sexta-feira, maio 8, 2026

Autor: Redação

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Soja inicia semana com negócios moderados; confira as cotações no Brasil



O mercado brasileiro de soja começou a semana com volumes moderados de negócios, conforme análise de Rafael Silveira, da Safras & Mercado. Nesta segunda-feira (11), mesmo com a valorização expressiva dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, os prêmios no Brasil caíram, com redução da pressão para altas nos preços domésticos. A desaceleração reflete uma recuperação técnica após várias sessões negativas, além da escassez de soja disponível para venda no curto prazo.

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Nos portos brasileiros, os preços se mantêm firmes, mas a oferta imediata é baixa, pois a janela para exportação em agosto está quase preenchida. As melhores oportunidades estão para contratos com prazos mais longos, embora com volumes reduzidos, pois a maior parte das vendas já está concretizada.

Já no interior, os produtores não se sentem satisfeitos com as cotações atuais e mantêm spreads elevados, o que mantém os compradores menos ativos e com margens apertadas.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 141,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 141,00 para R$ 140,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 122,00 para R$ 124,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00

Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em forte alta, alcançando o maior nível em duas semanas. O movimento foi impulsionado por sinais positivos na negociação comercial entre Estados Unidos e China. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou esperar que a China quadruplique suas compras de soja norte-americana, o que ajudaria a reduzir o déficit comercial do país asiático com Washington.

Apesar da expiração prevista para 12 de agosto da trégua tarifária entre as duas potências, o governo Trump indicou possibilidade de extensão do acordo. Trump destacou que as negociações têm transcorrido bem e ressaltou o bom relacionamento com o presidente Xi Jinping.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja para entrega em setembro fecharam a US$ 9,91 3/4 por bushel, com alta de 24,00 centavos (2,47%). A posição novembro teve alta de 23,75 centavos (2,40%), cotada a US$ 10,11 1/4 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo para setembro subiu US$ 4,20 (1,51%), a US$ 280,80 por tonelada, enquanto o óleo fechou a 53,19 centavos de dólar, com ganho de 0,48 centavo (0,91%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,13%, negociado a R$ 5,4430 para venda e R$ 5,4410 para compra, oscilando entre R$ 5,4338 e R$ 5,4600 ao longo do dia.



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Chuva de 80 mm e massa de ar polar gelando a semana; Inmet te mostra tudo


A previsão do tempo entre esta segunda-feira (11) e a próxima (18) feita pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostra temperaturas mínimas abaixo de 8°C em áreas do Sul e chuva acima de 80 mm em partes do Norte do país. Confira:

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Sul

Um sistema de alta pressão associado a uma massa de ar polar deve manter as temperaturas abaixo de 8°C em toda a região Sul entre esta terça e quarta (12 e 13). Quanto à chuva, são previstos acumulados de até 5 mm no sul de Santa Catarina, bem como no nordeste e sudeste do Rio Grande do Sul e Região Metropolitana de Porto Alegre (tom em azul escuro no mapa). Maiores acumulados, de até 10 mm, são previstos para o sul do sudeste gaúcho. Destaca-se, também, a umidade relativa do ar abaixo de 40% para a maior parte do Paraná durante os próximos dias.

Sudeste

No Sudeste, devem predominar mínimas inferiores a 10°C, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro entre esta terça e quarta. Entretanto, a previsão do Inmet também indica ausência de chuva e tempo estável. No entanto, para alguns setores como as mesorregiões mineiras do Jequitinhonha, Vale do Mucuri e Vale do Rio Doce, bem como na estreita faixa litorânea paulista e do Rio Janeiro, são previstos para os próximos dias baixos acumulados de até 5 mm (tom em azul escuro). Salienta-se, também, a umidade relativa abaixo de 40% prevista para os próximos dias nas regiões do Triângulo Mineiro, sul/sudoeste de Minas Gerais e setores central, norte e oeste de São Paulo.

Centro-Oeste

mapa de chuva - 11 a 18 de agosto de 2025mapa de chuva - 11 a 18 de agosto de 2025
Foto: Reprodução Inmet

Ao longo da semana, a previsão indica temperaturas máximas elevadas em grande parte do Centro-Oeste. Em Mato Grosso, os termômetros podem ultrapassar os 36°C, principalmente na quinta-feira (14). De forma geral, a previsão indica predomínio de tempo estável, com ausência de chuva em todos os estados (áreas em branco no mapa). Destaca-se, também, a previsão de umidade relativa abaixo e 30% para toda a região para os próximos dias, principalmente no centro-oeste mato-grossense, centro-sul de Mato Grosso do Sul e em grande parte de Goiás.

Nordeste

Na faixa litorânea do Maranhão e no centro-norte do Piauí, as temperaturas prometem ser elevados, com destaque para a quinta-feira (14), quando os termômetros podem ultrapassar os 36°C. No interior da Região não há previsão de chuva, com redução da umidade relativa do ar, principalmente no sudoeste piauiense, porções leste e oeste do Ceará, sul maranhense e oeste dos estados da Bahia, do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Em pequenas áreas do litoral baiano e do norte do Piauí, podem ocorrer chuvas superiores a 20 mm (tons em verde).

Norte

No sul do Amazonas e em Rondônia, as máximas podem superar os 36°C, com destaque para quinta-feira (14). Segundo o Inmet, áreas de instabilidade deverão se concentrar no extremo noroeste e na porção central do Amazonas, além do noroeste do Pará, com volumes que podem superar 60 mm (tons em laranja e vermelho). Destacam-se os maiores acumulados de chuva, da ordem de 80 mm, previstos para a parte central e norte do Amazonas, bem como para o sul de Roraima. Em contraste, nas regiões centro-sul de Rondônia, sudoeste do Amazonas, sul do Pará, Acre e Tocantins, não há previsão de chuva ao longo da semana. Nessas localidades, a tendência é de redução da umidade relativa do ar, que poderá atingir níveis inferiores a 30%.



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Fundo sustentável pode atrair bilhões para o campo


Com o Brasil prestes a sediar a COP30, em 2025, cresce a expectativa sobre quais iniciativas o país apresentará ao mundo como vitrine de sua capacidade de liderar a transição verde. Em meio a esse cenário, podemos sugerir de criação da Poupança Verde — um novo fundo de financiamento para o agronegócio sustentável que poderia ser levado à conferência como uma bandeira inovadora do setor.

A proposta pode ser adotada como pauta pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), aliando-se ao espírito de protagonismo ambiental que o evento exige. O modelo prevê captação livre de recursos com isenção fiscal ao investidor, voltado exclusivamente para financiar práticas agrícolas sustentáveis no Brasil.

O fundo Verde funcionaria como uma espécie de “LCA ambiental”, permitindo que bancos, cooperativas, seguradoras e plataformas digitais mobilizem capital — inclusive estrangeiro — para irrigar o campo com crédito de longo prazo, juros acessíveis e foco ambiental.

Um fundo verde com DNA agro

A sugestão contempla:

  • Captação aberta de pessoas físicas e jurídicas, inclusive internacionais;
  • Remuneração com isenção de IR, como ocorre com LCAs e debêntures incentivadas;
  • Aplicação dos recursos em projetos certificados de:
    • recuperação de pastagens degradadas,
    • energia limpa na propriedade,
    • irrigação eficiente,
    • bioinsumos e compostagem,
    • plantio direto e rotação de culturas,
    • agricultura de baixo carbono (ABC+).

Uma inovação adicional é a possibilidade de que os produtores que gerarem créditos de carbono verificados possam utilizá-los como:

  • Garantia parcial das operações de crédito;
  • Critério de bonificação na taxa de juros, estimulando a adoção de práticas que removem carbono da atmosfera ou evitam emissões.

O fundo seria viabilizado por lei complementar, podendo inclusive receber aportes vinculados a percentuais de tributos já existentes, como o IOF rural ou a Cide combustíveis, sem criação de novos impostos.

A proposta tem alto potencial de atrair fundos internacionais de impacto, green bonds e investidores ESG, que buscam ativos com lastro ambiental e segurança institucional.

“O mundo busca ativos verdes com credibilidade. O agro brasileiro, quando bem organizado e transparente, é o maior ativo verde do planeta”, defende o autor da sugestão.

Ao ser encampada pela FPA ou por lideranças do agro no Congresso, a Poupança Verde pode se transformar em um marco inovador do setor rural, ao mesmo tempo em que serve como resposta estratégica às pressões internacionais por sustentabilidade.

Lançar essa proposta durante a COP30, em Belém, daria ao Brasil a oportunidade de apresentar uma medida concreta, de origem nacional, que une sustentabilidade com produção e mercado de capitais.

Seria também uma alternativa estruturante ao modelo de crédito rural tradicional, ainda dependente de recursos orçamentários e políticas sazonais. Com a Poupança Verde, a transição ecológica do agro ganharia uma fonte contínua de financiamento, de mercado, com sinal claro de política de Estado.

Poupança Verde é uma proposta original que pode colocar o agro brasileiro no centro das soluções globais para o clima. Se adotada por lideranças políticas e setoriais, ela tem potencial de mobilizar bilhões em investimentos, gerar renda no campo e fortalecer a imagem do Brasil como líder mundial da produção sustentável.

A ideia pode sair do papel e se tornar uma das grandes entregas brasileiras na COP30.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Da rastreabilidade por lote à individual: as mudanças que virão com a nova lei


Pecuaristas, uma nova era na pecuária brasileira está a caminho. A rastreabilidade individual de 100% do rebanho será obrigatória até 2032, dando ao setor um prazo de 7 anos para se adequar. Assista ao vídeo abaixo e confira a entrevista completa.

Essa mudança, que vai além da rastreabilidade por lote, trará grandes impactos para a gestão e rentabilidade das fazendas, consolidando a pecuária como uma atividade moderna e transparente.

O programa Giro do Boi entrevistou os executivos Fábio Dias, diretor de pecuária da Friboi, e Sérgio Marçon, coordenador de sustentabilidade da JBS, para discutir os benefícios e desafios dessa nova era.

A conversa destacou como a rastreabilidade individual pode ser uma ferramenta de inclusão e valorização para o produtor rural, abrindo portas e gerando novas oportunidades de negócio.

Rastreabilidade: de lote para individual

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Foto: Divulgação

A rastreabilidade por lote, feita pela Guia de Trânsito Animal (GTA), tem suas limitações. Em confinamentos, por exemplo, animais de dezenas de produtores diferentes podem ser misturados, dificultando o rastreio individual.

A rastreabilidade individual adiciona uma camada extra de segurança e informações, permitindo:

  • Qualificar o estoque: O pecuarista pode garantir a rastreabilidade de cada animal desde o nascimento, com informações precisas sobre sua origem, manejo e histórico sanitário.
  • Construir cadeias sustentáveis: A rastreabilidade individual permite provar que o gado é oriundo de fazendas sem desmatamento, atendendo a clientes que exigem esse tipo de comprovação, como é o caso do Regulamento da União Europeia (EUDR).
  • Levar incentivos: O frigorífico pode enxergar toda a cadeia de produção e levar incentivos para os produtores que se destacam no manejo, na conservação e em outras práticas sustentáveis, valorizando o trabalho no campo.

O processo é inclusivo e dá visibilidade a pequenos produtores que hoje não são reconhecidos pelo seu trabalho e comprometimento com a sustentabilidade.

Ferramentas e apoio para a regularização

Bovinos se alimentando com DDG no cocho. Foto: DivulgaçãoBovinos se alimentando com DDG no cocho. Foto: Divulgação
Bovinos se alimentando com DDG no cocho. Foto: Divulgação

As exigências do mercado estão crescendo, e quem não se adequar ficará de fora. A JBS, por meio de seus Escritórios Verdes, busca auxiliar o produtor nessa jornada.

O mais novo, o 20º no Brasil, foi inaugurado no estado de Minas Gerais, um estado gigantesco para a pecuária. O escritório atende a produtores de várias regiões, ajudando a resolver questões ambientais relacionadas ao CAR (Cadastro Ambiental Rural) e a embargos do Ibama.

O recado de Fábio Dias é claro: o produtor não deve ter medo. A maioria dos problemas é de ordem documental e de fácil solução, com o apoio de técnicos especializados.

Ferramentas como o Cowbot, um robô de WhatsApp, permitem que o produtor faça consultas e verifique a regularidade de sua fazenda e de seus fornecedores de forma simples e rápida.

O exemplo do Pará e o futuro do Brasil

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Foto: Adepará/divulgação

O estado do Pará se destaca como protagonista na implementação da rastreabilidade individual. O estado decidiu acelerar o processo e, com isso, está mapeando os desafios que os outros estados terão no futuro.

As regras fundamentais são a dupla identificação (brinco visual e com leitura de rádio) e uma numeração nacional única (o número 076), que representará o Brasil.

A rastreabilidade individual não é uma ameaça, mas um cenário de oportunidades. A adoção de ferramentas como o Cowbot e o apoio de iniciativas como o Escritório Verde da JBS são cruciais para que a pecuária brasileira se prepare para a nova era de exigências do mercado global, garantindo a sua sustentabilidade e rentabilidade a longo prazo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cotações da arroba do boi iniciam semana estáveis em São Paulo


O informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria na segunda-feira (11), apontou estabilidade nas cotações do boi gordo no mercado paulista. Após uma semana de altas consecutivas, impulsionadas pela oferta reduzida e pelo bom escoamento da carne, o início desta semana registrou poucos negócios e manutenção dos preços no comparativo diário. A escala de abate no estado atende, em média, seis dias.

Em Santa Catarina, a menor oferta de bovinos e o bom ritmo de vendas de carne resultaram em aumento para todas as categorias. “A cotação do boi gordo e da vaca subiu R$ 2,00 por arroba, enquanto a da novilha avançou R$ 3,00/@”, informou a análise.

Na região de Goiânia (GO), a redução na oferta também influenciou as cotações. O boi gordo apresentou alta de R$ 2,00/@, e o chamado “boi China” registrou aumento de R$ 5,00/@. As demais categorias permaneceram estáveis.

No atacado de carne com osso, as vendas se mantiveram em ritmo entre razoável e bom ao longo da semana. O movimento foi impulsionado pela reposição de estoques no varejo após o recebimento dos salários e pelo Dia dos Pais. Nesse cenário, todas as categorias de carcaça registraram alta.

A carcaça casada do boi capão subiu 2,5%, equivalente a R$ 0,50/kg. A carcaça do boi inteiro aumentou 2,1% (R$ 0,40/kg). Entre as fêmeas, a vaca teve acréscimo de 2,2% (R$ 0,40/kg) e a novilha de 2,1% (R$ 0,40/kg).

No mercado de carnes alternativas, o frango médio subiu 6,3% (R$ 0,40/kg), enquanto o suíno especial apresentou alta de 5,7% (R$ 0,70/kg).





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Segunda edição do Seminário de Fruticultura Irrigada acontecerá na Barra Agroshow


A segunda edição do Seminário de Fruticultura Irrigada acontecerá nos dias 5 e 6 de setembro, das 8h às 17h, dentro da programação oficial da Barra Agroshow, feira que estreará no município de Barra, localizado na região do Médio São Francisco, no Oeste da Bahia.

Realizado pela primeira vez em 2024, o seminário tem como proposta aprofundar os debates sobre os desafios, oportunidades e avanços da fruticultura tropical em regiões irrigadas, especialmente no contexto do semiárido brasileiro.

De acordo com a organização, neste ano o evento técnico contará com a participação de especialistas renomados no país, e as vagas são limitadas.

Segundo o presidente da Barra Agroshow, Marco Caviola, produtores, pesquisadores, estudantes e profissionais do agro são o público-alvo do evento, que será pago.

“Além de grandes nomes, traremos representantes de instituições públicas e privadas, lideranças do setor e empreendedores locais, com uma grande estrutura e programação”, afirma Caviola.

Seminário Fruticultura irrigada, Barra Agroshow, feira, eventp
Visitas a propriedades locais fazem parte da programação do Seminário | Foto: Agência Marca Comunicação)

O ingresso para participação no seminário custa R$ 300,00 e está disponível numa plataforma de vendas online.

O evento contará com estrutura climatizada, estacionamento gratuito e um ambiente preparado para o conforto e a segurança dos participantes.

A programação combina conteúdo técnico, visitas de campo e painéis estratégicos. Já a Barra Agroshow tem entrada gratuita e será realizada entre os 4 e 6 de setembro

Programação do evento

No primeiro dia, 5 de setembro, os participantes poderão escolher entre duas visitas técnicas exclusivas a propriedades modelo na região: uma Fazenda de Cacau e uma Fazenda de Uva e Mirtilo, com vagas limitadas por turma.

Além disso, no dia 6 de setembro, a programação conta com painéis e palestras. Um dos destaques é o Painel “Uva em Perspectiva”, que contará com a presença dos especialistas Ângela Bastos e Edis Matsumoto, debatendo tendências e desafios da cultura da uva no Brasil. 

Por fim, o evento tem como objetivo, proporcionar uma imersão prática no sucesso da fruticultura irrigada adaptada ao clima semiárido.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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Tarifaço dos EUA não derruba soja brasileira; preços são mantidos pelos portos



O setor agropecuário enfrentou recentemente o impacto do ‘tarifaço‘ imposto pelos Estados Unidos, que aplicaram uma taxa de 50% sobre diversos produtos brasileiros que incluem, também, a soja. Trata-se da maior tarifa atualmente em vigor no mundo, medida que afeta diretamente o comércio brasileiro para o mercado americano.

Segundo a plataforma Grão Direto, mesmo assim, os preços da soja no Brasil mostraram estabilidade, sustentados principalmente pela forte demanda externa e pelos prêmios elevados pagos nos portos brasileiros. Enquanto o preço da soja na Bolsa de Chicago apresenta leves oscilações, os exportadores nacionais continuam apostando na preferência da China pela soja brasileira, já que o país asiático ainda mantém uma demanda internacional mais fraca, principalmente pela ausência de compras da safra americana.

Volume programado para embarque de soja

Segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o volume programado para embarque de soja nos portos brasileiros em agosto é o maior dos últimos cinco anos. Até o fim de julho, o Brasil já havia exportado mais de 77 milhões de toneladas, caminhando para alcançar a meta anual de 102 milhões, mesmo diante do desafio logístico de manter um ritmo elevado de embarques nas próximas semanas.

Milho

Por outro lado, o milho começa a ganhar espaço nos terminais portuários com a colheita avançando, o que indica uma migração gradual da operação para o cereal, enquanto a janela de escoamento da soja vai se fechando.

Prêmios dão suporte aos preços de soja

Um dos fatores que mantêm o mercado da soja firme no Brasil são os prêmios portuários, que seguem elevados mesmo com a valorização do real frente ao dólar e as pressões do mercado internacional. Esse cenário favoreceu principalmente a soja da safra passada, que registrou uma semana bastante movimentada nos negócios.

A ausência de avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China mantém a soja sul-americana como protagonista no mercado internacional, mas essa situação pode mudar com a aproximação da nova safra americana, quando a China deve voltar a comprar soja dos EUA, reduzindo um pouco a demanda pelo Brasil.

Relatório do USDA e expectativas

Nesta terça-feira, 12 de agosto, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trará atualização do Relatório de Oferta e Demanda que poderá trazer um aumento nos estoques finais da nova safra. Isso deve refletir uma desaceleração nas exportações americanas e um aumento na produtividade, graças às boas condições climáticas que têm beneficiado as lavouras.

Esse cenário de maior oferta tende a pressionar os preços da soja, especialmente na Bolsa de Chicago. A expectativa de uma demanda mais fraca, com a redução nas compras chinesas, também contribui para essa tendência.

Cenário e mercado de soja

No âmbito macroeconômico, crescem as apostas por cortes nos juros nos Estados Unidos em setembro, diante de dados mais fracos no mercado de trabalho. No Brasil, o Banco Central mantém uma postura rígida, sinalizando a possibilidade de juros elevados por mais tempo para controlar a inflação.



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Congresso precisa impedir que projeto de licenciamento ambiental seja desconfigurado, diz especialista



O governo federal anunciou, na última sexta-feira (8), 63 vetos ao projeto de lei sobre licenciamento ambiental aprovado pelo Congresso. Segundo Pineda, algumas alterações propostas representam um retrocesso para o produtor rural.

“Havia muita crítica ao fato de o agro ter sido dispensado do licenciamento ambiental, mas, na verdade, não era exatamente assim. O setor agropecuário tem procedimentos próprios. Sabemos que, para qualquer intervenção ou supressão de vegetação, é preciso solicitar autorização, e, para o uso da água, é necessário obter outorga”, explica.

Ela afirma que esses procedimentos específicos da atividade agropecuária foram reconhecidos no projeto, que dispensava de licenciamento o produtor que já tivesse o Cadastro Ambiental Rural (CAR).

“Com o veto, apenas o produtor que tiver o CAR analisado poderá obter a dispensa. Isso é quase algo ‘para inglês ver’, porque sabemos, inclusive o próprio governo , que praticamente não existem CARs analisados no Brasil. Uma exceção é o estado de São Paulo, que já possui uma porcentagem significativa de análises, mas a maioria dos estados não tem esse processo concluído.”

Na prática, segundo Pineda, essa mudança pode levar vários estados a exigir licenciamento ambiental dos produtores rurais, algo que antes não ocorria em muitos casos.

“Não tínhamos uma lei federal de licenciamento ambiental, apenas leis estaduais, e muitos estados dispensavam o produtor dessa exigência. Em Mato Grosso, por exemplo, havia a licença ambiental única, que depois virou a autorização provisória de funcionamento (APF). Agora, se apenas quem tiver o CAR analisado for dispensado, todos os outros produtores precisarão de licenciamento, conforme a lei federal.”

A advogada também alerta para riscos à segurança jurídica, já que o processo para as novas medidas entrarem em vigor pode ser lento, uma vez que o Congresso ainda analisará os vetos.

“Para o ano que vem, há risco no acesso a crédito. Uma vez tornando-se obrigatório o licenciamento ambiental para a atividade rural, sabemos que, assim como é demorada a análise do CAR, o licenciamento também é moroso nos estados. Nos locais onde não há licenciamento para a atividade rural, pode haver um novo gargalo, talvez falte equipe técnica ou estrutura para analisar os pedidos. Isso pode gerar problemas tanto para obter crédito quanto para vender a produção. Uma trading pode não aceitar produtos sem licenciamento; um frigorífico pode não aceitar bois sem licenciamento. Essa é uma incógnita.”

MP sobre licença especial

Sobre a Medida Provisória (MP) que cria a licença especial, Pineda afirma que ela atende apenas às obras consideradas prioritárias pelo governo.

“Essa MP resolve o problema do governo: da exploração de petróleo na Foz do Amazonas, de obras que trazem grande visibilidade em ano eleitoral, e de investimentos que o próprio governo elege como prioritários. O objetivo é exclusivo para esse tipo de licença especial. O restante continuará na nossa luta para desburocratizar, baratear e tornar o licenciamento mais eficiente e efetivo.”

Na avaliação da especialista, outro ponto crítico do projeto de lei é a consulta a órgãos públicos, como a Funai.

“O texto previa que apenas áreas indígenas homologadas necessitariam de consulta à Funai, com prazo para resposta. Isso foi vetado. Agora, até áreas em estudo podem permitir a consulta, e não sabemos se haverá prazo para manifestação. Isso pode impactar obras como a exploração de potássio em Autazes ou ferrovias que cruzam unidades de conservação e terras indígenas.”

Pineda defende que o Congresso precisa enfrentar essas questões para evitar que o projeto seja desconfigurado.

“A questão do CAR analisado precisa ser revista. São mudanças que contrariam o que o Congresso aprovou. Talvez eu esteja sendo otimista, mas acredito que alguns vetos estratégicos para as atividades econômicas possam ser derrubados.”



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Milho dos EUA está mais competitivo, mas preços no Brasil devem aumentar



O contrato de setembro para o milho na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a semana passada cotado a US$ 3,83 por bushel, queda de 1,79% ante os patamares fechados no dia 1 de agosto.

Na B3, o vencimento de mesmo mês caiu 2,72%, fechando a R$ 65,14 por saca. Já no mercado físico, os preços apresentaram comportamento misto, com algumas praças em alta e outras em baixa, enquanto os agentes aguardam fundamentos mais claros para direcionar as negociações.

Confira, abaixo, análise da plataforma Grão Direto sobre os destaques do cereal nesta semana:

O que esperar do milho?

  • Exportações seguem desafiadoras: até o fim de julho, o Brasil havia embarcado 8,42 milhões de toneladas de milho, enquanto a meta para o ano é de 43 milhões. Ainda restam 34,58 milhões de toneladas a serem enviadas ao exterior até o final do ano, o que exigiria uma média de 1,82 milhão de toneladas por semana. Contudo, a recuperação do ritmo exportador depende do bom andamento da colheita da segunda safra, que vem progredindo sem grandes problemas (mais de 80% da área já foi colhida); da liberação dos portos, que estão gradualmente sendo direcionados à movimentação do milho; e da competitividade do grão brasileiro frente ao milho dos Estados Unidos, que ainda segue mais atrativo.
  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
  • Relatório de oferta demanda: nesta terça-feira (12), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará uma nova atualização dos dados globais de oferta e demanda de grãos. A expectativa do mercado é por uma revisão para cima na produtividade do milho da safra 2025/26 nos Estados Unidos, o que indicaria uma colheita maior e mais eficiente do que a registrada no ciclo anterior, além de estoques finais mais elevados.
  • Efeitos internos do relatório: para o Brasil e a Argentina, não são esperadas mudanças relevantes neste relatório de agosto. Caso essa projeção de produtividade seja novamente ampliada, a pressão sobre os preços pode aumentar — no entanto, o consumo interno aquecido nos Estados Unidos pode funcionar como um fator de contenção, evitando quedas mais expressivas nas cotações.
  • Cenário climático: nos próximos 15 dias, o padrão de chuvas no Brasil deve se manter com maior concentração nas regiões Norte e Sul, enquanto o restante do país apresenta volumes baixos e bem distribuídos. Nos Estados Unidos, o cenário climático segue favorável ao desenvolvimento das lavouras, com um período úmido e chuvas abrangendo grande parte do território. A região centro-oeste de Iowa, incluindo partes de Illinois e Missouri, pode receber volumes expressivos, com risco pontual de alagamentos, a depender da intensidade das precipitações. Contudo, no geral, o clima permanece dentro da média histórica, sem indicar extremos relevantes no curto prazo.

De acordo com a Grão Direto, a demanda pelo milho brasileiro deve continuar pressionada pela maior competitividade do cereal norte-americano. No entanto, historicamente, o segundo semestre é marcado por um aquecimento nas exportações, o que pode impulsionar a demanda e, consequentemente, influenciar positivamente os preços no mercado interno.



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Após neve, geada deve se espalhar por seis estados; veja onde


O último final de semana foi marcado por frio intenso no centro-sul do Brasil, com direito a neve em áreas da Região Sul, como em Urupema, Bom Jardim da Serra e São Joaquim, em Santa Catarina.

De acordo com a Climatempo, a massa de ar frio que está sobre o país continuará influenciando o tempo até quarta-feira (13), mantendo as temperaturas baixas e trazendo condições para geada ampla nesta terça-feira (12) nas áreas indicadas pelo mapa abaixo.

Assim, com mais um dia de frio intenso, a previsão é que a geada recaia desde a Campanha Gaúcha, passando pela região central e norte do Rio Grande do Sul, pelo centro de Santa Catarina e do Paraná, até o centro-sul paulista.

mapa geada Climatempomapa geada Climatempo
Foto: Climatempo

Também estão incluídas áreas de maior altitude da Serra da Mantiqueira, abrangendo pontos de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além da região serrana fluminense.

De acordo com a Climatempo, com a atmosfera ainda sob forte influência da massa de ar frio, há potencial para geada moderada a forte em localidades mais elevadas.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



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