sexta-feira, maio 8, 2026

Autor: Redação

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Com coragem e persistência, pai inspira filhos a reinventar a produção no campo


No interior de Mato Grosso, a vida da família Freitas sempre foi regida pelo ritmo das ordenhas, pelas madrugadas no curral e pela persistência silenciosa de um homem: o produtor rural Alaerte Alves de Freitas. Por 30 anos, ele se dedicou à produção de leite com afinco, mesmo em tempos difíceis, quando o lucro era escasso e a técnica, limitada.

Hoje, ao lado da esposa Zilmar e dos filhos Lucas e Gustavo, colhe os frutos de uma trajetória marcada pelo trabalho árduo e pela abertura para o novo. Com o apoio do Sebrae e do Senar, a família multiplicou a produção leiteira, alcançando picos de 700 litros diários. Agora, eles se preparam para um novo ciclo: a transição para a pecuária de corte.

Lucas Alves de Freitas, engenheiro agrônomo e técnico do Senar, guarda na memória o esforço do pai, que começou praticamente do zero. “Com seis anos, eu já tirava leite de seis vacas. Cresci vendo meu pai levantar cedo todo dia, mesmo quando não tinha certeza se valia a pena continuar”, conta.

O início foi modesto. A produção diária girava em torno de 70 a 80 litros, e quase tudo era feito manualmente. “Era tudo no braço, e a gente trabalhava com o que tinha. Meu pai sempre foi muito dedicado, mas sabia que, sozinho, não ia conseguir evoluir”, relata Lucas.

Foi nesse contexto que a chegada do projeto Balde Cheio, do Sebrae, se tornou um divisor de águas. A decisão de participar do programa não foi fácil. “A gente ficou com medo de mudar, mas minha mãe insistiu. Começamos a seguir as orientações dos técnicos e, aos poucos, vimos a diferença”, lembra Lucas.

Foto: acervo pessoal

Técnica e coragem: o segredo para crescer

O ponto de virada veio com a técnica. Com os novos conhecimentos, o rebanho ganhou qualidade genética, a pastagem foi reorganizada e a produção disparou. “Saímos de 80 para 700 litros por dia. E tudo isso foi feito com o que já tínhamos na propriedade. Só mudamos o jeito de fazer”, afirma Lucas.

Zilmar Alves de Freitas, esposa de Alaerte, também reconhece o impacto da assistência técnica. “Veio a irrigação, a divisão de pastos, a recuperação de pastagens, o controle sanitário. A produção cresceu muito. E tudo isso começou com a coragem da familia”, lembra.

Com o passar do tempo e os desafios de saúde do patriarca, a família decidiu iniciar uma transição planejada para a pecuária de corte. A decisão, embora difícil, é encarada como mais uma etapa da caminhada iniciada por Alaerte há três décadas.

“Estamos migrando do leite para o corte. É um desafio, mas temos suporte técnico da ATeG Senar, o que nos dá segurança”, afirma o filho Lucas.

A nova fase conta com apoio gerencial, controle financeiro detalhado e orientações sobre mercado e nutrição animal. Mesmo com a mudança, o respeito ao trabalho feito até aqui permanece.

“Meu pai construiu tudo isso com as mãos e com muito sacrifício. A gente só está conseguindo seguir em frente porque ele plantou essa base forte”, completa Gustavo, irmão de Lucas.

O valor de um pai que nunca desistiu

Para a família Freitas, a história do pai é uma homenagem à perseverança e à fé no trabalho rural. Desde pequeno, Lucas viveu essa realidade: com apenas seis anos, já cuidava de suas vacas leiteiras, uma rotina que manteve até se formar em agronomia.

“Neste Dia dos Pais, ele é o exemplo de um homem incansável, que nunca desistiu e sempre acreditou, mesmo nos momentos difíceis. Ele sempre diz: ‘Meu filho, um dia vai melhorar’. Hoje, graças a ele, temos conhecimento, estrutura e um futuro promissor”, orgulha-se o filho.

Mais que na produção, seu legado ensina que é possível crescer sem deixar o campo, mudar com humildade e que o conhecimento técnico é o melhor aliado do produtor familiar. A trajetória da família, marcada por superação, inovação e união, mostra que o campo é um lugar de oportunidades, especialmente quando se tem um pai que lidera pelo exemplo, mesmo em silêncio.

Do leite ao corte: uma história de legado e transformação

A transição para a pecuária de corte é um novo capítulo que se constrói sobre a base sólida de três décadas de dedicação ao leite. A capacitação técnica, o apoio do Sebrae e do Senar, e a união familiar mostram que é possível reinventar o negócio sem perder a essência. Para muitos, o leite é apenas um produto.

Para Alaerte, foi o caminho para construir um futuro melhor para os filhos. Um pai que, com sabedoria, coragem e trabalho duro, ensinou que a maior herança que se pode deixar é o conhecimento.



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Menor demanda e colheita recorde afetam mercado do milho


De acordo com dados análise agro mensal do Cepea, o mês de julho foi marcado por uma tendência de queda nos preços do milho, apesar de algumas reações pontuais que indicaram uma leve recuperação em algumas regiões. A pressão sobre o cereal no mercado interno foi gerada principalmente pela retração de consumidores, que estavam aguardando uma possível desvalorização mais acentuada do grão. Esse comportamento foi influenciado pelo avanço da colheita da segunda safra, que já mostrava sinais de ser recorde no Brasil, e também pelas exportações enfraquecidas.

A expectativa em torno de uma colheita abundante gerou um cenário de cautela entre os consumidores. Com estimativas que indicam uma safra recorde de milho, os compradores decidiram adotar uma postura mais conservadora, acreditando que os preços do grão poderiam continuar a cair à medida que a oferta aumentasse. Essa espera, somada à desaceleração das exportações, levou os consumidores a priorizarem a utilização de lotes negociados antecipadamente, no intuito de evitar maiores custos em compras futuras.

Por outro lado, o mercado interno foi também impactado pela flexibilidade dos vendedores, que estavam mais dispostos a negociar os preços para acelerar as vendas. A demora na comercialização e as dificuldades de escoamento da produção nacional forçaram muitos vendedores a ajustarem suas expectativas de preço, especialmente diante da previsão de grande oferta. Isso contribuiu para uma dinâmica de preço mais competitiva, onde os compradores tentaram pressionar por melhores condições de negociação.

Em termos de oferta, a colheita da segunda safra, que avançava de forma significativa em julho, foi um fator determinante para o enfraquecimento da pressão de compra. Com o aumento da oferta de milho, os consumidores se sentiram mais seguros para adiar as compras, aguardando uma eventual queda dos preços. O mercado doméstico, assim, se viu envolvido em um ciclo de retração que impactou diretamente as cotações do milho no Brasil.

Enquanto isso, o cenário das exportações também desempenhou um papel crucial. A desaceleração nas vendas externas de milho, devido à redução da demanda em mercados tradicionais e ao aumento da oferta interna, afetou a confiança no mercado. A falta de novos contratos de exportação mais robustos fez com que o mercado interno ficasse ainda mais dependente da movimentação de grãos no território nacional, o que contribuiu para a desaceleração dos preços.

Apesar das quedas registradas em julho, os analistas indicam que o mercado de milho ainda apresenta um potencial de recuperação nas próximas semanas. Com a colheita da safra de verão e a entrada da segunda safra, a oferta do grão tende a estabilizar, o que poderá permitir uma recuperação gradual das cotações. Contudo, o cenário continuará dependente das condições climáticas e da dinâmica das exportações, que seguem como fatores de influência.





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tendência de baixa no início de agosto em Chicago


As cotações da soja apresentaram continuidade na tendência de baixa nos primeiros dias de agosto em Chicago. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (7), o contrato da oleaginosa para o primeiro mês de vencimento manteve o valor de US$ 9,61 por bushel entre os dias 1º e 6 de agosto, com leve alta no fechamento do dia 7, a US$ 9,71. Na comparação semanal, houve variação positiva de US$ 0,10, embora o valor médio de julho tenha ficado em US$ 10,09 por bushel, o que representa recuo de 3,8% em relação à média de junho.

Segundo a Ceema, o bom desempenho da safra norte-americana e os efeitos do conflito comercial entre Estados Unidos e China seguem influenciando os preços. A instituição destaca que “o tarifaço de Trump, atingindo a China, e a retaliação chinesa, com tarifa de 13% sobre a soja norte-americana, enfraquecem as cotações em Chicago”.

No campo, 69% das lavouras de soja dos Estados Unidos estavam classificadas como boas ou excelentes em 3 de agosto, levemente acima dos 68% registrados no mesmo período do ano anterior. Ainda de acordo com o relatório, 85% das lavouras estavam em fase de florescimento, percentual igual ao registrado um ano antes, e 58% em formação de vagens, também em linha com a média histórica.

Apesar das pressões sobre os preços, as exportações norte-americanas de soja seguem aquecidas. Na semana encerrada em 31 de julho, os embarques somaram 612.539 toneladas, superando as expectativas do mercado. Com isso, o volume exportado no atual ano comercial atingiu 47,8 milhões de toneladas, 11% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

No cenário internacional, a China intensificou a compra de farelo de soja da Argentina, aproveitando-se de preços mais baixos. Nesta semana, foram adquiridas 30 mil toneladas ao preço de US$ 345,00 por tonelada, com frete incluído. Segundo a análise, desde 2019 o país asiático mantém essas compras, impulsionadas pela recente redução do imposto de exportação argentino, que passou de 31% para 24,5%, aumentando a competitividade do produto argentino frente ao mercado interno chinês.





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Cotações do milho recuam em Chicago


A cotação do milho na Bolsa de Chicago registrou queda nos primeiros dias de agosto, reflexo do bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas e dos desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e China. A análise é da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), publicada nesta quinta-feira (7).

O preço do bushel para o primeiro mês cotado chegou a US$ 3,79 em 6 de agosto e encerrou o dia seguinte a US$ 3,84, abaixo dos US$ 3,94 registrados uma semana antes. A média de julho ficou em US$ 4,06, representando uma queda de 5,6% em relação à média de junho.

De acordo com a Ceema, “o excelente avanço da nova safra do cereal nos EUA, somado à guerra tarifária imposta por Trump, derrubam as cotações do milho”. A entidade aponta que, em 3 de agosto, 73% das lavouras norte-americanas estavam classificadas entre boas e excelentes, frente aos 67% observados no mesmo período do ano passado. No mesmo levantamento, 88% das lavouras estavam em fase de embonecamento, número próximo à média histórica de 89%, enquanto 42% estavam na fase de formação de grãos.

No mercado internacional, os Estados Unidos embarcaram 1,2 milhão de toneladas de milho na semana encerrada em 31 de julho, superando as expectativas. Com isso, o volume exportado no atual ano comercial alcançou 48 milhões de toneladas, aumento de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No Brasil, os preços permaneceram relativamente estáveis, mas em patamar considerado baixo e pressionado. No Rio Grande do Sul, a média semanal foi de R$ 61,98 por saca, enquanto as principais regiões do estado registraram valores entre R$ 58,00 e R$ 60,00. Nas demais regiões do país, os preços variaram entre R$ 44,00 e R$ 63,00 por saca.





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batata tem desvalorização de 50% entre junho e julho


A segunda safra de batata no Paraná está próxima de ser concluída, com 91% dos 10,6 mil hectares já colhidos. As informações constam no Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (7) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De acordo com o boletim, os Núcleos Regionais de Ponta Grossa e União da Vitória estão finalizando o ciclo produtivo. Já as lavouras em Pitanga e Campo Mourão encontram-se em fase de maturação, enquanto em Cornélio Procópio o desenvolvimento ainda é vegetativo.

As lavouras que ainda não foram colhidas apresentam, em sua maioria, bom desempenho. “Cerca de 97% das áreas estão em boas condições, enquanto 3% são consideradas medianas. É uma melhora em relação à semana anterior, quando 94% das áreas tinham avaliação positiva”, informou o Deral.

Em relação aos preços, os bataticultores receberam, em média, R$ 27,34 por saca de 25 quilos da batata lisa no mês de julho, o equivalente a R$ 1,09 por quilo. Esse valor representa uma queda de 50,6% em comparação aos R$ 55,37 registrados em junho, e de 71% frente aos R$ 94,33 recebidos no mesmo período do ano anterior.

No atacado, especificamente no entreposto da Ceasa de Curitiba, a batata comum especial lavada foi cotada a R$ 50,00 por saca de 25 quilos nesta semana. Apesar de ser 25% superior ao preço do final de julho (R$ 40,00), o valor é 54,6% inferior ao do mesmo período de 2024, quando o produto custava R$ 110,00. Também houve queda de 9,1% em relação ao mês anterior.

No varejo paranaense, o preço médio do quilo da batata lisa subiu de R$ 3,11 em junho para R$ 4,07 em julho, um aumento de 30,9%. Ainda assim, o valor está 53% abaixo do registrado em julho de 2024, quando o quilo era vendido a R$ 8,67.

A alta oferta da safra de inverno em julho pressionou os preços no campo e no atacado. O Deral observa que o pico da terceira safra em outras regiões produtoras deve se estender até meados de setembro, o que pode manter os preços contidos.

A ausência de chuvas intensas no Paraná contribuiu para o bom andamento das operações de colheita. Segundo o Deral, alguns produtores já iniciaram o preparo do solo para uma nova safra de batatas, inclusive com áreas já plantadas fora do zoneamento agrícola oficial. A decisão reflete a instabilidade do mercado.





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Alta na ureia e MAP pressiona IPCF



Nos fertilizantes, a alta média foi de 2,6%



Nos fertilizantes, a alta média foi de 2,6%
Nos fertilizantes, a alta média foi de 2,6% – Foto: Canva

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) de julho fechou em 1,32, registrando alta de 4,6% em relação a junho. O avanço foi impulsionado por uma combinação de elevada demanda global e baixa oferta, em um cenário de instabilidade no mercado internacional. A queda média de 2% nos preços das commodities, puxada pelo milho (-5%), algodão (-3%) e cana (-3%), contrastou com a leve alta da soja (+0,5%), reflexo do bom desempenho das safras nos EUA e da colheita da segunda safra no Brasil, além das incertezas geradas pelas taxações norte-americanas ao país.

Nos fertilizantes, a alta média foi de 2,6%, com destaque para a ureia (+8%) e o fosfato monoamônico (MAP) (+3%). A proximidade da janela de plantio da soja, aliada à forte demanda e à oferta reduzida, sustentou a valorização. No caso da ureia, o aumento foi agravado pelo conflito entre Israel e Irã, que afeta a produção e a disponibilidade global de gás natural, insumo essencial para sua fabricação.

O dólar recuou 0,3%, mas com impacto limitado sobre o IPCF. No mercado, cerca de 20% dos insumos para a safra de verão ainda aguardam negociação. Produtores que já compraram são orientados a garantir a retirada antecipada dos fertilizantes, evitando atrasos e gargalos logísticos na entrega. A expectativa é de que a volatilidade continue nas próximas semanas, com atenção redobrada aos desdobramentos geopolíticos e às políticas comerciais internacionais, que podem redefinir custos e margens para a próxima temporada agrícola.

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF), divulgado mensalmente pela Mosaic, mede a relação entre os preços dos fertilizantes e das principais commodities agrícolas brasileiras — soja, milho, açúcar, etanol e algodão — tomando 2017 como base. Quanto menor o índice, mais favorável é a relação de troca para o produtor. 

 





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Arroba do boi gordo sobe 3% na semana; qual a tendência no curto prazo?


O mercado brasileiro de boi gordo registrou alta nas cotações ao longo da semana. Para o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a perspectiva é de continuidade desse movimento no curto prazo.

Segundo ele, os frigoríficos, em especial os de menor porte, operam com escalas de abate encurtadas, posicionadas entre seis e sete dias úteis na média nacional, tendo que desembolsar maiores valores nas aquisições dos animais.

“As exportações de carne bovina também deram uma ótima resposta em julho, com uma perspectiva bastante favorável para as próximas semanas, com expectativas de incremento na demanda asiática e com uma boa participação mexicana nas compras de carne bovina do Brasil”, destacou.

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim nesta última sexta (8) em comparação ao dia 1 de agosto:

  • São Paulo (Capital): R$ 310, alta de 3,33% frente aos R$ 300
  • Goiás (Goiânia): R$ 295, avanço de 3,51% perante os R$ 285
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 300, aumento de 3,45% ante os R$ 290
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315, valorização de 3,28% em comparação aos R$ 305
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, alta de 1,69% frente aos R$ 295
  • Rondônia (Vilhena): R$ 270, avanço de 1,89% em relação aos R$ 265

Mercado atacadista

Iglesias comenta que o mercado atacadista voltou a apresentar alta em seus preços no decorrer da semana e a perspectiva é de continuidade desse movimento no curto prazo, em linha com o bom potencial de consumo durante a primeira quinzena do mês.

Ele comenta, porém, que a maior competitividade das proteínas concorrentes, com ênfase para a carne de frango, ainda é uma variável determinante a ser considerada no curto prazo.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 23 o quilo, aumento de 7,48% frente aos R$ 21,40 praticado na semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 17,80 o
quilo, avanço de 1,71% ante os R$ 17,50 registrados na semana anterior.

Exportações de carne bovina

carne bovina frigoríficos
Foto: Freepik
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,536 bilhão em julho (23 dias úteis), com média diária de US$ 66,824 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 276,879 mil toneladas, com média diária de 12,038 mil toneladas.

O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.551,00. Em relação a julho de 2024, houve alta de 46,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 16,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 25,9% no preço médio.



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Trigo fecha a semana em queda em Chicago



Trigo de inverno atinge 86% da colheita nos EUA




Foto: Canva

A cotação do trigo para o primeiro mês negociado na Bolsa de Chicago apresentou queda na semana entre 1º e 7 de agosto, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (7). O preço chegou a US$ 5,08 por bushel no dia 6, mas registrou leve recuperação no dia seguinte, encerrando a quinta-feira a US$ 5,18. O valor ainda se mantém abaixo da cotação de US$ 5,23 observada na semana anterior. A média de julho ficou em US$ 5,40 por bushel, repetindo o desempenho de junho.

Nos Estados Unidos, a colheita do trigo de inverno alcançava 86% da área semeada até o dia 3 de agosto, resultado próximo da média histórica de 87% para o mesmo período. A colheita do trigo de primavera, por sua vez, atingia 5% da área plantada, abaixo dos 9% registrados na média histórica. Em relação às condições das lavouras de primavera ainda em campo, 48% estavam classificadas entre boas a excelentes, 35% regulares e 17% entre ruins a muito ruins.

No mesmo intervalo, os Estados Unidos embarcaram 599.595 toneladas de trigo, volume que ficou no limite superior das expectativas do mercado. Com esse desempenho, o total exportado no atual ano comercial soma 3,9 milhões de toneladas, número 9% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.





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Como controlar plantas espontâneas sem defensivos? Estudo da Embrapa responde



Um estudo da Embrapa mostra que é possível, em lavouras de grãos, reduzir o uso de capina e eliminar a necessidade de herbicidas no controle de plantas espontâneas.

A solução é usar técnicas simples como rotação de culturas, cobertura do solo e semeadura direta. A descoberta beneficia especialmente lavouras orgânicas e agroecológicas, nas quais não são aplicados produtos químicos.

A pesquisa foi realizada no Cerrado de Goiás, em ambiente tropical, e avaliou diferentes formas de manejo ao longo de quatro anos. A proposta era testar como o cultivo de diferentes plantas de cobertura e o preparo do solo influenciam a presença de plantas espontâneas, popularmente chamadas de “mato”.

Como foi feita a pesquisa

Foram implantados e repetidos, ao longo de quatro anos, experimentos combinando plantas de cobertura do solo em semeadura direta e em preparo convencional utilizando grades aradora e niveladora.

Houve ainda uma parcela em pousio (vegetação espontânea) para comparação. Em cada sistema de manejo do solo, foram estabelecidas as culturas anuais de grãos.

O experimento funcionou com o plantio de milho e do feijão no início do período chuvoso, na época “das águas”.

Após a colheita de grãos, as plantas de cobertura crotalária, guandu, mucuna-preta e sorgo vassoura foram semeadas na “safrinha”, permanecendo durante a entressafra, a não ser na área de pousio.

Posteriormente, com a chegada de cada novo período chuvoso (época das águas), as plantas de cobertura de solo e a vegetação espontânea (pousio) eram manejadas e deixadas sobre o solo para semeadura direta ou incorporadas para semeadura convencional do milho e do feijão “das águas”.

Sucesso no controle da tiririca

Nesse trabalho, foram encontradas 25 espécies de plantas espontâneas. A tiririca, a trapoeraba, a corda de viola, o picão-preto e o leiteiro foram as utilizadas para este estudo, devido à importância no cultivo de feijão e de milho.

Um dos principais problemas em agroecossistemas tropicais é a tiririca. No experimento, ficou evidente que as plantas de cobertura exerceram efeito supressor em comparação à área de pousio (apenas plantas espontâneas na entressafra).

“Em sistema de semeadura direta, a população de tiririca foi também reduzida em cerca de três vezes comparativamente ao sistema de preparo convencional do solo”, relata o pesquisador da Embrapa Agostinho Didonet, um dos coordenadores desse trabalho. “O resultado indica que a semeadura direta é importante aliada da produção de grãos em sistemas agroecológicos”, analisa.

Ele relatou que sorgo vassoura, milheto e crotalária, utilizados como cobertura de solo e depois manejados para semeadura de grãos em plantio direto, apresentaram a menor incidência de tiririca durante o experimento, o que pode ser atribuído à maior capacidade de cobertura do solo e produção de biomassa.

Uso de diferentes plantas de cobertura

Para outro tipo de planta espontânea comum no cerrado, a trapoeraba, o efeito de diferentes plantas de coberturas foi também um diferencial.

“A utilização da crotalária, guandu e mucuna permitiu quase dobrar o controle da trapoeraba, quando comparada ao pousio e ao sorgo vassoura, disse Didonet. Nesse caso, o pesquisador observa ainda que o preparo do solo, seja convencional ou em plantio direto, não afetou significativamente o efeito supressor das plantas de cobertura.

Agostinho considera que os experimentos mostraram, de forma geral, que plantas de cobertura manejadas em sistema de semeadura direta reduziram a competitividade de espécies de plantas espontâneas diante de lavouras orgânicas de grãos de milho e de feijão. Isso pode ser explicado pela presença das plantas de cobertura ao longo da entressafra e de resíduos vegetais na superfície do solo.

De acordo com Didonet, a rotação de culturas na safra “das águas”, o cultivo de diferentes plantas de cobertura do solo na entressafra, a semeadura direta e a diversidade de plantas espontâneas presentes no pousio, permitiram alcançar certo equilíbrio sem predomínio de nenhuma delas. Isso facilitou o controle e a convivência com plantas espontâneas seguindo princípios agroecológicos na produção de grãos.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Preço ao produtor agropecuário sobe 18% no 1º semestre


Os preços pagos aos produtores agropecuários apresentaram forte avanço no primeiro semestre de 2025. Segundo cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) cresceu 18,4% no primeiro semestre deste ano frente ao mesmo período de 2024.

O avanço do IPPA/Cepea ficou bem acima do registrado para os preços internacionais dos alimentos (FMI Food & Beverage Index – em US$), que subiram apenas 0,2% no primeiro semestre de 2025. No mesmo período, os industriais (IPA-OG-DI produtos industriais) registraram alta de 5,6% e a taxa de câmbio (R$/US$) se valorizou 13,2%.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a elevação do IPPA/Cepea no início deste ano está relacionada às fortes altas observadas para o IPPA-Cana-Café/Cepea, de 32,6%, para o IPPA-Pecuária/Cepea, de 27,3%, e para o IPPA-Grãos/Cepea, de 8,9%. Já o IPPA-Hortifrutícolas/Cepea apresentou baixa no primeiro semestre de 2025, de 12,4%.

No caso do IPPA-Cana-Café/Cepea, o avanço do Índice se deve especificamente às expressivas altas do café nos três primeiros meses de 2025, já que houve queda de 1,6% no segundo trimestre deste ano. Vale lembrar que levantamento do Cepea mostrou que o café foi negociado no mercado brasileiro a patamares recordes reais no primeiro trimestre de 2025, impulsionados pela oferta limitada do grão, pelos estoques apertados por conta da menor produção no Brasil e no Vietnã, pela demanda internacional firme e também por projeções que indicavam uma safra 2025/26 ainda pequena. No caso da cana, houve estabilidade (0,4%) entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período de 2024.

Para o IPPA-Pecuária/Cepea, todos os produtos que compõem o Índice subiram no primeiro semestre de 2025: arroba bovina (36%), suíno (29,6%), leite (16,6%), ovos (16,5%) e frango (15%). Quanto ao IPPA-Grãos/Cepea, o Índice foi influenciado pelas valorizações observadas para o algodão (5,6%), milho (27,7%), soja (4,4%) e trigo (13,7%). Já para o arroz, as cotações recuaram com certa força no primeiro semestre, expressivos 26,3%.

Já para o IPPA-Hortifrutícolas/Cepea, observa-se queda de 12,4% no Índice, o que se deve às retrações observadas para a batata (de significativos -51,3%), tomate (-20,5%), banana (-20,2%) e uva (-2,7%). Para a laranja, foi registrada estabilidade (0,1%).

IPPA X PREÇOS INTERNACIONAIS – Pesquisadores do Cepea indicam que o IPPA/Cepea nominal apresenta expressiva aderência com o FMI Food & Beverage Index (em R$) entre 2001 e 2025, sendo um indicativo forte da vigência da Paridade Preços Internacionais (PPI) entre os preços aos produtores agropecuários do Brasil e a média desses preços praticados no mercado internacional internalizados. Em determinados subperíodos, observam-se desvios moderados entre essas séries, possivelmente causados pela rigidez nos processos de ajuste de mercado. Por exemplo, em 2024, o IPPA/Cepea nominal foi superado pelo FMI Food & Beverage Index (em R$).

Após iniciar 2025 em aceleração, o IPPA/Cepea nominal perdeu ritmo no último trimestre, o que se refletiu em queda de 2% entre os dois primeiros trimestres de 2025. Em paralelo, o FMI Food & Beverage Index (em R$) manteve tendência de desaceleração desde o início do ano, com recuo de 7,6% entre os trimestres.

 





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