sexta-feira, maio 8, 2026

Autor: Redação

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Sindi x senepol: o cruzamento que gera gado ultraprecoce no calor do Brasil


Pecuaristas, a escolha de um bom cruzamento é fundamental para a lucratividade da fazenda. Ricardo Paez, criador de Três Corações, no estado de Minas Gerais, levantou uma dúvida interessante: o que esperar do cruzamento de sindi com senepol? Assista ao vídeo e confira as considerações.

A resposta, no entanto, vai muito além de uma simples combinação de raças e aponta para o potencial da pecuária de precisão.

Nesta terça-feira (12), o zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética e cruzamento industrial de bovinos e autor do blog “Crossbreeding”, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”.

Ele explica que o cruzamento de raças que se complementam, como o sindi e o senepol, pode gerar resultados impressionantes na precocidade do rebanho.

O que o cruzamento Sindi x Senepol oferece

Bovinos da raça Sindi puros de origem (PO) da Embrapa reconhecidos pela ABCZ. Foto: Fernanda Birolo/Embrapa SemiáridoBovinos da raça Sindi puros de origem (PO) da Embrapa reconhecidos pela ABCZ. Foto: Fernanda Birolo/Embrapa Semiárido
Bovinos da raça Sindi puros de origem (PO) da Embrapa reconhecidos pela ABCZ. Foto: Fernanda Birolo/Embrapa Semiárido

Alexandre Zadra destaca que o cruzamento entre duas raças de pequeno porte, como o sindi x senepol, resulta em animais extremamente precoces.

Essa precocidade se manifesta tanto nos machos, que se tornam bois precoces, quanto nas fêmeas, que atingem a maturidade sexual muito cedo, tornando-se ultraprecoces.

As vantagens desse cruzamento estratégico são claras:

  • 100% de tropicalização: Tanto o sindi (um zebuíno) quanto o senepol (um taurino adaptado) são raças selecionadas para o calor e a umidade. Os bezerros resultantes serão 100% tropicais e muito rústicos, ideais para as condições brasileiras.
  • 100% de heterose (vigor híbrido): O cruzamento de um taurino com um zebuíno gera o máximo de heterose, o que potencializa o vigor, a adaptabilidade e o desenvolvimento dos animais, com um desempenho superior ao de seus pais de forma individual.

O especialista alerta que, por serem animais de pequeno porte e precoces, é crucial um manejo nutricional adequado para que a desmama seja bem-feita e que os bezerros atinjam um peso considerável.

Se bem manejados, os machos alcançarão o peso ideal que os frigoríficos procuram. A grande vantagem desse cruzamento é a produção de fêmeas ultraprecoces, o que contribui para um ciclo de produção mais rápido e eficiente na cria.

Onde a pecuária de cruzamento se destaca

Reprodutor da raça Senepol. Foto: Divulgação

A pecuária de cruzamento se destaca pela capacidade de combinar as melhores características de diferentes raças para se adaptar a um determinado ambiente e a objetivos de produção específicos.

Em climas tropicais, o cruzamento sindi x senepol é uma estratégia inteligente para quem busca um rebanho com as seguintes qualidades:

  • Precocidade: Fêmeas ultraprecoces que entram em reprodução mais cedo, acelerando o retorno sobre o investimento.
  • Rusticidade: Animais 100% adaptados ao calor, com menor estresse e maior resistência a parasitas.
  • Heterose: Vigor híbrido que impulsiona o desenvolvimento e a saúde geral do rebanho.
  • Qualidade de carne: Combinação de genética de corte com uma matriz zebuína, resultando em carne de melhor qualidade e maciez.

A resposta de Alexandre Zadra mostra que a pecuária de precisão não se baseia em suposições, mas em uma análise aprofundada dos atributos de cada raça. A escolha do cruzamento certo, como o sindi x senepol, pode ser uma ferramenta poderosa para aumentar a lucratividade do seu negócio.



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AgroNewsPolítica & Agro

Agro fecha julho com saldo positivo, mas preços internacionais pressionam parte dos setores


As exportações brasileiras do agronegócio totalizaram US$ 15,6 bilhões em julho de 2025, um avanço de 7,2% frente a junho e de 1,47% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA baseada em dados da Secex.

O desempenho positivo foi puxado pela soja em grãos, que manteve o ritmo forte de embarques, somando 12,3 milhões de toneladas, alta de 9% sobre julho de 2024, sustentada pelo apetite chinês – responsável por 75% das compras no acumulado do ano. Apesar do aumento no volume, os preços recuaram 7,1% na mesma comparação, para US$ 409,7/t.

No complexo de proteínas, o destaque foi a carne bovina in natura, que atingiu 237 mil toneladas, recorde da série histórica e 17% acima de julho de 2024, com preços médios 26% superiores, a US$ 5.551/t. Já a carne de frango ensaiou recuperação após os impactos da gripe aviária, avançando 18,3% frente a junho, mas ainda 22% abaixo do volume de um ano antes. A carne suína caiu 5,2% no comparativo anual, com 113 mil t embarcadas, mas com valorização de 9,3% no preço médio.

Entre os produtos básicos, o milho registrou forte retração, com exportações de 2,4 milhões de toneladas – queda de 31% na comparação anual. Já no setor sucroenergético, o etanol avançou 72% em volume, enquanto o açúcar VHP recuou 5,4%, ambos com queda nos preços médios.

A análise do Itaú BBA indica que, apesar do avanço em alguns segmentos estratégicos, o cenário é de “contrastes setoriais”, com pressões sobre preços internacionais, competição acirrada e desafios logísticos que podem influenciar o ritmo de embarques no segundo semestre.

 





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A receita do morango do amor: o doce que conquistou a internet


Morango do amor | Foto: Aline Nascimento

Ele é bonito, brilhante, saboroso e viciante! O morango do amor virou tendência nas redes sociais e está bombando em feiras, festas e até como renda extra. E adivinha? A gente tem a receita completa e exclusiva pra você se jogar nessa febre!

E o mais incrível: essa delícia tem uma criadora apaixonada pela confeitaria. Quem desenvolveu essa receita e compartilhou com a equipe do Canal Rural, foi Sandra Nascimento, empreendedora que trabalha com doces há mais de 20 anos. “É amor mesmo, de verdade. Cada receita minha carrega um pouco da minha história”, conta Sandra.

Então, anote aí…

Recheio

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 caixinha de creme de leite
  • 4 colheres de leite Ninho
  • Modo de fazer: Cozinhe tudo em fogo médio, mexendo sempre, até desgrudar da panela. O ponto é de brigadeiro cremoso.

Calda

  • 2 xícaras de açúcar
  • 1 xícara de água
  • 2 colheres de vinagre de álcool
  • Corante em pó (a gosto)
  • Modo de fazer: Misture todos os ingredientes numa panela, mexa bem até o açúcar dissolver. Depois, pare de mexer e deixe ferver até atingir 150°C.
  • Dica de ouro: Use um termômetro culinário para garantir o ponto certo da calda. Assim você acerta o brilho e a crocância na medida certa!

Preparo do morango caramelizado:

Morangos caramelizados | Foto: Arquivo pessoal
  • Lave bem os morangos e seque completamente. Espete cada um com um palito de churrasco (pelo cabinho ou pela base)
  • Desligue o fogo e mergulhe rapidamente cada morango na calda, girando para cobrir bem.
  • Coloque os morangos sobre uma superfície untada com manteiga até a calda endurecer.

Então, que tal aproveitar essa tendência e levar mais doçura (e quem sabe um lucro extra!) pra sua vida?

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Preços de soja em dia de USDA; confira as cotações pelo país



O mercado brasileiro de soja registrou forte movimento nesta terça-feira (12), impulsionado pela alta na Bolsa de Chicago. Segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, a valorização de cerca de 20 pontos na CBOT trouxe suporte adicional às cotações, especialmente nos portos. Apesar da queda acentuada do dólar e de ajustes discretos nos prêmios, o avanço em Chicago sustentou o mercado nacional.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Ao longo do dia, houve relatos de bons negócios, com portos e indústrias buscando soja a preços firmes. O produtor aproveitou o momento para fechar volumes relevantes, principalmente com pagamentos programados para setembro. De modo geral, os preços subiram de forma consistente, não explosiva, mas suficiente para gerar boas oportunidades.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): de R$ 133,00 para R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): de R$ 134,00 para R$ 136,00
  • Porto de Rio Grande (RS): de R$ 141,00 para R$ 142,00
  • Cascavel (PR): estável em R$ 135,00
  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 140,00 para R$ 141,50
  • Rondonópolis (MT): de R$ 126,00 para R$ 127,00
  • Dourados (MS): de R$ 124,50 para R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): de R$ 125,00 para R$ 126,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam em alta expressiva. Após uma manhã de realização de lucros, o mercado reverteu a tendência após a divulgação do relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontou safra e estoques americanos para a temporada 2025/26 abaixo das expectativas dos analistas.

Estimativas para a safra norte-americana

A produção norte-americana está estimada em 4,292 bilhões de bushels (116,8 milhões de toneladas), contra 4,335 bilhões (117,98 milhões) do relatório anterior e 4,371 bilhões (118,96 milhões) esperados pelo mercado. A produtividade foi revisada para 53,6 bushels por acre, ante 52,5 bushels do relatório anterior.

Os estoques finais de soja nos EUA foram projetados em 290 milhões de bushels (7,89 milhões de toneladas), contra 310 milhões (8,44 milhões) do relatório anterior e uma expectativa de 359 milhões (9,75 milhões) pelo mercado.

No cenário global, os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 124,9 milhões de toneladas, abaixo da previsão de 127,9 milhões. Para a temporada 2024/25, a estimativa é de 125,2 milhões de toneladas, ligeiramente acima da expectativa de 125 milhões.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão para entrega em setembro de 2025 fecharam com alta de 21 centavos de dólar por bushel (2,11%), cotados a US$ 10,12 3/4 por bushel. A posição em novembro de 2025 avançou 21,5 centavos (2,12%), fechando a US$ 10,32 3/4 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo para dezembro de 2025 teve valorização de US$ 1,70 (0,58%), cotado a US$ 291,90 por tonelada. O óleo para o mesmo vencimento fechou a 53,14 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,14 centavo (0,26%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,02%, cotado a R$ 5,3872 para venda e R$ 5,3852 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,3862 e R$ 5,4450.



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Estados do Sul serão os primeiros a exportar carne bovina ao Japão



Os estados do Sul devem ser os primeiros do país a exportar carne bovina ao Japão. A abertura deste mercado, um sonho antigo do agronegócio nacional, está prestes a virar realidade. A informação provém de reportagem da CNN Brasil.

Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná foram pioneiros na obtenção do status de área livre de febre aftosa sem vacinação, condição alcançada por todo o Brasil apenas no fim de maio deste ano.

O Japão é considerado um dos mercados mais rigorosos do mundo quanto às exigências sanitárias, mas também um comprador voraz: em 2024, se consolidou como o terceiro maior importador do produto no mundo, com mais de 700 mil toneladas em compras.

Deste volume, 80% é proveniente dos Estados Unidos e da Austrália, conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Auditorias do Japão no Sul do Brasil

Para iniciar as exportações, o Brasil precisou passar por 12 etapas, processo que já se arrasta há mais de 20 anos. Entre as fases necessárias, as auditorias nos três estados do Sul, já realizadas, são o passo mais importante. Conforme as fontes ouvidas pela CNN, as autoridades japonesas devem apresentar o relatório de aprovação ao governo federal em breve.

De acordo com as partes brasileiras envolvidas no processo, um pedido para habilitar exportações para todo o território nacional de imediato poderia atrasar o processo, que já é lento, obrigando o reinício de etapas. Assim, a ideia é contemplar os embarques de outras unidades da federação em um próximo passo.

Isso porque o Japão, por ser rigoroso em questões sanitárias, não concede aprovação para todo um país sem antes realizar inspeções em cada estado.

Para avançar nas tratativas, uma comitiva do governo federal desembarcou no Japão nessa segunda-feira (11). O grupo, liderado pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luis Rua, se reunirá com suas contrapartes japonesas para acompanhar de perto o andamento dos trâmites regulatórios para a entrada da carne bovina brasileira no país.

Alternativa ao tarifaço dos EUA

Do lado do Brasil, o Japão é visto como alternativa para diversificar destinos de exportação após o tarifaço de Donald Trump.

Em encontro realizado em março deste ano em Tóquio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que, no passado, o fluxo comercial entre os dois países já foi da ordem de US$ 17 bilhões e, atualmente, está em US$ 11 bilhões. “Temos um espaço de ao menos US$ 6 bilhões para recuperar”, disse, à época.

Segundo o governo, há boas expectativas de que a abertura de mercado seja concretizada ainda este ano. A ampliação do mercado brasileiro de carne suína e outros produtos de origem vegetal ao Japão também está na pauta do encontro.



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Preço do café cai pela primeira vez depois de um ano e meio, diz IBGE



Ao divulgar a inflação oficial de julho nesta terça-feira (12), que marcou 0,26%, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou uma percepção que não era registrada no país há mais de um ano: depois de 18 meses, o preço do café moído caiu.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrou que o café recuou 1,01%. Nos 18 meses anteriores, a alta do produto chegou a 99,46%, ou seja, praticamente dobrou de preço.

Com o recuo de julho, o café soma alta de 41,46% no ano e de 70,51% em 12 meses. A inflação anual do café moído faz do item o segundo com maior influência de alta no IPCA do mesmo período (5,23%), respondendo por 0,30 ponto percentual (p.p.). Fica atrás apenas das carnes, que representam 0,54 p.p. (alta de 23,34%).

Queda de preço

Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, a queda de preço no mês passado é resultado da safra e não pode ser atribuída ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

“São números de julho”, diz Gonçalves, destacando que a cobrança de 50% sobre produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos, entre eles o café, só começou no último dia 6.

“[Em julho], já estava começando a colheita, uma oferta maior no campo. Pode ser efeito dessa maior oferta”, sugere o analista.

Com a colheita, mais café fica à disposição para ser ofertado, fazendo com que a pressão provocada pela demanda dos consumidores caia e, consequentemente, os preços recuam.

Esse efeito, aliás, é um reflexo esperado também a partir do tarifaço, caso os produtores de café não consigam encontrar outros países que comprem o produto brasileiro, uma vez que as tarifas vão encarecer o café e fazer compradores americanos pensarem duas vezes antes de adquirir o item.

“Tendo uma oferta maior do produto, a tendência é redução de preços”, opina Gonçalves.

Clima e China

Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), a alta do café nos 18 meses anteriores a julho era explicada por fatores como eventos climáticos, que prejudicaram a safra do grão, e por maior demanda mundial, impulsionada pelos chineses, que aumentaram o consumo da bebida.



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Bahia e Emirados Árabes Unidos discutem termos para produção de tâmaras no semiárido baiano


Nesta segunda-feira (11), representantes da Bahia e dos Emirados Árabes Unidos discutiram os termos do acordo de cooperação técnica para implementação de um projeto inédito de cultivo de tâmaras no semiárido baiano.

A reunião online foi realizada sentre a Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri), Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) com a Fundação Zayed e a Al Foah Company, dos Emirados Árabes Unidos.

A proposta prevê um investimento de US$ 4 milhões ao longo de cinco anos, com o plantio inicial de 10 mil mudas da planta. O acordo deve ser formalizado no período da COP 30, marcada para novembro, em Belém (PA).

Segundo a Seagri, o acordo inclui transferência de tecnologia, capacitação técnica de agricultores e assistência especializada para viabilizar o cultivo em regiões com clima seco e quente, propício à tamareira.

Foto: Divulgação/Seagri

“A expectativa é que a Bahia se torne um novo polo produtor de tâmaras, aproveitando as características do semiárido. Estamos unindo esforços com parceiros internacionais e instituições de pesquisa para implantar uma cadeia produtiva sólida, geradora de emprego, renda e desenvolvimento regional”, afirmou o secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo.

Primeiras mudas no estado

As primeiras 100 mudas de tamareiras, de 12 variedades diferentes doadas pelos Emirados Árabes chegaram à Bahia em julho.

Cumprindo normas de controle, as plantas passaram por quarentena no Centro Nacional de Pesquisa de Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), da Embrapa, em Brasília, e foram liberadas pela Adab após inspeção fitossanitária.

Bahia inicia implantação da cultura da tâmara com distribuição de mudas; tamareirasBahia inicia implantação da cultura da tâmara com distribuição de mudas; tamareiras
Edição: Vinicius Ramos/Canal Rural Bahia | Imagens: Divulgação/Adab e Freepik

Durante a reunião, o diretor-geral da Adab, Paulo Sérgio Menezes, destacou o cuidado na introdução da cultura no estado.

“A introdução da tamareira na Bahia conta com toda a atenção da Adab, garantindo a segurança fitossanitária e a distribuição em regiões aptas ao cultivo. Estudos indicam que a tamareira se adapta bem a climas quentes e secos, com irrigação controlada e manejo adequado, uma alternativa viável para diversificação produtiva e fonte de renda, principalmente, na região semiárida do estado”, explicou Menezes.

Potencial produtivo da tâmara

Com o manejo ideal, a tamareira pode começar a produzir entre quatro e seis anos após o plantio.

Além disso, quando atinge a maturidade plena, cada planta pode render até 70 kg de frutos por ano, o que a torna uma cultura de alto valor agregado, com forte apelo no mercado interno e externo.

De acordo com a Seagri, a Phoenix dactylifera, nome científico da tamareira, é uma palmeira robusta, que pode atingir até 30 metros de altura. Seus frutos têm polpa carnuda, sabor doce e alto valor nutricional.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pesca (Mapa) as importações brasileiras de tâmaras cresceram mais de 450% na última década — de 776 toneladas para mais de 4,3 mil toneladas por ano, o que indica um mercado consumidor em expansão e potencial para substituição de importações com produção nacional.

Participaram da reunião a assessora técnica da Seagri, Waleska Viana, representando a embaixada dos Emirados Árabes, Nobienne Freire, e a Fundação Zayed, o diretor de Parcerias Estratégicas Mohammad Amin.


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Ataque de carcarás a bezerros: entenda o motivo e como se defender


Pecuaristas, o ataque de aves de rapina, como o carcará, a bezerros recém-nascidos é um problema grave que pode causar perdas significativas nas fazendas de cria. Assista ao vídeo e descubra as razões por trás desses ataques.

Antônio Nogueira, que possui uma propriedade no Paraguai, enfrenta uma infestação de carcarás que atacam seus bezerros logo após o parto, em muitos casos causando a morte dos animais.

Esse problema se intensificou devido à concentração de nascimentos em um curto espaço de tempo, uma consequência direta do uso da IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo).

Nesta terça-feira (12), o médico-veterinário e consultor Guilherme Vieira respondeu a essa dúvida no quadro “Giro do Boi Responde”.

Ele explicou a biologia do carcará e as medidas de prevenção para proteger o rebanho e garantir a sanidade e a sobrevivência dos bezerros.

A biologia do carcará: oportunista e necrófago

Foto: Reprodução

O carcará é uma ave de rapina da família dos falcões, mas não é um caçador tão poderoso. Suas garras são menos fortes que as de outras aves de rapina.

Ele é onívoro (alimenta-se de animais e vegetais) e, principalmente, oportunista e necrófago, ou seja, alimenta-se de carniça.

Guilherme Vieira ressalta que o carcará é um cleptoparasita, roubando alimentos de outras aves de rapina. Por isso, onde está o urubu, o carcará está por perto. O carcará não age sozinho: geralmente, o urubu age primeiro, e o carcará se junta ao ataque.

O ataque a bezerros se dá principalmente nos animais mais fracos, filhos de novilhas inexperientes que ainda não conseguem proteger suas crias adequadamente.

Causas e medidas de prevenção contra o ataque

Foto: Reprodução

O aumento da infestação de carcarás na fazenda de Antônio Nogueira se deve, provavelmente, à alta concentração de nascimentos em um curto espaço de tempo.

Essa concentração de partos resulta em um acúmulo de restos de parto, sangue e umbigo no pasto (chamados de fômites). Esse material em decomposição atrai os urubus e carcarás, que se aproximam e atacam os bezerros mais fracos.

Para prevenir os ataques, Guilherme Vieira recomenda as seguintes medidas de manejo e controle:

  • Separar as novilhas: Crie pastos maternidade exclusivos para as novilhas de primeira cria. Essas áreas devem ser localizadas mais próximas aos trabalhadores da fazenda, para facilitar o monitoramento e a vigilância constante.
  • Limpeza do pasto: Faça a limpeza do pasto sempre que possível, retirando os restos de parto. Essa simples medida evita que os carcarás sejam atraídos para a área de cria.
  • Manejo sanitário adequado: Dê atenção especial aos restos de parto em decomposição, pois eles são o principal atrativo para urubus e carcarás. Um ambiente limpo é a primeira linha de defesa contra esses ataques.
  • Vigilância: Acompanhe de perto os nascimentos para garantir que os bezerros não fiquem desprotegidos. A presença humana no local é um inibidor natural para as aves de rapina.

É importante ressaltar que urubus e carcarás são protegidos por leis ambientais, e qualquer tentativa de dizimá-los é crime ambiental.

A melhor estratégia para o pecuarista é o manejo sanitário e a prevenção, controlando a presença dessas aves no ambiente de cria e protegendo os bezerros de forma legal e sustentável.



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John Deere lança colheitadeira inteligente com tecnologia preditiva inédita no mercado


Imagine uma colheitadeira capaz de antecipar as condições da lavoura, ajustar automaticamente sua operação e entregar mais produtividade com menor consumo de combustível. Essa é a promessa da nova S7 da John Deere, a primeira série de colheitadeiras com automação preditiva de velocidade.

Voltada a produtores de grãos, a S7 marca um novo capítulo na história da mecanização agrícola. Com sensores de alta precisão e conexão via satélite, o equipamento lê até 8,5 metros à frente da plataforma, antecipando cenários da lavoura e adaptando sua performance em tempo real.

A nova tecnologia permite ganhos reais no campo. A S7 é capaz de:

  • Aumentar em até 20% a produtividade operacional (ha/h)
  • Reduzir em até 10% as perdas de grãos
  • Economizar até 4,5% no consumo de combustível por hectare

Esses números são possíveis graças à integração entre imagens de satélite processadas pelo John Deere Operations Center™ e câmaras frontais embarcadas na máquina. Essa combinação gera um mapa preditivo de rendimento, que alimenta algortimos capazes de ajustar automaticamente a velocidade da colheita e outros parâmetros da operação, sem intervenção manual.

A colheitadeira mais inteligente do mundo

A S7 possui automações que preveem com até 3,6 segundos de antecedência, garantindo alimentação constante e maior eficiência ao longo de todo o dia de trabalho.

Além disso, o sistema ISS (Configurações Inteligente Inicial) utiliza dados de outras máquinas conectadas em um raio de até 80 km para configurar automaticamente os parâmetros ideais de colheita.

O monitor G5 Plus permite que o produtor defina os limites máximos para perdas de grãos, impurezas e grãos quebrados. A partir disso, a própria máquina realiza os ajustes necessários no rotor, côncavo e peneiras, garantindo qualidade superior do produto final.

colheitadeira John Deere linha S7colheitadeira John Deere linha S7
Foto: John Deere

Conforto, potência e conectividade

A Série S7 não impressiona apenas pela automação. Ela vem equipada com o que há de mais moderno em conforto, conectividade e performance:

  • Nova cabine premium: mais ergonômica, com multimídia compatível com Android Auto e Apple CarPlay, 20% menos ruído e muito mais conforto para jornadas longas.
  • Nova arquitetura eletrônica de 32 bits e cabo Ethernet, que acelera a troca de dados e facilita diagnósticos.
  • Motores 13,6L de alta eficiência, com rotação nominal de 2000 rpm, otimizando o consumo e desempenho.
  • Sistema de desligamento automático dos sem-fins, que reduz o desgaste durante a operação.
  • Nova plataforma HDF50 pés e Premium Powercast, para espalhamento eficiente e redução da contrapressão.
  • Conectividade total com JDLink Boost integrado de fábrica, solução de internet satelital, garantindo visibilidade em tempo real de toda a operação.

Clique aqui e confira mais detalhes

Uma parceira do plantio à colheita

Com foco absoluto em eficiência, inteligência e automação, a nova colheitadeira S7 reforça o posicionamento da John Deere como líder em tecnologia agrícola.

Para produtores que valorizam uma experiência de colheita com inovação, performance e qualidade de colheita, essa é uma máquina que colabora do início ao fim da safra.

É tecnologia impulsionada pela inteligência da John Deere para garantir que cada hectare seja colhido com máxima eficiência e rentabilidade.



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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo avança com clima favorável e manejo adequado


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (7) pela Emater/RS-Ascar, as lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam bom desempenho nas principais regiões produtoras, com avanços no desenvolvimento vegetativo e nas práticas de manejo.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a semeadura foi concluída, com as últimas operações realizadas nos Campos de Cima da Serra. Conforme o boletim, as lavouras apresentam “excelente estabelecimento inicial”. Áreas implantadas no início de junho tiveram germinação desuniforme e baixa densidade de plantas devido ao excesso de chuvas, mas representam pequena parcela do total cultivado. Nas áreas semeadas mais cedo, já foram aplicados herbicidas para controle de plantas daninhas e adubação nitrogenada em cobertura.

Em Frederico Westphalen, os cultivos registram elevada taxa de afilhamento e avanço no desenvolvimento vegetativo em comparação à semana anterior. O boletim atribui esse resultado às condições climáticas favoráveis e à adubação nitrogenada. Nas lavouras mais tardias, há aplicação intensiva de herbicidas para controle de azevém, enquanto nas áreas mais adiantadas são realizadas aplicações preventivas de fungicidas.

Na região de Ijuí, o desenvolvimento é considerado “muito satisfatório”, com vigor vegetativo e sanidade adequados. As lavouras semeadas no fim de maio, que representam cerca de 20% do total, estão entre o alongamento do colmo e o início do emborrachamento, devendo emitir espigas nos próximos dias. Segundo a Emater/RS-Ascar, o resultado é reflexo da boa implantação e da eficácia do manejo nutricional e fitossanitário.

Em Santa Maria, a alternância de chuvas e períodos de radiação solar favoreceu a retomada do crescimento vegetativo, permitindo a aplicação da adubação nitrogenada em cobertura, considerada estratégica para o incremento do perfilhamento e do potencial produtivo.

Na região de Santa Rosa, 98% das lavouras estão na fase vegetativa e 2% em fase reprodutiva inicial, com emissão de espigas. As condições climáticas amenas e a boa disponibilidade de água favoreceram o crescimento, com plantas entre 15 e 20 centímetros. Parte das áreas, no entanto, foi implantada com baixo nível tecnológico, sem adubação de base ou com doses inferiores às recomendadas, devido a restrições de crédito rural e ao alto custo de acesso ao Proagro.

Em Soledade, o tempo firme, as temperaturas amenas e a radiação solar favoreceram o desenvolvimento, intensificando a coloração verde das lavouras. Contudo, áreas conduzidas com baixa tecnologia apresentam deficiência nutricional agravada por processos erosivos causados por chuvas intensas. A Emater/RS-Ascar indica que essas áreas ainda podem se recuperar com a aplicação complementar de adubos nitrogenados, de acordo com o estágio das plantas.





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