sexta-feira, maio 8, 2026

Autor: Redação

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Mercado de feijão mantém cautela no pico da safra



Para o feijão-preto, o Paraná registra preços estáveis



Para o feijão-preto, o Paraná registra preços estáveis
Para o feijão-preto, o Paraná registra preços estáveis – Foto: Pixabay

O mercado de feijão manteve nesta semana o comportamento típico do pico da terceira safra, com pressão sobre os preços na base produtora e compradores mais cautelosos que ativos, segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe). No Noroeste de Minas Gerais, cerca de 75% das lavouras já foram colhidas e aproximadamente 45% da produção comercializada. A menor safra, que pode ter recuado entre 25% e 35%, reduziu o volume tradicionalmente armazenado.

No feijão-carioca, os negócios oscilaram entre R$ 200 em Goiás (mais impostos) e R$ 215 a R$ 220 em Minas e no próprio estado goiano. Produtores com capacidade de estocagem têm optado por segurar parte da oferta, equilibrando a necessidade de caixa com a preservação de valor. Essa postura tende a manter o mercado mais firme nas próximas semanas.

Para o feijão-preto, o Paraná registra preços estáveis, mas a oferta disponível segue restrita. Vendedores com produto de qualidade também estão preferindo reter a mercadoria, apostando em valorização no decorrer do segundo semestre, quando a oferta deve ser menor que no início do ano.

Com o consumo fluindo, promoções no varejo e perspectiva de escassez à frente, o setor entra em um período que exige cautela e planejamento. A próxima colheita tende a ser significativamente menor, reforçando a importância de monitorar de perto o mercado e manter estratégias de médio prazo.

“O consumidor está comprando, o varejo está promovendo, e o fluxo está andando. Temos pela frente um longo segundo semestre até a próxima colheita, que tende a ser muito menor do que a registrada no início deste ano…”, conclui.

 





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PNBOX ajuda a estruturar as finanças do seu negócio rural


O Sebrae desenvolveu uma plataforma gratuita e prática: o PNBOX. Voltado a produtores rurais e empreendedores de todos os setores.

O sistema digital reúne 14 ferramentas para estruturar, analisar e ajustar planos de negócio, tudo online e sem precisar instalar nada.

Com acesso direto pelo navegador do celular, tablet ou computador, o PNBOX permite montar um plano passo a passo.

É possível usar apenas as ferramentas mais urgentes, como no caso de quem deseja agregar valor à produção, transformando frutas excedentes em geleias e compotas, por exemplo.

“A ferramenta de Segmentação de Mercado, é possível descobrir quem compraria suas geleias e compotas. Na Análise de Concorrência, pesquisar o que outros produtores estão fazendo. Nas ferramentas financeiras, calcular o investimento para comprar potes e novos equipamentos e utensílios”, explica Cláudio Afrânio Rosa, analista da unidade de portfólio e comercialização do Sebrae/MG.

Na foto, há um homem com camisa verde. No fundo da foto, está o logo do SebraeNa foto, há um homem com camisa verde. No fundo da foto, está o logo do Sebrae
Cláudio Afrânio Rosa, analista da unidade de portfólio e comercialização do Sebrae/MG.
Foto: Arquivo pessoal

Agilidade para revisar ideias e criar relatórios

Segundo Rosa, uma das maiores vantagens do PNBOX é a flexibilidade. “O PNBOX funciona como uma caixa de ‘peças de lego’. Você não precisa usar todas de uma vez. A plataforma é flexível e se adapta ao que você precisa no momento”, afirma.

Entre os benefícios, destacam-se a possibilidade de revisar rapidamente preços, gerar relatórios automáticos e permitir colaboração com sócios ou consultores do Sebrae, mesmo à distância.

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Planejamento por blocos

Além disso, o PNBOX organiza o planejamento em blocos que se complementam. No bloco ‘Cliente-Mercado’, é possível desenhar o perfil do cliente e o caminho de compra. Em ‘Problema- Solução’, o produtor identifica os benefícios que o cliente busca e como seu negócio se posiciona com a concorrência.

“No bloco ‘Estratégia’, você organiza suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, e o mais importante, cria ações práticas para lidar com cada ponto”, explica Rosa.

Já em ‘Finanças’, o capital necessário, custos e o ponto de equilíbrio são calculados de forma simples. “Se precisar mudar de rota, a plataforma permite que você copie seu plano original, faça os ajustes na nova versão e guarde o histórico da antiga. As ferramentas também conversam entre si, facilitando criar um plano sob medida”, conta Rosa.

Quer experimentar? É gratuito

Com vídeos explicativos, suporte remoto pelo número 0800 570 0800 e acesso ilimitado, o PNBOX é o aliado ideal para quem quer planejar de forma eficiente, mesmo com a rotina corrida do campo. Acesse aqui.



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Saiba o que mexe com os mercados nesta semana com o Diário Econômico


No morning call desta segunda feira (11), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o otimismo nos mercados globais impulsionado por resultados corporativos fortes nos EUA e expectativa de reunião entre Trump e Putin.

O petróleo recuou com anúncio da Opep+ de aumento de 500 mil barris/dia. O dólar segue enfraquecido com expectativa de 90% de cortes de juros pelo Fed a partir de setembro, enquanto o Ibovespa avançou acompanhando o exterior.

No Brasil, juros futuros cederam levemente e a atenção se volta ao IPCA de julho (+0,37% projetado) e dados de varejo e serviços ao longo da semana.

No exterior, o CPI dos EUA e dados da China serão os principais vetores de mercado.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Plano de Contingência focará empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA


O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou na quinta-feira (7) que o Plano de Contingência do governo federal, voltado a apoiar empresas brasileiras afetadas pela tarifa adicional de 50% imposta pelos Estados Unidos, dará prioridade às companhias com maior dependência do mercado norte-americano.

“O Plano de Contingência é exatamente para poder atender aquelas empresas que foram mais afetadas, que têm uma exportação maior, e, [dentre estas], uma exportação maior para os Estados Unidos”, declarou Alckmin durante coletiva no início da noite na sede do MDIC.

O vice-presidente destacou que há setores fortemente expostos à medida. “Você tem setores que metade do que produzem é para exportar; e, [dentre estes], tem setores que, do que exporta, mais da metade é para os Estados Unidos. Então foram muito expostos, estão muito expostos”, disse.

Segundo Alckmin, o governo segue trabalhando para reduzir a alíquota e excluir o maior número possível de produtos do tarifaço. “O diálogo a gente nunca pode desistir. É perseverar, ter resiliência, mostrar que isso é um perde-perde, é uma coisa ruim também para os Estados Unidos, que vai encarecer os produtos americanos, romper cadeias produtivas”, afirmou.

Ele relatou ainda ter se reunido nesta quinta-feira, no MDIC, com o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar. “Ele veio conversar. Nós dissemos claramente os nossos argumentos, dizendo, olha, de cada dez maiores produtos exportados [dos EUA para o Brasil], oito a alíquota é zero; a tarifa média é 2,7%. Agora, se tem problema não-tarifário, vamos sentar e conversar e resolver”, contou.

Entre os temas que podem entrar na pauta do diálogo, Alckmin citou questões ligadas a data centers, big techs e minerais estratégicos.





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À espera pelos números do USDA, vendas de soja no Brasil atingem quase 79%



O mercado brasileiro de soja registrou avanço nas negociações ao longo dos últimos 30 dias, mesmo diante de condições de preços pouco atrativas. Para a próxima semana, o foco dos agentes se volta para o relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para ser divulgado na próxima terça-feira (12).

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De acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado, a comercialização da safra 2024/25 no Brasil atinge 78,4% da produção estimada, com dados coletados até 5 de agosto. No mês anterior, o percentual era de 69,8%.

Apesar da evolução, o ritmo segue abaixo do registrado no mesmo período de 2024 (82,2%) e da média dos últimos cinco anos (85,7%). Com uma safra estimada em 171,93 milhões de toneladas, o volume já negociado corresponde a 134,87 milhões de toneladas.

Safra 25/26 de soja

Para a próxima temporada, com previsão de colheita de 179,88 milhões de toneladas, a comercialização antecipada está em 16,8% (30,28 milhões de toneladas). O percentual também é inferior ao observado no ano passado (22,5%) e à média histórica para o período (26,8%). Em julho, o índice estava em 13,8%.

Expectativa pelo USDA

O mercado internacional aguarda com atenção os dados do USDA. A expectativa é de que o órgão eleve as projeções para a safra e os estoques de soja dos Estados Unidos em 2025/26. Segundo analistas consultados por agências internacionais, a colheita americana deve ser estimada em 4,371 bilhões de bushels, contra 4,335 bilhões indicados em julho.

Para os estoques finais da nova temporada, a previsão é de 359 milhões de bushels, acima dos 350 milhões projetados no mês passado. Já para 2024/25, a aposta é de ajuste para 359 milhões de bushels.

No cenário global, o mercado trabalha com estoques finais de soja em 2024/25 de 125 milhões de toneladas, praticamente estáveis frente aos 125,1 milhões indicados em julho. Para 2025/26, a projeção é de 127,9 milhões de toneladas, acima dos 126,1 milhões do relatório anterior.



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a trajetória de Luciana Dalmagro na avicultura


A Fazenda Alta Conquista, também chamada de Fazenda Portugal e sede do projeto Vida de Granja, é hoje referência em avicultura sustentável e sucessão familiar no Brasil. Localizada no interior de São Paulo, a propriedade passou de produtora de leite para um moderno complexo com 17 galpões e capacidade para mais de 620 mil aves.

A responsável por essa transformação é Luciana Dalmagro, farmacêutica com experiência em pesquisa científica e atuação em laboratórios de São Paulo. O ponto de virada veio quando, mesmo com uma carreira estável, decidiu retornar às origens para dar continuidade à história da família no campo.

“Quando percebi que o frango produzido aqui chegava à mesa de famílias no Brasil e no mundo, isso me fisgou”, relembra Luciana.

Primeiros passos na avicultura

A volta ao campo foi acompanhada de uma conversa decisiva com os pais. Paulo Portugal, o pai, viu na filha não só uma sucessora, mas uma líder para modernizar a propriedade. Logo no início, Luciana optou por investir em três galpões simultaneamente, já pensando na eficiência e escala da operação.

Desde então, implementou gestão profissional, tecnologia de ponta e um modelo de treinamento contínuo para a equipe. Hoje, a granja combina alta produtividade com práticas de bem-estar animal e gestão estratégica.

Tecnologia e sustentabilidade lado a lado

A Fazenda Alta Conquista investe em isolamento térmico, energia solar, cisterna de 3 milhões de litros para reaproveitamento de água e sistemas modernos de climatização. Essas soluções reduziram custos e aumentaram a eficiência.

“Sustentabilidade, para nós, é eficiência. E a tecnologia é a aliada. Nada é feito sem avaliação técnica e econômica”, reforça Luciana.

O manejo prioriza o bem-estar animal, ajustando temperatura e ambiência de forma precisa para garantir desempenho e saúde das aves.

“O futuro da avicultura está em produzir melhor, com mais responsabilidade e conexão com o consumidor. É isso que quero continuar fazendo”.

Luciana Dalmagro, avicultora e empresária rural

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Embrapa inicia etapa decisiva do concurso para pesquisador



A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) deu início neste final de semana à etapa de defesa de memorial e apresentação do projeto de pesquisa do concurso para o cargo de pesquisador. As apresentações começaram neste sábado (9) e seguem neste domingo (10), com continuidade nos dias 16, 17, 23 e 24 de agosto.

De acordo com a estatal, essa fase ocorre de forma telepresencial e reúne apenas os candidatos aprovados na prova discursiva.

Durante a avaliação, a comissão examinadora vai analisar critérios como:

  • Experiência do candidato na área de atuação escolhida;
  • Capacidade de liderança e de trabalho em equipe, evidenciada por publicações em coautoria;
  • Visão de futuro para a área de atuação;
  • Qualidade da produção científica e tecnológica;
  • Outros aspectos relevantes para a função.

A previsão é que o concurso para pesquisador seja homologado em outubro, após as etapas de avaliação de títulos e desempate de notas.

Outros cargos em andamento no concurso

Além da seleção para pesquisadores, a Embrapa também deve homologar ainda em agosto o concurso para os cargos de assistente, técnico e analista. Segundo a diretora de Administração da empresa, Selma Beltrão, o processo está na fase final de desempate de notas e a expectativa é de que as convocações comecem em setembro, com contratações a partir de outubro.



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a história que se planta e se colhe no campo


Nem todo legado cabe em um testamento. Alguns se carregam na lembrança e no peito, como ensinamentos que moldam vidas. Edimar Santos Nascimento, de 37 anos, vive a rotina do trabalho rural desde a infância, na antiga propriedade do pai, em Teófilo Otoni, Minas Gerais onde ainda mora e preserva a história de seu pai não apenas com palavras, mas com trabalho e gratidão.

“Meu pai ensinou a ser honesto e dar valor ao sítio. Trabalhar como fonte de sobrevivência. Se ele tivesse vivo, eu diria: gratidão, pai.”

Atualmente, ele trabalha no sítio com a esposa, os filhos, a mãe e o irmão. Juntos, transformam a propriedade em fonte de renda e orgulho. Produzem goiaba, acerola, maracujá, uva, citrus, entre outras frutas – parte delas de forma orgânica. “A gente segue firme, trabalhando, claro, com mais qualidade e mais conhecimento”, diz o produtor rural.

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Desafio da sucessão familiar

Na foto, há quatro pessoas, sendo três homens e uma mulher. Eles mostram frutas que produzem no sítio
Família Nascimento. Foto: Pedro Vilela / Agencia i7

Entre os inúmeros desafios enfrentados pelos pequenos produtores rurais, está o processo de sucessão familiar. Para Deborah Constantino, analista do Sebrae Minas, é fundamental compreender a propriedade rural como um negócio..

“O primeiro passo é entender a propriedade como empreendimento. Além disso, é crucial estabelecer um bom planejamento prévio para o momento em que a nova geração for assumir o controle, evitando assim, conflitos nas relações e garantindo a continuidade do negócio”, explica.

Para Edimar Nascimento, o maior fruto que ele colhe vem da esperança. Seu filho mais velho, de 21 anos, estuda agronomia. O mais novo, ainda menino, já começa a aprender sobre agricultura.

“Hoje a sucessão tem muitos problemas por falta de conhecimento e sustentabilidade. Por isso, a gente precisa mostrar que é possível viver bem do campo. O sítio é uma empresa”, reforça o pai orgulhoso dos filhos e reconhece que gostaria de um dia ouvir: “Pai, gratidão por tudo.”

Porteira Aberta Empreender

Neste Dia dos Pais, o campo ensina que não há herança maior do que o exemplo deixado com honestidade e amor. Com o exemplo do produtor de Minas Gerais, a equipe do Porteira Aberta Empreender deseja que o Dia dos Pais seja repleto de amor e reconhecimento. Parabéns, pais, pelo seu dia.



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Seminário debate respeito aos direitos civis na demarcação de terras indígenas



Na próxima quinta-feira (14), a cidade de Cuiabá (MT) será o palco do “Seminário Justiça Territorial – Respeito aos direitos civis nos processos de demarcação de terras indígenas”. O encontro é promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e será realizado a partir das 8h, no Espaço Reali. Estarão presentes autoridades, juristas, representantes do setor produtivo e da sociedade civil.

O seminário tem como objetivo fomentar um debate técnico em torno da Lei do Marco Temporal (Lei 14.701/2023) e da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 24/2025, que propõe transferir ao Congresso Nacional a competência para criação de áreas de preservação ambiental e demarcação de terras indígenas. A intenção é discutir as implicações legais e sociais desses processos, buscando garantir o respeito aos direitos civis e à segurança jurídica.

Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja MT, destaca a importância do tema para o setor produtivo. “Vamos tratar sobre segurança jurídica e os impactos sociais nas demarcações de terras indígenas, porque cresce a preocupação do setor e do produtor rural por conta de 22 municípios que serão afetados por demarcações. Na nossa visão, isso tem um concreto risco de insegurança jurídica ao direito de propriedade, onde produtores consolidados antes da Constituição de 1988 estão sendo prejudicados com processos questionáveis de demarcação”.

Para Leonardo Bortolin, presidente da AMM, os impactos vão além dos produtores, afetando também a gestão pública municipal. “Buscamos equilíbrio entre quem produz e o direito dos povos indígenas, mas precisamos considerar a insegurança jurídica que este tema tem levantado para municípios. Imagine uma ‘redemarcação’ com perda de área produtiva, o que isso significa economicamente para a população e para a Prefeitura. É crucial que as autoridades se mobilizem para garantir que novas demarcações sejam exclusivas do Congresso Nacional”, afirmou.



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Safra de café em MG deve ser menor; especialista da Emater orienta planejamento



A colheita do café avança em todo o Brasil e já se aproxima da reta final, com os trabalhos em campo atingindo 94% da área estimada para esta safra, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, divulgado nesta sexta-feira (8). O ritmo desacelerou nos últimos dias, mas é um movimento comum na reta final dos trabalhos.

No entanto, em Minas Gerais, maior estado produtor do país, a safra de 2025 deve ser menor que a do ano passado. O recuo é atribuído à bienalidade negativa e às condições climáticas adversas, como períodos de seca durante fases importantes do ciclo da cultura.

De acordo com o mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Minas deve colher cerca de 26,1 milhões de sacas, o que representa uma redução de 7,1% frente à temporada de 2024. Apesar das perdas previstas, a colheita do arábica tem avançado bem nas principais regiões do estado. 

Em entrevista ao Mercado & Companhia, o coordenador técnico Emater-MG, Willem de Araújo, explicou que além da seca, chuvas recentes em algumas áreas têm dificultado a secagem dos grãos nesta fase final da colheita. “O produtor está com pressa agora. Os preços estão em alta e ele já começa a pensar na próxima safra. Isso acelera o ritmo da colheita em algumas regiões”.

Segundo o especialista, a colheita já foi praticamente encerrada no Sul de Minas e no Cerrado, restando áreas de montanha, onde a maturação é mais lenta. Ainda assim, a definição dos números finais da safra pode demorar. 

“Muitos produtores ainda não estocaram nem entregaram todo o café às cooperativas. Além disso, há relatos de que estão sendo necessários de 10% a 15% mais grãos para formar uma saca beneficiada. Isso indica que a produção final pode ser ainda menor que os 26 milhões de sacas inicialmente previstos”, afirma.

Qualidade melhor, mas com ressalvas

Sobre a qualidade das plantas, Araújo afirma que as lavouras irrigadas e situadas em áreas mais altas estão com melhor condição fitossanitária. “Essas áreas produziram menos, o que ajuda na recuperação. Em geral, a situação está melhor que no ano passado, quando tivemos um inverno mais quente e plantas desajustadas. Mas aquelas que produziram muito este ano dificilmente vão se recuperar a tempo para a próxima safra.”

Orientações da Emater

Diante do cenário desafiador, a Emater recomenda atenção ao manejo e planejamento antecipado. “Agora é a hora do produtor fazer as podas, escolhendo a técnica mais adequada para cada área. Os preços do café estão em níveis remuneradores, então o momento é favorável para já adquirir insumos com melhores condições”, orienta.

Além disso, ele destaca a importância do investimento em sistemas de irrigação mais eficientes, especialmente nas regiões mais secas, como forma de garantir produtividade com qualidade e menor custo.

Mercado de olho no tarifaço

No mercado, os olhares se voltam para o cenário internacional. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), agentes do setor ainda acreditam que a tarifa adicional de 50% sobre as exportações brasileiras de café para os Estados Unidos pode ser revertida. 

A pressão vem de grandes empresas norte-americanas que dependem do café brasileiro para a composição de seus blends industriais. O Brasil é responsável por cerca de 25% do café importado pelo mercado norte-americano e é o principal fornecedor da variedade arábica, base da indústria local de torrefação.

De acordo com o coordenador técnico, o cenário é incerto. “Ainda estamos aguardando uma definição. Isso pode afetar o volume exportado e deve influenciar a tomada de decisão dos produtores nos próximos meses”, conclui.



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