Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Divulgação
Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (12), o produtor de leite de Mato Grosso recebeu, no primeiro semestre de 2025, em média, R$ 2,31 por litro. O valor representa alta de 14,25% em relação ao mesmo período de 2024 e é o maior já registrado para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 2015.
O instituto apontou que a elevação foi influenciada pela menor oferta de leite no estado e pelo aumento dos custos de produção. “No mesmo período, o Índice de Captação de Leite (ICAP-L) em Mato Grosso foi de 51,28%, queda de 3,47 pontos percentuais, atingindo a menor média desde 2015”, informou o Imea.
Ainda segundo o levantamento, o Diferencial de Base (DB) entre o preço do leite em Mato Grosso e a “Média Brasil”, calculada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ficou em -14,64%, equivalente a -R$ 0,40 por litro. Trata-se da menor diferença desde o primeiro semestre de 2016.
Para os próximos meses, a expectativa do Imea é de que a redução das chuvas, com o pico do período de seca no estado, impacte ainda mais a captação de leite na região.
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (7), a pecuária de corte no Rio Grande do Sul atravessa um período de gestação em todas as regiões, com parições previstas para os próximos meses. A condição corporal dos animais variou conforme o manejo. Em algumas propriedades, o uso de forrageiras cultivadas e suplementação manteve o escore adequado, mas, em áreas dependentes apenas de campo nativo ou com lotação elevada, houve perdas acentuadas de peso e risco de morte.
Na região administrativa de Bagé, aumentou o uso de sal proteinado para suplementação alimentar, medida necessária diante da dificuldade dos animais em manter peso e escore corporal. Em Caxias do Sul, a situação foi considerada crítica em propriedades com rebanho mantido exclusivamente em campos nativos, onde houve registros de morte por desnutrição. A Emater/RS-Ascar informou que “em grande parte das propriedades, reprodutores e matrizes prenhes receberam alimentação de melhor qualidade em comparação às demais categorias”.
Em Frederico Westphalen, houve incidência significativa de carrapato. Ainda assim, os animais mantiveram peso com o uso de suplementação. Em Passo Fundo, o estado nutricional e sanitário foi considerado apropriado, e a oferta de animais no mercado aumentou com a readequação da lotação das pastagens. Em Pelotas, o rebanho apresentou escore corporal adequado, e a vacinação contra clostridioses foi reforçada. A oferta de animais prontos para abate permaneceu restrita.
Na região de Porto Alegre, animais em campo nativo tiveram condição corporal comprometida, enquanto aqueles em campos diferidos e suplementados com sal proteinado mantiveram o escore. Em Santa Maria, o clima e a alimentação favoreceram o desenvolvimento do rebanho.
Em Santa Rosa, houve ganho de peso e reorganização dos rebanhos para reduzir a pressão sobre as pastagens. Produtores buscaram crédito para aquisição de animais de engorda ou reposição. A demanda por gado de invernar permaneceu abaixo do esperado. Para o gado gordo, o aumento da oferta oriunda de pastagens cultivadas provocou queda nos preços. Em Santo Antônio das Missões, pecuaristas familiares se reuniram para discutir alternativas de manutenção alimentar do rebanho após os impactos das geadas. Em Soledade, categorias de boi gordo e vaca gorda tiveram prioridade nas melhores pastagens, e o período de parições continuou, com terneiros apresentando bom peso ao nascer.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Divulgação
A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) repassou R$ 51,4 milhões em julho por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR). Segundo o órgão, o montante foi destinado diretamente aos produtores rurais, com o objetivo de incentivar investimentos nas propriedades e contribuir para a permanência das famílias no campo.
De janeiro a julho, o total aplicado pelo FDR atingiu R$ 101,8 milhões, beneficiando 9.951 produtores em todas as regiões do estado. Conforme a Sape, os recursos foram destinados ao financiamento e à subvenção de juros em programas como Pronampe Agro SC, Pronampe Agro SC Emergencial, Água no Campo SC, Financia Agro-SC, Jovens e Mulheres em Ação, Reconstrói SC, Leite Bom SC e Safra Garantida, operacionalizados pela Epagri em parceria com a secretaria.
O investimento foi direcionado a melhorias estruturais nas propriedades, incluindo a construção de cisternas, instalação de sistemas de energia fotovoltaica, aquisição de máquinas e equipamentos, implantação de estações de tratamento de água, compra de computadores e notebooks, além de matrizes e reprodutores bovinos, ovinos e caprinos.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu ao presidente da China, Xi Jinping, que o país volte a comprar frango brasileiro.
As exportações brasileiras de produtos avícolas de todo o território nacional à China estão suspensas desde 16 de maio, quando foi confirmado um caso de gripe aviária em granja comercial no município de Montenegro (RS), conforme prevê o acordo bilateral sanitário entre os países.
O pedido de aval para a retomada das exportações brasileiras foi feito por Lula durante telefonema a Xi na noite da segunda-feira (11), afirmam interlocutores. Xi teria dito a Lula que buscaria a resolução do tema, conforme os relatos.
Lula teria mencionado o assunto três vezes durante a ligação com o líder chinês, de acordo com as fontes. Em nota divulgada na segunda-feira, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) afirmou que a ligação durou cerca de uma hora e que os presidentes falaram sobre “a parceria estratégica bilateral” entre o Brasil e a China e “saudaram os avanços já alcançados no âmbito das sinergias entre os programas nacionais de desenvolvimento dos dois países”.
Anteriormente à ligação, o governo avaliava o envio de uma nova carta ao governo chinês pedindo a liberação dos embarques. O Brasil busca retomar a exportação de frango para a China após a conclusão do caso de gripe aviária e a recuperação do status de país livre de gripe aviária em plantel comercial, com reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) obtido desde o fim de junho.
O protocolo acordado entre Brasil e China prevê que o país pare de certificar as exportações para o mercado chinês em caso de gripe aviária em plantel comercial. O reconhecimento do status sanitário brasileiro e a retomada das exportações dependem da validação da autoridade sanitária chinesa, assim como ocorre com os demais países importadores dos produtos avícolas nacionais.
Frigoríficos habilitados
O Ministério da Agricultura enviou ainda em junho um dossiê técnico de informações para avaliação da Administração Geral de Alfândega da China (GACC), autoridade sanitária do país asiático, para consequente autorização do retorno das exportações e restituição da habilitação dos frigoríficos aptos a exportar ao país.
Antes da suspensão temporária, 51 frigoríficos brasileiros estavam habilitados a exportar carne de frango e derivados ao país asiático.
No último mês, a GACC solicitou informações adicionais sobre a situação do Rio Grande do Sul e as medidas tomadas para evitar que a gripe aviária se espalhasse em um questionário enviado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As respostas foram encaminhadas e havia expectativa de conclusão da análise pela GACC neste mês.
China é maior importador
A China é o principal destino do frango brasileiro, sendo responsável por 13% dos embarques da proteína brasileira. Em 2024, o Brasil exportou 561 mil toneladas de carne de frango à China, gerando US$ 1,288 bilhão em vendas externas.
Em junho de 2023, o presidente Lula fez um movimento semelhante para liberar embarques de carne bovina à China. Na época, o presidente se envolveu pessoalmente para tentar destravar cerca de 40 mil toneladas de carne brasileira retida em contêineres na China, o equivalente a R$ 2,5 bilhões.
Na ocasião, o presidente Lula também ligou a Xi para pedir a liberação da proteína congelada exportada e produzida antes da confirmação de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (conhecida como mal da vaca louca) em 23 de fevereiro daquele ano, quando o país asiático suspendeu temporariamente as exportações do produto brasileiro. A liberação ocorreu cerca de 20 dias após a ligação.
As empresas afetadas pelo tarifaço do governo de Donald Trump receberão R$ 30 bilhões em linhas de crédito, disse na noite desta terça-feira (12) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao canal Band News, ele adiantou o valor da ajuda em crédito que será anunciada nesta quarta-feira (13).
“Amanhã, vou lançar uma medida provisória que cria uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para as empresas brasileiras que porventura tiveram prejuízos com a taxação do Trump. [Essa quantia de] R$ 30 bilhões é o começo. Você não pode colocar mais porque não sabe quanto é’, declarou Lula, indicando que o valor pode aumentar, caso seja necessário.
De acordo com Lula, o plano dará prioridade às menores companhias e a alimentos perecíveis.
“A gente está pensando em ajudar as pequenas empresas, que exportam espinafre, frutas, mel e outras coisas. Empresas de máquinas. As grandes empresas têm mais poder de resistência. Nós vamos aprovar [a medida provisória] amanhã, e acho que vai ser importante para a gente mostrar que ninguém ficará desamparado pela taxação do presidente Trump”, prosseguiu o presidente.
Segundo Lula, o plano procurará preservar os empregos e buscar mercados alternativos para os setores afetados.
“Vamos cuidar dos trabalhadores dessas empresas, vamos procurar achar outros mercados para essas empresas. Estamos mandando a outros países a lista das empresas que vendiam para os Estados Unidos porque a gente tem um lema: ninguém larga a mão de ninguém”, acrescentou.
O presidente também anunciou que ajudará os empresários afetados a brigar, na Justiça estadunidense, contra o tarifaço aos produtos brasileiros. “Vamos incentivar os empresários a brigar pelos mercados. Não dá para dar de barato a taxação do Trump. Tem leis nos Estados Unidos, e a gente pode abrir processo. Eles podem brigar lá”, disse.
Mais cedo, pouco após audiência pública no Senado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esclareceu que as medidas de ajuda virão por meio de crédito extraordinário ao Orçamento, recursos usados em situações de emergência fora do limite de gastos do arcabouço fiscal. Esse sistema foi usado no ano passado para socorrer as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.
Sem dar detalhes sobre o plano, Haddad afirmou que as medidas estão 100% prontas e que contemplam as demandas do setor produtivo. Ele ressaltou que a formulação das propostas ocorreu após reuniões com vários representantes e que deve ser “o necessário para atender aos afetados”.
O Brasil exportou 2,733 milhões de sacas de 60 kg de café em julho, primeiro mês do ano da safra 2025/26, queda de 27,6% na comparação com o mesmo período de 2024. Os dados partem de relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Contudo, a receita cambial foi recorde para os meses de julho, com o ingresso de US$ 1,033 bilhão, crescimento de 10,4% no comparativo anual.
No acumulado dos sete primeiros meses de 2025, a exportação de café do Brasil recuou 21,4% na comparação com o mesmo período do ano passado (28,182 milhões de sacas), com os embarques caindo para 22,150 milhões de sacas.
A receita cambial, por sua vez, cresceu 36% ante o obtido entre janeiro e o fim de julho de 2024, alcançando o recorde para o período de US$ 8,555 bilhões.
“Uma redução nos embarques já era aguardada neste ano, uma vez que nós vimos de exportações recordes em 2024, estamos com estoques reduzidos e uma safra sem excedentes, com o potencial produtivo total impactado pelo clima. No que se refere à receita cambial, ainda surfamos a onda dos elevados preços no mercado internacional, que reflete o apertado equilíbrio entre oferta e demanda ou mesmo um leve déficit na disponibilidade”, conta o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.
Principais destinos do café
Os Estados Unidos seguem como o maior comprador dos cafés do Brasil no acumulado dos sete primeiros meses de 2025, com a importação de 3,713 milhões de sacas, o que corresponde a 16,8% dos embarques totais e, apesar de apresentar declínio de 17,9% na comparação com o adquirido entre janeiro e julho de 2024, esse volume fica acima dos 16% de representatividade aferidos no mesmo intervalo do ano passado.
“Até julho, não observamos de fato o impacto do tarifaço de 50% do governo dos Estados Unidos imposto para a importação dos cafés do Brasil, já que a vigência da medida começou em 6 de agosto. A partir de agora, as indústrias americanas estão em compasso de espera, pois possuem estoque por 30 a 60 dias, o que gera algum fôlego para aguardarem um pouco mais as negociações em andamento. Porém, o que já visualizamos são eventuais pedidos de prorrogação, que são extremamente prejudiciais ao setor”, comenta.
De acordo com ele, quando o exportador realiza o negócio, ele fecha o Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) — financiamento, pré-embarque, que permite que as empresas obtenham recursos antecipados com base em um contrato de câmbio — e tem um tempo para cumprir esse compromisso.
“Com a prorrogação dos negócios, o ACC não é cumprido e passamos a sofrer com mais juros, com taxas altas, e custos adicionais, com overhead, por exemplo”, cita.
Prejuízo esperado
Ferreira anota que o prejuízo fica ainda maior quando se analisa a estrutura do mercado internacional, que, há algum tempo, se apresenta como o chamado “mercado invertido”, com os contratos futuros mais distantes depreciados em relação aos mais próximos.
“O vencimento dezembro de 2026 na Bolsa de Nova York, por exemplo, está com deságio de 9% a 10% frente ao dez/25. Já esse dez/25 possui depreciação de cerca de US$ 10 por saca ante o set/25. Ou seja, a prorrogação de um embarque de agosto, tendo como referência o set/25, para os próximos meses, que terão como base o dez/25, geraria uma perda adicional de US$ 10 por saca, além do impacto dos juros do ACC e dos custos adicionais com carrego, armazenagem e logística. Portanto, prorrogar embarques, além de atrasar divisas e compromissos, tem esse impacto negativo acumulado e acentuado”, analisa.
Fechando a lista dos cinco principais destinos dos cafés do Brasil, entre janeiro e o fim de julho deste ano, aparecem:
Alemanha: 2,656 milhões de sacas – queda de 34,1% em relação aos sete primeiros meses de 2024;
Itália: 1,733 milhão de sacas (-21,9%);
Japão: 1,459 milhão de sacas (+11,5%); e
Bélgica: 1,374 milhão de sacas (-49,4%).
Ações contra o tarifaço
O Cecafé informa que continua o trabalho para alcançar, junto ao governo brasileiro, aos pares do setor privado norte-americano e a outros canais pertinentes nos Estados Unidos, o entendimento para que os cafés do Brasil entrem na lista de isenção do tarifaço.
Isso porque o produto não é cultivado em escala no país parceiro e, ainda, desempenha papel fundamental na economia dos EUA, na satisfação dos consumidores locais.
Além disso, conforme o Cecafé, os dois países possuem uma relação de interdependência, com o Brasil sendo o maior produtor e exportador mundial e o líder no fornecimento de café ao país do Hemisfério Norte, e os Estados Unidos ocupando o posto de maior importador e consumidor global, além de principal destino do produto brasileiro.
“Não podemos, em hipótese alguma, sacrificar uma relação comercial construída em favor da cafeicultura com esmero, respeito e dedicação, de ambos os lados, em prejuízo de centenas de milhares de produtores e consumidores. Nossa história é muito maior do que o momento que estamos vivendo e, com pragmatismo e diplomacia, devemos negociar em favor dos dois lados. Ao longo da história do crescimento da economia brasileira, o café sempre esteve à frente de seu tempo, não somente em números, mas desempenhando um papel social, que podemos dizer, incomparável em todo o mundo”, avalia Ferreira.
Mediante os prejuízos que inevitavelmente ocorrerão em razão das tarifas, o Cecafé enfatiza que vem mantendo diálogos com os governos federal e dos Estados produtores a respeito da necessidade de implantações de medidas “temporariamente compensatórias” enquanto permaneça essa situação de desequilíbrio comercial entre os cafés do Brasil frente às demais origens que exportam para os Estados Unidos, bem como para outros destinos.
Segundo o presidente do Cecafé, a instituição, junto com a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS), tem solicitado ao governo brasileiro que intensifique ações junto a outras nações compradoras desse produto, visando acordos bilaterais, com reciprocidade comercial, a fim de que esses países em específico possam dar, aos cafés solúveis do Brasil, a mesma isenção oferecida a outras origens concorrentes.
“Principalmente no caso do café solúvel, produto acabado, de valor agregado e gerador de empregos, nossas indústrias, infelizmente, vêm sendo penalizadas em vários destinos das nossas exportações, o que retira a competitividade, prejudica nosso segmento industrial e, por conseguinte, nossos produtores. Temos solicitado atenção nesse sentido há algum tempo e precisamos desses acordos bilaterais para que, assim, possamos ampliar nossa participação nesses outros mercados”, aponta Ferreira.
Ele completa, ainda, que o Brasil, através do Cecafé e das demais entidades da cadeia produtiva, participa dos mais diversos fóruns mundiais, em países consumidores e produtores, compartilhando conhecimento, ciência, tecnologia, mais produtividade, sustentabilidade e qualidade.
“Esse trabalho é para que haja um ambiente de empatia e respeito, de forma que todos os produtores de café e as próximas gerações tenham uma melhor qualidade de vida, em todo o mundo, e para que os consumidores de todo o planeta possam desfrutar das mais diversas experiências com café, com diferentes blends, os quais não deveriam abdicar dos cafés do Brasil”, conclui.
China como alternativa?
Foto: Agência Brasil
A respeito do credenciamento, por parte da China, de 183 novas empresas exportadoras de café do Brasil, o presidente do Cecafé esclarece que muitos desses exportadores já atuavam no mercado chinês e que isso não necessariamente implica aumento dos embarques cafeeiros ao país asiático.
“Observamos atentamente o potencial de crescimento do consumo chinês, mercado que importou 571.866 sacas de janeiro a julho e ocupa a 11ª posição no ranking dos principais parceiros dos cafés do Brasil em 2025. Esse credenciamento por cinco anos, como divulgado nas mídias, é positivo do ponto de vista de desburocratização, mas, por si só, não representa nenhum aumento de exportações à China, o que esperamos siga ocorrendo de forma natural, a ser alcançado ao longo dos próximos anos e décadas, dado o aumento de interesse por parte do consumidor, como experimentamos em outros países da Ásia”, finaliza.
Tipos de café exportados
Nos primeiros sete meses de 2025, o café arábica foi a espécie mais exportada pelo Brasil, com o envio de 17,940 milhões de sacas ao exterior. Esse montante equivale a 81% do total, ainda que implique queda de 13,3% frente a idêntico intervalo antecedente.
O segmento do café solúvel veio na sequência, com embarques equivalentes a 2,229 milhões de sacas (10,1% do total), seguido pela espécie canéfora (conilon + robusta), com 1,949 milhão de sacas (8,8%), e pelo setor industrial de café torrado e torrado e moído, com 31.755 sacas (0,1%).
Produtos diferenciados
Os cafés que têm certificados de práticas sustentáveis ou qualidade superior responderam por 21,5% das exportações totais brasileiras entre janeiro e julho de 2025, com a remessa de 4,759 milhões de sacas ao exterior. Esse volume é 8,8% inferior ao aferido no acumulado dos primeiros sete meses do ano passado.
A um preço médio de US$ 425,78 por saca, a receita cambial com os embarques do produto diferenciado foi de US$ 2,026 bilhões, o que correspondeu a 23,7% do total obtido com todos os embarques de janeiro a julho deste ano. Na comparação com o mesmo intervalo de 2024, o valor é 57,8% maior.
Os EUA lideraram o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 871.972 sacas, o equivalente a 18,3% do total desse tipo de produto exportado. Fechando o top 5, aparecem:
Alemanha: 606.122 sacas (12,7%);
Bélgica: 533.023 sacas (11,2%);
Holanda (Países Baixos): 366.536 sacas (7,7%); e
Itália: 292.795 sacas (6,2%).
Escoamento de café
Foto: Ricardo Botelho/MInfra
O Porto de Santos segue como o principal exportador dos cafés do Brasil em 2025, com o embarque de 17,809 milhões de sacas e representatividade de 80,4% nos sete primeiros meses do ano.
Na sequência, vem o complexo portuário do Rio de Janeiro, que responde por 15,5% ao enviar 3,429 milhões de sacas ao exterior, e o Porto de Paranaguá (PR), que exportou 208.950 sacas e tem representatividade de 0,9%.
O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com preços mais altos nesta terça-feira (12). No entanto, de acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o movimento apresenta sinais de perda de intensidade.
“Vale destacar que a partir dessa semana o consumo interno passa a se enfraquecer, com efeitos cada vez menos presentes da entrada dos salários na economia”, define.
Segundo ele, os frigoríficos de menor porte ainda se deparam com escalas de abate menos confortáveis. “As exportações permanecem aceleradas em 2025. O país caminha a passos largos para mais um recorde de embarques”, disse Iglesias.
São Paulo: R$ 315,25 — ontem: R$ 314,75
Goiás: R$ 299,64 — R$ 295,89
Minas Gerais: R$ 302,94 — R$ 301,76
Mato Grosso do Sul: R$ 318,41 — R$ 318,07
Mato Grosso: R$ 303,11 — R$ 301,49
Mercado atacadista
O mercado atacadista volta a se deparar com preços acomodados para a arne bovina. Porém, o apelo à alta diminui consideravelmente durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.
“Além disso, a carne de frango ainda é mais competitiva se comparado as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne bovina”, pontuou Iglesias.
O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,00 por quilo; o quarto dianteiro segue cotado a R$ 17,80 por quilo; e a ponta de agulha se mantém a R$ 17,00 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,02%, sendo negociado a R$ 5,3872 para venda e a R$ 5,3852 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3862 e a máxima de R$ 5,4450.
Pecuaristas, a escolha de um bom cruzamento é fundamental para a lucratividade da fazenda. Ricardo Paez, criador de Três Corações, no estado de Minas Gerais, levantou uma dúvida interessante: o que esperar do cruzamento de sindi com senepol? Assista ao vídeo e confira as considerações.
A resposta, no entanto, vai muito além de uma simples combinação de raças e aponta para o potencial da pecuária de precisão.
Nesta terça-feira (12), o zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética e cruzamento industrial de bovinos e autor do blog “Crossbreeding”, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”.
Ele explica que o cruzamento de raças que se complementam, como o sindi e o senepol, pode gerar resultados impressionantes na precocidade do rebanho.
O que o cruzamento Sindi x Senepol oferece
Bovinos da raça Sindi puros de origem (PO) da Embrapa reconhecidos pela ABCZ. Foto: Fernanda Birolo/Embrapa Semiárido
Alexandre Zadra destaca que o cruzamento entre duas raças de pequeno porte, como o sindi x senepol, resulta em animais extremamente precoces.
Essa precocidade se manifesta tanto nos machos, que se tornam bois precoces, quanto nas fêmeas, que atingem a maturidade sexual muito cedo, tornando-se ultraprecoces.
As vantagens desse cruzamento estratégico são claras:
100% de tropicalização: Tanto o sindi (um zebuíno) quanto o senepol (um taurino adaptado) são raças selecionadas para o calor e a umidade. Os bezerros resultantes serão 100% tropicais e muito rústicos, ideais para as condições brasileiras.
100% de heterose (vigor híbrido): O cruzamento de um taurino com um zebuíno gera o máximo de heterose, o que potencializa o vigor, a adaptabilidade e o desenvolvimento dos animais, com um desempenho superior ao de seus pais de forma individual.
O especialista alerta que, por serem animais de pequeno porte e precoces, é crucial um manejo nutricional adequado para que a desmama seja bem-feita e que os bezerros atinjam um peso considerável.
Se bem manejados, os machos alcançarão o peso ideal que os frigoríficos procuram. A grande vantagem desse cruzamento é a produção de fêmeas ultraprecoces, o que contribui para um ciclo de produção mais rápido e eficiente na cria.
Onde a pecuária de cruzamento se destaca
Reprodutor da raça Senepol. Foto: Divulgação
A pecuária de cruzamento se destaca pela capacidade de combinar as melhores características de diferentes raças para se adaptar a um determinado ambiente e a objetivos de produção específicos.
Em climas tropicais, o cruzamento sindi x senepol é uma estratégia inteligente para quem busca um rebanho com as seguintes qualidades:
Precocidade: Fêmeas ultraprecoces que entram em reprodução mais cedo, acelerando o retorno sobre o investimento.
Rusticidade: Animais 100% adaptados ao calor, com menor estresse e maior resistência a parasitas.
Heterose: Vigor híbrido que impulsiona o desenvolvimento e a saúde geral do rebanho.
Qualidade de carne: Combinação de genética de corte com uma matriz zebuína, resultando em carne de melhor qualidade e maciez.
A resposta de Alexandre Zadra mostra que a pecuária de precisão não se baseia em suposições, mas em uma análise aprofundada dos atributos de cada raça. A escolha do cruzamento certo, como o sindi x senepol, pode ser uma ferramenta poderosa para aumentar a lucratividade do seu negócio.