sexta-feira, maio 8, 2026

Autor: Redação

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John Deere lança colheitadeira inteligente com tecnologia preditiva inédita no mercado


Imagine uma colheitadeira capaz de antecipar as condições da lavoura, ajustar automaticamente sua operação e entregar mais produtividade com menor consumo de combustível. Essa é a promessa da nova S7 da John Deere, a primeira série de colheitadeiras com automação preditiva de velocidade.

Voltada a produtores de grãos, a S7 marca um novo capítulo na história da mecanização agrícola. Com sensores de alta precisão e conexão via satélite, o equipamento lê até 8,5 metros à frente da plataforma, antecipando cenários da lavoura e adaptando sua performance em tempo real.

A nova tecnologia permite ganhos reais no campo. A S7 é capaz de:

  • Aumentar em até 20% a produtividade operacional (ha/h)
  • Reduzir em até 10% as perdas de grãos
  • Economizar até 4,5% no consumo de combustível por hectare

Esses números são possíveis graças à integração entre imagens de satélite processadas pelo John Deere Operations Center™ e câmaras frontais embarcadas na máquina. Essa combinação gera um mapa preditivo de rendimento, que alimenta algortimos capazes de ajustar automaticamente a velocidade da colheita e outros parâmetros da operação, sem intervenção manual.

A colheitadeira mais inteligente do mundo

A S7 possui automações que preveem com até 3,6 segundos de antecedência, garantindo alimentação constante e maior eficiência ao longo de todo o dia de trabalho.

Além disso, o sistema ISS (Configurações Inteligente Inicial) utiliza dados de outras máquinas conectadas em um raio de até 80 km para configurar automaticamente os parâmetros ideais de colheita.

O monitor G5 Plus permite que o produtor defina os limites máximos para perdas de grãos, impurezas e grãos quebrados. A partir disso, a própria máquina realiza os ajustes necessários no rotor, côncavo e peneiras, garantindo qualidade superior do produto final.

colheitadeira John Deere linha S7colheitadeira John Deere linha S7
Foto: John Deere

Conforto, potência e conectividade

A Série S7 não impressiona apenas pela automação. Ela vem equipada com o que há de mais moderno em conforto, conectividade e performance:

  • Nova cabine premium: mais ergonômica, com multimídia compatível com Android Auto e Apple CarPlay, 20% menos ruído e muito mais conforto para jornadas longas.
  • Nova arquitetura eletrônica de 32 bits e cabo Ethernet, que acelera a troca de dados e facilita diagnósticos.
  • Motores 13,6L de alta eficiência, com rotação nominal de 2000 rpm, otimizando o consumo e desempenho.
  • Sistema de desligamento automático dos sem-fins, que reduz o desgaste durante a operação.
  • Nova plataforma HDF50 pés e Premium Powercast, para espalhamento eficiente e redução da contrapressão.
  • Conectividade total com JDLink Boost integrado de fábrica, solução de internet satelital, garantindo visibilidade em tempo real de toda a operação.

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Uma parceira do plantio à colheita

Com foco absoluto em eficiência, inteligência e automação, a nova colheitadeira S7 reforça o posicionamento da John Deere como líder em tecnologia agrícola.

Para produtores que valorizam uma experiência de colheita com inovação, performance e qualidade de colheita, essa é uma máquina que colabora do início ao fim da safra.

É tecnologia impulsionada pela inteligência da John Deere para garantir que cada hectare seja colhido com máxima eficiência e rentabilidade.



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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo avança com clima favorável e manejo adequado


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (7) pela Emater/RS-Ascar, as lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam bom desempenho nas principais regiões produtoras, com avanços no desenvolvimento vegetativo e nas práticas de manejo.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a semeadura foi concluída, com as últimas operações realizadas nos Campos de Cima da Serra. Conforme o boletim, as lavouras apresentam “excelente estabelecimento inicial”. Áreas implantadas no início de junho tiveram germinação desuniforme e baixa densidade de plantas devido ao excesso de chuvas, mas representam pequena parcela do total cultivado. Nas áreas semeadas mais cedo, já foram aplicados herbicidas para controle de plantas daninhas e adubação nitrogenada em cobertura.

Em Frederico Westphalen, os cultivos registram elevada taxa de afilhamento e avanço no desenvolvimento vegetativo em comparação à semana anterior. O boletim atribui esse resultado às condições climáticas favoráveis e à adubação nitrogenada. Nas lavouras mais tardias, há aplicação intensiva de herbicidas para controle de azevém, enquanto nas áreas mais adiantadas são realizadas aplicações preventivas de fungicidas.

Na região de Ijuí, o desenvolvimento é considerado “muito satisfatório”, com vigor vegetativo e sanidade adequados. As lavouras semeadas no fim de maio, que representam cerca de 20% do total, estão entre o alongamento do colmo e o início do emborrachamento, devendo emitir espigas nos próximos dias. Segundo a Emater/RS-Ascar, o resultado é reflexo da boa implantação e da eficácia do manejo nutricional e fitossanitário.

Em Santa Maria, a alternância de chuvas e períodos de radiação solar favoreceu a retomada do crescimento vegetativo, permitindo a aplicação da adubação nitrogenada em cobertura, considerada estratégica para o incremento do perfilhamento e do potencial produtivo.

Na região de Santa Rosa, 98% das lavouras estão na fase vegetativa e 2% em fase reprodutiva inicial, com emissão de espigas. As condições climáticas amenas e a boa disponibilidade de água favoreceram o crescimento, com plantas entre 15 e 20 centímetros. Parte das áreas, no entanto, foi implantada com baixo nível tecnológico, sem adubação de base ou com doses inferiores às recomendadas, devido a restrições de crédito rural e ao alto custo de acesso ao Proagro.

Em Soledade, o tempo firme, as temperaturas amenas e a radiação solar favoreceram o desenvolvimento, intensificando a coloração verde das lavouras. Contudo, áreas conduzidas com baixa tecnologia apresentam deficiência nutricional agravada por processos erosivos causados por chuvas intensas. A Emater/RS-Ascar indica que essas áreas ainda podem se recuperar com a aplicação complementar de adubos nitrogenados, de acordo com o estágio das plantas.





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Estados Unidos vender 4 vezes mais soja à China é inviável, avalia consultoria



No último domingo (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu publicamente que a China quadruplicasse suas importações de soja norte-americana.

O anúncio impulsionou o mercado, visto que na manhã de segunda-feira (11), o contrato spot na Bolsa de Chicago subia mais de 2%.

Atualmente, a China é a maior consumidora mundial de soja, tendo importado 105 milhões de toneladas em 2024, sendo que, desse volume, cerca de 21% partiram de lavouras norte-americanas, o equivalente a 22,1 milhões de toneladas.

Exportações dos Estados Unidos

Em nota divulgada nesta terça (12), a consultoria Datagro considera improvável que as vendas dos Estados Unidos à nação asiática alcancem o volume sugerido por Trump.

Isso porque, para chegar a 88 milhões de toneladas (volume que equivale a 75% da produção estimada para 2025/26 pelo USDA) seria necessário superar em 69% as exportações totais dos Estados Unidos em 2024 e em 39% o seu recorde histórico de embarques, alcançado em 2020.

“Um aumento dessa magnitude comprometeria quase que completamente as vendas dos Estados Unidos a outros destinos e afetaria a própria indústria norte-americana, que espera esmagar 69 milhões de toneladas de soja no próximo ciclo”, informa a Datagro.

Improvável, porém…

Enquanto aumentar em quatro vezes o volume total de vendas de soja dos Estados Unidos para a China seja pouco provável, qualquer elevação expressiva de vendas dos produtores norte-americanos pode representar potencial perda de mercado ao Brasil, ainda mais ao se considerar a alta representatividade brasileira nesse mercado (acima de 70% em 2024).

“Assim, uma eventual perda de participação no mercado chinês poderia representar pressão sobre os preços domésticos e os prêmios – dado que não existem outros países com o mesmo potencial de consumo de soja que a China”, destaca a consultoria.

De acordo com a avaliação da empresa, mercados alternativos, como Espanha, Tailândia e Turquia, têm porte muito menor e efeito limitado sobre as cotações. “Por isso, o tamanho real de um eventual acordo de compras com os Estados Unidos será determinante para medir os riscos e as alternativas de escoamento da soja brasileira”, finaliza a nota da Datagro.



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Impacto do tarifaço deve ser maior nas regiões Norte e Nordeste, avalia especialista



Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos pode levar à perda de mais de 100 mil postos de trabalho no Brasil. Em entrevista com Pyscilla Paiva, no Mercado & Cia, o professor de direito do trabalho do Insper, Ricardo Calcini, destacou que parte dessas vagas está concentrada no agronegócio.

“O agro representa uma das parcelas mais importantes do PIB brasileiro, com destaque para café, carne bovina e suco de laranja. Lembrando que o suco de laranja foi isento do tarifaço norte-americano. No entanto, café e carne bovina devem sentir um forte impacto. Hoje, o mercado dos EUA absorve cerca de 30% das exportações brasileiras de café e aproximadamente 25% da carne bovina”, afirmou.

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Segundo Calcini, só em Minas Gerais, a estimativa de prejuízo com a medida chega a R$ 1 bilhão. Grandes empresas do setor, como JBS e Minerva, já anunciaram a possibilidade de suspender exportações para reduzir perdas. Ele acrescenta que outros segmentos também serão afetados, como o de madeira ,que destina metade de sua produção ao mercado americano, enquanto pescado e açúcar sofrerão impactos menores.

O professor ressaltou que os efeitos serão sentidos de forma desigual pelo país. “O Brasil é um continente. No Sul e Sudeste, o impacto tende a ser menor pela maior diversidade de produtos exportados. Já no Norte e Nordeste, onde há maior dependência de poucas commodities e maior informalidade, o impacto será mais severo, afetando especialmente pequenos agricultores e exportadores”, disse.

Para mitigar os efeitos, Calcini defende a adoção de incentivos fiscais pelo governo federal e pelos estados. Ele citou o programa Acredita Exportação, que prevê ampliação de prazos e apoio financeiro aos exportadores, além de iniciativas estaduais, como linhas de crédito para pequenas empresas. Segundo o Sebrae, cerca de 4 mil pequenos negócios serão diretamente afetados, o que levou à criação de uma linha de financiamento de R$ 30 bilhões para manter a atividade econômica e preservar empregos.

Além dos incentivos, Calcini vê como estratégico buscar novos mercados. “O Brasil ainda depende fortemente dos Estados Unidos, nosso segundo maior parceiro comercial, atrás apenas da China. Precisamos fortalecer laços com a União Europeia, países asiáticos e também com a Índia, com quem já há tratativas para ampliar o comércio bilateral, reduzindo a dependência americana e protegendo postos de trabalho”.



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USDA é divulgado e números não animam; confira as projeções da safra americana



O relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta terça-feira (12), indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,292 bilhões de bushels em 25/26, o equivalente a 116,8 milhões de toneladas. A produtividade foi estimada em 53,6 bushels por acre.

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No levantamento anterior, os números eram de 4,335 bilhões de bushels (117,98 milhões de toneladas) e 52,5 bushels, respectivamente. O mercado aguardava uma produção de 4,371 bilhões de bushels ou 118,96 milhões de toneladas.

Os estoques finais foram projetados em 290 milhões de bushels, o equivalente a 7,89 milhões de toneladas, contra 310 milhões de bushels (8,44 milhões de toneladas) do relatório anterior. As expectativas do mercado apontavam para um carryover de 359 milhões de bushels ou 9,75 milhões de toneladas.

Esmagamento do USDA

O USDA manteve a projeção de esmagamento em 2,540 bilhões de bushels e reduziu as exportações para 1,705 bilhão de bushels, ante 1,745 bilhão indicado em julho.

Temporada 24/25 de soja

Para a temporada 2024/25, o USDA indicou estoques de passagem de 330 milhões de bushels, abaixo da estimativa de mercado de 344 milhões de bushels. As exportações estão projetadas em 1,875 bilhão de bushels e o esmagamento em 2,430 bilhões de bushels.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços dos lácteos voltaram a cair



O mercado de leite em pó segue afetado pelas importações




Foto: Divulgação

Os preços dos lácteos apresentaram baixas no mês de julho, refletindo um volume relativamente alto da oferta, apesar da entressafra, e uma competição em preços mais forte entre os laticínios, sobretudo no leite UHT e queijo muçarela. Estoques um pouco mais altos no mercado de leite UHT também influenciaram na queda de preços.

O mercado de leite em pó segue afetado pelas importações e uma maior oferta doméstica, sem sustentação na demanda. Neste contexto, o mercado de leite Spot se manteve mais baixo e com tendência de recuo devido a aproximação da safra na maior parte do País.

As sinalizações dos Conseleites para o pagamento do leite entregue em julho apresentam relativa estabilidade. Enquanto em Santa Catarina e no Rio Grande Sul os preços ficaram estáveis, no Paraná e Minas Gerais as indicações foram distintas, refletindo o mix de comercialização e o período de fechamento das cotações.





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Da sanidade ao cocho: a sinergia que faz o gado ganhar peso e o pecuarista lucrar mais


Pecuaristas, a nutrição de precisão é o segredo por trás do sucesso de um confinamento de grande escala. No Boitel JBS de Guaiçara, no estado de São Paulo, parte de uma rede que engorda mais de 200 mil cabeças anualmente, o gerenciamento de insumos e a sinergia entre nutrição e sanidade são os pilares para garantir o desempenho e a margem de lucro. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, o zootecnista e especialista em nutrição animal Alex Ortolan, gerente de nutrição do Boitel JBS, detalhou como é o manejo nutricional em um dos maiores e mais modernos confinamentos do Brasil.

Nutrição regionalizada e padronizada

Foto: Friboi/divulgação

A JBS possui quase dez boitéis espalhados pelo Brasil, e o trabalho de Alex Ortolan é desafiador. Ele atua em todas as unidades, que têm suas próprias configurações regionais de insumos.

A estratégia é regionalizar a dieta, utilizando os produtos disponíveis localmente, mas padronizar os níveis nutricionais em todas as unidades.

  • Insumos regionalizados: No estado de Mato Grosso, o foco é o uso de milho e DDG. Já nos estados de Minas Gerais e São Paulo, a dieta inclui DDG, gérmen de milho e, em alguns anos, polpa cítrica, dependendo da viabilidade econômica e do preço de cada insumo.
  • Níveis nutricionais padronizados: As dietas mantêm os mesmos níveis de proteína e energia para as fases de adaptação, crescimento e terminação em todas as unidades. O objetivo é entregar o mesmo desempenho de ganho de peso, independentemente dos insumos utilizados na formulação da ração.

Para garantir a consistência, a JBS trabalha com um mínimo de ingredientes por dieta, o que reduz as chances de variação na fábrica de ração e garante a qualidade do alimento fornecido aos animais.

O planejamento de aquisição de insumos, como o milho reidratado, também é fundamental para garantir a qualidade da dieta ao longo de todo o ciclo de engorda.

Sinergia entre nutrição e sanidade

Alex Ortolan reforça que a nutrição não trabalha sozinha. Existe uma sinergia muito grande com a sanidade, pois se o animal não está saudável, ele não ganha peso e todo o investimento em alimentação é desperdiçado.

A equipe de nutrição atua em conjunto com a consultoria sanitária, fazendo estudos e acompanhamentos específicos para cada unidade. Se a dieta é muito energética e os animais não respondem bem sanitariamente, a dieta é realinhada para aliviar o sistema digestivo e o organismo do animal.

Esse casamento da parte sanitária com a nutrição é o que vai fazer a gente ganhar o jogo”, afirma Alex, ressaltando a importância do trabalho integrado.

O boi precisa se alimentar de forma saudável para, em seguida, desempenhar e entregar o objetivo de peso e acabamento de carcaça desejado pelo produtor e pela indústria.

O boitel como ferramenta estratégica

confinamento Friboi Guaiçara (SP)confinamento Friboi Guaiçara (SP)
Foto: Friboi/divulgação

A temporada de engorda no cocho está em pleno andamento, e o confinamento é uma ferramenta estratégica para o pecuarista que busca otimizar a sua produção.

O Boitel JBS atua como uma “válvula de escape” para o produtor que precisa retirar o gado de pastos fracos e secos, garantindo o ganho de peso dos animais e protegendo a margem de lucro.

As vantagens de usar a ferramenta são claras:

  • Ganho de peso com qualidade: O objetivo é imprimir ganho de peso com acabamento ideal, atendendo às exigências do mercado.
  • Desembolso zero na frente: A JBS custeia toda a engorda, e o pecuarista só faz o pagamento após o abate dos animais, o que alivia o fluxo de caixa.
  • Foco em competitividade: A empresa busca tecnologias e ingredientes que ofereçam o melhor custo-benefício, garantindo um resultado positivo para o produtor parceiro.

O trabalho da “cozinha do boi” nos boitéis da JBS é um exemplo de como a tecnologia, o gerenciamento e a sinergia entre as áreas de nutrição e sanidade são os segredos para uma engorda eficiente, rentável e de alta performance.



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Mesmo fora do tarifaço, setor do suco de laranja pode ter prejuízo de R$ 1,5 bilhão



Apesar de ter sido incluído na lista de quase 700 exceções do tarifaço, o setor exportador de suco de laranja do pode registrar prejuízo de RS 1,5 bilhão, afirma a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos ( CitrusBR).

De acordo com a Citrus BR, o prejuízo decorre da inviabilidade econômica das exportações de subprodutos, taxadas em 50%, que renderam US$ 177,8 milhões na safra anterior. Soma-se a esse valor o impacto estimado da tarifa de 10% sobre o suco de laranja, calculado em US$ 103,6 milhões (R$ 566,7 milhões). Os valores consideram o volume registrado pela Secretaria de Comércio Exterior na safra 2024/25.

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Os subprodutos da cadeia citrícola são amplamente utilizados tanto pela indústria de bebidas quanto pela de cosméticos. Nos Estados Unidos, cerca de 58% do consumo de suco é composto por suco reconstituído, produto concentrado a 66% de partes sólidas, com consistência semelhante à do leite condensado. Após a importação, esse suco recebe água até atingir sua diluição natural, com cerca de 12% de partes sólidas.

“Muitos desses produtos dependem de ingredientes como células cítricas, os gominhos da laranja, e óleos essenciais responsáveis pelo aroma, e esses insumos estão sobretaxados em 50%, o que inviabiliza a operação”, afirma o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto. “Isso pode ter efeito negativo na experiência do consumidor, prejudicar as empresas americanas e, por consequência, impactar toda a cadeia brasileira.”

Os óleos essenciais também são fundamentais para a indústria de cosméticos, pois conferem as notas cítricas aos perfumes. Os Estados Unidos respondem por fatias expressivas das exportações brasileiras desses insumos: cerca de 36% no caso do óleo essencial prensado, 39% para o óleo comum e quase 60% para o d-limoneno, utilizado em fragrâncias e solventes naturais. “Pode ser um impacto muito grande para esses setores”, reforça Netto.

Além do impacto tarifário, o setor enfrenta uma forte retração nos preços internacionais, consequência do aumento de 36% na oferta de frutas em relação à safra anterior, segundo dados do Fundecitrus. De acordo com a Secex, o preço médio da tonelada exportada para os Estados Unidos na safra passada foi de US$ 4.243. Na cotação de 7 de agosto, o valor caiu para US$ 3.387, uma redução de 20,17%. Mantido o volume exportado, a perda estimada de receita com a desvalorização é de US$ 261,8 milhões.

Somando os efeitos das tarifas à queda nas cotações, as perdas totais do setor podem ultrapassar R$ 2,9 bilhões. “Embora o setor esteja aliviado por ter sido incluído na lista de exceções, os impactos são significativos, principalmente em um contexto de mercado desafiador como o deste ano”, avalia Netto.



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Embrapa e Mapa lançam ferramenta de monitoramento das emissões de metano na pecuária



Em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Embrapa lança na tarde desta quarta-feira (12), a ferramenta ABC+Calc, que tem como objetivo monitorar as emissões de metano no manejo de resíduos na produção animal. O lançamento ocorrerá no evento ‘Plano ABC+: da produção ao monitoramento das emissões’, que ocorre na sede do Mapa em Brasília. O evento será uma mesa redonda sobre o monitoramento de emissões no setor agropecuário e o papel das políticas públicas e ferramentas técnicas para a rastreabilidade na transparência das ações de mitigação.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Plano ABC+ e a Coalizão Clima e Ar Limpo (CCAC), liderado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). O intuito é alinhar a produção agropecuária à agenda climática global.

A criação da ABC+Calc surgiu frente a necessidade de melhorar a sistematização e centralização das informações nos níveis federal e estadual para a implementação do Plano ABC+. Com a ferramenta, gestores públicos podem utilizar dados simples, como número de animais e o tipo de sistema de produção adotado, para estimar o potencial de mitigação de metano e monitorar a evolução das práticas de manejo nos territórios. “A ferramenta facilita a compreensão do cenário de emissões, concentrando as informações em único ambiente”, explica o pesquisador Airton Kunz, da Embrapa Suínos e Aves (SC).

Ainda de acordo com ele, a ABC+Calc se insere diretamente nas estratégias do Plano ABC+ ao oferecer uma base técnica para o monitoramento das ações ligadas ao Manejo de Resíduos da Produção Animal (MRPA), um dos oito eixos dos Sistemas, Práticas, Produtos e Processos de Produção Sustentáveis (SPS) que estruturam o plano. “A ferramenta, portanto, é fundamental para medir os impactos das práticas adotadas e orientar as decisões técnicas e políticas com maior precisão”, enfatizou o pesquisador.

O MRPA é uma estratégia fundamental para o Brasil, considerando que o setor agropecuário responde por 76% das emissões de metano do país, das quais 5,7% estão associadas ao manejo de dejetos animais. A redução dessas emissões é crucial para que o País atinja a meta de reduzir o metano em 30% até 2030 e avance na trajetória de neutralidade climática até 2050.

Voltada para o uso dos comitês gestores estaduais e pelo próprio Mapa, responsável pelo monitoramento nacional do Plano ABC+, a ABC+Calc é uma ferramenta de apoio às políticas públicas.

Com ela, será possível gerar dados sistematizados que não apenas apoiam o cumprimento das metas do Plano ABC+, mas também atenderão diretamente as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) brasileiras no setor agropecuário.

A expectativa é que a calculadora seja, além de replicada em todos os estados, expandida para outras áreas dos SPS do plano ABC+, fortalecendo ainda mais a base de dados disponível para planejamento e acompanhamento climático.

Há também a intenção de integrar os dados da ABC+Calc ao Inventário Nacional de Emissões de Gases de Efeito Estufa, sob responsabilidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

“Esperamos que a ABC+Calc se consolide como uma ferramenta pública estratégica para o Brasil, com alto potencial de replicabilidade em nível nacional. O objetivo é que ela esteja a serviço de políticas públicas eficazes na mitigação das emissões de gases de efeito estufa no setor agropecuário — um passo fundamental rumo a uma produção mais sustentável e alinhada às metas climáticas globais”, enfatizou o pesquisador da Embrapa.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.



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