquecimento da base industrial nacional. A resposta precisa ir além do socorro imediato, exige também diversificação de mercados, fortalecimento do comércio Sul-Sul e defesa firme da soberania comercial brasileira nos fóruns internacionais.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Setor de insumos agrícolas faturou R$ 167 bilhões em 2024



O setor de distribuição de insumos agropecuários movimentou R$ 167 bilhões em 2024, segundo dados da 10ª Pesquisa Nacional da Distribuição, divulgada na quinta-feira (7), no encerramento do Congresso Andav 2025, em São Paulo. O levantamento foi conduzido pela Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).

Do total faturado pelas mais de 3.800 unidades comerciais associadas à Andav, R$ 104 bilhões vieram da venda de insumos agrícolas, como defensivos químicos e fertilizantes. A comercialização de grãos somou R$ 36 bilhões, enquanto a venda de máquinas, serviços e outros produtos respondeu por R$ 27 bilhões.

A soja se manteve como a principal cultura atendida pelas distribuidoras, representando 49% da atuação do setor, seguida pelo milho, com 20%. Entre os segmentos de insumos, os defensivos químicos lideraram com 41% de participação, seguidos pelos fertilizantes para o solo (24%) e pelas sementes (20%).

O presidente executivo da Andav, Paulo Tiburcio, e a gerente de Inteligência de Mercado da entidade, Christiane Sales, destacaram em nota que o setor atingiu um alto nível de maturidade, com “77% dos distribuidores atuando há mais de 11 anos” e presença em mais de mil municípios. Segundo eles, o segmento está em constante expansão, com “investimentos contínuos em tecnologia, em infraestrutura e abertura de novas unidades”.

A pesquisa indicou crescimento de 4,9% no número de lojas em relação a janeiro de 2024 e revelou que 43% dos distribuidores planejam abrir novas unidades nos próximos três anos, o que pode resultar em 551 novos pontos de atendimento. No campo da inovação, o uso de inteligência artificial pelas empresas saltou 89% em relação ao ano anterior.

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O estudo também mostra que 45% das associadas aumentaram o número de funcionários em 2024. Hoje, o setor emprega diretamente 46 mil pessoas e está presente em todas as regiões do País, atuando como vetor de desenvolvimento econômico e difusão de tecnologia no campo.

A pesquisa abordou ainda temas relacionados à sustentabilidade e responsabilidade social. De acordo com a Andav, 80% das associadas realizaram alguma ação de responsabilidade ambiental no último ano, 74% promoveram iniciativas sociais e 83% afirmaram ter um planejamento estratégico estruturado.



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Agricultora paulista aproveita a trend ‘morango do amor’ para diversificar a venda


Na esteira das redes sociais, uma nova febre tomou conta das vitrines virtuais: o morango do amor. Com isso, foi feita uma releitura da clássica maçã do amor — só que agora com morango, brigadeiro branco e calda vermelha vitrificada.

A produtora rural, Bárbara Acássia Costa Ferreira, que cultiva morangos e hortaliças em São Bento do Sapucaí, interior de São Paulo (SP), conta que houve aumento na procura pela fruta. “As vendas aumentaram muito. Se eu tivesse três vezes mais morango, venderia tudo. Nem estou divulgando tanto, porque não tenho produto para entregar”, relata.

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‘Se eu tivesse três vezes mais morango, venderia tudo.’ afirma Bárbara Ferreira.
Foto: Arquivo pessoal

Redes sociais viram aliadas no campo

Aproveitando a febre do ‘morango do amor’, Ferreira mantém o engajamento nas redes sociais e com a clientela fiel para apresentar outros cultivos.

“Aproveito o morango para mostrar também o brócolis e a couve-flor. Entrego tudo junto para os mesmos clientes e isso ajuda a vender mais”.

Segundo ela, o Instagram e o WhatsApp são os principais canais de venda direta, e vídeos mostrando o plantio e os bastidores devem entrar no ar em breve. “Estou com umas ideias pra divulgar mais o processo, mostrar como tudo é feito aqui”, conta.

Para o Sebrae, a fruta é um ótimo exemplo de como as redes sociais conseguem transformar algo simples em um verdadeiro sucesso. “Um vídeo bonito, um nome criativo, uma imagem que dá vontade de comer — e pronto. Em poucos dias tá todo mundo querendo experimentar”, conta Janaína Camilo, especialista em mercados e transformação digital do Sebrae.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Arte com os horários do programa Porteira Aberta Empreender
Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. Foto: Arte Divulgação | Canal Rural





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AgroNewsPolítica & Agro

RS aposta em inovação agropecuária após catástrofe climática


O tema foi destaque na quarta edição do Diálogos pelo Clima, evento preparatório para a COP30 que aconteceu em Porto Alegre abordando os biomas do Sul: Pampa e Mata Atlântica

Especialistas, gestores públicos, representantes do setor produtivo e da sociedade civil se reuniram nesta quarta-feira (06/08), em Porto Alegre (RS), para a edição sul-brasileira do Diálogos pelo Clima, iniciativa da Embrapa em preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada em novembro, em Belém (PA). Com foco nos biomas Pampa e Mata Atlântica, o evento promoveu um debate sobre os caminhos possíveis para enfrentar os desafios das mudanças climáticas com base na ciência, na inovação e no diálogo intersetorial.

O Diálogos pelo Clima aconteceu em um contexto em que, há pouco mais de um ano, eventos climáticos extremos impactaram diretamente cerca de 2,5 milhões de pessoas no Rio Grande do Sul, durante as enchentes classificadas pelo governo do Estado como a maior catástrofe climática da história gaúcha.

Nesse sentido, a abordagem do papel da agricultura na mitigação dessas mudanças do clima e as oportunidades de estabelecimento de padrões mais resilientes da atividade a partir dos episódios de 2024 no RS estiveram na pauta dos discursos das autoridades que compuseram o dispositivo de abertura do evento: Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, Simone Stülp, Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do RS, Eduardo Sfoglia, chefe da Assessoria Internacional do Ministério da Pesca e Aquicultura, José Cleber Dias de Souza, superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária no Rio Grande do Sul, Milton Bernardes, superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário no RS, Luciano Schwerz, presidente da Emater/RS-Ascar, Márcio Madalena, secretário-adjunto da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do RS e Pepe Vargas, presidente da Assembleia Legislativa do RS.

Massruhá destacou o papel estratégico da agricultura na construção de soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas. Segundo ela, os sistemas agroalimentares brasileiros têm potencial para contribuir significativamente na mitigação dos gases de efeito estufa, especialmente se considerados em sua diversidade e adaptabilidade aos diferentes biomas do país. A presidente enfatizou que a agropecuária brasileira é multifuncional – produz alimentos, fibras e energia – e se relaciona diretamente a temas como saúde, nutrição, gastronomia, turismo e valorização da sociobiodiversidade. Ressaltou, ainda, que o Brasil é uma potência agroambiental e que, com a COP acontecendo em solo nacional, é essencial mostrar ao mundo a sustentabilidade da agricultura brasileira, baseada historicamente em ciência, tecnologia e inovação.

O presidente da Emater/RS-Ascar, Luciano Schwerz, destacou, em sua fala, os grandes desafios enfrentados pelos agricultores gaúchos nos últimos seis anos, marcados por eventos climáticos extremos que impactaram severamente a produção agropecuária no estado. Segundo ele, apenas na cultura da soja, mais de 39 milhões de toneladas deixaram de ser colhidas nesse período, além de perdas expressivas também no milho, com uma redução superior a 9 milhões de toneladas, entre outros déficits. “Isso leva o agricultor a uma angústia”, afirmou, enfatizando a urgência de adaptação à nova realidade imposta pelas mudanças climáticas.

Segundo a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do RS, Simone Stülp, que representou o governo do Estado no evento, uma das abordagens feitas pela pasta tem sido justamente o enfrentamento dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, tema que ocupa posição central entre as 13 missões estratégicas definidas pela secretaria. A primeira dessas missões trata diretamente da necessidade de desenvolver soluções sustentáveis a partir da ciência, com foco na resiliência do território e no fortalecimento de setores-chave, como a agropecuária e os sistemas agroalimentares. A secretária ressaltou a importância de aprimorar as conexões entre as diferentes instituições que compõem essa cadeia no Estado, promovendo sinergia entre pesquisa, extensão, inovação e produção.

Conforme o presidente da Assembleia Legislativa do RS, Pepe Vargas, a crescente consciência social sobre as mudanças climáticas tem sido impulsionada por eventos extremos e pela realização da COP no Brasil, que ocorre em um cenário internacional desafiador, com potências globais relutando em financiar a transição ecológica e, em alguns casos, negando a própria crise climática. Segundo ele, apesar disso, o Brasil, conta com uma matriz energética majoritariamente limpa, e mantém o compromisso de estabelecer metas de mitigação não só nessa área, como também na agropecuária.

A palestra de abertura do evento foi proferida pela cientista Thelma Krug, coordenadora do Conselho Científico da COP30 e ex-vice-presidente do Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC). Ela abordou a situação e perspectivas das mudanças do clima para os Biomas da Região Sul. Em sua explanação, Krug demonstrou preocupação com a possibilidade de, cada vez mais rápido, o planeta alcançar o aumento de temperatura de 1.5º acima dos níveis pré-industriais (limite estabelecido no Acordo de Paris), fato que apontaria para a irreversibilidade de danos a alguns ecossistemas, além de impactos diretos a áreas como a agropecuária.

A interferência humana foi apontada pela cientista como fator-chave na intensificação de eventos extremos, como os registrados no Rio Grande do Sul. Krug alertou que, com base em cenários do IPCC, se não houver uma redução drástica nas emissões – incluindo maior remoção do que emissão de Dióxido de Carbono (CO²) – o planeta poderá experimentar esses eventos como o “novo normal”.

Segundo Krug, os eventos extremos vêm se tornando mais frequentes e estão diretamente associados ao aquecimento global provocado pela atividade humana. A partir da década de 1970, cientistas passaram a observar uma aceleração no ritmo do aquecimento, com maior acúmulo de CO² na atmosfera, fator diretamente relacionado ao aumento da temperatura dos oceanos, ao derretimento das geleiras e à elevação do nível do mar, provocando efeitos duradouros e, em muitos casos, irreversíveis.

Outro ponto abordado na palestra foi a transição energética, considerada uma das maiores urgências da atualidade, mas que ainda enfrenta resistências significativas devido à forte dependência global de combustíveis fósseis. Conforme Krug, nos países desenvolvidos, as emissões estão fortemente ligadas ao setor de energia, enquanto nos países em desenvolvimento, o desafio está justamente concentrado na agropecuária, que, conforme a cientista, pode ter papel estratégico na mitigação dos impactos ao clima.

Durante a programação técnica, a pesquisadora Rosane Martinazzo, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Clima Temperado, proferiu uma palestra sobre os desafios enfrentados pelos biomas do Sul do Brasil diante das mudanças climáticas, com foco principal no Programa Recupera Rural RS, iniciativa coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com atuação da Embrapa e diversas instituições parceiras.

O programa surgiu como resposta aos eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul e envolve ações emergenciais e estruturantes de médio e longo prazo, voltadas à recuperação agroprodutiva e ao fortalecimento da resiliência dos territórios rurais. A atuação é coletiva e abrangeu diversas ações iniciais, como doações e empréstimos de veículos e criação de uma sala de situação para análise de dados e apoio à tomada de decisão.

A partir da realização da oficina Recupera Rural RS, em 2024, com a reunião de 23 instituições, foram definidas ações prioritárias, que estão sendo desenvolvidas principalmente nas bacias dos rios Taquari-Antas e Baixo Jacuí. Na região de Bento Gonçalves e nos Campos de Cima da Serra, o foco está nas boas práticas agrícolas, recuperação de solos e gestão hídrica. Na região de Lajeado e Estrela, destacam-se as Unidades de Referência Tecnológica para a produção animal de pequena escala e as Unidades de Aprendizagem Coletiva voltadas à restauração ambiental, sistemas agroflorestais e monitoramento da fauna. Já na região de Eldorado do Sul e Viamão, a atenção se volta às boas práticas para restabelecimento da produção de arroz agroecológico e hortaliças, bem como à recomposição vegetal. Mesmo em regiões não diretamente impactadas por eventos extremos de maio de 2024, o programa tem promovido iniciativas como as Unidades de Referência para sistemas de Integração Lavoura-Pecuária.

Moderado por Clenio Pillon, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, o painel reuniu especialistas e representantes de diferentes setores para debater os desafios enfrentados pelos biomas Mata Atlântica e Pampa diante das mudanças climáticas. A secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS, Simone Stülp, destacou o papel estratégico da ciência na construção de soluções sustentáveis e adaptativas. Já Ernesto Casper, da Cooperativa Ecocitrus, compartilhou a experiência bem-sucedida da organização na gestão de resíduos agroindustriais e na valorização dos agricultores por meio do fortalecimento da cadeia produtiva, reduzindo a dependência de insumos externos.

Osmir Lavoranti, chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Florestas, ressaltou a importância do setor florestal como ferramenta essencial para estratégias de sequestro de carbono, enquanto Eugênio Zanetti, vice-presidente da Fetag-RS, defendeu o reconhecimento e o apoio à agricultura familiar, que tem sofrido diretamente com os impactos climáticos. Já Paula Hofmeister, assessora ambiental da Farsul, lembrou que o Rio Grande do Sul foi pioneiro na agricultura de baixo carbono, e reforçou a necessidade de o estado assumir agora o protagonismo na construção de uma agricultura resiliente, capaz de responder às emergências climáticas que vêm se intensificando.

 





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Alívio do mercado com reação brasileira e perda da força do dólar; e agora, o que esperar?


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o alívio nos mercados após o Fed reforçar expectativas de cortes de juros e o governo brasileiro sinalizar que não retaliará o tarifaço dos EUA.

O dólar caiu para R$ 5,42, menor nível desde julho, e o Ibovespa avançou 1,48%, aos 136 mil pontos. Juros futuros recuaram com a valorização do real e menor prêmio de risco.

No exterior, dólar perdeu força globalmente, enquanto investidores aguardam dados de inflação da China para calibrar expectativas.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de peixes cresce em Goiás em 2024


Goiás reúne características naturais e econômicas ideais para se destacar ainda mais nesse setor.

A piscicultura brasileira vive um momento de consolidação e crescimento. Em 2024, a produção nacional de tilápia saltou 14,36% em relação ao ano anterior, alcançando a marca histórica de 662.230 toneladas. O dado, divulgado no Anuário Peixe BR 2025, comprova o protagonismo da tilápia na piscicultura brasileira. A espécie já representa 68,36% que é cultivado no país. Esse crescimento é reflexo de um ciclo iniciado ainda em 2023, quando produtores, diante de um cenário favorável, investiram no mercado. “Pelo lado positivo, os números foram excelentes, comprovando que a tilápia se tornou uma proteína animal apreciada pelo consumidor brasileiro. Pelo lado negativo, os preços ao produtor oscilaram durante boa parte do ano. É preciso que todos os elos atuem em conjunto para proporcionar resultado econômico positivo para todos, dos fornecedores de genética à indústria”, destaca Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).

Goiás tem acompanhado esse avanço. Em 2024, a produção goiana de peixes de cultivo chegou a 30.730 toneladas, resultado superior ao de 2023 (29.850 t) e de 2022 (30.500 t), sinalizando uma retomada e estabilidade do setor. A tilápia lidera o ranking estadual com 23.200 toneladas, seguida pelos peixes nativos (7.300 t) e outras espécies, como carpa, truta e panga. Os municípios que mais produzem são Niquelândia, Inaciolândia, Quirinópolis, Gouvelândia e Luziânia, compondo um mapa estratégico para o desenvolvimento da atividade aquícola no estado.

Para Paulo Roberto Silveira Filho, presidente da Comissão de Aquicultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Goiás reúne características naturais e econômicas ideais para se destacar ainda mais nesse setor. “Nossa localização privilegiada, próxima ao Distrito Federal, somada a um clima favorável e à forte produção de grãos, forma uma combinação perfeita para o crescimento da piscicultura. Em 2024, os custos com milho e farelo de soja estiveram em patamares mais acessíveis, o que ajudou a impulsionar a produção”, explica. No entanto, ele também alerta para desafios que ainda freiam o avanço da atividade, como a falta de isonomia tributária entre os estados do Centro-Oeste e as frequentes atualizações na legislação, que geram insegurança, principalmente entre pequenos e médios produtores.

Apesar dos entraves, o setor respira otimismo. O Brasil já figura como referência mundial na produção de tilápia, com estimativas internacionais indicando quase 7 milhões de toneladas produzidas globalmente em 2024. A expectativa para 2025 é de um crescimento adicional de até 5%, elevando a oferta global para 7,3 milhões de toneladas, segundo a FAO e outras consultorias do setor. Com esse cenário, Goiás tem a oportunidade de ampliar sua participação no mercado nacional e internacional, desde que invista em estrutura, políticas públicas e valorização dos produtores.

Nesse sentido, a atuação do Senar Goiás tem sido essencial. Por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), a instituição oferece suporte contínuo aos piscicultores em todo o estado. Nesta semana foi realizado um encontro entre os técnicos de campo que acompanham os produtores assistidos. “A troca de experiências a atualização constante de técnicas de manejo têm gerado resultados expressivos, contribuindo para a profissionalização da atividade e o aumento da produtividade. Os produtores atendidos pelo Senar vêm se destacando não apenas pela qualidade do peixe, mas também pela gestão eficiente dos negócios. A piscicultura deixou de ser uma atividade de subsistência para se tornar um setor estratégico da agropecuária goiana”, reforça Dirceu Borges, superintende do Senar Goiás.

Dados: peixebr/anuario-2025

Comunicação Sistema Faeg/Senar/Ifag





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Nova frente fria promete chuva e rajadas de vento; veja a previsão de hoje



Uma nova frente fria atinge o Sul e o Sudeste do país, enquanto instabilidades continuam atuando sobre as demais regiões, trazendo pancadas de chuva. Confira a previsão para esta sexta-feira (8):

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Sul

Com a chegada de uma nova frente fria associada a um ciclone no oceano, as chuvas avançam por Santa Catarina e Paraná, enquanto diminuem no Rio Grande do Sul. Rajadas de vento começam a se intensificar à noite no litoral catarinense. As temperaturas continuam mais amenas na região, exceto no extremo norte paranaense, onde permanecem um pouco mais elevadas.

Sudeste

Áreas de instabilidades avançam sobre o estado de São Paulo com a chegada da frente fria. As chuvas chegam pelo extremo sul paulista e avançam pelo litoral e centro-leste do estado, alcançando também o Rio de Janeiro e o sudeste de Minas Gerais. As temperaturas caem de forma significativa no centro-sul paulista.

Centro-Oeste

Há previsão de chuvas em algumas áreas de Mato Grosso do Sul, mas no restante da região, o tempo segue firme e seco. As temperaturas permanecem elevadas em Mato Grosso, Goiás e norte do território sul-mato-grossense, onde as máximas podem alcançar os 31°C em Brasília e 35°C em Sorriso (MT).

Nordeste

As chuvas continuam no litoral leste da região devido à umidade vinda do oceano, e também no noroeste do Maranhão. Há bastante nebulosidade ao longo do litoral. Na maior parte da região, as temperaturas continuam elevadas, com máximas podendo alcançar os 36°C em Teresina (PI). A umidade relativa do ar permanece baixa na maior parte da região, com índices abaixo dos 30%.

Norte

As instabilidades se concentram na faixa norte da região, no oeste do Amazonas, no Acre e em áreas de Roraima, onde há previsão de chuvas localizadas. A nebulosidade predomina em grande parte da região. As temperaturas seguem elevadas, com máximas de 34°C em Porto Velho (RO) e 32°C em Novo Progresso (PA).



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Plano de contingência ao tarifaço deve sair até terça, diz Alckmin



O plano de contingência para ajudar os setores afetados pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos deve sair até terça-feira (12), disse o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

Segundo ele, haverá uma “régua” para considerar a variação de exportações dentro de um mesmo setor, para tornar o socorro mais preciso.

“Ele [o plano de contingência] foi apresentado ao presidente Lula, que terminou ontem tarde da noite o trabalho [de leitura]. O presidente vai bater o martelo e aí vai ser anunciado. Se não for amanhã, provavelmente na segunda ou terça-feira”, disse Alckmin ao conceder entrevista nesta quinta-feira (8) no estacionamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

De acordo com Alckmin, o plano de contingência procurará ter foco, para ajudar as empresas mais afetadas pela imposição da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump.

O vice-presidente afirmou que será instituído um parâmetro para avaliar os efeitos das tarifas sobre cada setor da economia, baseado no grau de exportações para os Estados Unidos.

“Há setores em que mais de 90% [da produção] vai para o mercado interno, com exportações de 5%, no máximo 10%. E tem setores em que metade do que se produz é para exportar. E tem setores que exportam mais da metade para os Estados Unidos. Então, foram muito expostos, estão muito expostos”, declarou.

Citando o setor de pescados, Alckmin disse que o plano pretende diferenciar os produtos com maior ou menor exposição ao mercado estadunidense.

“Às vezes dentro de um próprio setor, você tem uma diferenciação de quem exporta mais e menos”, destacou. “No caso da tilápia, o maior consumo é interno. Já o atum tem a maior parte da produção destinada à exportação”, acrescentou.

Embaixador dos EUA

Alckmin não entrou em detalhes sobre a reunião que teve com o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar.

Apenas disse que o encontro foi “muito bom”.

A reunião ocorreu fora da agenda nesta tarde. Antes de encontrar o vice-presidente, Escobar reuniu-se com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS). Após sair do ministério, Escobar visitou a Câmara dos Deputados.



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Confirmada adesão do Brasil a regras de segurança marítima



PDL 478/2023 vai à promulgação pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre


Foto: Governo Federal

O Senado ratificou em Plenário, nesta quinta-feira (7), a adesão do Brasil a regras da Organização Marítima Internacional (OMI) que padronizam a segurança para quem trabalha no mar. O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 478/2023 vai à promulgação pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O decreto legislativo autoriza o presidente da República a confirmar a adesão do Brasil às regras, que já vigoram internacionalmente desde 2012, inclusive com efeitos para os navios brasileiros. Assim, um novo decreto presidencial incorporará o texto na legislação brasileira.

As normas técnicas tratam de certificados, máquinas e serviços de quarto em navegações marítimas, como:

O senador Jorge Seif (PL-SC) foi o relator na Comissão de Relações Exteriores (CRE). No documento, ele informa que, sem normas técnicas desse tipo, “cada governo nacional definia os padrões” à sua maneira, sem considerar os dos outros países, apesar de o transporte marítimo ser um dos setores mais globalizados.

As chamadas Emendas de Manila (cidade da Filipinas que sediou o acordo) alteram a Convenção Internacional sobre Padrões de Instrução, Certificação e Serviço de Quarto para Marítimos (STCW-1978), no âmbito da OMI, que já foi internalizada no direito brasileiro em 1984.

 





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